Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
retalhoscg@hotmail.com

QUAL ASSUNTO VOCÊ ESTÁ PROCURANDO?



A foto acima pertence a coleção particular de Pedro Júnior Medeiros, advindas do acervo de D. Liu, sua avó. É uma imagem sem data definida, mostrando o tradicional Posto Esso à Avenida Floriano Peixoto, com o então Grande Hotel ao fundo.

Este posto pertencia ao comerciante Artur Monteiro, que também foi proprietário da VEPEL, do Posto "Bila" na Rua Presidente Vargas e também de uma empresa que fazia a linha Campina-João Pessoa.

Abaixo, outra raridade do acervo do blog, uma imagem colorida do posto no ano de 1950:


Nossa colaboradora, Mônica Torres, restaurou a imagem:


Mais tarde, essa área foi ocupada pelo Posto Futurama:

Posto Futurama em 1972 (Foto de Calina Teixeira)

O passeio público incorporou o pequeno trecho do antigo acesso à Rua Afonso Campos, onde hoje se encontra o ponto de ônibus das linhas 400. O posto hoje é um estacionamento:





por Adriano Araújo

Era uma bela tarde no animado bairro de Zé Pinheiro. Todavia, o dia 25 de dezembro de 1974 entrou para os anais da história campinense, como o dia da maior tragédia da cidade. Em virtude da explosão de um garrafão de oxigênio, que era utilizado para encher balões infantis. Campina Grande tornou-se manchete em todo o Brasil devido às várias mortes ocorridas naquele dia, além das centenas de pessoas feridas.

Tudo isso ocorreu, em virtude do descuido de um garrafeiro que enchia balões durante a festa, quando imprimiu uma alta pressão na recarga do cilindro, provocando o rompimento do mesmo em vários pedaços.

Com a explosão do artefato, vários pedaços de seres humanos foram arremessados em casas e na Igreja de José Pinheiro. Durante dias, o mau cheiro foi predominante naquele local, chegando a ser comum, pessoas encontrarem nos tetos de suas casas, restos de gente.

O garrafeiro Adval foi apontado com o principal responsável pela explosão, recebendo do Diário da Borborema a alcunha de “O Garrafeiro da Morte”.

Adval


Os Bombeiros da cidade trabalharam como nunca naquele dia. Uma das testemunhas da tragédia foi o então cabo José Barbosa da Silva, que relatou a seguinte passagem ao Diário da Borborema: "O telefone não parava de tocar. Muita gente, quase que ao mesmo tempo, ligou desesperado pedindo socorro. Nós estávamos passando pelas margens do Açude Velho quando fomos informados que havia muitas vítimas fatais e que muitas pessoas estavam feridas. Eu estava há pouco tempo no Corpo de Bombeiros, tinha feito o curso de formação de oficiais em João Pessoa e nunca tinha visto uma coisa daquelas. Era muito grito, pessoas chorando em um desespero total. Sangue por toda parte, pedaços de gente pelo chão. Cabeça esbagaçada, pedaço de gente em cima de casa. Tudo foi chocante. Foi um estrago muito grande".

As pessoas feridas, foram para os hospitais Antônio Targino e Pedro I. Aqueles que morreram, foram para a denominada “pedra”, que funcionava ao lado da Central de Polícia.


Um dos sobreviventes da tragédia foi Marcelo Felipe, que ao lado de seus amigos, se aproximaram do cilindro. Felipe chegou a tocar no objeto: "Quem primeiro tocou nele foi Damião que era um amigo. Depois eu toquei nele e logo tirei a mão. Estava muito quente", contou ao Diário da Borborema. Marcelho falou também, que viu o garrafeiro pouco antes da explosão saindo muito depressa. Após isso, só escutou o grande estrondo, sendo Marcelho arremessado para longe. "Foi uma sensação inexplicável. Não sei se eu cai. Eu senti como se estivesse voando. Igual uma folha quando a gente solta", disse ao DB. Após o desastre, o então garoto de 8 anos teve sua perna esquerda amputada e ficou cego de um olho.

Segundo outra testemunha da explosão, Givanildo Pereira da Silva, o garrafão estava vazando desde o momento que foi instalado a alguns metros da Igreja de José Pinheiro. "Eu vi quando ele mandou buscar água em uma mercearia da Rua Campos Sales para colocar em cima da garrafa que estava quente. Era visível que a garrafa estava com defeito. Parte dela apresentava ferrugem. Quando ele abriu, eu vi tudo. A garrafa não tinha nada. Não tinha relógio nem registro. Só tinha a válvula de sair o ar e a tampa de sair e fechar", relatou ao Diário. Givanildo após a explosão, passou quatro dias em coma, com seqüelas nas mãos e nas pernas.

Oficialmente, foram oito crianças mortas, além de centenas de feridos. Em 2007, a triste história foi resgatada em curta-metragem chamado “Os Balões de 74”, do diretor de cinema Luciano Mariz. “Em Meados de novembro de 2006, fazendo uma pesquisa de rotina nos arquivos do Diário da Borborema, me deparei com a primeira página do dia 27 de Dezembro de 1974. A notícia da primeira página atraiu minha atenção: ‘Garrafão explode e enluta Campina nas festas natalinas’, naquele momento a curiosidade foi maior, me esqueci da pesquisa que estava em andamento e passei horas buscando saber mais informação sobre o acidente do garrafão no bairro do José Pinheiro”, relatou Mariz em seu Blog.

Tivemos acesso ao curta e realmente, relata com fidelidade o drama daquela tragédia. O filme é muito bom, com entrevistas de sobreviventes, além dos jornalistas que trabalharam no relato para jornais.

O cilindro foi doado para o Museu Histórico da Cidade, infelizmente, não temos a informação se o mesmo ainda se encontra lá. Quem tiver mais relatos sobre esse inesquecível fato, deixem seus comentários aqui no blog, pois se forem pertinentes ao enriquecimento do tópico, serão inseridos.

Reportagens da TV Paraíba sobre o filme:




Fontes Utilizadas:

Diário da Borborema (Pesquisa e Fotos)
TV Paraíba (Vídeos)
Jornal da Paraíba (Fotos)
Quando criamos o "Retalhos Históricos de Campina Grande", uma de nossas inspirações para tal fato, talvez a maior, foi um documentário que tinha sido feito naquele período, o "Balões de 74" do diretor Luciano Mariz. O filme relatava a tragédia ocorrida no bairro de José Pinheiro no ano de 1974, quando um cilindro de gás explodiu, atingindo várias pessoas que estavam em um parque de diversões. O Blog RHCG já abordou em suas páginas várias vezes o ocorrido, material este, que pode ser lido clicando-se AQUI e AQUI . O fato é que esta tragédia, acabou se tornando um dos fatos marcantes da história de Campina Grande, a exemplo da morte de Félix Araújo, da seita "Borboletas Azuis", da Tragédia da Praça da Bandeira, o "Mão Branca"  e outros menos votados.

Luciano Mariz, gentilmente autorizou a reprodução do seu filme aqui no blog, o que ficamos honrados e agradecidos, pois o material é excelente e agora está acessível para todos os historiadores, curiosos e público em geral, fazendo agora parte do acervo do blog. O filme pode ser assistido clicando-se abaixo:




“Os balões de 74”
Luciano Mariz



SINOPSE


Domingo de natal. Crianças brincam nas calçadas e os fiéis deixam a igreja depois da missa de fim de tarde. A rua, intransitável, divide-se entre pessoas e brinquedos de um simplório parque de diversões. Seria uma imagem poética, se não estivéssemos falando de uma das maiores tragédias ocorridas na cidade de Campina Grande, PB. Em 1974, o cenário de beleza ganhou expressões grotescas e marcas de sangue as quais ecoam até hoje na memória dos sobreviventes. Entre o fictício e o real, a alegria e o sofrimento, o presente e o passado: “Os balões de 74” traz à tona uma história esquecida pelas novas gerações, mas que ainda hoje é uma recordação viva para os mais velhos. Ouvir os sobreviventes e parentes de vítimas da tragédia, cerca de três décadas depois, é como ouvir o ressoar daquela explosão.


Os Balões de 74
Direção Geral: Luciano Mariz
Direção de Produção: Hingrit Nitsche

Patrocinadores:

- Prefeitura Municipal de Campina Grande – Secretaria de Educação, Esporte e Cultura
- Prefeitura Municipal de Boqueirão – CEFAR
- Câmara Municipal de Campina Grande
- Nutricarnes
- Universidade Federal da Campina Grande - UFCG

FICHA TÉCNICA

Direção Geral
Luciano Mariz

Produção Executiva
Hingrit Nitsche
Luciano Mariz

Roteiro
Luciano Mariz
Nathan Cirino

Assistência de Direção
1º. Assistente: Fabiano Raposo
2º. Assistente: Sabrina Moura

Direção de Produção
Hingrit Nitsche

Assistência de Produção
Cristiane Patrícia Melo Amorim
Lunara Araújo
Mainara Rodrigues Nóbrega

Pesquisa
Sabrina Moura
Rebecca Cirino

Assistência de pesquisa
Vinicius Queiroz

Direção de fotografia
Helton Paulino
Jhésus Tribuzi Lula

Assistência de Fotografia
1º. Assistente: Ian Abé Mafiollete
2º. Assistente: Hugo Felinto

Cinegrafistas:
Anderson Santiago
Paulo Calixto
Hoberdan Dias

Direção de Arte 
Fernando Rabelo
Ricardo Garrido

Assistência de Arte
Emídio Medeiros

Arte Gráfica
Elton Fernandes Ramos

Direção de Áudio e Edição de Som
Gustavo Sobreira Rocha

Assistência de Áudio
1º. Assistente: Rennan Ribeiro
2º. Assistente: Bernardo Hennys

Técnico de som de gravações de áudios off
Zé Newton Sousa Filho

Trilha Sonora Original
Nilson Lopes

Vozes off
Evilásio Junqueira
Flávio Barros
Hingrit Nitsche
Iuska Cyntia Mariz Galvão
Massilon Gonzaga

Direção de Platô
André Luiz Almeida

Assistência de Platô
1º. Assistente: Ludemberg Bezerra
Adriana Sá
André de Brito Leano
Estela Maris de Medeiros e Oliveira
Liliana Patrício Vieira
Luciana Nascimento Urtiga
Marina Moura Ribeiro
Moema Vilar
Nicole Camelo Felipe
Pâmella Leite
Priscylla Araújo Lucena
Renata Fernandes
Vinicius Queiroz

Still
Daniela Morais
Poliana Urtiga

Story Board
Luís Carlos Venceslau

Claquete
Giotto Andrade Braz

Contra-regra
Emídio Medeiros

Montagem
Luciano Mariz
Sabrina Moura

Edição e Finalização
Leandro Ponciano


Contatos:

Luciano Mariz - 8858 0766
lucianomariz@gmail.com

Natural da cidade de Macaparana (PE), nasceu no Engenho Zebelê, em 20 de Dezembro de 1915, registrado Rosil de Assis Cavalcanti.

Cursou o primário e ginásio na cidade de Recife. Em 1936 entrou para o 22º Batalhão de Caçadores da 7º Região Militar na cidade de Aracaju, em Sergipe. Em 1937, licenciou-se do Batalhão de Caçadores e passou a trabalhar no Fomento Agrícola de Sergipe. Durante essa época, atuou como jogador de futebol, tornando-se tri-campeão sergipano pelo Cotinguiba Sport Clube. Em 1941 foi trabalhar na Secretaria de Agricultura da Paraíba, na cidade de João Pessoa.

Desembarcou em Campina Grande no ano de 1943, acatando transferência como servidor público. Aqui desempenhou as atividades de compositor e apresentador de programas de rádio e TV, adotando o codnome de "Zé Lagoa", atuando nas Rádios Borborema, Caturité e TV Borborema.

Do auditório da Rádio Borborema, que localizava-se na Rua Cardoso Vieira, o Programa era transmitido ao vivo. Foi realizado concurso de sanfoneiro, de dançarino, de beleza, de teatro, etc.

O carisma de Rosil cativava e conquistava.

Compôs cerca de 130 músicas, sendo algumas de memoráveis parcerias com Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga.

Falando em parcerias, junto a Raymundo Asfora, compôs o hino extra-oficial de Campina Grande "Tropeiros da Borborema".

Entre suas músicas mais famosas estão "Sebastiana", "Na Base da Chinela" e "Quadro Negro".

Rosil notáva-se pela dinamicidade musical. Foi autor de todos os gêneros da música reginal nordestina, como baião, xote, e côco. Pessoalmente não se achava detentor de "voz" para cantar e, portanto, nunca gravou nenhuma das suas canções.

Na Rádio Borborema ainda apresentou um programa policial com viés humorístico chamado "Radar".

Nos anos 40 formou a famosa dupla "Café com Leite", ao lado do imortal Jackson do Pandeiro, apresentando-se na Rádio Tabajara.

Segundo palavras do Professor João Duarte, para o Blog O Nordeste, "No dia 10 de julho de 1968, no início da tarde, Rosil se sentiu mal quando descansava sob a sombra do Umbuzeiro e da Quixabeira. [...]Na noite daquele dia, [...] Em vez da música introdutória na voz vibrante de seu parceiro Café, dizendo: se você não viu, vá ver que coisa boa, em Campina Grande, o Forró do Zé Lagoa, se ouviu uma fúnebre anunciando o falecimento do poeta da caatinga, dos cariris, do Nordeste. O Nordeste parou. Campina Grande assistiu a mais profunda comoção que a atingira. Desaparecera subitamente sua síntese poética, suas alegrias e suas tristezas. Os contornos da feira central ficaram sem graça. A feira da Prata perdeu o charme. Macambiras e xiquexiques murcharam. Juritis, asas brancas, ribaçãs arribaram. O povo, a população simples e pobre das periferias de Campina e dos municípios visinhos se encerrou em luto. Campina Grande não comportou a quantidade de pessoas para o último adeus ao poeta que a cidade adotou."



Na foto acima, datada de fevereiro de 1952 durante festejo momesco, enviada e autorizada sua publicação pela Professora Clotilde Tavares (http://clotildetavares.wordpress.com) é possível ver a casa em que morou Rosil Cavalcante em Campina Grande, vendida e descaracterizada após o falecimento da sua viúva, D. Nevinha.

A residência era localizada no começo da Rua Afonso Campos, de frente ao antigo Posto Futurama, onde vê-se um garoto à sua porta e mais duas janelas. Na casa vizinha, morava um  outro campinense notável, já detentor de post em nosso blog, o barbeiro Francisco de Almeida Batista, o Chico B.

O local onde estão os protagonistas da foto, é a Praça Clementino Procópio, onde pode ser vista a antiga fonte existente, onde hoje está o playground.

Vídeos:

Convidamos aos amigos a assistirem os vídeos abaixo, feitos pela TV Paraíba. O primeiro conta um pouco da história de Rosil e o segundo é uma entrevista, com o autor de um livro sobre a vida de um grande amante da cultura de Campina Grande.



Fontes Consultadas:
Site Forró em Vinil: http://www.forroemvinil.com
Site O Nordeste: http://onordeste.com
DUARTE, Jonas. "Jackson do Pandeiro e Rosil Cavalcante". Prof. Doutor Dep. Históriada UFPB, João Pessoa. Reproduzido por Ivan Moreira em, http://www.onordeste.com
Blog Umas & Outras (Profa. Clotilde Tavares), em: http://www.umaseoutras.com.br/boletim/19_08_2007/
No dia de hoje, 10 de Julho, morrera no ano de 1968 em Campina Grande, o compositor e radialista Rosil Cavalcante. "Comemorando" a data, postamos uma relíquia:  uma gravação que eternizou alguns dos últimos momentos de Rosil, no dia em que falecera.

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Recebemos de Sylvio Rogério Soares do Nascimento um áudio espetacular, grande raridade dos arquivos da Rádio Borborema. Nas próprias palavras de Sylvio:

"Segue mais um excerto do áudio na voz de Humberto de Campos sobre a reconstituição da morte de Rosil Cavalcante apresentada no programa "Rosil Cavalcante, Sua Vida, Sua Música" produzido por Deodato Borges no dia 08/12/1968. Relata o dia do grande Rosil, iniciando com o programa Retalhos do Sertão, ao meio dia apresentando a Patrulha da Cidade e logo após uma gravação efetuada pelo próprio Rosil feita num gravador comprado na SOCIC".


Como pode-se notar é um dos poucos registros existentes com o áudio da voz de Rosil Cavalcante, um dos maiores representantes da cultura de Campina Grande. Nós do "RHCG" já publicamos bastante material sobre Rosil; para acessá-lo utilizem nosso mecanismo de busca.
Na nossa busca pelos "retalhos" da história campinense, encontramos nos arquivos do Diário da Borborema uma coluna do saudoso Humberto de Campos, quando ele relembrava Rosil Cavalcanti, contando como aconteceu a morte de um dos maiores agentes culturais da história desta cidade. Intitulada "Rosil: 17 anos", a coluna foi publicada no DB em 1985:

ROSIL: 17 ANOS
Foi no ontem já longínquo ano de 1968, no entanto parece que foi ontem, que perdemos Rosil Cavalcanti num dia 10 de julho.

Como esquecer se quase até a hora da morte estivemos lado a lado.

Começou no velho e saudoso palco do auditório da Rádio Borborema com o mesmo apresentando Retalhos do Sertão, sempre às 8 da manhã.

Continua na minha sala com a sua pressa em gravar a Patrulha da Cidade que ainda não havia sido redigida integralmente por Deodato.

Durante a Patrulha, brincamos alegremente com a paródia da música que a produção fizera com um tal de Josil, ladrão de carros, a quem eu de propósito chamava Rosil, justo com a música do primeiro sucesso do grande compositor: Meu Cariri.

Depois foi a compra de um gravador Crawn-Corder na Socic, devidamente autorizado por Mousinho, que fizera vibrar o apresentador do Forró de Zé Lagoa, o qual poderia deixar seus comerciais devidamente gravados quando fosse fazer suas pescarias.

Por último, violento e fatal infarto.

Ainda fui com Amauri e Mousinho ao Pronto Socorro, onde o enfermeiro Guaracy aplicava desesperadas massagens em seu coração.

Debalde todo o esforço.

Naquele resto de ano ainda aconteceriam muitas coisas. Fui conhecer o Piauí, onde o Campinense levou duas surras, sendo uma pela Taça Brasil, "seu" Cabral ganhou a campanha para prefeito, mas perdeu na soma de votos. Ronaldo assumiu e foi cassado posteriormente e Vital foi o principal prejudicado, com a morte do seu compositor exclusivo.

Parece que foi ontem, no entanto já transcorreram 17 anos.

Em tempo: - Não foi celebrada ontem (1985), pela primeira vez nesses 17 anos, nenhuma missa em sufrágio da alma de Rosil. Simplesmente não havia nenhum padre disponível.

Por Humberto de Campos

***

Uma das maiores raridades recebidas pelo blog, contando com a ajuda do colaborador Sylvio Rogerio, foi o áudio de um programa de Humberto de Campos na Rádio Borborema, quando ele relatava a morte do amigo, inclusive com um áudio raríssimo de Rosil, gravado no próprio gravador que ele comprou no dia de sua morte. O post pode ser acessado clicando-se AQUI.



Infelizmente sem data precisa, porém trata-se de mais um espetacular registro trazido por Fernando Azevedo, que media a fanpage "Amigos_Estadual_Prata", no Facebook, onde vemos a Rua Marquês do Herval em determinada época.

À esquerda da foto lê-se o final da palavra "PETRÓPOLIS", estabelecimento que até hoje mantém este nome fantasia, operando no comércio de produtos farmacêuticos. 

Também é possível identificar o letreiro do 'Banco Mercantil' bem como Azevedo identifica o sobrado ao centro como sendo a "Mesa de Rendas", instituição á qual hoje corresponde à Recebedoria de Rendas.

Após inserirmos o assunto "Miss" em um dos posts anteriores do nosso Blog, devemos enaltecer a figura do ilustre cronista social campinense Josildo Albuquerque, o "Jô", que caracterizou-se por ser o grande incentivador dos concursos de misses na Rainha da Borborema, além das badaladas "Festas das Debutantes" que reunia todas as garotas que, durante o ano, debutaram em glamourosos Bailes de 15 Anos.

Durante as décadas de 1980/1990, Josildo Albuquerque ilustrava a Coluna Social do Jornal da Paraíba com os campinenses que se destacavam no cenário social. Na foto acima, em um dos seus característicos eventos realizados em Campina Grande, o colunista aparece ladeado por um dos símbolos sexuais brasileiros dos anos 80, a modelo Márcia Gabrielli, além do ator global Lauro Corona, falecido em 1989.

A vida de Josildo Albuquerque foi encerrada por iniciativa própria, quando  no ano de 1994 o mesmo se lançou ao vazio do último andar do Hotel Serrano, pondo um fim na evidência do brilho dos socialites da Serra da Borborema, o "crème de la crème",  como diria com suas próprias palavras.

O também colunista Edson Félix, falecido em 2006, desenvolvia um trabalho biográfico sobre Josildo, porém, a obra ficou inconclusa.

P.S.#01: Comentário Enviado por Gustavo Ribeiro:
"Josildo antes de ser colunista social foi atleta e professor de natação. A depressão por conta do diagnóstico recebido, motivou o salto para a morte. Por ironia do destino, o ator Lauro Corona, que aparece ao seu lado na foto, contraiu o mesmo vírus.
É bom lembrar que Josildo Albuquerque foi o primeiro colunista social de Campina Grande a fazer sucesso também na Capital, monopolizando o setor de grandes festas e concursos.
Era um batalhador."


P.S.#02: Comentário Enviado por Clotilde Tavares:
"Eu conheci Josildo quando ambos éramos adolescentes. Tínhamos 15, 16 anos. Ele dançava muito bem, com aquelas pernonas compridas, muito magro, o cabelo na testa bem antes da moda lançada pelos Beatles. Era um garoto diferente dos outros e como sempre gostei dos diferentes vivia colada com ele, uma espécie de namoro inocente e bobo. Dançávamos a noite toda nas festas do Gresse, Caçadores... Por causa do cabelo na testa e do rosto miúdo, Mamãe o chamava de "Macaquinho", e é assim que ele está mencionado nos meus diários daquela época. Fui muitas vezes à piscina do Clube dos Caçadores torcer por ele. Em 1964 ele ganhou um campeonato de natação naquele clube, lembro bem porque era o ano do Centenário de Campina, e saímos da área da piscina abraçados, ele todo molhado... Depois que ele ficou adulto e se tornou cronista social, nunca nos distanciamos e sempre eu o via nas festas em Natal. Josildo Albuquerque, "Macaquinho": uma das mais doces recordações da minha adolescência." 


Cléa Cordeiro, Ivan Gomes e Josildo Albuquerque - Club Campestre

Em matéria publicada na Revista ‘Campina Século e Meio’, editada pelo jornalista Romero Azevedo, em Maio/2014, surgiu uma curiosidade levantada pelo leitor Alberto de Oliveira, à respeito de uma atração que se exibiu em nossa cidade em determinado ano...

Segundo o texto, o local onde hoje se encontra os prédios da Oi (antiga Telpa) e do Shopping Ramos, obviamente antes das suas construções, era onde se realizava a “Feira de Amostras” e a “Festa da Mocidade”, eventos de entretenimento social, além das constantes instalações de circos nas Décadas de 50 e 60.

Em uma dessas instalações, em época não determinada pelo autor da matéria, apareceu naquela área de espetáculos circenses uma ‘faquiresa misteriosa’, dentro de uma tenda, que se apresentava deitada no interior de uma urna de vidro com cobras passeando pelo seu corpo; dessas bizarrices ao estilo ‘Monga a Mulher Macaco’ que se cobra ingresso para os espectadores.

O show se chamava “A Mulher e as Cobras”;  a faquiresa não comia e não dormia! Suas vestes eram compostas de um biquíni prateado e possuía um véu transparente na sua cabeça, criando um ar de mistério sobre seu rosto.

Terreno Av. Floriano Peixoto - Década de 1950

Nossa curiosidade sobre esse fato veio do contato que recebemos do historiador Alberto de Oliveira, de Junduaí-SP, que vem desenvolvendo pesquisas sobre este assunto e apela aos leitores do BlogRHCG que possuam alguma informação sobre essa moça, que o ajude em sua pesquisa.

Segue e-mail enviado:

"Sou historiador, resido em Jundiaí, no interior de São Paulo, e preciso muito de ajuda.
Estou escrevendo um livro sobre as faquiresas brasileiras. Essas mulheres jejuavam durante muitos dias encerradas em urnas de vidro, cercadas por serpentes.
Uma dessas mulheres jejuou em Campina Grande!
Encontrar uma ou mais reportagens sobre ela seria muito, mas muito importante para a minha pesquisa. Alberto de Oliveira betodec30yahoo@gmail.com"

Sabendo do vasto conteúdo existente na memória dos visitantes deste Blog, pedimos que qualquer referência ao tema seja comentado nesta postagem, para que sirva de subsídio textual para Alberto.

Romero Azevedo, editor da revista, em contato com o Blog RHCG nos esclareceu que não citou o ano em que este evento ocorreu na cidade por falta de certeza porém, alega que foi entre os anos de 1963 e 1964, bem como disponibiliza o acesso para quem quiser ler as revistas na íntegra, já que foram publicadas duas, através do endereço abaixo:


Walmir Chaves
Uma das melhores produções locais, o Programa Diversidade, da TV Itararé, por muitas vezes promove o conteúdo disposto no BlogRHCG, como um dos vieses culturais de Campina Grande. Desta vez ilustrou uma postagem da qual tratamos da música "A Terra Onde eu Nasci", composta por Correia Leite na Década de 40, resgatada pelo esforço do campinense Walmir Chaves, radicado na Espanha desde a década de 1960.


Thaíse Carvalho apresenta a matéria que conta com os depoimentos de Walmir Chaves e de Ivani Macedo, cantora da Rádio Borborema na Era de Ouro do rádio.

Agradecendo o empenho dos protagonistas envolvidos, bem como à produção do Diversidade, curtam a matéria disponibilizada no canal do programa no YouTube:


Recebemos do colaborador Sérgio Gaiafi as imagens que postamos abaixo, fruto da lendária Revista "O Cruzeiro", falando do Concurso Miss Paraíba de 1967:



Segundo Sérgio, a vencedora Maria Laura Vieira era campinense e estava representando o Clube dos Oficiais do Exército.

Maria Laura Vieira

Tivemos a grata surpresa de receber da senhora Bárbara Araújo Silva, fotos de casas antigas de Campina Grande. A primeira imagem é do ano de 1969 e mostra a então casa do senhor Manoel Elias de Araújo Pereira:


Esta casa ficava na Avenida Floriano Peixoto, no Centro, na esquina com a Rua Peregrino de Carvalho. Segundo nosso colaborador Saulo Araújo: "O que marcava esta casa era a grande parede de tijolo de vidro. Projeto e construção do engenheiro Aurélio Araújo".

A casa sofreu transformações ao longo dos anos e hoje é a sede do "Laboratório Promédica", conforme pode ser visualizado abaixo em um "antes e depois":

Segunda imagem de 2012 do acervo do Google Street View

Outra belíssima foto, uma casa localizada na Rua Vila Nova da Rainha nos anos 70, que foi a residência da senhora Bárbara quando esta morou em Campina Grande: 


A casa, uma obra do arquiteto Geraldino Duda, ainda existe em que pese a modificação feita em sua estrutura:

Casa na Atualidade (Imagem enviada por Fábio Leal - Google Street View)

A casa era de propriedade do senhor José Pedro Sobrinho:



Outro registro grandioso do acervo de Mercia Lima, uma imagem do "Club 31" no ano de 1933:


Contamos com a ajuda dos colaboradores para a identificação dos presentes.

Época áurea da nossa high society, quando eram realizados os concursos Miss Paraíba e Miss Brasil. Este, em destaque nas fotos acima, foi o Miss Paraíba do ano de 1970, ocorrido no Campinense Clube. 

O inesquecível 'Lutador Imbatível' Ivan Gomes, presente nas fotos, era um dos diretores do clube e a 'miss' vencedora do título chamava-se Sirlete Carvalho. 

Ainda nas fotos podem ser identificadas, segundo a Professora Cléa Cordeiro, que gentilmente nos cedeu o direito de postá-las, "o Senhor Lúcio (*), Paulo Pires e esposa -  foi ele quem iniciou a construção do parque aquático, continuado por Ermirio Leite e concluído pelo presidente Maurício Almeida em 1973 -, Marinaldo, todos do Campinense. (...) Temos também a visita da miss Pernambuco."




Foto 04

(*) Segundo o jurista Félix Araújo Filho, "O primeiro à direita (Foto04) é o ex-combatente da FEB , ferido de guerra, e condecorado Lúcio Machado. O estimadíssimo amigo Machado, já conquistou a vitória final e agora está na paz eterna, nos braços de Deus, ao lado de tantos outros heróis, irmãos "pracinhas", ente os quais o meu pai, Félix de Souza Araújo"

Na imagem acima, de autoria do foto-documentarista José Cacho, vemos uma belíssima tomada da Rua Vidal de Negreiros, com destaques à Primeira Igreja Batista (inaugurada em 1922), ao fundo o Açude Velho em sua antiga expansão, o imóvel comercial à direita onde hoje funciona a tradicional lanchonete 'Mundo dos Sucos' e, ao centro, o banheiro público existente na 'quina de área' hoje ocupada pela Praça Clementino Procópio.
Faleceu na madrugada de hoje no Hospital Antônio Targino, em Campina Grande, vitimado por um infarto fulminante, o escritor, dramaturgo, jornalista e ex-professor do curso de Comunicação Social da UEPB e da Unidade Acadêmica de Arte e Mídia, do Centro de Humanidades da UFCG, Hermano José Bezerra de Lima, que tinha pouco mais de 60 anos de idade.

Hermano José era filho do saudoso radialista José Bezerra e foi, durante muitos anos, colunista dos jornais Jornal da Paraíba e Diário da Borborema. Foi um dos que se empenharam para o tombamento da área central da cidade, do conjunto Art Decó dos prédios centrais.

Sempre esteve ligado ao teatro. Foi autor e diretor de várias peças, com destaque para O Glorioso Retorno de Lili Chaves. Segundo matéria do Jornal da Paraíba, recentemente estava com projetos de voltar aos palcos para dirigir um texto de Bráulio Tavares.

O velório ocorre na Central de Velórios da Digna, na avenida Juscelino Kubitschek, próximo ao Colégio Raul Córdula. O sepultamento acontecerá às 9:00hs de amanhã (25/11), no Cemitério do Monte Santo.



No último dia 14 de Novembro de 2014, data que passou despercebida pela imprensa, comemorou-se 140 anos da Revolta de Quebra-Quilos!

O movimento popular, ocorrido em 14 de Novembro de 1874, foi contra a adoção do novo sistema métrico implantado na Colônia, através da Lei Imperial nº 1157, de 1862, somente entrando em vigor em 1872, com a promulgação do Decreto Imperial de 18 de setembro. O sistema tratava-se do modelo métrico decimal francês, até hoje em uso no nosso cotidiano: quilo, metro, litro...

"Tudo teve início, ao que se sabe, com o popular João Carga D’água, vendedor de rapadura, que liderando um grupo, resolveu invadir a feira do povoado de Fagundes, próximo a Campina Grande, e quebrar as medidas usadas pelos feirantes e fornecidas pelo governo. Assim, toma corpo a revolta, com incidentes semelhantes se repetindo em várias áreas do nordeste. Eram escolhidos os dias de feira para os ataques populares porque era nessa ocasião que as autoridades costumavam cobrar os impostos municipais. Destacaram-se em meio aos revoltosos os nomes de João Vieira Manuel de Barros Souza e Alexandre Viveiros." (www.infoescola.com)

Em comemoração ao fato, a Prefeitura Municipal de Campina Grande inaugurou a escultura em Homenagem ao Negro João Carga D´Água, assentada na Praça José Lopes de Andrade, recentemente recuperada pela Administração Pública, sob cuidados e manutenção da FIEP.

A obra é autoria dos escultores Jorge Elô e Cândido Freire, artistas visuais locais, que atenderam às exigências do edital lançado pela PMCG para compôr a escultura.

"Seguimos de acordo com o projeto aprovado. É mais uma representação da figura do líder do Quebra Quilos, do que o retrato do João Vieira. Até mesmo porque não tínhamos fotos dele!" Disse-nos Jorge Elô, um dos autores da escultura que foi entregue pelo prefeito em exercício Ronaldo Filho, na manhã de ontem, dia 20 de Novembro de 2014.

Para ler mais sobre a Revolta de Quebra Quilos, clique AQUI, AQUI, AQUI ou AQUI. O Professor Josemir Camilo, em sua coluna no site Paraíba Online também discorre sobre o tema, clique aqui!



A foto mostra a visão das portas de entrada e fachada do Cine-Theatro Capitólio, inaugurado em 20 de Novembro de 1934 por Olavo Wanderley, família tradicional nos empreendimentos da "Sétima Arte" na Paraíba.

Olavo Wanderley herdou a Cia. Exibidora de Filmes,  do seu sogro o Sr. Alberto Leal do Rio Grande do Norte, que já detinha as salas Royal e Potytheama funcionando no vizinho estado. O 'know how' que a empresa lhe forneceu possibilitou instalar cine-theatros em Campina Grande, João Pessoas e outras cidades do interior.

Em Campina Grande, especificamente falando, o Cine-Theatro Capitólio era considerado o maior e mais moderno do estado, possuindo uma das mais bonitas estruturas físicas (projetado por "Mestre Abílio") e contando com 1.000 lugares para acomodação de expectadores.

No dia de sua inauguração, 20 de Novembro de 1934, foi exibido o filme "Cavadouras de Ouro",  musical estrelado pelos atores americanos Dick Powell e John Blond.

O cinema foi construído no terreno por trás da Igreja de Nossa Senhora do Rosário (vista ao fundo na imagem), onde funcionava a sede da Sociedade Beneficente Deus e Caridade. Portanto, sua entrada era de frente para a Rua Irineu Joffily.

Além da exibição cinematográfica, o Capitólio era o "multiplex" daquela época, sendo palco dos grandes eventos teatrais, festas sociais, políticas e culturais.

Lá discursaram Carlos Lacerda, Assis Chateaubriand, além das apresentações artísticas dos cantores Dalva de Oliveira, Caubi Peixoto, dentro outros inúmeros acontecimentos que evidenciaram a grandeza do espaço ocupado pelo Cine Capitólio em nossa cidade, durante os anos em que reinou absoluto como casa de espetáculos, até a inauguração do Teatro Municipal Severino Cabral, em 1963.


As exibições cinematográficas do Cine Capitólio encerraram-se ao final da década de 90, onde a sala fora transformada no Cine-Pornô de Campina Grande, decretando o ocaso daquele que fora a maior sala de espetáculos do estado por três décadas, desde sua inauguração.

Atualmente não funciona nada nas dependências do prédio. A cobertura já ruiu, havendo somente as quatro paredes - literalmente - sendo degradado pelas intempéries ano, após ano, estando inclusive condenado pelo CREA.

Fonte Pesquisada:
LOPES, Dougllas Pierra J. da Silva. "Cinema em C.Grande: Cine Capitólio o Moderno 
e Suas Várias Facetas (1934 - 1949)

A TV Paraíba realizou uma reportagem alertando para o abandono dos prédios dos cinemas de nossa cidade:


Do vasto acervo historiográfico de José Edmilson Rodrigues, um resgate do Cine-Theatro Capitólio, em seu aspecto arquitetônico original, quando inaugurado em 1934.

Os traços em Art-Dèco foram descaracterizados na reforma realizada na Década de 1960.
A exibição foi do lado de fora do Cinema, onde todos puderam contemplar a fachada do prédio e o filme ao mesmo tempo

Homenagem a alguns filmes exibidos no Capitólio

Presença do Sr. Lívio Wanderley, proprietário dos Cinemas Capitólio e Babilônia

Foi com enorme prazer que recebemos uma das contribuições mais significativas ao intento desse projeto de resgate: fotos que registraram a última sessão do Cine Capitólio, outrora Cine-Theatro Capitólio, de Campina Grande, inaugurado por Olavo Wanderley em 20 de Novembro de 1934.

No ano de 1999, adquirido pela Prefeitura Municipal de Campina Grande, o prédio do antigo cinema deveria ser utilizado para algum fim da administração local, quando fora atingido pela extensão da ação do Decreto nº 22.245, de 21 de setembro de 2001 que, através de um tombamento em conjunto, a cidade 'preservou' imóveis construídos entre os séculos XIX e XX. Aliás, este Decreto vem sendo desobedecido dia, após dia, com prédios históricos sendo demolidos e, pasmém, contando a inoperância da setor de Patrimônio da PMCG e/ou Curadoria do Patrimônio local.

As fotos chegaram ao Blog RHCG por intermédio do Colaborador Jóbedis Brito,cedidas pelo professor Valério Ribeiro, segundo e-mail enviado por Rafael Farias, aluno concluinte do Curso de História na UEPB, que informa, inclusive, que nesta última sessão foi exibido o filme "Cinema Paradiso", de Giuseppe Tornatore.





Música Tema do Filme "Cinema Paradiso", de Ennio Morricone


Fonte Consultada: MACEDO, José Emerson Tavares de,"O Cine São José como espaço de lazer, diversão e sociabilidade" (Mar/2011)


Atuando como vértice de utilidade pública, trazemos para a interação entre nossos leitores o seguinte relato, encaminhado via e-mail:

"Sou de Piracicaba (SP), atualmente moro em Campinas, onde faço pós-doutorado em física quântica no Departamento de Física da Matéria Condensada (DFMC), Instituto de Física "Gleb Wataghin" (IFGW), da UNICAMP.

Estou fazendo uma pesquisa histórico-genealógica sobre o ramo paterno de minha família, do qual eu e meus irmãos temos pouco ou nenhum conhecimento. Meu pai não chegou a conhecer o próprio pai nem teve contato com a família deste, saiu da Paraíba muito cedo - primeiro para Pernambuco depois para São Paulo, onde constituiu família e vive até hoje. Minha avó pouco falava sobre sua vida, daí nossa grande curiosidade. 

Fiquei sabendo do blog "Retalhos históricos de Campina Grande" e talvez vocês possam me ajudar.

Meu avô se chamava Cornélio (Wanderley?) Cavalcante Brasil e faleceu entre 1936 e 1938, e minha avó era Luzinete de Godoy Vasconcellos Brasil, acreditamos que nasceu entre 1900 e 1908, falecendo aqui em Piracicaba.

Das poucas informações que possuo sobre meu avô, ele era negociante de algodão. Em anexo, uma página do
"Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro - 1891 a 1940", conseguido na página da Biblioteca Nacional, onde há um anúncio de destaque de seu negócio, "CORNÉLIO BRASIL & CIA".

Vocês poderiam me fornecer alguma informação a mais sobre meu avô? Em que circunstâncias faleceu? Se era ligado a eventos culturais? Jornais/cartórios/instituições onde posso continuar minha pesquisa?

Agradeço antecipadamente,

Carlos Alexandre Brasil 
(alexandrebr@bol.com.br)"

Na certeza de que podemos 'viralizar' esta busca, contamos com a colaboração de todos em tentar unir mais um elo perdido na História dos nossos leitores.

BlogRHCG

Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial
do Rio de Janeiro - 1891 a 1940

****    ****    ATUALIZAÇÃO: 19/11/2014 (15:30hs)    ****    ****    

Agradecemos a extrema gentileza do Prof. Mário Vinicius Carneiro, que de pronto, nos enviou uma pesquisa efetuada nos prontuários existentes no site Family Search, mantido pela Igreja dos Mórmons, onde é possível atenuar dados com referência ao óbito do citado Cornélio Brasil, bem como nome e idade dos seus filhos, novo viés para onde pode-se estender a busca.


A professora Soahd Arruda, também colaboradora deste espaço, nos transcreveu os ditos do citado documento:

"Numero cinco mil e trinta. Assento de óbito de Cornelio Wanderley Brazil. Aos dez dias do mês de fevereiro de mil novecentos e trinta e oito nesta cidade de Campina Grande do Estado das Paraiba do Norte no cartório ao meu cargo compareceu o portador Antonio “Laurentino” Ramos; escrevo uma guia de óbito atestado pelo médico verificador Dr. Cruz atestando ter falecido as vinte uma e meia hora em consequência de Tuberculose Pulmonar Cornélio Wanderley Brazil filho legitimo do senhor Chateaubriand Wanderley Brazil, ferroviário aposentado e de sua mulher dona Leocadia Cavalcante Brazil natural do estado de Pernambuco, residente na rua da Republica, desta cidade. O dito Cornelio sexo masculino, cor branca, natural do estado de Pernambuco com trinta e tres anos de idade, comerciante, residia na rua Otacilio de Albuquerque desta cidade, casado com dona Luzinete Godoe Brasil, deixando tres filhos de nome e idade seguintes: José Ivanildo com 8 anos, Maria das Dores com 6 anos e José Carlos com 11 meses, nada deixa para o inventário, esteve “doente” um ano, faleceu em seu domicilio e o seu cadáver vai ser sepultado no cemitério publico desta cidade. Disse o portador que ele era eleitor. Do que para constar mando lavrar este assento que assino o portador. Eu José 'Mancio' Barbosa, oficial do Registro civil , o subscrevo"

 
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