Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
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A imprensa nacional vem destacando os constantes ataques sofridos pela caravana do ex-presidente Lula, em viagens pelos estados da região Sul do Brasil.

Diante do lamento e da indignação da comitiva e dos seus aliados políticos, o BlogRHCG relembra o dia em que grupos partidários e movimentos sindicais ligados ao ex-presidente também agiram com a mesma deselegância e desrespeito ao então Presidente da República, em visita oficial a Campina Grande, em Maio de 1995.

Confirme noticiou Xico Sá, enviado especial da 'Folha de São Paulo' para cobertura do evento, "o ônibus que conduzia o presidente Fernando Henrique Cardoso foi apedrejado por manifestantes no início da noite de ontem em Campina Grande (PB), momentos antes de a comitiva deixar a cidade com destino a Natal."

Os organizadores do protesto, que gritavam impropérios que atingiam a honra e a dignidade do Presidente, negaram a responsabilidade pelas pedradas, informando que a orientação foi de que os militantes promovessem uma manifestação pacífica. 


O recorte abaixo é do 'Diário de Pernambuco', que também noticiou o fato, em 21/Maio de 1995:



Fonte: Diário de Pernambuco (Acervo)




Em sua edição do dia 10 de março de 1888, o jornal "A Pronvíncia de São Paulo" que, mais tarde, viria se tornar "O Estado de São Paulo", o popular 'Estadão', publicava em nota a criação do Club Abolicionista de Campina Grande, que lutaria em defesa da libertação de escravos no Município.

A nota atenta para a figura do dr. Chateaubriand Bandeira de Mello, médico local, como o presidente do club.

Abaixo, a transcrição da nota:

"Na cidade de Campina Grande (Parahyba) foi instalado um club abolicionista afim de promover a libertação de pouco mais de 300 escravos que conta o município.
A reunião acclamou presidente do club o dr. Chateaubriand Bandeira de Mello, distincto clínico da localidade e dedicado abolicionista.
Foram libertados 39 escravos no acto da instalação do club e houve grandes demonstrações de regosijo da população."

Dr. Chateaubriand era médico, natural de Cabaceiras-PB, serviu a sociedade de Campina Grande, sendo considerado o mais antigo profissional a exercer a medicina em nossa cidade, segundo o Anuário de Campina Grande 1925.



Em 2016, em meio as notícias do fechamento temporário do Museu Assis Chateaubriand, o Blog RHCG resgatou a inauguração do primeiro Museu de Arte da cidade, no ano de 1967. Tal evento foi tão grandioso, que mereceu reportagem especial da maior publicação impressa do Brasil nos anos 60, a lendária revista "O Cruzeiro". As páginas a seguir contam a história (cliquem nas imagens para ampliá-las):







Texto extraído da Wikipédia:

O Museu de Arte Assis Chateaubriand (MAC) foi criado em 1967, fruto da Campanha Nacional dos Museus Regionais, idealizada pelo magnata das comunicações Assis Chateaubriand, que tinha por objetivo dotar as diferentes regiões do Brasil com expressivos acervos de arte. Foi administrado pela Fundação Universitária de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (Furne), uma instituição privada sem fins lucrativos, que atualmente se chama Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).

O museu estava sediado em um edifício histórico, erguido na década de 1920 para abrigar a primeira escola estadual de Campina Grande, e foi transferido para um novo prédio no bairro do Catolé. Sua coleção é composta por mais de 500 objetos, entre pinturas, esculturas, desenhos, gravuras e colagens, produzidos por artistas brasileiros e estrangeiros, abrangendo majoritariamente o período que vai do Academicismo oitocentista às vanguardas da década de 1960.

Ao texto acima, corrigimos que o museu não foi transferido para o Catolé, a UEPB construiu o MAC, Museu de Arte Contemporânea, que contém algumas peças emprestadas do 'Assis Chateaubriand', que continua sob responsabilidade de manutenção da Furne, que não deixou de existir!

Mais uma curiosa matéria envolvendo o Rei do Futebol, Edson Arantes, o Pelé, com destaque para sua função executiva desempenhada junto ao Banco Industrial de Campina Grande, em recorte extraído da 'Revista dos Esportes', postada em nossa fanpage do Facebook por Gilvandro Neves Guerra.

CURIOSIDADE:

O nosso colaborador Romero Azevedo nos deixa um interessante fato: "No filme "O Barão Otelo no barato dos milhões", dirigido e produzido por Miguel Borges, com apoio do Banco Industrial em 1971, tem uma sequencia em que Grande Otelo (o tal Barão Otelo do título) vai pedir um empréstimo no banco e é recebido por Pelé na sala da diretoria na agencia do Rio de Janeiro"  O vídeo pode ser assistido a seguir:


A relação entre o Rei Pelé e o empresário campinense Newton Rique ia além das transações comerciais, haja vista que Edson Arantes do Nascimento, viria ser "empregado" como Diretor de Marketing da instituição bancária alguns anos mais tarde. 

Como destaque da presente postagem, matéria de caráter publicitária no Jornal do Brasil, em 15 de Abril de 1970, o "Rei" condiciona a custódia dos seus bens ao Banco Industrial de Campina Grande. 

Naquele mesmo ano, no mês de Junho, lembremos, a Seleção Brasileira de Futebol seria campeã da Copa do Mundo realizada no México, mais uma das grandes conquistas da carreira vitoriosa de Pelé.


CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR

A marca 'O Maior São João do Mundo', em poucos anos, já se mostrava uma festa junina triunfante, justamente pala audácia dos trinta dias do evento, bem como pela massiva participação dos campinenses.

Em 1988, há poucos anos da inauguração do Parque do Povo, e último ano de mandato do Prefeito Ronaldo Cunha Lima, 'criador' da festa, o nacional "O Globo" noticiava com destaque em sua edição do dia 16 de Junho a extensa pretensão de oferecer forró durante todo o mês de Junho, além de citar a então 'prosperidade' do entreposto geográfico e o bom clima oferecido pela Rainha da Borborema!



Em todas as linhas já descritas sobre a história do bairro de José Pinheiro, diz-se que a região surgiu a partir das terras de propriedade de Pedro da Costa Agra e a área foi povoada sobre seus terrenos. Bem como depoimentos de moradores mais antigos afirmam que o nome José Pinheiro originou-se de um antigo morador, bastante popular.

Pois bem! Através da colaboração de José Ezequiel, do Blog Tataguaçu, podemos apresentar uma das maiores curiosidades para as recentes gerações de moradores de Campina Grande, em especial, da Zona Leste: a imagem do senhor José Pinheiro; o homem que deu nome a um dos maiores redutos habitacional da Rainha da Borborema.

Ezequiel nos mandou a digitalização do Diário de Pernambuco, do dia 04 de Janeiro, de 1970.

O Sr. José Pinheiro, tratado na matéria como fundador do bairro, conta que chegou para morar na região no ano de 1927¹, quando o local era praticamente desabitado.

Sua chegada ao bairro trouxe uma bodega para venda de cachaça aos almocreves, às margens da estrada principal que passava interligando o Açude Velho ao Centro da cidade.

Foi um multiuso! Aliado às atividades de comerciante, também exerceu as funções de professor para as crianças do bairro. Como ainda, passou a desempenhar suas funções de "médico", aplicando os conhecimentos adquiridos com a experiência de enfermeiro no Hospital Militar de João Pessoa e como "farmacêutico" na cidade de Recife.

Daí a fama de "curandeiro", tão lembrada pelos mais antigos quando falam no popular 'José Pinheiro'.
Além de desempenhar as funções de bodegueiro e 'médico', passou a negociar animais, o que lhe rendeu conhecimento em toda a cidade, inclusive com uma rinha de briga de galos, o que criou a "lenda urbana" que deu origem ao nome do bairro: quem quisesse se 'consultar', compar animais, ou assistir briga de galos aos domingos, "IA PARA JOSÉ PINHEIRO"!



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¹ - Jornal de Campina, Setembro de 1953, clique aqui para lê-lo



Com alguns detalhes sobre o sinistro ocorrido, o nacional "O Globo" noticiava em 06 de Setembro de 1958 a queda do Loide Aéreo Nacional PP-LDX em Campina Grande, naquele ano.

Entre os poucos destaques, atentemos para as vítimas fatais da queda, entre eles o comerciante campinense Iremar Villarim.

Em meio às vítimas do acidente, havia o célebre ator/humorista Renato Aragão, à época um funcionário do Banco do Nordeste, muito antes de fazer sucesso em todo o Brasil.

Leia mais sobre o caso, clicando aqui, aqui e aqui!!

Muito se comenta na mídia atual os novos nomes do cenário das lutas no rico mundo do MMA, inclusive com ascenso de personalidades campinenses em disputas nesta modalidade, que até agora não se firmaram como referência esportiva...

O certo é que o maior nome de Campina Grande nos tatames/ringues foi e sempre será Ivan Gomes, o Imbatível.

Acima, recorte do Jornal O Globo, do dia 07 de Agosto de 1976, anunciando-o como atração principal em circuito de lutas no ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.

Recorte publicado pela Profª Cléa Cordeiro, via Facebook

Com esta manchete o Jornal O Globo, do dia 04 de Agosto de 1978, criticava a formatação do III Festival de Inverno de Campina Grande, realizado naquele período, já sob a organização da ativista cultural Eneida Maracajá.

A jornalista Tânia Pacheco, que assina a matéria, faz uma crítica ao Festival, na forma como ele foi disposto e na falta de eventos paralelos à altura do que era realizado na Região Sudeste do país:

"Nesse festival que se realizaou contrário a todas as teses pregadas pela Confederação Nacional de Teatro Amador, que se opõe radicalmente ao festivalismo, defende uma tomada de posição dos grupos mais voltada a realidade cultural local e para uma troca teatral que não se resuma à montagem de espetáculos para os aplausos das entidades governamentais responsáveis pela organização desses encontros teatrais, o que se viu foi um teatro culturalmente pobre, vazio de propostas, envolto pelas contradições que mesmo o 'teatrão' já está buscando afastar no eixo Rio-São Paulo."

Já em sua terceira edição, 1978, em resposta às críticas, Eneida Maracajá solicitara da Federação de Teatro Amador da PB que se responsabilizassem pela realização do 'próximo' festival, para 1979!

Cliquem na imagem para ampliar a figura e possibilitar a leitura da matéria completa.


Quando Campina Grande se encontra, atualmente, em um momento delicado com referência à sua identidade junto à imprensa, destacamos alguns antigos periódicos que fizeram o papel de arautos das notícias em nossa Rainha da Borborema em suas épocas.

"A Batalha": Fundado em 1934, foi o primeiro jornal de circulação diária da cidade. 

"O Comercio": Fundado em 1935, Dirigido por Lino Gomes Filho

"Voz da Borborema": Fundado em 1937, Dirigido por Acácio Figueiredo 

"Jornal de Campina": Fundado em 1933 (1ª Fase), Dirigido por Ernani Lauritzen 

"O Globo": Fundado em 1952, Dirigido por Francisco Asfora; Redator: Josué Silvestre 

"O Rebate": Fundado em 1930, Dirigido por Luiz Gil de Figueiredo 
 
Em 1976, bem próximo das Eleições daquele ano, quando tudo se resolvia no dia 15 de Novembro, coincidindo com o feriado da Proclamação da República, o Jornal 'O Globo' destacava que a Campanha Eleitoral em Campina Grande era a mais cara do Nordeste!!

Com curiosidade acerca dos gastos exorbitantes, consta da matéria que os comícios eram animados com apresentações artísticas de cantores populares do rádio e TV. Juracy Palhano contratara Altemar Dutra e Waldick Soriano; Enivaldo Ribeiro apresentara Genival Lacerda e Nelson Gonçalves e Ivandro Cunha Lima se valeu de violeiros, todos na intenção de atrair público. 

Para ler a matéria na íntegra, basta clicar na figura para expandi-la.



Em 1958 Campina Grande passou a constar das estatísticas dos acidentes aéreos com a lastimável queda do avião bimotor do Loide Aéreo Brasileiro, de prefixo PP-LDX, que transportava 40 passageiros e 05 tripulantes. A aeronave, voo 652,  quando tentava pousar no Aeroporto João Suassuna, na noite chuvosa da sexta-feira dia 05 de Setembro, chocou-se com um morro nas proximidades do Serrotão.

O Jornal O Globo noticiou, no dia seguinte o fato ocorrido, que vitimou (entre outros) o industrial campinense Iremar Villarim. 

Para ler a matéria, cliquem na imagem para ampliá-la!


Outro periódico jornalístico que destacou o acidente foi o 'Jornal do Brasil', em sua edição de 07 de Setembro de 1958, com a seguinte nota:


Entre os 40 passageiros vitimados estava o ainda anônimo Renato Aragão, como constatou o Diário da Borborema. Aragão deu depoimento retratando o ocorrido em uma das produções especiais da Rede Globo no ano de 2010.



Para saber mais detalhes sobre o acidente, CLIQUE AQUI e seja direcionado para outra postagem.

Parte da fuselagem do Loide Brasileiro PP-LDX

O recorte abaixo foi matéria publicada no Jornal O Globo, no dia 29 de Agosto de 1974, com destaque para a privilegiada localização geográfica de Campina Grande e sua importância no âmbito comercial para toda a região, quando ainda tínhamos um comércio pujante e representávamos uma das cidades mais progressistas do Nordeste, há exatos quarenta anos.

Cliquem na imagem para ampliá-la!!



CLIQUE PARA AMPLIAR

No dia 02 de Outubro de 1969, a Feira Central de Campina Grande foi destaque no Jornal O Globo, em matéria produzida pelos enviados especiais Merval Pereira e Jorge Peter, que compararam para a imprensa carioca (e nacional) as maiores feiras do Nordeste, Campina Grande e Caruarú.

Acima, o recorte da matéria publicada com as considerações acerca da nossa histórica e tradicional Feira Central (Cliquem na imagem para ampliá-la).
A matéria publicada no jornal "O Globo", em 30 de maio de 1980, mostrou o conflito ideológico entre o então vereador e líder da oposição na Câmara Municipal, Mário de Sousa Araújo, e o Chefe da Companhia de Industrialização do Estado da Paraíba ( Cinep), Wandilson Lopes.

O embate era o desenvolvimento industrial de Campina Grande e os investimentos em infra-estrutura urbana. Mário Araújo preocupava-se com a descapitalização que afetava toda a região Nordeste, o que já culminara o fechamento da indústria Wallig da nossa cidade. Além do quê, outro processo visivelmente crescente era a ocupação, por parte de migrantes, de áreas desprovidas de infra-estrutura básica, fazendo se alastrar sub-moradias em locais como Pedregal e Cacheira.

Cliquem nas imagens, abaixo, para ampliá-las.





A seção de obituários do jornal "O Globo", do domingo dia 24 de Agosto de 1988 trazia os convites para a a Missa pelo 7º Dia do falecimento do ex-prefeito de Campina Grande, Newton Vieira Rique, que morrera no dia 18 de Agosto, de meningite, segundo notícia postada na seção "Datas", de 27/08/1986. 


Modelo da Antiga Cédula Eleitoral de Votação

Correio da Paraíba, 05 de Julho de 1988

Recorte enviado pelo fotojornalista Cláudio Góes no qual fora publicado o 'ranking' de notas obtidas pelos Deputados Federais paraibanos avaliados pelo DIAP, órgão de apoio parlamentar, com base em projetos apresentados à Constituinte com viés voltado a classe trabalhadora do Brasil.

A primeira imagem se trata do modelo da antiga cédula de votação utilizada no Brasil, antes da instituição das urnas eletrônicas. Esta publicada, remonta às eleições estaduais de 1990, onde sagrou-se vitorioso, em segundo turno, o ex-prefeito campinense Ronaldo Cunha Lima.


Diário da Borborema, 19 de Novembro de 1968
Lá se vão 44 (quarenta e quatro) anos desde a publicação dessa conclamação por parte da Prefeitura Municipal de Campina Grande, administrada por Williams Arruda e, até hoje, nenhum outro gestor conseguiu superar a repercussão positiva que a História registrou sobre a gestão daquele que fora eleito vice-prefeito na chapa de Newton Rique, vindo a assumir em definitivo a chefia do Executivo municipal em novembro de 1964,  após a cassação de Rique pelo Golpe Militar.

O recorte acima nos foi disponibilizado pelo professor José Edmilson Rodrigues e, quando vivenciamos mais um final de gestão municipal, orgulha-nos citar o exemplo de uma das mais profícuas administrações que já passou pela Prefeitura da nossa cidade; trata-se portanto do anúncio publicado no Diário da Borborema de 19 de Novembro de 1968, quando Williams Arruda sanava o passivo da Prefeitura Municipal para passar o cargo ao prefeito eleito Ronaldo Cunha Lima, no ano seguinte, e convidava todos os credores DE ADMINISTRAÇÕES ANTERIORES (Restos a Pagar), débitos que atualmente são desconsiderados pela maioria dos prefeitos do Brasil.

Interessante salientar o último parágrafo do texto que diz: "A convocação é dirigida a credores de administrações anteriores visto que da atual não há nenhuma conta a pagar."



Anúncio publicitário dos antigos alimentícios "Biscoitos Cimal", propaganda publicada no Jornal "O Campinense", do dia 31 de Agosto de 1959.

A peculiaridade dessa empresa era seu 'slogan', geniosamente desenvolvido, a publicidade dos produtos da marca dizia: "COME-SE BEM, COMENDO CIMAL".

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Série de Recortes
Gentilmente cedido pelo colaborador Jônatas Rodrigues
 
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