Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
retalhoscg@hotmail.com

QUAL ASSUNTO VOCÊ ESTÁ PROCURANDO?


Hilton Motta (Foto: Site da Campina FM)

Houve um tempo, em nossa Rainha da Borborema, em que a passagem do ano era comemorada de uma forma muito peculiar... as novas gerações com certeza não vivenciaram alguns momentos marcantes do passado de Campina Grande, quando à 0:00h do novo ano, precisamente e regressivamente contado segundo à segundo, apagavam-se todas as luzes da cidade.

Não estamos exagerando não! Quem viveu lembra e sente saudades do tempo em que as famílias campinenses, em suas confraternizações corriam e se aglomeravam junto aos rádios de pilha, ou do som do carro para não perderem nenhum segundo da emocionante contagem regressiva comandada pelo radialista Hilton Motta, direto do antigo estúdio da Rádio Campina Grande FM, que junto à CHESF/CELB, ditava o comando para "desligar a chave geral" no fim da contagem.

Hilton Motta comandava um verdadeiro "Show da Virada" quando, desde cedo da noite de 31 de Dezembro integrava toda a cidade com mensagens de felicitações dos ouvintes e amigos.

Após zerada a contagem, a cidade permanecia às escuras por alguns minutos, período em que a emoção aflorava em todo que confraternizavam em qualquer parte da cidade... Garantimos que arrepia só de lembrar!

Essa prática durou até meados da Década de 1990, sendo desestimulada pela companhia elétrica por já apresentar possibilidades de problemas técnicos e transtornos no regresso da força em carga máxima.

Como já se tornou tradição esta postagem, hoje podemos (re)lembrar essa época!

O colaborador Leandro Bráulio cedeu ao Blog RHCG, há alguns anos, o áudio gravado de uma desses inesquecíveis viradas de ano, mais precisamente em 31 de Dezembro de 1990, fruto de um arquivo em fita K-7 de seu acervo particular.

É emocionante... Ouçam e (re)vivam!

De todos os que fazem o BlogRHCG, Feliz Ano Novo...


Era uma bela tarde no animado bairro de Zé Pinheiro. Todavia, o dia 25 de dezembro de 1974 entrou para os anais da história campinense, como o dia da maior tragédia da cidade. Em virtude da explosão de um garrafão de oxigênio, que era utilizado para encher balões infantis. Campina Grande tornou-se manchete em todo o Brasil devido às várias mortes ocorridas naquele dia, além das centenas de pessoas feridas.

Tudo isso ocorreu, em virtude do descuido de um garrafeiro que enchia balões durante a festa, quando imprimiu uma alta pressão na recarga do cilindro, provocando o rompimento do mesmo em vários pedaços.

Com a explosão do artefato, vários pedaços de seres humanos foram arremessados em casas e na Igreja de José Pinheiro. Durante dias, o mau cheiro foi predominante naquele local, chegando a ser comum, pessoas encontrarem nos tetos de suas casas, restos de gente.

O garrafeiro Adval foi apontado com o principal responsável pela explosão, recebendo do Diário da Borborema a alcunha de “O Garrafeiro da Morte”.

Adval


Os Bombeiros da cidade trabalharam como nunca naquele dia. Uma das testemunhas da tragédia foi o então cabo José Barbosa da Silva, que relatou a seguinte passagem ao Diário da Borborema: "O telefone não parava de tocar. Muita gente, quase que ao mesmo tempo, ligou desesperado pedindo socorro. Nós estávamos passando pelas margens do Açude Velho quando fomos informados que havia muitas vítimas fatais e que muitas pessoas estavam feridas. Eu estava há pouco tempo no Corpo de Bombeiros, tinha feito o curso de formação de oficiais em João Pessoa e nunca tinha visto uma coisa daquelas. Era muito grito, pessoas chorando em um desespero total. Sangue por toda parte, pedaços de gente pelo chão. Cabeça esbagaçada, pedaço de gente em cima de casa. Tudo foi chocante. Foi um estrago muito grande".

As pessoas feridas, foram para os hospitais Antônio Targino e Pedro I. Aqueles que morreram, foram para a denominada “pedra”, que funcionava ao lado da Central de Polícia.


Um dos sobreviventes da tragédia foi Marcelho Felipe, que ao lado de seus amigos, se aproximaram do cilindro. Felipe chegou a tocar no objeto: "Quem primeiro tocou nele foi Damião que era um amigo. Depois eu toquei nele e logo tirei a mão. Estava muito quente", contou ao Diário da Borborema. Marcelho falou também, que viu o garrafeiro pouco antes da explosão saindo muito depressa. Após isso, só escutou o grande estrondo, sendo Marcelho arremessado para longe. "Foi uma sensação inexplicável. Não sei se eu cai. Eu senti como se estivesse voando. Igual uma folha quando a gente solta", disse ao DB. Após o desastre, o então garoto de 8 anos teve sua perna esquerda amputada e ficou cego de um olho.

Segundo outra testemunha da explosão, Givanildo Pereira da Silva, o garrafão estava vazando desde o momento que foi instalado a alguns metros da Igreja de José Pinheiro. "Eu vi quando ele mandou buscar água em uma mercearia da Rua Campos Sales para colocar em cima da garrafa que estava quente. Era visível que a garrafa estava com defeito. Parte dela apresentava ferrugem. Quando ele abriu, eu vi tudo. A garrafa não tinha nada. Não tinha relógio nem registro. Só tinha a válvula de sair o ar e a tampa de sair e fechar", relatou ao Diário. Givanildo após a explosão, passou quatro dias em coma, com seqüelas nas mãos e nas pernas.

Oficialmente, foram oito crianças mortas, além de centenas de feridos. Em 2007, a triste história foi resgatada em curta-metragem chamado “Os Balões de 74”, do diretor de cinema Luciano Mariz. “Em Meados de novembro de 2006, fazendo uma pesquisa de rotina nos arquivos do Diário da Borborema, me deparei com a primeira página do dia 27 de Dezembro de 1974. A notícia da primeira página atraiu minha atenção: ‘Garrafão explode e enluta Campina nas festas natalinas’, naquele momento a curiosidade foi maior, me esqueci da pesquisa que estava em andamento e passei horas buscando saber mais informação sobre o acidente do garrafão no bairro do José Pinheiro”, relatou Mariz em seu Blog.

Tivemos acesso ao curta e realmente, relata com fidelidade o drama daquela tragédia. O filme é muito bom, com entrevistas de sobreviventes, além dos jornalistas que trabalharam no relato para jornais.

O cilindro foi doado para o Museu Histórico da Cidade, infelizmente, não temos a informação se o mesmo ainda se encontra lá. Quem tiver mais relatos sobre esse inesquecível fato, deixem seus comentários aqui no blog, pois se forem pertinentes ao enriquecimento do tópico, serão inseridos.

Reportagens da TV Paraíba sobre o filme:




Fontes Utilizadas:

Diário da Borborema (Pesquisa e Fotos)
TV Paraíba (Vídeos)
Jornal da Paraíba (Fotos)
Quando criamos o "Retalhos Históricos de Campina Grande", uma de nossas inspirações para tal fato, talvez a maior, foi um documentário que tinha sido feito naquele período, o "Balões de 74" do diretor Luciano Mariz. O filme relatava a tragédia ocorrida no bairro de José Pinheiro no ano de 1974, quando um cilindro de gás explodiu, atingindo várias pessoas que estavam em um parque de diversões. O Blog RHCG já abordou em suas páginas várias vezes o ocorrido, material este, que pode ser lido clicando-se AQUI e AQUI . O fato é que esta tragédia, acabou se tornando um dos fatos marcantes da história de Campina Grande, a exemplo da morte de Félix Araújo, da seita "Borboletas Azuis", da Tragédia da Praça da Bandeira, o "Mão Branca"  e outros menos votados.

Luciano Mariz, gentilmente autorizou a reprodução do seu filme aqui no blog, o que ficamos honrados e agradecidos, pois o material é excelente e agora está acessível para todos os historiadores, curiosos e público em geral, fazendo agora parte do acervo do blog. O filme pode ser assistido clicando-se abaixo:




“Os balões de 74”
Luciano Mariz



SINOPSE


Domingo de natal. Crianças brincam nas calçadas e os fiéis deixam a igreja depois da missa de fim de tarde. A rua, intransitável, divide-se entre pessoas e brinquedos de um simplório parque de diversões. Seria uma imagem poética, se não estivéssemos falando de uma das maiores tragédias ocorridas na cidade de Campina Grande, PB. Em 1974, o cenário de beleza ganhou expressões grotescas e marcas de sangue as quais ecoam até hoje na memória dos sobreviventes. Entre o fictício e o real, a alegria e o sofrimento, o presente e o passado: “Os balões de 74” traz à tona uma história esquecida pelas novas gerações, mas que ainda hoje é uma recordação viva para os mais velhos. Ouvir os sobreviventes e parentes de vítimas da tragédia, cerca de três décadas depois, é como ouvir o ressoar daquela explosão.


Os Balões de 74
Direção Geral: Luciano Mariz
Direção de Produção: Hingrit Nitsche

Patrocinadores:

- Prefeitura Municipal de Campina Grande – Secretaria de Educação, Esporte e Cultura
- Prefeitura Municipal de Boqueirão – CEFAR
- Câmara Municipal de Campina Grande
- Nutricarnes
- Universidade Federal da Campina Grande - UFCG

FICHA TÉCNICA

Direção Geral
Luciano Mariz

Produção Executiva
Hingrit Nitsche
Luciano Mariz

Roteiro
Luciano Mariz
Nathan Cirino

Assistência de Direção
1º. Assistente: Fabiano Raposo
2º. Assistente: Sabrina Moura

Direção de Produção
Hingrit Nitsche

Assistência de Produção
Cristiane Patrícia Melo Amorim
Lunara Araújo
Mainara Rodrigues Nóbrega

Pesquisa
Sabrina Moura
Rebecca Cirino

Assistência de pesquisa
Vinicius Queiroz

Direção de fotografia
Helton Paulino
Jhésus Tribuzi Lula

Assistência de Fotografia
1º. Assistente: Ian Abé Mafiollete
2º. Assistente: Hugo Felinto

Cinegrafistas:
Anderson Santiago
Paulo Calixto
Hoberdan Dias

Direção de Arte 
Fernando Rabelo
Ricardo Garrido

Assistência de Arte
Emídio Medeiros

Arte Gráfica
Elton Fernandes Ramos

Direção de Áudio e Edição de Som
Gustavo Sobreira Rocha

Assistência de Áudio
1º. Assistente: Rennan Ribeiro
2º. Assistente: Bernardo Hennys

Técnico de som de gravações de áudios off
Zé Newton Sousa Filho

Trilha Sonora Original
Nilson Lopes

Vozes off
Evilásio Junqueira
Flávio Barros
Hingrit Nitsche
Iuska Cyntia Mariz Galvão
Massilon Gonzaga

Direção de Platô
André Luiz Almeida

Assistência de Platô
1º. Assistente: Ludemberg Bezerra
Adriana Sá
André de Brito Leano
Estela Maris de Medeiros e Oliveira
Liliana Patrício Vieira
Luciana Nascimento Urtiga
Marina Moura Ribeiro
Moema Vilar
Nicole Camelo Felipe
Pâmella Leite
Priscylla Araújo Lucena
Renata Fernandes
Vinicius Queiroz

Still
Daniela Morais
Poliana Urtiga

Story Board
Luís Carlos Venceslau

Claquete
Giotto Andrade Braz

Contra-regra
Emídio Medeiros

Montagem
Luciano Mariz
Sabrina Moura

Edição e Finalização
Leandro Ponciano


Contatos:

Luciano Mariz - 8858 0766
lucianomariz@gmail.com




De acordo com o sr. João Jorge de Pace Tejo, que disponibilizou esta relíquia fotográfica do acervo do jornalista William Tejo, o cenário retratado é uma Cantata Natalina realizada em Campina Grande, no ano de 1921!!

Já segundo o livro 'Retratos de Campina Grande', sem precisão quanto ao ano da foto, descreve que o local desta foto é o Largo da Rua Velha, atual Rua Maciel Pinheiro, local onde se realizavam os eventos públicos em Campina Grande no início do Século XX.

Encerramos 2017 com esta belíssima, espetacular e Histórica imagem, desejando um ótimo Natal a todos e esperando que 2018, possa ser repleto de sucesso, paz e prosperidade à todos.





Com pesar, cumprimos o doloroso dever de informar o falecimento do repórter fotográfico William Cacho, ocorrido às 18:00hs de ontem, 19/12/2017. 

O velório está sendo realizado na residência dos seus pais, na Rua Sulpino Colaço, no bairro do São José.

William Cacho era filho do já saudoso mestre da fotografia de Campina Grande, o senhor José Cacho, a quem creditamos tantos registros de imagens postadas ao longo de todos os anos de atividade do BlogRHCG.


Entre as grandes manchetes que prenunciaram as matérias noticiadas nos Anos 80, aquelas relacionadas ao grupo "Mão Branca" foram recorrentemente evidenciadas nos primeiros anos daquela década.
  
A primeira página do jornal Diário da Borborema do dia 05 de Setembro de 1983, apresentou como manchete a confirmação da sentença de 76 anos para 'Zezé Basílio', um dos integrantes do grupo de extermínio. Ao tempo, o Tribunal de Justiça da Paraíba também determinava um novo julgamento para outros dois envolvidos, que estavam em liberdade; 'Zé Cacau' e Cícero Tomé, ambos absolvidos em julgamento ocorrido no ano anterior. 

Em sequência, vem o resultado de um jogo entre TrezeFC e Botafogo, partida válida pelo Segundo Turno do Campeonato Paraibano de 1983, que contou com uma derrota do Campinense Club em partida realizada em Patos, contra o Esporte.

Outra notícia que, infelizmente, nos atenta para esta publicação é a que reporta o falecimento de uma garota de 15 anos, que brincava de bicicleta às margens do Açude Velho em companhia de outras crianças;



Geoclécia Ferreira Rocha, de 15 anos, era aluna do Colégio Estadual da Prata e morava no Bairro da Liberdade. No momento do acidente, ela e outros amigos se dirigiam ao Açude Velho para um tradicional pic-nic e, nas proximidades do CEU-Clube dos Estudantes Universitários, fora irresponsavelmente colhida por um veículo em alta velocidade conduzido por um motorista que não lhe prestou socorro, tendo a violência do impacto determinado seu óbito poucos instantes após o ocorrido.

Este caderno do DB nos foi gentilmente cedido pelo advogado João Fábio Ferreira Rocha, mais conhecido como Fábio Rocha, conceituado locutor radiofônico que vem a ser irmão da Geoclécia, a jovem que teve a vida interrompida no dia anterior, em meio a tantos outros assuntos compilados dia à dia, através da equipe de jornalismo do Diário da Borborema.

Leia, abaixo as notícias citadas; clique nas imagens para ampliá-las!






Uma imagem nostálgica retratada provavelmente no final da Década de 1990, mostrando em primeiro plano parte do Açude Velho, mais precisamente margeando a conhecida residência do ilustre ex-senador Ivandro Cunha Lima (à direita) e a Sociedade Médica (à esquerda).

Ao centro da foto, notemos o girador onde hoje estão as famosas e turísticas estátuas de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro e, mais atrás um pouquinho, o Restaurante Monreale Piano Bar, no finalzinho da Rua Desembargador Trindade, onde hoje encontra-se erguido o Edifício Residencial Monalisa.

O horizonte ainda mostra poucos condomínios, imperando soberano o Residencial Porto Bello, nas proximidades do Açude. 

Aspecto Atual da Localidade - Foto (c) Google


Foto: Arquivo Ricardo Souto
A imagem acima é uma produção do tradicional Foto Vilar, em homenagem a D. Anselmo Pietrulla, 1º Bispo de Campina Grande, que esteve à frente da Diocese de 13 de Novembro de 1949, um dia após sua instalação, até 1955.

Hoje, calha esta postagem, pelo fato de toda comunidade católica local estar convidada à recepção e posse do seu 8º Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes, egresso do vizinho estado de Alagoas, onde passou 11 anos como Bispo da Diocese de Palmeira dos Índios.

De acordo com a PASCOM - Pastoral da Comunicação da Catedral de Nossa Senhora da Conceição, os eventos dedicados a acolhida do novo Bisco de Campina Grande seguirá o seguinte roteiro:

Chegada à Campina Grande:

Previsão de horário: 15:00h
Carreata: Dom Dulcênio chegará na Avenida Assis Chateaubriand, em Campina Grande, às 15h [em frente à empresa Alpargatas], onde será recebido pelos fiéis católicos, e em seguida, participa de uma carreata percorrendo as Ruas José do Patrocínio, Lino Gomes da Silva [passando pela frente da AABB], e Treze de Maio com destino à Praça da Bandeira.

Entrevista coletiva: Ao chegar na Praça da Bandeira, Dom Dulcênio caminhará até o Colégio Damas, onde concederá entrevista coletiva à imprensa, às 15h45.

Solenidade aberta: Após conceder entrevista à imprensa, o novo Bispo participa na Praça da Bandeira, de uma solenidade aberta, programada para às 16h, onde será recebido pelas autoridades religiosas, civis e militares. Um palco será montado no local. Dom Dulcênio vai receber a bandeira de Campina Grande e a chave simbólica da cidade.

Missa e posse canônica: Na sequência, Dom Dulcênio seguirá a pé até a Catedral de Nossa Senhora da Conceição, seguido por um grande cortejo de religiosos e fiéis. A celebração da missa e a posse canônica do novo Bispo acontece às 17h. Dom Dulcênio tomará posse como 8º Bispo da Diocese de Campina Grande.

Primeira celebração: A primeira celebração religiosa a ser presidida pelo Bispo Dom Dulcênio acontecerá no domingo (3), às 10h também na Catedral de Nossa Senhora da Conceição, no Centro.



DIOCESE DE CAMPINA GRANDE, BREVE HISTÓRICO:

Criada a 14 de Maio de 1949, a Diocese de Campina Grande foi desmembrada da Arquidiocese da Paraíba, pertencendo ao Regional Nordeste 2 da CNBB, através de um documento Papal chamado Bula, com o título “Supremum Universi” do Papa Pio XII.

O 1º Bispo de nossa Diocese foi Dom Frei Anselmo Pietrulla OFM. 
Período:13/11/1949 até 1955.

2º Bispo: Dom Otávio Barbosa Aguiar. 
Período: 19 de maio de 1956 até 08/07/1962.

3º Bispo: Dom Manuel Pereira da Costa. 
Período: 30/09/1962, ficando no pastoreio até 1981.

4º Bispo: Dom Luís Gonzaga Fernandes. 
Período: 17/10/1981 até 29/08/2001.

5º Bispo: Dom Matias Patrício de Macêdo. 
Período: 22/09/2000 até 26/11/2003.

6º Bispo: Dom Jaime Vieira Rocha.
Período: 16/02/2005 a 21/12/2011

7º Bispo: Dom Manoel Delson.
Período: 2012 a 2017

Dom Dulcênio Fontes




A inauguração do primeiro Museu de Arte da cidade, em 20 de Outubro de 1967 foi tão grandioso, que mereceu reportagem especial da maior publicação impressa do Brasil nos anos 60, a lendária revista "O Cruzeiro".

As páginas a seguir contam, em fotos, essa história (cliquem nas imagens para ampliá-las):







Texto extraído da Wikipédia:

O Museu de Arte Assis Chateaubriand (MAC) foi criado em 1967, fruto da Campanha Nacional dos Museus Regionais, idealizada pelo magnata das comunicações Assis Chateaubriand, que tinha por objetivo dotar as diferentes regiões do Brasil com expressivos acervos de arte. Foi administrado pela Fundação Universitária de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (Furne), uma instituição privada sem fins lucrativos, que atualmente se chama Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).

O museu estava sediado em um edifício histórico, erguido na década de 1920 para abrigar a primeira escola estadual de Campina Grande, e foi transferido para um novo prédio no bairro do Catolé. Sua coleção é composta por mais de 500 objetos, entre pinturas, esculturas, desenhos, gravuras e colagens, produzidos por artistas brasileiros e estrangeiros, abrangendo majoritariamente o período que vai do Academicismo oitocentista às vanguardas da década de 1960.
Uma propaganda da empresa "Socimasa", que marcou época em Campina Grande. A Socimasa era de origem pernambucana, atuando no atacado. A partir da década de 80, resolveu se expandir pelo Nordeste, tornando-se uma das maiores no setor. A partir de 1986, a Socimasa começou a atuar no varejo, até seu encerramento na década de 90.


Com o propósito de reapresentar a maestria de Marinês à nova geração de campinenses e, conseqüentemente, de paraibanos, o professor Noaldo Ribeiro, um dos grandes expoentes do ativismo cultural de Campina Grande desenvolveu o projeto “Marinês Canta a Paraíba”, gravado no ano de 2004 no Cine Banguê, em João Pessoa.

O projeto ousou compor em uma única obra, objetiva e compacta, porém riquíssima, um apanhado de depoimentos de grandes ícones da MPB contemporânea, ídolos da atualidade, acerca da importância cultural da presença de Marinês para a música em suas carreiras, como também para todo o cenário musical no Brasil.

Compondo a mídia audível, Marinês interpreta seus grandes e inesquecíveis sucessos acompanhada pela Orquestra Sinfônica da Paraíba, realizando um dos seus maiores sonhos.

Recebemos, com muita honra, a colaboração do professor Noaldo Ribeiro, que nos ofertou um exemplar do livro/CD “Marinês Canta a Paraíba”, que homenageou em vida a grande diva da música regional nordestina, “A Rainha do Xaxado”, patrimônio cultural da Rainha da Borborema.

Sob a autorização do autor, postaremos, em série, parte desta magnífica seleção de depoimentos coletados e publicados por Noaldo Ribeiro, além das belíssimas canções interpretadas por Marinês, componentes do projeto desenvolvido por Noaldo Ribeiro, Regina Albuquerque e Lamarck Melo.


Depoimento de Dominguinhos


"Aquarela Nordestina" Marinês e OSPB
Ficha - Anos 40 (frente)

De forma curiosa, apresentamos aos mais novos (da mesma forma que relembramos os mais experientes), as antigas 'Fichas de Transportes Coletivos'. 

O precursor do atual vale-transporte era fabricado no formado de uma moeda e foi utilizado pelas empresas de transportes públicos no passado. 

Ficha, Anos 40 (verso)
A 'ficha de ônibus', como era conhecida, retratada acima pertencia à empresa Autoviária Rainha da Borborema, de Campina Grande, a atual Empresa de Transportes Borborema, existente até hoje e pertence ao acervo do colecionador Eduardo Cunha, do Rio de Janeiro, que se dedica à colecionar fichas de ônibus de todo o Brasil, como pode ser atestado em matéria postada no Portal Ônibus Paraibano

Atual Vale-Transporte - Sitrans CG

Philippe Figueiredo, que nos encaminhou esta matéria, ressalta para que quem quiser entrar em contato com o colecionador Eduardo Cunha, sobre este assunto pode se utilizar do e-mail ecunha2@bol.com.br.

Apresentação de Frota da Empresa Borborema (hj Pç da Bandeira), Década de 50 - Foto: Acervo Emp. Borborema

Sites/Fontes:
http://www.onibusparaibanos.com
http://www.rdvetc.com
http://www.campinavalemais.clicpersonal.com.br
Graças a colaboração de Marconi Alves de Melo, o blog RHCG teve acesso a mais uma grande raridade: o registro em vídeo do que restou do antigo cinema Apollo, que posteriormente passou a se chamar Cine Paratodos.

As imagens foram feitas em 1993, no fundo do imóvel onde funcionava à época a agência da VASP na Rua Maciel Pinheiro, e mostram a parte do cinema onde ficava a tela, que dividia a sala de exibição em duas partes: a que continha as cadeiras, a parte da frente; e a outra, que ficava por trás da sala.

O vídeo pode ser assistido clicando-se abaixo:




Segundo os que frequentaram aquele cinema, as pessoas mais humildes presenciavam os filmes em pé, na parte de trás da tela, pagavam menos por isso.

"Outro ponto importante, para mim, é que o meu pai, Pedro Alves de Melo, trabalhou naquele cinema como pintor, inicialmente, e depois passou a vender ingresso. No começo da década de 40 foi trabalhar no Cine Capitólio, a convite do Sr. Getúlio Cavalcante. 'Seu Getúlio' foi gerente do Cine Apollo, posteriormente foi gerenciar o Capitólio", contou Marconi Alves ao RHCG.
Rua Maciel Pinheiro, Década de 1920

Ela já foi chamada de Rua do Seridó, ou estrada do Seridó, Rua Uruguaiana, Rua das Gameleiras, Rua Grande, Rua do Comércio e tornou-se uma paixão da cidade como a Rua Maciel Pinheiro. 

Foi a rua de construções lindas e imponentes que desapareceram sobre as picaretas da insensibilidade, como o Teatro Apolo, de 1912, o Mercado Novo, de 1864, a Casa Inglesa, de 1877, o Cine Fox, de 1918, entre outras. 

A Maciel Pinheiro também tornou-se inesquecível como o quartel-general dos antigos carnavais de rua, e as grandes festas de final de ano, como o Natal, onde a população ia à noite, até o anos 1970, desfilar suas melhores roupas e admirar as vitrines que eram um luxo, como as da Casa Guri e Casa Vaz, ou tomar um sorvete na Riviera. 

Uma rua cheia de história, pois dali saiu, em grande comitiva, o prefeito Cristiano Lauritzen, no dia 2 de outubro de 1907, para inaugurar a estrada de ferro e receber a locomotiva Maria Fumaça, que pela primeira vez chegaria a Campina Grande. 

A Rua Maciel Pinheiro é o coração do art déco na cidade, onde mais predomina este tipo de arquitetura no Brasil. E por isso mesmo poder ser transformada num dos trunfos para o desenvolvimento definitivo da indústria turística local.




Pois é: em determinada altura dos anos 70, a diretoria do Galo da Borborema mudou seu nome para "Treze Athlético Paraibano", o que causou enorme confronto com a torcida mais tradicionalista, que tempos depois, através de ação encabeçada pelo fundador Antônio Fernandes Bióca, conseguiu a volta do nome antigo e tradicional.

A foto acima mostra uma faixa postada na esquina do Calçadão da Cardoso Vieira com a Rua Venâncio Neiva como registro dessa época. Ao fundo, a antiga redação do Diário da Borborema.

Foto enviada pelo Colaborador Gutemberg Olímpio.

Um dos maiores sortimentos de instrumentos musicais, discos (LPs) e fitas K-7 de Campina Grande foi a loja MUSIDISCO, de propriedade do Eng. Elétrico Edilson Morais. 

A MUSIDISCO foi inaugurada no ano de 1980 e, ao longo de 24 anos de atuação marcou época no mercado fonográfico antes do 'boom' das mídias digitais, provendo o consumidor campinense dos grandes lançamentos da música nacional e internacional, bem como oferecendo aos músicos locais uma grande variedade de instrumentos e equipamentos de som.

A loja era localizada na Rua Semeão Leal, em frente à Feirinha de Frutas (Praça Lauritzen), e encerrou suas atividades no ano de 2004.


O leitor Valfrêdo Farias, em comentário juntado à postagem, atualiza com o seguinte texto:

"Muito antes de ser Musidisco, esse endereço dava lugar à Discotape que também era de Edilson. Essa primeira configuração era o verdadeiro refúgio dos amantes do rock e do pop na cidade. Muitas tardes no início dos 80's na loja ouvindo as coleções das grandes figuras da música. Lá, se encontrava basicamente tudo o que se quisesse e montávamos nossos arsenais - Beatles, Queen, Led Zeppelin, Black Sabbath, Iron Maiden, AC/DC... Os progressivos do Yes, Pink Floyd, Triumvirat, ELP, Jethro Tull... Os primeiros discos do Genesis, Marillion... Lembro quando chegou lá o album Jazz do Queen, dificílimo de se achar por essas bandas. 

A Discotape era uma espécie de loja Lado B... De lugar alternativo, underground em meio ao popularesco que já começava a dar as caras. Muita saudade daquele lugar, era difícil ir lá e não voltar pra casa com uma bolacha embaixo do braço. Consegui nas minhas visitas os exemplares da coleção Atlantic Jazz. Saudades dos encontros com os amigos Otávio Neiva, Leonel Medeiros, Pedro Jácome, Emílio Honório... Simplesmente pra ouvir música encostados naquele balcão. Sem falar que muitos se iniciaram como músicos comprando instrumentos por lá. De fato a Discotape tem um lugar em nossas lembranças."


Fotos: Acervo Pessoal Edilson Morais (por Edson Vasconcelos)
Foto Original: (c) CÁCIO MURILO

“Venturosa Campina, querida, oh cidade que amo e venero...”

Traçar comentários à Campina Grande ante a ode de amor composta pelo professor Fernando Silveira em seu Hino Oficial, seria prover um texto redundante, haja vista a clareza com que o autor exulta o orgulho que cada habitante dessa “Canaã de leais forasteiros...” deve conter no peito.

Leais forasteiros, sim, pois desde sua pseudo-gênese, quando a tropa liderada pelo Capitão-Mor Theodósio de Oliveira Ledo aportou às margens do Riacho das Piabas, nosso Açude Velho, que Campina é Grande o bastante para acolher aqueles que carecem se utilizar da sua generosidade inata.

Na “...memória de índios valentes e singelos e alegres tropeiros” tentaram lhe nomear Vila Nova da Rainha, o que não vingou, nem em documentos oficiais: eis aí a força desse nome que faz nosso coração bater mais forte ao ouvi-lo pronunciado nos meios de comunicação quando é referendada pelos seus diferencias em nível nacional e, até, internacional!

Houve uma época em que a Rainha da Borborema comemorava seu auge, quando “...no teu povo, o progresso expande” era o mote que regia o processo de desenvolvimento que acompanhava sua cronologia natural.

“Tua glória revive, Campina, na imagem de homens audazes”, aqueles destemidos cidadãos, campinenses de corpo e de alma, de nascimento ou de adoção, que travaram batalhas em prol do engrandecimento dessa terra, não medindo esforços para fazer dessas “...serras de verdes vestidas” um lugar de pleno êxito no caminho ao futuro.

Coroada como Rainha da Borborema, abençoada por um clima espetacular e beneficiada por uma geografia que a torna o entreposto natural do estado da Paraíba, o “recanto abençoado do Brasil” comemora seu Sesquicentenário de Emancipação Política.

Torcendo sempre para que Campina não se limite a ser Grande apenas no nome, parabenizamos nossa estimada e valente cidade pelos seus 153 Anos!

Parabéns Campina, GRANDE!

Blog Retalhos Históricos de Campina Grande
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Ainda em comemoração a semana de aniversário de Campina Grande, apresentamos o excelente vídeo produzido pelos Estúdios ArtCom e site anotícia.tv, sob o comando do radialista Abílio José. 

Com imagens atuais de Flávio Evangelista, o vídeo apresenta um perfeito encaixe entre imagens do passado com seus referenciais no presente; trata-se de um registro espetacular em homenagem à Campina Grande para este 11 de Outubro de 2017.



Na semana dedicada às comemorações de mais um aniversário de Emancipação Política de Campina Grande, publicamos o emocionante vídeo elaborado pela colaboradora Mônica Torres, que utilizou técnicas de edição para produção de imagens de fotos e vídeos, inclusive dando movimento aos itens historicamente estáticos nas fotografias utilizadas, trazendo muita saudade nas lembranças de um tempo que não volta mais, na vida de todo cidadão campinense.

Segunda a própria Mônica, é um "Vídeo produzido apenas para entretenimento, Campina Grande - Retalhos de Saudade, é uma mostra de locais da cidade, retratados em cartões postais, fotos e trechos de filmes que revelam de forma romântica e pitoresca uma época antiga. O material usado neste clip, tem sua origem no acervo de cgretalhos.blogspot.com, gentilmente autorizado e que foi editado e montado por mim para ilustrar de forma pessoal, lembranças e outros flashes de recordações da infância".











 
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