Filho de Juvino do Ó Sobrinho e Maria Augusta Pontes do Ó, nasceu em Campina Grande em 11 de Novembro de 1926.
Atualmente é um dos mais velhos dessa família de origem portuguesa chegada no Brasil em 1748, derramando-se por todo território brasileiro e somente em 1848 chegou em Campina Grande.
Josemar Pontes do Ó fez os primeiros estudos no Grupo Escolar “Sólon de Lucena”, prédio onde funcionou o Mercado Público, depois passou a ser a primeira Politécnica de Engenharia da Paraíba, trazida pelo o Engenheiro Lynaldo Cavalcante de Albuquerque. Posteriormente passou funcionar o Museu de Arte Plástica – Assis Chateaubriand; Reitoria da Fundação Universidade Regional do Nordeste – FURN; Universidade Regional do Nordeste – URN, e hoje Universidade Estadual do Nordeste – UEPB. Essa primeira Universidade em nossa cidade foi criada pelo Prefeito Municipal Dr. William de Souza Arruda e seu primo Economista Edvaldo Souza do Ó.
Em 1943, voluntariamente alistou-se na Marinha do Brasil, através da Escola Aprendizes de Marinheiro em Pernambuco – Recife. Como era época de guerra, o tempo de aprendizado da arte naval, foi reduzido para oito meses, quando era de um ano tempo em tempo normal.
Acidentado em serviço em 1948, foi reformado por invalidez definitiva para o serviço militar. Retornando para Campina Grande em 1950, de principio, foi trabalhar na Rádio Borborema para onde trouxe a novidade de pedir autografo aos cantores que vinha para aquela emissora. Seu trabalho era no setor de controle de som, função hoje chamada de Operador de Áudio. Naquele tempo, o profissional chama-se controlista.
A Rádio Borborema, revolucionou a cultura da região com seus programas de auditório, jornalismo noticioso da época e as novelas. Essas eram gravadas ou não. As segunda era produzida pelo cearense Fernando Silveira.
Cumpre destacar que, quando representada ao vivo como se diz hoje, era o controlista quem conectava cenas como: o detonar de uma arma de fogo, ruído de um motor, bater forte de uma porta etc., tudo era cuidado do controle de som e a ouvinte imaginava o desenrolar. O controlista era quem lançava a emissora no ar e fazia o encerramento de suas atividades diárias.
Também trabalhou nas oficinas do Diário da Borborema, na função de emendador, essa função não existe mais. Emendador era aquela pessoa que trabalhava junto ao Linotipista (existia dois), tirava copias em linha de chumbo quente para o revisor. Depois da correção naquele trecho, tirava outra cópia e voltava para o linotipo, daí para as impressoras ou rotativas.
No ano de 1952 foi trabalhar na Sociedade Algodoeira do Nordeste Brasileiro – SAMBRA, multinacional que dominava todo o comércio de algodão da região. Nessa firma foi Encarregado do recebimento de caroços de algodão vindo semanalmente em centenas de caminhões. Esse produto abastecia a fabrica de óleo comestível como também alimento para o gado: casca do caroço do algodão, torta e farelo etc. Em 1956 saiu por conveniência própria.
Chegada à campanha política para legislatura 1956/1960, onde o candidato a Prefeito era Dr. Elpidio de Almeida, pelo Partido Social Progressista, candidatou-se a Vereador, ficando na Suplência, assumindo algumas vezes a cadeira cujo titular era o agro pecuarista Euclides Ribeiro. Comprovando por documentos sua atuação no Legislativo Mirim.
Quando o Dr. Newton Rique, assumiu o Governo Municipal, ficou como Oficial de Gabinete até a deposição do Prefeito pela Revolução de 1964. Com a saída do Dr. Newton Rique, assumiu o Vice-Prefeito o Dr. Willam Arruda seu primo.
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| Dr. Eurípedes com Isac Maia e Josemar (1964 na PMCG) |
O Dr. William Arruda até hoje serve como modelo por sua seriedade e zelo com a coisa pública. Tanto é
verdade que achando pouco chamou aos credores pela imprensa, noventa dias antes de entregar o cargo, anunciou em jornais de Recife, João Pessoa e Natal, convocando qualquer tipo de cobrador que pudesse existir, para que não surgissem comentários sobre sua administração.
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| Equipe de Governo PMCG (29.02.1964) - Eurípedes Cruz, Chefe de Gabinete; Noaldo Dantos, Secretário de Governo; Williams Arruda; Geraldo Nogueira, Secretário Particular; Josué Sylvestre, Sec. Administração; Josemar do Ó, Oficial de Gabinete; Isac Maia, Oficial de Gabinete |
Aceitando o chamado da família Rique foi levado para a construção do Hotel Ouro Branco, inaugurado em 05 de Janeiro de 1965. Naquele dia lhe foi entregue a Gerencia desse estabelecimento, do qual saiu em 1978 quando o irmão Targino do Hospital Antonio Targino, compraram o hotel em julho de 1977. Nesse período até janeiro de 1978, quando já não exercia a função de Gerente. Quando aconteceu a venda do Hotel Ouro Branco, o proprietário Nivaldo Rique, encontrava-se residindo no Rio de Janeiro, inclusive todos os bens daquela família em nossa cidade já tinham sido vendidos como: Banco Industrial de Campina Grande, Fabrica de Óleo de Algodão, Casa residencial, Rique Palace Hotel, localizado no edifício João Rique.
Em setembro de 1978 foi admitido na Universidade Federal da Paraíba, como Secretario da disciplina Estudo de Problema Brasileiro - EPB, função que ocupou até sua extinção em Março/1993. Aquela disciplina fundia-se com Moral e Cívica para o primeiro grau e OSPB (Organização Social e Política do Brasil) para o segundo grau.
EPB era ministrada para terceiro, quarto e quinto graus. Essa disciplina era uma imposição dos militares através da Casa Civil da Presidência da Republica. Em todos os graus era obrigatória; ninguém registrava certificado ou diploma se não tivesse pago essa disciplina a nível de graduação e pós-graduação.
Filiado a Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra - ADESG, com sede no Rio de Janeiro, sob a direção de um Oficial General, desde março de 1973 (Primeiro Ciclo de Estudo), inscrito sob o nº. 41. Essa instituição representa a elite militar do Brasil.
Também é filiado a Associação Paraibana de Imprensa – API, sob o nº. 14, onde é considerado um dos fundadores dessa organização porque foi aceito, conforme consta em Ata do dia 19 de Novembro de 1950.
Filiado na Associação Campinense de Imprensa – ACI matricula 302. Convém ressaltar que colaborou com artigos para os jornais: A Tarde – Salvador (BA), Jornal da Cidade - Aracaju (SE), Correio da Paraíba (PB), hoje se limita a colaborar para os jornais: Diário da Borborema e Jornal da Paraíba – com sede em Campina Grande, isto por mais de 20 anos consecutivos.
Formado em Direito em 1977, pela Universidade Regional do Nordeste – URNe, atualmente UEPB, inscrito na OAB/PB., sob o nº. 1582.
Quando o Superior Tribunal Eleitoral – TSE, através dos Tribunais Regionais Eleitorais – TRE, em cada Comarca do Brasil, notificado através de OF. Nº. 38464/00-CGE (Corregedoria Geral da Justiça Eleitoral), convocou todas as pessoas com o sobrenome do Ó, para corrigir o Título de Eleitor por entender que o nome do Ó, tratava-se de abreviatura.
Aquele Egrégio Tribunal, por entender tratar-se de abreviatura a expressão do Ó, obviamente não seria permitido seu uso. Juntamente com seu filho Vladimir Matos do Ó também Advogado, fez o TSE reconhecer seu total desconhecimento da existência família do Ó, expressão que existe desde o 10º Concilio de Toledo – Espanha no ano 656 da era Cristã, conforme vasta comprovação que se fez juntada a resposta ao Egrégio Tribunal Superior Eleitoral. Assim, com esse trabalho de gigantes em favor de todos os do Ó do Brasil, o TSE acatou a exposição dirimindo essa duvida que na verdade perturbava todos os membros daquela família. Hoje já não existe tal preocupação. A defesa foi protocolada no Tribunal Regional Eleitoral – TER, em Campina Grande, sob o nº. 054/2001.
Histórico Elaborado por Josemar Pontes do Ó, no ano de 2006;
Enviado por sua Filha Gabriela Matos do Ó;
Josemar faleceu em Julho de 2010.
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