Após inserirmos o assunto
"Miss" em um dos posts anteriores do nosso Blog, devemos enaltecer a figura do ilustre cronista social campinense Josildo Albuquerque, o "Jô", que caracterizou-se por ser o grande incentivador dos concursos de misses na Rainha da Borborema, além das badaladas "Festas das Debutantes" que reunia todas as garotas que, durante o ano, debutaram em glamourosos Bailes de 15 Anos.
Durante as décadas de 1980/1990, Josildo Albuquerque ilustrava a coluna social do Jornal da Paraíba com os campinenses que se destacavam no cenário social. Na foto acima, em um dos seus característicos eventos realizados em Campina Grande, o colunista aparece ladeado por um dos símbolos sexuais brasileiros dos anos 80, a modelo Márcia Gabrielli, além do ator global Lauro Corona, falecido em 1989.
A vida de Josildo Albuquerque foi encerrada por iniciativa própria, quando no ano de 1994 o mesmo se lançou ao vazio do último andar do Hotel Serrano, pondo um fim na evidência do brilho dos socialites da Serra da Borborema, o "crème de la crème", como diria com suas próprias palavras.
O também colunista Edson Félix, falecido em 2006, desenvolvia um trabalho biográfico sobre Josildo, porém, a obra ficou inconclusa.
P.S.#01: Comentário Enviado por Gustavo Ribeiro:
"Josildo antes de ser colunista social foi atleta e professor de natação. A depressão por conta do diagnóstico recebido, motivou o salto para a morte. Por ironia do destino, o ator Lauro Corona, que aparece ao seu lado na foto, contraiu o mesmo vírus.
É bom lembrar que Josildo Albuquerque foi o primeiro colunista social de Campina Grande a fazer sucesso também na Capital, monopolizando o setor de grandes festas e concursos.
Era um batalhador."
P.S.#02: Comentário Enviado por Clotilde Tavares:
"Eu conheci Josildo quando ambos éramos adolescentes. Tínhamos 15, 16 anos. Ele dançava muito bem, com aquelas pernonas compridas, muito magro, o cabelo na testa bem antes da moda lançada pelos Beatles. Era um garoto diferente dos outros e como sempre gostei dos diferentes vivia colada com ele, uma espécie de namoro inocente e bobo. Dançávamos a noite toda nas festas do Gresse, Caçadores... Por causa do cabelo na testa e do rosto miúdo, Mamãe o chamava de "Macaquinho", e é assim que ele está mencionado nos meus diários daquela época. Fui muitas vezes à piscina do Clube dos Caçadores torcer por ele. Em 1964 ele ganhou um campeonato de natação naquele clube, lembro bem porque era o ano do Centenário de Campina, e saímos da área da piscina abraçados, ele todo molhado... Depois que ele ficou adulto e se tornou cronista social, nunca nos distanciamos e sempre eu o via nas festas em Natal. Josildo Albuquerque, "Macaquinho": uma das mais doces recordações da minha adolescência."
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| Cléa Cordeiro, Ivan Gomes e Josildo Albuquerque - Club Campestre |
(por Jônatas Pereira)
Neste dia 9 de março de 2016 completou 77 anos da inauguração do abastecimento de água e esgoto de Campina Grande, provindos da Barragem de Vaca Brava.
O Interventor Federal, o campinense, Argemiro de Figueiredo inaugurou solenemente este melhoramento no dia 9 de março de 1939. Foi uma grande festa cívica realizada nas ruas de Campina Grande. A cidade estava clamando por um abastecimento digno já que a Barragem de Grota Funda e Puxinanã não davam mais "conta do recado" com a cidade crescendo cada vez mais.
Abaixo, fotos da festa de inauguração nas ruas centrais de Campina Grande:
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| Av. Floriano Peixoto (Catedral conto esquerdo) |
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| Ângulo de Visão da Foto: Rua Marquês do Herval. Muito provavelmente a foto foi captada de cima do antigo prédio dos Correios, que era localizado no meio da Praça da Bandeira. Vê-se: casario da Rua Marquês do Herval e, ao fundo, a Pç Clementino Procópio e, a direita parte da Igreja do Rosário (demolida) e pequena parte da calçada da Praça Índios Cariris (Pç. da Bandeira) |
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| Ângulo de Visão da Foto: Calçada do Posto Futurama em direção à Praça da Bandeira - Vê-se parte da Usina de Luz e Força, onde hoje é a Praça Clementino Procópio. A rua por onde desce a banda marcial é a Av. Floriano Peixoto. Ao fundo, o prédio branco é a Igreja do Rosário (demolida). | | |
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A demanda pelo precioso líquido estava cada vez maior e a população campinense necessitava de um abastecimento moderno a altura da Rainha da Borborema.
Abaixo está a reportagem do imemorial jornal campinense "Voz da Borborema" órgão situacionista dirigido por Acácio de Figueiredo, irmão de Argemiro de Figueiredo, de 9 de março de 1939 sobre este importantíssimo dia.
(Clique nas imagens para ampliá-las)
Nosso colaborador Manoel Leite, o Leitinho, nos presenteia com uma lembrança da 25ª Festa do Padroeiro da Paróquia de São Francisco de Assis, no bairro da Conceição. Na atual postagem, somos remetidos ao ano de 1977.
A Paróquia foi fundada no ano de 1944, e pertence à Ordem dos Frades Menores Franciscanos, que tem por princípios a Humildade, a Simplicidade e a Justiça.
A tradicional festa sempre se caracterizou por reunir grande parte dos moradores do bairro e de grande parte da região central de Campina Grande, sendo motivo de expectativa por parte dos moradores locais, como bem lembra a Sra. Lúcia Bezerra Batista, ex-moradora do Bairro da Conceição.
Texto e Foto: Walter Tavares
"Ontem, a educadora e promotora cultural ENEIDA AGRA MARACAJÁ abriu mais uma edição do FESTIVAL DE INVERNO DE CAMPINA GRANDE, simultaneamente na Feira Central (com teatro), na Praça da Bandeira (com música) e no Teatro Municipal com Dança. 41 anos de um dos festivais culturais mais importantes do Brasil, e que em todos estes anos trouxe para Campina Grande as maiores glórias das artes e da cultura, entre as quais muitos nomes estrangeiros. Eneida criou em 1974 o FENAT, Festival Nacional de Teatro, que premiou como melhor ator Jorge Fernando, hoje diretor da Globo, e o sucesso do FENAT foi tanto que em 1976 foi ampliado para Festival de Inverno de Campina Grande. Esta foto de 1974, no teatro Municipal severino Cabral, mostra dr. Amaury Vasconcelos, chefe da Casa Civil do Governo do estado, lendo um discurso-poema durante a abertura do FENAT, a apresentadora Tereza Madalena, Eneida Agra, o embaixador Paschoal Carlos Magno e o grande prefeito da cultura Evaldo Cruz. Ao fundo, a Filarmônica Epitácio Pessoa."
Abaixo, logomarga oficial do 41º Festival de Inverno de Campina Grande, edição 2016, com hiperlink para a página oficial do evento:
Nosso momento atual remete uma preocupação histórica da população de Campina Grande, com relação ao abastecimento d´água. Quando o Açude Velho não foi suficiente para suprir a necessidade do consumo, construiu-se o Açude Novo e o Açude de Bodocongó, respectivamente.
Para atender ao abastecimento de Campina Grande, entre os anos de 1934 e 1939 foi construído o sistema adutor, do açude de Vaca Brava, localizado na região do Agreste-Brejo (Areia), instituindo o abastecimento urbano de Campina Grande.
O professor José Edmilson Rodrigues nos enviou um conjunto de registros do dia da inauguração dessa 'redenção' do sistema hídrico em tempos pretéritos na nossa Rainha da Borborema, no distante dia 09 de Março de 1939, constantes no livro "Reminiscências", de Francisco Coutinho de Lima e Moura, de 1939, com o capitulo, Ad Futurum.
Transcrição do discurso do Interventor Federal Argemiro de Figueiredo:
Na mesma publicação, constam em fotos não tão nítidas de registros do grande evento que literalmente parou Campina Grande no dia 09/03/1939, que comemorou o aniversário de Argemiro de Figueiredo mas, onde a cidade que recebera este grande presente!
População presente ao evento, realizado à Av. Marquês do Herval
Detalhe: Argemiro Figueiredo ao microfone
Em sentido horário: Foto 1-Veículo conduzindo o interventor, escoltado pela cavalaria;
Foto 3-Palanque de honra: Argemiro Figueiredo e esposa, Gal. Lobato Filho, D.João da Mata (Bispo) e auxiliares de governo; Demais fotos: aspectos do desfile realizado à Av. Marquês do Herval
Em sentido horário: Cônego Matias Freire, Argemiro de Figueiredo, Dr. Álvaro de Carvalho,
demais presentes no Auditório do Instituto de Educação (Hoje CAD)
Saudação do Sr. Hortênsio Ribeiro ao interventor Argemiro Figueiredo; População atenta aos discursos - Av. Marquês do Herval
Como complemento curioso ao contexto, transcrevemos o Decreto federal 1923/37, que trata da aprovação do projeto e orçamento para a construção do açude Vaca Brava, assinado pelo então presidente Getúlio Vargas, com citação ao Min. dos Transportes João Marques dos Reis.
*** *** *** TRANSCRIÇÃO DO DECRETO N.º 1.923/37 *** *** ***
Decreto nº 1.923, de 27 de Agosto de 1937
Aprova o projeto e orçamento para a construção do açude ''Vaca Brava'', no município de areia, no Estado da Paraíba.
O Presidente da República, atendendo ao que solicitou a Inspetoria Federal de Obras contra as Sêcas, e de acôrdo com os pareceres prestados,
DECRETA:
Art. 1º Ficam aprovados o projeto e o, orçamento, na importância total de 1.319:620$ (mil trezentos e dezenove contos, seiscentos e vinte mil réis), que com este baixam rubricados pelo diretor de Expediente, interino, da Secretaria de Estado da Viação e Obras Públicas, para a construção, pelo regime do cooperação a que se refere o art. 7º da lei n. 175, de 7 de janeiro de 1936, do açude "Vaca Brava", no Município de Areia, no Estado da Paraíba.
Parágrafo único. A execução das obras de que tratam os documentos ora aprovados fica na dependência de assinatura, por parte do Govêrno do Estado da Paraíba, do contrato de cooperação referido no § 2º do art. 7º, citado, e no qual deverá ficar consignado o tempo de duração das mesmas obras, para o fim previsto no n. 1 do aludido § 2º.
Art. 2º As despesas a cargo da União, no corrente exercício, serão levadas à conta da sub-consignação n. 53, letra e, da consignação n. IV - Obras e serviços novos e em prosseguimento, - do sub - título "Inspetoria Federal de Obras contra as Sêcas", do título II (Material), do Anexo n. 8, da lei n. 300, de 13 de novembro de 1936, e, nos exercícios subsequentes, correrão pelas dotações orçamentárias próprias.
Rio de Janeiro, 27 de agôsto de 1937, 116º da Independência e 49º da República.
GETULIO VARGAS.
Marques dos Reis