Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
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A Universidade Regional do Nordeste, URNe, foi implantada em Campina Grande na gestão do Prefeito Williams Arruda e representou a primeira Universidade localizada em uma cidade do interior, não Capital. Em 1968, época da foto acima, a URNe estava em seu 3º ano de funcionamento. Possuía cerca de 1.500 alunos, e uma estrutura dividida em cinco Institutos Centrais (Ciclo Básico de Ensino: Biologia, Física, Química e Matemática; Filosofia e Ciências Humanas; Letras; Geociências e Artes), e as Faculdades de Educação, Química, Administração e Direito. Encontrava-se em fase de organização a Faculdade de Odontologia!
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A URNe era mantida sob a forma de Fundação, administrada por um Conselho Diretor, onde o Presidente era o Reitor da Universidade, na época, o professor Edvaldo do Ó, um dos homens que mais realizou feitos para Campina Grande.
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Este prédio da foto, o da Faculdade de Educação, localiza-se na Rua Afonso Campos, por trás da Catedral de Nossa Senhora da Conceição. Vê-se, ao fundo, a imagem da Padroeira à esquerda da imagem.


Uma das instituições de ensino mais antigas de Campina Grande, localizada no Bairro da Liberdade. Atualmente tem o nome de Escola Estadual de Ensino Fundamental Murilo Braga, e seu aspecto arquitetônico é o da pequena imagem em detalhe.

A imagem acima é rara; postada por Zélia Figueiredo na página 'Campina Sesquicentenária' do Facebook e trata-se de um certificado conferindo o título de Perita Contadora, emitido pela Escola de Comércio do Instituo Pedagógico Campinense à Maria Abigail Cavalcanti, no ano de 1939.

O Instituto Pedagógico de Campina Grande foi fundado em 17 de fevereiro de 1919, e funcionava à princípio na Rua Barão do Abiaí, no Centro da cidade. 

Primeiramente operou com ensino primário e secundário para ambos os sexos, onde os fundadores do Instituto ministravam aulas aos alunos do sexo masculino, pelo tenente Alfredo Dantas Correia de Góes e às alunas (feminino) pela professora normalista Ester de Azevedo. 

Em 1924, o Instituto mudou-se para um novo prédio, na mesma rua Barão do Abiaí, sendo adaptado para melhores condições higiênicas e pedagógicas, ampliando a oferta de cursos; fundam-se os cursos profissionalizantes, Normal e técnico-comercial.

Em 1929, com Decreto n.1615, de 09 de Dezembro de 1929, do Governo do Estado, integrou o Instituto pedagógico à Escola Normal Oficial do Estado. Assim, foram mantidas as seguintes escolas: - Grupo Modelo, com 3 cadeiras primarias para o ensino de didática às alunas do curso “Normal”; a de Instrução militar, destinada ao preparo dos jovens na defesa da Pátria, aos quais, confere caderneta militar.

Em 1930 o Ten. Alfredo Dantas solicitou à Prefeitura Municipal a autorização para ocupar o prédio onde funcionara o Grêmio de Instrução, localizado à Rua Marquês do Herval, nominando-o mais tarde o Colégio Alfredo Dantas, no ano de 1936!

Pesquisando o tema, nos deparamos com algo tão raro quanto o certificado acima! Uma foto que ilustrou uma das edições da Revista Evolução, publicada pelo próprio Instituto nos anos de 1931 e 1932, disposta no artigo "AULAS DE EDUCAÇÃO PHYSICA NO INSTITUTO PEDAGÓGICO CAMPINENSE (DÉCADA DE 1930): UMA ANÁLISE ADOTANDO A PERSPECTIVA DE GÊNERO" (SANTOS, Alexandro dos. [et al]), mostrando alunas praticando aula de Educação Física nas dependências do Instituto Pedagógico Campinense, no ano de 1931!


Na foto, segundo Regina Coelli Gomes Nascimento, em seu artigo "SENSIBILIDADES E PRÁTICAS ESCOLARES EM CAMPINA GRANDE-PB", vemos as alunas da escola Normal do Instituto Pedagógico Campinense realizando os exercícios de “ginastica” ao ar livre, sendo supervisionadas pelo sargento Moisés Araújo, que aparece na imagem (lado direito) uniformizado e atento.

É curioso para quem estudou no Colégio Alfredo Dantas ver esta imagem do pátio central, local de prática desportiva, cultural e recreativa de quem por lá passou, reconhecendo também o complexo de salas da parte posterior do educandário, no prédio onde abrigou o Grêmio de Instrução.

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Fonte Consultada:
"AULAS DE EDUCAÇÃO PHYSICA NO INSTITUTO PEDAGÓGICO CAMPINENSE (DÉCADA DE 1930): 
UMA ANÁLISE ADOTANDO A PERSPECTIVA DE GÊNERO" (SANTOS, Alexandro dos. [et al])
Em janeiro de 2016, publicamos um especial da Revista O Cruzeiro sobre a Universidade Estadual da Paraíba, abrindo caminho para as comemorações dos 50 anos daquela importante instituição, que teve sua origem na cidade de Campina Grande.

Hoje, graças a sempre efetiva colaboração de Manoel Leite, conseguimos resgatar um vídeo raro, datado de 1996, quando se comemorava os 30 anos da Universidade. Este documentário pode ser assistido em sua íntegra, clicando-se abaixo:


As imagens são de Carlos Alberto Xapéu e a narração de Gilson Souto Maior.

A UEPB, orgulho da Paraíba, completará em breve 50 anos. Ela foi fundada através de uma Lei Municipal de Campina Grande (número 23) em 15 de março de 1966 como URNe, que significava Universidade Regional do Nordeste. Funcionou assim até 1987, quando o então governador Tarcísio Burity a estadualizou, recebendo o seu nome definitivo: Universidade Estadual da Paraíba.

Através de uma dica de José Ezequiel do blog "Tataguaçu", conseguimos a rara reportagem abaixo extraída da lendária revista "O Cruzeiro". Relata a pujante Campina Grande dos anos 60 e sua recém criada universidade. Para ler a matéria, cliquem nas figuras:




Em breve, publicaremos outros materiais em alusão a nossa UEPB.



Por Saulo Araújo


Antonio de Oliveira Bezerra Cavalcanti
Antonio de Oliveira Bezerra Cavalcanti, o “Professor Oliveira”, lecionou em diversos educandários campinenses como o Colégio Pio XI (1935 a 1956); Colégio Imaculada Conceição (1935 a 1956); Colégio Alfredo Dantas (1943 a 1956); Escola Técnica de Comércio; Estadual da Prata (1953 a 1957).  

Apresentamos um pouco de sua história e personalidade, por meio de depoimentos e citações de vários dos seus ex-alunos.

Como nos conta o professor William Tejo, 1971: 
Professor Oliveira, exemplo admirável, conduta irrepreensível, honestidade a toda prova. A maior reserva moral de nossa cidade. Com o seu andar vagaroso e gestos mansos, na classe, transformava-se. Era um didata inato. 

E quando um aluno malandrava, tirando notas baixas, lá vinha o mestre Oliveira, fala mansa, escandindo bem as sílabas: "Seu moço, você deve comprar aquele livrinho que custa quinhentos réis." Puxava uma moeda do bolso, mostrando-a ao estudante relapso: "Isso é pra ajudar!" O livrinho era a tabuada. O aluno criava vergonha e terminava nos eixos. Nunca, em minha vida de magistério, encontrei um aluno com raiva do professor Oliveira. E foram centenas. 

Raymundo Asfora relata: 
Foi meu mestre e meu amigo, desde os dias da adolescência. Ainda recordo o seu puro olhar e a sua palavra ungida de magnetismo e sinceridade, indagando-me: "você não tem pena do suor de seu pai?". Essa interpelação severa, feita em plena aula, foi decisiva para a orientação dos meus estudos e da minha vida.

Foto com o Professor Loureiro

"O heroico professor Oliveira é assim: muita força moral, numa serenidade impressionante. Seus alunos dizem que nunca elevou a voz. Todos os respeitam e o admiram, pois sua vida é um livro aberto. Você, professor Oliveira, com essa sua calma imperturbável, com essa bondade que a gente encontra até no caminhar porque o senhor caminha como se estivesse agradecendo à terra a segurança dos seus passos e como se estivesse a pedir desculpas por estar usando-a para suas caminhadas".  (Ramalho Filho, 1957)

Antonio de Oliveira nasceu na cidade paraibana de Bananeiras, no dia 16 de setembro de 1886. Filho de Tertuliano Bezerra Cavalcanti e Maria Amélia Bezerra Cavalcanti (nome de solteira: Ferreira Grilo). Estudou em Serraria com o professor Francisco Falcão e ali mesmo deu sua primeira aula em 1905. Depois, em Bananeiras e Guarabira. Casou-se com Maria Anunciada Leite Ramalho, ainda em Bananeiras, em 1925. 

Autodidata, estudava sozinho e, contra adversidades financeiras, prestava exames no Liceu Paraibano na capital João Pessoa. Assim licenciou-se em Física, Matemática, Francês, Inglês, Português e História. No ano de 1935, fixa residência na cidade de Campina Grande, e a partir desse momento passa a lecionar em quase todos os colégios da cidade. Seu sonho era formar-se em Medicina. Chegou a tratar muitas pessoas com homeopatia e hidroterapia. Recebeu diversas homenagens, entre elas o título de Cidadão Campinense em 1964. Faleceu no dia 04 de agosto de 1971, próximo de completar 85 anos.

Foto de homenagem. Na mesa, da esquerda para direita:
Prof. Gadelha, Prof. Loureiro, Prof. Oliveira, Padre Odilon Pedrosa e Padre Emídio Correia.
Foto de jantar oferecido pelos professores, ex-alunos e amigos,
pelo transcurso do seu 70
º aniversário, em 17/10/1956

Alguns de seus alunos foram: Petrônio Figueiredo, Félix Araujo, Raymundo Asfora, Amauri Vasconcelos, Ademar Borges, Everaldo Agra, Airton Queiroga, William Tejo, Mário Carneiro, Antonio Lucena, Salvino e Nilton Figueiredo, Evaldo Gonçalves e Luiz Bronzeado.

Testemunhos: 

Elizabeth Marinheiro: “Competência, mansidão e ética, seus atributos naturais. Recordo-o com orgulho. Sua esmerada educação; suas dóceis repreensões; seu olhar reflexivo; seu caminhar semelhante ao 'passo fofo do gato'; seu saber tão simples quanto vasto".

Raymundo Asfora:  "Era um sábio. Um inesgotável tesouro de grandeza espiritual e dignidade humana. Franzino, muito franzino, de pálida tez morena, cabelos finíssimos, e moderação no falar e no agir, era um expoente da vida educacional campinense. Aprendera sozinho, por uma pré-destinação do talento. Lecionava por vocação, mas também para ganhar a vida”. 

Celso Pereira: "Meigo e terno, fazendo com que a Matemática não se tornasse tão austera”. 

Epitácio Soares: "Numa tábua de classificação ele estaria entre os sábios e santos".

Abaixo, foto da turma de concluintes de 1949 do Ginásio Alfredo Dantas. Professores homenageados: Alcide Loureiro, Dumerval Trigueiro, José de Almeida Júnior, Severino Loureiro (diretor), William Ramos Tejo (paraninfo), empresário João Rique (patrono), Antonio de Oliveira, Milton Paiva, Normando Feitosa: 

CLIQUEM NA IMAGEM PARA AMPLIAR
Concluintes do Colégio Imaculada Conceição 
Colégio Alfredo Dantas

Abaixo, foto de 1936, aproximadamente. Padre Odilon Pedrosa e Professor Oliveira, com alunos do Colégio Pio XI. (Foto publicada no Diário da Borborema em 1971, e cedida por Geraldo Dias):


Vida Familiar:

De vida simples e rígida, só andava de terno. Gostava de usar chapéu e suspensório. Teve nove filhos. 

Fotos com a esposa Maria Anunciada:




Com os filhos em 1966:
Na frente: Zenira, Adazilda, Antonio de Oliveira, Maria Anunciada, Adair, Ademir; Na fileira de trás: Agamenon, Amadeu, Adailton, Arnóbio, Antônio:


Com os filhos e netos, em 1966:



PARTE 2 - A VOCAÇÃO DO PROFESSOR OLIVEIRA

"Um homem deve ser homem desde menino"

"Sou um homem feliz e realizado porque fiz do magistério meu ideal. O Magistério constituiu-se durante 29 anos de minha existência, num motivo de constantes alegrias e prazeres."

"Numa de suas aulas, o venerado mestre, desiludido e um tanto desgostoso com os minguados proventos oriundos de uma exaustiva jornada de três expedientes em sala de aula, em tom de desabafo, dizia-nos: -- é melhor vender bananas nas feira central do que ser professor. Não mudo de profissão porque, em primeiro lugar, não tenho queda para negociar e, em segundo lugar, o que me satisfaz mesmo é ensinar". (Dr. José Moyses)

Diário de 5 de novembro de 1936:

“Hoje foi o último dia de aula no Colégio Pio XI. No dia 9 vou examinar os alunos das minhas turmas: 1ª série – português e matemática; 2ª série – matemática; e nas séries 2ª, 3ª e 4ª, inglês. 

É este também o último mês em que tenho ordenado. Dezembro, janeiro e fevereiro não ganharei nada no Pio XI.

E entro neste período de férias sem dinheiro e obrigado a gastar no mínimo 400$000 mensais.

O ensino particular é incerto no fim de ano; não posso contar com essa renda duvidosa, que pode até não vir.
Estou pensando em fazer bebidas e soda para vender. E se nesse período de férias achar qualquer colocação que dê para viver, não voltarei mais a ensinar.

Ensinar hoje é um sacrifício.”


Carta dos alunos pedindo anulação de uma prova, em 1949:



Desfile do Grupo Escolar Antonio Oliveira em 1975, Rua 13 de Maio:



PARTE 3 – CRÔNICA DE FELIX ARAUJO
(Entre as inúmeras crônicas sobre o Professor Oliveira, esta é uma das mais belas)

Carrossel da Vida – Dia: 16 de Setembro de 1952 - Felix Araujo

Alguém, no mundo, está hoje envelhecendo mais um pouco. Aos cabelos já brancos que, discretamente, acumulam-se em sua cabeça pensadora, virão juntar-se ainda mais as névoas do tempo. É nesse dia, em que um dos mais perfeitos seres humanos que residem nesta cidade assiste à passagem do seu aniversário. O exemplo de sua admirável vida é um clarão diante da juventude. 

Desde os dias distantes da mocidade, escolheu um destino, guiou os seus passos para o mais luminoso e o mais áspero de todos os caminhos. Ser professor. Sacudir nas almas, como um jardineiro, as sementeiras maravilhosas, que ora rebentam em rosas, ora se afirmam em árvores, as sementeiras da cultura e do conhecimento humano.

Na pequenina cidade de Bananeiras, onde nasceu, nos idos de 1886, começou o seu apostolado. Ensinando meninos de curso primário no Instituto Bananeirense, criancinhas que hoje são pais e mães nos caminhos do mundo, repetindo o seu nome e gratos ao que dele receberam.

As lutas da vida, as responsabilidades da família, os anseios de fazer sempre o maior bem possível, que esse é um traço do seu caráter e uma destinação de sua existência, o trouxeram, um dia para a nossa cidade.

Aqui, chegaram-lhe mais filhos. Os filhos do seu amor e os filhos do seu apostolado. Sua casinha, onde algumas vezes o pão deve ter sido amargo, porque esse é o destino dos grandes mestres, encheu-se de crianças. E por suas mãos começaram a correr, como um rio maravilhoso, centenas, milhares de destinos, -- os adolescentes que desfilavam diante de sua cátedra com o respeito com que os crentes desfilam diante de um altar.

E de tal modo, em sua personalidade rica de conteúdo humano, o pai e o mestre se confundiram, que ninguém poderia distinguir ao certo, diante da cátedra, se era o pai ensinando aos filhos, ou se no lar era o mestre ensinando aos alunos.

Professor de Inglês, Francês, Português, História, Matemática, Ciência Naturais, -- sem jamais ter cursado academias e centros científicos, autodidata formado na ampla escola da vida, a sua palavra ungida de experiência das coisas e dos homens foi sempre recebida entre os mestres e os discípulos com respeito e com amor.

Poder-se-ia mesmo resumir a atitude com que as novas gerações o acolheram na direção do seu destino espiritual, com essas duas palavras:- respeito e amor. Pela sua autoridade moral, pela expressão sólida de sua cultura, pela austeridade do seu caráter, conquistou o respeito da juventude irrequieta e rebelde. Porém foi mais além. Não bastaria que os alunos o obedecessem, para que as sementes lançadas na terra frutificassem. Ele conseguiu o ideal supremo do mestre: ser respeitado e amado. Todos o vemos, ainda hoje, pequenino, magrinho, os cabelos dia a dia mais brancos, o rosto dia a dia mais enrugado, o passo dia a dia mais lento, a voz dia a dia mais terna, assim, --- com essa devoção, essa ternura e esse amor com que saudamos os nossos pais, aqueles de que viemos um para o grande drama e a grande festa da vida.

Com os conhecimentos enciclopédicos de que dispõe, poderia, em outro país, ter ascendido os grandes postos da vida pública, e mesmo na tarefa de educar as gerações ter conquistado aquela independência econômica indispensável à tranquilidade da velhice. Mas vive no Brasil. Vive na Paraíba. É um professor brasileiro. E isso todos nós sabemos o que significa:- a luta sem fim, a canseira, o melhor sangue e o melhor pensamento favorecidos à glória da juventude e da cultura, e depois a velhice sem um teto, a velhice do pão escasso, - a velhice que pôde oferecer as chaves do triunfo a todos os filhos de todos os pais, e aos seus próprios filhos apenas pôde oferecer a herança da pobreza e da humildade.

São, os nossos mestres, os professores brasileiros, injustiçados, incompreendidos, mal pagos na mocidade e quase mendigando na velhice, como os acendedores de lampiões de que fala o poeta:- distribuem claridades, semeiam luzes, consomem a vida na tarefa de iluminar os outros, e findam, na sombra da velhice, na escuridão dos crepúsculos, pobres fontes de luz sacudidas à margem da vida.

Hoje, um homem está envelhecendo mais um pouco. Novos cabelos irão cobrir a sua cabeça. A sua cabeça de velhinho, tão grande quanto o seu coração, - uma cabeça onde se abrigou a sabedoria humana, um coração onde pulsam as mensagens de Deus e da Verdade. Boa noite ao Professor Antonio de Oliveira, ao mestre de tantas gerações, ao abridor de tantos caminhos, ao plasmador de tantos destinos. 

É ele que hoje está aniversariando, ele, o bem amado Professor ANTONIO DE OLIVEIRA.

As novas gerações beijam, hoje, comovidas e gratas, a mão do nosso mestre, do nosso velhinho.

Para nós, ele é um símbolo.

O símbolo do esforço humano incompreendido, da inteligência humana injustiçada, da bondade humana esquecida, que, na terra deserta de generosidade e de compreensão para os mestres, que é este país, - vai continuando o seu apostolado, vai prosseguindo na sua missão, vai semeando a sua mensagem, até o luminoso dia do futuro, quando a Justiça Social brilhando entre os homens restabelecer os valores da inteligência e da cultura.

BOA NOITE, Professor Antonio de Oliveira. Essa é a palavra de amor da juventude. Essa é também a sua palavra de esperança no novo dia que despontará para o Mundo.



O Grupo Escolar Clementino Procópio está localizado na Rua Felipe Camarão, no Bairro do São José e foi inaugurado no ano de 1937, mantendo grande parte da sua estrutura original, em prédio tombado pelo Patrimônio Público.




Muito antes de se tornar o popular "Gabinete do Prefeito", o Palácio do Bispo, como assim sempre fora chamado o prédio construído pela Diocese de Campina Grande, abrigou o Instituto Pax que era dirigido também pela Ordem das Missionárias de Jesus Crucificado, fundado em 1959.

As fotos dispostas nesta postagem se encontram em nossa fanpage do Facebook e foram cedidas por Carminha G. Coutinho, que encaminhou o seguinte comentário:

"No Instituto PAX existia o curso de Formação Familiar, que funcionava no atual Gabinete do Prefeito. Algumas lembranças do ano de 1959. Nesta época saudosa, se preparavam para se tornar boas donas de casa. Ao final do curso, fazíamos um bolo e a festa de conclusão com todos os nossos familiares". 



Um registro educacional e afetivo do inesquecível Colégio Pio XI de Campina Grande, enviado ao RHCG por Danielly Inô, ex-aluna daquela instituição. Trata-se do convite da Formatura do ABC na quadra do Colégio, que se localizava na Rua Getúlio Vargas. As imagens podem ser visualizadas a seguir:









O ângulo da foto (da foto) não está muito bom, porém, nos dá uma nova visão do Colégio Imaculada Conceição de frente, com visíveis detalhes da sua fachada, bem como a melhor visualização da casa das 'irmãs' fundadoras da instituição, do lado direito.

Abaixo, três magníficas fotografias que retratam o Colégio Imaculada Conceição -o Colégio das Damas como é conhecido até hoje-, em diferentes épocas entre elas. As datas das fotos são imprecisas, porém, todas remetem às décadas de 30 e/ou 40 do início do Século XX. Detalhe para a capela da escola, discreta, bem diferente da arquitetura que a conhecemos hoje!

O Colégio Imaculada Conceição foi fundado, em Campina Grande, no dia 1º de março de 1931, por solicitação do Arcebispo D. Adauto de Miranda Henriques. O nome foi uma homenagem à santa padroeira da nossa cidade, Nossa Senhora da Conceição. As fundadoras foram as irmãs  Dominique, Alice, Livine e Martina, da Congregação das Damas da Instrução Cristã. A casa onde ficaram instaladas (a casinha lateral à escola, melhor retratada nesta foto aqui: CLIQUE), “era pobre, de biqueira, sem água e sem luz. Um antigo depósito de algodão ao lado, foi dividido com tabiques onde funcionaram as primeiras salas de aula”.



(por Rau Ferreira)

O “Ateneu Campinense” foi uma das primeiras instituições de ensino em Campina Grande, dirigido pelos professores Alfredo Espínola e Clementino Gomes. O grêmio literário deste educandário era o grande fomentador da cultura de sua época. 

Na sua formação estava a intelectualidade campinense: Presidente: Fenelon Fernandes Bonavides, professor, um dos fundadores do telégrafo em Campina (1897), filho do latinista Gervásio Fernandes Bonavides e dona Maria Sedalina de Medeiros, progenitor do jurista Paulo Bonavides; Vice-presidente: João Clementino dos Santos – o “Joca de Areia” – professor da instrução pública; 1º Secretário: Manoel Lycarião; 2º Secretário: Hortênsio de Souza Ribeiro (1885/1961), advogado, escritor e jornalista; Orador: Eleutherio Edáclio Escobar, mestre das artes dramáticas; 2º Orador: José Antônio de Figueiredo; Tesoureiro: Eleazar Villar; Fiscal: Luiz de Souza e Tesoureiro: Francisco Rufino.

A sua folha foi uma das primeiras a elogiar o trabalho de Chagas Batista (1882/1930) – poeta popular, autor de “Saudades do sertão”. A edição de 7 de fevereiro de 1902, publicou de sua autoria o soneto "Um Canto", cuja primeira estrofe é a seguinte:

“Passava a brisa mansa e buliçosa 
Revolvendo a folhagem do arvoredo; 
Imitando uma orquestra harmoniosa 
Cantava alegremente o passaredo”.

Na opinião de Hortênsio Ribeiro, o Ateneu foi o “grêmio literário mais homogêneo e brilhante que já existiu em Campina Grande”


Referência:
- BASTOS, Sebastião de Azevêdo. No roteiro dos Azevêdo e outras famílias do Nordeste. Gráfica Comercial: 1954. 
- FILHO, Lino Gomes da Silva. Síntese histórica de Campina Grande, 1670-1963. Editora Grafset: 2005.
- PROENÇA, Manoel Cavalcanti. Literatura popular em verso: Antologia. Coleção de textos da língua portuguesa moderna. Casa de Rui Barbosa: 1961.
- QUO VADIS, Órgão de interesses populares. Ano II, N. 24. Manaus/AM: 1903.
- RIBEIRO, Hortênsio de Souza. Vultos e fatos. Secretaria Estadual de Cultura. João Pessoa/PB: 1979. 


 
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