Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
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Após inserirmos o assunto "Miss" em um dos posts anteriores do nosso Blog, devemos enaltecer a figura do ilustre cronista social campinense Josildo Albuquerque, o "Jô", que caracterizou-se por ser o grande incentivador dos concursos de misses na Rainha da Borborema, além das badaladas "Festas das Debutantes" que reunia todas as garotas que, durante o ano, debutaram em glamourosos Bailes de 15 Anos.

Durante as décadas de 1980/1990, Josildo Albuquerque ilustrava a coluna social do Jornal da Paraíba com os campinenses que se destacavam no cenário social. Na foto acima, em um dos seus característicos eventos realizados em Campina Grande, o colunista aparece ladeado por um dos símbolos sexuais brasileiros dos anos 80, a modelo Márcia Gabrielli, além do ator global Lauro Corona, falecido em 1989.

A vida de Josildo Albuquerque foi encerrada por iniciativa própria, quando  no ano de 1994 o mesmo se lançou ao vazio do último andar do Hotel Serrano, pondo um fim na evidência do brilho dos socialites da Serra da Borborema, o "crème de la crème",  como diria com suas próprias palavras.

O também colunista Edson Félix, falecido em 2006, desenvolvia um trabalho biográfico sobre Josildo, porém, a obra ficou inconclusa.

P.S.#01: Comentário Enviado por Gustavo Ribeiro:
"Josildo antes de ser colunista social foi atleta e professor de natação. A depressão por conta do diagnóstico recebido, motivou o salto para a morte. Por ironia do destino, o ator Lauro Corona, que aparece ao seu lado na foto, contraiu o mesmo vírus.
É bom lembrar que Josildo Albuquerque foi o primeiro colunista social de Campina Grande a fazer sucesso também na Capital, monopolizando o setor de grandes festas e concursos.
Era um batalhador."


P.S.#02: Comentário Enviado por Clotilde Tavares:
"Eu conheci Josildo quando ambos éramos adolescentes. Tínhamos 15, 16 anos. Ele dançava muito bem, com aquelas pernonas compridas, muito magro, o cabelo na testa bem antes da moda lançada pelos Beatles. Era um garoto diferente dos outros e como sempre gostei dos diferentes vivia colada com ele, uma espécie de namoro inocente e bobo. Dançávamos a noite toda nas festas do Gresse, Caçadores... Por causa do cabelo na testa e do rosto miúdo, Mamãe o chamava de "Macaquinho", e é assim que ele está mencionado nos meus diários daquela época. Fui muitas vezes à piscina do Clube dos Caçadores torcer por ele. Em 1964 ele ganhou um campeonato de natação naquele clube, lembro bem porque era o ano do Centenário de Campina, e saímos da área da piscina abraçados, ele todo molhado... Depois que ele ficou adulto e se tornou cronista social, nunca nos distanciamos e sempre eu o via nas festas em Natal. Josildo Albuquerque, "Macaquinho": uma das mais doces recordações da minha adolescência." 


Cléa Cordeiro, Ivan Gomes e Josildo Albuquerque - Club Campestre


No princípio da Década de 1970 o Banco Industrial de Campina Grande lançava um dos 'self services' mais comuns dos dias de hoje que era o saque automático (Caixa Eletrônico). Foi uma das instituições bancárias pioneiras neste tipo de auto atendimento, através do Cheque SAC, que possibilitava o cliente fazer saques nas agências de São Paulo, Rio de Janeiro, Belém, Porto Alegre e Recife, bem como representava crédito para realizar compras diversas em estabelecimentos comerciais.

Mais uma vez, o garoto propaganda deste serviço era ninguém menos que o Rei do Futebol, Edson Arantes do Nascimento, Diretor de Marketing do Banco Industrial de Campina Grande, amigo pessoal do presidente Newton Rique.

A imagem acima é uma publicidade retirada das páginas da revista Veja, de 17 de Fevereiro de 1971.
Contando com a colaboração do professor Mário Araújo Filho, encontramos uma referência digna de nota honrosa para a História de Campina Grande: o anúncio da criação do FGTS, o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, foi feito pelo então presidente Castello Branco, em 1º de Maio de 1966, em discurso proferido em visita realizada à nossa cidade, conforme noticiou o jornal Folha de São Paulo, em 02/05/1966:



APRESENTAMOS, ABAIXO, DUAS DAS MAIORES RARIDADES DO ACERVO DO BLOG:
Vídeos que demonstram duas visitas de presidentes militares à Rainha da Borborema.

O primeiro vídeo é datado de 1966. Trata-se da visita de Castelo Branco a Campina Grande. Na época da ditadura militar brasileira, os trabalhadores brasileiros estavam com medo de perder seus direitos trabalhistas, ou seja, a revogação da "CLT". O discurso do presidente em Campina Grande, portanto, foi histórico, pois ele deixou bem claro que as conquistas do tempo de Getúlio Vargas iriam continuar. "O governo nunca pensou ou admitiu, em nenhum momento, extinguir ou restringir os direitos e as justas conquistas dos trabalhadores, cuja contribuição nacional tem sido decisiva em repetidas ocasiões, ao longo destes dois anos de governo revolucionário". Era a opinião do Governo Militar em 1966. No vídeo abaixo, Castelo Branco participa de uma cerimônia comemorativa ao 1º de maio, em Campina Grande; recebe o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal da Paraíba e visita as instalações do Porto de Cabedelo, com as presenças do ministro Ernesto Geisel e do governador João Agripino.


O segundo vídeo, demonstra a visita de Ernesto Geisel à Paraíba. Para quem não sabe, o penúltimo presidente do Regime Militar foi secretário de Estado na Paraíba. Assim, estava praticamente em casa. No vídeo a seguir, Geisel  visita a Universidade Federal e seu laboratório de energia solar, com a presença do ministro Nei Braga; visita o Porto de Cabedelo, com a presença do governador Ivan Bichara; assina convênios de saúde e assistência social no Palácio da Redenção, em João Pessoa; visita área das secas em Patos; assiste desfile militar e inaugura a Rodovia BR-104, com a presença do ministro Dirceu Nogueira. Porém, é a passagem de Geisel por Campina que nos interessa. No filme pode-se ver a Prefeitura Municipal (Antigo Grande Hotel) e algumas imagens do centro da cidade. É simplesmente espetacular.


Fontes Utilizadas:

-CPdoc da Fundação Getúlio Vargas (Fotos)
-www.arquivonacional.gov.br (Vídeos)


A leitora Raquel Medeiros gentilmente nos enviou os 'scans' abaixo, sendo uma das tradicionais lembrancinhas distribuídas em Missas de 7º Dia, neste caso do ex-prefeito campinense Severino Bezerra Cabral, tendo sido registrado seu falecimento em 21 de março de 1970.

"Minha mãe tem 93 anos e era na época comadre desse ilustre político da nossa cidade, organizando seus pertences encontro esse convite, que acredito ser de uma missa de sétimo dia, segue pra vcs imagem, abs Raquel"


 


Hilton Motta (Foto: Site da Campina FM)
Os mais novos com certeza não vivenciaram os momentos marcantes do passado de Campina Grande, quando as chegadas dos novos anos eram acenadas com o tradicional apagar das luzes - SIM DE TODAS as luzes da cidade -, pela CHESF/CELB.

As famílias campinenses se aglomeravam junto aos rádios de pilha, ou do som do carro para não perderem nenhum segundo da emocionante contagem regressiva comandada pelo radialista Hilton Motta, dos estúdios da Rádio Campina Grande FM, integrando toda a cidade com mensagens de felicitações dos ouvintes e amigos.

Após zerada a contagem, a cidade permanecia às escuras por alguns minutos, período em que a emoção aflorava em todo que confraternizavam em qualquer parte da cidade.

Essa prática durou até meados da Década de 1990, sendo desestimulada por já apresentar possibilidades de problemas técnicos e transtornos no regresso da força.

Hoje podemos lembrar essa época! O colaborador Leandro Bráulio cedeu ao Blog RHCG, há alguns anos, o áudio gravado de uma desses inesquecíveis viradas de ano, mais precisamente 1990, fruto de um arquivo em fita K-7 de seu acervo particular.

É emocionante... Ouçam e revivam!

De todos os que fazem o BlogRHCG, Feliz Ano Novo...


De acordo com o sr. João Jorge de Pace Tejo, que disponibilizou esta relíquia fotográfica do acervo do jornalista William Tejo, o cenário retratado é uma Cantata Natalina realizada em Campina Grande, no ano de 1921!!

Já segundo o livro 'Retratos de Campina Grande', sem precisão quanto ao ano da foto, descreve que o local desta foto é o Largo da Rua Velha, atual Rua Maciel Pinheiro, local onde se realizavam os eventos públicos em Campina Grande no início do Século XX.

Encerramos 2016 com esta belíssima, espetacular e Histórica imagem, desejando um ótimo Natal a todos e esperando que 2017, possa ser repleto de sucesso, paz e prosperidade à todos.
O Cassino Eldorado foi o templo da boemia e da luxúria dos senhores do algodão inaugurado em 1º de julho de 1937, em estilo art déco, em plena feira central de Campina Grande. 


Em meio a orquestra fixa da casa, as mesas de Bacará e a animação feérica do salão, mulheres lindas, bem vestidas e perfumadas 'faziam a vida' atendendo aos coronéis do algodão - ou iniciando seus filhos na arte do amor. 

Entre estas, uma tornou-se símbolo da era de ouro dos prazeres campinenses: MARIA DO CARMO BARBOSA, que entrou para a história boêmia-sentimental de Campina Grande como MARIA GARRAFADA; a nossa mais famosa prostituta de todos os tempos. 

Conheceu dias de muitas glórias disputada por homens importantes no Cassino Eldorado e a sua fama virou lenda a ponto de ser, nos anos 80, já idosa e "aposentada" convidada pelo escritor Jorge Amado em visita à cidade, que queria conhecer a sua história, num elegante jantar de intelectuais em homenagem ao escritor. 

Maria Garrafada virou personagem cult de Campina Grande: inspiração de poetas, letra de forrós de sucesso, nome de bar de artistas e até citação em trabalhos de mestrado. Viveu e morreu no famoso Beco da Pororoca, e certa vez em entrevista a um jornalista olhou-se no espelho da sala e perguntou: "em que espelho ficou perdida a minha face?", referindo-se à beleza dos anos em que encantou gerações. 

Gostava de dizer que a sua maior recordação era o Cassino Eldorado no tempo do Carnaval que era muito animado. Usava quatro fantasias, saía de casa no sábado e só voltava na quarta-feira de cinzas.

MARIA GARRAFADA, o Cassino Eldorado, o ciclo do algodão, os antigos carnavais... são símbolos imortais de uma era onde o barato era outro e bem melhor.

http://cgretalhos.blogspot.com.br/2011/06/no-dia-da-prostituta-cordel-maria.html
Clique na imagem parar ler o Cordel de Manoel Monteiro

Neste cartão de 'Boas Festas e Feliz Ano Novo', o Foto Vilar desejava aos seus clientes e amigos a cortesia dos votos de felicitações pelo encerramento do ano de 1952 e, obviamente, o advento do ano de 1953.

Ampliando a foto é possível identificar alguns aspectos urbanísticos presentes no mosaico fotográfico utilizado para preencher a arte da imagem: Correios (com o busto de José Américo à sua frente), Convento São Francisco, Prefeitura Municipal, Açude Novo (quando era açude), Pç. Clementino Procópio, entre outros.

Esta é mais uma raridade do acervo da Sra. Maria Iná Matos Nogueira, nos enviada por Gabriela do Ó, Colaboradora da História junto ao Blog Retalhos Históricos de Campina Grande.

O Rebate foi um dos jornais mais duradouros da história campinense. Surgiu em 04 de outubro de 1932 pelas mãos de Luiz Gil, Pedro d’Aragão e Eurípides Oliveira, e permaneceu ativo até a década de 1960. 

Afrânio Aragão – em discurso perante a Academia Paraibana de Letras Maçônicas – disse: “O REBATE circulou ininterruptamente por mais de 20 anos, até que, morrendo o Professor Luiz Gil, papai resolver encerrar essa atividade jornalística”. 

Acrescentou, ainda, o acadêmico que, "foi um centro não somente de formação, mas de meio de expressão de idéias e posições políticas de dezenas de campinenses e paraibanos de destaque como Abel Correia, Adauto Rocha, Antonio Mangabeira, Carlos Agra, Cristino Pimentel, Egídio Lima, Elísio Nepomuceno, Elpídio de Almeida, Epaminondas Câmara, Epitácio Soares, Eurípedes de Oliveira, Evaldo Cruz, Everaldo Luna, Felix Araújo, Gilberto Leite, Hortêncio Ribeiro, José Leite Sobrinho, José Lopes de Andrade, Lino Gomes, Luiz Gil de Figueiredo, Mauro Luna, Nilo Tavares, Osmário Lacet, Pedro d’Aragão, Otávio Amorim, Severino Procópio ou William Tejo, entre outros".
N'O Rebate, também chegaram a atuar Wallace Figueiredo (filho do Prof. Gil) e Gonzaga Rodrigues (Notas do meu lugar: Crônicas, 1978).

Nas edições que tivemos acesso, fornecidas em arquivo digital pelo ilustre pesquisador Jônatas Pereira, e também pelo adido cultural Walter Tavares, podemos ver a variedade de anúncios promovida por aquele jornal, a exemplo do Escritório de Engenharia de Austro França Costa, na rua Rui Barbosa nº 136; a Indústria de Laticínios Vitória, na rua 13 de maio nº 327; a Farmácia Confiança, na Praça Epitácio Pessoa; e da Sucata Campinense, na rua Pres. João Pessoa nº 336.
Luiz Gil é patrono da Associação Campinense de Imprensa, professor, escritor, jornalista e poeta (Raízes ibéricas, mouras e judaicas do nordeste: 2002). Nasceu em Santa Luzia/PB, em 17 de setembro de 1895. E teria chegado em Esperança por volta dos anos 30, nomeado que fora como Adjunto da Cadeira do Sexo Masculino, em maio de 1931. 

Ainda naquela década, organizou o bloco “Coronel nas ondas”, ao lado de personalidades como Silvino Olavo, Teotônio Costa, Manuel Rodrigues, Teotônio Rocha e Juvino Brandão. Há notícias de que tenha auxiliado no jornal “O Tempo”, órgão que era dirigido por José de Andrade, com gerência de Teófilo Almeida. Esta experiência talvez tenha ajudado a fundar, em Campina Grande, o semanário “O Rebate”. 

Também em Campina, onde se radicou após deixar Esperança, participou da “Sociedade Beneficente dos Artistas”, exerceu o magistério e se tornou conhecido como orador e poeta.

Pedro d'Aragão nasceu em 01 de julho de 1900, em S. José do Egite/PE, filho de André Alvino Correia de Aragão e Alexandrina Maria do Espírito Santo. Sua mãe era doméstica e deficiente, o genitor era funileiro. Residiu em Umbuzeiro/PB, onde conheceu Umbelina, de cujo consórcio resultou sete filhos. Radicou-se em Campina Grande, onde começou a fabricar malas para vender nas feiras, trabalho no recenseamento (1940), foi funcionário da prefeitura e também professor de música. Dedicando-se ao comércio, instalou a “Livraria Modelo”, primeiro estabelecimento a vender instrumentos musicais. 

Como sindicalista, atuou em várias associações, sendo vice-presidente da Federação do Comércio Varejista, presidente do Conselho do SESC e SENAC na Paraíba e co-fundador do Sindicato do Comércio Atacadista da Paraíba. Como jornalista, participou não apenas d'O Rebate, mas também d'A Metralha, que circulava nas festividades de natal e ano novo em Campina, que era composto ainda pelo Prof. Luiz Gil, Nilo Tavares e Epitácio Soares.

Acerca de Eurípides de Oliveira não encontramos maiores informações, a não ser que foi jornalista e construtor de açudes, ex-aluno de Clementino Procópio.

(*) Rau Ferreira é escritor e poeta, autor dos livros Silvino Olavo (2010), João Benedito: o cantador de Esperança (2011) e Banaboé Cariá (2015). Sócio do IHCG e colaborador do IHGP.

Referências:
- ANPUH –PB, Anais Eletrônicos do XVI Encontro Estadual de História. ISSN: 2359-2796. 25 a 29 de agosto. Campina Grande/PB: 2014.
- ARAGÃO, Afrânio. Discurso de posse. Academia Paraibana de Letras Maçônicas, em 03 de
- CAMPINENSE, Coletânea de Autores. Comissão Cultural do Centenário. Prefeitura de Campina Grande. Campina Grande/PB: 1964.
- O REBATE, Jornal. Edição de 04 de outubro. Campina Grande/PB: 1943.
- RHCG, Blog. Editor Emmanuel Souza. Disponível em: http://cgretalhos.blogspot.com.br/2009/10/o-professor-clementino-procopio.html#.WFB-UPkrK00, acesso em 13/12/2016.
- RODRIGUES, Gonzaga. Notas do meu lugar: Crônicas. Editora Acauã: 1978.
outubro de 2009, por ocasião de sua investidura na cadeira cujo patrono é seu pai, Pedro d’Aragão. Disponível em: http://aplm.xpg.uol.com.br/pedrodaragao.htm, acesso em 13/12/2016.






(por Walter Tavares)

A explosão do art déco no centro de Campina Grande; esquinas das ruas Venâncio Neiva com Cardoso Vieira, no mês de dezembro de 1963, com a decoração natalina no governo do prefeito Newton Rique. 

Detalhe para a placa do Magazine Cesar, que marcou época em nossa cidade como a primeira loja de brinquedos e artigos de luxo importados. A nossa grande importadora durante a década de 1960, cuja vitrine era uma festa para as crianças pela beleza dos brinquedos eletrônicos importados. 

No ano seguinte aconteceria o golpe militar de 64, que tiraria da prefeitura o popular prefeito Newton Rique cassando-lhe o mandato. 
 
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