Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
retalhoscg@hotmail.com

QUAL ASSUNTO VOCÊ ESTÁ PROCURANDO?



Até o ano de 1964, quando Campina Grande comemorou seu Centenário, a cidade não possuía com uma bandeira! Em meio aos preparativos para o jubileu, um Grupo de Trabalho da Prefeitura Municipal provocou a Câmara de Vereadores para elaborar um projeto de Lei que instituísse nosso pavilhão. Assim, foi aprovado o Projeto de Lei n.º 260/64, de autoria do vereador João Nogueira de Arruda, o popular 'Pinta-Cega', que instituía a primeira bandeira de Campina Grande com as seguintes características:

"O pavilhão obedecerá as seguintes normas: côres branca e verde em triângulos superpostos, sendo o corte longitudinal de cima para baixo; ao centro, em traço preto, será reproduzido o contôrno do monumento do centenário. (...) nas suas côres teremos refletidas as grandezas da cidade. O vêrde da sua esperança refletida nos campos que a circundam. O branco, representando o algodão, produto de sua pujança econômica."

Portanto, a partir de 12 de setembro de 1964, passamos a contar com nossa bandeira, apressadamente elaborada para ser utilizada nas comemorações do Centenário de Campina Grande.

Um único exemplar dessa relíquia foi exaustivamente procurada e carinhosamente garimpada por Joabe Barbosa Aguiar nos porões da Câmara Municipal de Campina Grande; a bandeira encontrada foi doação da senhora Maria Terezinha Leite, do Instituto Domingos Sávio.

Fonte Pesquisada: 
AGUIAR, Joabe Barbosa. "Uma Festa para a Rainha da Borborema: 
O Centenário de Campina Grande (1960-1964)”.


Portal A Palavra Online

Uma citação incidental ocorrida em publicação do Portal A Palavra Online no último dia 02/04/2018, promoveu surpresa e, ao mesmo tempo, dúvidas acerca de um fato ocorrido há mais de 40 anos, que envolveu a cantora Elba Ramalho e o empresário Ivan Batista, vereador em exercício de mandato na Câmara Municipal de Campina Grande.

Em uma matéria que apontava a sugestão do vereador sobre uma oportunidade de apresentação artística no Parque do Povo para Eduarda Brasil, paraibana de São José de Piranhas, destaque no Programa 'The Voice Kids' da Rede Globo, o jornalista Marcos Marinho discorreu, quase que "despropositadamente", que o vereador Ivan Batista seria o responsável por ter dado à Elba Ramalho, seu primeiro violão!

A viralização da postagem só aumentou a curiosidade dos leitores sobre o fato, até agora desconhecido do público campinense.

Pois bem... Marinho tem razão, porém o fato é uma referência cruzada! 

"Morte e Vida Severina", Campina Grande 1973
No final dos anos 60 a Rainha da Borborema respirava muita cultura, principalmente nas expressões teatrais, berço das primeiras incursões artísticas de Elba Maria Nunes Ramalho.

No início dos anos 70, o empresário Ivan Batista era proprietário de uma loja de discos chamada "Lojinha dos Sucessos", que ficava localizada na Rua Cardoso Vieira, em Campina Grande. Em 1972, fora procurado por um dos produtores do Festival Campinense de Música Popular Brasileira, realizado pela FACMA e, como apoio ao evento, doou um violão para ser o prêmio do vencedor que viria a ser Elba Ramalho, que já ganhava notoriedade nos palcos campinenses.

Ivan Batista sempre se notabilizou por suas investidas empresariais, haja vista ter sido proprietário da famosa e saudosa Boite Maria Fumaça, na década de 1980.  

Desde que o antigo Cine Capitólio encerrou suas atividades de entretenimento, tendo sido adquirido pela administração público municipal, em 1999, entidades diversas e gestão se digladiam sobre o destino que aquele espaço deveria ter tomado, e qual seu real aproveitamento para a sociedade.

Verdade que sobrou disputa e faltou objetividade, e o imóvel virou escombro. Apenas lembrança do que um dia foi o maior Cine-Theatro do estado da Paraíba.

Diante do inevitável desaparecimento do que ainda lhe resta, alguns anos atrás a PMCG ensaiou iniciar sua revitalização porém, esbarrou em vários empecilhos que não nos cabe entrar em seus méritos, aumentando ainda mais o hiato entre a intenção e a ação do quê fazer com aquela área; alguns defendem sua restauração, outros sua requalificação, ou ainda os mais radicais que preferiam que tudo fosse demolido, até por questões de segurança.

Nós que fazemos o BlogRHCG, que temos como bandeira de existência o resgate e a preservação da memória, achamos extremamente curioso o projeto do Arquiteto Marcus Nogueira Marcus Nogueira que, de forma artística, apresenta um cenário onírico para muitos campinenses; a revitalização do cinema, promovendo-lhe a restauração das suas características originais. A tecnologia nos proporciona a brilhante sensação de ver como seria aquele espaço, se o imóvel tivesse se mantido intacto desde sua construção.

Um dos motivos que orgulha à Campina Grande são as figuras que lhe representam mundo afora. Um desses 'filhos', é Walmir Chaves, sociólogo por formação intelectual na UFPB, porém ator e professor de artes cênicas radicado em Barcelona, na Espanha, desde o final da década de 1960. 

Em pouco tempo atuando em Campina Grande, destacou-se na radiofonia em produções da Rádio Borborema como radioator, tendo atuado ao lado de nomes como Hilton Mota, Rosil Cavalcante, Eraldo César, Silvinha de Alencar, entre outros.

O destaque que postamos é sua presença no acervo de imagens do Centro de Documentação do Instituto de Teatro do MAE - Museu de les Arts Escèniques, de Barcelona, quando atuou na peçe "Los Cantos de Maldoror" de Isidore Ducase, no ano de 1973!



O Museu de les Arts Escèniques (MAE) e o Centro de Documentação do Instituto do Teatre são serviços de informações sobre documentos especializados em teatros, dança, teatro, sarsuela, varietats, máfia, circuitos parateatrais. Inclui uma das fontes bibliográficas e documentais mais importantes da Europa, especialmente sobre a cena catalã e a língua espanhola, detentor de notáveis ​​coleções (pôsteres e programas de fotografia, fotografias, teatrins, esbossos, cenas e figurinos) disponibilizadas em exposições temporárias e através do seu site.

Vale o registro desse ilustre campinense, não só pelo mérito do fato, mas também pelo currículo de atuações artísticas na Espanha, na França, na Suíca, e pela sua atuação como professor na Escola Superior de Teatro de Barcelona. Ainda hoje morador de Barcelona, que tem no Blog Retalhos Históricos de Campina Grande um reencontro com suas raízes desde o princípio das nossas atividades, em 2009, tendo sido um recorrente colaborador com várias postagens ao longo desses anos em nossas publicações.

Segue link do MAE para publicação citada: https://cutt.ly/OySE40B


Outras postagens de Walmir Chaves no BlogRHCG:




As ruas da cidade são janelas que nos mostram diversas histórias, cada lugar descortina seu passado através do cotidiano dos seus habitantes, dos usos que se fizeram e se fazem dos espaços públicos ou privados. Atualmente as novas ruas de uma cidade são antecipadamente nominadas com uma numeração ou ganham o indistinto nome de ‘rua projetada’, até serem oficialmente batizadas, geralmente por projetos de lei na câmara de vereadores. Até nisso os antigos eram mais charmosos e práticos, denominavam de ‘Rua Nova’ aqueles novos logradouros, também temos outros epítetos comuns de cidades antigas como rua direita, oitão da Matriz... Entre o fim do século XIX e início do XX, Campina Grande teve uma Rua Nova, atualmente a conhecemos com o nome do revolucionário de 1817 ‘Peregrino de Carvalho’. Desse passado nos restam, além do traçado, duas casas defronte a Feirinha de Frutas em estilo eclético, as únicas que restaram. Uma delas está bem próxima de não mais existir.

Os ipês enfeitavam Campina Grande em plena primavera de 2016, numa manhã preciosamente ensolarada, tive o peito carregado de coragem pelo calor e ofuscamento de um sol que parecia descer para a altura de cruzeiro. Saí de casa às sete achando que já eram onze, coisas de quem está no alto da Borborema. Visitei um amigo marceneiro que me prestou um grande serviço em adaptar uma prancha de madeira que precisava de um certo reparo. Sabendo de minha predileção pela história da cidade, me confidenciou: ­“– Sabes aquela casinha antiga bem bonitinha de frente a feirinha de frutas? Vai ser vendida! Acho que vão derrubar”. Mas o que? Impossível! Respondi. A rua Peregrino de Carvalho está exatamente no perímetro do cadastramento do Centro Histórico de Campina Grande (Decreto 25.139 de 28 de junho de 2004) e nada nessa área pode ser modificado. Estava me valendo da operosa desenvoltura do Iphaep (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba) que há pelo menos cinco anos vinha realizando um admirável trabalho sob a direção de Cassandra Figueiredo Dias. Ele retrucou: “– A dona disse que estão negociando e pode ser vendida para uma farmácia, se for vendida você acha que vão botar uma farmácia do jeito que tá? Vão nada, derruba tudo, faz um prédio alto e moderno cheio de mármore”.



Detalhe dos dois prédios que ainda existem - Retalhos Históricos CG

O tempo passou e entre julho e agosto de 2018, iniciou uma reforma que retirou uma “latada” lateral. De imediato denunciamos o fato ao Iphaep, soubemos também que outras denúncias também chegaram ao órgão, que prontamente acionou o proprietário, foi aí que se descobriu que o número 370 da Rua Peregrino de Carvalho havia sido comprado por uma rede de farmácias e que pretendia abrir no local mais uma filial. O Iphaep esclareceu o que significava o tombamento e fui informado que o proprietário garantiu que ia preservar o contexto histórico do prédio e do lugar. A obra foi embargada em 29 de agosto. Na semana seguinte, o prédio aparece com as portas e janelas abertas, tendo início ao saque de seus materiais “mais nobres”, telhas, fiação, apetrechos internos, passaram a ser “levados” por “vândalos”, modus operandi bastante conhecido na cidade. O abandono atrai o saque e joga a opinião pública contra o lugar que vira antro de bandidos e consumidores de droga, enquanto isso, uma demolição pontual segue e o objetivo do proprietário se faz.  No dia cinco de setembro de 2018 houve um protesto  contra a destruição do patrimônio do município justamente defronte ao prédio, o momento de comoção nacional em torno dos bens históricos se deu devido ao incêndio  que destruiu o  Museu Nacional três dias antes no Rio de Janeiro. 



Professores, estudantes e ativistas culturais protestando contra a destruição do nosso patrimônio

Construída em 1925 compondo a ‘Rua Nova’, a edificação de um pavimento em estilo eclético com elementos decorativos na fachada e detalhes na platibanda testemunhou páginas sensíveis da história de Campina, de suas janelas era possível ver a passagem de animais tangidos que iam na direção de um pátio (onde hoje é a Rodoviária Velha) e eram comercializados, dando àquela rua o singelo nome de ‘Emboca’. Suas cercanias foram habitadas por damas da noite, baixo meretrício informado pelo historiador Fábio Gutemberg. Ao longo de sua história foi residência dos Agra e era ladeada pela conhecidíssima enfermaria de Seu Manoel Barbosa, o enfermeiro do povo. Testemunhou a partir de 1958/59 a construção do Terminal Rodoviário de Passageiros Cristiano Lauritzen, conhecido como Rodoviária Velha após a edificação da ‘Nova’ no Catolé na década de 1980.

Durante esse impactante momento de pandemia que vivemos, com comércio fechado e distanciamento social, ocorre o que eu temia. Na última quarta (6/mai) um tapume alto de zinco foi instalado encostado à fachada, usando-a como suporte e ferindo os detalhes com buracos, obstrução essa que vai de fato esconder a completa demolição da construção, ferindo brutalmente a história do Emboca e da cidade, atitude criminosa feita sorrateiramente em um momento tão sensível. Essa destruição se junta a outras e marca sensivelmente de forma negativa o Centro Histórico da cidade, o que deixaremos para a posteridade?


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A Universidade Regional do Nordeste, URNe, foi implantada em Campina Grande na gestão do Prefeito Williams Arruda e representou a primeira Universidade localizada em uma cidade do interior, não Capital. Em 1968, época da foto acima, a URNe estava em seu 3º ano de funcionamento. Possuía cerca de 1.500 alunos, e uma estrutura dividida em cinco Institutos Centrais (Ciclo Básico de Ensino: Biologia, Física, Química e Matemática; Filosofia e Ciências Humanas; Letras; Geociências e Artes), e as Faculdades de Educação, Química, Administração e Direito. Encontrava-se em fase de organização a Faculdade de Odontologia!
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A URNe era mantida sob a forma de Fundação, administrada por um Conselho Diretor, onde o Presidente era o Reitor da Universidade, na época, o professor Edvaldo do Ó, um dos homens que mais realizou feitos para Campina Grande.
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Este prédio da foto, o da Faculdade de Educação, localiza-se na Rua Afonso Campos, por trás da Catedral de Nossa Senhora da Conceição. Vê-se, ao fundo, a imagem da Padroeira à esquerda da imagem.


A foto datada do ano de 1957 mostra ex-seminaristas do Seminário Diocesano São João Maria Vianney, localizado no bairro do Alto Branco, em Campina Grande, promovendo a tradicional malhação de Judas na Semana Santa.
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A foto faz parte do acervo do Seminário, e foi cedida por Anselmo Costa, ex-aluno da instituição.



Raríssima, a foto é do ano de 1912; retrata uma procissão religiosa, a transitar pela Rua Maciel Pinheiro, mais precisamente na altura da antiga Praça Epitácio Pessoa.

Dentre os detalhes da imagem, entre estandartes e crucifixos, note-se o respeito dos homens e meninos reverenciando o cortejo, retirando os chapéus. Outro ponto notado encontra-se ao fundo da imagem: no centro da foto, pode ser identificado o antigo mercado de Baltazar Gomes Pereira Luna, o chamado 'Mercado Velho', construído em 1826 e demolido em 1921 para construção do Grupo Escolar Solon de Lucena, hoje o Museu de Artes Assis Chateaubriand, da Furne.
O Estádio Governador Ernani Sátyro, ou o “Amigão” como é mais conhecido, foi uma obra do governo do patoense Ernani Sátyro, o “amigo velho”. Construído entre 1974 e 1975, foram necessários 14 meses desde o desmatamento do local, até a situação de se poder sediar jogos. Situa-se na Avenida Chesf, s/nº.

 
(O Amigão sendo construído)

O ex-presidente do Campinense Clube, Germano Cruz, contou no programa de rádio “Debate da Caturité” fatos inéditos sobre a construção do “Colosso da Borborema”, apelido dado pelo narrador esportivo Joselito Lucena. Germano disse que em 1973, ocorreu uma reunião de prefeitos em Fortaleza, no Ceará. Dorgival Terceiro Neto representou João Pessoa e Evaldo Cruz, Campina Grande.

Evaldo estava decidido a construir um Estádio em Campina Grande, já que na época, essa era a grande vontade do município. Políticos, Imprensa e Sociedade estavam imanados nesse sentido, ou seja, da construção de um campo de futebol de grandes dimensões, para uma cidade que sempre respirou futebol.

Em Fortaleza, Evaldo Cruz após uma conversa com o prefeito da capital cearense, que construiu um grande estádio por lá, procurou o húngaro Janos Tatray, para que esse fosse a Belo Horizonte procurar o arquiteto do Mineirão e que esse fizesse uma maquete para o Estádio de Campina Grande.

O governador da Paraíba na época Ernani Sátyro, em visita a Prefeitura de Campina Grande, viu a maquete que tinha vindo de Recife e perguntou ao prefeito de Campina Grande com qual recurso iria ser financiado tal projeto. Evaldo Cruz disse que seria com a ajuda do Governo do Estado. Como sempre ocorreu em nossa histórica Paraíba, para que algum local tenha de ser beneficiado, primeiro tem de se fazer na capital. Assim foi feito, o prefeito de João Pessoa cedeu um terreno para a construção do Almeidão e o de Campina Grande, o local do Amigão.

No local onde hoje se localiza o Amigão, antes só existiam plantações das mais variadas. Com cerca de 15.000 metros cúbicos de concreto, a escavação da obra foi feita com explosivos, com aproximadamente 800 homens trabalhando dia a dia. O estádio infelizmente não chegou a ser concluído, tendo apenas a metade sul da marquise terminada. Aquilo que era pra ser uma réplica do Estádio do Mineirão em Belo Horizonte ficou mais parecendo um canteiro de obras. O mesmo ocorreu com o Almeidão em João Pessoa. Talvez o dinheiro destinado às obras, que daria para se construir um Estádio de verdade, foi desviado para que interesses fossem atendidos, ou seja, acabou em cada cidade se destinando a construção da metade de um estádio, infelizmente.

(Operários nas obras do Estádio Amigão)

Com dimensões do gramado de 110m x 75m, o Estádio felizmente é ótimo para grandes jogos de futebol. Por muitos anos, seu gramado foi considerado o melhor do Brasil, chegando a ser mencionado na Revista Placar, pelo ex-craque do Botafogo do Rio, Paulinho Criciúma.

(O Amigão ainda em obras)

O Estádio foi inaugurado em 08 de março de 1975, com um jogo entre Botafogo do Rio de Janeiro, time do então governador do Estado e o Campinense, clube local. Segundo o ex-presidente do Treze em 1975, Zé Agra, o Treze foi preterido por este (Agra) fazer algumas exigências ao governador, que foram consideradas desaforo por Ivan Bichara, o mandatário da Paraíba na época.

Em 16 de março de 1975, o primeiro clássico dos maiorais no Amigão, com um empate em 1 a 1. Pedrinho Cangula, o pai de Marcelinho Paraíba, foi o autor do primeiro gol do Ernani Sátyro.


(O time do Botafogo do Rio que enfrentou o Campinense)

A capacidade máxima de público atingida foi no encontro entre Treze e Flamengo, no dia 07 de fevereiro de 1982, com 42.149 torcedores. Esse público talvez, poderá ser nunca mais superado, devido as colocação de assentos no estádio, que diminuiu consideravelmente sua capacidade.

(O Amigão terminado ???)

Esperamos que nos próximos anos, grandes reformas sejam implantadas no Estádio, pois se o mesmo não for emergencialmente observado, o campo infelizmente poderá mudar seu objeto principal: o de dar alegrias, para um local de uma grande tragédia.

(O Estádio atualmente)

Abaixo, nossos visitantes podem acessar mais algumas informações referentes ao Amigão. Do acervo de professor Mario Vinicius, registros da época da inauguração do Estádio. São recortes de jornais, com fotos e textos:







Do acervo de Joselito Lucena, que apresenta o programa “Reminiscências” na Rádio Caturité, momentos da inauguração do Amigão, entrevistas, curiosidades e diversas informações sobre o “Colosso da Borborema”, como por exemplo, uma entrevista com João Havelange, o primeiro gol do Estádio e outros interessantes registros:



Fontes Utilizadas:

Wikipedia
Livro dos 50 anos do Treze Futebol Clube
Programa “Debate na Caturité” – Rádio Caturité
Arquivos Pessoais
Acervo Pessoal de Professor Mario Vinicius Carneiro
Programa “Reminiscências” – Rádio Caturité
Comunidade de Campina Grande no Orkut - Fotos

Aristóteles Agra ou "Tota Agra", foi um empresário do setor farmacêutico. Era também funcionário público estadual. Filho do líder comunitário e ex-deputado Everaldo Agra, foi eleito vereador no ano de 1988, em fato curioso, juntamente com seu irmão Alberto Agra! Foi Presidente da Comissão do Desenvolvimento Urbano e Meio-Ambiente, integrante também da comissão de sistematização da Lei Orgânica do Município¹, além de grande defensor da natureza, defendendo o que o "Partido Verde", sua agremiação, o orientava.

Tota, que havia sido o segundo candidato mais votado à vereador nas eleições de 1988, tentou a reeleição, no ano de 1992, e não logrou êxito; grande ironia, para a astronômica votação obtida anteriormente e, por também, ostentar ser uma das figuras públicas mais populares, na Zona Leste da cidade. No entanto, concorreu com pouca estrutura a uma vaga na Assembleia Legislativa na campanha eleitoral do ano de 1994, tendo sido eleito Deputado Estadual pelo Partido Verde. A mesma Zona Leste que o rejeitou para a Câmara Municipal, lhe consagrou à Casa de Epitácio Pessoa com cerca de cinco mil votos, do total dos 7.912 que o elegeu.



Polêmico ao defender o uso da maconha para o tratamento de usuários de drogas pesadas, pois sua tese era que essa seria um paliativo para a não utilização de drogas mais destrutivas, Tota afirmava e confessava ter sido dependente de drogas e defendia a liberalização da maconha em entrevistas, citando Salomão que, na Bíblia, usava maconha como nome Kálamo², segundo coluna de Nonato Guedes no jornal "O Norte".

Tota Agra ao microfone

Após seu prematuro falecimento, em 1999, há poucos dias do fim do seu mandato de Deputado Estadual, a TV Paraíba fez a seguinte reportagem sobre o político campinense:


Fontes Utilizadas:
TV Paraíba (Vídeo) 
 
BlogBlogs.Com.Br