Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa

QUAL ASSUNTO VOCÊ ESTÁ PROCURANDO?

Carregando...
Adaptado para o RHCG por Adriano Araújo

Ao longo da história de Campina Grande tivemos notícias de vários grupos religiosos, que acabaram virando verdadeiras seitas. Algumas ficaram bem famosas a exemplo dos “Borboletas Azuis”, que já foi amplamente divulgado neste blog.

Em 1923, ocorreu uma tragédia numa localidade chamada “Catoamba” em nossa cidade, que infelizmente não sabemos o local exato. Contamos com a ajuda dos colaboradores para a identificação. 

A tragédia relatada foi a morte de uma jovem por um grupo envolvido em magia-negra. A revista “Era Nova”, publicação da capital do Estado, contou em suas páginas o ocorrido e que pode ser lido a seguir:

A TRAGÉDIA DE CATOAMBA
(Revista Era Nova, 1923)


Catoamba é um miserável lugarejo, situado no municipio de Campina Grande. Quem, por ali passa, sente uma impressão de desoladora tristeza, diante daqueles casebres baixos e arruinados, daqueles campos ressequidos por um sol ardente. Catoamba foi teatro de uma sinistra tragédia, de que resultou a morte de uma infeliz moça, vítima do fanatismo de um grupo de catimbozeiros, entre os quais se encontravam pessoas da própria família da sacrificada.

Insuflados sentimentos de perversidade no ânimo ingênuo daquela gente, superexcitada pelas libações alcoólicas, lançou-se toda ela contra a vítima, matando-a, em seguida, ao som das horripilantes cantilenas da magia-negra.

Os jornais narraram nos seus horrendos detalhes, esse acontecimento bárbaro e revoltante, que nos envergonha e surpreende ao mesmo tempo. É inacreditável que ainda haja quem confie nas bruxarias e sortilégios de uns tantos nojentos charlatães, que avisadamente se instalam nos lugares menos civilizados, para explorar a credulidade e a bolsa da população.

O caso está entregue a polícia, da qual devemos esperar a punição dos culpados e o esclarecimento da sombria tragédia.

A fotografia que ilustra esta notícia apresenta os criminosos que trucidaram a desventurada louca e em destaque, o feiticeiro-chefe.

AGRADECIMENTOS:

A José Ezequiel do blog “Tataguaçu” pelo envio do material


No ano de 1922, o Brasil estava a comemorar o 1º centenário de sua independência. As manifestações de civismo em todo o país eram constantes na época e Campina Grande, que vivia sua melhor fase econômica dos áureos tempos do algodão, não poderia ficar de fora.

Assim, no dia 07 de setembro de 1922 foi inaugurado no largo da Matriz (hoje Avenida Floriano Peixoto), um obelisco em forma de pirâmide. O monumento ficava em frente ao antigo “Paço Municipal”, ao lado da Catedral da cidade, como se pode visualizar nos registros fotográficos abaixo:



Não conseguimos coletar dados completos do monumento, quem construiu, o significado de sua forma etc. Aguardamos colaboração de nossos leitores.  No desenho abaixo, feito a bico de pena por José Raimundo dos Santos, podemos vislumbrar que era uma bela obra:


A revista "Era Nova", que circulou na Paraíba entre o período de 1921 a 1926, publicou em suas páginas uma reportagem mostrando a inauguração do monumento. Graças ao colaborador José Ezequiel do blog Tataguaçu, que conta a história da cidade de Queimadas-PB, podemos observar as fotos publicadas, que infelizmente estão com baixa qualidade de imagem:

Inauguração do Monumento

Missa Campal

Outro aspecto da Inauguração

Juramento a Bandeira em frente ao Paço Municipal

Juramento a Bandeira


Em 24 de outubro de 1933, 11 após sua inauguração o obelisco viria abaixo, em virtude da necessidade de se alargar a Avenida Floriano Peixoto. Ficou apenas a memória fotográfica.

Fontes Utilizadas:

-Datas Campinenses – Epaminondas Câmara – RG Editora e Gráfica
-Imagens Multifacetadas da História de Campina Grande – Eliete de Queiroz Gurjão, Josefa Gomes de Almeida e Silva, Keila Queiroz e Silva, Léa Amorim, Maria José Silva Oliveira, Marisa Braga de Sá, Martha Lúcia Ribeiro Araújo, Silêde Leila Oliveira Cavalcanti
-Acervo Pessoal
-Revista Era Nova, agradecimentos a José Ezequiel do blog "Tataguaçu"


Projeto lançado no mês de Maio/2014 pelo Jornal da Paraíba, sete fascículos colecionáveis serão publicados até o mês de Outubro, trazendo uma vasta contribuição textual de renomados historiadores locais, através de um trabalho sinérgico entre Jornal da Paraíba e Instituto Histórico de Campina Grande.

Neste final de semana, o Jornal da Paraíba publicou o Fascículo 04 "Campina Grande 150 Anos a Frente". Desde o primeiro o BlogRHCG vem sendo fonte colaborativa com seu banco de imagens.  

Segue abaixo a íntegra do fascículo nº 04.
Graças ao colaborador José Ezequiel do blog "Tataguaçu", que conta a história de Queimadas-PB, mais uma foto histórica é incorporada ao acervo do RHCG. Trata-se de uma imagem do Açude de Bodocongó no ano de 1921:


O registro foi publicado na revista "ERA NOVA" em 1921.
O Rock no Brasil, atingiu grande popularidade nos anos 80 e em Campina Grande não foi diferente. "Pipocaram" as chamadas bandas de garagem e enquanto Brasília teve Legião Urbana, Plebe Rude, Capital Inicial; São Paulo teve Ultraje a Rigor, Titãs; Campina Grande teve Domber, Delito, Albatroz, dentre outras bandas.

Graças a Manoel Leite, o "Leitinho" do blog  http://paineldorockbrasil80.blogspot.com.br/, conseguimos resgatar algumas fotos das bandas campinenses, que reproduzimos a seguir:

Albatroz:


Avenger:


Banda Deprede:


Caviera Band:


Dhiarreia


Doi Codi - Dimensão:


Domber (Veja Vídeo a seguir):


Hostia Podre:


Interitus:


Ira Metalica:


JAH:


Krueger:


Morthifera:



Essas são apenas algumas das bandas que preencheram o movimento do rock em Campina Grande, no período dos anos 80 e começo dos 90.

Manoel Leite ainda no enviou um clipe da banda campinense "Domber" exibida na TV Paraíba em 1987. Reproduzimos abaixo, as informações constantes no endereço http://www.youtube.com/user/vespargh:

"Primeiro videoclipe produzido pela Tv Paraíba (afiliada da rede globo de Campina Grande - PB), com a banda Domber tocando a composição "Pelos pêlos" em 1987. Vídeo exibido no especial de fim de ano "Juntos Novamente" em comemoração ao primeiro ano de tv.

Domber foi uma banda de Rock campinense com composições autorais que infelizmente não chegou a gravar nenhum registro fonográfico.

Domber neste registro conta com a formação: Fred Miranda - vocal, Pedro Jácome - guitarra, Sandro Mangueira - contrabaixo e Eugenio Felipe - bateria. O videoclipe foi gravado em estúdio, juntamente com imagens de apresentações no Parque Evaldo Cruz (o Açude novo, em frente ao Convento das Clarissas) e no Estádio de futebol Ernani Sátiro (o "Amigão")".

Agora assistam ao clipe:


Através de um pedido de nossa colaboradora Soahd Arruda, responsável pelo Facebook do blog RHCG, relembramos aqui o Posto Esso de Pedro Alves Bezerra, que ficava em Bodocongó, vizinho a igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.


Tudo começou com esta imagem acima, datada dos anos 50 e incrivelmente colorida, algo raro à época. Esta foto acreditem, foi encontrada no sistema de troca de arquivos "emule", após uma busca nossa pelo termo "Campina Grande", assim sendo, encontrada ao acaso, o que nos lembrou o ocorrido AQUI.

Ao postarmos em nossa página do Facebook na tentativa de identificá-la, tivemos a grata surpresa da filha do proprietário do posto de combustível, a senhora Madalena Bezerra de pronto nos contactar: "este posto era em Bodocongó, vizinho a igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, foi por muitos anos, do meu saudoso pai Pedro Alves Bezerra. Tenho a foto da inauguração com o então prefeito Plinio Lemos, cortando a fita simbólica da inauguração do outro Posto Esso, situado no final da Rua Getúlio Vargas, que também foi propriedade de meu saudoso pai. Posteriormente, vou providenciar a citada foto e enviarei para Retalhos Históricos de Campina Grande".

Promessa feita, promessa cumprida. A foto do posto da rua Getúlio Vargas pode ser vista abaixo:


A senhora Madalena ainda nos enviaria uma segunda foto, mostrando a fachada do belo posto de Bodocongó:




Abaixo, duas imagens que retratam a Avenida Floriano Peixoto, na Década de 1940, originalmente postadas na fan-page do BlogRHCG no Facebook, sob responsabilidade da Profª Soahd Arruda. A primeira imagem é do acervo de Adriano Araújo. A segunda foto foi cedida pela colaboradora Socorro França e restaurada por Adriano Araújo.



Foto cedida por Socorro França


Uma figura “avant la lettre pop”!

Essa foi uma das definições promovidas pelo cantor Belchior à Marinês, quando descreveu a alegria e a felicidade de ter conhecido a cantora no auge da sua carreira nos anos cinqüenta, durante a infância.

Em meio aos ícones masculinos que patrocinavam a cultura nordestina, à época, Marinês pôs a graça, a delicadeza e a gentileza feminina à uma cultura tão emblematicamente masculinizada vinculada a um formato de dureza e hostilidade.

Belchior lamenta não ter tido sua carreira lançada pela “Grande Mãe e Grande Rainha da Música Popular Brasileira do Nordeste”. Este fato esteve próximo de se concretizar durante a realização de um dos muitos festivais de música universitária. Marinês interpretaria uma música de sua autoria. Porém, por um motivo qualquer, Marinês não a interpretou, motivo de frustração para o cantor Belchior.

Em 2004, após a concretização do espetáculo protagonizado por Marinês, junto à Orquestra Sinfônica da Paraíba, objeto de exposição dessa nossa série de posts, o diretor da OSPB Carlos Rieiro, argentino por nascimento, ressalta a magnitude representada pela composição amalgamática entre Marinês e a OSPB:

“A OSPB sempre se destacou no cenário musical nacional e internacional pela diferenciada e qualificada sonoridade dos seus componentes; depois de escutar este disco podemos dizer que a bela voz de Marinês era o instrumento que estava faltando para completar nossa orquestra.”

O sonho de gravar com a Orquestra Sinfônica da Paraíba traria à Marinês uma emoção ímpar. O “rito de passagem entre a fantasia e o real” conforme denota Noaldo Ribeiro. Esta empreitada gerou um certo grau de preocupação quanto à sua saúde, uma vez que a Diva submetera-se, anteriormente, a uma intervenção cirúrgica, a qual lhe foram implantadas algumas pontes de safena.

Foto histórica que mostra Abdias Farias e Rosil Cavalcanti 
agachados em frente à Marinês.

Diante da ansiedade que prenunciou o evento, Marinês concentrou-se em suas habilidades naturais, contando com o respeito dos músicos da OSPB e, fato concretizado, a cantora “mostrou-se dona da mesma voz, sempr jovem, que continua a empolgar platéias e críticos, sempre surpreendendo a cada show e disco que grava”, afirmou o autor do CD/Book “Marinês Canta a Paraíba”, o professor Noaldo Ribeiro.



Depoimento de Belchior:


Marinês e OSPB:



Depoimento de Flávio José:


Marinês e OSPB:

Apresentando-se na difusora Voz da Democracia, no Bairro da Liberdade, em Campina Grande, escondida do seu pai, Sr. Manoel Caetano de Oliveira, Marinês conquista o primeiro lugar em um concurso musical, interpretando a música “Fascinação”, rendendo-lhe um sabonete “Eucalol” como prêmio!

Este evento foi a gênese da Diva.

Sua trajetória se iniciou à partir daí, cantando de difusora, em difusora, pela Rádio Cariri, passando pela Rádio Borborema, até alcançar o ‘status’ nacional nas Rádios Mairink Veiga e Tupi.

Noaldo Ribeiro, em sua obra "Marinês Canta a Paraíba",  define Marinês como aquela “que abriu ‘picadas’ numa floresta de preconceitos no Brasil dos anos cinqüenta.”, haja visto a condição feminina imperante àquela época em que mulher, cantora de rádio e alto-falantes, não era bem vista pelos olhos da sociedade.

E, em busca da trilha do destino, o trio formado por Marinês, Abdias Farias (seu esposo) e o zabumbeiro Cacau, venceu léguas e mais léguas adentro do interior brasileiro, se apresentando muitas vezes, em cima de caminhões ou cantando “no gogó”, sem uso de nenhum equipamento de som. Algumas vezes, inclusive, cabendo-lhes a arrumação do local da apresentação, varrendo os cinemas e limpando as cadeiras para que se promovesse conforto aos espectadores dos shows.

E foi dessa forma, até que em 1955, após o tão sonhado encontro com o Rei do Baião, Luiz Gonzaga, sua carreira tomou prestígio nacional ao ser apresentada no Rio de Janeiro. Mais tarde, seria eternamente conhecida como Marinês... e Sua Gente, conforme definira Chacrinha, o velho-guerreiro!

“[...] se do lado masculino temos uma galeria de cantores que inclui Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, do lado feminino Marinês é o grande nome, tendo criado uma escola de interpretação que é hoje seguida de ponta a ponta pelo Nordeste. Outras cantoras que popularizaram o forró, como Elba Ramalho e Gal Costa, cantam o forró como uma entre muitas opções musicais; não surgiram dele, surgiram da MPB. Surgiram de um contexto cultural, e num mercado musical totalmente diverso.”
Bráulio Tavares

Depoimento Raimundo Fagner


"Meu Cariri" Marinês e OSPB
Com o propósito de reapresentar a maestria de Marinês à nova geração de campinenses e, conseqüentemente, de paraibanos, o professor Noaldo Ribeiro, um dos grandes expoentes do ativismo cultural de Campina Grande desenvolveu o projeto “Marinês Canta a Paraíba”.

O projeto ousou compor em uma única obra, objetiva e compacta, porém riquíssima, um apanhado de depoimentos de grandes ícones da MPB contemporânea, ídolos da atualidade, acerca da importância cultural da presença de Marinês para a música em suas carreiras, como também para todo o cenário musical no Brasil.

Compondo a mídia audível, Marinês interpreta seus grandes e inesquecíveis sucessos acompanhada pela Orquestra Sinfônica da Paraíba, realizando um dos seus maiores sonhos.

Recebemos, com muita honra, a colaboração do professor Noaldo Ribeiro, que nos ofertou um exemplar do livro/CD “Marinês Canta a Paraíba”, que homenageou em vida a grande diva da música regional nordestina, “A Rainha do Xaxado”, patrimônio cultural da Rainha da Borborema.

Sob a autorização do autor, a partir de hoje, postaremos, em série, parte desta magnífica seleção de depoimentos coletados e publicados por Noaldo Ribeiro, além das belíssimas canções interpretadas por Marinês, componentes do projeto desenvolvido por Noaldo Ribeiro, Regina Albuquerque e Lamarck Melo.


Depoimento de Dominguinhos


"Aquarela Nordestina" Marinês e OSPB
 
BlogBlogs.Com.Br