Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa

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O Rock no Brasil, atingiu grande popularidade nos anos 80 e em Campina Grande não foi diferente. "Pipocaram" as chamadas bandas de garagem e enquanto Brasília teve Legião Urbana, Plebe Rude, Capital Inicial; São Paulo teve Ultraje a Rigor, Titãs; Campina Grande teve Domber, Delito, Albatroz, dentre outras bandas.

Graças a Manoel Leite, o "Leitinho" do blog  http://paineldorockbrasil80.blogspot.com.br/, conseguimos resgatar algumas fotos das bandas campinenses, que reproduzimos a seguir:

Albatroz:


Avenger:


Banda Deprede:


Caviera Band:


Dhiarreia


Doi Codi - Dimensão:


Domber (Veja Vídeo a seguir):


Hostia Podre:


Interitus:


Ira Metalica:


JAH:


Krueger:


Morthifera:



Essas são apenas algumas das bandas que preencheram o movimento do rock em Campina Grande, no período dos anos 80 e começo dos 90.

Manoel Leite ainda no enviou um clipe da banda campinense "Domber" exibida na TV Paraíba em 1987. Reproduzimos abaixo, as informações constantes no endereço http://www.youtube.com/user/vespargh:

"Primeiro videoclipe produzido pela Tv Paraíba (afiliada da rede globo de Campina Grande - PB), com a banda Domber tocando a composição "Pelos pêlos" em 1987. Vídeo exibido no especial de fim de ano "Juntos Novamente" em comemoração ao primeiro ano de tv.

Domber foi uma banda de Rock campinense com composições autorais que infelizmente não chegou a gravar nenhum registro fonográfico.

Domber neste registro conta com a formação: Fred Miranda - vocal, Pedro Jácome - guitarra, Sandro Mangueira - contrabaixo e Eugenio Felipe - bateria. O videoclipe foi gravado em estúdio, juntamente com imagens de apresentações no Parque Evaldo Cruz (o Açude novo, em frente ao Convento das Clarissas) e no Estádio de futebol Ernani Sátiro (o "Amigão")".

Agora assistam ao clipe:


Através de um pedido de nossa colaboradora Soahd Arruda, responsável pelo Facebook do blog RHCG, relembramos aqui o Posto Esso de Pedro Alves Bezerra, que ficava em Bodocongó, vizinho a igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.


Tudo começou com esta imagem acima, datada dos anos 50 e incrivelmente colorida, algo raro à época. Esta foto acreditem, foi encontrada no sistema de troca de arquivos "emule", após uma busca nossa pelo termo "Campina Grande", assim sendo, encontrada ao acaso, o que nos lembrou o ocorrido AQUI.

Ao postarmos em nossa página do Facebook na tentativa de identificá-la, tivemos a grata surpresa da filha do proprietário do posto de combustível, a senhora Madalena Bezerra de pronto nos contactar: "este posto era em Bodocongó, vizinho a igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, foi por muitos anos, do meu saudoso pai Pedro Alves Bezerra. Tenho a foto da inauguração com o então prefeito Plinio Lemos, cortando a fita simbólica da inauguração do outro Posto Esso, situado no final da Rua Getúlio Vargas, que também foi propriedade de meu saudoso pai. Posteriormente, vou providenciar a citada foto e enviarei para Retalhos Históricos de Campina Grande".

Promessa feita, promessa cumprida. A foto do posto da rua Getúlio Vargas pode ser vista abaixo:


A senhora Madalena ainda nos enviaria uma segunda foto, mostrando a fachada do belo posto de Bodocongó:




Abaixo, duas imagens que retratam a Avenida Floriano Peixoto, na Década de 1940, originalmente postadas na fan-page do BlogRHCG no Facebook, sob responsabilidade da Profª Soahd Arruda. A primeira imagem é do acervo de Adriano Araújo. A segunda foto foi cedida pela colaboradora Socorro França e restaurada por Adriano Araújo.



Foto cedida por Socorro França


Uma figura “avant la lettre pop”!

Essa foi uma das definições promovidas pelo cantor Belchior à Marinês, quando descreveu a alegria e a felicidade de ter conhecido a cantora no auge da sua carreira nos anos cinqüenta, durante a infância.

Em meio aos ícones masculinos que patrocinavam a cultura nordestina, à época, Marinês pôs a graça, a delicadeza e a gentileza feminina à uma cultura tão emblematicamente masculinizada vinculada a um formato de dureza e hostilidade.

Belchior lamenta não ter tido sua carreira lançada pela “Grande Mãe e Grande Rainha da Música Popular Brasileira do Nordeste”. Este fato esteve próximo de se concretizar durante a realização de um dos muitos festivais de música universitária. Marinês interpretaria uma música de sua autoria. Porém, por um motivo qualquer, Marinês não a interpretou, motivo de frustração para o cantor Belchior.

Em 2004, após a concretização do espetáculo protagonizado por Marinês, junto à Orquestra Sinfônica da Paraíba, objeto de exposição dessa nossa série de posts, o diretor da OSPB Carlos Rieiro, argentino por nascimento, ressalta a magnitude representada pela composição amalgamática entre Marinês e a OSPB:

“A OSPB sempre se destacou no cenário musical nacional e internacional pela diferenciada e qualificada sonoridade dos seus componentes; depois de escutar este disco podemos dizer que a bela voz de Marinês era o instrumento que estava faltando para completar nossa orquestra.”

O sonho de gravar com a Orquestra Sinfônica da Paraíba traria à Marinês uma emoção ímpar. O “rito de passagem entre a fantasia e o real” conforme denota Noaldo Ribeiro. Esta empreitada gerou um certo grau de preocupação quanto à sua saúde, uma vez que a Diva submetera-se, anteriormente, a uma intervenção cirúrgica, a qual lhe foram implantadas algumas pontes de safena.

Foto histórica que mostra Abdias Farias e Rosil Cavalcanti 
agachados em frente à Marinês.

Diante da ansiedade que prenunciou o evento, Marinês concentrou-se em suas habilidades naturais, contando com o respeito dos músicos da OSPB e, fato concretizado, a cantora “mostrou-se dona da mesma voz, sempr jovem, que continua a empolgar platéias e críticos, sempre surpreendendo a cada show e disco que grava”, afirmou o autor do CD/Book “Marinês Canta a Paraíba”, o professor Noaldo Ribeiro.



Depoimento de Belchior:


Marinês e OSPB:



Depoimento de Flávio José:


Marinês e OSPB:

Apresentando-se na difusora Voz da Democracia, no Bairro da Liberdade, em Campina Grande, escondida do seu pai, Sr. Manoel Caetano de Oliveira, Marinês conquista o primeiro lugar em um concurso musical, interpretando a música “Fascinação”, rendendo-lhe um sabonete “Eucalol” como prêmio!

Este evento foi a gênese da Diva.

Sua trajetória se iniciou à partir daí, cantando de difusora, em difusora, pela Rádio Cariri, passando pela Rádio Borborema, até alcançar o ‘status’ nacional nas Rádios Mairink Veiga e Tupi.

Noaldo Ribeiro, em sua obra "Marinês Canta a Paraíba",  define Marinês como aquela “que abriu ‘picadas’ numa floresta de preconceitos no Brasil dos anos cinqüenta.”, haja visto a condição feminina imperante àquela época em que mulher, cantora de rádio e alto-falantes, não era bem vista pelos olhos da sociedade.

E, em busca da trilha do destino, o trio formado por Marinês, Abdias Farias (seu esposo) e o zabumbeiro Cacau, venceu léguas e mais léguas adentro do interior brasileiro, se apresentando muitas vezes, em cima de caminhões ou cantando “no gogó”, sem uso de nenhum equipamento de som. Algumas vezes, inclusive, cabendo-lhes a arrumação do local da apresentação, varrendo os cinemas e limpando as cadeiras para que se promovesse conforto aos espectadores dos shows.

E foi dessa forma, até que em 1955, após o tão sonhado encontro com o Rei do Baião, Luiz Gonzaga, sua carreira tomou prestígio nacional ao ser apresentada no Rio de Janeiro. Mais tarde, seria eternamente conhecida como Marinês... e Sua Gente, conforme definira Chacrinha, o velho-guerreiro!

“[...] se do lado masculino temos uma galeria de cantores que inclui Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, do lado feminino Marinês é o grande nome, tendo criado uma escola de interpretação que é hoje seguida de ponta a ponta pelo Nordeste. Outras cantoras que popularizaram o forró, como Elba Ramalho e Gal Costa, cantam o forró como uma entre muitas opções musicais; não surgiram dele, surgiram da MPB. Surgiram de um contexto cultural, e num mercado musical totalmente diverso.”
Bráulio Tavares

Depoimento Raimundo Fagner


"Meu Cariri" Marinês e OSPB
Com o propósito de reapresentar a maestria de Marinês à nova geração de campinenses e, conseqüentemente, de paraibanos, o professor Noaldo Ribeiro, um dos grandes expoentes do ativismo cultural de Campina Grande desenvolveu o projeto “Marinês Canta a Paraíba”.

O projeto ousou compor em uma única obra, objetiva e compacta, porém riquíssima, um apanhado de depoimentos de grandes ícones da MPB contemporânea, ídolos da atualidade, acerca da importância cultural da presença de Marinês para a música em suas carreiras, como também para todo o cenário musical no Brasil.

Compondo a mídia audível, Marinês interpreta seus grandes e inesquecíveis sucessos acompanhada pela Orquestra Sinfônica da Paraíba, realizando um dos seus maiores sonhos.

Recebemos, com muita honra, a colaboração do professor Noaldo Ribeiro, que nos ofertou um exemplar do livro/CD “Marinês Canta a Paraíba”, que homenageou em vida a grande diva da música regional nordestina, “A Rainha do Xaxado”, patrimônio cultural da Rainha da Borborema.

Sob a autorização do autor, a partir de hoje, postaremos, em série, parte desta magnífica seleção de depoimentos coletados e publicados por Noaldo Ribeiro, além das belíssimas canções interpretadas por Marinês, componentes do projeto desenvolvido por Noaldo Ribeiro, Regina Albuquerque e Lamarck Melo.


Depoimento de Dominguinhos


"Aquarela Nordestina" Marinês e OSPB

“No dia 13 de Dezembro de 2004, no Cine Bangüê, no Espaço Cultural da Paraíba, em João Pessoa, o sonho tornou-se real. A escolha dessa data não foi em vão. Era aniversário de “Seu” Lula, o Rei do Baião, que um dia me coroou como Rainha do Xaxado. Enquanto Luiz Carlos Durier, o regente da Orquestra, comandava a execução de Asa Branca, senti a presença do Rei dando força à minha voz.”

Com esta frase, Marinês expressa toda a emoção que comoveu não só a si própria, como a todos os presentes à apresentação histórica da artista acompanhada pela Orquestra Sinfônica do Estado da Paraíba que, além da concretização de um sonho, representou também uma homenagem pessoal à terra que lhe acolheu e que assistiu à sua ascensão artística.

Paralelo à iniciativa da própria Marinês, em gravar com a Orquesta Sinfônica, calhou à Noaldo Ribeiro a oportunidade da condensação do áudio à obra teórica, concebendo o CD/Livro “Marinês Canta a Paraíba”, resultado do projeto apresentado às autoridades estaduais em busca do custeio através do Fundo de Incentivo à Cultura (FIC) Augusto dos Anjos, do Governo Estadual.

Sob a ótica do autor, Marinês deve ser (re) apresentada às gerações contemporâneas de forma altiva: através dos depoimentos afetuosos de grandes nomes da MPB, dignificando a importância pessoal e cultural de Marinês, à qual enalteceu de forma macro durante toda a sua vida, através do seu dom maior, a sua paixão pela cidade de Campina Grande no cenário musical brasileiro.

Um desses grandes nomes da música é o ex-Ministro da Cultura Gilberto Gil, que lhe chamava de “A Grande Mãe”:
“Marinês é uma Grande Mãe nordestina. Entre seus traços característicos estão a incomensurável força do corpo e a infinita beleza da alma. E tanto mais:  a grande artista, com sua voz de precisa concisão, é a senhora de todos os ritmos; a sustança que verte dos seus pés passa pelo leve metal do triângulo, pelo couro da zabumba e pelo fole da sanfona, transubstanciada na matéria viva que plasma o baião, cuja história jamais poderia ser contada sem esse “Luiz Gonzaga de Saias”.”


Depoimento de Tânia Alves


"Campina Grande" Marinês e OSPB


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Uma das coisas marcantes da década de 80, em Campina Grande foram alguns eventos realizados no Estádio Amigão, não precisamente o Futebol, motivo da construção daquela praça de esportes em meados dos anos 70.

Os “Bingos” e o evento “Chegada de Papai Noel” marcaram sem dúvida os adultos e as crianças daquele período inesquecível da “Rainha da Borborema”.

Em 10 de dezembro de 1983, porém, num sábado à tarde, um evento diferente levou grande público ao “Colosso da Borborema”, apelido dado ao Estádio pelo saudoso narrador esportivo Joselito Lucena. Era a apresentação do grupo “Heróis da TV”, que se aproveitando do sucesso dos desenhos da Rede Globo, organizou uma festa para a criançada com o comando do “Palhaço Carrapeta”.



Os nomes dos heróis eram diferentes, embora fizessem alusão a heróis famosos dos quadrinhos da época, talvez devido aos direitos autorais, senão vejamos: “Mulher Cósmica”, “Super Palhaço”, “Princesa Solar” e até o “ET, Extraterrestre” apareceram no evento.



Durante duas horas as crianças e por não dizer também os adultos, se divertiram com o evento que teve o patrocínio da “São Braz” e no qual se distribuíram vários brindes com os presentes.



Com certeza, alguns leitores do Blog reviveram com este resgate, bons momentos de sua infância.

Fonte:

Jornal da Paraíba (Fotos e Pesquisa para Texto)

Mais uma lembrança do Programa "Alto Astral" da Rádio Campina Grande FM 93.1, que já foi tema de postagem aqui no RHCG. Trata-se da visita do cantor Eduardo Dussek aos estúdios da rádio campinense:


Segundo as palavras de Abdalah Rached que cedeu a foto: "Essa é dos meu tempos de produtor de radio (Programa Alto Astral). Entrevista com o cantor Eduardo Dussek. Da esq p/dir., Dussek, Eu (detalhe pra camisa do Pink Floyd, fase Meddle), Toninho Lima, Nagib e Romulo Azevedo. Inicio da decada de 80".

O Jornal da Paraíba também registrou o momento em uma edição de 1983:


Como curiosidade, observem a camisa de Dussek. Tempos de rebeldia em fins de Ditadura Militar. Para saber mais sobre o cantor, clique AQUI.

Foi lançado no último dia 07 o documentário A Alma das Ruas, do diretor campinense Jaime Guimarães. O curta foi exibido no Canal Futura e é proveniente de um edital de incentivo financiado pela própria emissora, em parceria com o Globo Universidade. Para quem não pôde acompanhar pela TV, agora o filme se encontra disponível na internet.

A obra trata-se de um recorte poético sobre o cotidiano das ruas centrais de Campina Grande, e mostra como as pessoas se relacionam com o espaço urbano. Com uma bela fotografia e narração de um personagem, o Flanêur, o curta consegue criar uma outra visão da cidade, não percebida por muitos dos próprios habitantes.

A alma das ruas é uma livre adaptação da obra do escritor João do Rio, autor do livro A Alma Encantadora das Ruas, e foi gravado no final do ano passado nas ruas do centro da cidade. O projeto contou com uma equipe de 20 pessoas, entre técnica e produção. Agora o curta segue se inscrevendo em festivais e mostras de Cinema, a fim de divulgar a beleza e poesia contidas nas ruas de Campina Grande.



Sinopse: As ruas tem alma, afirmava o jornalista e cronista carioca João do Rio. Este documentário traz uma livre adaptação da obra do escritor e capta a essência das vias centrais da cidade de Campina Grande, localizada no interior da Paraíba. O flâneur acompanha os movimentos dos cidadãos e as relações que se desenvolve, dando vida ao espaço urbano. A partir de uma narração poética, o filme mostra o que muitas vezes passa despercebido aos olhos das pessoas.

Ficha Técnica:
Produção Executiva, Roteiro e Direção - Jaime Guimarães
Assistente de Direção - Giovanni Peres
Narrador (O Flâneur) - Chico Oliveira
Direção de Produção - Mikaely Batista e Rafaela Marques
Direção de Fotografia - Breno César 
Som Direto e Finalização de Áudio - Giancarlo Galdino
Montagem - Renato Hennys
Finalização de Imagem e Arte Gráfica - Emerson Saraiva
Assistente de Fotografia - Pablo Giorgio
Assistente de Som - Arthur Dantas
Still - Everton David 
Orientadora - Cássia Lobão 
Entrevistados - Paulo Loló, Reginaldo Ramos e Thiago D'angelo

Apoio Cultural:
Universidade Estadual da Paraíba/Departamento de Comunicação
Vitrola Bar e Restaurante
 
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