Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
retalhoscg@hotmail.com

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Pela contribuição de mais um leitor do nosso blog, Welton Souto Fontes, divulgamos a foto acima. Trata-se da Rua Maciel Pinheiro nos idos dos anos 30!

A foto remete, à sua esquerda, a imagem do Cine Fox, antigo concorrente do Cine Theatro Apollo, ambos estabelecidos na mesma rua, de importante tradição em nosso Município.

Conforme a narrativa enviada por Welton: "Concorrendo com o Apolo, surge em 1918 o Cine Fox, localizado também na Maciel Pinheiro, fundado por Américo Porto e Alberto Saldanha. O Fox era denominado como “Cine Pulga” por ser frequentado principalmente por pessoas mais humildes. Os filmes eram acompanhados pela orquestra do Professor Capiba. Os cinemas “Apolo” e “Fox” eram localizados na atual Rua Maciel Pinheiro, seus proprietários eram adversários políticos e usavam de seus negócios na campanha partidária."

Mais uma vez agradecemos a participação sinérgica dos nossos leitores, que hoje têm se tornado colaboradores do resgate da memória de Campina Grande.


Atualização:


Disponibilizamos aos amigos do "RHCG", mais dois registros do Cine Fox:






Colaboração do leitor Ariosvalber Oliveira, a quem agradecemos, que digitalizou esta fotografia de um vizinho, lembrança do Carnaval de rua de Campina Grande, no ano de 1955.

Bloco: Os Marcianos.
Fotógrafo: José Cacho
Na temporada de 1969, o velho Galo da Borborema havia montado uma de suas melhores equipes. Nomes como o de Zé Luiz, Janca, Zé Pequeno entre outros, faziam parte da equipe comandada pelo técnico Edésio Leitão. Assim, tudo levaria a crer que o dia 13 de julho entraria para a história do Treze como um dia de alegria, já que uma simples vitória contra o Botafogo de João Pessoa faria o Treze o campeão estadual daquele ano.

Infelizmente, o pior aconteceu!

Ao se dirigir à capital do Estado, o ônibus da empresa “Seridó”, com toda a equipe do Treze a bordo, capotou três vezes na temida “Curva da Caridade”, na BR 230, após uma tentativa de se desviar de outro ônibus.

Quinze pessoas ficaram feridas, com o treinador da equipe trezeana, Edésio Leitão, sendo o caso que mais precisou de cuidados.



O ex vice-prefeito de Campina Grande, Zé Luís, fraturou a clavícula, Zé Preto, deslocou o ombro, Mané  sofreu traumatismo torácico, ou seja, toda a equipe do Treze foi prejudicada de alguma forma no ocorrido, que felizmente, não produziu vítimas fatais. 

Com certeza, a decisão mais sensata seria paralisar o campeonato até a recuperação total dos jogadores do Galo. Até o presidente do Botafogo de João Pessoa, o senhor Herder Henrique, concordava com tal decisão: "Não nos interessa sermos campeões com o infortúnio do adversário!”.


Mas, inacreditavelmente, a Federação Paraibana de Futebol, não aceitou tal proposta e marcou o primeiro jogo da decisão para o domingo seguinte, dia 20 de julho de 1969, quando boa parte da equipe do Treze ainda estava em recuperação. O Botafogo não tomou conhecimento da frágil e abalada equipe do Galo, que não tinha quase nenhum jogador do quadro titular, resultado da partida: 2x0 em favor da 'Maravilha do Contorno'.

Diz o hino oficial do Galo, letra de Murilo Buarque: “O Treze, no campo, luta em prol, do seu alvinegro pavilhão...”, e foi assim que a equipe trezeana, ainda desfalcada, conseguiu vencer o segundo jogo por 1 a 0, jogando em Campina Grande.

No dia 27 de julho de 1969, fazendo a chamada “negra”, o Treze não resistiu e novamente perdeu para o Botafogo em João Pessoa  por 2 a 0. Lembremo-nos; apenas 14 dias após o terrível acidente!

A insensatez da FPF deixou para a História um quê de que, diante das circunstâncias,  esse campeonato fora tomado de Campina Grande.

No ano seguinte, tanto Treze, quanto Campinense, resolveram não disputar o Campeonato Estadual, resolvendo disputar o chamado “Torneio Mistão”, que terminou com o Campinense sagrando-se vencedor.

Coincidência ou não, quando Treze e Campinense resolveram voltar a disputar o Estadual, o Campinense emplacou 4 campeonatos seguidos (1971, 1972, 1973 e 1974), com o Treze vencendo em 1975*, em título repartido com o Botafogo.
Resumo da ópera: Treze e Campinense não sabem a força que tem. Unidos, são imbatíveis.

Outra formação do TrezeFC seria vítima de outro sinistro em 26 de Março de 1973, em acidente semelhante, quando a equipe voltava de uma partida disputada em Salgueiro-PE.


Fontes Utilizadas: 
-Roberto Vieira do blog http://oblogdoroberto.zip.net/index.html
http://trezegalo.xpg.uol.com.br
-Acervo Pessoal
(por Jônatas Pereira)




Neste dia 9 de março de 2016 completou 77 anos da inauguração do abastecimento de água e esgoto de Campina Grande, provindos da Barragem de Vaca Brava. 

O Interventor Federal, o campinense, Argemiro de Figueiredo inaugurou solenemente este melhoramento no dia 9 de março de 1939. Foi uma grande festa cívica realizada nas ruas de Campina Grande. A cidade estava clamando por um abastecimento digno já que a Barragem de Grota Funda e Puxinanã não davam mais "conta do recado" com a cidade crescendo cada vez mais. 


Abaixo, fotos da festa de inauguração nas ruas centrais de Campina Grande:

Av. Floriano Peixoto (Catedral conto esquerdo)

Ângulo de Visão da Foto: Rua Marquês do Herval. Muito provavelmente a foto foi captada de cima do antigo prédio dos Correios, que era localizado no meio da Praça da Bandeira. Vê-se: casario da Rua Marquês do Herval e, ao fundo, a Pç Clementino Procópio e, a direita parte da Igreja do Rosário (demolida) e pequena parte da calçada da Praça Índios Cariris (Pç. da Bandeira)

Ângulo de Visão da Foto: Calçada do Posto Futurama em direção à Praça da Bandeira - Vê-se parte da Usina de Luz e Força, onde hoje é a Praça Clementino Procópio. A rua por onde desce a banda marcial é a Av. Floriano Peixoto. Ao fundo, o prédio branco é a Igreja do Rosário (demolida).  

A demanda pelo precioso líquido estava cada vez maior e a população campinense necessitava de um abastecimento moderno a altura da Rainha da Borborema. 

Abaixo está a reportagem do imemorial jornal campinense "Voz da Borborema" órgão situacionista dirigido por Acácio de Figueiredo, irmão de Argemiro de Figueiredo, de 9 de março de 1939 sobre este importantíssimo dia.

(Clique nas imagens para ampliá-las)









Por: Severino Lopes (Transcrito do Diário da Borborema), 
com inserções feitas pelos editores do RHCG



De longe, é possível ver uma imensa cortina de fumaça formada nos céus da cidade. As chamas atingem mais de 300 metros de altura. Minutos depois, dezenas de viaturas partem em alta velocidade e atravessam as ruas que dão acesso ao aeroporto Presidente João Suassuna, em Campina Grande, com as sirenes ligadas. A pista tem que ficar livre para não atrapalhar o socorro das vítimas. Tudo parece real. As equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Corpo de Bombeiros, PRF, polícias Civil e Militar correm contra o tempo para realizar o resgate das vítimas de uma tragédia aérea. Os feridos, alguns com fraturas expostas, são transportados para os hospitais da cidade. Os "mortos" são levados para UML.

Felizmente, tudo não passa de um exercício de emergência aeronáutica Completo realizado pela Infraero para aferir o plano de emergência do aeroporto. No exercício feito com o máximo de realismo e o emprego de técnicas usadas nas das produções cinematográficas, é simulado a queda de uma aeronave com 15 passageiros a bordo. Ao cair na pista do João Suassuna, o avião explode, provocando um grande incêndio, essa é a idéia.

Ficção e realidade fazem parte da história do aeroporto Presidente João Suassuna. Há 50 anos, aconteceu o maior acidente com a aeronave na cidade. A tragédia aconteceu em uma noite sombria de sexta-feira, 5 de setembro de 1958.

O avião de prefixo LDX do Lóide Aéreo Brasileiro caiu nas proximidades do Serrotão, a dez quilômetros do centro da cidade, matando 13 pessoas e deixando vários passageiros feridos. Entre os sobreviventes do maior acidente aéreo registrado em Campina Grande, estava o comediante cearense Renato Aragão, o Didi. Na época, Renato Aragão não era famoso. Ele era apenas um estudante de Direito que morava em Fortaleza e estudava em Recife.

O avião com 40 passageiros a bordo partiu do Rio de Janeiro. A chuva forte, neblina densa e iluminação precária foram apontados como fatores que contribuíram para a tragédia. Segundo apuraram as autoridades da época, o avião caiu após o piloto ter feito, sem sucesso, várias tentativas de pouso na pista do aeroporto João Suassuna.

Como estava chovendo, a pouca visibilidade atrapalhou o piloto. Após realizar algumas evoluções, a aeronave perdeu a altura, caindo sobre um roçado à margem esquerda da BR-230, no Serrotão. Entre os mortos, estavam o comandante e a telegrafista do avião, um médico, um arquiteto e um gerente do Banco do Brasil.

Resgate

O resgate das vítimas foi feito por policiais do Corpo de Bombeiros para os hospitais Pedro I, Pronto Socorro e Ipase. "Eu lembro que foi grande a correria na redação do jornal. As fotos eram terríveis", recordou o jornalista Joel Carlos, que na época trabalhava como repórter do Diário da Borborema.

Testemunha do acidente ajudou no socorro às vítimas


Aos 82 anos, o agricultor Francisco Basílio da Cunha, provavelmente a única testemunha viva do acidente com o LDX do Lóide Aéreo Brasileiro, revelou que no final tarde e começo da noite de 5 de setembro de 1958, ajudou os bombeiros a juntar os pedaços das vítimas da tragédia aérea. "Seu Chico" como é chamado o agricultor, tinha 32 anos no dia do acidente. Ele disse que naquele sombrio final de tarde, começo de noite, estava na roça com enxada na mão limpando mato, quando ouviu um forte estrondo.

O agricultor, que morava na fazenda Edson do Ó, localizada no Serrotão, saiu correndo e se deparou com os estragos. O avião, segundo ele, havia se partido em três partes com o impacto. Os passageiros atirados para fora, alguns despedaçados. Francisco foi uma das primeiras pessoas a se aproximar do local onde ocorreu a tragédia. Ao ver o avião despedaçado e os mortos e feridos, Francisco Basílio saiu correndo e foi chamar o seu pai, José Ribeiro da Cunha.

Minutos depois, chegou a guarnição do Corpo de Bombeiros, comandada pelo sargento José Rulfino. A cena era muito forte. Mesmo com a memória falhando devido o tempo, Francisco relembra as horas de horror. Francisco disse que ajudou os bombeiros a juntar os mortos. O pai dele também ajudou os bombeiros no trabalho de resgate.

Os feridos foram levados para os hospitais de Campina Grande em estado grave. Como o local era de difícil acesso, os bombeiros tiveram muita dificuldade para fazer o resgate.

Falando com dificuldade, Francisco Basílio, hoje aposentado, relembra que no dia da tragédia muitas pessoas se aproveitaram para saquear o avião carregando objetos pertencentes aos passageiros.

O agricultor, que tem cinco irmãos, sendo que apenas dois estão vivo, disse que passou toda a sua vida lembrando da tragédia. Casado pela segunda vez, pai de seis filhos, todos morando em São Paulo, Francisco Basílio não tem dúvida de que ele é uma das poucas testemunhas vivas do maior acidente aéreo ocorrido em Campina Grande. "Muitas pessoas que viram o acidente já morreram. Eu estou aqui, até quando Deus quiser", brincou.

A agricultora Maria José Gomes da Silva era criança no ano da tragédia. Ela conheceu Francisco Basílio anos depois e cresceu ouvindo as histórias de heroísmo do agricultor.

No local exato em que aconteceu o acidente foi construído um oratório e uma cruz onde muitas pessoas rezam e pagam promessa. O local foi batizado de "capela do avião". A agricultora Maria José dos Santos Oliveira, uma das mais antigas moradoras do Serrotão, é uma das pessoas que costuma rezar na capelinha construída no local da tragédia aérea.

Reportagem da TV Itararé sobre o acidente:







No dia 26/12/2010 a Rede Globo de televisão exibiu o especial "Nosso Querido Trapalhão", no qual fora contada a trajetória da vida do comediante Renato Aragão. Abaixo, o vídeo do inédito depoimento de Aragão sobre o acidente::


Em 1958 Campina Grande passou a constar das estatísticas dos acidentes aéreos com a lastimável queda do avião bimotor do Loide Aéreo Brasileiro, de prefixo PP-LDX, que transportava 40 passageiros e 05 tripulantes. A aeronave, voo 652,  quando tentava pousar no Aeroporto João Suassuna, na noite chuvosa da sexta-feira dia 05 de Setembro, chocou-se com um morro nas proximidades do Serrotão.

O Jornal O Globo noticiou, no dia seguinte o fato ocorrido, que vitimou (entre outros) o industrial campinense Iremar Villarim. 

Para ler a matéria, cliquem na imagem para ampliá-la!


Outro periódico jornalístico que destacou o acidente foi o 'Jornal do Brasil', em sua edição de 07 de Setembro de 1958, com a seguinte nota:


Entre os 40 passageiros vitimados estava o ainda anônimo Renato Aragão, como constatou o Diário da Borborema. Aragão deu depoimento retratando o ocorrido em uma das produções especiais da Rede Globo no ano de 2010.



Para saber mais detalhes sobre o acidente, CLIQUE AQUI e seja direcionado para outra postagem.

Parte da fuselagem do Loide Brasileiro PP-LDX

Annuario de Campina Grande (1925)
Sociedade Beneficente Deus e Caridade (Annuario de Campina Grande, 1925)

A Sociedade Beneficente Deus e Caridade foi fundada em 31 de Agosto de 1912 e, na foto acima, sua séde localizava-se na antiga Rua da Cadeia, nas imediações onde hoje encontra-se a Praça Clementino Procópio, no Centro da cidade.

Era uma instituição filantrópica que funcionou em Campina Grande, fundada por José Peixoto da Silva, Pedro Octavio de Farias Leite, Antonio Azevedo de Farias, João Florentino de Carvalho, José Smith Diniz, Sulpino Collaço, José Cavalcanti, Odilon Barreto, Francisco Trigueiro, Raul Pereira, João Querino Guimarães, João Barbosa,Rufino da Silva, Antonio Joaquim Pequeno, Júlio Félix de Araújo, Alfredo Francisco de Araújo e Zeferino Ramos.

Sua função era acolher os desvalidos da sociedade como órfãos e idosos, atendimento assistencial comunitário, como fornecimento de alimentação e remédios, além de transporte de doentes para atendimento hospitalar na Parahyba (João Pessoa) e Recife, tendo como fonte de recursos os sócios beneméritos (ano 1925) Lino Fernandes de Azevedo, José da Silva, Luíz Sodré, Lino Gomes, Pedro Octavio de Farias Leite, Dr. Chateaubriand Bandeira de Melo, Jesuíno Alves Correia, Francisco Barros, José B. Ramos, João Pinto e Dona Niná Silva.

Na intenção de ser construído um Hospital, a Sociedade Deus e Caridade transferiu sua séde para as margens do Açude Velho, dando origem ao hoje conhecido Asilo São Vicente de Paulo, conforme postagem anteriormente publicada.

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Série: "Annuário de Campina Grande 1925" (Parte 4/RHCG)
Gentilmente cedido pelo colaborador Jônatas Rodrigues
Asilo Deus e Caridade (São Vicente de Paulo) - A Batalha, 1935


O Asilo Deus e Caridade funcionava no Centro da cidade, na antiga Rua da Cadeia. Porém, em recorte publicado no antigo Jornal "A Batalha", no ano de 1935, onde se encontram as fotos da sua construção ora presentes neste post, sua sede fora transferida para o local onde hoje o conhecemos como Asilo São Vicente de Paulo, às margens do Açude Velho, onde também funcionou por muitos anos o educandário de mesmo nome.

A nota d'A Batalha enaltece a Diretoria do Asilo, em especial ao Sr. José Ramos, pela audácia em se desfazer de um prédio no Centro para construir esta nova sede,  no entanto, a mesma nota requer a participação dos abnegados da sociedade e do Governo do Estado na forma de auxílio financeiro para que se concretize o termino das obras.

Em Construção: Asilo Deus e Caridade (São Vicente de Paulo) - A Batalha, 1935
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Série de Recortes
Gentilmente cedido pelo colaborador Jônatas Rodrigues
por Jônatas Rodrigues Pereira - Pesquisador

Propaganda da histórica "CASA IRACEMA", localizada entre a esquina da Rua Maciel Pinheiro (início da velha Praça Epitácio Pessoa) com a Rua Cardoso Vieira. Esta casa Pertencia a firma "J.Tavares & Cia". Ocupava os números 201 e 205, de acordo com a propaganda.

Nesta casa comercial era vendidos artigos de chapéus, perfumes, tecidos e diversos outros artigos. Foi uma das mais importantes do gênero em Campina Grande.

A referida propaganda era do extinto jornal campinense "Brasil Novo" de 26 de julho de 1931.

Pesquisa realizada no Arquivo do Museu Histórico de Campina Grande.





por Jônatas Rodrigues Pereira - Pesquisador

Em pesquisa realizada no arquivo do Museu Histórico de Campina Grande a alguns meses, encontrei esta curiosa fotografia de uma equipe futebolística campinense referente ao ano de 1928. O que mais me chamou a atenção foi seu nome e uniforme, "Team Negro", e seu uniforme é de acordo com seu nome, ou seja, todo negro. 

O curioso é que seu escudo é uma caveira com dois ossos cruzados, como nas antigas bandeiras piratas do século XVII e XVIII.

Infelizmente não tenho informações sobre esta "obscura" equipe e quanto tempo durou nos primitivos campos campinenses.

Qualquer pessoa que tiver informações precisas sobre esta equipe, o RHCG ficará imensamente grato.


Team Negro - 1928

Verso com os nomes dos atletas.


 
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