Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
retalhoscg@hotmail.com

QUAL ASSUNTO VOCÊ ESTÁ PROCURANDO?

Release oferecido pelo Gabinete da Assessoria do Vereador João Dantas

Utilizei a tribuna da CMCG para tratar sobre o requerimento de nossa autoria que solicita ao prefeito Romero Rodrigues, a realização de estudos no sentido de transferir para uma área pública, uma obra de arte na forma de mural elaborado em azulejos, de autoria do arquiteto Tertuliano Dionísio, localizada na antiga sede do Banco Industrial de Campina Grande no Edifício Rique.

A proposta surgiu em atendimento a solicitação de alguns memorialistas representados na pessoa do membro do Instituto Histórico de Campina Grande, Emmanuel Sousa, com subsídios retirados do Blog Retalhos Históricos de Campina Grande, que, sempre atentos e preocupados com a preservação da nossa história, levou a reivindicação para o seu gabinete.

Esclareci que Campina Grande se destacava nacionalmente pela existência do seu próprio banco. “O Banco Industrial de Campina Grande, de propriedade da tradicional família Rique, tinha sua sede nacional localizada no Edifício Rique na Rua Venâncio Neiva”.

Ao longo da sua História, o Edifício Rique conta com a presença de uma obra de arte na forma de um mural elaborado em azulejos, de autoria do arquiteto Tertuliano Dionísio. O painel encontra-se na parede interior onde ficavam os caixas do extinto Banco Industrial e, posteriormente, o Banco Mercantil do Brasil. Hoje é uma parede desprezada pela loja de eletrodomésticos que ocupa atualmente o espaço.

O painel retrata o cenário histórico municipal, onde se destaca a cultura do algodão, principal fonte da riqueza dos Rique.

Nossa sugestão consiste na verificação da viabilidade técnica, por parte da Prefeitura Municipal, de se retirar o mural/painel do local onde ainda se encontra, no interior do Edifício Rique, na loja de eletrodoméstico, e transferi-la, talvez precisando ser remontada como um quebra cabeças, em uma área pública, como o Parque Liberdade, ou algo a ser criado no Aluísio Campos.



Ainda nos beneficiando dos tesouros postados por Walter Tavares, destacamos a bela foto do acervo de Edson Vasconcelos, que nos mostra um ângulo em que é possível de diferenciar a Praça Clementino Procópio em seu prolongamento triangular à partir do Abrigo Maringá como vértice, onde antes havia casario e a antiga Usina de Luz na base, transformando em uma área quadrangular.

O Abrigo Maringá, que aparece no canto direito da foto foi obra do engenheiro Austro França, Secretário da PMCG, na gestão Elpídio de Almeida. 

Detalhe curioso para os observadores da foto, a figura de um padre atravessando a rua Miguel Couto, em direção à calçada do antigo Posto Esso!

Em sua descrição, em postagem no perfil social, Walter Tavares diz:

"A Praça Clementino Procópio, inaugurada em 1936, com o seu espetacular estilo arquitetônico em art déco, era simplesmente LINDA. Obra do prefeito Bento Figueiredo, esta foto de 1950, mostra a Praça ainda no seu formato original, antes das sucessivas reformas que descaracterizaram, por completo, toda área a partir do final dos anos 1960. Outras reformas nos anos 70 e 80 acabaram com todo vestígio em art déco da antiga praça. Ao fundo, o Cine Capitólio, também em art déco, ainda na sua arquitetura original." 
Fotos Google: Ruas Carlos Agra e Manoel Pereira de Araújo (Feira Central)

(por Uelba Alexandre do Nascimento)

Durante todos os anos 1920 o local onde se concentrava o maior número de prostitutas e casas de pensão em Campina Grande era a antiga rua 4 de Outubro, atual Major Juvino do Ó, mais conhecida popular e sugestivamente como “Rói Couro”. Era uma das ruas centrais da cidade que ficava relativamente próxima as ruas mais freqüentadas pelas elites, como a rua Grande por exemplo. Essa proximidade incomodava, especialmente porque as mulheres circulavam e se exibiam muito próximas as “famílias de bem” e repugnavam os letrados, fazendo com que eles carregassem nas tintas e pedissem insistentemente para as autoridades a transferência do meretrício daquele local para um mais afastado.

Como os pedidos eram muitos e a solicitação de tomadas de providência por parte dos prefeitos da cidade eram constantes, as prostitutas foram transferidas nos primeiros anos da década de 1930 para a região dos Currais, onde funcionava a feira de gado da cidade. Este local era uma área ainda marcadamente rural e pouco habitada, formada por pequenas casinhas e sítios cobertos de mato. O núcleo central desta área ficava a pouco mais de 100 metros da Vila Nova da Rainha, antiga rua das Barrocas(local em que se deu a origem do sítio que mais tarde se transformou em Campina Grande) e uns 300 metros da Igreja Matriz.

O local para onde se dirigiram as prostitutas e sua corte foi chamado de Mandchúria ou Bairro Chinês, numa provável associação com o episódio da invasão japonesa a região da Mandchúria na China por volta de 1931: “A transferência dos cabarés para os currais foi simbolicamente associada àquela invasão, talvez porque assim compreendessem os moradores que naquelas proximidades viviam, quando da chegada, ou “invasão”, da área pelas prostitutas e seus séqüitos. Chegaram àquele lugar, que até então concentrava boiadas e negociantes, raparigas mal-vestidas, marafonas, gigolôs, boêmios, cafetinas e cáftens, como invasores a ocupar e dividir o lugar com matagais, boiadas, cavalos, burros, merda e muito mau cheiro.” 

Foram transferidas, segundo José Américo de Almeida, mais de 600 putas que “sifilizavam” os sertões da Paraíba.

Com as reformas ocorridas no centro da cidade a zona foi transferindo-se para as proximidades da feira central, entre as ruas Marcílio Dias, 12 de Outubro (atual Carlos Agra), Quebra Quilos e Manoel Pereira de Araújo (antiga 5 de Agosto), que comportava os melhores cabarés da cidade, ficando conhecida por “Rua Boa”. Segundo alguns memorialistas, a rua era “um esplendoroso mercado de luxúrias, que sobrevivia graças a um tipo de comércio confiscado pelas leis divinas, mas legalizado pela liberdade inconsciênte dos humanos.” Havia também a chamada rua da Pororoca, nas proximidades da Maternidade Elpídio de Almeida, que era conhecida e nomeada pelos seus freqüentadores como “Boa Boca”, onde se encontrava um dos mais conhecidos cabarés da cidade que era o de Maria Pororoca, eternizada na música de Jackson do Pandeiro juntamente com Josefa Tributino e Carminha Villar:

Oh linda flor, linda morena,
Campina Grande minha Borborema
Eu me lembro de Maria Pororoca,
De Josepha Tributino e Carminha Villar
Bodocongó, Alto Branco, Zé Pinheiro
Aprendi tocar pandeiro nos forrós de lá...

A zona permaneceu forte ali até o final da década de 1940, quando o comércio do algodão entrou em decadência e também pela retirada dos contingentes militares da cidade após o fim da II Guerra Mundial. Logo se transferiu novamente para o centro, para a região conhecida como Boninas, onde lá permaneceu por volta das décadas de 1950, 1960 e 1970, mas sem o mesmo encanto dos anos anteriores.

Por fim, foram surgindo no final da década de 1930 e início da década de 1940 outros locais de prostituição em Campina Grande nos bairros de José Pinheiro, Liberdade, local que era conhecido como “Deserto” 29 e Bodocongó, especialmente na Arrojado Lisboa e nas proximidades da conhecida “Volta do Zé Leal”, que segundo o memorialista Antonio Calixto, o local ficou conhecido como “Boca Quente”, por causa das constantes batidas policias ocasionadas pelos conflitos que lá ocorriam.

Íntegra do trabalho, disponível em:
http://www.snh2011.anpuh.org/resources/anais/14/1300668302_ARQUIVO_Mandchuria-ObairrochinesdeCampinaGrande-PB.pdf

Fotos Google: Antigo Casino Eldorado - Feira Central 
Detalhe no Endereço dado ao Casino Eldorado em seu Projeto Arquitetônico: 'BAIRRO CHINEZ'
Acervo Público Municipal - PMCG


Certamente esta foto se insere naquele seleto grupo de "uma das fotos mais raras já postadas neste Blog".

Do baú do memorialista Walter Tavares, a quem credita a imagem para a Década de 1920, nos apresenta a Rua Marquês do Herval, em seu Largo do Rosário... como o próprio nome já designa, trata-se da área frontal à Igreja da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, construída em 1831; tudo ainda desprovido de qualquer infraestrutura urbana, como diríamos, "no chão"! 

Anos mais tarde, este largo dará lugar à Praça Índios Cariris (1929) que acolherá em sua área a agência dos Correios e, ao lado, a Praça José Américo que, tempos depois, e várias reformas, serão unidas como a Praça da Bandeira.

O imóvel ao extremo direito da foto, de janelões, viria ser o Instituto Pedagógico Campinense, que também evoluiria para ser o Colégio Alfredo Dantas. E, lá no final, no centro da foto ao lado esquerdo da Igreja, vemos parte da antiga Casa de Cadeia!

A antiga Igreja do Rosário foi demolida em 1940, na polêmica reforma urbanística empreendida na gestão do prefeito Vergniaud Wanderley, para o prolongamento da avenida Floriano Peixoto. 
O dia 11 de setembro de 2001 ficou marcado na mente de todos com as trágicas e comoventes imagens distribuídas para todo o globo terrestre pelas emissoras de televisão, inclusive em tempo real, dos ataques aéreos que destruíram as "Torres Gêmeas" do "World Trade Center", em Nova York.

Segundo fontes oficiais do Governo Norte-Americano, os ataques foram provocados por terroristas que faziam parte do grupo de fundamentalistas islâmicos denominados Al-Qaeda, liderados por Osama Bin Laden.

Aqui no Brasil, como em todo o mundo, a imprensa nadava em notícias para cobrir os acontecimentos e aos jornais impressos sobejavam excelentes fotos para estampar qualquer primeira página!

Em Campina Grande não fora diferente e a imprensa local trabalhou arduamente para noticiar o fato. Como mérito, o Diário da Borborema, fundado em 02 de Outubro de 1957, pelo jornalista paraibano Assis Chateaubriand, foi vencedor do Prêmio Esso de Jornalismo (concorrendo com grandes jornais da imprensa nacional) na categoria "Prêmio Esso Especial de Primeira Página".

Capa Vencedora do Prêmio Esso de Jornalismo (2001)


Um dos pontos nostálgicos da Campina Grande de outrora é, sem dúvida, o antigo carrossel que havia na Praça Clementino Procópio, um dos locais de passeio público mais visitados pelas crianças de gerações pretéritas.

Rosimar Miranda, em contribuição enviado ao BlogRHCG, no Facebook, nos enviou do seu acervo particular uma bela recordação que tocará muitos dos nossos leitores.

A foto é de 1962 e, em primeiro plano vemos um dos carrinhos do carrossel, que ela trata como "os carrinhos de D. Maria" e, logo atrás dela, a outra criança é Emmanuel Augusto Miranda.

Como ela mesma descreve, ao fundo as propagandas da Vodka Autêntica e da Cera Parquetina. Nós acrescentamos que a casa em que aparece parte na foto ainda encontra-se de pé (miraculosamente), situada na Rua Treze de Maio, e era de propriedade do Sr. Lívio Wanderley, dono do Cine Capitólio.
 
"De tudo o que ví no blog, esta é a foto que mais me emociona. Quando atravesso célere as amarras do tempo em preto e branco, somente vencidas pela lembrança, ...é aí que me detenho, na vertente direita, rumo ao carrossel que colorí, guiada pela saudade."
Abraços, Mônica Torres.

Mônica, este seu trabalho ficou de "arrepiar", nós é que agradecemos tamanha dedicação.

(Equipe RHCG)

O baú de memórias de Walter Tavares é algo espetacular e surpreendente. Não só pelas imagens que ele nos traz, como pela descrição que lhes contextualiza.

A foto acima é da lateral do Açude Novo, o sangradouro, na Rua Lino Gomes, onde hoje se encontra a placa em alvenaria do Parque do Povo.

"Em abril de 1963 o Açude Novo, já sem o seu espelho d'água, com serviços de drenagem e colocação de galerias para o escoamento das águas no governo do prefeito Newton Rique. A foto mostra exatamente onde hoje começa o Parque do Povo, e a parte de cima com a rua que hoje divide o Parque do Povo com o Parque Evaldo Cruz, em direção à rua Treze de Maio. Toda essa área era popularmente como conhecida como "as Imbiras", no bairro de São José." (Walter Tavares)

Abaixo, uma panorâmica do local, quando o Açude Novo ainda tinha água, visto pelo ângulo da Rua Treze de Maio:


Em comemoração ao 7 de setembro, recuperamos dois vídeos históricos de nossa cidade. São os desfiles dos anos de 1974 e 1978, do arquivo particular de Mario Vinicius Carneiro Medeiros. Apesar de não ter uma boa qualidade técnica pois são filmagens amadoras, podemos ver a importância que esses desfiles tinham em nosso passado, com as Escolas promovendo uma verdadeira competição entre si. Os desfiles foram realizados na rua Marquês do Herval no Centro e podem ser assistidos clicando-se abaixo:




Se quiserem assistir a outro vídeo de 7 de setembro já postado no blog é só clicar AQUI. Além do material dessa postagem, o RHCG tem um amplo acervo de fotos sobre o tradicional evento, que podem ser procuradas através de nosso mecanismo de pesquisa.
Mais um registro de desfile de 7 de setembro disponibilizado pelo RHCG. Resgatamos das páginas da "Gazeta do Sertão", a reportagem sobre a "parada" de 1981:





 
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