Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa

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A relação entre o Rei Pelé e o empresário campinense Newton Rique ia além das transações comerciais, haja vista que Edson Arantes do Nascimento, viria ser "empregado" como Diretor de Marketing da instituição bancária alguns anos mais tarde. 

Como destaque da presente postagem, matéria de caráter publicitária no Jornal do Brasil, em 15 de Abril de 1970, o "Rei" condiciona a custódia dos seus bens ao Banco Industrial de Campina Grande. 

Naquele mesmo ano, no mês de Junho, lembremos, a Seleção Brasileira de Futebol seria campeã da Copa do Mundo realizada no México, mais uma das grandes conquistas da carreira vitoriosa de Pelé.


Voltamos ao projeto "Videocast", que são materiais em vídeos produzidos pelo próprio Blog. Hoje contaremos a história da "Praça do Meio do Mundo", próxima a cidade de Boa Vista, local este que já foi distrito de Campina Grande.

A Praça do Meio do Mundo é um local bastante curioso e este videocast, foi fruto do arquivo familiar do nosso colaborador Mario Vinicius Carneiro Medeiros. Com a ajuda do blog, ele resgatou uma antiga filmagem do local datada dos anos 70 e aproveitou e fez uma entrevista com seu pai, o Engenheiro aposentado Mario Carneiro da Costa, que foi um dos responsáveis pela construção daquele local. A professora universitária Soahd Arruda, contribuiu com o documentário ao filmar a praça na atualidade, demonstrando o descaso com aquele lugar, que poderia ser um local turístico. Para assistir ao vídeo é só clicar abaixo:


Antigamente era um fato comum, nossas escolas realizarem viagens pelo Nordeste para uma maior interação dos alunos. Já retratamos aqui no RHCG, uma destas excursões realizada pelo Colégio PIO XI em 1951. Agora, graças a colaboração de Mércia Lima, uma imagem da viagem de uma turma do Colégio Alfredo Dantas no ano de 1964, quando visitaram a cidade baiana de Paulo Afonso:




Com esta manchete o Jornal O Globo, do dia 04 de Agosto de 1978, criticava a formatação do III Festival de Inverno de Campina Grande, realizado naquele período, já sob a organização da ativista cultural Eneida Maracajá.

A jornalista Tânia Pacheco, que assina a matéria, faz uma crítica ao Festival, na forma como ele foi disposto e na falta de eventos paralelos à altura do que era realizado na Região Sudeste do país:

"Nesse festival que se realizaou contrário a todas as teses pregadas pela Confederação Nacional de Teatro Amador, que se opõe radicalmente ao festivalismo, defende uma tomada de posição dos grupos mais voltada a realidade cultural local e para uma troca teatral que não se resuma à montagem de espetáculos para os aplausos das entidades governamentais responsáveis pela organização desses encontros teatrais, o que se viu foi um teatro culturalmente pobre, vazio de propostas, envolto pelas contradições que mesmo o 'teatrão' já está buscando afastar no eixo Rio-São Paulo."

Já em sua terceira edição, 1978, em resposta às críticas, Eneida Maracajá solicitara da Federação de Teatro Amador da PB que se responsabilizassem pela realização do 'próximo' festival, para 1979!

Cliquem na imagem para ampliar a figura e possibilitar a leitura da matéria completa.




Edifício Rique, Rua Marquês do Herval, antiga sede do Banco Industrial de Campina Grande. Foto comparativa de Aídes Brasil.

Para ler mais sobre o Banco Industrial de Campina Grande, CLIQUE AQUI!!!
A polêmica reforma urbanística empreendida no Governo Vergniaud Wanderley, no final da Década de 30 e início da Década de 40 apagou da existência uma série de imóveis no Centro da Cidade, à exemplo do Paço Municipal e da Igreja do Rosário, dentre outros.

Além de ter posto fim em quase todos os becos e travessas, uma rua inteira deixou de existir: a Rua do Progresso!



A extinta Rua do Progresso ficava na convergência à esquerda no sentido Av. Floriano Peixoto - Rua Marquês do Herval, conforme mostra a foto. Sua extensão ia até a Rua Treze de Maio, nas proximidades do (hoje) Restaurante Vila Antiga. 

Ainda na foto, vemos o Colégio da Imaculada Conceição (Colégio das Damas) à direita e, ao centro, o pequeno canteiro que mais tarde se incorporaria à Praça da Bandeira.
Wilson Maux
O "Blog RHCG" relembra hoje dois ícones que fizeram história no rádio campinense: o inesquecível Wilson Maux, falecido em 2011 e Joacir Oliveira, que infelizmente nos deixou neste mês de outubro. o registro sonoro é uma entrevista dada por Maux a Joacir, que faz parte do acervo de Gilberto Mota e que foi enviado ao blog por um colaborador ilustre, Fred Ozanan, que já foi alvo das páginas desta reminiscência histórica.

Sobre Maux, reproduzimos este obituário publicado na Folha de São Paulo no ano de 2011:

Ele despertava Campina Grande

ESTÊVÃO BERTONI 

De segunda a sábado, às 4h da manhã, quem tinha o rádio sintonizado na Campina Grande FM podia ouvir o radialista Wilson Silva Maux dizer: "Desperta, Campina".
Era esse também o nome do programa musical que ele apresentava na cidade de Campina Grande (PB), onde morou nos últimos 23 anos.
Nascido em Recife (PE), Wilson era neto de franceses, de quem herdou o sobrenome cuja pronúncia é "mô".
Aos cinco anos, ele, filho de um comerciante, mudou-se com a família para Natal (RN), onde conheceu a mulher. Casou-se aos 18 anos.
Nessa época, participava do teatro estudantil. O irmão de Conceição era diretor do sindicato dos atores e por isso o casal se conheceu.
A carreira como jornalista, Wilson começou após voltar para Recife. Vivia, por sinal, trocando de cidade: estava ora em Recife, ora em Natal.
Por um tempo, morou em São Paulo e no Rio, onde dizia ter conhecido Manuel Bandeira, que sempre lhe pedia para declamar poemas, devido a sua voz de locutor.
Na capital paulista, trabalhou na Excelsior, rádio São Paulo e no "Última Hora".
Atividades com o teatro ele sempre teve, como ator ou diretor. Contava da vez em que, nos anos 60, fez uma seleção no interior de SP para a encenação de o "Auto da Compadecida". No teste, deu o papel de palhaço a uma jovem de 14 anos chamada Regina Duarte. Foi o primeiro trabalho da atriz, revelada ali.
Na segunda, pouco antes de sair de casa para apresentar seu programa, morreu aos 72, após sofrer uma parada cardíaca. Deixa viúva, duas filhas e três netas. 

coluna.obituario@uol.com.br


Joacir Oliveira
Joacir Oliveira, o "Cabeção", foi apresentador de vários programas nas emissoras de rádio de nossa cidade. Com uma bela voz, inclusive com várias vinhetas famosas, Joacir chegou a ser ator no programa radiofônico "Flama", sucesso nos anos 60 e também foi narrador de futebol, onde mesmo sendo trezeano assumido, procurava ser imparcial.

Joacir morreu em virtude de uma embolia pulmonar, decorrente de um transplante de coração.

O áudio a seguir marca o encontro das duas lendas de nossa radiofonia, no programa "Madrugada Alegre" da Rádio Campina Grande FM 93.1. Aproveitamos para agradecer a Gilberto e Fred, a confiança dada ao "Retalhos". Escutem o áudio clicando no link abaixo:




Foto curiosa, que mostra a esquina das Ruas Vidal de Negreiros com Desembargador Trindade. A construção em destaque seria inaugurada em 22 de Fevereiro de 1936, durante os festejos momescos, e trata-se da sede social da Sociedade Recreativa Campinense Club, o 'Palacete', como assim fora chamado.

Segundo dados dispostos no Blog do Campinense, parte do material usado para a construção, que começou no ano de 1933, veio da demolição da Cadeia Velha, que se localizava em parte da área onde hoje é a Praça Clementino Procópio.

Ao fundo, destaque para o Açude Velho com o Asilo Deus e Caridade e sua capela do outro lado da margem do manancial.

A probabilidade é que esta foto tenha sido capturada entre os anos de 1935 e 1936, haja vista a presença do citado Asilo,construído em 1935 bem como pela data de inauguração do Campinense Club, 1936.

Sede Pronta - Inaugurada em 1936


Já falamos aqui no “RHCG”, das participações de Campina Grande no programa Silvio Santos. Mas o que talvez nossos amigos que acompanham o blog não saibam, é que uma música, cuja letra foi escrita por uma pessoa que amava nossa cidade, caiu nas graças do antigo “Homem do Baú”.

Antes de revelarmos o motivo, escutem a música “Cadê Papai”:


A música que é cantada pelo Trio Juazeiro, teve a letra escrita pelo saudoso radialista Wilson Maux, um dos ícones da comunicação paraibana.
 Trio Juazeiro e Wilson Maux

O historiador Mario Vinicius Carneiro Medeiros nos conta mais detalhadamente, curiosidades sobre a composição:  


Uma das coisas que faço nas (raras) horas vagas, é ficar na net pesquisando sobre discos antigos. Certo dia, encontrei um disco do Trio Juazeiro e, curiosamente, encontrei o nome do compositor, o mesmo do nosso saudoso radialista.

Algum tempo depois, em uma conversa na calçada dos Correios, falei para Wilson sobre o fato. Ele riu e disse que aquilo fora quase que por acaso. Alguém fizera a música (não recordo o nome, agora) e pediu que Maux colocasse a letra. 

Ele disse que "mesmo não sendo a praia" dele, topou o desafio, fazendo uma letra interessante, com leve duplo sentido, a quem deu o título "Cadê papai". Entregou a letra para o autor da música e o Trio Juazeiro gravou. 

O que ele não esperava, porém, era o "estouro" da canção em termos nacionais.  E o maior responsável por tal fato foi Sílvio Santos !

Naquela época, durante o programa de domingo, Sílvio cantava várias músicas com as suas "colegas de trabalho". E assim, o público feminino cantava aos berros "Mamãe, cadê papai? Mamãe, cadê papai? Suas contas tão crescendo e o pagamento não sai..."

Em seu relato, o saudoso radialista dizia que, inúmeras vezes neste trecho da música, Sílvio Santos não se continha e soltava a sua gargalhada, uma vez que cantava com os dedos indicadores para cima, juntamente com o auditório, sugerindo que o que estava crescendo eram as "pontas" e não as "contas"...  Sem contar outro trecho, em que colocava uma cara bem séria para dizer "a mamãe já está podendo, papai pode viajar..."

Por 11 domingos seguidos a música foi cantada em rede nacional. E Wilson acrescentava: "quando Sílvio dizia, 'E agora... cadê papai?" e o público vibrava, eu mesmo achava engraçado tudo aquilo ali “...  

Agradecemos ao professor Mario por mais esta revelação do talento multimídia do inesquecível Wilson Maux, que infelizmente nos deixou 2011.

Fonte Utilizada:

www.forroemvinil.com.br

 
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