Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa

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Hoje postaremos a música instrumental "Campina Grande" do consagrado compositor Marcos Valle, feita em homenagem a "Rainha da Borborema".

Como curiosidade desta música, o professor Rômulo Azevedo revelou o seguinte:

"O irmão de Marcos Vale era piloto da aviação comercial e sempre falava para ele sobre o aeroporto João Suassuna de Campina Grande, na época (anos 60) um dos mais movimentados do norte-nordeste. De tanto ouvir falar nessa Campina Grande, Marcos fez a música mesmo sem conhecer a cidade. Esse é o fato relatado pelo próprio compositor. Em 1981 fiz um programa na Campina FM (juntamente com Flávio Barros que foi locutor da BBC de LONDRES) chamado "Alto Falante". O tema do programa era esse "baião" dos irmãos Vale. Quem me contou a história da origem da música foi o publicitário Lauriston Pinheiro que conheceu a dupla em uma boite do Rio de Janeiro (onde eles apresentavam show) e perguntou se a inspiração tinha sido Campina. Eles confirmaram contando a história que eu recontei prá voces."


O carioca Marcos Valle é considerado da segunda geração da bossa nova. Suas obras musicais fizeram muito sucesso no exterior e também por fazer parte de trilhas sonoras de vários filmes.

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ATUALIZAÇÃO, EM 1º DE MARÇO DE 2012

Como forma de ratificar ainda mais a afirmativa da postagem, Gustavo Silva Medeiros nos envia, através do intermédio do Professor e Jornalista Rômulo Azevedo, a citação sobre a homenagem à Campina Grande pelo compositor Marcos Valle, em destaque publicado na capa na edição do dia 29 de Fevereiro de 2012 do Jornal Correio da Paraíba.

Clique na Imagem para Ampliar


Um belíssimo registro fotográfico, datado da Década de 1970, da Praça José Américo; o conhecido 'Contorno do Tabernáculo', localizado nas proximidades do Açude Velho, que intercepta as Avenidas Brasília, Paulo de Frontin, Canal e Rua Fernandes Vieira.

A imagem foi extraída da extinta revista Manchete, da Editora Bloch, enviada ao BlogRHCG por Alírio Oliveira.

A Praça José Américo, originalmente, era um 'anexo' da Praça da Bandeira, em frente ao Colégio das Damas. Lá estava seu busto, posteriormente transferido para o local da foto acima!

Aliás, calha perguntar: Onde está, atualmente, o busto de José Américo que não se encontra mais neste local?





Espetacular imagem encontrada no jornal "O Globo Sportivo" no ano de 1952:



Como visto no texto, era a inauguração da quadra de volei do Colégio Alfredo Dantas, demonstrando mais uma vez a tradição do "CAD" nos esportes em nossa cidade. Destaque para o professor Severino Loureiro.



O Antes/Depois focado nesta postagem retrata o antigo Banco do Comércio, localizado na Rua Marquês do Herval, esquina com a Rua Pres. João Pessoa, tendo como referência adjacente a Praça do Relógio (hoje Praça João Rique).

Na foto vemos, também, a sede da Associação Comercial, quando ali funcionava. 

O antigo Banco dos Empregados do Comércio nos anos 30, depois Banco do Comércio e finalmente Banco do Comércio de Campina Grande S. A., inaugurou sua sede própria em 14 de março de 1938, tendo como gerente Aberlardo Aquino Fonseca. Atingiu o seu auge nos anos 60, com filiais em João Pessoa, Guarabira, Patos, Souza, Esperança, Cuité e possivelmente outras cidades. Foi incorporado em 1968 pelo Banco Aliança do Rio de Janeiro, também de propriedade de paraibanos. Em 1970, esse banco foi adquirido pelo Banco Itaú, que ali instalou sua agência. 

(Texto do colaborador Saulo Araújo)
por Rau Ferreira (*)

A segunda administração Bento Figueiredo (1938-1940) foi bastante profícua. Encontrara o município de Campina Grande com uma dívida de 907:355$100, assumiu o compromisso de “liquidar todo o passivo da prefeitura e depois iniciar obras mais recentes”. 

Em pouco tempo saldava o débito para com o Estado, quitando os serviços de luz e telefônes fornecidos pela Empresa de Luz S/A e Ericson do Brasil, realizando os seguintes melhoramentos: criação de uma biblioteca municipal, inaugurada em 09 de março de 1938;  construção de um campo de demonstração agrícola, em Bodocongó; implantação do Mercado e Matadouro Público; reforma e ampliação do Cemitério N. S. do Carmo, no Monte Santo. 

Em sua administração ainda promoveu serviços de meio-fio e linha d’água, alinhamento de ruas com respectivas desapropriações dos imóveis lindeiros; projetando as seguintes obras: instalação de uma fonte luminosa, na Praça Clementino Procópio; e construção de um relógio carrilhão para a sede do governo municipal.  

Em outubro de ‘38, o prefeito comparecia a uma solenidade realizada pela Academia “Dom Adauto”, na união dos moços católicos. Estiveram presentes o padre Severiano Mariano, Hortênsio Ribeiro (presidente do centro campinense de cultura), José (Zé) da Luz, professor Severino Loureiro (diretor do Grupo Escolar “Solon de Lucena”) e outras pessoas de destaque social. 

Bento Figueiredo era irmão de Argemiro, filho de Salvino Gonçalves Figueiredo e Luíza Viana Figueiredo. Assumiu a administração pública de Campina em duas oportunidades, de setembro à dezembro de 1935; e janeiro/1938 à agosto/1940.  

Ao término dessa segunda gestão, o perrepista passou o exercício do cargo ao secretário professor Manoel de Almeida Barreto, em 29 de julho de 1 940. 

Nessa cidade há uma rua em sua homenagem, no bairro universitário. Deixou como legado o livro “Necessidades de Campina Grande”, editado pela Imprensa Oficial em 1939. 


(*) Cidadão esperancense, bacharel em Direito pela UEPB e autor dos livros SILVINO OLAVO (2010) e JOÃO BENEDITO: O CANTADOR DE ESPERANÇA (2011). Prefaciador do livro ELISIO SOBREIRA (2010), colabora com diversos sites de notícias e história. Pesquisador dedicado descobriu diversos papéis e documentos que remontam à formação do município de Esperança, desde a concessão das Sesmarias até a fundação da Fazenda Banabuyê Cariá, que foi a sua origem. 


Referências: 
- DIÁRIO DE PERNAMBUCO. Recife, 25 de outubro de 1938. 
- MARTINS, Eduardo. A União: jornal e história da Paraíba, sua evolução gráfica e editorial. 2ª Edição. Editora A União. João Pessoa/PB: 1977. 
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Bento_Figueiredo, acesso em 16/05/2015.
Félix Araújo nasceu na cidade de Cabaceiras, no Cariri Paraibano, filho de Francisco Virgolino de Souza e Nautília Pereira de Araújo, casou-se com Maria do Socorro Douettes, em janeiro de 1947, com quem teve dois filhos: Maria do Socorro Tamar Araújo Celino e Félix Araújo Filho. Cursou o primário em Cabaceiras e prosseguiu seus estudos no Colégio Diocesano Pio XI (Campina Grande) e no Liceu Paraibano (em João Pessoa), concluindo o curso clássico em 1949. Foi aluno da Faculdade de Direito do Recife, porém, em virtude do seu falecimento, não foi possível concluir o curso.

Aos dezesseis anos, Félix de Souza Araújo já publicava artigos em jornais.

É autor dos poemas “Tamar”,  ”Dor",  "Fraternidade",  "Poemas Soltos” e “Carrossel da Vida”.

Foi pracinha voluntário da Força Expedicionária Brasileira (FEB). Lutou nos campos da Itália contra o nazifacismo, em 1943. Foi correspondente de guerra e fundou o jornal "Cruzeiro do Sul". Ao voltar, fixou residência em Campina Grande.

Criou o programa "A Voz dos Municípios" na Rádio Borborema de Campina Grande. Também, durante muitos tempo, manteve o programa "Carrossel da Vida", com leitura de crônica diária na Rádio Caturité.

Filiou-se ao PCB, disputando, por este partido, duas eleições: em 1946, para deputado federal e 1947 para deputado estadual. Deixou o PCB em 1948.

Instalou livraria – a “Livraria do Povo” (1946) - incendiada, criminosamente, por adversários ideológicos, sectários de extrema direita.

Em 1947, Félix liderou a campanha de Elpídio Josué de Almeida a prefeito de Campina Grande. Foi secretário de Educação e Cultura deste governo, introduziu o "Cinema Educativo". Coordenou a campanha eleitoral de José Américo de Almeida a governador da Paraíba (1950).

Elegeu-se vereador mais votado de Campina Grande em 1951, pelo PL (Partido Libertador). Integrou as comissões de Justiça, Legislação e Redação e de Educação e Cultura (1951 a 1953). Denunciou a corrupção. Rompeu com o prefeito Plínio Lemos e com o governador José Américo de Almeida. Escreveu o "Acuso", manifesto contra o governo de José Américo de Almeida. No mesmo ano, em 13 de julho de 1953, foi baleado, pelas costas, por João Madeira, guarda-costas do então prefeito de Campina Grande, Plínio Lemos. Momentos após o atentado, João Madeira foi encontrado - e preso - escondido na residência do citado prefeito. Félix Araújo faleceu aos 30 anos de idade em decorrência dos ferimentos, na Casa de Saúde Dr. Francisco Brasileiro, em Campina Grande – Paraíba.
Fonte Consultada: Wikipedia


Saibam mais:

Áudio:

Reportagem do jornalista da Rádio Cariri, Lenildo Ferreira, sobre a morte de Félix Araújo:


Vídeo:

Reportagem da TV Borborema sobre a história de Félix Araújo:


Um dos momentos mais dramáticos de Campina Grande foi à tragédia ocorrida na Praça da Bandeira, em 09 de julho de 1950. O assunto já foi abordado aqui no “RHCG” em POSTAGEM ANTERIOR.

Convém lembrar, que no dia 09 de julho estava ocorrendo à festa inaugural do Prédio dos Correios e Telégrafos de nossa cidade (o atual).


Assim, para evento de tal porte foram convidados artistas de forte expressão nacional, como Luiz Gonzaga, Emilinha Borba, Blecaute e outros. O grande problema deste evento patrocinado pelo Governo Federal, que apoiava Argemiro de Figueiredo, candidato ao Governo do Estado, era a forte disputa com José Américo de Almeida. Os ânimos assim estavam muito acirrados.

Os seguidores de José Américo resolveram ir às ruas, encontrando-se com os eleitores de Argemiro na Praça de Bandeira, começando assim uma confusão que resultou no tiroteio, história contada na postagem anterior deste blog, citada acima.

Feita esta pequena reminiscência, iremos ao assunto principal desta postagem, que é um vídeo feito com um dos presentes e, portanto sobrevivente daquele distante 9 de julho de 1950, que é o ex-vereador Mário Araújo, irmão do tribuno Félix Araújo. A entrevista foi feita pela Socióloga e Mestre em História, Maria Aparecida Barbosa de Figueiredo, que gentilmente cedeu ao “RHCG” o vídeo abaixo, filmado por Diego Rodrigo:

“Em 09 de Julho de 2012, comemorou-se um dos maiores episódios políticos da história campinense: A Chacina da Praça da Bandeira. Embora tenhamos muitos artigos e livros que tratem deste evento, optamos por rememorá-lo através do relato oral de um dos mais importantes políticos de nossa Paraíba, o ex-vereador Mário de Souza Araújo.
Seu Mário, como é mais conhecido, foi vereador por quatro mandatos e secretário de pasta em vários governos, inscrevendo-se assim como um dos personagens mais respeitáveis da política campinense e constituindo-se em memória viva da história desta cidade. Esta entrevista realizada em 30 de agosto de 2011 compõe parte de uma coletânea de relatos orais de memória de figuras ilustres da história política e social de Campina Grande e faz parte do nosso acervo pessoal”.
Autorizada em 30/09/2011 por Mário de Souza Araújo.
Maria Aparecida Barbosa de Figueiredo
Socióloga e Mestre em História – UFCG.

O importante registro histórico pode ser visto a seguir:

Como não poderia deixar de ser, o episódio foi amplamente divulgado na Imprensa Nacional. Recuperamos alguns destes registros, todos extraídos do “Estado de São Paulo” e que podem ser visualizados a seguir (cliquem para ampliar):
 




Nós que fazemos o blog, não podemos deixar de agradecer a Maria Aparecida, primeiro pelo importante registro e segundo, por disponibilizar este material, trazendo a tona à premissa que sempre norteou o RHCG, o de compartilhar a história.
A senhora Helena Nóbrega, através de nossa colaboradora Soahd Arruda, nos enviou o importante documento abaixo, relatando a constituição em nossa cidade do "ROTARY CLUB DE CAMPINA GRANDE - SUL" no dia 12 de março de 1965. Helena é filha de um dos fundadores, o Sr. Eufrasio Alves da Nobrega.


Como visto no documento, a fundação do importante órgão em nossa cidade, se deu em 15 de março de 1965. Segundo o site da organização: "O Rotary Club, é um Clube de Profissionais, que congrega líderes das comunidades em que vivem ou atuam, fomentando um elevado padrão de ética ajudando a estabelecer a  paz  e  a   boa   vontade  no  mundo,  e  que prestam serviços  voluntários não remunerados em favor da sociedade como  um  todo ou  beneficiando  em casos específicos,    pessoas  necessitadas ou  entidades que atuam também   em  favor de desamparados. Foi fundado por Paul Harris, em Chicago, nos Estados Unidos,  em  23/02/1905,  tem hoje representação em 207 países". Mais informações no site: http://www.rotarycgrandesul.com/

Posto Anti-Ofídico, 1925
O Posto Anti-Ofídico de Campina Grande foi fundado em 10 de dezembro de 1920 e era localizado  na antiga Rua Dr. João Leite (atual Rua João Pessoa), implantado pelo Dr. Arlindo de Assis, médico assistente do Instituto Vital Brasil, de Niterói-RJ.

A criação desse posto em Campina Grande atendeu a socilitação do paraibano Epitácio Pessoa, então Presidente da República, e era o único do tipo na região Nordeste.

O posto desenvolvia atividades voltadas a extração de veneno de serpentes e fornecimento de soro em atendimento aos casos ocorridos na região. Todavia, tinha no trabalho didático da divulgação de conhecimentos da profilaxia e do ofidismo à comunidade local, além de fornecer gratuitamente material destinado à captura de serpentes.

De acordo com o Annuário de Campina Grande do ano de 1925, o funcionário que era responsável pelo atendimento no Posto era o Sr. Paulo Gangorra.

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Série: "Annuário de Campina Grande 1925" (Parte 1/RHCG)
Gentilmente cedido pelo colaborador Jônatas Rodrigues


Foto curiosa que mostra o Largo da Matriz de uma forma que poucos campinenses ainda vivos conheceram!

Este cenário fotografado está compreendido entre os anos de 1922 a 1933, explicando: o Monumento da Independência - ao centro na imagem - foi inaugurado em 07 de Setembro de 1922, em comemoração aos 100 da Independência do Brasil, bem como foi destruído onze anos depois, em 24 de Outubro de 1933, para dar 'passagem' à Avenida Marechal Floriano Peixoto.

Já o Paço Municipal, prédio à direita na foto, foi inaugurado em 1879 e derrubado no ano de 1942!
 
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