Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa

QUAL ASSUNTO VOCÊ ESTÁ PROCURANDO?

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Uma das mais belas imagens da primeira metade da Década de 1930 já postadas, mostrando um pequeno enquadramento do 'layout' do Centro da cidade com elementos e disposições arquitetônicas já inexistentes; como a interrupção da Av. Floriano Peixoto, a Usina de Luz e a Igreja do Rosário; Detalhe para o Cine-Theatro Capitólio aparentemente em processo de construção na área onde havia a Sociedade Deus e Caridade!


1.: Igreja de Nossa Senhora do Rosário
2.: Área da Praça Clementino Procópio
3.: Parte da Av. Mal. Floriano Peixoto
4.: Parte do Grupo Escolar Solon de Lucena
5.: Usina de Luz e Força
6.: Cine-Theatro Capitólio em construção
7.: Rua 13 de Maio
8.: Terreno recuado, utilizado como feira livre


BLOG RHCG - NOTA DE FALECIMENTO

Cumprimos o doloroso pesar de comunicar o falecimento do Sr. Geraldo Medeiros Araújo, advogado, pai de Adriano Araújo, criador e editor deste Blog.

À Adriano e toda sua família consternada com este lamentável desaparecimento, dedicamos nossas orações de conforto e fortalecimento espiritual.

Tão logo tenhamos maiores detalhes sobre locais de velório e sepultamento, atualizaremos esta postagem.
Foto Acervo Familiar: Cedido por Aldo Gaudêncio
A foto acima seria somente mais um registro familiar, se o seu cenário não se tratasse do secular Açude Velho, no longínquo ano de 1938! O advogado Aldo Gaudêncio nos presenteou com esta belíssima imagem que, de antemão, já entra para o acervo de fotos raras disponibilizadas neste Blog.

Segundo a descrição informada por Aldo,
"(...) o registro no açude velho, no dia 02 de fevereiro de 1938, com a presença de duas Senhoras, que, da esquerda para direita são: Nilda Brito e Zilda Brito. Ambas são irmãs e naturais de Serra Branca/PB, filhas de Alexandrino Correia de Queiroz e Inácia Brito. Nilda Brito é a mãe de Jobedis Magno, colaborador do blog.

Perceba que na foto há escrito a data e o local, o que não deixa dúvida para mim desta informação.

Perceba também burros a beira d`agua, haja vista que à época Campina Grande vivia o apogeu do comércio algodoeiro, e estes animais eram comuns em nossa cidade trazendo os fardos de algodão."



Aldo Gaudêncio
Advogado e Professor Universitário
Twitter: @aldogaudencio

Muito antes do Parque Evaldo Cruz, muitas vezes já retratado no BlogRHCG, ali havia o até hoje nominado 'Açude Novo', manancial construído para aumentar o suporte de água da população em 1830. 

Ao lado do reservatório, também havia uma referência que se tornou histórica: um local conhecido como 'os coqueiros de Zé Rodrigues', área geográfica onde hoje se encontra o Parque do Povo!

Ao longo da História deste Blog, muito já se citou e até se mostrou (mesmo que de longe), esta conhecida e saudosa área...  o que nunca tínhamos postado era uma foto mais próxima, quiçá, dentro do local, como agora trazemos, saciando uma grande curiosidade para quem não viveu aquela época!

A foto postada foi possível através da colaboração de Saulo Araújo, sendo Álvaro Araújo, o elegante senhor protagonista da foto, um dos ex-diretores do Banco do Comércio.

Abaixo, alguns comentários sobre os Coqueiros...




Se ocorresse hoje seria mais um número na estatística, porém, há mais de 30 anos, o fato causou grande comoção em Campina Grande. Estamos falando do crime do Monstro do 40, um assunto que não queríamos abordar, mas sem dúvida nenhuma tornou-se uma parte de nossa história, muito triste por sinal.

Era outubro de 1983, a criança de 7 anos Izabel Cristina Barbosa Dias, a “Belinha”, foi morta por Manuel Guimarães Dias, crime ocorrido em Campina Grande e que alcançou mídia nacional.

Manuel Guimarães Dias, o "Monstro do 40"

O delito ocorreu no dia 17 daquele mês, quando Izabel saiu do grupo escolar Melo Leitão no Bairro do Jardim Quarenta, local de seu estudo. Manuel que à época tinha 32 anos viu a criança sozinha indo para casa e a abordou, convencendo-a a segui-lo até uma rua pouco habitada naquele ano de 1983 (Rua Américo Carneiro). 

A Rua Américo Carneiro, no Quarenta, local da morte de "Belinha"

Lá, seguiram para uma casa em construção e Manuel estuprou e matou Belinha com 13 facadas.

A casa em construção em 1983, local da tragédia

O maníaco foi preso quase imediatamente após o crime, pelos soldados Georgetown e Teixeira. Ele foi denunciado por um pedreiro que fazia uma obra em local próximo ao ocorrido e viu que o criminoso estava ensanguentado e com a faca do homicídio em punho. Em depoimento, o bandido revelou algo tenebroso e triste: “Vou dizer a mamãe, vou dizer a mamãe”, era o que gritava Izabel a cada facada que recebia.

“Belinha” foi sepultada no dia 18 de outubro no Cemitério do Cruzeiro, com grande multidão acompanhando seu enterro, revoltados e gritando palavras de ordem contra o “Monstro do 40”, como o criminoso ficou conhecido a partir de então.

Após sua prisão em flagrante, Manuel Guimarães passou por um rigoroso exame de faculdades mentais, realizado no Instituto de Psiquiatria Forense de João Pessoa, a pedido de um advogado e que revelou que o “Monstro do 40” era completamente normal, ou seja um “assassino de mente sã, frio e calculista”, segundo a constatação do Psiquiatra responsável pelo exame. 

Foi julgado e condenado em 1984, quando por insistência do Juiz de Direito, Luciano Gadelha, o advogado Francisco Maria resolveu defendê-lo. A insistência foi pelo fato de nenhum advogado querer defender o maníaco, em face da forte comoção contra o criminoso.

Em dezembro de 1984, uma grande multidão acompanhou o julgamento no Fórum Afonso Campos, que naquele ano ainda localizava-se na Avenida Floriano Peixoto. Para surpresa de todos os presentes no Fórum, Manuel negou a autoria do crime, o que foi ignorado pelos jurados: resultado 7x0. Foi condenado a 30 anos de prisão.

O "Monstro do 40" chegando para seu julgamento

Manuel Guimarães Dias cumpriu 19 anos de pena e segundo reportagem da TV Borborema de 2012, seguiu para São Paulo quando assassinou um irmão. Poucos dias depois o “Monstro do 40” foi encontrado morto. Assista a reportagem:


Após a morte de “Belinha”, vários casos de milagres foram atribuídos a menina, chegando-se a tentar a construção de uma Capela no local de sua morte, o que não ocorreu. Hoje o local do crime é uma casa residencial. 

Altar improvisado no local do assassinato em 1983

Sem dúvida, um crime que jamais será esquecido pela população campinense.


Fontes Pesquisadas:

-DA VIOLÊNCIA A SANTIDADE: UMA LEITURA DO CASO IZABEL CRISTINA – EDUARDO LEMOS PORTO (Trabalho de Conclusão do Curso de História da Universidade Estadual da Paraíba) 
-REPORTAGEM DA TV BORBOREMA EM 2012
-DIÁRIO DA BORBOREMA (ACERVO)
-JORNAL DA PARAÍBA (ACERVO)

Recebemos do colaborador Oton Uchôa Neto, o raro material abaixo do acervo do Diário da Borborema, suplemento "Revista Tudo" de 24 de agosto de 1986. Trata-se de uma entrevista do comerciante Oton Uchôa dada a Ronaldo Dinoá, quando ele fala de sua história e principalmente da Rua João Pessoa. Nossos leitores podem ler a entrevista clicando nas imagens abaixo:





Da série "uma das maiores raridades já postadas", a imagem acima mostra o Açude Novo, manancial construído por volta de 1830 para suprir a necessidade de água da população campinense, quando o Açude Velho se mostrava insuficiente para atender a demanda.

As nomenclaturas surgiram, justamente, após sua construção quando passou a fazer sentido a conotação de antigo e novo.

Enquanto reservatório d'água, o Açude Novo marcou época em nossa cidade; era um local de lazer da população campinense. As jovens desta foto ficaram eternizadas na história, assim como essa paisagem, de um passado muito distante. Segundo comentário postado por Marconi Alves, "Nesse local, onde as pessoas estão sentadas, era um pluviômetro. Ficava ao lado da casa de dr. Bonald Filho."

A foto, que ainda mostra parte do Convento das Clarissas ao fundo, pertence ao acervo pessoal de Leonice Arruda Alcântara, cedida ao BlogRHCG por intermédio da Colaboradora Soahd Arruda.
CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR

A marca 'O Maior São João do Mundo', em poucos anos, já se mostrava uma festa junina triunfante, justamente pala audácia dos trinta dias do evento, bem como pela massiva participação dos campinenses.

Em 1988, há poucos anos da inauguração do Parque do Povo, e último ano de mandato do Prefeito Ronaldo Cunha Lima, 'criador' da festa, o nacional "O Globo" noticiava com destaque em sua edição do dia 16 de Junho a extensa pretensão de oferecer forró durante todo o mês de Junho, além de citar a então 'prosperidade' do entreposto geográfico e o bom clima oferecido pela Rainha da Borborema!


Escolinha do Professor Nicolau - Auditório da Rádio Borborema - Década de 1950
Foto Acervo: Iône Macedo

Um dos marcos da programação pretérita da Rádio Borborema foi, sem dúvida, o programa “A Escolinha do Professor Nicolau”, criada pelo professor Fernando Silveira.

O formato do humorístico nos remete à recente lembrança de outra atração nos mesmos moldes produzida e exibida pela Rede Globo, a ‘Escolinha do Professor Raimundo’. 

O programa contava com um cast de radioatores notáveis, como Hilton Mota, Genésio de Sousa, Eraldo César, Aderson Costa, Dinaldo Barreto, Silvinha de Alencar, Edileuza Siqueira, Joel Carlos, Evandro Barros, dentre outros, que davam voz aos personagens da escola, à exemplo de Chico, Alfreu, Bobozinho e Linda. 

Chico era um aluno ignorante que xingava sempre o professor; Bobozinho era um aluno ingênuo, que sempre fazia perguntas idiotas; Afreu, um aluno que sempre defendia o professor, aprovando tudo o que ele dizia; e Linda, uma aluna inteligente, que sempre corrigia o professor.

Dentre os grandes nomes que compunha o elenco, destaque para Rosil Cavalcante, que encenava o próprio Professor Nicolau.

A turma abria o programa cantando o tema da Escolinha que, entre outros trechos, havia: 

“Na escola do Nicolau, nóis vai desaprendê, alegre-gre-gre, cantando-do-do, (...); Salve a escola ideal do ignorante Nicolau (do Nicolau), quem não quisé aprendê, no fim do ano leva pau (pararapapau, pa-pau )”.  

Agradecimentos:
Walmir Chaves
Iône Macedo


ATUALIZAÇÃO (16 de JUNHO de 2015):

Graças ao arquivo da senhora Leonice Arruda Alcantara, através da intervenção sempre precisa de nossa estimada colaboradora Soahd Arruda, conseguimos mais uma foto rara do programa da Rádio Borborema, a qual podemos visualizar abaixo:

Escola do Professor Nicolau - Rádio Borborema

É a história do rádio campinense sendo aos poucos resgatada pelo Blog RHCG.
 
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