Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa

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Edifício Rique, Rua Marquês do Herval, antiga sede do Banco Industrial de Campina Grande. Foto comparativa de Aídes Brasil.

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A polêmica reforma urbanística empreendida no Governo Vergniaud Wanderley, no final da Década de 30 e início da Década de 40 apagou da existência uma série de imóveis no Centro da Cidade, à exemplo do Paço Municipal e da Igreja do Rosário, dentre outros.

Além de ter posto fim em quase todos os becos e travessas, uma rua inteira deixou de existir: a Rua do Progresso!



A extinta Rua do Progresso ficava na convergência à esquerda no sentido Av. Floriano Peixoto - Rua Marquês do Herval, conforme mostra a foto. Sua extensão ia até a Rua Treze de Maio, nas proximidades do (hoje) Restaurante Vila Antiga. 

Ainda na foto, vemos o Colégio da Imaculada Conceição (Colégio das Damas) à direita e, ao centro, o pequeno canteiro que mais tarde se incorporaria à Praça da Bandeira.
Wilson Maux
O "Blog RHCG" relembra hoje dois ícones que fizeram história no rádio campinense: o inesquecível Wilson Maux, falecido em 2011 e Joacir Oliveira, que infelizmente nos deixou neste mês de outubro. o registro sonoro é uma entrevista dada por Maux a Joacir, que faz parte do acervo de Gilberto Mota e que foi enviado ao blog por um colaborador ilustre, Fred Ozanan, que já foi alvo das páginas desta reminiscência histórica.

Sobre Maux, reproduzimos este obituário publicado na Folha de São Paulo no ano de 2011:

Ele despertava Campina Grande

ESTÊVÃO BERTONI 

De segunda a sábado, às 4h da manhã, quem tinha o rádio sintonizado na Campina Grande FM podia ouvir o radialista Wilson Silva Maux dizer: "Desperta, Campina".
Era esse também o nome do programa musical que ele apresentava na cidade de Campina Grande (PB), onde morou nos últimos 23 anos.
Nascido em Recife (PE), Wilson era neto de franceses, de quem herdou o sobrenome cuja pronúncia é "mô".
Aos cinco anos, ele, filho de um comerciante, mudou-se com a família para Natal (RN), onde conheceu a mulher. Casou-se aos 18 anos.
Nessa época, participava do teatro estudantil. O irmão de Conceição era diretor do sindicato dos atores e por isso o casal se conheceu.
A carreira como jornalista, Wilson começou após voltar para Recife. Vivia, por sinal, trocando de cidade: estava ora em Recife, ora em Natal.
Por um tempo, morou em São Paulo e no Rio, onde dizia ter conhecido Manuel Bandeira, que sempre lhe pedia para declamar poemas, devido a sua voz de locutor.
Na capital paulista, trabalhou na Excelsior, rádio São Paulo e no "Última Hora".
Atividades com o teatro ele sempre teve, como ator ou diretor. Contava da vez em que, nos anos 60, fez uma seleção no interior de SP para a encenação de o "Auto da Compadecida". No teste, deu o papel de palhaço a uma jovem de 14 anos chamada Regina Duarte. Foi o primeiro trabalho da atriz, revelada ali.
Na segunda, pouco antes de sair de casa para apresentar seu programa, morreu aos 72, após sofrer uma parada cardíaca. Deixa viúva, duas filhas e três netas. 

coluna.obituario@uol.com.br


Joacir Oliveira
Joacir Oliveira, o "Cabeção", foi apresentador de vários programas nas emissoras de rádio de nossa cidade. Com uma bela voz, inclusive com várias vinhetas famosas, Joacir chegou a ser ator no programa radiofônico "Flama", sucesso nos anos 60 e também foi narrador de futebol, onde mesmo sendo trezeano assumido, procurava ser imparcial.

Joacir morreu em virtude de uma embolia pulmonar, decorrente de um transplante de coração.

O áudio a seguir marca o encontro das duas lendas de nossa radiofonia, no programa "Madrugada Alegre" da Rádio Campina Grande FM 93.1. Aproveitamos para agradecer a Gilberto e Fred, a confiança dada ao "Retalhos". Escutem o áudio clicando no link abaixo:




Foto curiosa, que mostra a esquina das Ruas Vidal de Negreiros com Desembargador Trindade. A construção em destaque seria inaugurada em 22 de Fevereiro de 1936, durante os festejos momescos, e trata-se da sede social da Sociedade Recreativa Campinense Club, o 'Palacete', como assim fora chamado.

Segundo dados dispostos no Blog do Campinense, parte do material usado para a construção, que começou no ano de 1933, veio da demolição da Cadeia Velha, que se localizava em parte da área onde hoje é a Praça Clementino Procópio.

Ao fundo, destaque para o Açude Velho com o Asilo Deus e Caridade e sua capela do outro lado da margem do manancial.

A probabilidade é que esta foto tenha sido capturada entre os anos de 1935 e 1936, haja vista a presença do citado Asilo,construído em 1935 bem como pela data de inauguração do Campinense Club, 1936.

Sede Pronta - Inaugurada em 1936


Já falamos aqui no “RHCG”, das participações de Campina Grande no programa Silvio Santos. Mas o que talvez nossos amigos que acompanham o blog não saibam, é que uma música, cuja letra foi escrita por uma pessoa que amava nossa cidade, caiu nas graças do antigo “Homem do Baú”.

Antes de revelarmos o motivo, escutem a música “Cadê Papai”:


A música que é cantada pelo Trio Juazeiro, teve a letra escrita pelo saudoso radialista Wilson Maux, um dos ícones da comunicação paraibana.
 Trio Juazeiro e Wilson Maux

O historiador Mario Vinicius Carneiro Medeiros nos conta mais detalhadamente, curiosidades sobre a composição:  


Uma das coisas que faço nas (raras) horas vagas, é ficar na net pesquisando sobre discos antigos. Certo dia, encontrei um disco do Trio Juazeiro e, curiosamente, encontrei o nome do compositor, o mesmo do nosso saudoso radialista.

Algum tempo depois, em uma conversa na calçada dos Correios, falei para Wilson sobre o fato. Ele riu e disse que aquilo fora quase que por acaso. Alguém fizera a música (não recordo o nome, agora) e pediu que Maux colocasse a letra. 

Ele disse que "mesmo não sendo a praia" dele, topou o desafio, fazendo uma letra interessante, com leve duplo sentido, a quem deu o título "Cadê papai". Entregou a letra para o autor da música e o Trio Juazeiro gravou. 

O que ele não esperava, porém, era o "estouro" da canção em termos nacionais.  E o maior responsável por tal fato foi Sílvio Santos !

Naquela época, durante o programa de domingo, Sílvio cantava várias músicas com as suas "colegas de trabalho". E assim, o público feminino cantava aos berros "Mamãe, cadê papai? Mamãe, cadê papai? Suas contas tão crescendo e o pagamento não sai..."

Em seu relato, o saudoso radialista dizia que, inúmeras vezes neste trecho da música, Sílvio Santos não se continha e soltava a sua gargalhada, uma vez que cantava com os dedos indicadores para cima, juntamente com o auditório, sugerindo que o que estava crescendo eram as "pontas" e não as "contas"...  Sem contar outro trecho, em que colocava uma cara bem séria para dizer "a mamãe já está podendo, papai pode viajar..."

Por 11 domingos seguidos a música foi cantada em rede nacional. E Wilson acrescentava: "quando Sílvio dizia, 'E agora... cadê papai?" e o público vibrava, eu mesmo achava engraçado tudo aquilo ali “...  

Agradecemos ao professor Mario por mais esta revelação do talento multimídia do inesquecível Wilson Maux, que infelizmente nos deixou 2011.

Fonte Utilizada:

www.forroemvinil.com.br

Quando Campina Grande se encontra, atualmente, em um momento delicado com referência à sua identidade junto à imprensa, destacamos alguns antigos periódicos que fizeram o papel de arautos das notícias em nossa Rainha da Borborema em suas épocas.

"A Batalha": Fundado em 1934, foi o primeiro jornal de circulação diária da cidade. 

"O Comercio": Fundado em 1935, Dirigido por Lino Gomes Filho

"Voz da Borborema": Fundado em 1937, Dirigido por Acácio Figueiredo 

"Jornal de Campina": Fundado em 1933 (1ª Fase), Dirigido por Ernani Lauritzen 

"O Globo": Fundado em 1952, Dirigido por Francisco Asfora; Redator: Josué Silvestre 

"O Rebate": Fundado em 1930, Dirigido por Luiz Gil de Figueiredo 
 


Muito antes de se tornar o popular "Gabinete do Prefeito", o Palácio do Bispo, como assim sempre fora chamado o prédio construído pela Diocese de Campina Grande, abrigou o Instituto Pax que era dirigido também pela Ordem das Missionárias de Jesus Crucificado, fundado em 1959.

As fotos dispostas nesta postagem se encontram em nossa fanpage do Facebook e foram cedidas por Carminha G. Coutinho, que encaminhou o seguinte comentário:

"No Instituto PAX existia o curso de Formação Familiar, que funcionava no atual Gabinete do Prefeito. Algumas lembranças do ano de 1959. Nesta época saudosa, se preparavam para se tornar boas donas de casa. Ao final do curso, fazíamos um bolo e a festa de conclusão com todos os nossos familiares". 



O Blog "RHCG" presta uma homenagem a Joacir Oliveira, famoso radialista da cidade, que infelizmente nos deixou neste mês de outubro. É uma reportagem encontrada no jornal "A Palavra" pelo nosso amigo do blog "Tataguassú", José Ezequiel, que vem fazendo um brilhante trabalho no resgate histórico da cidade vizinha de Queimadas. A reportagem pode ser visualizada a seguir:


Joacir foi um dos primeiros divulgadores do RHCG, no programa "Mesa de Bar" da Rádio Cariri. No arquivo do blog, temos alguns programas disponíveis, bastando procurá-los em nossa busca de arquivos.

Abaixo, um trecho do jogo Treze x CRB, pela Série C do Campeonato Brasileiro de 2013, gol narrado por Joacir Oliveira, que também marcou o rádio campinense na transmissão esportiva.

Sensacionais imagens de Campina Grande em 1958, mostrando o centro de nossa cidade e o cotidiano de uma cidade que era só prosperidade:



Nossa colaboradora, Mônica Torres, deu um toque todo especial as imagens acima, colocando cor. Seu belo trabalho pode ser visto a seguir:



Fonte: Imagens do Arquivo Nacional
Atualização da Postagem, em 13/10/2014:




Fruteira de Cristino Pimentel (ao centro)
Encontrada a foto acima, nas postagens de Antonio Ailson Costa, digníssimo cidadão esperancense, porém radicado em Campina Grande, com serviços prestados no comércio onde operou o antigo Supermercado Feijão Verde, vem à calhar concomitar o texto abaixo, de autoria do ex-deputado federal Evaldo Gonçalves, que faz um resgate memorial da antiga 'Fruteira de Cristino', estabelecimento outrora existente no Pavilhão Epitácio, vizinho à Livraria Pedrosa. 

Será um deleite para nossos leitores nomear cada um dos ilustres figurantes desta foto, onde começamos por Seu Pedrosa, terceiro da direita para a esquerda.

Segue abaixo, o texto publicado no site Vitrine do Cariri, em 06/06/2011, escrito por Evaldo Gonçalves.

Sábados Mágicos de Hildeberto

Deliciei-me lendo neste final de semana a crônica de Hildeberto Barbosa sobre os seus sábados no Mercado da Madalena, em Recife, quando se tornavam mágicos ao se encontrar com Jomar Muniz, Bráulio Tavares, e ainda na Barraca de Aluízio com Alice, Antônio e Janilto, e, por via deles, com Drumond, Augusto, Bandeira e Ledo Ivo. Para o consagrado crítico, todo sábado é mágico, sobretudo, “quando estamos no Mercado da Madalena, em Recife, e é São João”.
   
Sua leitura me fez lembrar os meus sábados na antiga Fruteira de Cristino Pimentel, depois transformada em Bar, nos fundos da Livraria Pedrosa, do grande poeta José Pedrosa, no Beco 31, em Campina Grande. Ali, religiosamente, nos encontrávamos aos sábados, eu, Hélio Soares, Orlando Almeida, Waldecir Villarim, Chico Maria, Geraldo Dias, e, quando o trabalho permitia,José Carlos da Silva Junior. Ali, as conversas giravam em torno da política, da economia e do cotidiano campinenses.
   
Não eram tais sábados mágicos com os de Hildeberto, com certeza. Todavia, para mim serviam de tônico para as minhas reservas emocionais, exauridas com as caminhadas que fazia, a título de assinatura do “ponto”, na rua Maciel Pinheiro, Cardoso Vieira e parada obrigatória no Calçadão do café São Braz, antes de chegar na rua Monsenhor Sales, onde ficava o Bar do Beco  31, de cervejas bem geladas e atraentes aperitivos.  
   
Dali, reconfortado com as conversas e piadas, viajava ou para o cariri ou o curimataú, onde permanecia na noite do sábado e durante todo o domingo em contato com as tais bases eleitorais, que, por conta da minha presença e do meu trabalho, foram responsáveis por seis mandatos consecutivos nos parlamentos estadual e federal, durante os 24 anos em que integrei o Poder Legislativo da Paraíba e do País.
   
Eram, sim, menos lúdicos. Porém, igualmente sábados mágicos, pois nos retemperavam a todos os que deles participavam, e nos mantinham com esperança de dias melhores e saldos maiores em termos  das nossas aspirações cidadãs. Ademais, se constituíam tais encontros em momentos de atualização de problemas, reivindicações, assuntos de natureza política e social, com os quais permanecíamos comprometidos, todos, independentemente de nossas tarefas rotineiras e posições políticas.
   
A Fruteira de Cristino Pimentel, o grande cronista campinense, fechou com o seu falecimento. O Bar, que nos acolhia com os nossos sonhos e ilusões, fechou para dar lugar a uma casa menos cultural e mais pragmática. Resta-nos, sobreviventes desses momentos mágicos dar estes testemunhos, agradecendo pelos tonificantes eflúvios por eles propiciados, como forma de gratidão por terem existido. Fica explicada a magia de que fala o Mestre Hildeberto Barbosa. Repitamos: todo sábado é mágico, mesmo que não sejam iguais aos do Mercado da Madalena.


 
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