Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
retalhoscg@hotmail.com

QUAL ASSUNTO VOCÊ ESTÁ PROCURANDO?


O Grupo Escolar Dr. Chateaubriand, localizado na Rua Campos Sales, no bairro de José Pinheiro, foi fundado no ano de 1952 e é um dos educandários mais tradicionais de Campina Grande, atendendo a população da Zona Leste da Cidade.

Foi instalado na gestão do então prefeito Plínio Lemos, que também construiu naquela mesma área o Estádio Municipal que levava seu nome, recentemente transformado no espaço esportivo 'Vila Olímpica', na gestão Veneziano Vital.

Anuário de Campina Grande 1925, cedido por Jônatas Pereira

Seu nome é uma homenagem ao Dr. Chateaubriand Bandeira de Melo, médico natural de Cabaceiras, que serviu a sociedade de Campina Grande, sendo considerado o mais antigo profissional a exercer a medicina em nossa cidade, segundo o Anuário de Campina Grande 1925.

As fotos abaixo foram enviadas pela colaboradora Gabriela do Ó e pertencem ao acervo da sua tia, a Sra. Guia do Ó e retratam alguns eventos ocorridos na citada escola em áureos tempos pretéritos, conforme descrições nas legendas.



Foto1.: Inauguração do Parque Infantil do Grupo Escolar Municipal Dr Chateaubriand, tendo como diretora D. Maria de Lourdes Arruda na gestão de Newton Rique.

Foto: Newton Rique, José Loureiro, João Viana ; Alunos representantes da escola: Sonia (atual diretora da Escola Normal), Maria Araujo e Lucia Arruda, a pequena filha de D. Lourdes.


Foto 2.: Apresentação dos alunos do Grupo Escolar Municipal Dr Chateaubriand ao então prefeito da época Elpidio de Almeida, Evaldo Gonçalves (vereador) e as professoras à mesa, a Sra. Terezinha Leite e Djali Carolino.
Alunos da escola - Na frente: Lizzie Keyle Costa, Lewis Costa e Lúcia Costa, filhas da então vice - diretora Guia do Ó. A sanfoneira é Ozeni Bento e os demais são sanfoneiros e alunos.


Foto 3.: Corpo Docente do Grupo Escolar Dr. Chateaubriand tendo como diretora D. Maria de Lourdes Arruda, na gestão de Elpidio de Almeida.

Professores: Raul Pristhon - Artes Cênicas; Guia do Ó; Maria Daluz; Aurea Nepomuceno - Auxiliar administrativo; Marieta - auxiliar administrativo; Maria do Socorro; Djali Carolino; Maria de Lourdes; Acidalia; Theones Sabino - Música e Canto; e as crianças são filhos dos professores.


Foto4.: Evento: apresentação de uma peça infantil, no auditório do Grupo Escolar. Tendo como Diretora: Mª de Lourdes Arruda. Prefeito: Elpidio de Almeida
Elenco do 1º teatro infantil do grupo, o professor era Raul Pristhon - pessoa vinda do Recife, descedente de ingleses, convidado por Elpidio. O elenco era formado pelos alunos do Grupo uma das crianças é Lizzie Keyle, filha de Guia.

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Mais uma vez agradecemos a prestatividade da universitária Gabriela do Ó, que comumente nos remete as valiosas fotografias do acervo familiar, atendendo ao intento principal desse espaço, que é resgatar e divulgar  nossos fatos Históricos, principalmente aqueles bem guardados nas 'gavetas' daqueles parentes com mais vivência, sem a necessidade de se desfazer do seu registro.

Residência Rua Peregrino de Carvalho
Foto: Acervo Walter Tavares

Walter Tavares, exímio memorialista, guardião de grandes vivências da história de Campina Grande, há alguns dias postou em seu perfil do Facebook a notícia de que uma das residências mais antigas do Centro da cidade estaria para ser demolida.

Dentre incontáveis comentários, claro que lamentando o possível fato, destacou-se o relato de memória enviado pela médica campinense Vânia Barbosa, filha do casal Manoel Barbosa e Maria Lopes Barbosa, de grandes e valorosos serviços prestados à Rainha da Borborema.

Em um espetacular exercício de memória, Vânia nos brinda com uma magnífica e saudosa descrição da Rua Peregrino de Carvalho e seus moradores, nos áureos tempos de sua infância.

A seguir, a íntegra postada por Walter Tavares:

"TEXTO DA MÉDICA VÂNIA BARBOSA enviado de Rheinfelden, na Suiça, onde ela mora. - Um Importante depoimento da querida amiga sobre a casa histórica da rua Peregrino de Carvalho:

"Acordei agora e vi esse compartilhamento do meu querido irmão Renan Barbosa, que me trouxe imediatamente um livro de memórias aos olhos.

Queridos Walter Tavares e Maria Ida Steinmuller nós moramos muitos anos vizinho a essa casa! Essa casa era habitada pelas irmãs Iracema e Ivan Agra nos anos 60, quando o Posto de Enfermagem Manoel Barbosa era a casa do lado. Elas ainda permaneceram ali por muitos anos. A nossa casa acho que foi demolida e transformada numa lanchonete ainda cedo.

Eu quando pequena subi nessa muralhinha da frente, mostrada nesta foto, e um dos colegas de rua empurrou minha cabeça na direção dessas pontas de ferro, o que me rendeu um ferimento na região submandibular que foi prontamente sanado com uma sutura rápida feita por papai. Tenho a pequena cicatriz até hoje.

Ivan e Iracema eram nossas vizinhas do lado esquerdo, em direção à estação rodoviária. Do lado direito em direção a Floriano Peixoto moravam D. Laura, seu esposo o fazendeiro Sr. Zezinho Agra e seus brilhantes filhos. Uma das netas Semiramis Agra conheci lá ainda bebê e guardamos uma relação de amizade até hoje. Vizinhos maravilhosos!

Tempos de infância incomparáveis naquela rua.

No início só tínhamos rádio, mas sem intenet e redes sociais, conhecíamos todos os vizinhos de uma ponta a outra da rua e das ruas vizinhas também. Lembro de quase todos.

Na esquina da rodoviária morava o renomado dentista Dr. José Gregório, com uma enorme descendência de respeitados profissionais em C. Grande, Recife, etc.

Os pais de Glória Cunha Lima moravam também na Peregrino de Carvalho, muito próximo a essa casa, do mesmo lado. Adorava ver Ronaldinho, o filho do saudosos Ronaldo Cunha Lima, quando vinham de férias do Rio de Janeiro.

Daquele lado havia Leo, uma senhora bela, além de sua época, que tinha locadora de filmes de cinema, aqueles grandes rolos. Tudo lá era decorado com imensos posters de filmes. Acho que bem vizinho a Leo havia a loja do cortume dos Motta, onde conheci Rossana Motta Mota e a admirava por sua beleza. Ela ia ali quase todos os dias e ficava ali ao lado de seu pai. Desse lado ainda o legendário Alonso, sapateiro, que depois mudou-se para o outro lado. Do mesmo lado o escritor e professor de português Fernandinho, com sua mãe D. Eulália.

Eu me lembro que o escritor Josué Silvestre se hospedava em casa de parentes do outro lado da rua. Na esquina do outro lado também morava o ex-vereador Souza da Pipoca que nos presenteava com bacias gigantescas de pipocas hoje chamadas caritó. Fritávamos as pipocas na manteiga naquelas gigantes panelas e fazíamos uma festa com as crianças da rua.

Tínhamos uma verdadeira trupe de rua.

Mais perto da feirinha de frutas morava Marconi Mota, com sua mãe D. Lucila e sua irmã, pessoas muito queridas. Poderia falar horas sobre essa rua enorme, suas lindas casas no estilo dessa da foto, e sobre quase todos os seus moradores: no fundo éramos uma grande família com todos seus ingredientes: intrigas, brigas, festas, amores, risos, amizade, brincadeiras, solidariedade etc.. Ali conhecemos muitos outros vizinhos, todos maravilhosos: Isabella Figueirêdo Fernandes Jatobá, Ednamai Nóbrega, Edilton Rodrigues Nobrega, dentre outros.

Ah, como poderia esquecer da sede da Rádio Caturité? Lembra Gilson Souto Maior? À noite subíamos uma escada mágica para irmos ouvir programas com cantores ao vivo: Marinês, uma loira chamada Madalena? (esqueci o resto do nome), e trios de forró.

Tinha um famoso ator da globo, cuja mãe se não me engano também morava lá. Médicos, escritores, dentistas, professores, intelectuais, comerciantes, cabelereiros (o grande e querido Gomes, Raquel).

Pena papai não estar mais entre nós porque escreveria um tratado sobre essa rua na qual morou por mais de 3 décadas.

Romulo Barbosa, Roberto Barbosa, Valéria Barbosa Lima Sousa, Renan Barbosa, Vitoria Maria Barbosa Widmer vocês todos nasceram nessa rua. Sérgio Maestro Aracaju e Bezinha Teles vocês vieram depois mas também devem ter lindas memórias dessa rua. Eu não nasci lá, mas foi onde cresci, pulei corda na calçada, pulei amarelinha, chamada por nós de "cademia" e me apaixonei pela primeira vez, coisas que a gente não esquece. "Se essa rua fosse minha eu mandava ladrilhar com pedrinhas de brilhantes... " E por isso o meu protesto: Restaurar a casa sim, preservando a fachada, como se faz aqui no primeiro mundo, demolir jamais!"

Vânia ladeada por D.Maria Barbosa e S.Manoel Barbosa
Foto: acervo Vânia Barbosa (Facebook)




Após a polêmica reforma ocorrida entre os anos de 1968 e 1969, mais precisamente no Dia das Mães de 1969, a Catedral reabriu suas portas para os fiéis, que se depararam com um crime contra a arte sacra e contra a memória!

A Catedral teve seu interior totalmente modificado, perdendo a arte e a beleza antes presentes em imagens, altares, pia batismal, gradeados, afrescos no teto (pasmem!) e, como mostra a foto, seu Altar-Mor!

Foto: acervo família Esmeraldina Agra

Mais uma colaboração de Arthur Franklin Lopes, em foto do acervo do seu avô, do ano de 1968! 

A imagem curiosa, em preto e branco, nos mostra o aspecto NOTURNO de parte da Rua Marquês do Herval, em processo de modificações em seu 'layout' urbanístico, bem como em obras de asfaltamento. 

Notemos o antigo canteiro, antes de se tornar o abrigo da PM, já delimitando o formato triangular com os cones e o local de estacionamento ao fundo que foi incorporado à Praça da Bandeira, além do antigo Edfício Esial, ao fundo, demolido para dar lugar às Lojas Brasileiras, no princípio dos anos 80.


A colaboração de Arthur Franklin Lopes nos trouxe esta espetacular imagem captada da Av. Brasília, no ano de 1968, nos dando uma bela panorâmica de parte do Centro de Campina Grande naquele ano.


CURIOSIDADE: Esta foto representava muito bem uma grande piada que todo campinense se utilizava, ao mostrar a mão em forma de "ok" que Campina Grande só tinha três prédios, o Açude Velho e a saída pra João Pessoa.



Eis, lá atrás, os três prédios, alguns outros de menor porte; a parte de trás da Catedral de Nossa Senhora da Conceição e, em destaque ao centro, o antigo Colégio Anita Cabral, hoje Centro de Ciências Jurídicas da UEPB, a Faculdade de Direito.

Este e outras duas fotos são acervo familiar de Arthur, tendo pertencido ao seu avô, guardadas com muito zelo até os dias de hoje, quando compartilhamos mais este Retalho fotográfico da nossa História.


NOVO LIVRO DO CARTUNISTA FRED OZANAN FOI LANÇADO SÁBADO, 25/08/2018, EM SÃO PAULO

O cartunista Fred Ozanan nos mostra que nem só de corrupção, de malas e falcatruas vive o Brasil, com irreverência, revela o grotesco de cenas difundidas como sérias mas que representaram situações absurdas, hilárias e indecorosas. O bom humor do artista começa na capa quando justifica o formato reduzido da publicação que segundo ele “possui o formato concentrado para “botar no bolso” e encher com muito mais qualquer mala”.

A sua nova publicação, JOGO SUJO SE LAVA A JATO, a ironia do seu humor extrapola todos os limites da seriedade ao abordar um tema delicado com extrema sutileza sem perder o foco na veracidade dos fatos que evoluíram com o tempo, tempo esse que fez transbordar novas verdades no traço firme de um artista que muito mais do que humor puro e simples, se atrela a história e ao seu tempo.

JOGO SUJO SE LAVA A JATO é o nono livro individual do cartunista Fred Ozanan consta da programação oficial e foi lançado no dia 25 de Agosto, durante o 45ª. Salão Internacional de Humor de Piracicaba, São Paulo, um dos mais importantes eventos de humor do mundo.

A publicação traz uma coletânea de charges publicadas a partir de março de 2014 em vários veículos de comunicação do Brasil com abordagens que passam por lavagem de dinheiro, propina, corrupção passiva, prisão temporária, prisão preventiva, gestão fraudulenta, delações premiadas, petrobras e... e... e... quase não se conclui pois toda vez que a montagem ia para a revisão, Fred Ozanan atualizava com uma nova imagem, sendo concluído com 86 charges.

Autodidata, nascido em Campina Grande, se destaca como chargista político. Dono de uma grande habilidade e visão crítica do cotidiano, despertou vocação para o humor gráfico, sendo um dos mais premiados artistas de sua área no Brasil.


Foi com a postagem intitulada “A Chegada do Trem” que, em 21 de agosto de 2009, iniciavam as atividades do Blog Retalhos Históricos de Campina Grande. Pelo seu caráter, logo fora reconhecido como 'Serviço de Utilidade Pública' e, posteriormente, premiado como 3º Blog mais votado na categoria Cultura do prêmio TopBlog Brasil, em 2013.

Entre tantas outras conquistas, a que ainda nos impulsiona, é saber que atingimos dia, após dia, o nosso principal objetivo que é o de resgatar, preservar, manter e enaltecer a memória da nossa Rainha da Borborema.


Um dos áudios históricos da memória do rádio campinense: a "Ave Maria" da Rádio Caturité, que era exibida diariamente às 18 horas.

Quem nos enviou tamanha raridade foi Socorro França, freqüente colaboradora do "RHCG", que assim nos descreveu:

"Esta é a Ave Maria da Rádio Caturité. Foi gravada no inicio dos anos 70, por Gilson Souto Maior (meu tio). Ele me disse que foi escrita por um grande amigo e diretor José Cursino de Siqueira", nas palavras de Socorro.

Como curiosidade, José Cursino de Siqueira que por muitos anos comandou a Rádio Caturité faleceu em Maio de 2018; era pai do jornalista Carlos Siqueira, apresentador do JPB 2ª Edição da TV Paraíba.

Ouçamos, portanto, o conjunto apresentado na Hora do Anjo pela Rádio Caturité, na Década de 1970:



Em um pequeno áudio, uma grande quantidade de saudade... Com cessão da colaboradora Mércia Lima, por intermédio da Professora Soahd Rached, postamos um trechinho do antigo programa "Vesperal das Moças", apresentado diariamente pela extinta Rádio Borborema, às 16:00.

Era um programa de entretenimento: música, notícias, novelas... audiência cativa do público alvo, "as moças", de uma época áurea dos costumes cotidianos.

O áudio em questão, ora postado, nos remete a produção e apresentação de Juracy Palhano, com seleção musical de Ronaldo Elói, sob o patrocínio de casas comerciais que só na lembrança dos que conviveram esta época podem referendar:

Lojas Singer, Sorveteria Pinguim, Autoviária Rainha da Borborema, J. Maciel Malheiro, Armazém Caxias, Bar Macaíba, Grand Hotel, Casas Ipan, Jornal de Campina e Lóide Aéreo.

Ouçamos, portanto, esta curta, porém grande raridade do pretérito da nossa saudosa Rádio Borborema:


Campanha 1976 - Jornal O Globo

Ainda carente de uma postagem à altura da sua representatividade histórica para Campina Grande, apresentamos um apanhado raro de três jingles eleitorais de campanhas pretéritas na Rainha da Borborema, do candidato Juracy Palhano.

O economista e empresário João Juracy Palhano Freire nasceu em 19/6/1935 em Remígio-PB, filho de Manoel Cardoso Palhano e Cora Freire Palhano. Foi funcionário do Banco do Brasil no período de 1958 a 1971, tendo exercido a função de Diretor de Colégio Estadual no ano de 1967.

Perseguiu por mais de uma vez a chance de governar Campina Grande, não obtendo sucesso. Porém, foi deputado estadual de 1968 a 1973 e, em maio de 1986, como suplente, veio assumir em definitivo uma cadeira como Deputado Federal, pelo PDS, com o falecimento do então Deputado Ernani Sátyro, cumprindo seu mandato até o final daquela legislatura em janeiro de 1987. 

Apesar de não termos a referência à qual ano cada jingle pertence, agradecemos a colaboração de Manoel Leite, o Leitinho, que nos cedeu os áudios, que podem ser ouvidos abaixo:

 Jingle 1:
Jingle 2:
Jingle 3:



Em Julho de 2013 postamos o áudio abaixo, como parte da contribuição que prestávamos ao noticiário "Cariri em Destaque", da extinta Rádio Cariri.

Félix Araújo foi o destaque do podcast, onde discorremos um breve relato da sua representatividade como homem público e alguns fatos que o fizeram se tornar uma das figuras mais carismáticas da história de Campina Grande.

Neste ano de 2018 são 65 anos do seu fatídico falecimento; fato que enlutou toda a Rainha da Borborema. Reprisamos o áudio abaixo como uma pequena homenagem dos que fazem o Blog RHCG. 



A luta de vida, e de morte, deste ícone deve ser sempre lembrado para as novas gerações. 



Sem dúvida nenhuma, a morte de Félix Araújo está entre os três maiores acontecimentos da história de Campina Grande. Não iremos ter a audácia de querer citar os outros dois, fica por conta dos historiadores, mas se elencarem os três maiores acontecimentos, pelo menos a morte de Félix será uma unanimidade.

Retratando ao fato, o antigo “Jornal de Campina”, que tinha como diretor William Tejo, comprou a briga com o então prefeito de Campina Grande, Plínio Lemos, que segundo este jornal foi o mandante do crime ocorrido no mês de julho de 1953! Confira, abaixo, a primeira página da edição n.º 19 do 'Jornal de Campina', um dia após o tiro, com a repercussão e posicionamento do editorial.

Cliquem para ampliar:


Félix Araújo passou 15 dias lutando pela sua vida, internado no Hospital Dr. Brasileiro quando, em 27 de Julho de 1953, lamentavelmente veio a óbito. Novamente, o 'Jornal de Campina' noticiou a fatídica manchete no dia seguinte (cliquem para ampliar):


Nos dias que se seguiram, o Jornal de Campina fez férrea campanha contra Plínio Lemos. O assassino de Félix Araújo, João Madeira, fora preso e, dias mais tarde, terminou por ser assassinado na prisão.

A comoção que tomou conta de todos os campinenses pelo ocorrido provocou um ato de generosidade em amparo à viúva do tribuno, D.Maria de Félix. No ano 2011, no programa 'Mesa de Bar' da extinta Rádio Cariri, o entrevistado era Celino Neto, que vem a ser neto de Félix Araújo por parte de sua mãe, Tamar, contou que a casa de D.Maria, localizada na Feira Central, foi 'dada' pelo povo de Campina Grande para que ela morasse com seus filhos.Celino revelou também, que até hoje consta no boleto de IPTU a denominação “Viúva de Félix”.

Para saber mais sobre a vida de Félix Araújo, cliquem AQUI e AQUI.
Um dos acontecimentos mais importantes da história de nossa cidade, foi alvo de uma série de reportagens do jornal "Estado de São Paulo":


A morte de Félix Araújo parou Campina Grande durante meses, alcançando assim a mídia nacional:


Reproduzimos a seguir (cliquem para ampliar), as diversas reportagens publicadas durante aquele ano de 1953:

15-07-1953


17-07-1953



18-07-1953


22-07-1953


23-07-1953



29-07-1953


29-07-1953


As melodiosas cordas do cavaquinho do Mestre Duduta não vão mais estremecer... Ficarão órfãs de seus beliscados, terá lugar honroso no Museu; ele partiu na noite da última quarta-feira em Campina Grande, cidade de seu coração.

José Ribeiro da Silva nasceu na cidade paraibana de Bananeiras e logo cedo veio para Campina Grande. Ainda criança, ganha de seu tio um cavaquinho e esse encontro marcante selou o seu destino: se dedicar ao instrumento e a música pela vida inteira. E assim o fez!

Em Campina Grande, fez parte do cast da rádio Borborema onde teve contato com Arnóbio Araújo, Gabimar Cavalcante, Ogírio Cavalcante e outros grandes músicos que embalavam musicalmente a cidade em fins da década de 1950. O alto da Bela Vista não poderia ser lugar melhor para sua morada, a bela paisagem proporcionada ali parece ter inspirado as composições nascidas em seu lar. De portas abertas, inicia rodas de chorinho, reunindo músicos nos sábados à noite ou aos domingos onde recebe Zito Borborema, Genival Lacerda, Biliu de Campina, Abdoral, Valfrido, Miquirito do Pandeiro, Valdir com seu violão de doze cordas, entre outrose do sucesso dos encontros cria o conjunto “Duduta e seus cachorro da mulesta”, depois recebendo o nome de “Duduta e seu regional”. O título de Mestre das Artes ganhou da Secretaria de Educação e Cultura do Estado da Paraíba, merecida premiação pelo conjunto da obra.

Já o conhecia pela música ‘Saudade de Campina Grande’, cantada por Zito Borborema, que diz “levo saudade do picado lá da feira e também da gafieira lá no Guarany, levo saudade do Treze da Borborema (Viva o Treze!), do Cavaquinho de Duduta e do violão do Valdir...” e acabei sendo convidado pelo amigo José Edmilson Rodrigues para conhece-lo pessoalmente no intuito de realizar uma entrevista para um projeto de memória.

Chegamos a sua casa umas dez horas da manhã de uma quarta-feira, chamou-me atenção o letreiro em alto relevo no centro do frontão da casa com o nome DUDUTA em caixa alta, assim mesmo, ao lado o número 1403. Entramos, fomos apresentados; com as mãos de quem estava trabalhando, deu uma conferida antes de apertar minha mão, um leve cheiro de cola denunciava o que fazia, estava fabricando mais um instrumento. Além de um grande músico, Duduta também era luthier, de suas mãos saíram instrumentos para Dominguinhos, Marinês, Paulinho da Viola e tantos outros artistas de nossa música. Sentei em um banquinho de madeira, observei a conversa saudosa dos dois, me atrevi a perguntar sobre os “cachorro da mulesta”, ele sorriu: “era antigamente...” e questionado quanto ao início da carreira, disse: “meu amigo Lourival Alves me deu uma força muito grande, um amigo”.

Simpático, de uma simplicidade e singeleza incomum, nem parecia ser o músico consagrado que era. Sereno, tranquilo, exercia seu mister e tocava como ninguém. Dias depois o vi tocar no programa Sr. Brasil e me encantei ainda mais com ele. Deus quis que de suas habilidosas mãos deixasse uma valorosa herança, seu talentoso filho Waguinho, grande músico que com competência não só herdará o legado de seu pai como saberá honrar a sua história. Que Deus dê a glória ao Mestre Duduta; agora o “choro” é no céu.

Thomas Bruno é Historiador e Jornalista (3372-PB),
Sócio efetivo do Instituto Histórico de Campina Grande - IHCG
FotoMontagem: Adriano Araújo
O áudio em destaque nesta postagem foi cedida pelo Operador de Áudio da Rádio Cariri, Léo Montanha, e faz parte de acervo do 'maior carrego de Campina Grande' Biliu de Campina. Trata-se de jingle comercial da Cachaça Caranguejo, cantada pelo ritmista Jackson do Pandeiro.

Infelizmente não foi possível datar o áudio.

A Indústria Caranguejo (Muniz, Gomes & Tabosa) foi fundada em 27 de Abril de 1946 e, atualmente pertence à Empresa Brasileira de Bebidas Ltda, com sua unidade instalada no Distrito Industrial, após a venda da tradicional sede às margens do Açude Velho.


 


No dia 10 de Julho, morrera no ano de 1968 em Campina Grande, o compositor e radialista Rosil Cavalcante. "Comemorando" a data, postamos uma relíquia:  uma gravação que eternizou alguns dos últimos momentos de Rosil, no dia em que falecera.

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Recebemos de Sylvio Rogério Soares do Nascimento um áudio espetacular, grande raridade dos arquivos da Rádio Borborema. Nas próprias palavras de Sylvio:

"Segue mais um excerto do áudio na voz de Humberto de Campos sobre a reconstituição da morte de Rosil Cavalcante apresentada no programa "Rosil Cavalcante, Sua Vida, Sua Música" produzido por Deodato Borges no dia 08/12/1968. Relata o dia do grande Rosil, iniciando com o programa Retalhos do Sertão, ao meio dia apresentando a Patrulha da Cidade e logo após uma gravação efetuada pelo próprio Rosil feita num gravador comprado na SOCIC".


Como pode-se notar é um dos poucos registros existentes com o áudio da voz de Rosil Cavalcante, um dos maiores representantes da cultura de Campina Grande. Nós do "RHCG" já publicamos bastante material sobre Rosil; para acessá-lo utilizem nosso mecanismo de busca.
No mês de julho, comemora-se o dia do futebol (19 de julho). Assistam abaixo, uma interessante matéria produzida e exibida pela TV Paraíba, sobre a história do futebol em Campina Grande, que guarda como grande referência no assunto o nome do desportista Antônio Bióca, bem como ostenta com orgulho a rivalidade entre os times locais TrezeFC e Campinense Club.


(Fonte: Diário de Pernambuco)

Hoje, 12 de Junho, data em que se comemora o Dia dos Namorados, transcrevemos parte da matéria da coluna de Adelson Barbosa dos Santos, publicada no jornal Correio da Paraíba do último dia 10/06/2018, que citou a curiosidade digna de clichês de telenovela, o namoro dos filhos de dois adversários políticos de Campina Grande; Argemiro de Figueiredo e Elpídio de Almeida!

Iara Figueiredo e Orlando Almeida - Acervo Familiar

"Orlando Almeida, filho do ex-prefeito de Campina Grande Elpídio de Almeida, e Iara Figueiredo, filha do ex-governador da Paraíba Argemiro de Figueiredo, iniciaram um namorico em plena "Guerra" política entre seus pais, na cidade denominada Rainha da Borborema, entre fins da década de 1940 e início/meados dos anos 1950 do Século XX.

O namorico evoluiu para namoro sério sem a aprovação dos pais adversários políticos. mas o casal não se intimidou com a briga. Insistentes como Elpídio e Argemiro, Orlando e Iara resolveram apostar no namoro e ver até onde chegariam. E, para surpresa e felicidade do casal, Elpídio e Argemiro fizeram as pazes entre 1954 e 1955. "Eles se apaixonaram e namoraram durante a guerra, se casaram na paz e eu nasci na união", disse o filho do casal, o ex-daputado estadual Guilherme Almeida, neto dos dois líderes políticos que morreram há 36 anos (Argemiro) e 47 anos (Elpídio)."

Orlando Augusto César de Almeida, nascido em Campina Grande no dia 17 de setembro de 1927, era filho do ex-prefeito da cidade Elpídio de Almeida. Foi Engenheiro químico e técnico do Ministério de Minas e Energia, sendo eleito deputado estadual em 1963 e vice-prefeito na chapa encabeçada por Ronaldo Cunha Lima em 1968.

Com a cassação de Ronaldo, assumiu o cargo de prefeito de Campina Grande em 14 de março de 1969, exercendo-o até 14 de maio de 1969, quando foi substituído pelo interventor federal Manoel Paz de Lima.

Argemiro de Figueiredo foi governador da Paraíba entre os anos 1935 e 1940.  Elpídio de Almeida foi prefeito de Campina Grande, por dois períodos: 1947 a 1951 e 1955 a 1959.

Fonte:
Adelson Barbosa dos Santos, Jornal Correio da Paraíba;
10/06/2018


Para celebrar o ápice do "Maior São João do Mundo", nada melhor do que assistir a este documentário de Machado Bittencourt, gravado nas dependências do "Clube dos Caçadores" em 1980. Agradecimentos a Mario Vinicius Carneiro Medeiros, por nos ceder esta raridade:


Ficha Completa (www.cinemateca.com.br)

FESTAS JUNINAS
Categorias
Curta-metragem / Sonoro / Não ficção

Material original
16mm, COR, 8min, 88m, 24q


Data e local de produção
Ano: 1980
País: BR
Cidade: Campina Grande
Estado: PB


Sinopse

    "Uma das mais tradicionais festas populares do Nordeste Brasileiro sob a ótica do cineasta. Com a participação dos alunos do curso de comunicação social da URNE, o filme flagra uma festa junina realizada num arraial montado no Clube dos Caçadores. Um trabalho de caráter informativo e didático." (ECJP/SMB)

Gênero

    Documentário

Dados de produção

Companhia(s) produtora(s): Cinética Filmes Ltda.
Produção: Bitencourt, Machado
Direção: Bitencourt, Machado
Direção de fotografia: Bitencourt, Machado
Identidades/elenco:
Alunos da URNE

(por Adriano Araújo)

“Grande festa nordestina
Forró a cada segundo
Nós fazemos em Campina
O Maior São João do Mundo”

(Ronaldo Cunha Lima)


Iremos contar aqui, neste pequeno especial, algumas curiosidades do período de 1983 a 1986, que fez com que a festa de Campina Grande mudasse o calendário turístico do Estado.

Em que pese a importância do Parque do Povo na construção do evento, Campina Grande sempre teve um São João forte, chegando Luiz Gonzaga a afirmar em entrevista a TV Borborema, que o forró tinha nascido aqui em Campina Grande (utilizem nosso mecanismo de busca para escutar a entrevista).

Clubes como Caçadores, Gresse, Campestre, Campinense Clube e até mesmo o velho Ypiranga, fizeram eventos juninos antológicos, além é claro, do São João de rua, das Quadrilhas juninas e dos movimentos culturais em geral, que traziam uma grande animação a cidade.

Todavia, o evento São João em Campina tomou um novo rumo a partir de 1983, aproveitando-se o espaço de um "Palhoção", criado pelo ex-prefeito Enivaldo Ribeiro, no local em que hoje se encontra o Parque do Povo. No vídeo abaixo, feito pela TV Itararé e apresentado por Pollyane Mendes, Eraldo César e Margarida Motta Rocha, narram esses primeiros eventos pré-parque do povo:



A festa seria denominada “Maior São João do Mundo”, caindo logo na graça popular. Desta forma, acabaria sendo escrita no calendário da Embratur em 1984.

Ronaldo Cunha Lima abrindo o festejo de 1984

No ano de 1985, com a criação da casa de shows “Forrock”, Campina Grande teve a oportunidade de receber grandes shows. Por outro lado, o Palhoção do Centro Cultural era amplamente utilizado pela prefeitura, como pode ser visto abaixo em fotos do Diário da Borborema:


O Palhoção



É dessa época também, a famosa música do artista Capilé, que se tornou uma espécie de hino do evento “Maior São João do Mundo”, lançado em compacto:


 Cliquem abaixo e escutem os temas do disco:



Seria necessário agora, um local aberto para que o “povão” se aproximasse da festa, ou seja, o foco do evento seria o de atingir todas as classes sociais.  Foi então que surgiu a Pirâmide e o próprio Parque do Povo, projetado pelo arquiteto Carlos Alberto de Almeida, que na época recebeu o nome de “Forródromo”.

Etapas da Construção da Pirâmide:



“Campinenses, declaro aberto o festejo junino do ‘Maior São João do Mundo’, que fazemos em Campina Grande. Declaro inaugurado o Parque do Povo, obra monumental e multifuncional, construído com recursos próprios do município”, disse o prefeito Ronaldo Cunha Lima em 1986, quando inaugurava o “Quartel General do Forró”.

Imagens da Inauguração do Parque do Povo:



Não é preciso dizer, que o evento se tornou um sucesso, além de servir de exemplo para as várias festas juninas do país, que procuraram imitar o modelo campinense. Em 1986, diversas redes de televisão se interessaram, talvez atraídas pela curiosidade, em mostrar reportagens sobre o acontecimento fazendo com que a festa de Campina Grande ficasse conhecida em todo o Brasil, sendo este fato, um dos motivos que consolidaram o evento como a maior festa junina do país.

 Parque do Povo em 1986

Fontes Utilizadas:

-Diário da Borborema (fotos-preto e branco)
-TV Itararé (vídeo-reportagem)
-www.forroemvinil.com (Áudio de Capilé)
-Acervo de Welton Souto Fontes (foto do Parque do Povo em 1986-cor)
-Comunidade de Campina Grande no Orkut (foto da placa-cor)
 
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