Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
retalhoscg@hotmail.com

QUAL ASSUNTO VOCÊ ESTÁ PROCURANDO?

Em um pequeno áudio, uma grande quantidade de saudade... Com cessão da colaboradora Mércia Lima, por intermédio da Professora Soahd Rached, postamos um trechinho do antigo programa "Vesperal das Moças", apresentado diariamente pela extinta Rádio Borborema, às 16:00.

Era um programa de entretenimento: música, notícias, novelas... audiência cativa do público alvo, "as moças", de uma época áurea dos costumes cotidianos.

O áudio em questão, ora postado, nos remete a produção e apresentação de Juracy Palhano, com seleção musical de Ronaldo Elói, sob o patrocínio de casas comerciais que só na lembrança dos que conviveram esta época podem referendar:

Lojas Singer, Sorveteria Pinguim, Autoviária Rainha da Borborema, J. Maciel Malheiro, Armazém Caxias, Bar Macaíba, Grand Hotel, Casas Ipan, Jornal de Campina e Lóide Aéreo.

Ouçamos, portanto, esta curta, porém grande raridade do pretérito da nossa saudosa Rádio Borborema:


Campanha 1976 - Jornal O Globo

Ainda carente de uma postagem à altura da sua representatividade histórica para Campina Grande, apresentamos um apanhado raro de três jingles eleitorais de campanhas pretéritas na Rainha da Borborema, do candidato Juracy Palhano.

O economista e empresário João Juracy Palhano Freire nasceu em 19/6/1935 em Remígio-PB, filho de Manoel Cardoso Palhano e Cora Freire Palhano. Foi funcionário do Banco do Brasil no período de 1958 a 1971, tendo exercido a função de Diretor de Colégio Estadual no ano de 1967.

Perseguiu por mais de uma vez a chance de governar Campina Grande, não obtendo sucesso. Porém, foi deputado estadual de 1968 a 1973 e, em maio de 1986, como suplente, veio assumir em definitivo uma cadeira como Deputado Federal, pelo PDS, com o falecimento do então Deputado Ernani Sátyro, cumprindo seu mandato até o final daquela legislatura em janeiro de 1987. 

Apesar de não termos a referência à qual ano cada jingle pertence, agradecemos a colaboração de Manoel Leite, o Leitinho, que nos cedeu os áudios, que podem ser ouvidos abaixo:

 Jingle 1:
Jingle 2:
Jingle 3:



Em Julho de 2013 postamos o áudio abaixo, como parte da contribuição que prestávamos ao noticiário "Cariri em Destaque", da extinta Rádio Cariri.

Félix Araújo foi o destaque do podcast, onde discorremos um breve relato da sua representatividade como homem público e alguns fatos que o fizeram se tornar uma das figuras mais carismáticas da história de Campina Grande.

Neste ano de 2018 são 65 anos do seu fatídico falecimento; fato que enlutou toda a Rainha da Borborema. Reprisamos o áudio abaixo como uma pequena homenagem dos que fazem o Blog RHCG. 



A luta de vida, e de morte, deste ícone deve ser sempre lembrado para as novas gerações. 



Sem dúvida nenhuma, a morte de Félix Araújo está entre os três maiores acontecimentos da história de Campina Grande. Não iremos ter a audácia de querer citar os outros dois, fica por conta dos historiadores, mas se elencarem os três maiores acontecimentos, pelo menos a morte de Félix será uma unanimidade.

Retratando ao fato, o antigo “Jornal de Campina”, que tinha como diretor William Tejo, comprou a briga com o então prefeito de Campina Grande, Plínio Lemos, que segundo este jornal foi o mandante do crime ocorrido no mês de julho de 1953! Confira, abaixo, a primeira página da edição n.º 19 do 'Jornal de Campina', um dia após o tiro, com a repercussão e posicionamento do editorial.

Cliquem para ampliar:


Félix Araújo passou 15 dias lutando pela sua vida, internado no Hospital Dr. Brasileiro quando, em 27 de Julho de 1953, lamentavelmente veio a óbito. Novamente, o 'Jornal de Campina' noticiou a fatídica manchete no dia seguinte (cliquem para ampliar):


Nos dias que se seguiram, o Jornal de Campina fez férrea campanha contra Plínio Lemos. O assassino de Félix Araújo, João Madeira, fora preso e, dias mais tarde, terminou por ser assassinado na prisão.

A comoção que tomou conta de todos os campinenses pelo ocorrido provocou um ato de generosidade em amparo à viúva do tribuno, D.Maria de Félix. No ano 2011, no programa 'Mesa de Bar' da extinta Rádio Cariri, o entrevistado era Celino Neto, que vem a ser neto de Félix Araújo por parte de sua mãe, Tamar, contou que a casa de D.Maria, localizada na Feira Central, foi 'dada' pelo povo de Campina Grande para que ela morasse com seus filhos.Celino revelou também, que até hoje consta no boleto de IPTU a denominação “Viúva de Félix”.

Para saber mais sobre a vida de Félix Araújo, cliquem AQUI e AQUI.
Um dos acontecimentos mais importantes da história de nossa cidade, foi alvo de uma série de reportagens do jornal "Estado de São Paulo":


A morte de Félix Araújo parou Campina Grande durante meses, alcançando assim a mídia nacional:


Reproduzimos a seguir (cliquem para ampliar), as diversas reportagens publicadas durante aquele ano de 1953:

15-07-1953


17-07-1953



18-07-1953


22-07-1953


23-07-1953



29-07-1953


29-07-1953


As melodiosas cordas do cavaquinho do Mestre Duduta não vão mais estremecer... Ficarão órfãs de seus beliscados, terá lugar honroso no Museu; ele partiu na noite da última quarta-feira em Campina Grande, cidade de seu coração.

José Ribeiro da Silva nasceu na cidade paraibana de Bananeiras e logo cedo veio para Campina Grande. Ainda criança, ganha de seu tio um cavaquinho e esse encontro marcante selou o seu destino: se dedicar ao instrumento e a música pela vida inteira. E assim o fez!

Em Campina Grande, fez parte do cast da rádio Borborema onde teve contato com Arnóbio Araújo, Gabimar Cavalcante, Ogírio Cavalcante e outros grandes músicos que embalavam musicalmente a cidade em fins da década de 1950. O alto da Bela Vista não poderia ser lugar melhor para sua morada, a bela paisagem proporcionada ali parece ter inspirado as composições nascidas em seu lar. De portas abertas, inicia rodas de chorinho, reunindo músicos nos sábados à noite ou aos domingos onde recebe Zito Borborema, Genival Lacerda, Biliu de Campina, Abdoral, Valfrido, Miquirito do Pandeiro, Valdir com seu violão de doze cordas, entre outrose do sucesso dos encontros cria o conjunto “Duduta e seus cachorro da mulesta”, depois recebendo o nome de “Duduta e seu regional”. O título de Mestre das Artes ganhou da Secretaria de Educação e Cultura do Estado da Paraíba, merecida premiação pelo conjunto da obra.

Já o conhecia pela música ‘Saudade de Campina Grande’, cantada por Zito Borborema, que diz “levo saudade do picado lá da feira e também da gafieira lá no Guarany, levo saudade do Treze da Borborema (Viva o Treze!), do Cavaquinho de Duduta e do violão do Valdir...” e acabei sendo convidado pelo amigo José Edmilson Rodrigues para conhece-lo pessoalmente no intuito de realizar uma entrevista para um projeto de memória.

Chegamos a sua casa umas dez horas da manhã de uma quarta-feira, chamou-me atenção o letreiro em alto relevo no centro do frontão da casa com o nome DUDUTA em caixa alta, assim mesmo, ao lado o número 1403. Entramos, fomos apresentados; com as mãos de quem estava trabalhando, deu uma conferida antes de apertar minha mão, um leve cheiro de cola denunciava o que fazia, estava fabricando mais um instrumento. Além de um grande músico, Duduta também era luthier, de suas mãos saíram instrumentos para Dominguinhos, Marinês, Paulinho da Viola e tantos outros artistas de nossa música. Sentei em um banquinho de madeira, observei a conversa saudosa dos dois, me atrevi a perguntar sobre os “cachorro da mulesta”, ele sorriu: “era antigamente...” e questionado quanto ao início da carreira, disse: “meu amigo Lourival Alves me deu uma força muito grande, um amigo”.

Simpático, de uma simplicidade e singeleza incomum, nem parecia ser o músico consagrado que era. Sereno, tranquilo, exercia seu mister e tocava como ninguém. Dias depois o vi tocar no programa Sr. Brasil e me encantei ainda mais com ele. Deus quis que de suas habilidosas mãos deixasse uma valorosa herança, seu talentoso filho Waguinho, grande músico que com competência não só herdará o legado de seu pai como saberá honrar a sua história. Que Deus dê a glória ao Mestre Duduta; agora o “choro” é no céu.

Thomas Bruno é Historiador e Jornalista (3372-PB),
Sócio efetivo do Instituto Histórico de Campina Grande - IHCG
FotoMontagem: Adriano Araújo
O áudio em destaque nesta postagem foi cedida pelo Operador de Áudio da Rádio Cariri, Léo Montanha, e faz parte de acervo do 'maior carrego de Campina Grande' Biliu de Campina. Trata-se de jingle comercial da Cachaça Caranguejo, cantada pelo ritmista Jackson do Pandeiro.

Infelizmente não foi possível datar o áudio.

A Indústria Caranguejo (Muniz, Gomes & Tabosa) foi fundada em 27 de Abril de 1946 e, atualmente pertence à Empresa Brasileira de Bebidas Ltda, com sua unidade instalada no Distrito Industrial, após a venda da tradicional sede às margens do Açude Velho.


 


No dia 10 de Julho, morrera no ano de 1968 em Campina Grande, o compositor e radialista Rosil Cavalcante. "Comemorando" a data, postamos uma relíquia:  uma gravação que eternizou alguns dos últimos momentos de Rosil, no dia em que falecera.

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Recebemos de Sylvio Rogério Soares do Nascimento um áudio espetacular, grande raridade dos arquivos da Rádio Borborema. Nas próprias palavras de Sylvio:

"Segue mais um excerto do áudio na voz de Humberto de Campos sobre a reconstituição da morte de Rosil Cavalcante apresentada no programa "Rosil Cavalcante, Sua Vida, Sua Música" produzido por Deodato Borges no dia 08/12/1968. Relata o dia do grande Rosil, iniciando com o programa Retalhos do Sertão, ao meio dia apresentando a Patrulha da Cidade e logo após uma gravação efetuada pelo próprio Rosil feita num gravador comprado na SOCIC".


Como pode-se notar é um dos poucos registros existentes com o áudio da voz de Rosil Cavalcante, um dos maiores representantes da cultura de Campina Grande. Nós do "RHCG" já publicamos bastante material sobre Rosil; para acessá-lo utilizem nosso mecanismo de busca.
No mês de julho, comemora-se o dia do futebol (19 de julho). Assistam abaixo, uma interessante matéria produzida e exibida pela TV Paraíba, sobre a história do futebol em Campina Grande, que guarda como grande referência no assunto o nome do desportista Antônio Bióca, bem como ostenta com orgulho a rivalidade entre os times locais TrezeFC e Campinense Club.


(Fonte: Diário de Pernambuco)

Hoje, 12 de Junho, data em que se comemora o Dia dos Namorados, transcrevemos parte da matéria da coluna de Adelson Barbosa dos Santos, publicada no jornal Correio da Paraíba do último dia 10/06/2018, que citou a curiosidade digna de clichês de telenovela, o namoro dos filhos de dois adversários políticos de Campina Grande; Argemiro de Figueiredo e Elpídio de Almeida!

Iara Figueiredo e Orlando Almeida - Acervo Familiar

"Orlando Almeida, filho do ex-prefeito de Campina Grande Elpídio de Almeida, e Iara Figueiredo, filha do ex-governador da Paraíba Argemiro de Figueiredo, iniciaram um namorico em plena "Guerra" política entre seus pais, na cidade denominada Rainha da Borborema, entre fins da década de 1940 e início/meados dos anos 1950 do Século XX.

O namorico evoluiu para namoro sério sem a aprovação dos pais adversários políticos. mas o casal não se intimidou com a briga. Insistentes como Elpídio e Argemiro, Orlando e Iara resolveram apostar no namoro e ver até onde chegariam. E, para surpresa e felicidade do casal, Elpídio e Argemiro fizeram as pazes entre 1954 e 1955. "Eles se apaixonaram e namoraram durante a guerra, se casaram na paz e eu nasci na união", disse o filho do casal, o ex-daputado estadual Guilherme Almeida, neto dos dois líderes políticos que morreram há 36 anos (Argemiro) e 47 anos (Elpídio)."

Orlando Augusto César de Almeida, nascido em Campina Grande no dia 17 de setembro de 1927, era filho do ex-prefeito da cidade Elpídio de Almeida. Foi Engenheiro químico e técnico do Ministério de Minas e Energia, sendo eleito deputado estadual em 1963 e vice-prefeito na chapa encabeçada por Ronaldo Cunha Lima em 1968.

Com a cassação de Ronaldo, assumiu o cargo de prefeito de Campina Grande em 14 de março de 1969, exercendo-o até 14 de maio de 1969, quando foi substituído pelo interventor federal Manoel Paz de Lima.

Argemiro de Figueiredo foi governador da Paraíba entre os anos 1935 e 1940.  Elpídio de Almeida foi prefeito de Campina Grande, por dois períodos: 1947 a 1951 e 1955 a 1959.

Fonte:
Adelson Barbosa dos Santos, Jornal Correio da Paraíba;
10/06/2018


Para celebrar o ápice do "Maior São João do Mundo", nada melhor do que assistir a este documentário de Machado Bittencourt, gravado nas dependências do "Clube dos Caçadores" em 1980. Agradecimentos a Mario Vinicius Carneiro Medeiros, por nos ceder esta raridade:


Ficha Completa (www.cinemateca.com.br)

FESTAS JUNINAS
Categorias
Curta-metragem / Sonoro / Não ficção

Material original
16mm, COR, 8min, 88m, 24q


Data e local de produção
Ano: 1980
País: BR
Cidade: Campina Grande
Estado: PB


Sinopse

    "Uma das mais tradicionais festas populares do Nordeste Brasileiro sob a ótica do cineasta. Com a participação dos alunos do curso de comunicação social da URNE, o filme flagra uma festa junina realizada num arraial montado no Clube dos Caçadores. Um trabalho de caráter informativo e didático." (ECJP/SMB)

Gênero

    Documentário

Dados de produção

Companhia(s) produtora(s): Cinética Filmes Ltda.
Produção: Bitencourt, Machado
Direção: Bitencourt, Machado
Direção de fotografia: Bitencourt, Machado
Identidades/elenco:
Alunos da URNE

(por Adriano Araújo)

“Grande festa nordestina
Forró a cada segundo
Nós fazemos em Campina
O Maior São João do Mundo”

(Ronaldo Cunha Lima)


Iremos contar aqui, neste pequeno especial, algumas curiosidades do período de 1983 a 1986, que fez com que a festa de Campina Grande mudasse o calendário turístico do Estado.

Em que pese a importância do Parque do Povo na construção do evento, Campina Grande sempre teve um São João forte, chegando Luiz Gonzaga a afirmar em entrevista a TV Borborema, que o forró tinha nascido aqui em Campina Grande (utilizem nosso mecanismo de busca para escutar a entrevista).

Clubes como Caçadores, Gresse, Campestre, Campinense Clube e até mesmo o velho Ypiranga, fizeram eventos juninos antológicos, além é claro, do São João de rua, das Quadrilhas juninas e dos movimentos culturais em geral, que traziam uma grande animação a cidade.

Todavia, o evento São João em Campina tomou um novo rumo a partir de 1983, aproveitando-se o espaço de um "Palhoção", criado pelo ex-prefeito Enivaldo Ribeiro, no local em que hoje se encontra o Parque do Povo. No vídeo abaixo, feito pela TV Itararé e apresentado por Pollyane Mendes, Eraldo César e Margarida Motta Rocha, narram esses primeiros eventos pré-parque do povo:



A festa seria denominada “Maior São João do Mundo”, caindo logo na graça popular. Desta forma, acabaria sendo escrita no calendário da Embratur em 1984.

Ronaldo Cunha Lima abrindo o festejo de 1984

No ano de 1985, com a criação da casa de shows “Forrock”, Campina Grande teve a oportunidade de receber grandes shows. Por outro lado, o Palhoção do Centro Cultural era amplamente utilizado pela prefeitura, como pode ser visto abaixo em fotos do Diário da Borborema:


O Palhoção



É dessa época também, a famosa música do artista Capilé, que se tornou uma espécie de hino do evento “Maior São João do Mundo”, lançado em compacto:


 Cliquem abaixo e escutem os temas do disco:



Seria necessário agora, um local aberto para que o “povão” se aproximasse da festa, ou seja, o foco do evento seria o de atingir todas as classes sociais.  Foi então que surgiu a Pirâmide e o próprio Parque do Povo, projetado pelo arquiteto Carlos Alberto de Almeida, que na época recebeu o nome de “Forródromo”.

Etapas da Construção da Pirâmide:



“Campinenses, declaro aberto o festejo junino do ‘Maior São João do Mundo’, que fazemos em Campina Grande. Declaro inaugurado o Parque do Povo, obra monumental e multifuncional, construído com recursos próprios do município”, disse o prefeito Ronaldo Cunha Lima em 1986, quando inaugurava o “Quartel General do Forró”.

Imagens da Inauguração do Parque do Povo:



Não é preciso dizer, que o evento se tornou um sucesso, além de servir de exemplo para as várias festas juninas do país, que procuraram imitar o modelo campinense. Em 1986, diversas redes de televisão se interessaram, talvez atraídas pela curiosidade, em mostrar reportagens sobre o acontecimento fazendo com que a festa de Campina Grande ficasse conhecida em todo o Brasil, sendo este fato, um dos motivos que consolidaram o evento como a maior festa junina do país.

 Parque do Povo em 1986

Fontes Utilizadas:

-Diário da Borborema (fotos-preto e branco)
-TV Itararé (vídeo-reportagem)
-www.forroemvinil.com (Áudio de Capilé)
-Acervo de Welton Souto Fontes (foto do Parque do Povo em 1986-cor)
-Comunidade de Campina Grande no Orkut (foto da placa-cor)


O Inesquecível Posto Esso foi inaugurado mais precisamente na manhã de 15 de fevereiro de 1949. Constituía em um dos mais belos e importantes postos de combustíveis e serviços da cidade e de todo o Estado. Localizado em frente a Praça Clementino Procópio, nos cruzamentos entre a Rua Vidal de Negreiros, Avenida Floriano Peixoto e Rua Afonso Campos. Pertencia a firma T. Alves de Souza.

No dia 15 de fevereiro de 1949 foi a data escolhida para sua sua inauguração oficial. A importância deste posto foi tal, até uma nota no renomado jornal Diário de Pernambuco foi publicado no dia de sua inauguração. 

O evento de inauguração na manhã daquele dia histórico, foi presidida pelo então Prefeito na época, o Dr. Elpídio de Almeida e o representante da companhia Standard Oil Company of Brazil, o Sr. Harold Cecil Morrissy, gerente da região Norte dessa empresa norte-americana e funcionários da mesma. Realmente foi uma bela celebração. 

Na década de 1970 foi vendido e o prédio passou por reformas em sua estrutura, alterando completamente do belo padrão em Art Decó original para um em estilo moderno sem maiores destaques, com o nome de Posto Futurama. Fechou suas portas por volta de 1999 e em seguida demolido. Resta apenas a cobertura no local, este transformado em estacionamento.

Matéria do jornal Diário de Pernambuco
de 14 de fevereiro de 1949.


Com a reforma da Praça Clementino Procópio empreendida em meados dos anos 80, durante a administração do prefeito Ronaldo Cunha Lima, a parede do Cine Capitólio que "olha" para a praça ganhou as cores de um trabalho artístico em um belíssimo painel expressando e rememorando as divertidas brincadeiras infantis que, àquela época, já se encontravam em desuso como bolas de gude, pião e pipa.

A arte em questão é creditada ao artista plástico Pedro Corrêa. Em comentário anexado nesta mesma postagem, uma filha sua nos descreve o seguinte:

"Pedro Correa era um pintor campinense que viveu 40 anos no Rio de Janeiro, onde era respeitado como artista plástico.
Foi o então prefeito Ronaldo Cunha Lima quem convidou o pintor para pintar o mural.
Uma curiosidade: Pedro Correa contou certa vez que quando estava pintando o mural, foi advertido pelo conhecido lavador de carros "Pontaria"(que lavava carros no estacionamento do Capitólio)para que pintasse na cena uma criança negra.
O artista atendeu ao "pedido" e pintou uma criança negra correndo em segundo plano na bela cena retratada.
Dá pena verificar hoje, que não se preocuparam em restaurar e preservar a pintura,para as novas gerações conhecerem o trabalho do pintor."

Mais uma vez, contando com a colaboração de Welton Souto Pontes, recebemos uma foto da citada arte, com a "tinta ainda fresca", da vista lateral do prédio do Cine Capitólio em sua visibilidade plena.

Cine Capitólio - Vista Lateral - Anos 80 (Acervo: Welton Souto Pontes)


Da série "uma das maiores raridades já postadas", a imagem acima mostra o Açude Novo, manancial construído por volta de 1830 para suprir a necessidade de água da população campinense, quando o Açude Velho se mostrava insuficiente para atender a demanda.

As nomenclaturas surgiram, justamente, após sua construção quando passou a fazer sentido a conotação de antigo e novo.

Enquanto reservatório d'água, o Açude Novo marcou época em nossa cidade; era um local de lazer da população campinense. As jovens desta foto ficaram eternizadas na história, assim como essa paisagem, de um passado muito distante. Segundo comentário postado por Marconi Alves, "Nesse local, onde as pessoas estão sentadas, era um pluviômetro. Ficava ao lado da casa de dr. Bonald Filho."

A foto, que ainda mostra parte do Convento das Clarissas ao fundo, pertence ao acervo pessoal de Leonice Arruda Alcântara, cedida ao BlogRHCG por intermédio da Colaboradora Soahd Arruda.


O dia 03 de fevereiro de 1917 ficara marcada na vida de Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques, para graça da Paróquia de N. S. da Conceição de Campina Grande. 

Entrava o trem do Recife na estação do Entroncamento, quando os passageiros foram surpreendidos por sinal alarmante de perigo: um trem de carga que a toda força vinha em sentido contrário. O prelado não se fez alterar, invocando a interseção da Virgem da Guia cuja imagem era conduzida nesse mesmo comboio.

O choque das máquinas foi enorme, ficando avariados e completamente desarticulados os vagões de carga, porém nenhum desgaste sofreu o que levava a imagem, assim como o vagão de passageiros, cujos ocupantes saíram ilesos, atribuindo aquela ação milagrosa a N. S. da Guia. 

Devoto da Virgem Medianeira, o Arcebispo da Paraíba com o coração ainda mais cheio de confiança, atribuiu à santa aquele livramento. Já estava em seus planos erigir um santuário, e por essa razão a imagem, depois de alguma demora no Palácio Arquiepiscopal, seguia para Campina Grande, onde lhe seria construído o santuário sob a direção do Monsenhor Luiz Francisco de Sales Pessoa.

A precariedade de recursos fizera que se lhe construísse um santuário provisória e, em novembro daquele ano, já se erguia aquele edifício sem suntuosidade ou originalidade de estilo, no mesmo lugar onde se acha hoje a Igreja da Guia.

O terreno havia sido doado pelo major Lino Gomes da Silva e dona Minervina Gomes da Silva no largo de uma praça no São José.

 Campina já naquele tempo era a “hinterland”, a metrópole do Sertão, e sob esse título, poderia desviar do Juazeiro as levas de romeiros. Um dos seus objetivos era desarraigar a ignorância religiosa, circundada nas superstições consagradas ao Padre Cícero, mas também aos devotos de Antônio Conselheiro, Bento Milagroso e outros religiosos.

Assim noticiava o órgão católico:
“O projeto do santuário terá ademais o ótimo efeito de satisfazer à natural inclinação dos fiéis às romarias, desviando-os de penosas viagens para cultos proibidos ou duvidosos” (A Imprensa: 1917).
A benção eclesial foi concedida em 18 de novembro de 1917, inaugurando Dom Adauto o pequeno órego no dia seguinte. A imagem foi conduzida em veículo aberto, acolhendo o povo campinense em grande multidão os Reverendos Luiz Sales, José Cabral e Zeferino Ataíde. À noite, pelas seis e meia, celebrou-se a missa em preparação para a inauguração. 

No dia 19, pelas sete horas, nova celebração da vida, apresentando o Arcebispo a imagem copiosa da Virgem, pregando o Cônego Manuel Maria de Almeida belo e piedoso sermão em praça pública. Às quatro e meia da tarde, em préstito se dirigiram ao bairro de S. José conduzindo a imagem, procissão essa que foi calculada entre 10 e 15 mil pessoas.

Permaneceu Dom Adauto em visita pastoral por quatro dias em Campina Grande onde, entre os dias 18 a 23 de novembro de 1917, crismou 5.175 cristãos (2.421 homens e 2.754 mulheres), distribuiu 7.400 comunhões e realizou 40 casamentos e 48 batizados.

Participaram dos trabalhos espirituais: Monsenhor Sales, Pe. Manuel de Almeida, Cônego Antônio Galdino, Padres José Paulino Duarte, Francisco Coelho, Joel Fialho, José Vital Ribeiro Bessa, Firmino Cavalcanti, Manuel Tobias, José Tribueiro de Brito, José Alves, Luiz Gonzaga de Araújo, Padres João Borges e João Batista e os seminaristas Severino Miranda e Oscar Cavalcanti. 


Referências:
- A IMPRENSA, Órgão católico. Ed. 08 de fevereiro. Parahyba do Norte: 1917.
- A IMPRENSA, Órgão católico. Ed. 26 de novembro. Parahyba do Norte: 1917.
- FILHO, Lino Gomes da Silva. Síntese histórica de Campina Grande, 1670-1963. Ed.
- LIMA, Francisco. D. Adauto: subsídios biográficos (1915/1935). 2ª ed. Unipê. João Pessoa/PB: 2007.
Grafset: 2005.

Foto: Josué Cardoso

A imprensa fotográfica da Paraíba perde um de seus ilustres integrantes, estamos falando do amigo William Pereira Bezerra Cacho, muito conhecido na região de Campina Grande. Cacho, como era comumente chamado, respira o mundo da fotografia desde a infância, quando via o seu pai José Bezerra Cacho marcar época em Campina Grande com seu studio, revelando e imortalizando passagens históricas da cidade.

Extremamente orgulhoso da história do seu pai, sempre me contava com emoção algumas passagens de sua vida e seus feitos memoráveis, fotógrafo oficial do então Prefeito Severino Bezerra Cabral, o memorial ao ex-prefeito exibe hoje suas fotografias.

O conheci há 13 anos no bar Ferro D’Engomar, sempre trajado de calça social preta e camisa social branca (com bolsa à tira colo), era interessadíssimo pela história de Campina, sempre tratávamos inúmeras conversas, sobretudo no tocante a preservação do patrimônio da cidade. Se havia uma mudança em algum prédio, em algum lugar, ele fotografava e me ligava para fazer o mesmo. Certa vez, na demolição de um casarão na Av. Rio Branco, ele recolheu um tijolo manual inteiro e me deu de presente: – Já que não conseguimos impedir a demolição, vamos ficar com uma lembrança! Era passar na calçada do Ferro e ser chamado por ele: – Professor, venha aqui conhecer fulano de tal. E assim conheci uma série de pessoas longevas, figuras históricas de nossa cidade.

Trezeano apaixonado, íntegro, simpático, emotivo, de fino trato, Catchô (É assim que se lê seu sobrenome italiano: – Rapaz, até hoje só você professor me chamou da maneira correta) era uma figura extremamente simples e amiga, e seu escritório; o Ferro D’Engomar. Todas as fotos que estão nas paredes do bar foram de sua lavra, em todas as festas e no Bloco carnavalesco Ferro Folia (do qual ele e eu estamos entre os fundadores) as fotos oficiais eram dele.

Recentemente, já com sintomas de uma doença obscura e indomável, Cacho me entrega uma caixinha de doce tic-tac com um cartão de memória dentro, e disse: – Guarde Professor... Olhei pra ele e, em um diálogo mudo, só de olhares e acenos, pus em minha bolsa. Após uma notícia que se espalhava como rastilho de pólvora nas redes sociais, entrei em contato com seu sobrinho Diego Alves Cacho, que me confirmou a partida do amigo, que esteve internado algumas vezes nos últimos meses. No último domingo, houve a confraternização de Natal do Ferro D’Engomar e ele foi homenageado não só na camisa como também não houve foto oficial em respeito à sua ausência. Parece até que estávamos adivinhando o que viria ocorrer dois dias depois...

A escritora Susan Sontag é brilhante quando afirma que fotografar é atribuir importância, era exatamente o papel que Cacho desempenhava na cidade, para além do lado profissional, dedicava-se ao registro de instantes da cidade, sem preocupações comerciais, herança de seu pai.

Olhando o cartão de memória que ele me entregou, me deparo com uma série de fotos de eventos e as últimas são exatamente do monumento Os Pioneiros localizado no Açude Velho, mas não aquelas fotos tradicionais, são fotos que mostram sua base sendo desfigurada por formigueiros e outras mostrando partes quebradas e ausentes. Nesse momento entendi o que meu querido amigo disse com o seu olhar e um gesto labial, apaixonado por sua cidade como sempre foi, me denunciara o triste estado daquele que é um dos mais importantes monumentos da cidade.

Que Deus dê o céu ao amigo Cacho, seus 56 anos o imortalizaram, na mente ficará sem sorriso 
largo. Vá em paz, meu amigo, o fotógrafo da cidade. 

(William Cacho faleceu em 19 de dezembro de 2017)

Quando o encanto tece um canto,
Quando o canto é acalanto
Da fé que forja o trabalho,
me encanta o ouvir e vê-la,
ouvindo e vendo uma estrela
na voz de Elba Ramalho

(Por Ronaldo Cunha Lima)

Elba Ramalho por alguns anos morou em Campina Grande, chegando a atuar em peças teatrais na "Rainha da Borborema", como pode ser visto na imagem abaixo:

Elba Ramalho em Morte e Vida Severina sob direção de Elisabeth Marinheiro-Campina Grande-1973
(Acervo do site: www.lourdesramalho.com.br)

No “RHCG” podem ser encontrados alguns registros em alusão a Elba, inclusive uma reportagem em vídeo de 1992, quando a artista recebeu o título de cidadã campinense.

O grande momento de Elba Ramalho, sem dúvida, pertenceu aos anos 80. Chegou a posar nua para a Revista Playboy, devido a seu forte apelo sensual.

Para demonstrar o grande sucesso da cantora nascida em Conceição do Piancó, recuperamos nos arquivos digitais da Revista Veja, uma edição de 1983, em que Elba era o assunto principal, sendo ainda a capa da conceituada e histórica revista. Nossos leitores podem ler a reportagem, clicando nas imagens em miniaturas a seguir:
Como curiosidade, outro paraibano aparece na matéria, o multimídia Bráulio Tavares.
Portal A Palavra Online

Uma citação incidental ocorrida em publicação do Portal A Palavra Online no último dia 02/04/2018, promoveu surpresa e, ao mesmo tempo, dúvidas acerca de um fato ocorrido há mais de 40 anos, que envolveu a cantora Elba Ramalho e o empresário Ivan Batista, vereador em exercício de mandato na Câmara Municipal de Campina Grande.

Em uma matéria que apontava a sugestão do vereador sobre uma oportunidade de apresentação artística no Parque do Povo para Eduarda Brasil, paraibana de São José de Piranhas, destaque no Programa 'The Voice Kids' da Rede Globo, o jornalista Marcos Marinho discorreu, quase que "despropositadamente", que o vereador Ivan Batista seria o responsável por ter dado à Elba Ramalho, seu primeiro violão!

A viralização da postagem só aumentou a curiosidade dos leitores sobre o fato, até agora desconhecido do público campinense.

Pois bem... Marinho tem razão, porém o fato é uma referência cruzada! 

"Morte e Vida Severina", Campina Grande 1973
No final dos anos 60 a Rainha da Borborema respirava muita cultura, principalmente nas expressões teatrais, berço das primeiras incursões artísticas de Elba Maria Nunes Ramalho.

No início dos anos 70, o empresário Ivan Batista era proprietário de uma loja de discos chamada "Lojinha dos Sucessos", que ficava localizada na Rua Cardoso Vieira, em Campina Grande. Em 1972, fora procurado por um dos produtores do Festival Campinense de Música Popular Brasileira, realizado pela FACMA e, como apoio ao evento, doou um violão para ser o prêmio do vencedor que viria a ser Elba Ramalho, que já ganhava notoriedade nos palcos campinenses.

Ivan Batista sempre se notabilizou por suas investidas empresariais, haja vista ter sido proprietário da famosa e saudosa Boite Maria Fumaça, na década de 1980.  
 
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