O nosso colaborador de sempre, Professor Mario Vinicius Carneiro Medeiros, nos enviou trechos do programa "Bom dia, Nordeste" com José Bezerra da saudosa Rádio Borborema, mais precisamente uma gravação do dia 19/11/1981, manhã seguinte a conquista do Campeonato Paraibano daquele ano.
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Pois é: em determinada altura dos anos 70, a diretoria do Galo da Borborema mudou seu nome para "Treze Athlético Paraibano", o que causou enorme confronto com a torcida mais tradicionalista, que tempos depois, através de ação encabeçada pelo fundador Antônio Fernandes Bióca, conseguiu a volta do nome antigo e tradicional.
A foto acima mostra uma faixa postada na esquina do Calçadão da Cardoso Vieira com a Rua Venâncio Neiva como registro dessa época. Ao fundo, a antiga redação do Diário da Borborema.
Em 1961 o Treze fez um amistoso internacional no Estádio Presidente Vargas, contra o Dínamo Bucarest da Romênia, que estava fazendo várias apresentações no Brasil.
A Rádio Clube transmitiu o jogo
O jogo foi 1x1, com Icário marcando o gol do Galo da Borborema que jogou com Brito; Hélio, Nelson, Germano, Gonzaga e Milton; Icário (Gilvan), Pedro Negrinho, Paulo, Bola Sete e Ruivo. Um bom público foi ao Estádio do Treze, que viu a aguerrida equipe alvinegra comandar as ações.
O Blog Retalhos Históricos de Campina Grande, cumpre o doloroso dever de informar aos leitores o falecimento do ex jogador do Treze Futebol Club, Adelino Aquino Neto, de 68 anos.
Noticiado seu falecimento por volta das 5h30 da manhã, desta quarta-feira, 03 de maio de 2017, o ex-jogador conhecido como “O Leão do Galo”, encontrava-se internado no Hospital de Trauma de Campina Grande, desde a noite da segunda-feira, 1º de maio, apresentando graves complicações no sistema gastrointestinal.
Adelino era natural de Mossoró-RN, e aportou na Rainha da Borborema no final da década de 1960. Foi ídolo atuando como atacante do TrezeFC, tendo recebido da Câmara Municipal o título de Cidadão Campinense no ano de 2007.
Certa vez, a TV Borborema em uma das edições do Programa Opinião, à época apresentado por Anchieta Araújo, teve como convidado o ex atleta. Reveja os vídeos abaixo:
Programa "Opinião" da TV Borborema: Adelino "Leão do Galo" Aquino, um dos maiores artilheiros da história do futebol paraibano
Faleceu, na madrugada deste dia 02 de março de 2017, na Clínica Santa Clara, em Campina Grande, o atual presidente do Treze Futebol Clube, Petrônio Gadelha, de 66 anos. De acordo com informações divulgadas pelos órgãos de comunicação, Petrônio foi internado após um infarto e veio a falecer por volta da meia-noite.
José Patrônio Gadelha era engenheiro e, no meio futebolístico sempre esteve ligado ao Treze FC, tendo presidido o clube pela primeira vez no período de 2005 a 2008, deixando como legado dessa gestão a famosa 5ª colocação na Copa do Brasil de 2005 e o bicampeonato paraibano 2005-2006.
A diretoria trezeana informa que o velório acontecerá a partir das 8:00hs no Campo Santo Parque da Paz, onde o mesmo será sepultado.
Na temporada de 1969, o velho Galo da Borborema havia montado uma de suas melhores equipes. Nomes como o de Zé Luiz, Janca, Zé Pequeno entre outros, faziam parte da equipe comandada pelo técnico Edésio Leitão. Assim, tudo levaria a crer que o dia 13 de julho entraria para a história do Treze como um dia de alegria, já que uma simples vitória contra o Botafogo de João Pessoa faria o Treze o campeão estadual daquele ano.
Infelizmente, o pior aconteceu!
Ao se dirigir à capital do Estado, o ônibus da empresa “Seridó”, com toda a equipe do Treze a bordo, capotou três vezes na temida “Curva da Caridade”, na BR 230, após uma tentativa de se desviar de outro ônibus.
Quinze pessoas ficaram feridas, com o treinador da equipe trezeana, Edésio Leitão, sendo o caso que mais precisou de cuidados.
O ex vice-prefeito de Campina Grande, Zé Luís, fraturou a clavícula, Zé Preto, deslocou o ombro, Mané sofreu traumatismo torácico, ou seja, toda a equipe do Treze foi prejudicada de alguma forma no ocorrido, que felizmente, não produziu vítimas fatais.
Com certeza, a decisão mais sensata seria paralisar o campeonato até a recuperação total dos jogadores do Galo. Até o presidente do Botafogo de João Pessoa, o senhor Herder Henrique, concordava com tal decisão: "Não nos interessa sermos campeões com o infortúnio do adversário!”.
Mas, inacreditavelmente, a Federação Paraibana de Futebol, não aceitou tal proposta e marcou o primeiro jogo da decisão para o domingo seguinte, dia 20 de julho de 1969, quando boa parte da equipe do Treze ainda estava em recuperação. O Botafogo não tomou conhecimento da frágil e abalada equipe do Galo, que não tinha quase nenhum jogador do quadro titular, resultado da partida: 2x0 em favor da 'Maravilha do Contorno'.
Diz o hino oficial do Galo, letra de Murilo Buarque: “O Treze, no campo, luta em prol, do seu alvinegro pavilhão...”, e foi assim que a equipe trezeana, ainda desfalcada, conseguiu vencer o segundo jogo por 1 a 0, jogando em Campina Grande.
No dia 27 de julho de 1969, fazendo a chamada “negra”, o Treze não resistiu e novamente perdeu para o Botafogo em João Pessoa por 2 a 0. Lembremo-nos; apenas 14 dias após o terrível acidente!
A insensatez da FPF deixou para a História um quê de que, diante das circunstâncias, esse campeonato fora tomado de Campina Grande.
No ano seguinte, tanto Treze, quanto Campinense, resolveram não disputar o Campeonato Estadual, resolvendo disputar o chamado “Torneio Mistão”, que terminou com o Campinense sagrando-se vencedor.
Coincidência ou não, quando Treze e Campinense resolveram voltar a disputar o Estadual, o Campinense emplacou 4 campeonatos seguidos (1971, 1972, 1973 e 1974), com o Treze vencendo em 1975*, em título repartido com o Botafogo.
Resumo da ópera: Treze e Campinense não sabem a força que tem. Unidos, são imbatíveis.
Outra formação do TrezeFC seria vítima de outro sinistro em 26 de Março de 1973, em acidente semelhante, quando a equipe voltava de uma partida disputada em Salgueiro-PE.
Fontes Utilizadas:
-Roberto Vieira do blog http://oblogdoroberto.zip.net/index.html http://trezegalo.xpg.uol.com.br -Acervo Pessoal
O colaborador sempre presente Mario Vinicius Carneiro Medeiros, nos enviou o material a seguir, relatando o recebimento do livro de sua autoria que conta a história do Treze Futebol Clube, pela Biblioteca da Fundação Rui Cunha, em Macau na China:
O Professor Jorge Duarte Pinheiro, o segundo de pé, da esquerda para a direita, participou de uma conferência internacional em Macau, que até 1999 foi possessão portuguesa, na China
O livro foi entregue durante uma conferência internacional jurídica realizada naquela localidade, que contou com a presença do professor Jorge Duarte Pinheiro, responsável pela entrega do livro esportivo.
Na oportunidade, além de vários livros de sua autoria, entregou a biblioteca da Fundação Rui Cunha, um exemplar do livro "Treze Futebol Clube - 80 anos de história"
Professor Mário nos informou: "Hoje, em países e locais de língua portuguesa, está presente, além do Brasil: Portugal, Goa (Índia), Timor Leste, Macau (China). Extraoficialmente, já recebi notícias de dois outros locais: Angola e Moçambique. Meu projeto é enviá-lo para mais três países: Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde".
O livro foi recebido pelo vice-presidente da Fundação, Dr. Tubal Gonçalves
É a história do Treze Futebol Clube sendo contada mundo afora.
O ano de 1975 marcou o esporte na Serra da Borborema com um título paraibano que o Treze dividiu com o Botafogo de João Pessoa (Pela FPF E CBF). Porém, as grandes manchetes dos jornais da época, eram as inaugurações dos Estádios José Américo de Almeida em João Pessoa e o Ernani Sátyro em Campina Grande, que faziam parte do idealismo do Regime Militar, ou seja, construir obras grandiosas, para que uma idéia de modernidade fosse implantada na mente dos brasileiros.
Desta forma, Campina Grande foi agraciada com um grande Estádio de futebol, com capacidade para cerca de 40 mil pessoas, o que para uma cidade apaixonada pelo esporte, seria muito bem utilizado, afinal como sabemos, a capital de nosso futebol sempre foi Campina.
O jogo da inauguração do Estádio era para ser entre o Treze e o time do Governador do Estado, o Botafogo do Rio, todavia, como contou a Roberto Hugo da Rádio Caturité em 2006, Zé Agra o então presidente do Galo, fez uma série de exigências fazendo com que o Governador escolhesse o principal rival da equipe de São José, para o jogo da inauguração.
Passados alguns dias, seria a vez da Inauguração dos Refletores. Dessa vez, o Governador não teve alternativa e aceitou algumas reivindicações de Agra, convidando o Galo da Borborema para um confronto com o Flamengo do Rio de Janeiro.
Era o dia 13 de agosto de 1975. O Flamengo de Zico chegou a Campina Grande, disposto a golear o desconhecido Treze (para eles). O campo estava completamente lotado, com o Galo mostrando a força de sua torcida e batendo o recorde de público e renda. Não é preciso dizer, que o jogo era aguardado com uma grande expectativa. Zico em entrevista a um repórter da cidade relatou o seguinte: “O Estádio é excelente. Com grande carinho fomos recebidos aqui pelo povo de Campina Grande. Vamos ver se podemos fazer uma boa exibição, para alegrar o público que comparece ao Estádio”. Vale salientar, que nessa época o “Galinho de Quintino” era apenas uma promessa, mas seu grande futebol já começava a se destacar, inclusive como curiosidade, “dizem as más línguas”, que no momento do gol de Zico, de falta, um dos jogadores que estava na barreira do Treze se virou para o goleiro, sendo logo repreendido por um colega, quando então teria questionado: “Você acha que vou perder o gol?”.
Treze x Flamengo no Amigão em 1975
O árbitro da peleja foi José Frazão, que afirmou a Rádio Borborema sua emoção em mediar esse jogo, fazendo alusão inclusive, a uma emissora de televisão pernambucana, que teria transmitido esse jogo para Estados nordestinos. Se esse fato realmente ocorreu, poderá ter sido o primeiro jogo transmitido interestadualmente na Paraíba. Infelizmente, nossa memória esportiva é falha e fatos como estes, ficaram perdidos na areia do tempo.
Os mais antigos e as publicações que relataram esse jogo, dizem que a partida foi exuberante. O historiador do Galo, professor Mario Vinicius relatou em seu livro sobre o Treze, o fato que originou o primeiro gol da equipe de São José: “Aos sete minutos, Cantarelli, arqueiro rubro-negro, cobrou um tiro de meta para Geraldo. Este, tendo pela frente o artilheiro João Paulo, resolveu aplicar-lhe um ‘chapéu’ e sair jogando. Contudo, o centroavante alvinegro conseguiu tocar com a cabeça na bola, matá-la no peito e disparar um ‘canhão’ para a meta rubro-negra, fazendo o primeiro gol noturno do Amigão.” O Estádio vibrava em emoção, com a equipe paraibana jogando de igual para igual com aquele time, que já tinha a base da equipe que viria a ser campeã mundial de 1981 e consequentemente, uma das maiores equipes da história do futebol brasileiro.
Infelizmente, aos 12 minutos, chegou à hora da falta que já relatamos, com a cobrança magistral de Zico empatando para o Mengão. Esse foi o resultado do primeiro tempo. Joselito Lucena, um dos narradores desse jogo, faltou “esgoelar-se” em emoção, tentando passar com fidelidade para o ouvinte, o que se estava acontecendo naquele momento.
Veio o segundo tempo e infelizmente para o Treze, o Flamengo tinha Zico. Como diria Nelson Rodrigues, apenas os “Idiotas da Objetividade”, não achavam Zico o maior do mundo. Era um “cracasso”, que infelizmente, como se fosse uma punição dos Deuses do Futebol, nunca conquistou uma Copa do Mundo, fato este, entretanto, que não diminuiu jamais sua importância para o futebol. Para o Flamengo, ele era simplesmente “Deus”. Assim, aos 14 minutos, driblou um defensor galista e chutou forte, na gaveta de Renato, grande goleiro do Treze na década de 70, fazendo Fla 2x1. A partir desse momento, o Mengo não deu mais chance ao azar e consolidou sua vitória, deixando, porém, uma boa dose de confiança ao Treze, que se aproximava da conquista do Paraibano de 1975.
FICHA TÉCNICA:
13/08/1975- Treze 1x Flamengo (RJ) 2
Local: Amigão Cidade: Campina Grande-PB Juiz: José Frazão Competição: Amistoso Público: 27 450 pessoas Treze: Renato-74; Son, Cidão, Carioca e Heliomar; Carlinhos e Gil Marques; Chiquinho, Nilo (Fernando), João Paulo e Soares (Cicita). Flamengo: Cantarelli, Júnior, Jaime (Rondinelli), Luiz Carlos e Rodrigues Neto (Luiz Florêncio); Liminha e Geraldo; Doval, Zico (Paulinho), Luizinho e Edson. Gols: João Paulo e Zico (2).
Áudio - Momentos do Jogo:
Fontes:
Programa Reminiscências (Rádio Caturité) – Áudio do gol de João Paulo
Livro sobre a História do Treze – Professor Mário Vinicius
Livro sobre o 50 anos do Treze – Fotos
Programa Debate na Caturité – Rádio Caturité
Programas Esportivos da Rádio Borborema
Registro histórico do acervo pessoal de Mario Vinicius Carneiro Medeiros, com as formações de Treze e Dínamo Bucarest, da Romênia, em partida realizada no dia 6 de janeiro de 1961:
O Estádio da disputa foi o Presidente Vargas, terminando a partida empatada em 1 a 1 com o gol trezeano sendo marcado por Icário. Os atletas do Treze, agachados, da esquerda para a direita: Brito, Gonzaga, Icário, Germano, Nelson, Hélio, Lelé, Bola 7, Pedro Negrinho, Ruivo e Milton.
Segundo o historiador Mario Vinicius Carneiro Medeiros em sua obra sobre a história do Treze Futebol Clube, a idéia para um Estádio de Futebol para o Galo da Borborema surgiu em 1938. Para que fosse possível o sonho, Antônio Fernandes Bióca, Luiz Gomes, Tibúrcio dos Santos, José Rodolfo e Zacarias do Ó, foram ao encontro do então governador da Paraíba, Argemiro de Figueiredo.
Homem de fácil acesso, Argemiro mandou que os dirigentes trezeanos procurassem um terreno, o qual o governo do Estado compraria e consequentemente, o repassaria ao Treze. Um local na rua D. Pedro I no Bairro de São José foi escolhido e no dia 04 de abril de 1938, ele seria doado ao Treze para a construção do Estádio. Na época, o terreno tinha 25.000 metros quadrados.
Logo, o Treze aumentaria as dimensões do lugar, adquirindo na época pelo valor de 10 contos de Réis, um terreno com a frente para a Rua Teixeira de Freitas. O dinheiro foi conseguido através de uma doação do Sr. José Augusto Júnior, sendo o restante obtido através de uma campanha popular e outras doações.
A pedido de Argemiro de Figueiredo, o nome do Estádio seria “Getúlio Vargas” em homenagem ao então presidente do Brasil.
No dia 17 de março de 1940, finalmente o Estádio ficaria pronto. A cidade praticamente parou nesse dia, com festas e mais festas em homenagem a nova casa de esportes. A partida inaugural se deu entre Treze e Ypiranga, com Argemiro de Figueiredo dando o pontapé inicial do jogo.
A ficha técnica da partida foi a seguinte:
Treze 3x3 Ypiranga
Data: 17/03/1940
Local: Estádio Presidente Vargas – Campina Grande-PB
Competição: Campeonato de Campina Grande de 1939
Treze: Álvaro; Clodoaldo e Jiló; Martelo, Pedro Macaco e Delorme; Clóvis, Aderson Eloy, Holanda, Genival e Mota
Ypiranga: Sem dados
Marcadores:Ypiranga: Alcides (primeiro gol do Estádio). Os outros tentos do Ypiranga são desconhecidos. Treze: Aderson Eloy, Pedro Macaco e Genival.
O primeiro jogo interestadual foi contra o Santa Cruz, no dia 14 de abril de 1940 com o Galo vencendo por 5 a 2.
Em 1948, seriam construídas as primeiras arquibancadas do PV. O “Campo do Galo” foi o primeiro estádio de futebol da Paraíba a construir os túneis de acesso ao campo, para jogadores e árbitros, e igualmente o primeiro a instalar refletores para possibilitar a realização de jogos noturnos.
Com os refletores sendo inaugurados em 09 de julho de 1958, foi disputado um jogo contra o Sport Recife. O placar seria de 3 a 3, quando o Treze jogou com Pelado (Mascote); Nelson e Lucas; Joab, Gonzaga e Milton Negrinho; Guedes, Bé, Pedro Negrinho, Ruivo e Josias. Guedes, Ruivo e Josias fariam os tentos do Treze.
O Estádio Presidente Vargas também teve a honra de ter em seu espaço físico, a Taça Jules Rimet, o troféu que era transferido ao Campeão do Mundo de futebol. Além disso, em 1968 veria também a lenda Garrincha vestir o manto do Treze, em jogo frente a Seleção da Romênia.
Em 1972, o Estádio seria ampliado, ganhando um pouco mais de conforto.
PV nos anos 70
Com a inauguração do Estádio Amigão em 1975, o velho “PV de guerra” foi deixado de lado, praticamente só se disputando lá, jogos medianos e principalmente, servindo de local de treino para o time profissional do Treze, além de suas divisões de base.
A exceção a essa regra se deu em 19 de junho de 1986, quando todas as atenções estavam voltadas para a Copa do México. O Flamengo veio jogar com o Treze no PV, com o placar sendo de 3 a 1 para a equipe carioca.
No começo dos anos 90, uma grande tragédia. Parte do muro do Estádio caiu e matou duas menores. Em virtude deste fato, já que as diretorias que fizeram parte do Treze, deixaram a ação promovida pelos pais das menores correr a revelia, o clube foi punido com um leilão, para que os pais das jovens fossem indenizados, que fez com que o Treze perdesse grande parte do terreno do PV. Onde hoje se encontra uma pizzaria e uma mortuária de frente ao Hospital Pedro I, ali no passado era do Treze.
Entre 1998 e 1999, os velhos refletores seriam trocados por melhores equipamentos, fato ocorrido na gestão de Olavo Rodrigues.
Jogo de Reinauguração dos Refletores em 1999
A partir de 2004, o Estádio foi recebendo grandes melhorias, como uma nova fachada, moderna e mais bonita, novos vestiários, uma academia, melhoria no campo, além de um maior cuidado de conservação naquele que é o segundo maior patrimônio do clube, já que o primeiro é a torcida.
Nova fachada do PV
O Treze recentemente voltou a disputar grande jogos no PV, a exemplo da Série C, Série D, Copa do Brasil etc. A intenção de todos que torcem pelo Treze é que no futuro, o Estádio receba uma grande reforma, arquibancadas maiores, na intenção de transformá-lo numa arena esportiva.
Vídeos interessantes sobre o PV:
O Estádio entre os anos 50 e 60:
Reportagem sobre histórias do Estádio - TV Paraíba:
Imagens recentes do Estádio:
Fontes Utilizadas:
Livro dos 50 anos do Treze Futebol Clube – 1975
Livro dos 80 anos do Treze Futebol Clube – Professor Mário Vinicius Carneiro Medeiros
Registro de grande importância histórica. É o ante-projeto do Estádio Presidente Vargas de propriedade do Treze Futebol Clube, encontrado na Revista "A Noite Ilustrada", edição do ano de 1938 e cedido ao "Retalhos" por Rau Ferreira:
Texto por Rau Ferreira
O Estádio “Presidente Vargas” – carinhosamente denominado PV – é o campo oficial do Treze Futebol Clube, um dos grandes campeões paraibanos e importante equipe futebolística da cidade de Campina Grande.
A concretização do sonho trezeano começou a partir da doação de um terreno localizado no bairro São José, por Argemiro de Figueiredo, no ano de 1937.
No anteprojeto de construção constavam quatro campos de esporte, pista de corridas, piscina olímpica com trampolim e arquibancada para 10.000 pessoas. E mais, estacionamento para 150 carros, hospedaria, restaurante, enfermaria e vestuários. Na entrada, havia previsão da construção de um pórtico monumental.
Pres. José Augusto Jr.
O Presidente do clube, Sr. José Augusto Júnior, estava a frente da obra, cujos trabalhos estavam orçados em 500 contos de réis.
Na primeira disputa realizada em campo, o Treze empatou com o Ypiranga pelo score de 3 a 3, com o gol de abertura de Alcides.
Para a imprensa da época, denominar-se de Presidente Vargas o campo do Treze era uma justa homenagem ao chefe da nação brasileira.
A inauguração do PV aconteceu no dia 17 de março de 1940.
Segundo nosso leitor Luciano Jordan: "O projeto é de Isaac Soares. O mesmo que projetou o Cine Capitólio e o Casino Eldorado!! Sensacional registro!!".
Os vídeos abaixo nos foram cedidos gentilmente pelo Eduardo Almeida. São imagens raras da conquista do Campeonato Paraibano de 1989 pelo Treze Futebol Clube, imagens da TV Paraíba, que na época ainda estava engatinhando pois suas atividades se iniciaram em 1987. O comando esportivo era do competente Roberto Hugo, que faz muita falta nos meios esportivos de nossa imprensa.
As imagens correspondem aos jogos do Treze no triangular final daquele campeonato, que deu ao velho Galo da Borborema, o título daquele ano.
Jogo: Treze 5x1 Nacional de Patos
Jogo: Treze 2x0 Botafogo
Jogo: Treze 1x1 Nacional de Patos
Jogo: Treze 1x1 Botafogo (Jogo do Título)
Itan Pereira, ex-reitor da UEPB e trezeano, escreveu a seguinte crônica sobre o título de 1989 no Jornal da Paraíba:
O jogo foi numa noite de quarta-feira, 18 de outubro. O Treze jogava pelo empate em função de sua melhor campanha no decorrer da competição.
Sob a orientação sóbria de Erandir Montenegro e o puxado comando físico de Marcos Melo, o alvinegro empatou em 1x1 com o "Tricolor do Contorno", gol de Neto Surubim, e garantiu a conquista do supercampeonato. Sim, foi uma superdecisão. Sem nem se preocupar tanto com a arbitragem, que veio de fora - o juiz foi Romualdo Arppi Filho - e o público, certamente por ser uma noite, não foi grande e nem tão pequeno: 10.505 pessoas pagaram para ver o Galo cantar o título de campeão antes da meia-noite.
O time inspirava confiança até no mais cético torcedor, a começar pelo goleiro Eduardo (que não jogou a final), um gaúcho que virou Chico depois de famoso e por causa de suas peripécias sexuais no exterior. Na defesa, Lelo e Hélio Carioca sobressaiam; no meio de campo Roberto Nascimento garantia a cabeça de área e Neto Surubim completava o trio fazendo o terceiro homem, como falso ponta-esquerda. O baixinho Rocha, no ataque, usava a cabeça para ser o artilheiro da competição com 35 gols (foi também o artilheiro do Brasil), ajudado pelo ponteiro Julinho, que brilhou também no exterior. Foi sem dúvida, um grande título.
Registros encontrados na Revista Placar da Editora Abril pela professora universitária Soahd Arruda, assídua colaboradora do RHCG. São reportagens sobre o Treze, campeão paraibano de 1983. Cliquem nas imagens abaixo para ampliar e portanto, possibilitar a leitura:
Antônio Fernandes Bióca foi o fundador de uma das maiores paixões do povo de Campina Grande, o Treze Futebol Clube. Em 07 de setembro de 1925, em sua residência na Rua Irineu Jóffily, 13 abnegados se reuniram para a fundação desse glorioso clube, que tantas alegrias trouxe a nossa cidade.
O escritor da mais famosa publicação sobre o Treze, Mário Vinicius Carneiro, esteve com Bióca em 1995, quando gravou a estrevista que estamos disponibilizando, sob o consentimento do autor, cedida com exclusividade para esse blog.
Bióca e Professor Mário em 1995
Observamos, que mesmo com a idade avançada, Bióca estava lúcido e a entrevista foi repleta de fatos reveladores sobre a história do futebol paraibano em geral. Agradecemos mais uma vez ao professor Mário, pela confiança depositada.
Em 1968, quando já tinha 43 anos de vida, o Treze se "internacionalizou". Nessa temporada, fez uma série de amistosos contra times do exterior como por exemplo, a Seleção da Romênia e o Rampla Juniors do Uruguai.
Tudo começou no dia 20 de janeiro, quando o Treze enfrentaria nada mais, nada menos, do que a Seleção da Argentina. Certo que era um time "de novos", denominação dada às equipes aspirantes das Seleções. Esses selecionados eram preparados para disputar Jogos Olímpicos, Torneios Pré-Olímpicos, Jogos Pan-Americanos e outros torneios famosos, como por exemplo, o Torneio de Toulon, o qual o Brasil conquistou em algumas ocasiões.
Esse time da Argentina fez uma série de amistosos pelo Brasil. Não era um bom time. Vale lembrar, que desde meados da década de 50, a Argentina estava passando por um período de entressafra. Nomes como Di Stefano e Cia., estavam no passado. Desta forma, explica-se a derrota dessa seleção para times fracos, como o Central de Caruaru (2x1) e para o Sergipe (3x1). Mesmo assim, era um time que merecia ser respeitado, com vários atletas que seriam campeões na Argentina nos anos seguintes.
Foto do Livro sobre a História do Treze de Mario Vinicius Carneiro Medeiros
Assim, o Estádio Presidente Vargas que em sua história recebeu nomes como Garrincha, Nilton Santos, Castilho e inclusive a Taça Jules Rimet, seria o palco desse jogo, que não é preciso relatar, foi o alvo das atenções da cidade e da imprensa paraibana.
Iniciada a partida, o Treze apresentou-se melhor do que a Argentina, mostrando um bom futebol. Porém, alguns atletas do Galo não estavam bem, talvez o nervosismo atrapalhasse. Era o que estava acontecendo com o goleiro Aurilio, por exemplo.
O fato é que as falhas individuais foram os responsáveis pela derrota do Treze. Exemplo disso foi quando o bom jogador Antonino falhou no lance do primeiro gol da Argentina, marcado por Valentini. O atacante argentino aproveitou-se de uma bola mal recuada para o goleiro e na saída desse, com categoria colocou a bola no gol.
O Galo reagiu ainda no primeiro tempo e acabou empatando a peleja, com tento do ex-vice-prefeito de Campina Grande, Zé Luiz. O gol do Treze foi bastante parecido com o da equipe argentina, onde o ponta aproveitou a saída do goleiro Casarino e tocou firme, para logo após ir comemorar com a massa alvinegra.
Foto do Livro sobre a História do Treze de Mario Vinicius Carneiro Medeiros
Parecia agora que o Treze partiria firme para a vitória. Só parecia. No segundo tempo, novamente as falhas individuais ocorreram. O algoz do Galo, o atacante Valentini, faria o seu segundo gol. Agora, foi à vez de Janca falhar, quando ao tentar desviar uma bola não conseguiu seu intento. É de salientar, que Aurilio também errou ao não sair da meta para cortar a jogada.
Ao final do tempo regulamentar, o Galo ainda conseguiria empatar o jogo, quando Janca, reabilitando-se da falha anterior, chutou forte uma falta, quando apareceu Paluca, que acabou por atrapalhar o guarda-metas argentino Feliceti, que entrara no lugar de Casarino. A bola ainda tocou no zagueiro Crossi, porém, o árbitro da partida, o senhor Evanilson Menezes, deu o gol a Janca.
Todos pensavam que o 2x2 seria o placar final do jogo. Entretanto, para a tristeza dos torcedores que compareceram ao PV, o carrasco Valentini novamente daria as caras. O goleiro Aurilio falharia mais uma vez e ao apagar das luzes, a Argentina conseguiria a vitória numa partida sensacional, que por muito tempo ficou na memória dos esportistas de Campina Grande.
Ficha Técnica:
Treze 2x3 Seleção da Argentina (De Novos)
Data: 20/01/1968
Competição: Amistoso
Local: Estádio Presidente Vargas - Campina Grande-PB
Árbitro: Evanilson Menezes Treze: Aurilio; Janca, Antonino, Mané e Valdeci; Leduar (Zé Pequeno) e Pedrinho; Lima, Facó (Paluca), Chicletes e Zé Luiz (Nogueira). Argentina: Casarino (Felicetti); Marenda, Grossi, Camino e Niglio; Jara e Busti; Flores, Weber (Amarilla), Valentini e Nogara Marcadores: Zé Luiz e Janca (Treze); Valentini (Argentina) (3)
Fontes Pesquisadas:
Diário da Borborema (Janeiro de 1968)
Diário de Pernambuco (Site da Internet)
Site do Clube Sergipe
Livro "Treze Futebol Clube: 80 anos de História" - Prof. Mario Vinicius (Fotos)
Site "Trezegalo"
Em 1º de maio de 2015, o Treze Futebol Clube entrava em campo pela primeira vez... Neste jogo contra o Palmeiras (equipe local), foi marcado o primeiro gol através de Plácido Véras, "Guiné". O próprio narrou ao historiador Mario Vinicius, como foi o seu gol: "Aos quinze minutos, ele mesmo (Zacarias Cotó) lançou a bola para mim, que jogava pela ponta-esquerda. Vieram dois adversários que consegui driblá-los. Toquei a bola na frente e avancei para a área, deixando mais dois jogadores para trás. O goleiro do Palmeiras, Misael, que era alfaiate, saiu para tentar segurar a bola. Só tive o trabalho de chutar no canto esquerdo. Gol do Treze!".
Na imagem abaixo, a descrição do primeiro jogo:
FICHA TÉCNICA:
Treze 1x0 Palmeiras-PB
Data: 01/05/1926
Competição: Taça União Operária Campinense
Local: Campo dos Currais - Campina Grande-PB
Treze: Olívio, Zé Eloy e Lima, Zé Castro, Zacarias e Eurico; Rodolpho, José Casado, Reis, Cotó e Guiné
Marcador: Guiné
Na segunda foto, "Guiné"em 1994, junto ao professor Mário:
A terceira foto mostra a equipe do Treze da primeira partida:
Plácido Veras morreu em 01 de fevereiro de 1996 e o Jornal da Paraíba em suas páginas relatou:
A imagem a seguir é da placa que Mario Vinicius colocou em seu túmulo, em 2007;
Abaixo, podemos escutar a voz de Guiné, autor do primeiro gol do Treze, extraída de reportagem da TV Paraíba:
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* Historiador, autor do livro que conta a história do Treze Futebol Clube
Em 1978, foi lançado um disco para o Treze, uma das glórias de nosso futebol ao lado do Campinense. O nome do "compacto", como era chamado à época o pequeno disco, era "Treze Athlético Paraibano", fazendo alusão à mudança de nome do Treze, fato polêmico que no futuro iremos abordar com maiores detalhes.
A primeira música era "O Galo da Borborema" de João Martins e Naldo Aguiar. A segunda composição tinha o nome "Treze Athlético Paraibano", de autoria de Naldo Aguiar e João Martins. A supervisão do disco coube a Naldo Aguiar e João Martins, com participação de Massilon Gonzaga; Desenho de Pablo e Foto do Hiper Foto Modelo.
Os agradecimentos que constavam na capa do vinil: "Aos industriais José Bezerra Sobrinho da Fábrica São José - Rua Presidente João Pessoa nº 743, e Orlando Oliveira - Movelaria Sheila - Móveis em Geral na rua Campos Sales nº n155 - Campina Grande - Paraíba, que muito nos incentivaram e deram o total apoio na confeccção deste disco, os nosso atenciosos agradecimentos".
O "Retalhos Históricos de Campina Grande" trás as duas gravações, que podem ser acessadas clicando-se abaixo:
Em 1984, o Treze Futebol Clube iniciou as disputas do Campeonato Paraibano como grande favorito a conquistar o título. O Galo vinha de três conquistas consecutivas (1981, 1982 e 1983) e sonhava com o tetra, fato que não ocorreu, pois o campeão daquele ano foi o Botafogo de João Pessoa.
O colaborador Kayo Cavalcante, nos enviou uma série de ingressos de sua coleção, os quais reproduzimos abaixo:
Como curiosidade, o fato de os ingressos serem vendidos antecipadamente, numa organização pouco vista no heróico futebol paraibano.
Em 17 de março de 2014, morreu um dos maiores goleiros que atuaram no futebol paraibano: Jorge Hipólito, que jogou em Campinense e Treze durante os anos 80. Hipólito fez parte da célebre equipe do Treze que disputou a Série B e Série A no ano de 1986, quando o Galo da Borborema conquistou vitórias históricas frente ao Santos (em plena Vila Belmiro) e contra o São Paulo (quando tirou a invencibilidade da equipe do Morumbi, que sagrou-se campeão brasileiro daquele ano).
No Campinense Clube, além de jogador, foi anos depois preparador de goleiros da equipe cartola, fazendo parte do plantel que conquistou o paraibano de 2008.
Conhecido por sua educação e profissionalismo, ele revelou ao repórter Jamilton Soares do Diário da Borborema o seguinte: "A regra do bom profissional é ele ter em mente que cada dia é uma oportunidade para se aprender um pouco mais. Aliado a isso, vem o jogador, não apenas quem é goleiro, mas todo e qualquer profissional, aceitar a idéia que não é o dono da verdade. Fazendo isso, se exercita uma coisa muito importante, chamada humildade. Todas essas situações ajudam ao atleta superar os momentos de dificuldade, pois no futebol, nem sempre as coisas acontecem de forma justa".
Foi agraciado com o título de cidadão campinense. Como homenagem a esse grande goleiro de nosso passado, disponibilizamos abaixo uma entrevista dada a revista "O Gol", publicação de João Pessoa de Abril de 1988 (cliquem para ampliar):
Ao grande goleiro e sua família, o nosso respeito.
A História é Feita de Registros e Memórias! Colabore com nosso resgate nos enviando fotos, áudios, vídeos, etc... Fatos que remetam ao pretérito campinense. Teremos prazer em citar quem nos enviar. (retalhoscg@hotmail.com)
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