Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
retalhoscg@hotmail.com

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Largo da Matriz - Foto MHCG

Visão panorâmica do Largo da Matriz, com destaque para a antiga área utilizada para feira livre, o Comércio Velho.

Ao fundo, no centro da foto, as casas na transversal, situadas à Rua Maciel Pinheiro, demolidas com a expansão da futura Av. Floriano Peixoto.

Na foto abaixo, as retas em cor amarela situam o alinhamento tomado para a definição da grande avenida desenvolvida pelo Prefeito Vergniaud Wanderley. Nos círculos, estão a Igreja do Rosário (demolida) e a antiga Casa de Cadeia, hoje o Museu Histórico.


Apesar da foto encontrar-se datada ao ano de 1918, no Museu Histórico, o pesquisador Jônatas Rodrigues atenta:

"Tenho certeza que esta fotografia não é de 1918. Vou dizer porque, primeiro é que aparece na imagem o antigo prédio da antiga usina de energia elétrica que foi inaugurada apenas em setembro de 1920. E o prédio da esquina na rua Maciel Pinheiro que era a Casa Guerra que foi construído no início da década de 1920. O mais provável é que esta fotografia seja aproximadamente entre 1925 e 1929. 
E outra a arborização do Largo da Matriz (atual Avenida Floriano Peixoto) foi implantada a partir do governo municipal de Ernani Lauritzen de 1923 a 1928." 


O "Programa Silvio Santos" tem certa parceria com a cidade de Campina Grande. Não raro, a cidade foi alvo de participações em gincanas no programa do “Patrão”, de uma participação no Caminhão do Baú, uma espécie de loteria com eletrodomésticos promovida pelo empresário, do "Teleton" e outra que não poderia deixar de ser lembrada, uma série de pegadinhas gravadas na cidade, em que até o folclórico “Biu do Violão” foi alvo das brincadeiras.

O Cidade x Cidade, uma das gincanas de Silvio Santos, era uma espécie de competição cultural, quando cidades se enfrentavam na busca pelo grande prêmio, que era uma ambulância. Em 1979, a cidade foi representada por integrantes de vários seguimentos, que se encontrariam com Silvio Santos ainda na TV Tupi, que na época, tinha suas imagens geradas para a cidade pela TV Borborema. Abaixo, do acervo de professor Mario Vinicius Carneiro, uma reportagem da época (cliquem para ampliar):



Outra participação foi no começo da década de 90, quando um Caminhão do Baú da Felicidade distribuiu um carro (FIAT UNO BRANCO) e toda a mobília de uma casa em evento promovido no Parque do Povo. A banda jovem “Polegar”, no auge de seu sucesso, tocou para uma multidão que compareceu ao local na esperança de ter seu cupom escolhido.

Finalmente, outro encontro do programa Silvio Santos com a cidade foi uma série de pegadinhas gravadas na cidade. Detalhe para a pegadinha em que o folclórico Biu do Violão aparece:





Fontes Utilizadas:

blogpanoramatv.zip.net (Caricatura de Silvio)
Acervo de Professor Mario Vinicius Carneiro
Comunidade de Campina Grande no Orkut
Programa Topa Tudo por Dinheiro - SBT (Vídeo)




O cinema não tem fronteiras nem limites. 
 É um fluxo constante de sonho. 
Orson Welles 

O Cinema em Campina Grande, chegou 14 anos depois de os irmãos Lumière inventarem o cinematógrafo. Isto aconteceu com a inauguração do Cinema Brazil, em 03 de março de 1909, localizado no antigo prédio do Grêmio de Instrução (hoje Colégio Alfredo Dantas). Na ocasião, foi exibido o filme “A Mala Misteriosa”, com entrada franca. 

Na época, o Cinema era mudo, apresentando fitas curtas em preto e branco. Em 1910, surgiu o segundo cine: o “Cinema Popular,” de propriedade do Sr. José Gomes, situado na Rua da Feira, Rua Grande (atual Rua Maciel Pinheiro) e era frequentado pela classe social mais humilde da cidade. 

A experimentação cinematográfica campinense em sua primeira fase, não funcionou a contento, veio então o Cine Theatro Apollo, inaugurado em 20 de maio de 1912, num edifício pertencente à firma L. Fernandes & Cia, onde era localizado o antigo Mercado Novo, na atual Rua Maciel Pinheiro. O Cine Theatro Apollo, apresentava peças teatrais, dividindo o mesmo espaço com as projeções. Quando as companhias traziam seus espetáculos, as sessões cinematográficas só voltavam quando as temporadas teatrais acabavam. Este Cine era frequentado pela elite campinense da época. 


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Cine Theatro Apollo. Anos de 1920.

Um fato interessante deu-se em 11 de outubro de 1918: os habitantes regozijados pelo término da Primeira Guerra Mundial percorreram as ruas da cidade, acompanhados pelas bandas de músicas locais; o comércio cerrou suas portas, e a noite toda foi animada com um baile no salão de espera do Cine Theatro Apollo. Em 1936, este Cine transformou-se por pouco tempo no “Cine Para todos.” 

Em 25 de outubro de 1918, Alderico Saldanha e Américo Porto construíram um prédio na Rua Grande, instalando o Cine Fox (de cunho popular) em concorrência com o Cine Theatro Apollo. O Cine Fox, exibia filmes e séries que deixavam os expectadores em suspense e ansiosos, com o desenrolar sempre com o enunciado: “continua no próximo episódio” exibições para todas as idades, todos os gostos, tanto para a garotada que gostava de aventuras, como para adultos admirarem as belas e os belos artistas, em sessões mudas acompanhadas por músicos, que se encontravam na coxia com um piano, entre eles, destacamos a família Capiba, Dino e Adauto Belo, filhos do inesquecível Neco Belo, ícone dos carnavais da cidade, e neto do patriarca Alexandrino Cavalcanti. 

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Cine Fox, Rua Seridó, atual Maciel Pinheiro, final dos anos de 1920.

A chamada era de ouro do cinema campinense, na transição do cinema mudo para o cinema falado, deu-se a partir de 20 de novembro de 1934, com a inauguração do Cine Capitólio, de propriedade do Sr. Olavo Wanderley. Nessa época, o Capitólio tinha cerca de mil assentos, e a primeira exibição foi com o filme musical “Cavadoras de Ouro”, que contava em seu elenco com os atores Dick Powell, John Blond, dentre tantos.  


No ano de 1958, houve mudança na tela plana para tela VistaVision / CinemaScope, exibindo sucessos como Escaramuche, entre outros. A fachada lateral do Cine Capitólio dava para o lado da Rua Irineu Jofilly, com sua arquitetura em art-déco. O velho e elegante cinema passaria por sucessivas reformas nos anos 1964 (precisamente na sala de espera, saída e entrada, como também, a implantação do ar condicionado), descaracterizando por completo toda sua arquitetura interna e externa, não restando nada que lembrasse uma das construções em art-déco mais bonitas que a cidade possuía, na época dispunha de 886 assentos. O Cine Capitólio encerrou suas atividades no ano de 1999. 

Hoje o prédio do Cine Capitólio, cultural-afetivo, desfigurado pelo tempo e pela ação do homem, apenas ocupa espaço, que aos poucos vai desaparecendo. Onde era a bilheteria e a entrada principal, hoje é ponto de venda de comidas típicas e camelôs. 

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Cine Capitólio – 1934, situado na Rua Ireneo Joffily. Acervo José Edmilson. 

O jornalista Chico Maria em sua crônica “Ah, Velho Cine Capitólio” expressa saudade do tempo de garoto; pinça com habilidade no falar, registrando o dia-a-dia, resgatando e mergulhando numa afetividade mais profunda:  

[...] Ah, velho Cine Capitólio! Você e Campina, uma interação perfeita, os dramas e as comédias saltando da tela, para a vida nas ruas, a mudar comportamentos, eternizando instantes, construindo destinos. Quantas vezes, a menina envolta em sonhos, o vestido de tafetá cobrindo um corpo criança, não foi Brigitte Bardot, em sua nudez maliciosa e aparência infantil? No cavalo branco, do carrossel de luzes coloridas, quantos meninos não foram Tim Mac Coy, cavalgando sonhos? 

Seguindo a trilha da era de ouro do cinema, o Cine Babilônia foi inaugurado em 07 de julho de 1939, com um musical chamado “Primavera”, uma produção de 1937, com os atores Jeanette Mac Donald e Nelson Eddy. O Babilônia era a casa de exibição mais luxuosa da cidade e ponto de encontro para a sociedade. 

Em 1957, o Babilônia sofreu sua primeira reforma e passou a exibir filmes em cinemaScope com som magnético em quatro faixas direcionais, destacando-se sucessos como: “Demétrius, O Gladiador”, O Manto Sagrado”, “O Príncipe Valente”, “Suplício de uma Saudade”, “Spartacus”, “ A Fonte dos Desejos.” 
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Cine Babilônia. Acervo de José Edmilson Rodrigues

Nos idos dos anos de mil novecentos e setenta, o Cine Babilônia passou por grande transformação em sua fachada, melhoramento internos, implantação do ar renovado, contando com 780 cadeiras estofadas.  

O Cinema Babilônia, após ter encerrado suas atividades no ano 2000, passou um período como igreja evangélica, antes de ser transformado em shopping “Babilônia Center,” conservando assim o nome e sua fachada, tendo como última sessão o filme  “Ecos do além,” uma produção americana, com Kevin Bacon, Kathryn Erbe, Illeana Douglas, um filme de terror, com direção de David Koepp.  

Com o final da II Guerra Mundial, Campina Grande ganhou mais duas importantes salas de exibição: o Cine Avenida e o Cine São José. O Avenida (na Rua Getúlio Vargas, no bairro da Prata), inaugurado em 17 de março de 1945. Considerado cinema de bairro, era frequentado pela população menos abastada e tinha um bom público, principalmente em finais de semana; era subsidiado pelo Cine Babilônia, o que passava por lá, era exibido no Cine Avenida em seguida. Muitos matavam aulas, inclusive eu e alguns colegas de colégios das redondezas... nos anos 1970, ninguém resistia aos encantos da tela, de grandes filmes. O cinema Avenida, agora é palco de pregações evangélicas. 

 O Cine São José, sito no bairro do mesmo nome, festivamente aberto ao público no dia 10 de novembro de 1945, com a mesma programação do Cine Babilônia e o Cine Avenida nos mesmos moldes, só que subsidiado pelo Cine Capitólio e era destinado à população mais humilde. Com seu filme inaugural “Sempre no Meu Coração,” com Kay France e Walter Huston. O Cine São José, também foi Cine Teatro São José, recebeu caravanas de artistas de todo o Brasil, inclusive o ator Rodolfo Maya, apresentando o espetáculo “As Mãos de Eurídice.” O Cine São José, fechou suas portas em abril de 1983. 

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Cine São José. Acervo de José Edmilson Rodrigues

Fato interessante que os dois cinemas, São José e Avenida, eram munidos com materiais de exibições, pelo Cine Babilônia e Cine Capitólio respectivamente, mas, as suas sessões, só aconteciam quando se dava a troca dos rolos de filmes, na metade de cada projeção, quando um funcionário de posse do rolo já exibido, saía célere de bicicleta ou mesmo à pé, para que fossem então iniciadas as sessões dos  cinemas já citados.  



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Cine Avenida. Acervo RHCG
O senhor José Henrique Pereira, mais conhecido por “Zé Porteiro,” de estatura baixa, meio sisudo, porém, polido e educado, em entrevista concedida a Ronaldo Dinoá, nos anos oitenta, nos diz:  

[...] A minha primeira atividade profissional em minha cidade foi sempre em portaria de cinema. Comecei no antigo Fox [...] Passado algum tempo, fui trabalhar em outra casa de espetáculo do mesmo gênero, chamado Cine Apollo. No Cine Apollo, passei um bom tempo. Com extinção desse tradicional cinema campinense, há 45 anos atrás, fui trabalhar no cinema Capitólio, onde exerci minha profissão até me aposentar. 
[...] Nos cinemas antigos (Fox e Apollo), eram exibidos os chamados filmes mudos, que eram acompanhados pelo som de um piano que ficava bem embaixo da tela. Lembro-me de um pianista que acompanhava esses filmes, que se chamava Dino Belo, de tradicional família campinense. [...] 
[...] Tanto o Apollo como o Fox, funcionavam como Cineteatro. As peças teatrais, sempre marcaram época nos cinemas de antigamente. Depois, esse tipo de espetáculo passou para os cinemas que surgiram depois da extinção dos cinemas Apollo e Fox, no caso o Babilônia e o Capitólio. Eu tive a oportunidade de presenciar grandes espetáculos no Cinema Capitólio, não só teatro como shows artísticos com cantores famosos da época. 

A história campinense registra, também, os cinemas de bairro: Cine Liberdade (Imperial) no bairro da Liberdade (de propriedade de Orlando Brasil), situado na Rua São Paulo, entre as ruas Pernambuco e Rio de Janeiro. Neste cinema, nas matinés de domingo, como um atrativo a mais, era realizado um sorteio de uma bola de futebol com a garotada. 

No bairro de José Pinheiro, tinha o Cine Art, conhecido também pela massa humilde como “Cine Puiga” e o Cine Ideal, já na Rua Alexandrino Cavalcante, antes Rua João Alves de Oliveira, ali próximo ao Ponto de Cem Réis, nos anos 1953 até final de 1956, ficava o Cine Asteca, pertencente aos sócios Kleber Belo e Edson Romero e no bairro da Prata na Rua Montevidéu, existia o Cine Real. 

Além das casas de exibição cinematográfica, Campina Grande tinha Cine Clubes: Cine Clubes eram agremiações sem fins lucrativos que estimulavam aos sócios debates sobre o filme em pauta. Os cines clubes produziram dentre os associados grandes nomes da cinematografia brasileira, destacando Cacá Diegues e Glauber Rocha que deu origem ao movimento do cinema novo. Tínhamos: O Cine Clube Campina Grande; Glauber Rocha; Humberto Mauro e Rui Guerra, entre outros. 

Registramos, em décadas mais recentes, a breve existência do Cinema 1 localizado no Centro Cultural, onde hoje é o Teatro Rosil Cavalcanti. O Cinema 1 foi criado a partir de uma parceria entre a Prefeitura Municipal (Prefeito Enivaldo Ribeiro) e a empresa de cinemas Luciano Wanderley. 
Todas essas casas exibidoras fecharam e Campina Grande ficou órfã de cinemas. Mas, não demorou muito, com a construção do Shopping Iguatemi (hoje, Partage), surgiram quatro salas de exibições da rede nacional de cinemas Multiplex. 

Nesta década, registramos o Cine Aquariu’s, digital-pornô, na Rua João Pessoa, com 55 cadeiras para o público em geral e 20 cadeiras para um público mais “especial”, em sala contígua, sendo inaugurado em 26 de maio de 2006, de propriedade do Sr. Antonio José Ferreira, advindo de Vitória de Santo Antão, Pernambuco. 

E a sétima arte com novos efeitos, enredos e atores fantásticos, continua encantando admiradores, aqueles que se interessam pelo cinema, que amam como arte a sua trajetória e realizações: são cinéfilos. Existem aqueles que são fissurados por cinema e vão assiduamente assistir aos filmes, estes são cinemeiros, assim, a sétima arte vai conquistando outras gerações, nesse meio-tempo, os sonhos nunca envelhecem. 


Referências: 
CÂMARA, Epaminondas. Datas Campinense. Campina Grande: Núcleo Cultural Português, 1998. 
COSTA, Helton Luis Paulino da. Sob a Luz da Projeção. Monografia,/Arte e Midia, UFCG, 2006. 
DINOÁ, Ronaldo. Memórias de Campina Grande (II vol): A União, 1993. 
MARIA, Chico. Açude Velho. Inédito. 
LEAL, Willis. O discurso Cinematográfico dos Paraibanos ou a História do Cinema da Paraíba. João Pessoa: A União, 1989. 
SILVA FILHO, Lino Gomes da. Síntese Históricas de Campina Grande, 1670-1963. João Pessoa – PB, Grafset, 2005.       
Depoimentos de Romero Azevedo, Rômulo Azevedo, Rui Vieira, Benedito Antonio Luciano, José Araújo Agra, Luiz Roberto Cavalcanti Oliveira (Curura), Otávio da Costa Lacerda (Tavinho/caneterio), Epitácio Fialho de Araújo (Pereba), Severino Xavier de Sousa (Biliu de Campina); Agnello José de Amorim; João Luiz Joka. 

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JOSÉ EDMILSON RODRIGUES
Advogado/Mestre em Literatura e Interculturalidade/Ensaísta



O primeiro Shopping Center de Campina Grande foi construído no Parque Evaldo Cruz, no final da Década de 70 pelo então prefeito Enivaldo Ribeiro. Entre as memórias dos que conheceram esse empreendimento, está a feirinha de artesanato que funcionava no terreno ao lado, que anos mais tarde cedeu espaço à antiga Boate Discovery, tendo seu terreno posteriormente transformado no Museu Vivo da Ciência e Tecnologia. 

O Shopping Campina Grande foi revitalizado e rebatizado de Shopping Lindaci Medeiros em 2004 na gestão da prefeita Cozete Barbosa, em homenagem ao ex-vereador e ex-vice prefeito campinense, de saudosa memória. 


Ela foi uma das maiores tragédias ocorridas na Paraíba, o acidente de “Maria Cabocla”. Ela não era uma mulher e sim, uma curva fechada, em declive, no fim de uma serra. Era utilizada pela Rede Ferroviária e lá, sempre ocorria descarrilamento de trens de carga, porém, sem vítimas fatais.

Todavia, nada se comparou ao ocorrido em janeiro de 1970. Por volta das 13h35, no distrito campinense de Galante (quilômetro 61 da ferrovia que liga Campina Grande a Recife), local da curva, o trem que era conduzido por José Gomes de Melo, descarrilou matando 10 pessoas na hora, com seis carros, todos com lotação completa, sendo jogados para fora dos trilhos.

Imagem do acidente de Trem

Nos dias posteriores, morreram mais sete pessoas e ao total, 154 pessoas ficaram feridas.

Campina Grande, por onde o trem passou por volta das 12h40 antes do acidente, viu um verdadeiro caos se formar em seus hospitais após o sinistro evento, principalmente no Hospital Pronto Socorro de Campina Grande.

O maquinista José Melo, deu o seguinte depoimento a Revista Veja: “Na curva senti um sopapo, como se os trilhos estivessem afundando. Olhei para trás e vi meus vagões virando, um por um. Naquele momento eu não podia fazer mais nada”. O maquinista negou que tivesse feito a “Maria Cabocla” em alta velocidade, apesar da desconfiança de muitos da imprensa paraibana em 1970.

Outro registro do trem após o descarrilamento

Engenheiros da Rede Ferroviária Nordeste, chegaram a cogitar três hipóteses para o acidente: erro de operação ou aplicação do freio; defeito mecânico; ou excesso de velocidade.

Um diretor da RFN, Gilvani Pessoa Pires, descartou a época as duas primeiras hipóteses a Revista Veja: “A linha tem pedramento recente e todas as locomotivas da Rede funcionam em condições técnicas perfeitas”.

Novamente, a culpabilidade do acidente recaia sobre o maquinista José Melo, que deu sua versão do acidente a mesma revista: “Saí de Campina Grande às 13h05, para chegar a Galante às 13h40. O desastre foi às 13h36, exatamente a cinco minutos de Galante. O trem fazia 35 quilômetros por hora”.

Após esse desastre, a imprensa paraibana começou uma série de reportagens contra os serviços prestados pela Rede Ferroviária, afirmando que o outrora glorioso serviço, que tanto impulsionou o desenvolvimento campinense e paraibano, estava superado e acima de tudo, tornara-se muito perigoso. Quanto ao acidente, nunca foi explicado o que realmente ocorreu.

Cobertura da imprensa do terrível acidente

Fontes Utilizadas:

-Diário da Borborema (Coleção)
-Revista Veja – Editora Abril (Coleção)
-Correio da Paraíba (Coleção)

Vista lateral do antigo Santuário de Nossa Senhora da Guia, captada no início da Década de 1920. 

Inaugurado em 1918, este era o aspecto arquitetônico original da atual Igreja de Nossa Senhora da Guia, localizada na Praça do Trabalho, área antigamente conhecida como Moita.

Foto constante do livro
'Retratos de Campina Grande'




Lembramos, na postagem de hoje, da antiga fábrica de móveis São José, de propriedade de José Bezerra Sobrinho, notável abnegado trezeano em seus anos de glória futebolística.

A Fábrica, localizada na Rua João Pessoa, nº 743, no Centro de Campina Grande,  segundo o Arquiteto e Professor Francisco Costa, fabricava cópias da 'Cadeira Diamante', projetada pelo 'design' italiano Harry Bertoia em 1951.

Fachada da Fábrica

Conjuntos de móveis em ferro, fabricados pela São José

Aspecto atual do prédio da antiga fábrica: detalhe para a imagem de São José, ainda presente!
Foto: Google


Através de indicações, postamos a foto acima - originalmente disponibilizada no Facebook - publicada em 1958 na Revista Mundo Ilustrado, da recém-inaugurada estátua em homenagem ao ex-presidente Juscelino Kubitschek, erigida na Praça da Bandeira, no Centro da cidade.

O colaborador do BlogRHCG Edmilson Rodrigues do Ó nos enviou um comentário, anteriormente, que atualiza as informações curiosas sobre a estátua de JK, em Campina Grande:

"É interessante ressaltar que, aquela estátua do grande presidente Juscelino Kubitschek erigida na Praça da Bandeira, em frente ao edifício dos Correios e Telégrafos, foi fruto dessa campanha popular idealizada e coordenada pelo sr. Alvino de Farias Pimentel que era amigo pessoal do presidente e seu anfitrião em Campina Grande. 
A estátua, durante o período de construção do monumento ficou exposta a visitação pública no saguão da emprêsa comercial da qual o sr. Alvino Pimentel era o titular, localizada nas Boninas, ou seja, na Rua Felix Araujo - 216. Naquela época eu fazia parte do quadro funcional da referida emprêsa e, consequentemente, acompanhei de perto todas as minúcias do arrojado projeto que hoje já faz parte da história de Campina Grande."


Segue, abaixo, a narrativa desse evento, em texto escrito pelo colaborador Rau Ferreira:

A Visita de JK à Campina Grande  

Juscelino Kubitschek visitou Campina Grande pela segunda vez em 1958. 

O comércio havia fechado suas portas. O avião que conduziu o presidente pousou em solo campinense às 16 horas do dia 07 de novembro daquele ano. Milhares de pessoas se concentraram nos arredores do aeroporto “João Suassuna” para ver o governante que veio a este Município em companhia de sua esposa Sara, suas duas filhas, dos Ministros da Viação e do Trabalho Lúcio Meira e Fernando Nóbrega, do General Nelson de Melo (chefe da casa civil) e da imprensa falada e escrita do Rio de Janeiro, para inauguras duas obras de sua gestão: o trecho pavimentado que ligava o aeródromo à Cidade e a adutora de Boqueirão.

No desembarque, recebeu os cumprimentos do Governador Pedro Gondim, do Prefeito Elpídio de Almeida - que lhe ofertou as chaves da cidade – e do Presidente da Câmara, Vereador José Gaudêncio de Brito, que lhe entregou o título de cidadão campinense.

Em seguida, o presidente inaugurou solenemente a pavimentação da rodovia, ladeado pelo governador e os Senadores Ruy Carneiro e Argemiro de Figueiredo.

Os serviços de terraplanagem haviam sido executados pelas construtoras Lavor e Brunet, que concluíram em 120 dias o trecho de 5.400 metros, apesar das intensas chuvas dos meses de junho a setembro. Foram utilizados dos tipos de revestimento fabricados pela refinaria Ypiranga do Rio Grande do Sul. O custo total da obra estava orçado em Cr$ 13.442,00.

No trajeto em carro aberto até a Praça da Bandeira, o chefe da nação foi ovacionado pelo povo campinense, em reconhecimento à obra que viria sanar um antigo problema municipal com o fornecimento de 20 milhões de litros d’água.

Após inaugurado o serviço de adutora, foi descerrada na praça a estátua de JK, “monumento que consubstancia o agradecimento dos campinenses ao seu benfeitor”, que fica defronte aos Correios e Telégrafos.

Segui-se uma demorada girândola de fogos, usando da palavra naquele momento, os Srs. Antônio Vital do Rego, Newton Rique, Lopes de Andrade, e o sindicalista Antonio Mangabeira.

Falando à multidão, o presidente visivelmente emocionado, relembrou as suas primeiras impressões quando veio a esta cidade, ainda na campanha eleitoral de 56, destacando os compromissos assumidos, dentre eles o da iluminação de Paulo Afonso, promessa que já havia sido cumprida.

Nas suas passagens por Campina, JK hospedara-se na casa do amigo Alvino de Farias Pimentel, o Cumpadi Alvino.
(ARTE: MANOEL LEITE)

O BLOG "RETALHOS HISTÓRICOS DE CAMPINA" CELEBRA O CENTENÁRIO DO CAMPINENSE CLUBE, UMA DAS GLÓRIAS DE CAMPINA GRANDE. PARABÉNS "RAPOSA FEROZ" !!!!

Após 11 anos na fila, o Campinense voltaria a ser campeão em 1991, após disputar o chamado “Quadrangular da Morte”. Após uma combinação incrível de resultados, a equipe treinada por Rivelino foi campeã paraibana, quando quase ninguém acreditava mais.

Campanha de 1991:


1º TURNO

Campinense 0 x 0 Nacional-C
Santa Cruz l x 1 Campinense
Santos 0 x 3 Campinense
Nacional-P 0 x 0 Campinense
Botafogo 0 x 0 Campinense
Campinense 1 x 1 Treze
Campinense 0 x 1 Auto Esporte
Campinense 2 x 1 Guarabira
Campinense 2 x 0 Esporte

2º TURNO

Guarabira 2 x 1 Campinense
Campinense 0 x 0 Santa Cruz
Campinense 8 x 0 Santos
Nacional 0 x 4 Campinense
Esporte 2 x 2 Campinense
Campinense 1 x 1 Botafogo
Auto Esporte 4 x 2 Campinense
Treze 2 x 0 Campinense
Campinense 0 x 4 Nacional-P

REPESCAGEM

Guarabira 0 x 1 Campinense
Campinense 8 x 1 Nacional
Campinense 3 x 0 Santos
Campinense 2 x 1 Guarabira
Santos 0 x 2 Campinense
Campinense 5 x 0 Nacional

JOGO EXTRA

Campinense 2 x 1 Treze

FINAIS

Campinense 3 x 1 Auto Esporte
Nacional-P 1 x 0 Campinense
Campinense 1 x 0 Botafogo
Auto Esporte 2 x 0 Campinense
Botafogo 1 x 1 Campinense
Campinense 3 x 1 Nacional

A final:

CAMPINENSE 3 X NACIONAL-P 1
Local:
Amigão (Campina Grande)
Juiz: José Clizaldo
Renda: Cr$ 11 857000
Público pagante: 8 645
Gols: Galeguinho (pênalti) 34 do 1o Nei 2 e Douglas Neves 10 e 30 (pênalti) do 2o tempo;
Expulsões: Humberto e Renilson

Artilheiro: Orlando

Em 1993, nova glória estadual. Com a presidência de Renato Cunha Lima e o comando do técnico Zé Preto, conquistaria mais uma vez o Paraibano, dessa vez derrotando o maior rival por 3 a 1. Assistam abaixo um vídeo, com momentos deste inesquecível jogo:


Campanha:

Dia 14/02 - Campinense 2 x 1 Atlético
Dia 17/02 - Socremo 2 x 2 Campinense
Dia 28/02 - Campinense 1 x 3 Treze
Dia 03/03 - Nacional 1 x 1 Campinense
Dia 07/03 - Campinense 1 x 1 Auto Esporte
Dia 14/03 - Guarabira 0 x 1 Campinense
Dia 21/03 - Atlético 0 x 0 Campinense
Dia 24/03 - Campinense 1 x 0 Socremo
Dia 28/03 - Auto Esporte 0 x 0 Campinense
Dia 31/03 - Campinense 1 x 0 Guarabira
Dia 04/04 - Treze 1 x 1 Campinense
Dia 11/04 - Campinense 3 x 0 Nacional
Dia 15/04 - Campinense 2 x 0 Botafogo
Dia 18/04 - Campinense 2 x 1 Treze
Dia 22/04 - Campinense 1 x0 Sousa
Dia 25/04 - Canpinense 2 x 0 Atalaia
Dia 27/04 - Botafogo 1 x 0 Campinense
Dia 02/05 - Treze 1 x 1 Campinense
Dia 06/05 - Campinense 2 x 0 Santa Cruz
Dia 09/05 - Esporte 1 x 3 Campinense
Dia 13/05 - Campinense 1 x 0 Esporte
Dia 16/05 - Sousa 2 x 1 Campinense
Dia 19/05 - Campinense 0 x 1 Botafogo
Dia 23/05 - Campinense l x 0 Treze
Dia 26/05 - Atalaia 0 x 5 Campinense
Dia 30/05 - Santa Cruz 2 x 0 Campinense
Dia 03/06 - Auto Esporte2 x 1 Campinense
Dia 13/06 - Campinense 0 x 2 Nacional
Dia 16/06 - Guarabira 0 x 0 Campinense
Dia 20/06 - Campinense 1 x 0 Socremo
Dia 27/06 - Auto Esporte 2 x 0 Campinense
Dia 30/06 - Santa Cruz 0 x 1 Campinense
Dia 04/07 - Campinense 6 x 2 Esporte
Dia 07/07 - Campinense 3 x 2 Atlético
Dia 11/07 - Treze 0 x 0 Campinense
Dia 15/07 - Atalaia 1 x 2 Campinense
Dia 18/07 - Campinense 1 x 2 Botofogo
Dia 21/07 - Sousa 1 x 0 Campinense
Dia 24/07 - Nocional 2 x 0 Campinense
Dia 28/07 - Campinense 0 x 0 Guarabira
Dia 31/07--Socremo 0 x 2 Campinense
Dia 04/08 - Esporte 3 x 0 Campinense
Dia 08/08 - Atlético 0 x 0 Campinense
Dia 11/08 - Campinense 4 x 0 Santa Cruz
Dia 14/08 - Campinense 2 x 1 Atalaia
Dia 22/08 - Campinense 2 x 3 Auto Esporte
Dia 25/08 - Campinense 2 x 0 Sousa
Dia 28/08 - Botafogo 0 x 0 Campinense
Dia 04/09 - Auto Esporte 0 x 2 Campinense
Dia 07/09 - Treze 1 x 1 Campinense
Dia 11/09 - Botafogo 0 x 0 Campinense
Dia 15/09 - Campinense 4 x 3 Auto Esporte
Dia.18/09 - Campinense x Botafogo
Dia 26/09 - Campinense 3x1 Treze

No ano de 1995, diretores do clube cometem talvez o maior erro da história do Campinense. Fundam juntamente com outros times, uma Liga de Futebol, afastando-se do futebol profissional por dois anos. Voltaria a disputar o Campeonato Paraibano em 1998, na primeira divisão, quando o correto, devido a seu afastamento, seria retornar na Série B.

De 2000 a 2002, parece que o clube atingiria o fundo do poço, mas graças à presidência de Carlos Lira, faz uma inesquecível campanha na Série C de 2003, perdendo a vaga na Série B ao ser derrotado pelo Santo André no Estádio Amigão.

Voltaria a ser campeão no célebre campeonato paraibano de 2004, quando mais uma vez derrotaria o Treze nas finais:

Campanha:

8/fev CAMPINENSE  3x1 MIRAMAR
15/fev NACIONAL 1x1 CAMPINENSE
29/fev CAMPINENSE  3x0 AMÉRICA
3/mar AUTO ESPORTE 0x2 CAMPINENSE
7/mar CAMPINENSE 2x1 TREZE
14/mar SOUSA  0x1 CAMPINENSE
17/mar CAMPINENSE 7x2 ATLÉTICO
21/mar BOTAFOGO 2x0 CAMPINENSE
1/abr ATLÉTICO  1x2 CAMPINENSE
5/abr CAMPINENSE 4x1 ATLÉTICO
8/abr TREZE 2x1 CAMPINENSE
11/abr CAMPINENSE 2x0 TREZE
18/abr MIRAMAR 0x2 CAMPINENSE
21/abr CAMPINENSE 2x0 NACIONAL
25/abr AMÉRICA 0x0 CAMPINENSE
28/abr CAMPINENSE 2x0 AUTO ESPORTE
2/mai TREZE 0x0 CAMPINENSE
9/mai CAMPINENSE 4x2 SOUSA
12/mai ATLÉTICO 1x0 CAMPINENSE
16/mai CAMPINENSE 2x0 BOTAFOGO
27/mai TREZE 1x0 CAMPINENSE
30/mai CAMPINENSE 1x1 TREZE
13/jun TREZE 1x2 CAMPINENSE
20/jun CAMPINENSE 2x2 TREZE

Vídeo do jogo final:


O time de 2004:


Especial do Jornal da Paraíba (2004):

(Clique para ampliar)

Conquistaria novamente o paraibano apenas em 2008 na presidência de Saulo Miná. Nesse mesmo ano, ao disputar a Série C, conseguiria o acesso para a B.
Título Paraibano:


Acesso a Série B:


Em 2009, disputaria a Série B, mas acabaria rebaixado de divisão, inclusive mergulhando em grave crise financeira.

No ano de 2010, problemas com a Justiça do Trabalho afastaram qualquer possibilidade de sucesso no Campeonato Paraibano, mas conseguiu permanecer na Série C do Brasileiro, caindo porém para a Série D no ano seguinte.

A volta por cima se deu em 2012, quando novamente se tornou campeão paraibano (VER ARQUIVOS DO BLOG).

Em 2013, justo no ano 13, nome de seu maior rival, o Campinense conquistaria o maior título de sua história, o CAMPEONATO DO NORDESTE (VER ARQUIVOS DO BLOG).

Em 2015, o Campinense é o primeiro clube paraibano em atividade a completar 100 anos, um orgulho para toda a cidade de Campina Grande. O Blog "Retalhos Históricos de Campina Grande" tem um grande orgulho em registrar a história recente do clube, glória de nossa cidade. PARABÉNS RAPOSA FEROZ!!!

Extras:
Inauguração do Renatão (2005):



Entrevistas feitas por Roberto Hugo da Rádio Caturité, com ex-dirigentes do Clube (Áudios):
Roberto Almeida:


Maurício Almeida:

 

Dário de Andrade:

 

Assis Alves:

 

O Campinense nos Campeonatos Brasileiros da 1ª divisão (Série A):

1975-42º lugar
1978-56º lugar
1979-24º lugar
1981-35º lugar


Fontes Utilizadas:

Wikipédia
Diário da Borborema
www.agoraesportes.com.br
www.campinenseclubeoficial.com.br
Arquivo Pessoal
Site dos Abnegados do Campinense (Extinto)
O clube não conquistaria o Hepta em 1966, porém, voltaria a ser campeão da Paraíba em 1967.

Campanha de 1967:

Campinense 4 2 Santos
Campinense 2 1 Esporte de Patos
Campinense 1 1 Guarabira
Campinense 1 2 Nacional de Patos
Campinense 1 2 União
Campinense 0 2 Botafogo
Campinense 2 1 Treze
Campinense 1 2 Esporte de Patos
Campinense 4 1 Guarabira
Campinense 4 3 União
Campinense 6 1 Santos
Campinense 2 3 Treze
Campinense 2 0 Nacional de Patos
Campinense 0 0 Treze
Campinense 3 1 Botafogo
Campinense 1 0 Treze
Campinense 2 0 União
Campinense 3 1 Treze
Campinense 0 1 Botafogo
Campinense 3 0 União

Só voltaria a ser campeão estadual em 1971 e nesse ano também, disputaria o Campeonato Brasileiro da Série B.

Campanha de 1971

Campinense 5 0 União
Campinense 2 0 Esporte de Patos
Campinense 3 4 Santos
Campinense 1 0 Botafogo
Campinense 2 0 Auto Esporte
Campinense 4 1 Guarabira
Campinense 1 0 Treze
Campinense 3 2 Auto Esporte
Campinense 0 0 Botafogo
Campinense 5 0 Esporte de Patos
Campinense 1 0 Treze
Campinense 1 0 União
Campinense 2 1 Esporte de Patos
Campinense 2 1 Auto Esporte
Campinense 2 0 Botafogo
Campinense 2 0 União
Campinense 1 0 Treze
Campinense 2 0 Botafogo
Campinense 1 2 Botafogo
Campinense 2 1 Botafogo


Artilheiros:
Edgar 15 e Toinho 8

Em 1972, além de bicampeão paraibano, seria vice-campeão brasileiro da Série B de 1972.

Campanha de 1972:

Campinense 2 1 Auto Esporte
Campinense 3 1 Guarabira
Campinense 1 1 Nacional
Campinense 8 0 União
Campinense 1 1 Esporte de Patos
Campinense 0 1 Treze
Campinense 1 0 Botafogo
Campinense 0 2 Botafogo
Campinense 2 1 Santos
Campinense 1 1 Treze
Campinense 0 0 Guarabira
Campinense 2 0 Nacional
Campinense 1 1 Treze
Campinense 2 1 Botafogo
Campinense 4 0 Santos
Campinense 1 2 Guarabira
Campinense 1 1 Treze
Campinense 1 1 Botafogo
Campinense 1 0 Treze
Campinense 1 2 Botafogo
Campinense 3 0 Guarabira
Campinense 2 1 Treze
Campinense 4 0 Nacional
Campinense 2 0 Botafogo
Campinense 6 0 Santos
Campinense 0 0 Botafogo
Campinense 2 1 Treze
Campinense 2 1 Botafogo
Campinense 1 1 Treze

Artilheiros:
Edgar 15, Valnir 13, Dinga e Pedrinho 7


Conquistaria o tri e o tetra em 1973 e 1974. 

Campanha de 1973:

Campinense 5 0 Auto Esporte
Campinense 2 0 Nacional
Campinense 6 0 Santos
Campinense 3 0 Santa Cruz
Campinense 2 0 Guarabira
Campinense 1 0 Treze
Campinense 0 0 Nacional
Campinense 3 1 Santos
Campinense 0 0 Esporte de Patos
Campinense 1 3 Auto Esporte
Campinense 3 0 Guarabira
Campinense 6 0 Santa Cruz
Campinense 0 0 Treze
Campinense 0 0 Treze
Campinense 1 0 Treze
Campinense 2 1 Treze


Artilheiros:
Pedrinho 11, Erasmo 7 e Clóvis 6

 
Campanha de 1974:

Campinense 3 1 Esporte de Patos
Campinense 2 2 Santa Cruz
Campinense 7 0 Guarabira
Campinense 1 0 Botafogo
Campinense 1 0 Nacional
Campinense 2 1 Auto Esporte
Campinense 2 0 Santos
Campinense 0 0 Treze
Campinense 2 0 Botafogo
Campinense 2 0 Esporte de Patos
Campinense 1 0 Santos
Campinense 1 0 Auto Esporte
Campinense 3 1 Nacional
Campinense 0 0 Botafogo
Campinense 1 0 Botafogo
Campinense 1 1 Treze
Campinense 0 0 Botafogo
Campinense 2 0 Auto Esporte
Campinense 2 0 Nacional
Campinense 4 0 Santos
Campinense 1 0 Botafogo
Campinense 3 0 Treze
Campinense 1 0 Auto Esporte
Campinense 1 1 Nacional
Campinense 2 0 Santos
Campinense 0 1 Treze
Campinense 0 2 Botafogo
Campinense 2 0 Treze 

Artilheiros:
Erasmo 12, Pedrinho11 e Edgar 9

 
Muitos consideram o Campinense campeão paraibano de 1975. De fato a equipe ganhou este direito na Justiça Comum, mas a FPF, juntamente com a CBF, nunca reconheceram esse fato, mencionando em suas estatísticas Botafogo e Treze campeões daquele ano. Por enquanto, este blog manterá o que diz as entidades reguladoras do futebol paraibano e brasileiro.


O Campinense de 1975

Entretanto, se não veio o penta, o Campinense em 1975 teve dois grandes orgulhos. O primeiro foi à honra de inaugurar o Estádio Amigão, em jogo contra o Botafogo do Rio de Janeiro. A segunda proeza foi a de ter sido o primeiro clube paraibano a disputar um Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão.

  Flâmula da Inauguração do Amigão
(Acervo de Professor Mario Vinicius Carneiro)

Em virtude de brigas em seus bastidores, o Campinense só voltaria a ser campeão estadual em 1979, num campeonato que só teria o seu final no ano seguinte. Mas foi a campanha no campeonato brasileiro o que chamou mais atenção, quando o clube foi o 24º colocado na competição, num universo de quase 90 clubes.

Após o bicampeonato estadual conseguido em 1980, o Campinense entraria numa fase negra em sua curta história. Com vários erros de seus dirigentes e principalmente a crise financeira, a equipe viu seu maior rival dominar por alguns anos o cenário do futebol paraibano.


FIM DA PARTE 2


O Campinense Clube, conhecido como o “aristocrático”, foi fundado em 12 de abril de 1915, pelas seguintes pessoas: Acácio Figueiredo, Adauto Belo, Adauto Melo, Alberto Saldanha, Alexandrino Melo, Antônio Cavalcanti, Antônio Lima, Arnaldo Albuquerque, Basílio Agustinho de Araújo, César Ribeiro, Dino Belo, Elias Montenegro, Gilberto Leite, Gumercindo Leite, Horácio Cavalcanti, João Honório, José Amorim, José Aranha, José Câmara, Luis Soares, Manoel Colaço, Martiniano Lins, Nhô Campos, Sebastião Capiba, Severino Capiba, Sindô Ribeiro, Tertuliano Souto e Valdemar Candeia.

Em 1917, Arnaldo Albuquerque que era o presidente do clube, criou o departamento de futebol.


Em 1920, o então dirigente Severino Procópio resolveu cancelar o futebol no clube, em virtude das brigas sempre constantes nos jogos de futebol. O rival na época era o América e segundo algumas fontes pesquisadas, teve jogo que chegou a ser decidido na "bala".

Durante 34 anos, Campina Grande viu a rivalidade futebolística ser dividida entre Treze e Paulistano, até que Gilvan Barbosa, contando com a ajuda de sócios como Wilson Leitão, Evaldo Cruz, Washington Morais, Miro Herculano, Souto Filho, Wilson Rodrigues e outros, resolveram no dia 12 de março de 1954, fundar o Centro Esportivo Campinense Clube.


Time amador de 1954 ao lado de Antônio Fernandes Bióca


A fase do amadorismo durou até 1958, quando o clube foi profissionalizado. A partir daí disputaria o Campeonato Paraibano com regularidade, fato, por exemplo, que não acontecia com o Treze, que em muitos anos privilegiou amistosos ao Campeonato. O mascote do clube seria a “Raposa”, em alusão ao fato deste animal ser o grande algoz do Galo, o mascote do maior rival.

Na temporada de 1960 conquistaria seu primeiro título estadual. Em 15 de outubro de 1961, conquistaria o segundo turno em cima de seu rival, o Galo da Borborema. Ao final do torneio, o bicampeonato paraibano.


Campanha de 1960:



Campinense 3 1 Ibis
Campinense 2 0 Santos
Campinense 3 1 Auto Esporte
Campinense 11 1 Comerciário
Campinense 1 0 Estrela do Mar
Campinense 2 1 Auto Esporte
Campinense 2 1 Paulistano
Campinense 7 1 Estrela do Mar
Campinense 2 0 Botafogo
Campinense 3 1 Paulistano
Campinense 7 0 Estrela do Mar
Campinense 0 1 Botafogo

Artilheiros:

Ibiapino 18, Delgado 14, Géo 10 e Martinho 9

Campanha de 1961:






Campinense 9 1 Santos
Campinense 4 0 Auto Esporte
Campinense 1 2 Botafogo
Campinense 1 0 Paulistano
Campinense 0 2 Treze
Campinense 1 0 Treze
Campinense 4 1 Auto Esporte
Campinense 2 0 Paulistano
Campinense 2 1 Santos
Campinense 0 1 Botafogo
Campinense 1 1 Treze
Campinense 2 1 Treze

Artilheiros:


Chicletes 5, Zezinho 4, Ibiapino 3 e Tonho Zeca 3

O ano de 1962 foi inesquecível. Além do tricampeonato estadual, o Campinense faria uma campanha sensacional na Taça do Brasil. O grande momento desse campeonato foi sem dúvida, o jogo contra o Bahia, em 11 de novembro de 1962. O “Esquadrão de Aço” tinha sido o campeão da Taça Brasil de 1959 em cima do Santos de Pelé e todos apostavam na eliminação do Campinense. Porém, jogando no Estádio Municipal Plínio Lemos, a Raposa com apenas 10 homens, já que Zé Preto havia sido expulso, sustentou um empate em 1 a 1, que classificaria o clube de Campina Grande para fase posterior. Nos jogos seguintes, infelizmente o clube seria eliminado pelo Sport de Recife, perdendo a chance de enfrentar o Santos de Pelé. 




Campanha de 1962:




Campinense 6 2 União
Campinense 1 0 Red Cross
Campinense 3 1 Botafogo
Campinense 0 1 Santos
Campinense 4 1 Paulistano
Campinense 1 1 Treze
Campinense 3 0 Auto Esporte
Campinense 1 0 Paulistano
Campinense 2 1 Paulistano
Campinense 4 1 Santos
Campinense 2 1 União
Campinense 3 1 Red Cross
Campinense 5 1 Auto Esporte
Campinense 2 0 Botafogo
Campinense 2 1 Treze
Campinense 2 2 Treze
Campinense 2 1 Treze

Artilheiros:

Tonho Zeca 12, Ireno 8, Araponga 7 e Zé Luiz 5

O tetra estadual viria em 1963 e o penta em 1964, quando então uma boa parte da cidade já torcia para o clube de Zé Pinheiro. Na imagem abaixo, dirigentes e torcida fazem a festa (clique para ampliar): 




Campanha de 1963: 






Campinense 1 0 Red Cross
Campinense 1 0 Botafogo
Campinense 2 0 União
Campinense 1 1 Treze
Campinense 7 1 Santos
Campinense 2 0 Santos
Campinense 5 0 Red Cross
Campinense 5 0 União
Campinense 2 0 Botafogo
Campinense 0 1 Treze
Campinense 1 1 Treze
Campinense 2 0 Treze
Campinense 2 2 Treze

Artilheiros:

Cocó 11, Tonho Zeca 7, Araponga, Nogueira e Erandir 3

Campanha de 1964 (ANO DO CENTENÁRIO DE CAMPINA GRANDE):

Campinense 2 0 Auto Esporte
Campinense 3 0 União
Campinense 4 0 Botafogo
Campinense 4 1 Auto Esporte
Campinense 2 2 Treze
Campinense 3 2 Guarabira
Campinense 3 1 Santos
Campinense 0 0 Treze
Campinense 2 2 Treze
Campinense 2 2 Treze
Campinense 2 1 União
Campinense 2 1 Botafogo
Campinense 4 0 Santos
Campinense 4 1 Guarabira
Campinense 11 0 Red Cross
Campinense 8 0 Auto Esporte
Campinense 0 0 Treze
Campinense 1 2 Treze
Campinense 2 1 Treze
Campinense 2 1 Treze

Artilheiros:

Ruiter 16, Cocó 14, Araponga 11 e Coca-Cola 6

Em 1965 a grande consagração do clube. A conquista do inédito hexacampeonato estadual, em façanha até aqui jamais igualada por nenhuma equipe paraibana. O título veio em cima do Botafogo de João Pessoa.

À época o jornalista Joselito Lucena, produziu um “Long Play”, que contava além da história do Campinense Clube, os momentos do hexa. Esse material foi digitalizado e nossos visitantes podem escutá-lo se acessar o link a seguir:


Campanha de 1965:

Campinense 2 1 União
Campinense 3 0 Guarabira
Campinense 1 2 Santos
Campinense 1 5 Botafogo
Campinense 6 2 Auto Esporte
Campinense 1 1 Nacional
Campinense 8 0 Cinco de Agosto
Campinense 4 3 Esporte de Patos
Campinense 0 1 Treze
Campinense 5 0 Cinco de Agosto
Campinense 2 0 Nacional
Campinense 0 0 Guarabira
Campinense 3 0 Santos
Campinense 0 1 Botafogo
Campinense 1 2 Esporte de Patos
Campinense 3 2 União
Campinense 0 1 Treze
Campinense 3 2 Guarabira
Campinense 2 1 União
Campinense 2 0 Treze
Campinense 4 1 Botafogo
Campinense 0 0 Nacional
Campinense 2 0 Guarabira
Campinense 0 0 União
Campinense 0 0 Treze
Campinense 3 0 Botafogo
Campinense 2 1 Nacional
Campinense 1 0 Botafogo
Campinense 0 0 Botafogo
Campinense 1 0 Botafogo

Artilheiros:
Ireno 17, Debinha 9 e Ruiter 7

(Fim da 1ª Parte)
 
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