Por Adriano Araujo
Um dos personagens mais marcantes para a criançada campinense foi sem dúvida o Palhaço Carrapeta. Frases e músicas do tipo “Ô pelêga-pêga-pêga, eu peguei no pé da nega... Benedito Bacurau, tá no osso, tá no pau... o teu pai toca apito e tua mãe o berimbau... Pompeu, Pompeu tua mãe morreu...” fizeram de Luiz de Holanda Cavalcanti um ícone em se tratando da cultura infantil paraibana.
O jovem Luiz de Holanda
Em 03 de março de 1980 começou o programa “Clube do Palhaço Carrapeta”, exibido na TV Borborema então afiliada da TV Tupi. “Era bem simples, eu ficava em frente à câmera e produzia o programa ao mesmo tempo. Mas eu sempre tive o auxílio das crianças, que participavam fazendo brincadeiras. Meu público era variado, mas composto por crianças filhas de personalidades de Campina Grande, por meninos e meninas carentes, a exemplo de crianças que moravam no Lar do Garoto. Também fazia parte do público, alunos de escolas públicas e particulares”, disse Luiz Holanda em entrevista ao Diário da Borborema.
Ex-professor de Artes do Colégio Pio XI, Holanda trabalhava fazendo vinhetas publicitárias, algumas chegando a ficar bastante conhecidas. Também era compositor de marchas de carnaval, jingles políticos, além de campanhas de vacinação. Mas foi como Carrapeta, que conquistou sua fama em Campina Grande. Seu programa era vinculado nas “janelas”, entre um filme e outro. Não dispunha de uma duração específica, já que dependia da grade de programação da TV Tupi. “Às vezes eu fazia uma apresentação prevista para um minuto e a rede me concedia mais tempo. Às vezes também acontecia o contrário”, relatou ao DB.
Imagens do programa de Carrapeta na TV Borborema
O Programa era sucesso absoluto na cidade, fazendo com que Carrapeta fosse tratado como uma celebridade, a exemplo do show ocorrido no Teatro Municipal em 1983, quando várias crianças compareceram ao local para comemorar o 1º ano do suplemento do Diário da Borborema: “DB Infantil”.
Carrapeta no Teatro Municipal em 1983
Após o fim de seu programa na Televisão, Carrapeta continuou animando festas infantis, mantendo sua bela história com as crianças.
Se a vida profissional ia bem, a pessoal nem tanto. Apesar de ser uma pessoa culta e inteligente, Luiz Holanda as vezes era bastante temperamental, mesmo assim sempre era transparente em suas idéias. Luiz era soropositivo, convivendo por 14 anos com o vírus HIV, mas, sempre levou uma vida normal. Só se entregou a doença quando começou a perder peso, ficando incapacitado de trabalhar. Veio a falecer aos 55 anos, deixando seu dom de animar o público, porém, sem jamais ser esquecido por várias gerações de Campina Grande. Uma pena, que talvez não exista nem um registro em vídeo do programa de Carrapeta na TV Borborema.
Luiz Holanda atrás das câmeras
Fontes Utilizadas:
Diário da Borborema
Site do Estadual da Prata
Comunidade de Carrapeta no Orkut
As décadas de 1960 e 1970 foram de bastante efervescência cultural em Campina Grande, principalmente nos seguimentos musical e teatral. A banda "Os Peraltas" foi fundada em 1966, com a formação dos irmãos Pedro Flávio (solo), Paulo Ricardo (baixo) e Flávio Eduardo (Fuba) na bateria; Maroja Ribeiro e Giovanny Costa Barros (ritmo). No ano seguinte juntou-se ao grupo Valério Moura Cruz (escaleta).
Naquela época, "Os Peraltas" animavam os 'assustados' e festinhas nas residências das famílias campinenses. Houve, portanto, um período onde passaram a uma produção mais profissional, quando se apresentaram em diversas cidades da Paraíba, além de cidades nos estados vizinhos.
Abaixo, uma cópia do modelo de contrato da banda, com destaque para seu empresário: Josildo Albuquerque! O mesmo Jô, que tanto contribuiu com o colunismo social em Campina Grande nas décadas seguintes.
A banda durou até meados dos anos 1970, quando os três irmãos - Pedro, Paulo e Flávio - foram morar em João Pessoa onde Flávio Eduardo, o Fuba, fez carreira no cenário cultural da Capital, sobretudo no bloco carnavalesco 'Muriçocas do Miramar'.
Colaboração: Gustavo Ribeiro
Com a reforma da Praça Clementino Procópio empreendida em meados dos anos 80, durante a administração do prefeito Ronaldo Cunha Lima, a parede do Cine Capitólio que "olha" para a praça ganhou as cores de um trabalho artístico em um belíssimo painel expressando e rememorando as divertidas brincadeiras infantis que, àquela época, já se encontravam em desuso como bolas de gude, pião e pipa.
A arte em questão é creditada ao artista plástico Pedro Corrêa. Em comentário anexado nesta mesma postagem, uma filha sua nos descreve o seguinte:
"Pedro Correa era um pintor campinense que viveu 40 anos no Rio de Janeiro, onde era respeitado como artista plástico.
Foi o então prefeito Ronaldo Cunha Lima quem convidou o pintor para pintar o mural.
Uma curiosidade: Pedro Correa contou certa vez que quando estava pintando o mural, foi advertido pelo conhecido lavador de carros "Pontaria"(que lavava carros no estacionamento do Capitólio)para que pintasse na cena uma criança negra.
O artista atendeu ao "pedido" e pintou uma criança negra correndo em segundo plano na bela cena retratada.
Dá pena verificar hoje, que não se preocuparam em restaurar e preservar a pintura,para as novas gerações conhecerem o trabalho do pintor."
Mais uma vez, contando com a colaboração de Welton Souto Pontes, recebemos uma foto da citada arte, com a "tinta ainda fresca", da vista lateral do prédio do Cine Capitólio em sua visibilidade plena.
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| Cine Capitólio - Vista Lateral - Anos 80 (Acervo: Welton Souto Pontes) |
Quando o encanto tece um canto,
Quando o canto é acalanto
Da fé que forja o trabalho,
me encanta o ouvir e vê-la,
ouvindo e vendo uma estrela
na voz de Elba Ramalho
(Por Ronaldo Cunha Lima)
Elba Ramalho por alguns anos morou em Campina Grande, chegando a atuar em peças teatrais na "Rainha da Borborema", como pode ser visto na imagem abaixo:
Elba Ramalho em Morte e Vida Severina sob direção de Elisabeth Marinheiro-Campina Grande-1973
(Acervo do site: www.lourdesramalho.com.br)
No “RHCG” podem ser encontrados alguns registros em alusão a Elba,
inclusive uma reportagem em vídeo de 1992, quando a artista recebeu o título de cidadã campinense.
O grande momento de Elba Ramalho, sem dúvida, pertenceu aos anos 80. Chegou a posar nua para a Revista Playboy, devido a seu forte apelo sensual.
Para demonstrar o grande sucesso da cantora nascida em Conceição do Piancó, recuperamos nos arquivos digitais da Revista Veja, uma edição de 1983, em que Elba era o assunto principal, sendo ainda a capa da conceituada e histórica revista. Nossos leitores podem ler a reportagem, clicando nas imagens em miniaturas a seguir:
Como curiosidade, outro paraibano aparece na matéria, o multimídia Bráulio Tavares.
Quando lemos ‘Genival Cassiano dos Santos’... Nos indagamos: “Um homem, um nome... mais um?!”
“Mais um”, não! Esse tal ‘Cassiano’ é um dos maiores nomes da MPB; cantado, reconhecido e reverenciado por grandes nomes do cenário musical nacional, um dos fundadores da moderna música negra brasileira.
Genival Cassiano, ou simplesmente Cassiano, como ficou conhecido no meio artístico, é cantor, compositor e guitarrista, e para surpresa de muitos, nasceu em Campina Grande em 16 de Setembro de 1943.
Morou pouco tempo na Rainha da Borborema. No final da Década de 1940, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro - mas das poucas lembranças dessa época, é marcante a amizade que havia entre seu pai e o ritmista Jackson do Pandeiro.
Foi seu pai quem lhe ensinou as primeiras noções de violão e bandolim.
Já na Cidade Maravilhosa lutou pela sobrevivência junto à sua família, tendo trabalhado como servente de pedreiro. Mas, as aulas recebidas do seu pai lhe abriram as portas para iniciar sua carreira artística na Década de 1960.
Aos 21 anos, fundou o grupo ‘Bossa Trio’, tocando pelas noites do Rio de Janeiro e São Paulo. Mais tarde, no entanto, o ‘Bossa Trio’ deu origem ao grupo vocal “Os Diagonais”, que passou a acompanhar o cantor Tim Maia desde o início. O estilo vocal marcante do grupo lhe permitiu gravar alguns LPs pela gravadora RCA.
Influenciado tanto pela ‘soul-music’ norte-americana de Otis Redding e Stevie Wonder bem como pelo samba-canção de Lupicínio Rodrigues, foi um dos precursores do gênero ‘soul’ no Brasil, a moderna música negra brasileira, que ficou conhecida como ‘Black Rio’.
No ano de 1969, participou como guitarrista no primeiro disco lançado por Tim Maia. Nesta mesma obra, Tim Maia cantou dois dos maiores sucessos da ‘hit parede’ nacional não só daquele ano, como de toda a História da MPB, as músicas “Eu Amo Você” e “Primavera” – É aquela mesma; “Quando o inverno chegar, eu quero estar junto à ti...”, composições de autoria de Cassiano, junto à Sílvio Roachel!
Ainda que tenha gravado o LP “Apresentamos o Nosso Cassiano”, em 1973, pela gravadora Odeon, foi em 1976 que alcançou o ápice como cantor e compositor, quando interpretou seus maiores sucessos (letra em parceria com Paulo Zdanowski), as músicas “A Lua e Eu” (1976)”, tema da novela “O Grito” e, no ano seguinte com “Coleção”, incluída na trilha sonora da novela “Locomotivas”, ambas da Rede Globo de Televisão.
Como intérprete em carreira solo, lançou os LPs: “Cassiano, Imagem e Som” (1971, RCA), “Apresentamos Nosso Cassiano” (1973, Odeon) e “Cuban Soul — 18 quilates” (1976, Polydor).
Em 1978 interrompeu a carreira de intérprete por motivos de saúde, mas continuou compondo sucessos como “Mister Samba”, gravado por Alcione, e “Morena”, por Gilberto Gil. Voltou a gravar em 1991, quando participou do ‘songbook’ da editora Lumiar dedicado a Noel Rosa e lançou o LP “Cedo ou Tarde” (Columbia), com participação de Ed Motta, Sandra de Sá, Marisa Monte, Djavan entre outros, que mesclou antigos sucessos e composições inéditas como “Know-how”.
De acordo com os amigos, Cassiano – hoje - mora em um modesto apartamento no bairro carioca do Flamengo e vive dos direitos autorais de suas canções. Já que as músicas de sua autoria nunca deixaram de ser sucesso. Recentemente o grupo de pagode Pixote regravou “A Lua e Eu” e a cantora Ivete Sangalo incluiu a música “Postal” em um dos seus novos CDs.
Este ilustre campinense pouco conhecido por sua origem, mas muito reverenciado pela classe artística nacional, sonha com uma volta aos discos, mesmo sabendo que é difícil competir com a banalidade dos gêneros “comercialmente viáveis” que hoje imperam no mercado musical brasileiro.
"Se Tim Maia é a voz dessa nova escola (Black Rio), a sua grande cabeça é o compositor Cassiano!" (Nelson Motta, Produtor Musical)
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| Apresentamos nosso Cassiano - Odeon 1973 |
http://veja.abril.com.br/251000/p_180.html;
Contando com a dica do leitor Sandro Sousa, que nos enviou por e-mail o link para o vídeo abaixo, que corresponde à Coluna de Nelson Motta do dia 04 de Dezembro de 2009, homenageando o precursor da soul music no Brasil, o grande letrista Genival Cassiano, Gente da Gente!
Voltamos a falar do assunto "Rock Campinense" no blog RHCG.
A parte 1 de nosso especial fez bastante sucesso e recebemos mais arquivos dos colaboradores Valfredo Farias e de Maerson Meira, que publicaremos a seguir.
Valfredo nos enviou o seguinte texto: "No dia 17 de julho de 2014 foi publicado o post "Lembranças do Rock Campinense". Na ocasião fiz um comentário tentando identificar alguns amigos constantes nas fotos e lamentando a não menção de dois grupos que fizeram parte de todo aquele movimento que tomou conta de Campina, como acontecia nos grandes centros brasileiros, naquela época. Os grupos eram o Delito e o Das Bandas da Parahyba, este último com videoclipe gravado e participação no Abril Pro Rock. O amigo Maerson Meira, baterista dessas duas bandas, viu os meus comentários no RHCG e agora vem com farta munição (fotos e mensagens abaixo) para que o post seja atualizado com a sua citação. Certos de sua atenção, agradecemos, na certeza do Retalhos Históricos de Campina Grande continuar sendo essa bússola que nos situa nas entranhas do passado de nossa cidade".
Corrigindo a não menção do RHCG as duas bandas, relembramos primeiramente a "Dasbandas da Paraíba", em histórico enviado por Maerson Meira:
Dasbandas da Paraíba
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| Dasbandas da Paraíba |
Banda formada em 1995 tinha como integrantes os músicos: Ricardo Moura (voz), Kennedy Costa (baixo e voz), Maerson Meira (bateria), Pablo Ramirez (percussão), Lucas Sales (voz e violão) Clovis Neto (guitarra), Cassiano de Sá (guitarra).
Aproveitando a efervescência do movimento “Mangue Beat” o Dasbandas realçou sua musicalidade misturando Rock’n roll com pitadas de Baião, Forró e Coco sempre com letras fincadas na cultura regional. Em sua primeira gravação, contou com a participação de Biliu de Campina na parceria de voz com Kennedy Costa, que interpretaram a música Coco do Cão do Saudoso Manezinho Silva e D. Martins, que infelizmente terminou houve outra gravação para melhorias técnicas, que não foi possível novamente à participação de Biliu, entrando no CD apenas com Kennedy no vocal.
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| A "DASBANDAS" gravando seu clip |
No único CD gravado, composições como “Carcará” de João do Valle e José Candido e “Pescaria em Boqueirão” de João Gonçalves e Messias Holanda, fizeram grande sucesso com as interpretações energéticas da Banda.
Participaram de vários festivais e concursos de músicas e composições com excelentes resultados: Abril Pro Rock em Recife, Saindo como melhor banda revelação do evento; Festival universitário de Pernambuco na cidade de São José do Egito por três edições, ganhando prêmios em todas; Skol Rock no Centro de Convenções do Recife abrindo o show dos Titãs entre outros. Teve um clip gravado da música “A feira” no mercado central, e premiado num festival de cinema em São Luis-MA.
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| DASBANDAS NO BATATA COUNTRY 1997 COM CAPILÉ |
O Dasbandas da Parahyba, percorreu vários estados fazendo shows com grande repercussão, em dado momento, tocando em Recife na antiga Soparia do Pina, se fazia presente na plateia o cantor e líder dos Paralamas do Sucesso: Herbert Viana, quando chamado ao palco cantou com o Dasbandas o estourado nacionalmente sucesso de Chico Science e Nação Zumbi “Manguetown” levando o publico a loucura na capital pernambucana, também com a participação de alguns músicos do Nação Zumbi. Nesta ocasião convidados por Herbert, o Dasbandas rumou para o Rio de Janeiro para uma sequência de shows começando pelo evento “CD EXPOR” no Rio Centro. Foram vários eventos tocando com bandas do cenário carioca como “Forro sacana” Raimundos, Totonho e os Cabras entre outras, sendo inclusive convidado para um show de reinauguração do Circo Voador com a participação de Planet Hemp, fato que não ocorreu devido problemas particulares da banda.
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| MAERSON E HERBERT VIANA |
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| MAERSON E HERBERT VIANA |
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| PABLO RAMIRES, MAERSON E HERBERT |
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| RICARDO MAERSON E HERBERT |
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| RICARDO, PABLO, MAERSON E HERBERT |
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| VIAGEM RIO DE JANEIRO 1997 |
Dasbandas teve seu estado de “stand by” decretado no final de 1997 para repensar a então formação, fato que culminou com um longo período de inatividade e posteriormente a extinção do grupo, deixando uma lacuna na música Paraibana daquele estilo.
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Já a Banda "DELITO" é um pouco mais antiga, datada do ano de 1987, porém ainda se encontra em atividade. O histórico também nos foi enviado por Maerson:
Banda formada em 1987 por estudantes, com intuito de dar vazão ao que acontecia na cena musical na década de 80: Uma explosão do Rock nacional vindo de todo o país, e Campina Grande não poderia ficar de fora.
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| Banda Delito |
Com um Rock energético de letras contundentes, os então garotos do DELITO: Ricardo Moura, Maerson Meira, Kennedy Costa e Giuliano Santos, além das próprias músicas, reproduziam outras bandas como: Paralamas do Sucesso, Titãs, Legião Urbana, Capital inicial, Camisa de Vênus, Plebe Rude entre outras.
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| Banda Delito |
A banda ficou por oito anos com a mesma formação, até que o guitarrista Giuliano Santos precisou se afastar, dando lugar ao experiente Fábio Rolim, onde deram sequencia aos shows.
Foram vários eventos importantes como: Campina Grande Rock, onde abriram o show de João Penca e seus Miquinhos Amestrados (atração nacional do evento); Inauguração da Panorâmica FM, abrindo para Capital Inicial; Várias participações no Festival de Inverno de Campina Grande e cidades vizinhas, além de tocarem em todos os lugares onde se fervia a cena musical Paraibana.
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| DELITO NO CAMPINA GRANDE ROCK |
Hoje com 27 anos na estrada e uma formação sólida e experiente, conta quase com a mesma formação original, com exceção de Kennedy Costa, mas, com Sandro Mangueira o atual baixista, e da mesma época, cumpre com excelência todo peso dos baixos, por beber na mesma fonte dos demais integrantes.
Formação atual:
Ricardo Moura: Voz e vocais;
Maerson Meira: Bateria;
Fábio Rolim: Guitarra e vocais;
Sandro Mangueira: Baixo, vocais e voz;
Giuliano Santos: Guitarra.
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Correção feita e o RHCG agradece a Valfredo Farias e Maerson Meira pelo rico material disponibilizado e aproveitamos para nos colocar a disposição para quem queira enviar mais material sobre o rock campinense.
O Rock no Brasil, atingiu grande popularidade nos anos 80 e em Campina Grande não foi diferente. "Pipocaram" as chamadas bandas de garagem e enquanto Brasília teve Legião Urbana, Plebe Rude, Capital Inicial; São Paulo teve Ultraje a Rigor, Titãs; Campina Grande teve Domber, Delito, Albatroz, dentre outras bandas.
Graças a Manoel Leite, o "Leitinho" do blog
http://paineldorockbrasil80.blogspot.com.br/, conseguimos resgatar algumas fotos das bandas campinenses, que reproduzimos a seguir:
Albatroz:
Avenger:
Banda Deprede:
Caviera Band:
Dhiarreia
Doi Codi - Dimensão:
Domber (Veja Vídeo a seguir):
Hostia Podre:
Interitus:
Ira Metalica:
JAH:
Krueger:
Morthifera:
Essas são apenas algumas das bandas que preencheram o movimento do rock em Campina Grande, no período dos anos 80 e começo dos 90.
Manoel Leite ainda no enviou um clipe da banda campinense "Domber" exibida na TV Paraíba em 1987. Reproduzimos abaixo, as informações constantes no endereço http://www.youtube.com/user/vespargh:
"Primeiro videoclipe produzido pela Tv Paraíba (afiliada da rede globo de Campina Grande - PB), com a banda Domber tocando a composição "Pelos pêlos" em 1987. Vídeo exibido no especial de fim de ano "Juntos Novamente" em comemoração ao primeiro ano de tv.
Domber foi uma banda de Rock campinense com composições autorais que infelizmente não chegou a gravar nenhum registro fonográfico.
Domber neste registro conta com a formação: Fred Miranda - vocal, Pedro Jácome - guitarra, Sandro Mangueira - contrabaixo e Eugenio Felipe - bateria. O videoclipe foi gravado em estúdio, juntamente com imagens de apresentações no Parque Evaldo Cruz (o Açude novo, em frente ao Convento das Clarissas) e no Estádio de futebol Ernani Sátiro (o "Amigão")".
Agora assistam ao clipe:
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| Scan da Publicação Original (Clique para Ampliar) |
Uma curiosidade da qual as gerações contemporâneas de Campina Grande não atenua é a de que Deodato Borges, profissional da radiofonia local nos áureos tempos do rádio desenvolveu um personagem que se tornou sucesso entre as crianças através das aventuras narradas no formato de radionovela.
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| Deodato Borges |
O personagem era o Flama, que ao lado de outros coadjuvantes como o Comissário Laurence, sua noiva Eliana, Bolão e seu amigo Zico, revolucionaram o público infantil no contexto radiofônico na década de 60.
Em seu blog, Deodato Borges explica que o personagem foi uma investida sua, no ano de 1961, como diretor geral da Rádio Clube de Recife buscando manter o nível da audiência da emissora que sofria a concorrência da Rádio Jornal do Comércio, também de Recife, com a transmissão da radionovela “Jerônimo, o Herói do Sertão”, produzida no Rio de Janeiro.
O sucesso de “As Aventuras do Flama” foi imediato.
Voltando à Campina Grande, três anos mais tarde, aceitando o convite do Prof. Stênio Lopes, então diretor da Rádio Caturité, os episódios foram levados ao ar diariamente, de segunda a sexta, às 13:00hs tornando-se sucesso também na Rainha da Borborema, fazendo surgir, inclusive, o Clube do Agente Secreto do Flama, que identificava seus integrantes com carteirinhas que lhes rendiam prêmios e acesso ao auditório da Rádio.
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| "As Aventuras do Flama" #01 (1963) |
Aproveitando a alavancagem do programa de rádio, Deodato Borges escreveu e desenhou seu personagem na forma de História em Quadrinhos, com clichês confeccionados pelo Diário da Borborema e impressos pela tradicional Gráfica Júlio Costa, vizinhos na antiga sede à Rua Venâncio Neiva.
“As Aventuras do Flama” foi o primeiro seriado radiofônico do Estado da Paraíba e sua publicação impressa foi a pioneira no eixo norte-nordeste no gênero.
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| Review do Flama por Mike Deodato Jr. |
O personagem Flama faz parte do projeto de “review” a ser desenvolvido pelo seu filho, o quadrinista internacionalmente conhecido como Mike Deodato Jr, famoso desenhista de heróis das gigantes Marvel Enterteinment e DC Comics.
Aos saudosistas, deliciem-se com um dos episódios de "As Aventuras do Flama", postado no Blog Shuffle, cedido por Mike Deodato Jr:
Fontes:
Blog Bloco de Notas: http://deodatoborges.blogspot.com
Blog Shuflle: http://contigo.abril.com.br/blog/shuffle/