Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
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Ela foi uma das maiores tragédias ocorridas na Paraíba, o acidente de “Maria Cabocla”. Ela não era uma mulher e sim, uma curva fechada, em declive, no fim de uma serra. Era utilizada pela Rede Ferroviária e lá, sempre ocorria descarrilamento de trens de carga, porém, sem vítimas fatais.

Todavia, nada se comparou ao ocorrido em janeiro de 1970. Por volta das 13h35, no distrito campinense de Galante (quilômetro 61 da ferrovia que liga Campina Grande a Recife), local da curva, o trem que era conduzido por José Gomes de Melo, descarrilou matando 10 pessoas na hora, com seis carros, todos com lotação completa, sendo jogados para fora dos trilhos.

Imagem do acidente de Trem

Nos dias posteriores, morreram mais sete pessoas e ao total, 154 pessoas ficaram feridas.

Campina Grande, por onde o trem passou por volta das 12h40 antes do acidente, viu um verdadeiro caos se formar em seus hospitais após o sinistro evento, principalmente no Hospital Pronto Socorro de Campina Grande.

O maquinista José Melo, deu o seguinte depoimento a Revista Veja: “Na curva senti um sopapo, como se os trilhos estivessem afundando. Olhei para trás e vi meus vagões virando, um por um. Naquele momento eu não podia fazer mais nada”. O maquinista negou que tivesse feito a “Maria Cabocla” em alta velocidade, apesar da desconfiança de muitos da imprensa paraibana em 1970.

Outro registro do trem após o descarrilamento

Engenheiros da Rede Ferroviária Nordeste, chegaram a cogitar três hipóteses para o acidente: erro de operação ou aplicação do freio; defeito mecânico; ou excesso de velocidade.

Um diretor da RFN, Gilvani Pessoa Pires, descartou a época as duas primeiras hipóteses a Revista Veja: “A linha tem pedramento recente e todas as locomotivas da Rede funcionam em condições técnicas perfeitas”.

Novamente, a culpabilidade do acidente recaia sobre o maquinista José Melo, que deu sua versão do acidente a mesma revista: “Saí de Campina Grande às 13h05, para chegar a Galante às 13h40. O desastre foi às 13h36, exatamente a cinco minutos de Galante. O trem fazia 35 quilômetros por hora”.

Após esse desastre, a imprensa paraibana começou uma série de reportagens contra os serviços prestados pela Rede Ferroviária, afirmando que o outrora glorioso serviço, que tanto impulsionou o desenvolvimento campinense e paraibano, estava superado e acima de tudo, tornara-se muito perigoso. Quanto ao acidente, nunca foi explicado o que realmente ocorreu.

Cobertura da imprensa do terrível acidente

Fontes Utilizadas:

-Diário da Borborema (Coleção)
-Revista Veja – Editora Abril (Coleção)
-Correio da Paraíba (Coleção)

4 comentários

  1. Joselito C. Silva on 22 de abril de 2015 21:29

    Eu lembro desse acidente, ná época eu tinha 9 anos!!!!Foi terrível!!! Quase igual ao acidente no Parque de Diversoes, armado na Rua Campos Sales, ao lado da Igreja de São José.

     
  2. JANEIDE on 12 de maio de 2015 13:54

    EU TINHA 11 ANOS E MEU PAI JAVAN CABRAL DE MELO ERA CHEFE FERROVIÁRIO DE GALANTE,EU ME LEMBRO OS CORPOS ENFILEIRADOS NA PORTA DA MINHA CASA JÁ QUE EU MORAVA NA CASA DA ESTAÇÃO
    FERROVIÁRIA,E LEMBRO MEU PAI ACUDINDO OS FERIDOS, CLAMOR GRITOS NUNCA VOU ESQUECER AQUELA CENA, TERRÍVEL, FICOU NA MINHA MENTE PRÁ SEMPRE...LAMENTÁVEL....TRISTE D+

     
  3. José Wilson Wilson on 30 de julho de 2015 16:57

    Eu estava nesse trem no dia do acidente. Foi horrivel, o Sr Sebastiao que viajava comigo, faleceu preso nas ferragens.

     
  4. vanicelia cabral bezerra on 17 de novembro de 2015 23:08

    Eu tinha sete anos de idade na época do acidente e meu pai e tio estavam neste trem, morávamos bem pertinho da estação em Campina Grande, e minutos depois de meu pai e tio embarcarem, soubemos do acidente, lembro bem da cena de minha mãe e eu na porta do hospital Antonio Targino vendo chegar caminhões com muitas pessoas feridas,lembro muito da agonia da minha mãe sem ver meu pai chegar naqueles caminhões,e le e meu tio só chegaram no último caminhão, ele estava todo ensanguentado, mas graças a DEUS só sofreu muitos arranhões e meu tio quebrou o braço, mas estava em choque pelo que viu e pelas pessoas que pediam socorro a ele , mas estavam presas nas ferragens e ele não tinha como puxar, isso o deixou com traumas terríveis, tanto que fomos embora daqui para o Rio de Janeiro nos meses seguintes.Hoje ele já é falecido.mas me emociono toda vez que ouço falar nesse acidente, como essa reportagem que passou hoje 17/11/201,no Borborema Notícias.

     


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