Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
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QUAL ASSUNTO VOCÊ ESTÁ PROCURANDO?


Mais um registro raro enviado ao blog RHCG pela professora universitária SOAHD ARRUDA RACHED FARIAS. A foto pertence a sua mãe, Lindalva Arruda Rached, que participou da Academia Mascarenhas, escola de acordeon, que tinha como professor o maestro Napoleão Ferreira Leão (irmão do famoso professor de português Anésio Leão), que ministrava a parte teórica de música.

Já a parte prática de exercícios com os alunos, era a professora Carmem Cruz Pessoa (na imagem ela é pessoa do extremo esquerdo da imagem), participava também da escola, as suas filhas "Diva" e "Delba" que também estavam presente neste evento.

Esta apresentação foi no Cinema Babilônia e considerando a faixa de idade da mãe da professora, foi realizado no inicio da década de 50 (nota-se que ela usava sapato alto, e isto só era possível para meninas acima de 15 anos).

Esta escola funcionava próxima a atual Caixa Econômica Federal sede de Campina Grande. Nota-se que o grupo era quase que na totalidade de meninas. “Minha mãe lembra-se de um dos meninos, que era chamado de Marcos do 'remexido', devido sua forma frenética ao tocar o instrumento”, nos contou a professora Soahd sobre o menino visível na imagem.

A professora Soahd ainda relatou: “Ainda sei que tem outras imagens de apresentação desta academia, porém por enquanto encontrei apenas esta... espero que outras pessoas possam identificar quem sabe suas avós, irmãs ou mães  e assim montarmos mais uma acervo histórico da época dos anos 50”.

ATUALIZAÇÃO (02-05-2015)

Mais um registro encontrado por Soahd Arruda e disponibilizado no RHCG: "Outro evento de exibição da Academia Mascarenhas que minha mãe participou. Como não tinha palco, e cadeiras de auditório não sei onde poderia ser, me parece um cinema devido a tela na frente, mas qual seria o cinema no inicio dos anos 50?", nos indagou Soahd. A foto:



Quem puder registrar o local deste auditório é só escrever nos comentários.

8 comentários

  1. Anônimo on 2 de maio de 2015 14:07

    A primeira foto não é no Cine Babilônia. A altura do palco, a profundidade, a ausencia da tela cinemascope(15 metros de largura por 8 metros de altura!)mostram claramente isto. Um palpite: Campinense Clube.
    A segunda foto também não é num cinema, a "tela" é muito pequena e as cadeiras com braço para escrever indicam um auditório de colégio.

     
  2. Anônimo on 2 de maio de 2015 14:10

    Realmente faz sentido: vejam que existem mesas onde deveriam estar as cadeiras do cinema.

     
  3. Soahd on 2 de maio de 2015 14:48

    Voltando a falar com minha mãe, ela recorda apresentação no Campinense Clube e no Cine Babilonia, como foi no inicio dos anos 50, provavelmente o Babilonia não tinha uma tela com o perfil que conhecemos nos ultimos anos,

     
  4. Anônimo on 2 de maio de 2015 20:02

    É impossível ser o Babiblônia, observem a altura do palco muito baixa, as mesas ocupando o salão em vez de cadeiras de cinema, a profundidade do palco inexistente no cinema independentemente do tamanho da tela.
    Com certeza é o Campinense Clube.

    P.S. Não negamos a apresentação no cinema, mas essa foto aí não foi tirada lá.

     
  5. Bráulio Nóbrega on 3 de maio de 2015 15:25

    A foto é de aprendizes. Logo a pergunta que fica é saber se a mãe da professora mergulhou no aprendizado do instrumento. Virou profissional ou foi coisa passageira?

     
  6. Soahd on 4 de maio de 2015 10:37

    Braulio, ainda hoje no delírio de uma depressão, aos seus 81 anos, minha mãe continua vivendo o que aconteceu nesta época. Cresci com ela tocando este instrumento com meu pai no violão,de forma amadora, mas de fundamental importância para ela, a lembrança destes momentos, promove atualmente a tristeza do parceiro que há 23 anos morreu. São registros como este que percebo o quanto ela se sente feliz em recordar, mesmo com a frágil memoria em que vive. Provavelmente estas senhoras, era prendadas, preparadas para ter arte culinária, artes de bordado e costura, e neste caso, a arte musical, tudo para oferecer no casamento, uma família servida por uma mãe prendada e zelosa culturalmente para seus filhos.

     
  7. Anônimo on 4 de maio de 2015 15:35

    Nos anos 1950, o acordeon (não a "sanfona") frequentava os salões da sociedade e Mário Mascarenhas( que criou e editou um método para o instrumento)era o grande incentivador. Em certa ocasião chegou a reunir no Maracananzinho no Rio mais de mil acordeonistas tocando como se fosse uma orquestra. Aqui em Campina, lembro que o conjunto musical que se prezava tinha de ter um acordeão (falo dos anos 1950).
    Hoje, é o mesmo acordeon, popularizado como sanfona, que reina no Maior São João do Mundo.

     
  8. Bráulio Nóbrega on 14 de maio de 2015 11:46

    História bonita, Soahd.

     


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