Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
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O AÇUDE VELHO DE CAMPINA



A
 construção do Açude Velho de Campina Grande, obra de grande vulto para a época, foi iniciada em 1828 e concluída no ano de 1830, motivada que foram pela grande seca que assolou o Nordeste a partir de 1824. Custou inicialmente aos cofres públicos um conto de réis. Mais tarde, o Ministro do Império enviou dois contos e trezentos mil reis para a sua conclusão.
Segundo um antigo documento do IHGP, datado de 18 de novembro de 1830, a Câmara Municipal da Vila Nova da Rainha orçamentara a obra nos termos seguintes:

PLANO DE ORÇAMENTO DA OBRA DO ASSUDE VELHO – Aos dezoito dias do mês de novembro de mil e oito centos e trinta, nesta Villa Nova da Rainha Comarca e Província da Parahyba do Norte, em casa de Câmara da mesma, onde se achava reunida a Câmara Municipal em Sessão Ordinária, o Presidente e Membros da Mesa da mesma Câmara ahi depois de terem  vestoriado com dous louvados, o Sargento mor, João Francisco Barreto e Tomaz da Costa Pimenteira, a obra que se deve fazer do assude velho desta Villa a fim de acautellar as repetidas faltas de água dos annos secos, fizerão o plano da dita obra da fórma seguinte: - Que se faça hua parede d’altura de cinco palmos sobre o baldo ou parede do assude velho desta Villa, ficando na superfície a ditta parede nova a largura de dez palmos; cuja parede deverá ser da grossura ou baze em baixo sessenta palmos, ou com a terra, que pelo declívio poder descer aos lados, sem ter estacada ou remada tanto a hum lado, como, em outro; sendo a parede no nível thé a sangria, e deve ficar a dita sangria com três braças de largura, e a desembocadura da mesma, calçada de pedra ou tijolo de fórma, que a corrente d’água não profunde. Haverá tão bem no lugar da Gangorra, outra parede ou baldo com altura correspondente ao nível (sic) da primeira, e com grossura proporcional à mesma, havendo procedido hum alicerce thé descubrir o barro rijo, ou com oito palmos de profundidade, e largura, o mesmo se estenderá na outra parede, a onde não houver alicerce; deveras as ditas paredes ser feitas a terra de dentro do assude, advertindo que tanto huã, como outra parede, deve corresponder unível de huã á outro alto com altura acima dita. E logo os louvados à vista deste Plano avaliarão a obra na quantia de dous Contos e tresentos mil reis tudo para constar mandarão fazer este termo      que assignarão com os louvados, eu Manoel da Costa Ramos, Secretário o escrevi: - LEONARDO JOSÉ RIBEIRO, Presidente, ANTONIO PEREIRA DE ARAÚJO – JOSÉ DE GOUVEIA SOUZA – ANTONIO SEBASTIAM DE ARAÚJO – JOSÉ ANTONIO VILLA SECA – MANOEL PEREIRA DE ARAÚJO – Está conforme. Leonardo José Ribeiro, Presidente – Antonio Pereira de Araújo – Manoel Pereira de Araújo – Antonio Sebastião d’Araújo – José Vitoriano de Barros – José de Gouveia Souza – Thomaz d’Aquino de Mendonça.
Está conforme.
No impedimento do Secretário do G° Joaquim Francisco Mont° da França, 2° Off. da Secret”.


Observe o leitor que mantivemos a grafia original dada a importância documental que se faz.
O historiador Elpídio de Almeida nos informa que, existia um MS a esse respeito no 3° Cartório da antiga vila, hoje Campina Grande.
O Açude Velho foi reconstruído em 1841.
Nos anos 45 e 77 do Século XVII, a região polarizada por Campina enfrentou outra grande seca, tendo este manancial grande importância no abastecimento d’água dos campinenses. Primeira fonte de abastecimento do município, sua finalidade precípua foi abandonada após a canalização da água.

Rau Ferreira
Blog História Esperancense http://memoep.tk/

Fonte:
- IHGP, Revista do. Vol. XIX. Imprensa Universitária da Paraíba. João Pesso/PB: 1971.
- ALMEIDA, Elpídio de. História de Campina Grande. Livraria Pedrosa. Campina Grande/PB: 1962.
- Wikipédia: Açude Velho. Disponível em http://pt.wikipedia.org, acesso em 23/11/2011.

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