Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
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QUAL ASSUNTO VOCÊ ESTÁ PROCURANDO?


Manuel Pedro Cardoso Vieira era filho do Senhor de Engenho Pedro Cardoso Vieira e dona Maria Severina Vieira. Nasceu em 1848 no sítio Jococa. E faleceu em 1880 na Capital do Império, vítima de uma “febre perniciosa”. 

No sítio aprendeu as primeiras letras e ainda jovem prestou exame vestibular para Direito em 1861. 

Atente-se para o fato de que Cardoso Vieira ainda não tinha a idade exigida para ingresso na faculdade, na época 16 anos, requerendo da Comissão de Instrução Pública do Estado o direito de ser admitido, oportunamente, naquele curso.

A solicitação, porém foi enviada à Assembléia Geral Legislativa que, mediante resolução, autorizou a sua admissão aos exames da Faculdade do Recife faltando ainda 12 dias para completar a idade legal.

Ao retornar à Paraíba, dedicou-se à advocacia, jornalismo e magistério. Aprovado em concurso, lecionou Geometria, Retórica e Português no antigo Lyceu Paraibano.

Membro da elite paraibana freqüentava os ciclos intelectuais do seu tempo. 

Compôs a comissão regional que socorreu os flagelados da grande seca de 1877, ganhando notoriedade e sendo convidado para participar da política nacional.

Elegeu-se Deputado Geral pelo Partido Liberal em 1878 e lutou, ao lado de Joaquim Nabuco, pelo abolicionismo. Em um de seus discursos, afirmou:

“Nas sociedades em que a instituição da escravidão perdura por certo tempo, ela planta no coração daqueles que se servem dela um instinto, a que eu já me referi e que chamei de escravagista; a necessidade de ter escravos, o vício de não poderem servir-se senão com eles, essa repugnância invencível pela liberdade, que é um dos males que acometem aqueles que se utilizam por muito tempo da escravidão” (ROCHA: 2009, p. 86 Apud MARTINS: 1979, p. 281)

Homem erudito dominava duas línguas, francês e inglês, e costumava ler com freqüência as principais obras da literatura.

Colaborou com os seguintes órgãos da imprensa: Correio Noticioso; A Opinião e A União Liberal. Além disso dirigiu “O Despertador” e fundou o “Boussuet da Jacoca” (1875).

Ferrenho crítico propiciou um revide à altura de “O Publicador”, órgão dirigido pelo Comendador Corrêa Neves (Padre Lindolfo Corrêa).

Fazem parte de seu acervo artigos e poemas publicados em jornais, discursos e interpelações que fazem parte dos Anais do Parlamento.

É o patrono da Cadeira Nº 10 da Academia Paraibana de Letras.

Esse vulto, com grande justeza, nomeia uma rua na capital paraibana e outra na cidade de Campina Grande.
Fotos da Rua Cardoso Vieira no centro de Campina Grande (vários momentos):






Fonte:
- ROCHA, Solange Pereira da. Gente negra na Paraíba oitocentista: população, família e parentesco espiritual. Ed. UNESP: 2009, p. 81/86;
- DEPUTADOS, Anais da Câmara dos. Vol. 1, Parte 3-5. Ed. Congresso Nacional: 1861, p. 97;
- Academia Paraibana de Letras, disponível em http://www.aplpb.com.br/?page_id=19&id_acad=66.
-Acervo Pessoal de Fotos
-Fotos encontradas no site http://gmedeiros.net

2 comentários

  1. Comunidade do Orkut "Profs. de História CG/PB" on 23 de fevereiro de 2011 às 19:09

    Quais a data da segunda e terceira foto?

     
  2. Anônimo on 24 de fevereiro de 2011 às 09:15

    Não temos informações sobre a data, infelizmente.

     


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