Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
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Década de 1960: Acervo pessoal de Maria de Lourdes Soares
Na Década de 50, o Bairro de Bodocongó era considerado o ‘Distrito Industrial’ de Campina Grande, onde estavam instaladas as grandes fábricas locais, à exemplo das indústrias têxteis, de sabão e dos curtumes.

Nesse entorno econômico, surgia às margens do Açude de Bodocongó, fruto da ideia do industrial José Pimentel, o Clube Aquático Campinense; lugar aprazível à diversão das famílias mais abastadas da cidade, onde curtia-se o lazer oferecido no salão de festas do Clube, bem como possibilitava passeis de barcos e lanchas aos seus associados nas águas do manancial.

De acordo com a pesquisa efetuada por Juliana Nóbrega de Almeida, apresentada em seu TCC para o grau de mestrado na UFPB, o Clube Aquático era um espaço elitizado, não era frequentado pelos moradores ou trabalhadores fabris mas,  sim, pelas famílias  abastadas  que representavam  a  burguesia  industrial  do  bairro. Ocorriam no clube festas de carnaval com orquestras, bandas e também matinês.

Edmilson Rodrigues nos acrescenta uma curiosidade sobre o uso das suas dependências pelo Clube de Radioamadores:

"Foi fundado por volta de 1954 e 1955, pois não posso precisar a data exata. Sei que o frequentei desde 1957. O CLUBE DE RADIOAMADORES DE CAMPINA GRANDE foi fundado no dia 1º de maio de 1963. Como naquela época não possuia sua sede própria e, como vários sócios do Clube Aquático eram também radioamadores, foi gentilmente cedida uma de suas salas que serviu de séde social provisória onde o Clube de Radioamadores realizava suas reuniões semanais das quais eu participava assiduamente.Hoje, o local onde singravam as lanchas daquela saudosa época, está totalmente aterrado." 

A professora Clotilde Tavares, em seu livro “Coração Parahybano” tece um comentário saudosista sobre o Clube: 

“Havia outro clube que eu adorava: era o Clube Aquático, com sua simpática sede construída às margens do açude de Bodocongó, e de cujo ancoradouro partiam as lanchas que no domingo de manhã riscavam as águas, em piruetas e curvas, sempre com gente alegre e barulhenta a bordo, muitas vezes trazendo algum audacioso a reboque, empoleirado em esquis. O Aquático, com suas matinais repletas de gente jovem, era um clube pequeno mas muito agradável. Na sede banhada de sol dançávamos das 10 às 15 horas, nos domingos, alternando as danças com passeios de lancha, numa das lembranças mais agradáveis dos meus verdes anos.” (Clotilde Tavares)
Outro cronista que lembra o Clube em seu livro "Campina Grande Ontem e Hoje" é Ronaldo Dinoá, que diz:

"Com a criação do Clube Aquático, um esporte bem desconhecido da comunidade passou a ser a tração turística dos sábados e domingos. Lanchas de todos os tipos navegavam nas águas do velho açude (...) Campina Grande não dava muita bola para as praias da capital. Nessa época o carnaval de Campina Grande começava no Clube Aquático. os acontecimentos sociais, quase todos, eram celebrados nas dependências do velho clube."
Após uma chuva torrencial no ano de 1970, parte da sua estrutura foi destruída e o Clube Aquático deixou de existir já que seus responsáveis, não quiseram reconstruí-lo. Com o tempo, suas  paredes  e telhados foram  derrubadas a ponto de não existir mais vestígios da sua existência no local.

“O Clube Aquático deixou de existir, mas as populações de Campina Grande, dos mais diversos bairros, lembram que o lazer dos campinenses aos domingos era passear no açude  de  Bodocongó,  ficando  apenas  as  lembranças  dos  moradores  mais  antigos  que vivenciaram este período.” (Juliana Nóbrega)
Década de 1990: Acervo pessoal de Maria de Lourdes Soares

(c) Google Maps: Aspecto Atual do Local onde fora o Clube Aquático Campinense

Referências Consultadas:

ALMEIDA, Juliana Nóbrega de.
"DA ESCOLA NEGADA AO TRABALHO NECESSÁRIO: 
UM OLHAR SOBRE A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS  NO BAIRRO DE BODOCONGÓ EM CAMPINA GRANDE-PB"
. João Pessoa, 2010.

TAVARES, Clotilde.
"Coração Parahybano". João Pessoa, 2008.

DINOÁ, Ronaldo.
"Campina Grande Ontem e Hoje". Campina Grande, 2004

3 comentários

  1. Diana Santos on 10 de fevereiro de 2017 08:33

    É uma pena que não tenha sido reconstruído. Quem sabe hoje em dia, poderia ser lazer de todos e não apenas das famílias mais abastadas.

     
  2. CENSURADO AGAIN on 7 de abril de 2017 16:39

    KK JAMPA TEM O IATE O AEROCLUBE TEMPORARIAMENTE DESTRUIDO VCS TINHAM O AÇUDE PRA BRINCAR COM LANCHAS A MARINA DO JACARÉ É BEM MAIS BONITA

     
  3. CENSURADO AGAIN on 7 de abril de 2017 16:40

    MAS AINDA BEM QUE VCS EXISTEM VCS ESTÃO NA LISTA DA ONG SE VCS NÃO EXISTISSEM TODA AQUELA PORCARIA ESTARIA CONCENTRADA SO CA E DAI FUDEU

     


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