Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa

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A foto mostra a visão das portas de entrada e fachada do Cine-Theatro Capitólio, inaugurado em 20 de Novembro de 1934 por Olavo Wanderley, família tradicional nos empreendimentos da "Sétima Arte" na Paraíba.

Olavo Wanderley herdou a Cia. Exibidora de Filmes,  do seu sogro o Sr. Alberto Leal do Rio Grande do Norte, que já detinha as salas Royal e Potytheama funcionando no vizinho estado. O 'know how' que a empresa lhe forneceu possibilitou instalar cine-theatros em Campina Grande, João Pessoas e outras cidades do interior.

Em Campina Grande, especificamente falando, o Cine-Theatro Capitólio era considerado o maior e mais moderno do estado, possuindo uma das mais bonitas estruturas físicas (projetado por "Mestre Abílio") e contando com 1.000 lugares para acomodação de expectadores.

No dia de sua inauguração, 20 de Novembro de 1934, foi exibido o filme "Cavaleiros de Ouro",  musical estrelado pelos atores americanos Dick Powell e John Blond.

O cinema foi construído no terreno por trás da Igreja de Nossa Senhora do Rosário (vista ao fundo na imagem), onde funcionava a sede da Sociedade Beneficente Deus e Caridade. Portanto, sua entrada era de frente para a Rua Irineu Joffily.

Além da exibição cinematográfica, o Capitólio era o "multiplex" daquela época, sendo palco dos grandes eventos teatrais, festas sociais, políticas e culturais.

Lá discursaram Carlos Lacerda, Assis Chateaubriand, além das apresentações artísticas dos cantores Dalva de Oliveira, Caubi Peixoto, dentro outros inúmeros acontecimentos que evidenciaram a grandeza do espaço ocupado pelo Cine Capitólio em nossa cidade, durante os anos em que reinou absoluto como casa de espetáculos, até a inauguração do Teatro Municipal Severino Cabral, em 1962.


As exibições cinematográficas do Cine Capitólio encerraram-se ao final da década de 90, onde a sala fora transformada no Cine-Pornô de Campina Grande, decretando o ocaso daquele que fora a maior sala de espetáculos do estado por três décadas, desde sua inauguração.

Atualmente não funciona nada nas dependências do prédio. A cobertura já ruiu, havendo somente as quatro paredes - literalmente - sendo degradado pelas intempéries ano, após ano, estando inclusive condenado pelo CREA.

Fonte Pesquisada:
LOPES, Dougllas Pierra J. da Silva. "Cinema em C.Grande: Cine Capitólio o Moderno 
e Suas Várias Facetas (1934 - 1949)

A TV Paraíba realizou uma reportagem alertando para o abandono dos prédios dos cinemas de nossa cidade:

5 comentários

  1. Herbert on 4 de novembro de 2009 09:58

    Não entendo porque tombaram o prédio e o deixaram ao "Deus dará". Coisas de nossa cidade. Excelente registro pessoal.

     
  2. samara on 11 de setembro de 2010 10:38

    É UM ABSURDO ESSA SITUAÇÃO!!! GENTE, CADÊ A FORÇA DA CULTURA CAMPINENSE? FICO INDIGNADA COM ESSAS COISAS...

     
  3. Jobedis Magno de Brito Neves on 13 de setembro de 2010 22:44

    O patrimônio histórico de Campina não é o mesmo há bastante tempo. É comum em conversas no Calçadão da Cardoso Vieira em diversas discussões sobre o prejuízo inestimável que, ano após ano, vêm engolindo o nosso passado, a história e a memória campinense. Prédios estão sendo demolidos, monumentos destruídos e diversos momentos da história da cidade que estão sendo perdidos para sempre. O Cine São José, cinema popular de Campina que evoca a memória de um interessante período da cidade, também está irreconhecível (omo ja citei em um artigo aqui no RHCG sobre as ruinas do antigo cinema São José bairro onde nasci e cresci). O Cine Capitólio e outro famoso cinema da cidade que padece do mesmo mal, esta em ruinas, até seu piso de interessantes lajotas já perdeu e só Deus sabe onde se encontra. Foi inaugurado em 1934 e, depois de muitos altos e baixos, fechou em 1999. As fotos mostram que lentamente pela ação do tempo vem ruindo. Onde o bicho-homem alcança, o processo é mais acelerado. Projeto de recuperação? Por quê não? De 65 anos de atividade e quase duas década de inatividade, restaram apenas as paredes que dão contorno ao prédio. O patrimônio histórico e arqueológico de uma cidade constitui uma história de gerações do passado. Compete as gerações do presente, valorizar e proteger essa história que é avaliada como “recurso cultural finito e irrenovável”. Infelizmente, não é este instinto de proteção que vem ocorrendo em Campina Grande, a ‘Rainha da Borborema’, uma pena!!!!!!

     
  4. Anônimo on 27 de novembro de 2010 20:29

    A luta pelo cine são sosé continua.. e pensar que a prefeitura abandonou o capitólio e agora queria o são osé.. que será cinena de novo!

     
  5. Anônimo on 23 de junho de 2011 19:51

    O texto ,com todo respeito, merece correção:

    1) O titulo correto do filme que inaugurou o Capitólio é "Cavadoras do Ouro"

    2) O teatro foi inaugurado em novembro de 1963.

     


 
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