Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
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Fundado pelo empreendedor João Rique Ferreira, em 1927, a instituição bancária que funcionava na base do Edifício Rique, na Rua Marquês do Herval, atingiu o ápice das suas atividades financeiras gerando lucratividade para seus sócios majoritários por quase cinco décadas.

Balanço Exercício 1969, publicado no Jornal do Brasil (03/02/1970)

Foi considerado um dos maiores bancos do país, uma vez que detinha agências distribuídas em treze estados brasileiros: Alagoas, Bahia, Ceará, Guanabara (Rio de Janeiro), Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo, Sergipe e Paraná.

Em 1963, foi instituída sua logo. Considerada “um marco” no design brasileiro, foi desenvolvida pelo famoso designer Aloísio Magalhães, responsável pela criação de inúmeras marcas, entre elas, a primeira logo da Rede Globo, a Rosa dos Ventos, em 1965.

Esta logo, que mais parece uma ferradura, até hoje é marca registrada dos empreendimentos subseqüentes da família Rique, a exemplo da Rede Iguatemi de Shoppings Centers, iniciada na capital baiana.

De acordo com o site do Sindicato dos Bancários de Campina Grande, o banco promovia uma espécie de “caça às bruxas”, punindo com demissão os funcionários que se associassem à entidade, no final dos anos 50.

Cheque do BICG, Agência Fortaleza (1970)

Por outro lado, o BICG foi uma das primeiras instituições bancárias a utilizar o sistema de auto serviço, conforme descreve a novidade o texto publicado na Revista Veja de 03 de março de 1971 (clique na figura para ampliar):


Nos anos 70, o sucessor de João Rique na presidência do banco, o ex-prefeito campinense Newton Vieira Rique, usando de todo seu prestígio social, utilizou-se de uma jogada de gênio para o marketing da instituição ao contratar, como funcionário do banco, ninguém menos que Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé, nomeando-o como Diretor de Relações Públicas; agregando sua imagem aos eventos promovidos pelo BICG, principalmente no estado de São Paulo. 


Considerado por muitos como “o paraíba que emprestava dinheiro aos ricos do sul”, ou seja, o homem que tirava a corda do pescoço dos empresários do sudeste, Newton Vieira Rique se viu obrigado a negociar a instituição bancária em julho de 1972, sendo a empresa incorporada ao Banco Mercantil de Minas Gerais pela quantia de 126 milhões de Cruzeiros.

Às lágrimas, no Rio de Janeiro, Newton Rique aos 41 anos, comunicara a concretização da transação aos seus executivos, uma vez que lamentava o destino ao qual fora lançado o grande empreendimento bancário nascido da garra do seu fundador, João Rique. 

“Não fosse a mudança brusca nas regras do jogo, na formação dos grandes conglomerados, temos certeza de que teríamos resistido. Faltou-nos um pouco mais de tempo.” (Newton Rique, sobre as razões da venda)

Em homenagem ao empreendedorismo do seu fundador, uma estátua de João Rique foi afixada em frente ao Edifício que leva seu nome, donde funcionou a instituição em Campina Grande. A área foi batizada como “Monumento João Rique”.


Fontes Consultadas:
Sindicato dos Bancários de C. Grande (http://www.bancarioscg.com.br/)
Wikipédia (http://pt.wikipedia.org)
Jornal do Brasil 
Revista Veja

4 comentários

  1. J.Junior on 2 de março de 2010 08:08

    Este texto mostra claramente que o que faltou a Campina Grande foram administradores. Os gestores que por aqui passaram no "auge" desta Cidade, não foram "administradores", mas sim "políticos". Não apenas esta Instituição, mas quantas fábricas, indústrias, etc não conseguiram manter-se na cidade. Espero que nos próximos anos possamos ter algum resgate de tudo isso e ver esta cidade desenvolver.

     
  2. mario vinicius on 2 de março de 2010 15:52

    Esta praça da estátua de João Rique foi a segunda a ser construída. Antes, no mesmo local, já havia sido feito uma edificação exatamente igual a atual. Por uma questão de circulação de trânsito, a prça foi deslocada para o local onde está hoje.

    O atual portal não contém uma frase que existia no original: "Ninguém amou tanto uma cidade dignificando tanto o trabalho".

    A praça foi inaugurada na gestão do Interventor Luiz Mottaa Filho e e, na noite na inauguração, houve a presença do poeta Jansen Filho.

    Na época da inauguração, o povo começou a chamar o portal de "o picolé do prefeito", dada a semelhança entre um picolé e o portal existente.

    Saudades de uma Cmapina Grande já distante !

     
  3. Edmilson Rodrigues do Ó on 23 de outubro de 2016 14:02

    No local onde hoje se ergue a Praça João Rique, outrora se instalava a Praça do Relogio a qual foi posteriormente substituida por um prédio triangular constituido de dois pavimentos e que se denominava Ponto Central. No andar superior funcionava a oficina de radiotécnica José Morais, e, no térreo, existia um bar e um box de venda de passagens rodoviárias para várias partes do estado da Paraiba já que alí funcionava uma espécie de estação rodoviária improvisada porquanto naquela época, até o final da década de 1950 não existia ainda a Rodoviária Velha. Dos seus alredores, partiam os ônibus interestaduais das emprêsas Viação Bonfim para João Pessoa; Pocinhense, para Pocinhos; Batalhão, para Teperoá; Gaivota, para Cajazeiras; Princesa do Agreste, para Caruarú e tantas outras. Ainda, na sua parte externa, flanco leste, funcionava uma antiga bomba de gasolina tal como era conhecida na época.

     
  4. Rômulo Azevêdo on 31 de outubro de 2016 12:54

    No filme "O barão Otelo no barato dos bilhões"(1971)dirigido por Miguel Borges e financiado pelo Banco industrial de Campina Grande,tem uma cena gravada na gerencia do banco na filial do Rio de Janeiro.
    Na cena, Grande Otelo vai fazer um empréstimo no banco e é recebido pelo gerente interpretado por Pelé.

     


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