Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
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Personagens que marcaram os acontecimentos de Campina Grande

Por Jobedis Magno de Brito Neves

Todas as cidades têm suas figuras de rua. Umas mais, outras menos. Em Campina Grande também não foi e nem é diferente. Quem reside, ou residiu por lá há mais de 40 anos sabe perfeitamente do que estou falando. Certamente se lembrará de muitas figuras que passavam por nossas ruas.  Estes personagens que marcaram a paisagem e os acontecimentos eram pessoas engraçadas, extrovertidas, algumas brincalhonas, outras bravas, temperamentais, piadistas, irreverentes, que circulavam pelas ruas centrais de nossa cidade.  Essas irreverentes criaturas e suas passagens ficaram em nossas recordações e em nossas memórias. Os tipos populares habitavam geralmente, no centro da cidade. Na Praça da Bandeira e no Calçadão da Cardoso Vieira. Figuras inesquecíveis que viveram e conviveram numa simplicidade tão grande que marcaram a vida dos campinenses. O Calçadão da Cardoso Vieira é a “capital da república de Campina Grande”.  É lá que a pilhéria, a compulsão a molecagem encontra seus maiores representantes nos tipos populares originados das camadas mais pobres ou ainda na boêmia. Não há preocupação de classe ou posição social; desembargadores, militares, políticos, ex-jogadores de futebol, comerciantes, caixeiros, gente de rua,  respeitosos senhores, engraxates, pais de família,  todos enfim,  guardam em si uma “molecagenzinha” para disparar quando menos se espera.

Tipos Pitorescos de Campina Grande - Sabará

Toda cidade tem aqueles "personagens" que vivem na rua e, sem perceber, ajudam a escrever a história de seus habitantes, com suas excentricidades e frases de efeito, talvez filósofos. Filósofos do realismo, do cinismo, como Sabará...

Em Campina Grande décadas atrás, a cidade ainda não tinha nem asfalto e nem violência. Mas tinha muitos tipos engraçados que marcaram para sempre, a época e as lembranças de nossa gente com risos e até... Saudades!

Sabará era e ainda é um dos personagens pitoresco que circula até hoje no centro de nossa cidade. 

Se eu perguntasse aos antigos desportista da cidade quem é José Cosme, provavelmente não saberiam me dizer quem é esta pessoa. Mas se eu perguntasse quem é Sabará com certeza a resposta seria positiva. Figura conhecidíssima em nossa cidade, principalmente nos seus domínios, o Calçadão da Cardoso Vieira. Talvez poucos saibam seu nome verdadeiro.

Pois é, quem vê hoje este senhor de idade já avançada, cabelos e sobrancelhas brancas, sentado num banco no calçadão, não é capaz de imaginar que se trata de um ex-jogador de futebol profissional dos mais folclóricos e engraçados que já pintou nos gramados do futebol da Paraíba. Adora ser reconhecido por torcedores mais velhos e, por sua “simplicidade e sua cancha”. Parece não se dar conta da importância que teve na história do futebol campinense (ele foi autor do primeiro gol (histórico) na inauguração do Estádio Plínio Lemos. No jogo preliminar entre Sport Club da Liberdade e Flamengo de José Pinheiro, venceu o Sport por 2x1, gols de Sabará e Adauto para o Sport, enquanto Manuelzão descontou para o Flamengo. A partida principal foi disputada em baixo de muita chuva. O Bahia venceu o Treze por 1x0, gol de Juvenal II, aos 12 minutos do segundo tempo). 

O ex-jogador e treinador Sabará é um dos folclóricos personagens das ruas de Campina Grande que merece ser lembrados aqui na nossa matéria. Trata-se de mais uma dessas figuras engraçadas que muita gente pensa só existir em outras cidades. É um tipo gozador, dono de uma voz cheias de gírias e inquisitiva. Só pela conversa você percebe que se trata de uma figura. É impossível curtir os bate papos nas esquinas e praças, rever os bons amigos, relembrar os velhos tempos sem que venham à lembrança as histórias engraçadas do nosso personagem.

Quando eu conheci o Sabará transcorria o ano de 1965 no bairro São José onde morávamos,  vadiávamos em turmas de adolescentes em incomensuráveis festas as quais eram realizadas na maioria das vezes em casas de amigos ou nos “assustados” nos fins de semana que aconteciam em diversos bairros de nossa cidade. Os rachas e pelada que fizeram história eram sempre nos fins de semana e feriados prolongados tendo como palco o “Campo da Perua” e a quadra de futebol de salão do Treze Futebol Clube. Tempos da boemia, da Jovem Guarda, dos Beatles, da malhação do Judas no bairro (Conforme foto) e Sabará sempre à frente nas aventuras: Companheiro de toda hora, estava presente e a disposição para o que desse e viesse. Dono de um nariz arrebitado, posudo, andava de peito estufado, pisando em um tamanco de madeira alto e dava pouca ou nenhuma atenção ao mundo à sua volta. Julgava-se absoluto! Volta e meia tomava umas e outras e aprontava com toda a galera. Era a sua marca registrada.

Com seu jeitão boêmio, típico de carioca e gingado de malandro, Sabará por incrível que pareça é de Pombal. O apelido do ex-jogador do Vasco da Gama  pegou tão forte que poucas pessoas conseguem lembrar o seu verdadeiro nome, e nenhuma lembra do seu sobrenome. De espírito brincalhão, sempre aprontando das suas, não perdia a oportunidade de fazer uma piada ou pregar uma boa peça. Ainda hoje é uma figura folclórica em Campina Grande e em outras cidades onde ficou conhecido em décadas passadas: muito esperto e sempre com uma tirada fantástica para sair dos apuros.

Sabará construiria em torno de si um rico repertório de histórias folclóricas e uma sucessão de piadas e lendas. Segundo contam, Sabará seria no fundo uma espécie de  “comediante” dos clubes em que jogou, habituado a divertir os corredores das concentrações onde contava piadas engraçadas. Nos ônibus, nos hotéis e nos vestiários. Alegre e boêmio, apreciador de uma cervejinha, preferia gozar seus pequenos prazeres a levar a sério a sua profissão. Vários anos jogou no futebol profissional.

Ele era um jogador de muita categoria, sua versatilidade servia como opções para os treinadores. Jogou na meia direita,  no meio campo, de centro avante e de zagueiro. Tinha um toque de classe e categoria.  Em campo, pouco corria. Chute rasante, certeiro e mortal. Exímio controlador de bola. Passe perfeito. Criativo e de reflexos rápidos, possuía a capacidade de antever a seqüência de um lance à frente dos adversários e assim executar as jogadas mais imprevisíveis do seu imenso repertório. De quebra, ainda fazia gol às pampas. Decidiu jogos marcando gols de faltas e de pênaltis. Era muito habilidoso e pouco chegado a trombadas com os zagueiros.  Entretanto, jogava futebol apenas por divertimento. Sua principal preocupação era ganhar alguns trocados para fazer uma coisa que gostava muito – namorar e viver na boemia.

Nos lugares que freqüentava sempre foi estimado por seu jeito de tratar os amigos. Suas brincadeiras sempre caíam em terreno fértil, com o que granjeava ainda mais simpatia. Nas reuniões de comes e bebes, fazia questão de ser o cozinheiro, para servir. Sua paixão, principalmente depois de aposentado como profissional, era jogar as partidas de futebol pelo Everton. Sempre atraindo respeito e amigos.

Nas vezes em que pude conversar com ele, deu pra conhecer seu caráter e sua dedicação por tudo aquilo que fazia. Apesar de seu espírito gozador - como descrito nesta pequena  biografia - não deixava de ser um homem e  um cidadão de palavra.

Eu tive uma oportunidade fantástica na vida: a ter nascido no bairro do São José e sempre tive a certeza que nasci numa época memorável, pois tive a oportunidade de não somente conhecer mais também conviver, conversar e ser amigo dos moradores mais tradicionais da nossa comunidade (entre eles o nosso personagem – Sabará). No Bar Cristal de Wamberto Pinto Rocha, todos os dias estavam por lá os verdadeiros catedráticos da história do bairro, e os artista da bola contando suas estórias ou simplesmente jogando conversas fora.

Nos bons anos 60 e 70, o bar Cristal do Wamberto Pinto Rocha, fincado na Rua Lino Gomes em frente ao Cine São José era o “point” da rapaziada. Muitas cervejas, jogos de “porrinha” valendo as “cervas” e os tira gostos. Além do caprichado “estrume” e as “mandingas” do dono do Bar, sempre atraíram muitos clientes. Lá, a galera pulava e se assanhava no jogo. Com “slogans” alusivos à contenda, cantando refrões provocativos. Era o maior auê! Dentre os personagens mais animados, se destacava o Sabará. Com seu tipo exótico, conversa arrastada, pernas tortas, corpo cansado, só participando do jogo de porrinha como “assistente”. A bem da verdade, era cobra criada, um servente de pedreiro da turma do mestre de obras Raul de Melo, o maior “vadio” do pedaço. Esse criou fama como o mais esperto do bairro. Dava uma de menino piadista para poder “sobreviver e biritar de graça”. Dentre muitos participantes, sempre se destacavam Glauco Kardec, Fernando Canguru, Som, Albertinho Limonta, Seu Futenta, Jobedis, Jonas Didi, Neném, Ricardinho, Tonheca entre outros.

Como ferramentas de trabalho, palitos de fósforos. Por qualquer alegria ou fraco motivo baixava o santo na galera. Aí todos enchiam a cara no Bar e mandavam pendurar as contas. A galera sempre foi muito criativa, unida e a alfabetizada, nasceu entre os freqüentadores do bar e do cinema, uma escola sui gêneris. Quase todos eram estudantes nessa galera. Dentre muitos outros não citados, traídos pela memória e a nossa lembrança.

Sempre tenho dito vez por outra, que Sabará é um dos maiores contadores de causos engraçados. Sempre em conversas com amigos do passado pela internet, quando eles falam-me de causos engraçados que aconteceram tempos atrás com eles, Sabará é lembrado. Contar a história deste Jogador é sempre uma mescla de passado com o presente, pois felizmente este  personagem ainda está entre nós. Eu tive a chance de conviver e conversar, jogar e ser treinado por ele e posso atestar tudo que citarei  a seguir sobre este personagem.

A julgar pelas reminiscências dos antigos amigos mais próximos, Sabará viveu de maneira extravagante e excêntrica, misturando o talento para o futebol com uma vida cheia de passagens folclóricas. Existiram muitos fatos pitoresco à sua lenda pessoal.

A discutida figura de Sabará sempre chamou a atenção. Fosse pelos trejeitos em campo, numa clara e assumida imitação do antigo ídolo do Vasco da Gama do Rio (apesar de ser Flamenguista roxo), fosse pela incontestável capacidade como jogador de futebol. Esse Sertanejo de Pombal chegou rápido ao quadro de Jogadores do antigo Paulistano. Com ele, trouxe um currículo carregado de controvérsias e lendas.

Sabará, ainda tem muitos amigos e histórias para contar. Umas publicáveis, outras que prefere deixar ficar só entre os amigos.  Quem conversa com ele não o adivinha. Gosta de contar histórias, é polêmico e de meter mais histórias no meio da cada uma. Sabará divertia os colegas com suas piadas e, principalmente, com seus causos, contados com o seu autêntico sotaque de paraibano do interior. Todos faziam silêncio para rir dos seus relatos. Curiosamente, o que durava em torno de 10 minutos era o preferido e, mesmo repetido diversas vezes a pedido dos jogadores, sempre ríamos como se fosse a primeira vez.

Alguns duvidam até da veracidade de alguns causos, mas, na maioria das vezes, os protagonistas estão aí para dizer se aconteceu ou não. É claro que como todo contador de história, fantasia um pouquinho para que ela fique assim mais curiosa e divertida. Voltando ao início, será apenas mais uma ocupação de aposentado. Então, vamos a eles, os “causos”

O Sabará no futebol Campinense do passado está repleto de causos, no mínimo curiosos, dentro de suas histórias. Causos inusitados que por sua natureza, que algumas pessoas ficam muito difícil de  acreditar. No final da década de 50 o Campinense queria contratar alguns bons jogadores do Paulistano (entre Lelé, Zé Preto, Tonho Zeca e Sabará) os dirigentes da raposa tentavam impedir o campeonato do rival Treze. Depois de algum tempo os dirigentes da raposa achavam que Sabará, em vez de jogar bola, se especializava em “paqueras” e de namoricos de “brega” inconseqüentes. No julgamento, o jogador foi unanimemente reprovado pela Diretoria do clube que tinha como dirigente Lamir Motta. Sabará não assinou contrato com a terrível acusação de “namorar demais e ser muito boêmio”.

Em muitos anos no futebol passou pelo Nacional, Paulistano, Campinense, Treze, União entre outros. Encerrou a carreira como jogador na década de 60, aos 34 anos de idade, com um pé-de-meia não muito confortável. Seu modo de administrar as finanças não foi poupar pra se privar. O jogador recorda que ganhou muito dinheiro, mas gastava com extravagâncias, com roupas,  fechar uma boate inteira só para ele. “Mas eu também investia, comprei um terreno que hoje é uma espécie de sítio. Hoje viúvo, tenho casa, carro (fusquinha), muitos filhos (dizem que tem mais de 12) e muitos netos. Foi bom, faria tudo de novo”. Seu conselho às novas gerações de jogadores: “estudar, não usar drogas e ser empresário de si mesmo”.

Quando abandonou as quatro linhas profissionalmente veio morar no bairro do São José. Foi um dos fundadores do time do Everton Esporte Clube. Quando começou a jogar pelo Everton tinha fama de ser um jogador experiente, que já havia passado por muitos times profissionais, mas não demorou muito para constatarmos que sua malandragem não se limitava ao campo de jogo. Ele era perito também em gozação. Transformava-se em tagarela durante a partida, quase sempre provocando os adversários. Além de descontrair o ambiente com suas piadas, ele estava sempre inventando uma maneira de fazer rir. Jogou alguns anos no Grêmio de Nêgo Roberto e encerrou a carreira.

Quando parou de jogar, foi trabalhar em uma indústria da cidade e aqui ficou. Depois abriu seu próprio negócio, um Bar que ele batizou com o apelido dele - Sabará Bar, que era localizado no bairro do Catolé perto do estádio o Amigão. Lá o ex-jogador gostava de relembrar o passado, mas não gostava de pensar no que poderia ter vivido se não tivesse gastado tanto dinheiro. “Ninguém gosta de andar para trás”. O ex-boleiro, preferia falar dos temas atuais, da política, do futebol entre outras coisas mais e dos seus tempos de jogador. É missão difícil não conversar sobre futebol com ele. Não dava para ele escapar do futebol: o local onde existia seu Bar virou ponto de encontro de torcedores e de amigos. Sabará é raposeiro e alguns amigos  costumam se encontrar lá para assistir aos jogos no estádio Amigão próximo a sua casa e Bar. 

Treinador de futebol

Com a experiência que ganhou no futebol por todos os clubes por onde passou quando abandonou as quatro linhas foi ser treinador de futebol e se deu bem. Logo no inicio (foi treinador da seleção Universitária da FURNE onde se sagrou tetra - campeão universitário, juntamente com vários jogadores do Everton. Depois foi treinador da Socremo de Monteiro e do Campinense.

O futebol ainda rondou a vida do ex-jogador por um tempo. Ele foi técnico de equipes locais, como o Campinense amador e escolinhas da AGAPE, formados por amigos e jogadores talentosos.  Agora, apenas assiste às partidas de futebol no campo ou na pela TV.

Sabará sempre gostava de esta na “Moda” por isso mantinha a famosa cabeleira Black Power (foto) ou e por suas entradas triunfais como treinador de terno e gravata nos jogos do campeonato de futebol paraibano pelo Campinense onde era treinador imitando o Vanderlei Luxemburgo. – “Brinquei muito. Pensava que a vida era aquela, mas depois que fiquei mais maduro e me juntei com varias mulheres e me separei hoje estou solteiro e desimpedido e sosseguei um pouco” diz ele.

Nem mesmo alguns títulos serviram para diminuir a amargura que Sabará acumulou como treinador de futebol. Ele me disse – É grande a responsabilidade que o treinador carrega. A torcida e os dirigentes querem vitórias e títulos. Ninguém quer saber dos problemas que o treinador, muitas vezes, é obrigado a levar para dentro do campo (falta de pagamento de salário, luvas, prêmios etc.).

O nosso personagem, talvez o maior contador de causos, historias e anedotas  que Campina Grande esportiva  já conheceu. Segundo ele, todas elas eram verdadeiras e poderiam ser comprovadas: “Pode perguntar fulano de tal  – argumentava ele, quando alguém ousasse imaginar que a estória não era verdadeira. De todas que ele contava – e olhem que eu tive  oportunidade de ouvir muitas, a de que eu mais gostava  foi a da viagem para Itaporanga que ele disse e que eu fui testemunha junto com vários amigos, lá pelos sertões da Paraíba que citarei na frente desta matéria.

Suas pernas tortas ainda tem  marcas de chuteiras, daquelas chuteiras antigas com travas de prego, mas imaginava que as pernas dos adversários devem ter ficado ainda mais lanhadas. Sabará era atacante e não gostava de levar desaforo para casa e não abria. Depois que parou de correr atrás da bola, transformou-se num crítico implacável.

Os bastidores do futebol são marcados por diversas histórias engraçadas. Muitas delas são esquecidas com o passar do tempo. Porém, o ex-jogador relembra algumas  situações que fizeram muitos amigos e colegas  morrer de rir. Alguns “causo” que contarei abaixo é integralmente verídico, com a costumeira exceção dos nomes dos personagens, que sempre tomo a precaução de não citar.  Para o leitor entender melhor a trama. Lá vai o primeiro causo envolvendo o Sabará.

Catimbozeiro - Um dia Sabará  foi contratado para dirigir um time do Campinense depois de ter passado pelo time do Raposinha.  A primeira providência que tomou depois de conhecer o elenco foi chamar o massagista “presepeiro” Adalberto Lima e disse a ele o seguinte:
- Lima nos dias de jogo compre Pólvora e velas pretas para a gente acender no inicio das partidas. O massagista  tomou um susto e perguntou:
- O que, Sabará?
- É, Lima ,  você entendeu perfeitamente: compre e acenda nos dias de jogos que tem jogador do outro lado que tem medo de catimbó! E foi assim todos os jogos da Raposa Lima acendia a pólvora para delírios da galera do campinense e vaias da torcida do Treze.

Na véspera do confronto entre a seleção da Furne e uma seleção de João Pessoa, ele como treinador simplesmente distribuiu as camisas e disse que não ia dar instrução nenhuma, pois todos sabiam o que fazer. Todo mundo riu. E era esse mesmo o seu objetivo, pois depois ele explicou direitinho o que cada um deveria fazer. Aliás, estava sempre disposto a explicar mais um pouquinho, embora sempre com gírias e piadas. Na suas preleções ele nos pedia para que se evitasse jogadas mais fortes para que ninguém se lesionasse. Mas repassava a seguinte mensagem para mim e outros jogadores de defesa

 - Jobão sei que você é muito bruto mas não  vamos machucar ninguém, mas se tiver que dar uma “chegadinha junto”,  não se constranja. Só não vão dizer que eu mandei depois, pois eu não falei nada.
Algumas GRÉAIS em SABARÁ - Sua vida nos bastidores do futebol daria um “best-seller”, mas ele nem pensa em escrever um livro, “pois faltariam advogados para tantos processos contra mim”. Sabará, também teve de pagar seus micos. Um deles, foi em Itaporanga quando o Everton foi jogar lá.

A História de Uma Partida Inesquecível - O Everton foi convidado para representar a Seleção Universitária Campinense na cidade de Itaporanga na Semana Universitária. Naquela tarde, um sábado qualquer de 1973, o velho Sabará, olhou-me por cima de seu sorriso enigmático no canto da boca. Interrompeu por um instante a partida de buraco que estávamos jogando na velha mesa de fórmica de sua casa, levantou-se com a calma e a decisão de quem vai fazer algo muito importante e disse – Eu vou, mas só como treinador. Depressa fomos à procura de jogadores para fazer um time. Arranjamos apenas 10 jogadores na esperança de podermos contar com um jogador (Pedro Sandú) que estava em Patos, que bateu pino e disse a Sabará que não era doido de jogar em Itaporanga e sair vivo da cidade.

A chegada na cidade depois de uma viagem estafante - A delegação chegou à Itaporanga por volta de quatro horas da tarde do Sábado e seguiu direto para o Hotel, que ficava no centro da cidade. Apenas 11 jogadores (Contando com Sabará). Mesmo depois de uma viagem cansativa, o grupo seguiu para um barzinho e começaram a beber cervejas, uma prática mantida pelos atletas do Everton. À birita seguiu a tarde toda até a noite. O grupo seguiu para o hotel sob o comando do treinador Sabará.

O famoso Sabará do Vasco da Gama – Na cidade espalhamos que Sabará era aquele famoso ponta direita do Vasco. O zagueiro mais brabo da região (Dema) ficou sabendo do boato e de noite passou por Sabará e como Bará não o cumprimentou.  Ele encostou-se a Sabará e disse no pé do ouvido: - "Hei, Negão, só porque jogaste no Vasco não me cumprimenta não é. Pois vou lhe dizer o seguinte: - Já joguei no Nacional de Patos e se você pensa que vai fazer teu nome em cima de mim, está muito enganado!". - Vou te meter o pau amanhã... Sabará ficou todo desconfiado e saiu devagarzinho do local.

À noite fomos convidados para ir a uma festa no clube, com muita birita de graça (eles achando que se nos dessem muita bebida no outro dia no jogo eles ganhariam fácil da gente). No dia seguinte Sabará procurou o Doutor Glauco e disse o seguinte:
-Dr. Glauco se tivesse um helicóptero ou um avião eu ia embora para Campina!
-Por que Sabará? – Perguntou Glauco
-Doutor é muita responsabilidade que jogaram nas minhas costas e tem um cara que quer me pegar, pensando que eu joguei no Vasco... foi um custo convencê-lo de que não seria possível aceitar tal desafio..

O Ponche – Como a rapaziada passaram a noite inteira  bebendo e farrando,  Sabará preocupados com jogo da tarde não os acorda e prepara um “ponche” Os produtos são comprados na farmácia e numa bodega (coca família, Nescafé, Engov, Chá preto e outras coisas mais). Sabará prepara o “ponche” e enterra no chão para dar aos jogadores na hora de irem para o jogo.

O milagre - como o milagroso sistema de recuperação rápida e ‘ estimulante”  criado por Sabará, cujos ensinamentos foram assimilados pelo time. Na preleção Sabará  começou explicando que o uso do calmantes e  estimulantes, tinha  como objetivo colocar os jogadores em campo na plenitude de suas energias. Afirmou que o uso do estimulante  seria incrementado meia hora antes do jogo visando a desintoxicação do organismo, em conseqüência da birita da noite passada.

O calção rasgado – Um dos integrantes da delegação, neste  jogo, tinha arranjado uma namorada na festa preparada para a gente na noite anterior. No primeiro tempo jogou de lateral direito e no segundo disse para nosso treinador Sabará:
-Bará tenho que jogar na lateral esquerda porque minha namorada está no mesmo lugar que irei jogar... - Sabará respondeu:
-Não é bom jogar perto da namorada?
-Jogar perto dela seria bom, mas estou sem cuecas e meu calção está rasgado e ela pode ver meus “possuídos”. Sabará de pronta atendeu e o mesmo pode jogar a vontade.

O jogo - O time do Everton era muito superior em tudo. Logo na saída, um ataque fulminante nosso, os atacantes Valdinho e Fernando na ganância perderam um gol na cara do goleiro. Nos primeiros minutos do jogo o Everton, a rigor, atacou mais que a seleção local, entretanto aos 10 minutos perdemos um jogador (Jobão, que machucado foi direto para o hospital se medicar) nosso time ficou com dez jogadores, pois não tínhamos reservas. Nosso time ficou mais cauteloso, somente ia à frente em contra ataques rápidos.  Foi assim que aos 29 minutos, o time deles com ajuda descarada do juiz, assinalou um gol. Já nos acréscimos o juiz marca um pênalti inexistente contra nosso time, pois houve uma falta vergonhosa no nosso goleiro Edmilson Fei, e o time fez o segundo gol.

A Volta de Jobão - No segundo tempo, Com a volta de Jobão do hospital (pediu ao nosso treinador Sabará para jogar apesar de estar todo ensangüentado) o Everton começou a dominar a partida. Passou a pressionar na base do toque de bola e Valdinho fez um gol logo aos 08 minutos. Tivemos uma grande chance do empate quando Fernando cabeceou uma bola e o goleiro fez uma defesa milagrosa. O Everton continuou como um gigante e quando o juiz notou que nosso time ia empatar e ganhar a partida encerrou o jogo aos 25 minutos do segundo tempo e não adiantou nossa reclamação. Nosso time se aproximou do juiz e o mesmo fez a seguinte afirmação “A cidade recebeu o time de vocês com uma grande festa e o ideal seria que a partida terminasse empatada ou com nossa vitória. É um amistoso, e assim, todos ganhariam e a festa seria completa”. Não precisamos dizer mais nada depois disso. Nosso time era formado por: Edmilson Fei, Glauco e Son, Dinaldo e Maribondo, Sabará, Madruga e Chininha, No ataque Jobão, Valdinho e Fernando. Este jogo é tido por muitos dos jogadores daquela época como uma das melhores apresentação da galera do Everton em toda a sua história.  O jogo foi marcado por muita tensão. O estádio estava lotado e, como não poderia ser diferente, a quase totalidade do público presente torcia para a seleção local.

O retorno – O  motorista mordido porque iria perder a festa fez a viagem em menos de 3 horas, para o desconforto de todos. Mas a viagem valeu a pena pois foi uma das mais belas viagens da todos .  

Outros  “causos” de Sabará

Embaixo do pé de manga -
No bar de Sabará tinha um pé de manga que dava uma sombra muito boa e o pessoal gostava de beber embaixo dele. Um casal conhecido foi até o bar e o rapaz perguntou a Bará se podia beber um litro de Uísque que ele tinha trazido. Sabará pensando que ia fornecer os tiras gostos aceitou. O rapaz tinha trazido o tira gosto de casa e nada pedia a Bará. Quando foram embora sem nada gastar e quando foram se despedir de Sabará ele mordido disse a eles - Na próxima vez tragam também um pé manga para beberem debaixo deles...

Os altos falantes da casa das galegas – Existia uma casa “animada” no bairro da Liberdade cuja dona iremos chamar de “Dona Diamante”. Toda sexta feira a noite promovia um “Assustado” onde os freqüentadores, alguns jogadores do Everton sempre  iam para dançar (ao som de Saraiva) e beber Jalapa  com “calo seco”. Quando de repente chega Sabará (não era bem visto pela dona da casa pelas suas brincadeiras), entra e começa a beber. Após ingerir algumas doses da bebida, observou que existiam dois cupinzeiros grandes no telhado da casa, um em cada canto. Chamou “Dona Diamante” e disse a ela o seguinte:
- A senhora depois que ficou rica não me cumprimenta mais não é “Dona Diamante”? “Dona Diamante”  querendo ser gentil e se  desculpar diz o seguinte:
- Porque você esta dizendo que eu estou rica Bará?
- Pelo tamanho de suas caixas de som ali em cima (apontando para os cupinzeiros). “Dona Diamante”  entendeu a piada e depressa expulsou Sabará da casa dizendo:
- Vá embora de minha casa “nego safado”... E encerrou o assustado.

Esta é uma das muitas marmotas aprontadas em Sabará na época que o mesmo era nosso treinador da seleção do FURNE. - Uma tarde estávamos na maior gandaia e birita No Boco Moco em JP. Quando fomos para o mar tomar banho. Lá até bola  jogamos (a bola de meia era feita com nosso calção). No auge da esculhambação, empurraram o Sabará e tiraram o calção do mesmo e deixaram ele sem calção na praia e  foram beber no Barzinho em frente. Ele então gritando e pulando feito um doido. Agente ficava ouvindo seu barulho em nossa direção. Naturalmente dentro de água não havia grandes problemas, o grande problema foi  sair. Todo mundo olhava para a Sabará dentro d’água (que lhe chegava ate a cintura  Depois de muito tempo Sabará não se sabe como,  arranjou uma bermuda com alguém e veio em nossa mesa e para surpresa nossa ele na maior cara de pau, disse :"tudo bom, vou aceitar a  brincadeira." limpou um copo, bebeu de um só gole a cerveja e foi se sentar tranquilamente. É claro que isto valeu um bom carão do nosso simpático treinador, além de algumas gréias nossas na cara dele. Mas melhor que isso rendeu muitas risadas.

A venda do carro de  Sabará

Sabará colocou seu carro á venda (um fusca) quando chegou o pretenso comprador e foi logo perguntando a Sabará:
 -  Bará qual é o estado do carro?
-- É  da Paraíba mesmo!
 - -Não, eu tô falando o estado de conservação.
- Ah, bom, o carro, uma jóia.
-  Mas como pode se você quer vender, a informação que tive é que o carro não tem onde por o dedo de tanto ferrugem. Sabará já com raiva responde:
- De fato, não tem onde por o dedo... que não esteja amassado, enferrujado, furado, empenado, quebrado, trincado. Está uma merda!. Finalmente ele pergunta a Sabará:
- Sabará ele ronca? - Sabará já puto da vida responde ao mesmo:
- Eu não sei se ele ronca porque eu durmo longe da garagem!!!! e encerrou a venda

TV PRETO E BRANCO – Jório (antigo jogador do Treze)  veio de Salvador onde jogava, rever seus familiares e amigos. Foi até o bar de Sabará revê-lo e tomar uma birita com ele. Quando chegou observou Sabará na janela do bar observando a paisagem. Jório todo cheio de graça disse o seguinte: - Ó Bará, aqui no seu bar a televisão é preto e branco ainda? - A turma que estava com Jório disse que Sabará ficou todo sem graça com a piada e tiraram um sarro com ele.

Cocada de presente - Tinha jogado no Domingo Vasco x Flamengo decidindo o campeonato carioca e o Vasco ganhou de 1x0. No outro dia Jório procura  Sabará e diz o seguinte:  - Bará trouxe um presente da Bahia para você. 
- Qual? - Perguntou Bará?
 - Uma cocada (nome do jogador do Vasco que fez o gol da vitória aos 46 minutos do segundo tempo).   Não precisa dizer a raiva de Bará...

Tá na hora de fechar a coluna, Só queria,  antes do ponto final, lembrar ao leitor outra coisa que não mudou e que apesar de ser considerado um tanto folclórico e engraçado.  Sabará  sempre foi um companheiro agradável. Tive um bom relacionamento com ele durante o tempo em que atuamos e convivendo com ele como jogador e também como meu treinador. Por isso, queria  lembrar  algumas de suas histórias pitorescas que o público não teve oportunidade de conhecer, faço também uma homenagem ao grande jogador e treinador, que teve participação importante na geração mais vitoriosa do Everton e da seleção de futebol tetra campeã universitária da antiga FURNe da qual era seu treinador (Fui seu jogador na seleção de 1971 a 75 e tive a oportunidade de confirmar pessoalmente algumas das gréias do Sabará, que fazia tudo com humor contagiante. Ele era um treinador bonachão que tornava as preleções divertidas e transmitia bom astral ao grupo.

A nossa juventude foi  uma fase que nos deixa grandes lembranças, algumas marcantes. Dentre as coisas que me marcaram, o futebol teve seus grandes momentos, alguns inesquecíveis, outros bastante engraçados. Os inesquecíveis foram às conquistas do Everton nos campeonatos suburbanos da cidade.

É triste saber que a maioria desses jogadores que fizeram história no futebol Campinense tenham ficado esquecidos, e sem o reconhecimento que eles merecem, como é o caso de Sabará, que deveria ter sua foto estampada no Complexo Esportivo Plínio Lemos como autor do primeiro gol no referido estádio. Hoje em dia aposentado é e um dos freqüentadores das festas de confraternização dos amigos e abnegados do Esporte. Indo quase todos os dias ao calçadão da Cardoso Vieira rever amigos e bater um bom papo e contar suas histórias do passado.

Finalmente seria impossível, por exemplo, se produzir um documentário sobre o Sabará sem que sejam inseridas algumas  imagens  deste personagem:


Sabará na estréia do Everton nos campos de pelada - 1966:

Na foto  do Everton de 1966,  vemos em pé: Aldemir (falecido), Amigo, Chicão (falecido, Galego Flavio (falecido), Chico Cateta, Maribondo e Zé Iacoíno. Agachados: Naninho  (falecido), Uala (falecido), Irapuan, Sabará, Zé Soares e Nego.

Na foto vemos: Zé Iacoíno, Aldemir, Amigo, Chico Cateta, Flavio e Nego.
Agachados: Paulo Japonés, Chicão, Irapuan, Sabará e Uala.

Seleção do Bairro do São José - 1970:
No Natal de 1970 - Na foto histórica no Balde do Açude Novo vemos no fundo o  Teatro Municipal e a Igreja Congregacional. Na fotos vemos: Em pé: Uila Gaguinho, Chico Cateta, Fernando Canguru, Jorio, Sabara, é Pitelo e Raul. Agachados Aldemir, Chininha, Amigo da Onça, Ademir Burro Mulo, Jobedis e Peba

Sabará quando jogava no Grêmio do São José:
Sabará numa foto histórica de 1971 no estádio o Bacião no leito seco do Antigo Açude Novo, quando jogava pelo grêmio  da Comunidade São Joaquim

Sabará e Amigos

Em bom momento, era bom a Prefeitura através de sua secretaria de esportes fazer uma justa homenagem no complexo esportivo Plínio Lemos com um retrato com o ex-jogador e  ex-técnico. Seria muito justa a homenagem. Aliás, não se pode acusar a administração do complexo de não ter prestado homenagens a alguns nomes que jamais deveriam ser esquecidos no futebol campinense. Já contei aqui algumas Historias de Sabará e tenho muitas outras para escrever, ainda. Como já disse anteriormente, foi sempre um companheiro leal, dedicado e ótimo para contar ou viver fatos dos mais engraçados. Aprendi muito com sua forma de ver futebol. E me orgulhava o fato de que me explicava ansioso no Banco das Praça do Trabalho ou nas saídas do Cine São José ou para comentar sobre situações táticas de um jogo qualquer.

E como diz o Poeta campinense João Gonçalves “E hoje em dia pra matar minha saudade dou uma voltinha lá no calçadão. Encontro muitos amigos como eu de cabeça branca com um pacotinho de amendoim na mão, catando marra e dizendo lorota. Vivendo como eu de recordação”.

Anexos:

NOTA RHCG: O texto abaixo não faz parte do original de Jobedis, porém, estava guardado nos arquivos do blog para um futuro post. É um suposto causo de Sabará. Não sabemos se aconteceu de verdade, todavia, como diria Humberto de Campos, entre a lenda e a história verdadeira, vale a lenda:

No final da última década do século XX,  Luxemburgo lançou a moda de usar terno e gravata à beira do gramado. Como Campina Grande nunca quis ficar para trás em nada, logo apareceu alguém sugerindo a Sabará, então treinador do Campinense, a se vestir do mesmo modo. Não demorou muito e, dias depois, em um dos jogos do rubronegro, Sabará apareceu todo elegante: uma calça social marrom, camisa de manga comprida bege e gravata em um marron escuro.

Acontece  que naquela tarde, os jogadores estavam "quebrando a bola". Sabará, fez a primeira substituição e nada adiantou. Aí, chamou determinado atleta e passou um bom tempo dando instruções a ele. O reserva entrou em campo e o jogo seguiu. Contudo,  menos de cinco minutos acabou sendo expulso por reclamação.

Sabará não gostou e ficou bravo...  Reclamou uma barbaridade do atleta enquanto este seguia para o vestiário.  Aí, um radialista foi ouvir o treinador... 

"E então, Sabará, Fulano de tal mereceu ser expulso ?"

E Sabará, com a maior sinceridade do mundo:

"Mereceu, rapaz ! Ele mandou o juiz  tomar no **  na frente de todo mundo !"

A risada que se ouviu a seguir provou que aquela emissora era mesmo a mais ouvida...  

Vídeo:

Um momento de grande alegria de Sabará como treinador. Na Copa "Jornal da Paraíba" de 2001, ele era o treinador do Campinense Clube. No jogo contra o Treze, o Campinense eliminou seu maior rival nos pênaltis. Na reportagem abaixo, da TV Paraíba, vejam os momentos do jogo, além da entrevista com Sabará, emocionado, ao final da partida:

11 comentários

  1. jonasdesa19521 on 2 de maio de 2011 11:30

    Jobão, quero nesta sua bela homenagem dividir com vc e muitos amigos a alegria e muito prazer de ter feito parte em certos momentos na vida dessa pessoa maravilhosa chamada Sabará! Foi meu treinador no Raposinha...de onde guardo só boas lembranças e aprendizado.
    Bará (sempre o tratei assim), "Amigo, sabemos muito seu respeito e gostamos de tí assim mesmo, di amigo de sempre, Jonas didi.

     
  2. Adilson on 2 de maio de 2011 14:17

    Eita Sabará véi de guerra. Muito bom este especial.

     
  3. Jobedis Magno de Brito Neves on 2 de maio de 2011 15:21

    Peço à todos que jogaram no nosso grande Everton Esporte Clube que se atentem ao seguinte:

    Na eminência de completar nossos 45 anos de existência, possuímos diversas histórias, diversos causos, diversas glórias, diversos guerreiros!

    Histórias de lutas e conquistas contra tudo e contra todos. Histórias de garra e superação. Histórias contra "proconceitos". Histórias maravilhosas de jogos memoráveis e títulos inesquecíveis!

    Qtos craques desfilaram suas habilidades e sua classe com extrema maestria pelos campos de futebol de Campina Grande e em varias cidades do estado, representando nosso manto sagrado, honrando nossas cores, defendendo nosso nome! Foram centenas de craques que a citação de qq nome por aqui seria uma injustiça com aqueles que ficarem de fora.

    Glórias! Nenhum outro clube de pelada da cidade possui tantas glórias. Títulos e mais títulos vencidos árduamente, honestamente, licitamente. Alguns mais fáceis, outros mais difíceis, porém todos conquistados contra tudo e contra todos! Não é pra menos que a EVERTO ESPORTE CLUBE FOI TRI CAMPEÃO DO FUTEBOL SUBURBANO DA CIDADE NO MEIO DE MAIS DE 100 TIMES! Honraria recebida com muito orgulho por todos nos que fizemos parte deste time.

    Nesta homenagem do Sabara queria que vcs que participaram de suas brincadeiras e "preleções" deixem suas mensagens ao grande amigo aqui neste site retalhos historicos de campina Grande para ficar registradas nos anais de nossa cidade.

    Jobedis Magno de brito Neves

     
  4. jonasdesa19521 on 2 de maio de 2011 19:50

    Amigo Jobão, vc nos relatou tantas histórias dessa figura tão marcante chamada Sabará, e , ao citar este termo "preleções",ficou na minha memória até hoje este momento que passei junto ao Bará quando ele foi meu treinador no Raposinha.

    Jogo no Plínio Lemos contra o Trezinho, estávamos acabando de nos vestir alí naquele velho vestiário que tinha uma pequena janela, Zé Lima entra... no mesmo instante Bará o chama e diz, Zé, jôgo importante vou dar minha preleção mais antes com sua experiência dê aqui prá galera uma força, Zé Lima nos chama, abre a "janela" e mostra o Trezinho entrando em campo todo cheio de cancha e alguns atletas com camisas do lado de fora do calção, tão vendo, pensam que já ganharam...agora vcs vão lá e mostrem quem são vcs...Ganhamos o jôgo. É, mais qual a participação de Bará aí...Prá mim pessoalmente:
    Iniciativa, Humildade...daí a importância de se adquirir sabedoria.
    Dá saudade meu amigo Bará, mais nunca o esquecimento. Forte abraço,
    Jonas didi.

     
  5. Jonas didi on 2 de maio de 2011 21:45

    Quando um dia se encontrar com ele, pergunte se ele ainda se lembra
    desse fato, comentando contigo, esse Trezinho era bom demais, neste album
    aí tem as fotos do time e eu jogando, dê uma olhada, fizeram um gol logo
    no início, mas o Raposinha, mostrou ser um time de reação, pois tinha jogadores
    como, Porto (na época Ciquilho), Vavá, Shel e nada mais nada menos que Jonas didi kkkkkkkkkkkkkk
    placa 2 x 1, já sei em que estais pensando, Jonas didi fez gol....fiz sim, e que gol, de falta e de canhota,
    agora advinha quem era o goleiro "Batista" meu irmão...num foi combinado não.............

    Lembro uma vez quando Zé Santos antes de um jogo me chamou e perguntou, Jonas, olha o
    goleiro do Trezinho é seu irmão, se ficar cara a cara, vc faz o gol? eu respondí, ele só irmão
    lá em casa. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Fiz, de cabeça (esse é outro) no Pres. Vargas, mas minha querida e saudosa Mãe (pra mim pessoalmente e
    para muitos que a conheceram...a maior torcedora do Galo nessa época, brigou(sentido figurado) até com a Mãe de Zé Lima
    que ia pro jogo com um guarda-chuva para ameaçar, outra torcedora marcante), sim ela descobriu, ou surra que levei kkkkkkkkkkkkk

    Quem não tem dinheiro, amigo Jobão, pelo menos tem história pra contar...abraço, Jonas didi

     
  6. jobinho on 2 de maio de 2011 23:44

    sou meio suspeito pra COMENTAR AS materias,dessa pessoa maravilhosa que é meu amigo, minha referencia,meu orguho e meu PAI.
    mais n posso deixar de ressltar da importancia do resgate das histórias e dos personagens importantes que ficaram marcadas na nossa cidade,uma pesquisa seria que o sr pai, faz com tanto amor e dedição que so pode ficar assim.. SIMPLESMENTE PERFEITA!

     
  7. jonasdesa19521 on 3 de maio de 2011 11:36

    Olha meus ex-colegas do raposinha, quando citei apenas os nomes de Porto (Ciquilho), Vavá e Shel, não houve de minha parte um individualismo, nosso time era um "todo" e bem treinado pelo nosso amigo Bará, muitos outros nomes nesse momento a minha memória guarda, mas admito tb esquecer!!!
    Nunca esqueci esta minha participação no time do Raposinha, posso não ter todos os nomes da memória, mas os tenho no meu coração, Saudades! Abs, Jonas didi.

     
  8. Anônimo on 3 de maio de 2011 20:56

    grande Sabará,conheci um pouco de sua história no Mesa de Bar de Gustavo Ribeiro,Sabará foi o primeiro entrevistado deste programa.
    Parabéns pela reportagem.

     
  9. Amaro Domingos Silveira on 4 de maio de 2011 16:17

    Parabens, Jobedis pela sua dedicaçao em resgatar o esporte amador de Campina Grande do passado. Gostaria de registrar a sua a justa homenagem feita ao ex-jogador Sabará.Ele juntamente outros jogadores tem de serem reconhecido pelos bons serviços ao Futebol campinense. Espero que todos não esqueçam aqueles que um dia, nos deliciaram com jornadas gloriosas.

     
  10. Leucio Barbosa on 9 de maio de 2011 16:21

    Prezado Jóbedis,


    Parabéns pela matéria que você fez sobre Sabará.
    Quando estive no final do ano presente ao encontro dos esportistas de Campina Grande tive o prazer de reencontrar Sabará e dar-lhe um abraço.
    Quando encontrá-lo diga-lhe que fiquei muito satisfeito em revê-lo, bem como da matéria que você montou.
    Estamos todos juntos, porque naquela época formávamos uma família do esporte.


    Um grande abraço,
    Leucio.

     
  11. Anônimo on 15 de junho de 2013 12:14

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