Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
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A PRÉ- HISTORIA DO O FUTEBOL DE PELADA DE CAMPINA GRANDE

Se já é difícil escrever a história do futebol de Campina Grande, imaginem a "pré-história"! Mas qual é a pré-história do futebol campinense? Segundo o dicionário do Aurélio, pré-história significa o período histórico anterior ao aparecimento da escrita e ao uso de metais. A menção mais antiga que consegui até o momento está no livro "83 anos da historia do Treze futebol clube" do escritor e historiador Mário Vinícius Carneiro  Então, resolvi designar "pré-história do futebol Campinense” o período posterior ao aparecimento do “High-life Sport Club” (que já foi tema aqui no RHCG). 

Naquela época só quem jogava futebol eram os filhos das pessoas de destaque da sociedade. O " High-life " existiu durante pouco tempo. Neste mesmo ano, ocorreu a fundação do Campinense Clube, sem esportes, mas com atividades sociais. Em seguida, surgiu o Palmeiras que passou a se chamar Ipiranga; foram fundados também, o Comercial e o Palestra. Em 1916, surgiu o América Sport Club, fundado por Antônio Fernandes Bióca, Zacarias do Ó, Francisco Bezerra, Manoel Bandeira, Luiz Gomes, e outros. O América despertou o interesse do campinense pelo futebol. Depois do América, foram organizados outros clubes, como o Humaitá Sport Club, o Palmeiras Sport Club, o União Football Club.  Um pouco mais a frente surgiu o grande time do Treze, fundado pelo saudoso Bioca e amigos. Conforme o tempo passou, o futebol de pelada começou a ser praticado em terrenos baldios e campinhos improvisados em todos os bairros,  comunidades e distritos da cidade.

Durante decadas, Campina Grande respirava futebol

Naquela época era comum ver os diversos times da cidade se defrontarem em algum campo do município, onde as ruas, casas, prédios e edifícios nem estavam sendo planejados. Aos domingos, os campos  espalhados pela cidade recebiam jogadores de todas as partes e ficavam lotados. A expectativa por ver os craques  em ação era grande, bem como as rivalidades existente entre os times. Tempos que não voltam mais. Quem não viu perdeu um Central x Oriente, Estudantes x  Sao Jose, Everton x Botafogo da Liberdade, Real Campina x Atletico da Prata, Humaita x Leão do Monte Santo e tantos jogos memoráveis que eram disputados e vividos a cada semana em todos bairros. Eram os tempos do Olaria do Catolé, Comércio da Liberdade, Cenourinha, Flay Blac, Sapateiros,  Cruzeiro entre outros. Eram tantos e tantos que seria impossível, à memória do já veterano pesquisador, lembrar-se de todos.

As Sedes Sociais

Os clubes de futebol de pelada, em sua grande maioria, eram muito pobres. Sobreviviam da paixão de seus colaboradores que contribuíam com o pouco que podiam  - o que, geralmente, fazia  falta no orçamento doméstico. A sede, quando não era o bar da esquina, era  uma pequena casa, onde os quartos foram transformados deposito (onde eram  guardados os fardamentos, a rede, a bola , a  bomba e bico). Na sala dos troféus, onde a diretoria exibia com orgulho as marcas de suas conquistas e  era também realizadas as reuniões.Quase todas as sedes possuíam  um lugar de segurança, o único local trancado a chave: a secretaria. É lá na secretaria que ficava, a mesa e a cadeira do presidente e de sua diretoria. Sim, do presidente, pois todo clube tem um. Normalmente o presidente era um dos fundadores do clube, ou um torcedor daqueles fanáticos e abnegado, pois, em todos os casos que conheci, estes presidentes não ganhavam nada; ao contrário, cobriam o buraco do orçamento no final do mês e acabavam indo a falência pessoal por amor ao clube. Normalmente, os clubes possuíam um tesoureiro para controlar as finanças, cujo balancete era muito simples: de um lado, a entrada do dinheiro que era  obtido por meio do recebimento das mensalidades dos jogadores, lucro no bar e, eventualmente, de um bingo ou rifa que eram  feitos para completar o que faltava  para pagar as despesas. As despesas, basicamente, eram o aluguel da sede, lavagem do fardamento, compra de material esportivo ou compra de uma bola . Um ou outro jogador mais abonado ou simpatizante contribui com um pouco a mais,

Nesta época nenhum jogador recebia nada, jogava por amor e tinha de pagar sua  mensalidade para jogar e chegar cedo ao campo senão ia para o banco. Muitas vezes deixava família aos domingos, alugava um ônibus para jogar em cidades da região. Muitas equipes faziam desse hábito,  um saudável lazer para promover integração e reforçar os laços de amizade com agremiações de municípios vizinhos.  

A Rivalidade dos Times

Havia uma grande rivalidade entre os times, cada jogo era uma batalha, onde os atletas provavam o amor pela camisa do time que atuavam. Cada bairro ou comunidade tinha times.  A maioria das partidas era aberta a todos. Qualquer um poderia sentar ao redor do campo e acompanhar a partida. Com isso, as torcidas dos times mais populares aproveitavam para instigar o rival e provocar confusões. O time que tinha muita torcida não admitia perder o jogo e, por isso, partia para briga. Não tinha polícia para segurar todos os presentes, eu também presenciei muita briga e participei de poucas. Quando o jogo era bom, com equipes equilibradas e a fim de só ganharem o jogo, não tinha briga. Na segunda-feira todos se encontravam para trabalhar ou estudar, porque a maioria trabalhava em diversos locais da cidade.

Celeiro de craques

Em qualquer cidade brasileira os jogadores de futebol surgiam nos campinhos "de peladas". E em Campina Grande  não foi diferente. Desde que o futebol chegou a nossa cidade,  as ruas, praças e terrenos baldios serviram como locais para que ali fossem instalados campos de futebol, criados pela meninada. Os grandes "rachas" aconteciam a qualquer hora. Mesmo sob o sol causticante ou chuva torrencial a garotada não deixava de lado a prática do futebol. Dos campos de "futebol de poeira", como a garotada campinense costumava a falar, surgiram muitos jogadores de boa qualidade técnica. Esse pessoal,  passou a defender os principais clubes de nossa cidade, do estado, do Brasil e do Mundo.

Conheci e conheço grandes jogadores de futebol. Alguns foram e são grandes amigos. Tive o prazer, como “peladeiro”, de jogar com alguns. Com todos eles aprendi um pouco ou muito, principalmente depois dos jogos, quando a gente ia tomar uma cervejinha e vibrar com a vitória ou lamentar  a derrota. Ouvi histórias maravilhosas. Algumas alegres, outras muito tristes.

Existiam todos os tipos de jogadores/peladeiros

Tinha de tudo quanto era tipo. Estudantes, feirantes, mecânicos, pintores, engraxates, ambulantes e tantas outras profissões menos abastadas. Tinha aquele que só queria ganhar. Havia também os que reclamavam o tempo todo.  Tinha os calados que nem pra gritar Ladrão e FDP serviam. Tinham aqueles “limpinhos” que não queriam se sujar e nem dar cabeçada, que era pra não despentear o cabelo. E tinha aqueles que só queriam ser “o tal”, aparecer, tocar a bola de lada, driblar e rebolar... Existiam outros  que infernizaram muitas defesas e deram muitas dor de cabeça aos zagueiros que para pararem usavam de trancos e solavancos, e muitas vezes nem assim era parado pois era muito liso, e um grande finalizador .

Existiam também os jogadores tão ruins e desastrados que, em vez da bola, chutavam os restos de capim como se fossem roçadeiras roçando o chão. Tinha também jogadores que não tinha grandes habilidades técnicas. Jogavam o feijão com arroz muito bem temperado. Jogavam para o time. Tinham uma boa disposição e garra fora do padrão normal. Atuavam em várias “posições”, algumas vezes até no gol. 

Tinha também alguns zagueiros de poucos recursos técnicos, sempre se destacaram pelo físico avantajado, pela força e rispidez com que decidia as jogadas, fazia o estilo de defensor que nunca perdia a viagem, os jogadores  pipoqueiros tinha pavor de jogar contra eles. No geral eram sempre reconhecidos como uns jogadores lutadores, não desistiam nunca, voluntariosos, em algumas vezes arrepiavam até demais, como era praxe. Têm alguns que já não está mais entre nós, partiu para uma melhor, mas com toda certeza deixou para quem os conheceram lições importantes.

ATRATIVOS NO FUTEBOL DE PELADA

Outros atrativos destes jogos era a possibilidade de, na mesma partida, você encontrar jogadores amadores, atletas profissionais em folga, ex-jogadores consagrados que matavam a saudade  na pelada e atletas que tiveram passagens por times profissionais e estiveram perto do estrelato, mas não conseguiram, por um motivo, explodir na carreira. Alguns desses "quase ídolos" completavam seu orçamento, com cachês que recebem de alguns times que precisam de reforços para disputar alguns campeonatos ou torneios. Durante quase 15 anos em meus finais de semana vivi a realidade do futebol de pelada como zagueiro ou como  atacante. Foram jogos em todos os tipos de campos, campeonatos,  torneios e amistosos. Conheci quase todos os cantos da cidade graças aos campos de pelada.

A qualidade dos campos pouco interessava. Fossem cobertos de grama ou de terra batida; de contornos indefinidos; lisos como uma mesa de bilhar ou cheios de buracos; tivessem traves ou marcados com qualquer peça que identificassem suas medidas. Sempre havia algumas rusgas na marcação de um pênalti ou gol por parte de um árbitro improvisado. Era a escola para a definição do futuro dos garotos candidatos a subir degraus de uma escada maior no futebol. Esse era um tempo que Campina Grande tinha espalhados por todos os cantos campos de futebol de pelada, quando surgiram clubes que disputavam competições de puro entretenimento.,Mas já era um tempo em que a promessa do aparecimento de um craque tinha configuração na realidade. É bem verdade que muitos desses clubes desapareceram na aceleração de circunstâncias econômicas inevitáveis como será citado mais adiante desta matéria.

Os Treinadores e Dirigentes

Apesar do aparente amadorismo, alguns técnicos e dirigentes de futebol de pelada se preocupavam até com a alimentação dos jogadores. No futebol de pelada de Campina Grande existiram muitos treinadores, mas um em especial, o “Fuba Vei”, merece ter sua história contada, mesmo porque boa parte dela eu posso atestar, pois foi meu treinador por quase 15 anos. Não era só “treinador” não. Era também chamador do bingo na sede do clube,  roupeiro e amigos  dos jogadores. Dava as notas pela atuação dos jogadores após os jogos, dava conselhos, recomendava, emprestava dinheiro e bebia junto aos seus alguns de seus atletas e  escalava o bebum e esperava que ele tropeçasse na bola três vezes para sacá-lo do time. E o jogador, envergonhado, ficava um tempo sem repetir a irresponsabilidade. Os antigos dirigentes de futebol amador abriam mão de tudo, até do convívio familiar para se dedicar ao seu time do coração.

Tinha outros técnicos  que cobrava disciplina de cada um, dentro e principalmente fora do campo. Outra coisa comum no futebol de pelada era as farras antes, durante e depois das partidas. Noitadas nas Boates,  Clubes sociais ou nos bregas,  tudo era  eram normalíssimos. O máximo que o técnico fazia era o teste do olhômetro  para barrar os boêmios. Como a torcida ficava sem entender algumas ausências. Se soubesse que algum daqueles seus pupilos tinha saído dos eixos durante a semana, no domingo a bronca era inevitável. Nem escalava o cidadão para o jogo. Ele era um grande anjo da guarda de todo mundo. Com sua “sabedoria” e a sua maneira, era sempre muito ouvido e respeitado.
As viagens

As Viagens

O melhor do futebol de pelada eram as viagens. Normalmente viajávamos em ônibus ou naqueles caminhões (quando fazíamos longas viagens de ônibus, a gente se preparava e colocava na bagagem uma vasilha com farofa de frango ou peixe frito para bebeborarmos depois dos jogos. Tudo isso, porque naqueles tempos não havia ponto de apoio das empresas que transportavam passageiros para parar e fazer uma boa refeição e também por questão de economia, pois rango nos poucos restaurantes nos postos de gasolina eram os “olhos da cara” de caríssimo). Quando chegávamos ao destino, nossos cabelos estavam esturricados devido à nuvem de poeira que atravessávamos no caminho. Naquele tempo, jogador de futebol de pelada não atuava com gel nem cabeça raspada (só se passasse no vestibular). Na maioria das cidades que visitávamos o campo não era marcado, o que dava uma visibilidade terrível. Teve uma cidade hospitaleira (Serra Branca) que nos recebeu com uma bela recepção e uma “Buchada”. Levemente salgada, por sinal. De tanto beber água e algumas doses de cachaça, ninguém conseguia correr na hora do jogo. Mas não foi apenas a buchada, o juiz, que era do lugar e o dono do time, marcava tudo conforme sua conveniência. E uma falta na meia-lua ele dava  pênalti. E não adiantava ninguém reclamar senão era expulso. Seu time quase nunca perdia.

Quantos times foram extintos? E quantos campos de futebol?

Não se sabe ao certo.  Sabemos que o fim dos times e os campos tradicionais de Campina Grande tiveram um efeito nefasto sobre o futebol profissional da cidade. Pois eram estes times fazedores de craques que abasteciam os clubes com jogadores criados nestes times. Os campos periféricos do centro da cidade são apenas um exemplo. O progresso engoliu suas traves, sua história. Como foram engolidas dezenas, talvez centenas de campos, num raio estimado em até 10 quilômetros do centro da cidade, a Praça da Bandeira. Tudo foi devastado, substituído por prédios, condomínios, avenidas, e shoppings.

Hoje em dia o futebol de pelada nos finais de semana já não domina o lazer da rapaziada na cidade, além das baladas, dos shoppings, da internet com suas diversões e anúncios. A pelada nos domingos a tarde já é coisa antiga. É preciso entender que tudo mudou, mas que não está longe, não muito longe de acabar. Os clubes não são mais os mesmos, as disputas não são mais intensas, o número de campos é bem menor, os espaços livres nos bairros rareiam e as peladas já não é tão atraente como no passado.

Muitos clubes tradicionais fundados em Campina Grande que disputaram vários torneios e amistosos nos subúrbios da cidade resistiram o quanto puderam. Na longa caminhada, a maioria foi ficando para trás, abandonando as disputas e fechando suas portas. Muitos clubes que participaram vários anos e que chegaram a impressionar pelas belas campanhas que conseguiram realizar. Agremiações de prestigio na cidade que até chegaram ao título de campeão em vários torneios, ou mesmo, a de um vice-campeonato.

A história registra muitos casos de muitos clubes extintos. Uns decidiram se dedicar ás atividades sociais. A maioria se viu obrigado a fechar as portas porque estava economicamente falido. Quando um clube fecha suas portas, morre um pouco da historia do seu bairro ou comunidade. As crises internas, as divergências entre seus dirigentes e jogadores, os problemas financeiros, foram fatores que levaram esses clubes e muitos outros acabarem seus times de futebol.

No final dos anos 60 , surgiu o Grêmio do São José. Durante alguns anos, o Grêmio da São Joaquim (comunidade que existiam no bairro do São José) foi à sensação dos Domingos no “Bacião” (o campo era no  antigo Baldo do Açude Novo). Se não chegou ao titulo de algum Torneio Suburbano foi porque faltou alguma estrutura. O time de futebol era excelente. Valia à pena ir ao estádio para assistir o Grêmio jogar, com seu capitão “Nego Roberto” e suas vestimentas psicodélicas. Ainda hoje – não me lamento em dizê-lo – quando passo pelo antigo Baldo do Açude Novo e vejo a magnífica Praça Evaldo Cruz, confrange-me o coração pois, naquele lugar, houve um  campo de futebol de pelada  que se transformou, no humilde mas heróico “Campo do Bacião, a “panela de pressão”,do time da comunidade da São Joaquim do bairro do São José.

Todos tiveram seus craques, suas vitórias. Estes clubes tiveram excelentes passagens por nossos gramados. Alguns chegaram a deixar saudade pelo que foi apresentado dentro do campo. Clubes que apenas disputaram vários torneios e alguns campeonatos e depois desapareceram. É sempre dramático o fim de um clube, entretanto, a grande maioria destes times, simplesmente passou. Apenas disputaram alguns anos. Estes clubes resistiram enquanto puderam, no entanto, acabaram fechando suas portas. Todos ficaram apenas na saudade.

As Grandes Equipes de Pelada da Cidade

Mesmo cometendo a injustiça de não citar tantos e tantos, é preciso confirmar serem inesquecíveis  as equipes que até hoje são citadas,  poucas continuam firmes através dos tempos,  entre eles estão clubes como: Cruzeiro, Estudantes, Têxtil, Santa Adélia, Benfica da Liberdade, Belenense, Renascença, Dom Vital, Cenourinha, 11 da Vila, Guarani do Auto Branco,Comercio da Liberdade, Central, Cruzeiro da Estação, Sapateiros, Náutico, CAC, Bangu, Fluminense, Dolaporte, Cacareco, Juventus, Portuguesa, Everton, Grêmio, Embirense e o Cotonifício Campinense do São José, Internacional, Real Campina e Atlético da Prata, Noroeste, Flamengo, Humaitá, Leão, Leonel, Embirense, Santos da Estação. Botafogo, Auto Esporte, Linense, Londrina, Oriente todos da Liberdade. Esporte Clube Peixeiros, Flay Black, São Cristóvão, Palmeiras, Arco-Íris, Atlético e Tamborzão todos do Tambor, Paraná, São Luiz, Planalto, Líbano. Milionário, Vera Cruz, Santa Cruz da Vila Castelo Branco, entre poucos outros.

Hoje, infelizmente, já não vemos mais tantos campinhos espalhados por ai. A verocidade das empresas imobiliárias e o aumento considerável do número de veículos impedem que as canchas de futebol se espalhem pela cidade, como acontecia antigamente.

Da época romântica ficou a história. Infelizmente as falências e extinção de clubes tradicionais não puderam ser evitadas, nem mesmo aqueles que ostentavam em suas sedes taças e troféus.  E em quase todos os bairros tinha grandes times, onde a matéria prima era uma Fábrica de Talentos, a produção de peças de reposição para o mercado do futebol passou a ser fundamental para manter aquecida a paixão que os clubes despertavam em Campina Grande. Do futebol amador de Campina Grande surgiram grandes jogadores para o futebol profissional entre eles citamos: Nego Bé (jogou no grande Santos com Pelé), Grilo, Urai, Cará, Salomão, Tonho Zeca, Betucha, Dedê, Zé Preto, Rinaldo, Marquinho Góes, Jório, Nilson Camilo, Valdecir, Ribeirinho, Gilvan (hoje Pastor), Sandoval, Cicita, Ivo, Paulinho, Chiquinho Alegria, Assis Paraíba, Ivan, Lopes, Bidoreco, Ricardinho, Lopes, Luizinho Bola Cheia, Pibo, Simplício, Keka, Agra, Valnir, Pedrinho Cangula, João Batista, Dão, Edvaldo Morais, Deca, Eliomar, Son, Fernando Canguru, Gil Silva, Zé Pequeno, Fio entre outros do passado e mais recentes: Marcelinho Cangula, Flavio Bilica, Hulk e Denilson  com passagens pela seleção brasileira. Para ser justo, precisaria falar ainda de muitos outros jogadores não citados.

4 comentários

  1. João Mário on 6 de abril de 2011 18:57

    Parabéns Jóbedis !
    Muito bom o seu relato sobre o nosso futebol de pelada!
    Como já falamos vamos pensar no livro e no sonho que sempre tive que é a criação do Museu do Esporte Amador de CG.
    Dei a ideía para ser criado um museu do Esporte de CG no Ex Estadio Plinio Lemos no que foi aceita mas "esqueceram" do esporte amador..uma pena!

     
  2. simonescarlet on 5 de maio de 2011 22:07

    Parabens;;;;q legal noticias de nossa campina antiga ..... em se falando de peladas em campina grande, meu pai Tobias Di Pace é um ícone no futebol amador, fazia muitos campeonatos, lembro até de alguns peladeiros na minha casa, pra resolver questoes, brigas das equipes, etc.... e meu paia alem de organizar campeonatos de pelada, ele como jornalista, colocava notivias no jornal e ainda tinha comentarios na radio caturité.le tem muitas fotos de peladasm entrega de trofeus, etc...
    Simone Di Pace - dipaceconsultoria@yahoo.com.br

     
  3. Anônimo on 19 de dezembro de 2014 15:08

    De parabéns ao Jobédis pela brilhante iniciativa em reaver os valores do nosso tradicional futebol de pelada nos bairros de Campina. Lembro perfeitamente, quando, na década de 60, jogava no Atlético da Prata quando, se não me engano, a liga Campinense de Futebol resolveu promover um Campeonato de futebol sênior, sendo participantes o Real Raposinha, Trezinho, Paulistano, times da bela vista de bodocongó, enfim, uma verdadeira maratona que durou quase 6 meses e sagrou-se o campeão o grande time da RAPOSINHA do zepa. QUE SAUDADES.!

     
  4. josé claudio on 11 de janeiro de 2015 15:03

    Estou tendo a feliz oportunidade de lembranças das peladas de Campina, participei na Prata e integrava o Central da prata de saudosa memoria. Jogava no Estadual, quanta saudade, que tempo bom. Obrigado pela oportundade

     


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