Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
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Segundo o historiador Mario Vinicius Carneiro Medeiros em sua obra sobre a história do Treze Futebol Clube, a idéia para um Estádio de Futebol para o Galo da Borborema surgiu em 1938. Para que fosse possível o sonho, Antônio Fernandes Bióca, Luiz Gomes, Tibúrcio dos Santos, José Rodolfo e Zacarias do Ó, foram ao encontro do então governador da Paraíba, Argemiro de Figueiredo.

Homem de fácil acesso, Argemiro mandou que os dirigentes trezeanos procurassem um terreno, o qual o governo do Estado compraria e consequentemente, o repassaria ao Treze. Um local na rua D. Pedro I no Bairro de São José foi escolhido e no dia 04 de abril de 1938, ele seria doado ao Treze para a construção do Estádio. Na época, o terreno tinha 25.000 metros quadrados.

Logo, o Treze aumentaria as dimensões do lugar, adquirindo na época pelo valor de 10 contos de Réis, um terreno com a frente para a Rua Teixeira de Freitas. O dinheiro foi conseguido através de uma doação do Sr. José Augusto Júnior, sendo o restante obtido através de uma campanha popular e outras doações.

A pedido de Argemiro de Figueiredo, o nome do Estádio seria “Getúlio Vargas” em homenagem ao então presidente do Brasil.

No dia 17 de março de 1940, finalmente o Estádio ficaria pronto. A cidade praticamente parou nesse dia, com festas e mais festas em homenagem a nova casa de esportes. A partida inaugural se deu entre Treze e Ypiranga, com Argemiro de Figueiredo dando o pontapé inicial do jogo.

A ficha técnica da partida foi a seguinte:

Treze 3x3 Ypiranga
Data: 17/03/1940
Local: Estádio Presidente Vargas – Campina Grande-PB
Competição: Campeonato de Campina Grande de 1939
Treze: Álvaro; Clodoaldo e Jiló; Martelo, Pedro Macaco e Delorme; Clóvis, Aderson Eloy, Holanda, Genival e Mota
Ypiranga: Sem dados
Marcadores: Ypiranga: Alcides (primeiro gol do Estádio). Os outros tentos do Ypiranga são desconhecidos. Treze: Aderson Eloy, Pedro Macaco e Genival.


O primeiro jogo interestadual foi contra o Santa Cruz, no dia 14 de abril de 1940 com o Galo vencendo por 5 a 2.

Em 1948, seriam construídas as primeiras arquibancadas do PV. O “Campo do Galo” foi o primeiro estádio de futebol da Paraíba a construir os túneis de acesso ao campo, para jogadores e árbitros, e igualmente o primeiro a instalar refletores para possibilitar a realização de jogos noturnos.


Com os refletores sendo inaugurados em 09 de julho de 1958, foi disputado um jogo contra o Sport Recife. O placar seria de 3 a 3, quando o Treze jogou com Pelado (Mascote); Nelson e Lucas; Joab, Gonzaga e Milton Negrinho; Guedes, Bé, Pedro Negrinho, Ruivo e Josias. Guedes, Ruivo e Josias fariam os tentos do Treze.


O Estádio Presidente Vargas também teve a honra de ter em seu espaço físico, a Taça Jules Rimet, o troféu que era transferido ao Campeão do Mundo de futebol. Além disso, em 1968 veria também a lenda Garrincha vestir o manto do Treze, em jogo frente a Seleção da Romênia.

Em 1972, o Estádio seria ampliado, ganhando um pouco mais de conforto.

PV nos anos 70

Com a inauguração do Estádio Amigão em 1975, o velho “PV de guerra” foi deixado de lado, praticamente só se disputando lá, jogos medianos e principalmente, servindo de local de treino para o time profissional do Treze, além de suas divisões de base.

A exceção a essa regra se deu em 19 de junho de 1986, quando todas as atenções estavam voltadas para a Copa do México. O Flamengo veio jogar com o Treze no PV, com o placar sendo de 3 a 1 para a equipe carioca.

No começo dos anos 90, uma grande tragédia. Parte do muro do Estádio caiu e matou duas menores. Em virtude deste fato, já que as diretorias que fizeram parte do Treze, deixaram a ação promovida pelos pais das menores correr a revelia, o clube foi punido com um leilão, para que os pais das jovens fossem indenizados, que fez com que o Treze perdesse grande parte do terreno do PV. Onde hoje se encontra uma pizzaria e uma mortuária de frente ao Hospital Pedro I, ali no passado era do Treze.

Entre 1998 e 1999, os velhos refletores seriam trocados por melhores equipamentos, fato ocorrido na gestão de Olavo Rodrigues.


Jogo de Reinauguração dos Refletores em 1999

A partir de 2004, o Estádio foi recebendo grandes melhorias, como uma nova fachada, moderna e mais bonita, novos vestiários, uma academia, melhoria no campo, além de um maior cuidado de conservação naquele que é o segundo maior patrimônio do clube, já que o primeiro é a torcida.

Nova fachada do PV

O Treze recentemente voltou a disputar grande jogos no PV, a exemplo da Série C, Série D, Copa do Brasil etc. A intenção de todos que torcem pelo Treze é que no futuro, o Estádio receba uma grande reforma, arquibancadas maiores, na intenção de transformá-lo numa arena esportiva.

Vídeos interessantes sobre o PV:

O Estádio entre os anos 50 e 60:


Reportagem sobre histórias do Estádio - TV Paraíba:


Imagens recentes do Estádio:


Fontes Utilizadas:

Livro dos 50 anos do Treze Futebol Clube – 1975
Livro dos 80 anos do Treze Futebol Clube – Professor Mário Vinicius Carneiro Medeiros
Comunidade do Treze no Orkut - Fotos do Estádio
www.trezegalo.xpg.com

4 comentários

  1. Anônimo on 17 de março de 2010 07:33

    Parabéns pelo texto. Belo trabalho. Acredito que só com boas atitudes como essa é que podemos manter viva a chama deste fantástico esporte de Campina Grande de antigamentee, quem sabe um dia,nossos netos terem orgulho do nosso futebol hoje saudoso,
    abraço
    Jobedis Magno

     
  2. Emmanuel Sousa on 17 de março de 2010 07:58

    Um fato curiosamente interessante consta da entrevista de Bióca ao historiador Mário Vinicius dando conta de que o PV, à princípio, charmar-se-ia "Estádio Argemiro de Figueiredo" em homenagem ao político que concedeu o terreno. Porém, para não entrar em conflito com o time do Paulistano que nomeara seu estádio (nunca concluído, hoje campo de pelada), o próprio Argemiro de Figueiredo sugeriu que fosse dado o nome de Getúlio Vargas, então presidente da república.
    Uma lástima, perdemos de eternizar o campinense que mais fez pelo time, em detrimento de um projeto inconcluso do time do Paulistano, já extinto e seu campo às ruínas.

     
  3. Adriano on 17 de março de 2010 15:52

    Emmanuel, sempre achei que o nome do Estádio deveria ser "Antônio Bióca", porém, quando li o livro de professor Mario Vinicius e esse pedido especial de Argemiro para que o nome fosse o do Presidente Vargas, mudei totalmente minha idéia. Não se pode ir contra, aquele que justamente ajudou ao Treze, ter o seu maior patrimonio.

    Mas num futuro próximo, se o Treze realmente tiver um CT, nada mais justo do que colocar o nome de Bióca.

     
  4. Anônimo on 20 de setembro de 2010 18:17

    Acredito que, em verdade, os refletores do PV, bem como as torres, tal como estão hoje, foram colocadas na gestão de Fernando Luiz, e que tal fato aconteceu anteriormente a 1998, já que em 1998, acompanhei no próprio PV, o retorno do Campinense Clube ao Paraibano, em um jogo a noite, contra o Sta Cruz de Santa Rita. O placar foi 1x1, e a raposa não jogou no amigão pois aquele estádio estava sem iluminação. Posteriormente, devido aos valores cobrados pelo 13 ao CC, este passou a jogar a tarde, no amigão.
    E, Fernando Luiz era o presidente do 13 em 1998.

     


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