Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
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Anésio Ferreira Leão, ou “Anézio” como queiram, é uma verdadeira lenda quando se fala na educação campinense. Nascido em 24 de março de 1900 na “Rainha da Borborema”, era filho de Pedro Ferreira Leão e Francisca Tavares Leão.

Começou seus estudos no Externato Campinense do professor Pedro Otávio, todavia não chegou a terminar o curso primário. Mesmo sendo autodidata, seu extraordinário conhecimento na área da gramática portuguesa, fez com que publicasse algumas obras, destacando-se o livro “Aulas de Português”.

Moacyr de Andrade em seu livro “Vultos Paraibanos” relatou da seguinte forma a genialidade de Anésio Leão: “Nunca vi consultar livros durante suas aulas. Seus exemplos eram colhidos no ambiente ou nos episódios cotidianos, todos seus alunos eram seus fãs e adoravam a sua intuitiva arte didática”.


 Anésio Leão em sala de aula

No ano de 1914, Anésio iniciou com o professor Antônio da Silva Vigarinho seus estudos musicais, outra de suas paixões. Quando morou na cidade paraibana de Patos, por exemplo, Anésio Leão fundou a “Filarmônica 26 de Julho”, demonstrando seu grande apego a música.

Em 1920, fundou em Campina Grande o “Instituto São Sebastião” para meninos e meninas, uma novidade à época, em tempos que os estudos eram divididos entre os sexos.

A partir de 1928 optaria por uma vida “cigana”, indo morar em várias localidades do Nordeste, a exemplo de Patos já citada, do Rio Grande do Norte, de Pernambuco e da Bahia, quando enveredou também na política, sendo vereador na cidade de Feira de Santana.

Voltando a Campina Grande em 1954, partiu para a política local chegando a ser vereador em 1963 pelo PSP (Partido Social Progressista), quando obteve 701 votos. Presidiu a Câmara Municipal de Campina Grande no período 1966/68, quando por motivos de doença renunciou ao mandato.

Viria a falecer no ano de 1971, ocasionando uma verdadeira comoção para seus inúmeros admiradores. Exemplo disso foi o que ocorreu em novembro de 1971, quando o compositor Fernando Lobo recebeu o titulo de cidadão campinense. O autor da propositura foi o vereador Argemiro de Figueiredo Filho, que em seu discurso fez uma singela homenagem a Anésio Leão: "Um homem pode ter servido à humanidade tanto quanto Anésio Leão, entretanto, acredito que poucos como ele houve na face da terra. Digo-o, meu caríssimo Fernando Lobo, sem que esteja incorrendo em exagero. Era um humilde, grande nos gestos e maior, muito maior nas atitudes. Ensinava, desasnando criaturas, como quem fazia da cátedra um sacerdócio, dando na expressão exata da palavra, como ele mesmo dizia, aulas memoráveis da última flor do Lácio".

Foi casado por três vezes, tendo 10 filhos em sua jornada. Morou por muitos anos na Rua João Alves de Oliveira, nº. 13, sendo torcedor do Campinense Clube.

Em honra a seu livro de poesias “Gritos d´Alma” (de 1935 editado em João Pessoa), tornou-se o patrono da Academia de Letras de Campina Grande.

Outra homenagem, das inúmeras que recebeu, foi o fato de seu nome ter sido dado ao “Estadual da Palmeira”, na rua XV de Novembro.


Fontes Utilizadas:

-Vultos Paraibanos – Moacyr Andrade – RG Editora e Gráfica – Campina Grande/PB – 1999
-Wikipedia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Anésio_Leão)
-www.camaracg.com.br
-http://patosemrevista.com
-Arquivos Pessoais
-A Mesa do Vilariño - Fernando Lobo - Editora Record
Mais uma contribuição de Saulo Pereira para o "RHCG", uma imagem de Campina Grande nos anos 70:


A imagem foi encontrada no livro "Geografia Ilustrada" de 1971, da Editora Abril.

Em meio às comemorações alusivas ao 148º Aniversário de Campina Grande, do qual ainda vivemos a semana 'dedicada' à tal evento, reproduzimos o quadro "Um Toque de Classe", apresentado pelo Maestro Wladimir Silva, no Programa Diversidade da TV Itararé.

Na edição exibida no dia 11 de Outubro, o tema do quadro fora o Hino Oficial de Campina Grande, de autoria do Professor Fernando Silveira e do Maestro Antonio Guimarães.

Agradecendo ao maestro Wladimir Silva e toda a produção do Programa Diversidade pela gentileza de citar o trabalho desenvolvido por este Blog, apresentamos abaixo a matéria na íntegra.



Um dos símbolos comerciais da cidade de Campina Grande foi, sem dúvida, a loja "Epaminondas Bragas Bicicletas". Ela gerava um fascínio na população infanto-juvenil por comercializar o principal desejo de presente daquela época que eram as bicicletas.

Outra característica marcante era a decoração da loja, com azulejos que traçavam a História das bicicletas com desenhos ilustrativos que 'narravam' sua cronologia ao redor do mundo, mostrando os diversos modelos assumidos pelas  'bikes' desde sua criação.

Hoje, dia 12 de Outubro, se comemora o 'Dia das Crianças' e, para os saudosistas, esta data sempre era esperada com muita ansiedade por quem almejava ganhar uma bicicleta de presente.

Aproveitando o ensejo, postamos a seguir uma entrevista concedida recentemente por Epaminondas Braga à jornalista Luanna Farias, assessora de comunicação do CDL de Campina Grande, que cedeu com exclusividade o trecho abaixo:


Epaminondas Braga: “Sinto-me feliz ter sido presidente de uma associação de expressão como é a ACCG” (Por Luanna Farias)

Ser presidente de uma entidade de renome como a Associação Comercial e Empresarial de Campina Grande não é uma tarefa fácil. Ainda mais tendo que encarar toda a tirania da Ditadura Militar e calar-se diante de fatos que prejudicavam toda a nação brasileira.

L.F.: Foi dessa forma que José Epaminondas Braga, hoje com 91 anos, assumiu o desafio de estar à frente da presidência da ACCG no biênio de 1975 a 1977. Ele lembra que durante sua gestão a entidade pouco pôde fazer pelos comerciantes, pois se agisse de forma que descontentassem os militares teria que arcar com sérias consequências posteriormente.
EB.: “Quem falasse alguma coisa contra o governo militar era preso e levado para Fernando de Noronha. Algumas pessoas se rebelaram e muitos foram presos, outros acabaram sendo cassados”, completou.

LF.: Apesar da repressão, Epaminondas Braga lembra que naquele período os membros da ACCG trabalhavam muito, em prol dos associados, embora este número fosse pequeno e os recursos escassos. Ele disse se sentir orgulhoso por ter representado a entidade em encontros nacionais e por ter editado uma revista comemorativa aos 50 anos da mesma.
EB.: “Eu me orgulho de ter pertencido a ACCG no ano do seu cinqüentenário, quando editei a revista comemorativa e também por ter levado o nome da Associação para o Brasil inteiro”, destacou.

LF.: Proprietário da maior loja de bicicletas da cidade entre as décadas de 1970 e 1980, Epaminondas Braga afirmou que guarda com muito orgulho os diplomas recebidos durante sua gestão como presidente e se sente feliz por ter assumido o cargo maior dentro da ACCG.
EB.: “Sinto-me feliz ter sido presidente de uma associação de expressão como é a ACCG. Tudo o que desejei e tudo o que fui convidado participei e fiz! Não tenho tristeza de nada!”, enfatizou.

Agradecimentos:
Jornalista Luanna Farias

Um dos ícones ‘cult’ dos anos 90 na cidade de Campina Grande foi, com certeza, o ator Alberto Moraes de Lucena, que caracterizava o Palhaço Pipokinha.

Ídolo da criançada, o Palhaço Pipokinha consolidou seu sucesso artístico com a apresentação diária de um programa de televisão, o “Show do Pipokinha” exibido pela TV Borborema no horário de 11:00, que contava com a participação de vários artistas locais, entre eles os lançados pelo próprio Pipokinha em seus shows realizados nas casas de espetáculos, que aos poucos foram se tornando conhecidos em toda cidade, como por exemplo o cantor Adilson, a cantora Sandra Paula e o cantor Rickson que hoje faz sucesso no sudeste do país, além das auxiliares de palco denominadas ‘Pipoketes’.

Nessa mesma época, a Micarande ainda era um evento viável e, aproveitando a consolidação de um dos seus dias dedicados ao público infantil, foi criado o Bloco Pipokinha-Maravilha, tendo como atração principal a cantora baiana Mara Maravilha. Em 1995, a revista Veja considerou-o como o melhor bloco de carnaval infantil do Brasil, segundo consta em sites dedicados à cantora baiana.

Apesar do sucesso profissional, o ator Alberto Lucena sofria de depressão, o que levou a algumas atitudes irresponsáveis diante de público e outras tentativas contra a própria vida, dentre elas um mergulho nas águas do Açude Velho.

Por fim, no dia 12 de março de 2003, saltando do 3º andar do Edifício sede do Banco do Brasil de João Pessoa, depois de dizer “-Adeus” à quem se encontrava em uma lanchonete de frente à agência, Pipokinha encontra o “êxito” nesta que já não fora a sua primeira tentativa de suicídio.

Com Mara Maravilha, Bloco Pipokinha-Maravilha
Segue alguns vídeos postados no YouTube com lembranças do Palhaço Pipokinha na TV:





Fontes Pesquisadas:
O Norte OnLine (12/03/2003);
http://www.youtube.com/user/melchiades1
O palhaço Farofão fez muito sucesso em Campina Grande nos anos 80, chegando a apresentar um programa na TV Borborema. Para quem não lembra, ele era o homem do "Vai lá" dos comerciais da TV e animava vários eventos na cidade e para quem não conheceu, propagandas e algumas fotos abaixo:






Fontes Utillizadas:


Diário Borborema (Acervo)

Quando comemoramos, neste ano de 2012, o aniversário de 148 Anos de Emancipação Política de Campina Grande, a cidade vive a expectativa de mais uma eleição municipal.

Aberto o segundo turno para escolha do novo prefeito, cabe-nos ressaltar que um dos dois escolhidos para gerir a administração no próximo quadriênio, terá a grande responsabilidade de planejar e executar as comemorações do Sesquicentenário de Campina Grande, em 2014!

Lembrando que haverá mais um período eleitoral coincidente, daqui a dois anos, será que sobrará empenho dos nossos futuros gestores para dedicar o mês de Outubro de 2014 para as festividades dos 150 anos da nossa cidade, ou eles estarão ocupados demais com as eleições estaduais?!

À apenas dois anos desta marca cronológica, quais as esperanças da nossa população quanto ao futuro da nossa cidade, ante um passado de glória e progresso?!

Já existem movimentos independentes partindo, principalmente, de Historiadores através das redes sociais que demonstram essa preocupação com a passividade com que vem sendo lembrado esse evento pelos órgãos institucionais.

À cada dia algo muda na paisagem urbana municipal e numa velocidade extremamente rápida!

O Blog Retalhos Históricos de Campina Grande vem resgatando nestes últimos três anos fotos que mostram a metamorfose pela qual passou o Centro da cidade nos últimos 90 anos, (já que temos fotos desde a Década de 20) e ficam as dúvidas:  quando completarmos 150 anos, o que ainda haverá restado de patrimônio arquitetônico? E nossas árvores, será que ainda estarão de pé? A Avenida Floriano Peixoto,  o Açude Velho, o Parque do Povo... e nossos Museus? 

Pois é, nossos Museus! Aqueles recantos destinados a abrigar e expor as relíquias do que foi evidência em algum momento do pretérito local, tão pouco visitados fisicamente... o que constará dos seus acervos em 2014?

E a Cápsula do Tempo enterrada no obelisco do Parque do Açude Novo, na gestão Evaldo Cruz desde 1974, será que ainda estará lá quando cumprir-se a data limite para abri-la?

Ao parabenizarmos nossa cidade e seus filhos pelo transcurso dos seus 148 Anos,  pensemos que algo à altura da Grandeza dessa Campina deve ser realizado e para seu pleno sucesso, antes de tudo, deve ser cuidadosamente planejado... se partirá da Administração Municipal, já deve constar das primeiras agendas do ano vindouro.

Pelo amor que esta cidade deposita aos seus filhos, natos ou adotivos, preferimos crer que estes lhe proporcionarão uma homenagem justa, digna e magna, que marcará todos nós, o que nos coloca em situação de expectativa, desde já.

De Paupinna à Villa Nova da Rainha, Campina SEMPRE Grande. Parabéns pelos seus 148 anos!

Editores do BlogRHCG
Foto: (c) Marcus Nogueira
Nos anos 20 o Brasil realizou um grande censo rural. Foram recenseados na Parahyba 18.387 estabelecimentos rurais, distribuídos nos seus 39 municípios. Campina aparecia em posição privilegiada, com 1.374 propriedades. 

Por óbvio, naquela época o município englobava distritos que no decorrer da história se tornaram independentes, razão pelo qual alguns sítios que aparecem nesta relação não mais pertencem a Campina Grande. Há de se considerar que, sendo propriedades rurais, as suas denominações em geral assumiam o nome dado pelos seus donos, os quais, ao longo da história, podem sofrer alterações.

A curiosidade fica por conta de alguns sítios que hoje são bairros (Prata, Bodocongó, Alto Branco, Catolé), alguns distritos (Alvinho, Campinotes, Galante) e outros cidades emancipadas (Lagoa de Roça, Lagoa Seca, Puxinanã, Massaranduba, Boa Vista, Boqueirão). O “Extinto aldeamento dos índios” pertencia ao governo do Estado, e o Sítio Santíssimo, a Nossa Senhora da Conceição.

Dentre os principais proprietários rurais, destacamos: o dinamarquês Christiano Lauritzen (Cabeça do Boi); o velho professor Severino Gomes Procópio (Fazenda Felix Amaro e Fazenda José Ferreira); o juiz Bento José Alves Vianna (Fazenda Zabelê, Ladeira Tatu); Salvino Figueiredo (Bodocongó); Virgolino Pereira Wanderley (Louzeiro); Capitão Canuto Agra (Sítio Maçaranduba); Coronel Eufrásio Câmara (Chã do Tigre, Cachoeira de São Miguel, Cayanna); Manoel Ferreira da Costa Salles (Açude Velho); o médico Chateaubriand de Melo (Fazenda Santa Maria); e o Capitão Bento Olympio Torres (Tanque do Capim).

A seguir, a relação das principais localidades a seu tempo: Zé Velho, Fazenda Feix Amaro, Capim Grande, Malhadinha, Prata, Logradouro, Cajazeira, Baraúnas, Luca, Bodocongó, Serra Joaquim Vieira, Ramada, Bello Horizonte, Cedro, Alagoa de Dentro, Torrões de Dentro, Tororoca, Pussinannam (atual Puxinanã), Lagoa Grande, Alagoa de João Gomes, Sítio Vargem Alegre, Estrada Lagedo das Moças, Sítio de Pai Domingos, Sítio de Antas, Riacho de Catharina, Alagoa de Dentro, Sítio São Januário, Sítio Vargem de Porteira, Samabaia, Veados, Fazenda São Izidro, Estrada de Coités, Louzeiro, Victoria Diamantina, Estrada Lagoa de Roça, Estrada Seridó, Imbaúba, São Sebastião, Gravatá, Alvinho, Campinotes, Pedra d’água da Cachoeira, Engenho Conceição, Boi, Malhadinha, Alagoa Seca, Gruta Funda, Quicé, Gravatá, Tomaz João, Floriano, Manguape, Furnas, Lages, Engenho Ariticum, Canna, Alto Branco, Oiti, Guararema, Mineiro, Várzea do Engenho, Campo Comprido, Serraria, Olho d’água do Rio, Genipapo, Souza, Estrada Mata de Goiti, Mulata Suja, Sítio São Miguel Lucas, Sítio Maçaranduba (atual Massaranduba), Gangorra, Sítio Salgadão, Cachoeira de Salgadão, Chan do Tigre, Sítio Cachoeira da Gama, Sítio Cachoeira do Cumbe, Brito, Catolé do Britto, Boa Vista, Poço d’Antas, Gameleira, Engenho Alagoa do Cumbe, Sulapa, Gravatá, Fazenda Cayana, Mulunguzinho, Mulungú, Cajueiro de São Miguel, São Miguel, Paquevina de São Miguel, Sítio Salobro, Cachoeira de Pedra d’água, Gavião, Salgado, Sítio Canta Gallo, Jucá, Cardozo, Tanques, Fazenda Zebelê, Barro Vermelho, Passagem, Cunha, Sítio Vaca Morta, Fazenda Torre do Barreto, Espinha de Cobra, Sítio Timbauba, Riacho Marinheiro, Marinho, Pau Ferro, Sítio Açude Velho, Sítio Socego, Sítio Novo, Sítio Surrão do Amorim, Sítio Quixaba, Estrada Ligeiro, Fazenda Maracajá, Catolé, Salgadinho, Mata Redonda, Maxixe, Bom Jesus, São Bento, Jurema, Boqueirão, Cabeça do Boi, Tambor, Monte Alegre, Estrada de Queimadas, Piabas, Bodopitá, Galante, Bello Monte, Caturité, Louzeiro,

Referência:
- BRAZIL, Recenseamento do. Relação dos proprietários dos estabelecimentos ruraes recenseados no Estado da Parahyba. Min. da Agricultura, Ind. e Comércio. Diretoria Geral de Estatística. Typ. da Estatística. Rio de Janeiro/RJ: 1926.
Esta casa retratada abaixo marcou uma série de gerações, em virtude de ter sediado algumas escolas em nossa cidade, a exemplo do Colégio NESA e Equipe Classe A. Graças à especulação imobiliária, ele foi demolido e transformou-se em estacionamento.


Imagem do Começo dos anos 60 do Século XX

Imagem de 2012

O Colégio NESA do Professor Ubirajara funcionou neste local nos anos 70 e 80. Logo após veio o Fênix do Professor Serafim Barros. Depois seria a vez do Colégio “CA”, que por causa de um problema com este nome, teve de mudar para “Equipe Classe A”. Vale salientar aos que ainda não perceberam que local é este, que ele se localiza em frente a Caixa Econômica Federal.

Entre o começo da década de 80 e meados da de 90 do século passado, o Brasil respirava automobilismo, principalmente, devido as performances de Nelson Piquet e Ayrton Senna na Fórmula 1.

Como sempre, nossa heróica cidade não poderia ficar de fora. Gilberto Gil certa vez disse que Campina tinha um anseio de ser Nova Iorque, já que estava sempre a realizar grandes eventos, mesmo sendo uma cidade interiorana.

E não é que resolveram “inventar” uma corrida de kart em pleno centro da cidade. Não lembramos exatamente o ano, acreditamos que talvez possa ter sido em 1990. O circuito improvisado, passava pelas ruas Venâncio Neiva, Beco do 31 e parte da Marquês do Herval. Um foto dessa corrida foi resgatada por Wilson Mendonça Furtado Júnior e cedida ao RHCG:



Foram realizados treinos livres, mas uma coisa incomodava os pilotos, que era o trânsito dos espectadores em plena “pista”. Realmente não existiam condições de se ter um evento ali, tanto é, que após ser dada a largada, os pilotos diminuíram a velocidade, ao perceberem que poderia acontecer um acidente de grandes proporções. O evento foi encerrado logo a seguir.

Mesmo após esse evento frustrado, fica aqui o registro da corrida. Se alguém tiver alguma informação sobre o ano correto, fotos ou até mesmo vídeos, mandem um e-mail pra gente (disponível no blog).

Corridas de Kart em Campina, porém, vem de antes do período citado acima. Professor Mario Vinicius Carneiro Medeiros, historiador, relata eventos ocorridos nos anos 70: "Recordo que por volta de 1972 ou 1973, houve uma corrida de Kart aqui na cidade. O percurso foi este: largada na Praça Clementino Procópio, subia pela Floriano Peixoto até o prédio da Prefeitura, dobrava-se à direita e voltava pela Afonso Campos até o ponto de partida". A professora universitária Soahd Arruda, por sua vez,  nos enviou outra foto, possivelmente do começo dos anos 80, realizada às margens onde hoje se encontra o Parque Evaldo Cruz, no trecho do convento das Clarissas:



Para finalizar o tópico, uma homenagem ao representante de Campina Grande no automobilismo, Valdeno Brito. Vamos relembrar sua histórica vitória de 2008, na “Corrida do Milhão”, em imagens da TV Paraíba:

 
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