Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
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QUAL ASSUNTO VOCÊ ESTÁ PROCURANDO?

Por Vanderley de Brito
Historiador, fundador da Sociedade Paraibana de Arqueologia

Nos sertões e carrascais nordestinos as estórias de botijas são os que mais aguçam a imaginação, pois envolvem tesouros de moedas e objetos de ouro e prata confinados em potes de barro enterrados, geralmente, no chão e paredes de taperas, cantos de porteiras, casas de farinhas abandonadas, adros ou aos pés de grandes juazeiros, e seriam cabedais deixados pelos holandeses, jesuítas ou por ricos fazendeiros, guardados por décadas até um escolhido receber, através de sonho, a indicação do local onde se encontra. Esta revelação tinha caráter sobrenatural e o ato de resgate era cercado de regras cerimoniais indispensáveis.

Segundo os relatos, o resgate devia ocorrer à meia noite e o escolhido teria de ir sozinho arrancar a botija, pois o tesouro só era encontrado por aquele a quem foi destinado, e se não cumprisse fielmente a operação cerimonial e seguisse corretamente os sinais, o tesouro transformava-se em trapos, carvão, cinzas ou simplesmente desaparecia. Era preciso também ter muita coragem, pois era comum aparecer almas e demônios para impedir a escavação. Outro ponto importante era que o afortunado, após arrancar a botija, se mudasse para outra região. Assim, ficava livre das almas e poderia desfrutar das riquezas. 

A Paraíba está repleta de histórias de alguém que já arrancou uma botija e a notificação mais antiga de botija em nosso território data de 1729 numa carta enviada ao Rei D. João V do ouvidor geral da Capitania, João Nunes Souto, tratando sobre o suposto achado de uma botija contendo coisas de valor enterradas na fazenda de Leonardo Pires de Gusmão. Este documento consta no Arquivo Ultramarino de Lisboa.

Pois bem, em Campina Grande também temos casos de botijas e o historiador Alcides de Albuquerque do Ó registra um inusitado ocorrido no ano de 1947 quando certo popular de nome Luiz Monteiro sonhou que havia uma botija no terreno onde se assentava a antiga igreja do Rosário, que fora demolida anos antes, ali de frente ao Cine Capitólio. Luiz Monteiro, ávido para pegar o ouro e coisas de valor, foi de noite e cavou naquele local um imenso buraco, largo e profundo, mas nada encontrou. Diz também nosso historiador que naquele ano, quando começou a campanha política para prefeito entre os concorrentes Elpídio de Almeida e Veneziano Vital do Rêgo, o buraco cavado ali permanecia aberto e toda vez que tinha comícios na Praça da Bandeira e estes acabam em briga, na correria do povo muitos caíam no dito buraco.

11 comentários

  1. walmir chaves on 22 de agosto de 2014 11:12

    Meus avôs que foram fazendeiros contavam muitas histórias de botijas e aparições. Minha avó contava que lhe apareceu a alma de uma antiga fazendeira e lhe deu uma botija. Porem se dizia que tinham que esperara a que sonhasse tres vezes sem contar a ninguém . Ela sonhou uma vez e contou ao marido e de noite voltou a lhe aparecer a fazendeira e lhe apertando o pescoço lhe gritou: Perdeste o que tinhas de ganhar! Eu quando era menino buscaba botijas e fazia buracos em qualquer lugar e mina mão sempre estaba rindo de mim por isso! rsrs

     
  2. Evellise Deanne on 23 de agosto de 2014 21:38

    QUANDO ERA CRIANÇA UMA MULHER DE VESTIDO PRETO E MUITO BONITA APARECEU EM MEU QUARTO E DISSE QUE EU CAVASSE DEBAIXO DA MINHA CAMA PORQUE LÁ AVIA UMA BOTIJA DE OURO, COMO EU SÓ TINHA 5 ANOS E NUNCA TINHA OUVIDO FALAR SOBRE ESSAS COISAS CONTEI AO MEU PAI E MINHA MÃE. QUANDO CRESCI MEU PAI RESOLVEU CAVAR O LUGAR ONDE A MULHER AVIA ME MOSTRADO, ENTÃO DESCOBRIMOS QUE EMBAIXO DO PISO DA MINHA CASA AVIA OUTRO PISO E DEPOIS DESSE PISO AVIA UM BURACO CHEIO DE BRITAS TAMPANDO, MEU PAI RETIROU TODAS AS BRITAS E LÁ POR EM CRÍVEL QUE PAREÇA AVIA UM BESOURO QUE LOGO LEVANTOU VOU E SAIU PORTA A FORA NA MESMA NOITE QUANDO FUI DORMIR VI A MULHER NOVAMENTE ELA PASSOU PELO MEU QUARTO, DESSA VEZ COM O VESTIDO METADE PRETO E METADE BRANCO.

     
  3. Marjoni Alves de Albuquerque on 25 de agosto de 2014 07:44

    Me lembra o Tio de Becão, João Guimarães com um detector de metais, e íamos as fazendas onde tinham casas abadonadas..era maravilhoso, saíamos logo cedo nos domingos..eu Becão, João Guimarães, Zé Cigano...em busca de butijas....kkk e nunca achamos nada...

     
  4. Alberto Gustavo Paashaus Junior on 25 de agosto de 2014 07:44

    Há um relato em uma das revistas da Sociedade Numismática Brasileira sobre um achado de moedas de ouro em Campina Grande na década de 1920, salvo erro.

     
  5. Cida on 25 de agosto de 2014 07:45

    As historias da mãe que vô contava. Kkkkkkkkk

     
  6. lucas on 10 de abril de 2015 14:46

    Com o q eu vou contar muitos irao achar q sou louco ou coisa e tal,sou catolico e acredito no espiritismo pelo fato de meus pais admirarem a doutrina,enfin tenho um amgo q ta morando em campina grande e certo dia o visitei n sabendo da historia q acontecia alí na csa fui no entuito de visita lo msmo porém as conversas foram fluindo e por conheçer tbm sua tia foram acontecendo coisas encriveis me deparei com aklo e enfrentei dai entao recebi uma mensagem espiritual dklas entidades q lah se encontram q ao longo da descoberta de campina houve uma serie de acontecimentos e por sinal pessoas q moram prox contavam coisas q aconteciam nkle lugar,hj em dia quem reside nkla csa prospera em vida financeira e regride na vida pessoal,foi passando os tmpos e vi q ela presisaria de ajuda ela por acreditar no espiritismo e nas outras religioes foi vendo q n era normal oq acontecia na csa dela,jah pediu ajuda a varias pessoas espiritas e nenhun se dispós a ajudala informando q alí n pisaria e busquei um amgo q se ausentou cmg pra ajuda la e foi acontecendo varias coisas q ninguém acredita,concluindo que nkle lugar existe uma espécie de botija e um corpo de um rpz que roubou peças antigas valiosas com ouro e se negou de dividir com dois caras de botas q seriam os traidores soldados dkle tmpo e foi aberto uma mesa espiritual pra ser informado o local exato q seria cavado.É de arrepiar essa historia mas é concreta sei q vai haver varias pessoas criticando e descriminando a religiao espirita mas de fato as coisas se interligavam uma com as outras e sou uma pessoa q gosta muito do catolicismo e acima de tdo n tivemos a coragem de abrir por conta q precisamos de uma pessoa q se propos a ajudar nesse caso e de preferencia alguem q saiba de historias antigas e q encare os fatos espirituais.

     
  7. patricia araujo da costa on 8 de outubro de 2015 12:00

    lucas conheço varias pessoas que ja me contarão sobre esses ocorridos moro em boqueirão e ja me veio um senhor não em sonho e sim um senhor de 85 anos em plena sanidade que me deixou encarregado de tirar uma butija dentro do açude de boqueirão mais dentro da agua eu não vi possibilidade no local que ele falou hoje com o açude com nivel baixo ta com mais de 20 metros de profundidade ,mais ele me ensinou todos passos para os rituais resas antigas do livro de sipriano , cruz da caravaca e outras se quiser eu vou ai e agente tira a butija e aossada .

     
  8. patricia araujo da costa on 8 de outubro de 2015 12:01

    o email e patricia araujo da costa mais meu nme é J alysson

     
  9. Soahd on 8 de outubro de 2015 15:11

    Minha avó Ritinha, me contou sobre rituais de botija, entre eles, após sonhar, voce teria que ir sozinho fazer a descoberta, caso contrário, se falasse do sonho para alguém e levasse para a missão, o tesouro revertia . O local onde ela disse que tinha sonhado, levou o irmão dela, e ao escavar, encontrou foi um alojamento de vespas ou de algum ninho de besouro, eu ficava impressionada com os ricos detalhes que ela tinha habilidade de descrever..enfim, a botija foi ocultada lá prás bandas de Pernambuco, onde ela morava quando menina.

     
  10. Anônimo on 8 de outubro de 2015 15:26

    Melhor história.kkk

     
  11. Anônimo on 8 de outubro de 2015 15:28

    Sai dae mentiroso

     


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