Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
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Janos Tatray
Figura das mais carismáticas entre os transeuntes do Centro da cidade e suas imediações, sempre bem trajado ao terno, acompanhado das suas características inseparáveis: a bengala e o seu sorriso... Esta descrição equivale a simpatia do húngaro Janos Tatray, que faleceu hoje (20/06/2011) aos 89 anos em João Pessoa, vítima de um aneurisma, do qual nem uma cirurgia de 05 (cinco) horas de duração lhe permitiu continuar vivendo.

Janus nasceu na cidade de Vszprèm, na Hungria, em 25 de abril de 1922. Já estava no Brasil há mais de 50 anos, radicado na Rainha da Borborema desde 1958 quando aportou para ser técnico do time do Treze Futebol Clube.

Tatray foi técnico de futebol de várias equipes do norte-nordeste. Em Campina Grande, apesar de ter prestado serviços tanto no Campinense como no Treze,  o que lhe rendeu vários títulos, ele ganhou mais destaque no Galo, onde foi técnico durante a campanha do Campeonato Brasileiro de 1987 e foi campeão paraibano invicto em 1966, como dirigente.


Tatray, quando técnico do Treze (último em pé - da esquerda para a direita)
Fonte: Acervo de Mario Vinicius Carneiro Medeiros

Abaixo, a última aparição de Janos Tatray na TV, no programa do vice-prefeito José Luis Junior (TV Correio):

Fonte: www.trezegalo.110mb.com

Para maiores detalhes da biografia do húngaro Janos Tatray, o site "TrezeGalo" dispõe de um excelente histórico a seu respeito: CLIQUE AQUI!!

2 comentários

  1. Jobedis Magno de Brito Neves on 20 de junho de 2011 15:12

    A notícia do seu falecimento é triste, pois Janos Tatray foi sempre um lutador. Apesar dos muitos problemas de saúde que teve, venceu-os todos - até hoje, em que perdeu o último campeonato. Morreu um grande senhor e um dos grandes desportista da história do futebol da Paraiba e do Nordeste. Quando eu o conheci a sua imagem deixou-me ideias que configuram uma pessoa de grande honestidade intelectual. Foi um campeão até na doença. Quando veio para o Brasil (fugindo da guerra) fez de tudo no futebol brasileiro. Andou por muitos clubes, foi treinador, supervisor e empresário. Levou clubes brasileiros para excursão no exterior, deixando de fazê-lo quando ficou com problemas de saude. Foi um grande desportista e um grande homem do futebol paraibano. Uma grande perda.

     
  2. mário vinicius on 20 de junho de 2011 23:52

    "Seu" Tatray, como eu o chamava, vai deixar saudades. Quando da elaboração do "Livro do Treze", contou-me várias histórias. Mas quando eu lhe perguntava sobre os segredos do futebol paraibano na década de 60, ele apenas sorria e dizia, com seu sotaque característico: "Esses, non..."

    Aonde esteja, um grande abraço, "seu" Tatray ! Fique com Deus !

     


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