Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
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Por Adriano Araújo

Campina Grande é a única cidade do interior do Brasil a ser sede de uma Federação das Indústrias. Tudo começou em 17 de julho de 1949, quando foi fundada a primeira sede, a Rua João Pessoa. O primeiro Presidente foi o senhor Domício Veloso da Silveira, tendo como vice-presidente, José Marques de Almeida Júnior; Primeiro Secretário, Milton Bezerra Cabral (que foi governador do Estado); Segundo Secretário, Jorge Gomes de Freitas.

Após funcionar também na Rua Floriano Peixoto, em 02 de setembro de 1983 mudaria para a Avenida Canal, em fotos que reproduzimos nesse tópico, um prédio que na época era a mais moderna sede de uma Federação das Indústrias no Brasil.



A Fiep em fotos da época de sua fundação

Em 2009, comemorou em grande estilo os seus 60 anos, em evento com a presença do Governador do Estado da Paraíba e várias personalidades da Indústria do Brasil, com transmissão ao vivo pela TV Itararé.

Neste link,  nossos leitores podem ler mais sobre a criação da sede da Avenida Canal.





Findava o ano de 1936 e Campina crescia, seguindo a sua vocação de ser Grande. Por esse tempo, já possuía 15 indústrias, estabelecimentos bancários e cinemas que lhe dava ares de capital metropolitana dos sertões.
No último dia daquele ano (31/12), resolvera o Sr. João Marques de Almeida realizar uma cantoria em sua residência, convidando para tal desiderato os trovadores Agostinho Lopes dos Santos (1906/1972) e Josué Alves da Cruz (1904/1968). João foi co-fundador, juntamente com seu irmão Dionísio, da fabrica de sabão “A Pernambucana”(1925), localizada no largo das boninas.
Muitas pessoas acorreram ao seu palacete, ansiosos por ouvirem os dois rapsodos populares, que se empenhavam na justa e eram aplaudidos com seus magníficos versos de repente. A sociedade campinense se fizera presente, não apenas pela distinção do anfitrião João Marques, como era de praxis naqueles dias áureos, se ouvir o torneio dos cantadores, hábeis em versejar e inspirados na poesia.
Na ocasião, se faziam presentes o ex-prefeito Ernane Lauritzen (1924-1928) e o renomado poeta Mauro Luna (1897/1943), este autor de “Horas de Enlevo” (1924) quando, a certa altura da cantoria, Ernane pediu que Mauro fizesse um mote para que os dois repentistas glosassem.
Todos sabem da importância do mote para o repente, ele é quem dá o tema a ser desenvolvido pelos cantadores perante a plateia. Mauro querendo elevar as qualidades de sua terra natal fez com que os menestreis rimassem em torno do dístico: “A Paraíba do norte/ É o coração do Brasil”.
Não é demais falar que o país saía de uma “revolução”, cujo espoenta maior era a Paraíba e que eclodiu com a morte do governador João Pessoa Cavalcanti, ascendendo Getúlio Vargas a presidência naquele momento de efervecência política.
Ciosos de sua responsabilidade, Josué (J) e Agostinho (A) iniciaram a cantoria que foi registrada pelo folclorista Francisco Coutinho Filho (1891/1976), cujos versos transcrevo a seguir:

J. – Não é pegando o ensejo
De desacatos nem guerra...
De gloriar minha terra
É o meu sumo desejo!
Procuro porém não vejo
Outra, formosa e gentil
Que lhe convide sutil
Para igualar o seu porte!...
A Paraíba do Norte
É o coração do Brasil!

A.    – Sou de Pernambuco, o forte...
Mas, neste verso eu escrevo
Pelos favores que devo
À Paraíba do Norte!
Estado de boa sorte,
Terra das quadras de Abril!...
Um homem, mesmo imbecil,
Mas tendo regra de fé,
Diz e jura que ela é:
O coração do Brasil!

J. – Junto ao Leão coroado (1)
Banha-lhe o rico Oceano,
Belo espelho soberano
Em que ela se tem olhado!...
Paraíba nos tem dado
Eminências, mais de mil...
Se não é para o fuzil,
É adevogado forte...
A Paraíba do Norte
É o coração do Brasil!

A. – Dá a vida pela morte,
Enfrenta qualquer coluna,
(Assim disse Mauro Luna)
A Paraíba do Norte!
Negar, não há quem suporte,
O seu poder varonil!
No ferrolho do fuzil
Tem defendido o país,
Por isto o poeta diz:
É o coração do Brasil!

J. – Dela, os seus cavaleiros,
São como os pares de França!
Basta que eu traga à lembrança
André Vidal de Negreiros!
Como chefe de guerreiros,
Foi temeroso adaíl...
Como perfeito guazil,
Era audacioso e forte!...
A Paraíba do Norte
É o coração do Brasil!

A. – Seu valor inesgotável...
Há poucos anos passados, (2)
Para remir os flagelados,
Foi ela a mais favorável!
Tornou-se a mais agradável
Debaixo dum céu de anil...
Lutava o pobre, sutil,
Exaltando a sua sorte:
A Paraíba do Norte
É o coração do Brasil!

J. – Tem ela infinda saudade...
Tombou, ficou quasiatôa,
Quando perdeu João Pessoa,
O tipo da lealdade!
Por ele a humanidade
Vingou o inimigo hostil...
Pela boca do fuzil
Mostrou bravura, foi forte! (3)
A Paraíba do Norte
É o coração do Brasil!

A. – A Paraíba perdeu
Seu querido Interventor!
O bravo e grande Antenor (4)
Tragicamente morreu!
Seu berço ele defendeu
Vencendo perigos mil!
Naquela hora febril,
Dissera antes da morte:
A Paraíba do Norte
É o coração do Brasil!

J. – Bananeiras já chorou
Igualmente à Madalena,
Pelo Solon de Lucena, (5)
O filho que a levantou!...
E quem foi que melhorou
Serraria quando hastil?...
Nesse estado pueril,
Lima (6) deu-lhe fama e sorte!
A Paraíba do Norte
É o coração do Brasil!

A. – Num estado cadavérico
A Paraíba chorou...
Pra defende-la chegou
O doutor José Américo! (7)
Por seu instinto genérico,
Com um poder varonil,
Aquele gênio febril
Melhorou tudo de sorte!
A Paraíba do Norte
É o coração do Brasil!

J. – Areia, ninguém deprima!
No cimo da cordilheira
Onde plantou-se a limeira
E nunca mais faltará lima! (8)
A haste de mais estima
Tombou ao solo fértil!
Não era, o Cunha, (9) servil!
Disse ele, às portas da morte:
A Paraíba do Norte
É o coração do Brasil!

A. – Josué, com segurança
Encerrarei minha glosa...
Com a canção maviosa
Vou fazer esta aliança...
No salão fica a lembrança
Da nossa rima subtil!...
Só a pedra do esmeril
Ao meu ferro dará corte!...
A Paraíba do Norte
É o coração do Brasil!

Assim concluiram os poetas matutos o seu intento, versejando sobre o mote dado, a relevância do nosso Estado, e seu passasdo vestuto que todos os convivas assistiram.

Rau Ferreira

*   *   *
___________
Notas: (1) O Estado de Pernambuco. (2) A seca de 1931/1932. (3) A Revolução de 1930. (4) Interventor Federal no Estado de 1930 à 1932. (5) Governador do Estado de 1920 à 1924. (6) Francisco Duarte Lima, Senador pela Paraíba (1936/1937) e Procurador do Estado de Pernambuco (1938), natural de Serraria (PB). (7) Autor de “A Bagaceira”, no período em que este foi Ministro da Viação. (8) Refere-se à família “Cunha Lima” de Areia. (9) Chefe de polícia da Paraíba, foi também Deputado Estadual e Federal.

*   *   *

Referências:
- BASTOS, Sevastião de Azevedo. No roteiro dos Azevêdo e outras famílias do Nordeste. EditoraGráfica Comercial. João Pessoa/PB: 1954.
- FILHO, F. Coutinho. Repentistas e Glosadores. A. Sartorio & Bertoli. São Paulo/SP: 1937.
- MOTA, Leonardo. Cantadores: poesia e linguagem do sertão cearense. Livraria Castilho. Rio de Janeiro/RJ: 1921.

por Thomas Bruno Oliveira (thomasbruno84@gmail.com)
  
Desde que meu pai, seu Paulo Roberto Oliveira, abriu uma assistência técnica em conserto de eletrodomésticos, lá nos idos de 1996, que sou ativo frequentador e caminhante da Avenida Presidente Getúlio Vargas no Centro de Campina Grande, onde inicialmente partilhava os turnos entre estudo no Colégio Alfredo Dantas e o trabalho como office boy e depois com “a mão na massa” no conserto de ventiladores e toda sorte de aparelhos elétricos, aprendendo o mister com os funcionários mais experientes. 

Sociedade Beneficente dos Artistas de Campina Grande – SBA (RHCG)

Num certo período de carnaval, quando Papai e eu passamos na rua a caminho de casa, nos deparamos com a demolição de um prédio antigo, bonito, de linhas arquitetônicas robustas e marcantes; “como podem destruir um prédio tão bonito” balbuciou Papai e eu, em meus 13 ou 14 anos, vendo aquela gigantesca máquina destruindo tudo, fui tomado pelo incômodo da revolta. O prédio era a Sociedade Beneficente dos Artistas, fundada em 1929 e oriunda da antiga União Beneficente dos Sapateiros, sociedade filantrópica que oferecia cursos para pessoas de baixo poder aquisitivo. Naquele momento nem pensava em vestibular, quanto mais em ser historiador e jornalista, mas hoje vejo que aquela sensibilidade pueril foi o fio condutor para me guiar até aqui.

O Bar e Mercearia Ferro d'Engomar 

A antiga Avenida Brandão Cavalcanti, hoje Pres. Getúlio Vargas, possui um nicho patrimonial interessante, resistiram ao tempo a sede dos Correios, o tradicional Ferro d’Engomar (e seus boêmios!), a antiga Faculdade de Administração, o Memorial Severino Cabral, o casarão e a antiga fábrica Marques de Almeida, o acesso às Boninas, o antigo Colégio Pio XI, o castelinho onde funciona a clínica Dr. Maia, a casa de Alvino Pimentel e o Cine Avenida, só para citar o trecho entre a Praça da Bandeira e a esquina com a rua Siqueira Campos.

Cine Avenida (RHCG)

E eis que caminhando na mesma avenida, há alguns anos, vi o abandono seguido de demolição da casa do exportador de algodão Alvino Pimentel, residência onde se hospedou Juscelino Kubistchek. Lembro que o amigo Prof. Daniel Duarte esteve à frente de uma verdadeira campanha para evitar a demolição desse prédio histórico, mas o poder da especulação imobiliária venceu; é a “força da grana que ergue e destrói coisas belas” como bem afirmou Caetano Veloso. Neste caso, um grande empreendimento residencial e comercial está sendo erigido, modificando todo aquele ambiente; na descomunal escavação para fundações sequer foi permitida a averiguação de possível existência de vestígios arqueológicos que podia muito nos contar sobre o passado de nossa terra.

Antigo DTOG, ao fundo a Estação Nova

Tempos depois, ao caminhar pela Getúlio Vargas, senti falta de um prédio, o Cine Avenida. No seu lugar, tapumes altos, mas suficientes para perceber que ele não mais estava ali. Foi aí que conversando com um operário descobri que como se não fosse suficiente o tamanho da destruição da casa de Alvino Pimentel, o empreendimento causou sério comprometimento da estrutura do prédio vizinho, justamente o Cine Avenida, cinema inaugurado em 17 de março de 1945 em estilo Art Déco e que estava funcionando a sede da igreja evangélica universal. O Cine é patrimônio sentimental da cidade e mantinha seus traços arquitetônicos. Por fotografias existentes no blog Retalhos Históricos de Campina Grande se percebia que o interior contava com poucas modificações. O fato de não estar dentro da delimitação do Centro Histórico da cidade dificultou a sua preservação e com o abalo causado pelo empreendimento, o Avenida foi adquirido e anexado ao projeto imobiliário.

Estação Nova (?), abandonada

A nossa Rainha da Borborema não sabe mesmo conviver com “seus diversos passados”, essa ânsia pelo futuro e pelo novo me assusta, assim como o desrespeito a sua história. Perdemos o Cine Avenida e a sensação que fica é em forma de pergunta: qual será o próximo a tombar? Será a construção eclética da família Agra defronte a Feirinha de Frutas (vizinho ao antigo Posto de Enfermagem do saudoso Manoel Barbosa) ou o antigo Departamento de Transporte, Oficina e Garagem (DTOG) às margens do Açude Velho? Comemorar 155 anos de emancipação política é também refletir sobre seus problemas e uma chaga que não se fecha é a demolição de seu patrimônio histórico.

Nasceu Luiz Gil de Figueiredo em Santa Luzia/PB, em 17 de setembro de 1895. Com quatro anos de idade acompanhou o tio Gil Braz de Figueiredo numa viagem à Lábrea, cidade amazônica, onde passou dois anos residindo e aprendeu muito com os ameríndios. 

Em 1909, retorna ao Nordeste, onde se estabelece no Rio Grande do Norte desempenhando dois ofícios: professor e almocreve. Após trabalhar em Ouro Branco, Currais Novos e Caicó, migra para a Paraíba no lombo de animais.

Aportou em Esperança por volta de 1915, tornando-se “Mestre-Escola”, tendo sido nomeado Adjunto da Cadeira do Sexo Masculino em maio de 1931.

Casou-se, então, com a Srta. Sebastiana Diniz, sobrevindo-lhe os seguintes filhos: Guiomar Irene, Milton Luiz, Wallace e Wagner. 

Na década de 30, do Século passado, organizou o bloco esperancense “Coronel nas ondas”, ao lado de personalidades como Silvino Olavo, Teotônio Costa, Manuel Rodrigues, Teotônio Rocha e Juvino Brandão. 

A experiência adquirida junto ao jornal “O Tempo”, órgão que era dirigido por José de Andrade, com gerência de Teófilo Almeida, ajudou-lhe a funda, ainda em Esperança, o semanário “O Rebate”, que levou na bagagem para Campina Grande, quando veio morar nesta cidade em 1932.

Na “Rainha da Borborema”, foi diretor de Escola e lecionou história e geografia no Colégio Pio XI. 
Casou-se em segundas núpcias com a Srta. Maria Ester Cavalcanti, de cujo matrimônio nasceram os filhos: José, Maria das Graças, Marluce, Mozart e Aristóteles. 

Em Campina, onde se radicou, participou da “Sociedade Beneficente dos Artistas” e da “Academia dos Simples”, esta última com sede honorária na Fruteira de Cristino Pimentel; tornando-se conhecido como orador e poeta. 

Transcrevo, a seguir, um poema de sua autoria, retirado do livro “Coletânea de Autores Campinenses”:

Vozes proletárias

Latifundiário! Latifundiário!
Sabes quem vai morto naquele caixão?
Não importa o nome, foi um proletário.
Latifundiário! Latifundiário!
- Rebentou de tísica, deu tudo ao patrão.

Era um belo homem que na flor da idade
A cavar a terra fora em Briareau,
Enricara o amo, e... perversidade!
Quando volte os olhos para a Eternidade
Deixa a prole rota lá de léu em leu!...

Quando o milharal o pendão levantava
Nele se enroscava os braços do feijão
Era ao seu esforço que ele se elevava!
E os paiós se enchiam se enchiam e as arcas pejavam,
No Te-Deum das messes! Que feroz Tilão!...

Passaram-se os dias. Rebentou a guerra.
Calça-se, o Direito. Viva a tirania.
Cidadão, às armas. O Capital berra:
“Eu agora ensopo em sangue toda a terra
Meto a liberdade dentro da enxovia”.

Naquela época, “O Rebate” era o único jornal em circulação em Campina, cujas oficinas funcionaram, inicialmente, na rua Marques do Herval; depois passou para a Rua Bartolomeu de Gusmão, para em seguida sediar na Rua Getúlio Vargas.

Os principais colaboradores do semanário foram: Lopes de Andrade, Luis Soares, Cristino Pimentel, Pedro d’Aragão, Wallace, Zé da Luz, Bióca, Antonio Telha, Murilo Buarque e Mauro Luna. Ingressando na política, engrossou as fileiras do PRP e depois do PSD, candidatando-se a Deputado Estadual sem lograr êxito.

Foi cidadão Campinense e homenageado pela primeira turma de Comunicação da antiga Furne.

O professor Luiz Gil faleceu a dois de maio de 1960. Pela sua dedicação e telúrica ligação com este município, prestamos esta breve homenagem.

Rau Ferreira

Fontes:
- Coletânea de Autores Campinenses. Comissão Cultural do Centenário. Prefeitura de Campina Grande. Campina Grande/PB: 1964.
- DINOÁ, Ronaldo. Revista tudo. Edição de 11 de novembro. Campina Grande/PB: 1990.
- FERREIRA, Rau. Banaboé Cariá: Recortes da Historiografia do Município de Esperança. A União. Esperança/PB: 2016.
- MEDEIROS, Jailton. História de Esperança. s/d. Trabalho escolar. Produção do corpo docente.

Faleceu, na noite desta quarta-feira 24 de fevereiro de 2016, em Campina Grande, o empresário Fernando Marques de Almeida, aos 93 anos.

'Seu Fernando', como era conhecido, nasceu em 15 de fevereiro de 1923, filho de Dyonisio Marques de Almeida. Era uma figura ímpar; simpático, carismático, ético e solícito. Apesar da idade, não se entregava ao enfado e mantinha-se em constante movimento, incluindo o tradicional almoço de domingo em família no Restaurante La Costa.

A família Marques de Almeida representa uma História de grandes investimentos no setor industrial da Campina Grande de outrora, tendo na Indústria Têxtil Marques de Almeida e a Fábrica de Sabão Pernambucana, dois desses exemplos, fundadas pelos irmãos Dyonísio Marques de Almeida (seu pai) João Marques de Almeida (tio) . 

Fernando Marques de Almeida integrou o Conselho Diretor da FIEP até o ano de 2014 quando, por sua contribuição à Federação, recebeu Medalha de Honra ao Mérito e recebeu do atual Presidente, Francisco Buega Gadelha, a seguinte declaração, em seu discurso:

 “Devo a Fernando Marques a oportunidade de chegar nesta Casa (FIEP), ainda como estagiário. Com ele aprendi muito e por isso lhe serei sempre grato. O que Fernando Marques fez pela indústria em nosso Estado será memorizado e contemplado por muitos anos. Um exemplo é a conclusão deste prédio sede da nossa Federação das Indústrias entregue em suas mãos apenas com a concretagem armada, porque a empresa potiguar que conduzia a obra faliu. E ele com toda a sua competência que sempre lhe foi peculiar, deu sequência aos trabalhados até o fim com muita maestria. Posteriormente, foi confiada a ele a construção do Centro de Atividades Dionísio Marques de Almeida, no município de Patos, onde ele também mostrou a sua expertise administrativa”.


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Indústrias Marques de Almeida, em Campina Grande:

Fachada voltada para as Boninas (Anos 50)

Vista aérea da Indústria Marques de Almeida: Boninas, Rua Getulio Vargas (ao fundo),
vendo-se também parte do interior do Colégio das Damas e o famoso Bar Ferro de Engomar, 
no início da Rua Rui Barbosa.

Fotos: Livro "Memorial Fiep"

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Encontrada em edição da Revista "O Cruzeiro" de 1938, um comercial da firma "Marques de Almeida & Cia". Colaboração de Edival Toscano Varandas:


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Fábrica de Sabão Pernambucana

A Indústria Marques de Almeida & Cia, que detinha entre seus negócios a Fábrica de Sabão Pernambucana, em Campina Grande, era dirigida pelos irmãos João Marques de Almeida e Dionysio Marques de Almeida, e foi inaugurada no dia 7 de setembro de 1925.

A fábrica tinha três grandes divisões em suas instalações, ocupava 2.700 metros quadrados, e estava localizada na atual Rua Getúlio Vargas.

Os irmãos João e Dionysio Marques de Almeida

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Série: "Annuário de Campina Grande 1925" (Parte 7/RHCG)
Gentilmente cedido pelo colaborador Jônatas Rodrigues
O ano de 1975 marcou o esporte na Serra da Borborema com um título paraibano que o Treze dividiu com o Botafogo de João Pessoa (Pela FPF E CBF). Porém, as grandes manchetes dos jornais da época, eram as inaugurações dos Estádios José Américo de Almeida em João Pessoa e o Ernani Sátyro em Campina Grande, que faziam parte do idealismo do Regime Militar, ou seja, construir obras grandiosas, para que uma idéia de modernidade fosse implantada na mente dos brasileiros.


Desta forma, Campina Grande foi agraciada com um grande Estádio de futebol, com capacidade para cerca de 40 mil pessoas, o que para uma cidade apaixonada pelo esporte, seria muito bem utilizado, afinal como sabemos, a capital de nosso futebol sempre foi Campina.

O jogo da inauguração do Estádio era para ser entre o Treze e o time do Governador do Estado, o Botafogo do Rio, todavia, como contou a Roberto Hugo da Rádio Caturité em 2006, Zé Agra o então presidente do Galo, fez uma série de exigências fazendo com que o Governador escolhesse o principal rival da equipe de São José, para o jogo da inauguração.

Passados alguns dias, seria a vez da Inauguração dos Refletores. Dessa vez, o Governador não teve alternativa e aceitou algumas reivindicações de Agra, convidando o Galo da Borborema para um confronto com o Flamengo do Rio de Janeiro.

Era o dia 13 de agosto de 1975. O Flamengo de Zico chegou a Campina Grande, disposto a golear o desconhecido Treze (para eles). O campo estava completamente lotado, com o Galo mostrando a força de sua torcida e batendo o recorde de público e renda. Não é preciso dizer, que o jogo era aguardado com uma grande expectativa. Zico em entrevista a um repórter da cidade relatou o seguinte: “O Estádio é excelente. Com grande carinho fomos recebidos aqui pelo povo de Campina Grande. Vamos ver se podemos fazer uma boa exibição, para alegrar o público que comparece ao Estádio”. Vale salientar, que nessa época o “Galinho de Quintino” era apenas uma promessa, mas seu grande futebol já começava a se destacar, inclusive como curiosidade, “dizem as más línguas”, que no momento do gol de Zico, de falta, um dos jogadores que estava na barreira do Treze se virou para o goleiro, sendo logo repreendido por um colega, quando então teria questionado: “Você acha que vou perder o gol?”.


Treze x Flamengo no Amigão em 1975

O árbitro da peleja foi José Frazão, que afirmou a Rádio Borborema sua emoção em mediar esse jogo, fazendo alusão inclusive, a uma emissora de televisão pernambucana, que teria transmitido esse jogo para Estados nordestinos. Se esse fato realmente ocorreu, poderá ter sido o primeiro jogo transmitido interestadualmente na Paraíba. Infelizmente, nossa memória esportiva é falha e fatos como estes, ficaram perdidos na areia do tempo.

Os mais antigos e as publicações que relataram esse jogo, dizem que a partida foi exuberante. O historiador do Galo, professor Mario Vinicius relatou em seu livro sobre o Treze, o fato que originou o primeiro gol da equipe de São José: “Aos sete minutos, Cantarelli, arqueiro rubro-negro, cobrou um tiro de meta para Geraldo. Este, tendo pela frente o artilheiro João Paulo, resolveu aplicar-lhe um ‘chapéu’ e sair jogando. Contudo, o centroavante alvinegro conseguiu tocar com a cabeça na bola, matá-la no peito e disparar um ‘canhão’ para a meta rubro-negra, fazendo o primeiro gol noturno do Amigão.” O Estádio vibrava em emoção, com a equipe paraibana jogando de igual para igual com aquele time, que já tinha a base da equipe que viria a ser campeã mundial de 1981 e consequentemente, uma das maiores equipes da história do futebol brasileiro.

Infelizmente, aos 12 minutos, chegou à hora da falta que já relatamos, com a cobrança magistral de Zico empatando para o Mengão. Esse foi o resultado do primeiro tempo. Joselito Lucena, um dos narradores desse jogo, faltou “esgoelar-se” em emoção, tentando passar com fidelidade para o ouvinte, o que se estava acontecendo naquele momento.

Veio o segundo tempo e infelizmente para o Treze, o Flamengo tinha Zico. Como diria Nelson Rodrigues, apenas os “Idiotas da Objetividade”, não achavam Zico o maior do mundo. Era um “cracasso”, que infelizmente, como se fosse uma punição dos Deuses do Futebol, nunca conquistou uma Copa do Mundo, fato este, entretanto, que não diminuiu jamais sua importância para o futebol. Para o Flamengo, ele era simplesmente “Deus”. Assim, aos 14 minutos, driblou um defensor galista e chutou forte, na gaveta de Renato, grande goleiro do Treze na década de 70, fazendo Fla 2x1. A partir desse momento, o Mengo não deu mais chance ao azar e consolidou sua vitória, deixando, porém, uma boa dose de confiança ao Treze, que se aproximava da conquista do Paraibano de 1975.

FICHA TÉCNICA:

13/08/1975- Treze 1x Flamengo (RJ) 2
Local:
Amigão
Cidade: Campina Grande-PB
Juiz: José Frazão
Competição: Amistoso
Público: 27 450 pessoas
Treze: Renato-74; Son, Cidão, Carioca e Heliomar; Carlinhos e Gil Marques; Chiquinho, Nilo (Fernando), João Paulo e Soares (Cicita).
Flamengo: Cantarelli, Júnior, Jaime (Rondinelli), Luiz Carlos e Rodrigues Neto (Luiz Florêncio); Liminha e Geraldo; Doval, Zico (Paulinho), Luizinho e Edson.
Gols: João Paulo e Zico (2).

Áudio - Momentos do Jogo:






Fontes:

Programa Reminiscências (Rádio Caturité) – Áudio do gol de João Paulo
Livro sobre a História do Treze – Professor Mário Vinicius
Livro sobre o 50 anos do Treze – Fotos
Programa Debate na Caturité – Rádio Caturité
Programas Esportivos da Rádio Borborema

por Thomas Bruno Oliveira

Nesta terça-feira (03 de setembro) houve a primeira reunião organizada pela Prefeitura Municipal de Campina Grande visando às comemorações dos 150 anos da cidade, ano festivo que terá início no próximo dia 12 de outubro, um dia depois de completados 149 anos de emancipação política. O encontro foi realizado no auditório da Associação Comercial de Campina Grande – ACCG com o objetivo de formar uma Comissão Geral para as atividades.

Com pouco mais de um ano para a execução, as atividades iniciam com certo atraso. Até o momento, o assunto só fazia parte de rodas de conversa de alguns intelectuais da cidade, que sempre em conversas demonstravam preocupação em relação à necessidade de iniciativa do poder público a respeito dessa marcante comemoração.

Para a festa do Centenário da cidade, ocorrida em 1964, “havia começado a ser programada em 1961 [três anos antes], quando foi criada a Comissão do Centenário (COMCENT), responsável pela organização dos vários eventos e obras que deveriam marcar para sempre a data magna da cidade” (SOUZA, 2004) e por ausência de aporte financeiro, os trabalhos só se efetivaram no segundo semestre do ano seguinte, até então, tudo estava no campo do planejamento. Paralelamente, um programa de rádio ia ao ar aos domingos, o ‘Cidade Centenária’, coordenado por Noaldo Dantas onde surgiram uma série de ideias para a cidade: “Foram tantas as sugestões e solicitações que somente com as mudanças propostas daria para fazer uma cidade inteiramente nova” (SOUZA, 2004). O ano do centenário foi marcado por inúmeras atividades, até um torneio futebolístico ocorreu reunindo os principais times do nordeste, tendo o Náutico-PE como campeão e o Treze como o melhor paraibano participante, ficando em 4º lugar. “Apesar das inúmeras diferenças sociais que marcavam os campinenses, a cidade (quase) pertenceu a todos” (SOUZA, 2004).

Quarenta e nove anos após, foi dado o pontapé inicial para as comemorações do sesquicentenário da cidade. Estiveram presentes na Associação Comercial intelectuais e outros agentes como Chico Pereira, Maria Ida Steinmuller, José Morais Lucas, Edson Vasconcelos, Labas, Eneida Agra Maracajá, o Prefeito à época do Centenário João Jerônimo da Costa (hoje com noventa anos, de presença e de memórias), José Edmilson Rodrigues, Alexandre Moura, Marlene Alves, Aluísio Guimarães, Roberto Loureiro, Leidson Farias, Márcio Canielo, José Marques Filho, o vereador Lula Cabral, Roberto Coura, Yara Macêdo, Liélia Oliveira, Tovar Correia, e muitos outros.

Ideias foram ventiladas, no entanto, objetivou-se apenas criar uma Comissão que pudesse se reunir e elencar as demandas necessárias para as comemorações. O grupo é formado por sete pessoas, são elas: Yara Macêdo, Nora Almeida, Eduardo Amorim, Celeide Farias, José Lucas, Rogério Freire e o Prefeito Municipal Romero Rodrigues, que encabeçará a comissão. Haverá, ainda esta semana, uma reunião com o Prefeito Romero e em seguida será dado início aos trabalhos a partir da criação de subcomissões. Essa reunião só foi possível graças ao empenho de pessoas abnegadas ligadas a cidade, que vêm desempenhando um grande trabalho por Campina Grande. O primeiro passo foi dado e há muito trabalho a fazer. 

Para saber mais sobre as comemorações do Centenário, leia o artigo ‘A Festa do Centenário de Campina Grande ou a criação de uma identidade coletiva’ do Prof. Dr. Antônio Clarindo B. de SOUZA, folheando-o logo abaixo:


Leia mais sobre a Indústria Marques de Almeida CLICANDO AQUI!!

Mais uma arte gráfica produzida pelo Colaborador Jônatas Rodrigues, que através do Google Sketchup 8 'restaurou' um dos prédios Históricos ainda de pé em Campina Grande.

"Trata-se da saudosa e imemorial "Comércio e Indústria Marques de Almeida S/A". A arte gráfica se baseou na época em que o prédio foi concluído, ou seja, em 1933, como atesta a data no alto de seu frontispício (a partir de fontes de fotografias da época). Belíssimo prédio, construído e idealizado pelo seu dono o Sr. Dionízio Marques de Almeida, com frontal de linhas retas simples em estilo eclético, comuns nos prédios industriais em início do século XX. Comportava no largo espaço do andar superior um alinhamento de janelões ornados de esquadrias salientes. Janelas que facilitavam a entrada de luz e ar, refrescando o local, e dava-lhe uma aparência suntuosa. No andar térreo encontra-se janelões idênticas ao andar superior e portas em arcos, completando a bela estrutura arquitetônica.

Nos anos quarenta foi acrescido uma parte alpendrada, voltada para a Rua Getúlio Vargas, um "puxadinho", para melhor compartar novos maquinários e parte comercial do prédio. A indústria cerrou suas portas em maio de 1983, deixando saudades a todos que trabalharam nela e uma imensa lacuna na economia e história campinense."

Leiam mais sobre a Indústria Marques de Almeida CLICANDO AQUI e AQUI TAMBÉM!

 
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