Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
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Poucos sabem, mas um dos maiores dramaturgos do Brasil nasceu em Campina Grande. Vicente de Paula Holanda Pontes, nasceu em 08 de novembro de 1940. Iniciou sua carreira ao produzir programa na rádio estatal Tabajara, trabalhando também no jornal “A União”. Além disso, seria ator na capital paraibana.

Ao tentar a sorte no Rio de Janeiro, Paulo Pontes fundou o Grupo Opinião, escrevendo para o show que levava o nome do grupo em 1964.

Quatro anos depois, sob sua direção, apresentaria em João Pessoa o espetáculo “Paraibê-aba”.

 
Paulo Pontes

No ano de 1969, seria contratado pela TV Tupi com a função de escrever roteiros para diversos programas da emissora. Exemplo disso foi o roteiro do show em homenagem a Dolores Duran, interpretado por Paulo Gracindo e Clara Nunes. Também faria a obra “Brasileiro: Profissão Esperança”.

Em 1971, escreve “Um Edifício Chamado 200”, uma comédia de costumes, que fez bastante sucesso no eixo Rio-São Paulo, colocando Pontes como um grande autor na época. O roteiro se baseava na tentativa de um indivíduo ganhar na loteria, para sair de uma vida decadente.

No ano de 1974, foi convidado para ser um dos escritores do seriado “A Grande Família”.

A Grande Família da Tupi

Em 1975, faria a estréia de seu espetáculo “Gota d´água”, uma parceria com Chico Buaque, que o fez ganhar o prêmio Molière de melhor autor em parceria com o renomado cantor e compositor.

Morreria em 1976 com apenas 36 anos de idade, em virtude de um câncer no estômago. Sua companheira por oito anos, Bibi Ferreira, esteve sempre ao seu lado até a data de sua morte.

Deixou alguns textos inconclusos, como  “O Dia em que Frank Sinatra Veio ao Brasil, Luna Bar e o ambicioso projeto de adaptar em versos Senhor Presidente, original de Miguel Angel Astúrias”. O diretor Flávio Rangel, depois de sua morte, assim resumiu sua importância: "Em todos os seus trabalhos, Paulo Pontes teve sempre a preocupação de retratar o povo de seu país, e era também um permanente batalhador pela liberdade de expressão. Lutou incansavelmente pela regulamentação da profissão e esteve presente, em posição de destaque, em todos os movimentos que envolveram a classe teatral. Dotado de uma poderosa inteligência e uma rara lucidez, exercia uma liderança natural através de seu pensamento profundo, que se fez sentir através dos inúmeros ensaios que escreveu e das brilhantes conferências que pronunciou".

Em 1980 seria criado o “Prêmio Paulo Pontes” pela Associação Carioca de Empresários Teatrais – ACET. Era um prêmio aberto, sem especificação de categoria, sendo escolhidos tanto artistas, autores e técnicos quanto figuras dos poderes públicos e da iniciativa privada que tivessem prestado relevantes serviços à causa das artes cênicas no Rio de Janeiro. O Prêmio era uma estatueta coma figura de Paulo Pontes - criada por Zé Andrade, mais a quantia equivalente a vinte salários mínimos, que nos dois primeiros anos foi patrocinada pela Fundação de Artes do Estado do Rio de Janeiro – FUNARJ. No terceiro ano de premiação, a Funarj resolveu não desembolsar mais o dinheiro, criando uma crise, que acabou com a premiação. O prêmio também contava com o apoio do Projeto Carlton.

As maiores homenagens ao dramaturgo na Paraíba, foram os fatos de se dar o seu nome a um Teatro em João Pessoa e pasmen, a uma pequena sala de espetáculos localizado no Teatro Severino Cabral. Por ser oriundo de Campina Grande, entendemos que deveria se ter um grande complexo cultural com seu nome e não apenas uma pequenina sala.

Fontes Utilizadas:

-Arquivos Pessoais
-www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=personalidades _biografia&cd_verbete=4100
-Wikipedia

1 Comment

  1. Marcos on 19 de junho de 2011 08:09

    Apenas uma correção, "A Grande Família" de 1974 não era da Rede Tupi, e sim da Rede Globo.

     


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