Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
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A Praça da Bandeira foi construída em 1938 pelo prefeito Bento Figueiredo, com o nome original de Praça Índios Carirys, sendo um prolongamento da Praça do Rosário, que também já não existe no seu aspecto arquitetônico original desde 1942, quando foi demolida a igreja do Rosário, para o prolongamento da avenida Floriano Peixoto. Deu-se assim, a primeira grande descaracterização da Praça da Bandeira.

Na década de 1940, durante a reforma urbana do prefeito Wergniaud Wanderley, a Praça da Bandeira, assim como todo o centro de Campina Grande foi outra vez reformada ganhando o elegante estilo art-decor, com o lago em meia-lua e a famosa estátua “A Samaritana”, em art-decor legítimo, do artista Abelardo da Hora.

Na década de 1950, o prefeito Elpídio de Almeida também empreendeu serviços de reformas da Praça de Bandeira, onde mais uma vez, e pela terceira vez, já estava completamente diferente da sua arquitetura de 1938, inclusive no piso que já não era o original.


Em 1985, no governo do prefeito Ronaldo Cunha Lima, a Praça da Bandeira, o famoso coração cívico e “caixa de ressonância” da cidade de Campina Grande, sofreu a sua maior reforma mudando TOTALMENTE seu aspecto arquitetônico: reforma total do piso, mudança de todos os bancos, retirada da estátua da Samaritana que nunca mais voltou, aterro do lago em meia-lua, construção de novos canteiros, instalação do Pombal, retirada dos postes de iluminação antigos, enfim, uma outra Praça da Bandeira, que quem tem memória há de recordar que é 100%, radicalmente, inclusive no piso, diferente daquela praça de 1938, mais diferente ainda daquela reformada nos anos 40, e muito longe daquela reformada na década de 1950. Os jardins há muito tempo já não são projetados por Burle Max. E o piso, de 1985, não tem absolutamente nada a ver com o original de 1938, com o dos anos 40, com o dos anos 50. Então será que vale mesmo embargar uma obra que só benefícios trará ao povo de Campina Grande, em nome da originalidade de um piso que a mais de 70 anos não mais existe? Salvem as Boninas, e o verdadeiro patrimônio histórico de Campina Grande que está sendo demolido e deixem a Praça seguir em paz como palco dos boêmios, poetas, políticos, artistas, estudantes, ocupados e desocupados.


Walter Tavares - Memorialista
Texto Originalmente publicado no portal ParaibaOnline

3 comentários

  1. Romero Azevêdo on 9 de março de 2016 11:44

    É isso aí caro Walter. O mesmo acontece com o Capitólio, passou por três reformas desde sua inauguração, a ultima em 1964 que gerou esse "caixão de sabão" que os sinceros equivocados chamam de "histórico".Resultado, está fechado há mais de 15 anos (o São José, outro equívoco, ficou fechado mais de 20 anos). Está na hora do Ministério Público (sempre ele) intervir e acabar com essas "cortinas de fumaça" que só tem um objetivo: atrasar ainda mais o já atrasado desenvolvimento urbano da cidade.

     
  2. Unknown on 10 de março de 2016 19:30

    Ótima Síntese!
    Esse piso,o original, seria de pedras portuguesas?
    Todo gestor quando vai reformar é para "beneficiar o povo".
    O que prevalece depois é o público se transformar em privado,com o abrigo de ônibus da Rua Índio Piragibe,Parque do Açude Novo,Açude Velho...

    Braulio José Tavares

     
  3. Anônimo on 11 de março de 2016 15:50

    Paulo Sergio Gayoso Meira Derrubaram a casa dos "BRENO" na Prata, com mais de 50 anos.Isto sim era um patrimonio histórico, mas o IPHAEP/PB nunca foi de preservar patrimonio históeico em Campina e sim servir de queda de braço entre poderes.Sim só para constar, o proprietário do imóvel é a UFCG.

     


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