Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
retalhoscg@hotmail.com

QUAL ASSUNTO VOCÊ ESTÁ PROCURANDO?

Por Roberto Pereira

Quando o  ex-banqueiro  campinense, meu  saudoso amigo  Eudes Rodrigues Chaves  ainda vivia, nós estávamos combinando uma viagem de uns três dias  a Campina Grande.

Seria uma visita   sentimental de volta às nossas origens;  um “revival” em nossas vidas, um reencontro com alguns dos nossos antigos  amigos, aquêles que outrora  compunham o nosso universo, e com os quais passamos os grandes e alegres momentos da nossa juventude na querida cidade  onde nascemos.
Calçadão de Campina Grande (2009)

Programávamos  ir ao Calçadão, passear na rua João Pessoa, tudo isso feito a pé, sem qualquer obrigação com horário, frequentar  os restaurantes mais antigos, ir a feira, visitar estabelecimentos comerciais de  velhos amigos remanescentes,  enfim, passar esses dois ou três dias entregues a uma jornada  de  re-visita, para matar as saudades.

Infelizmente não deu. O velho “Moral” assim como era chamado, parece que estava adivinhando:  antes mesmo de cumprir a nossa  programação, adormeceu para sempre.

Na Campina do nosso tempo, morávamos um pouco  distantes  um do outro: eu, ali na Praça João Pessoa, ele na Major Belmiro, mas sempre estávamos juntos;  e juntos compartilhamos as alegrias da juventude e curtimos a nossa querida cidade em tudo o  que ela nos concedeu  de  felicidades.

Nós sempre acreditamos, e sempre conversávamos sobre isso, que foi a nossa geração a  que mais viveu os períodos importantes e as grandes mutações pelas quais passou Campina Grande. E foi mesmo.

Eu vivi, na infância, o fim da chamada “era do trem.” Ví pessoas chegando de viagem, outras embarcando, ali na Estação Velha, que se enchia de gente, automóveis, carroças, animais, na maior animação, na chegada ou partida do trem. O seu apito saudoso ficou na minha memória  para sempre.


Ví e viví a Rádio Borborema, a primeira  grande revolução nas comunicações regionais, com maravilhosos programas de auditório, quando a cidade recebia a visita dos maiores e mais importantes artistas nacionais e internacionais. A cidade era uma festa. A Radio Borborema de Hilton Mota, Gil Gonçalves, Leonel Medeiros, e de Fernando Silveira, um gênio que se hoje vivesse talvez fosse o maior multimídia do nosso País, com a sua incrível inteligência e criatividade.

Ví e viví  na infancia as maravilhosas séries semanais do Capitólio: Homem Morcego, Fumanchú, O Zorro, Capitão Marvel, Príncipe Submarino e tantos e tantos mais, quando nós, fantasiados  e em bandos,  subíamos no palco do cinema  antes da exibição, para brincarmos de artista e bandido, até que as luzes  se apagassem para a projeção.

Viví  toda a alegria de brincar com uma tosca roda de virola, resto de antigos pneus automotivos desmanchados pelos sapateiros, percorrendo as calçadas das praças, com a alegria de uma criança que hoje estivesse pilotando uma moto.

Ví e vivi  a chamada “explosão do algodão” subindo e pulando  nas imensas pilhas de fardos de algodão que se espalhavam pelas  ruas da cidade; e o desfile daqueles grandes carros americanos dos barões do algodão, que enchiam Campina de dinheiro e de orgulho.

Ví e ouvi  os maravilhosos discursos do grande líder Argemiro de Figueiredo, sem dúvidas, o maior político do nosso Estado, com sua postura  majestosa e seu estilo fascinante de falar.

Ví o presidente Getulio Vargas, cabelos branquinhos, um sorriso permanente, em carro aberto, subindo ali pela Miguel Couto acenando para o povo que se postava nas calçadas.

Viví a alegria das grandes passeatas nas festas políticas contagiantes e monumentais.

Ví  florescer  e tombar o grande Felix Araujo, herói do nosso tempo, símbolo da coragem da juventude.

Ví a cidade em festa recebendo o seu primeiro bispo diocesano, Don Pietrula, desfilando em carro aberto e o povo acenando lenços brancos de boas vindas.

Ví o fenômeno popular chamado Severino Cabral incendiar Campina e ascender ao governo do Estado numa homenagem do povo a simplicidade do seu líder. 

Ví, menino ainda, o povo pobre nas ruas numa manhã de agosto, chorando a morte do presidente Getulio Vargas.

Ví o então presidente Juscelino Kubitschek  emocionado, entregar a cidade o gigantesco beneficio da adutora de Boqueirão, que, de uma vez por todas, acabou o problema  do abastecimento d’agua da cidade.

Juscelino em Campina Grande (1958)

Viví   a ascenção política de Vital do Rego, Ronaldo Cunha Lima, Raimundo Asfora, Edvaldo do Ó, Newton Rique, tantos jovens  valores bruscamente interrompidos nas suas trajetórias cívicas  por atos do poder dos militares, sem qualquer razão.

Chorei a perda de uma linda adolescente, Osmarina, num desastre de avião junto com seus pais, no Estado de Sergipe. Toda a cidade cobriu-se de luto e os colégios formaram no sepultamento.

Viví e  reverenciei  com o maior respeito os nossos grandes mestres: professor  Loureiro, Padre Emidio, professor Oliveira, professor Almeida e tantos mais, responsáveis pela formação de  toda a elite intelectual da nossa geração. A gente os recebia de pé, na sala de aula.

Viví  grandes partidas de futebol no campo do Bordéu, (ali onde hoje está o Anita Cabral)  junto a velhas figuras do folclore campinense: Fuba, Miguelzão, Eliezer, Seu Naninha, Seu Antonio, Nêgo Lula, Chico Boateiro, Ladinha, Nêgo Mira, Bôda, um monte de gente.

Feliz, saía  aos domingos em demanda do campo do 13 para assistir as grandes partidas contra times de todo o Brasil, que vinham visitar a nossa cidade. Era uma festa.


Ví nascer o departamento de futebol do Campinense na quadra de sua sede  social,  em frente a minha casa.

Babei  de inveja dos mais velhos que  falavam dos grandes cabarés que freqüentavam nos fins de semana: Baiana, com shows musicais eróticos  de artistas que vinham do Sul. Carminha Vilar, China, Santa, Unidade Moreninha, cujas lindas hóspedes freqüentavam as matinés dos cinemas exibindo roupas caríssimas e maquiagens caprichadíssimas. Maria Garrafada, Zefa Tributino, as  lendárias  damas da boemía campinense.

Ví, na varanda da fazenda do meu pai, no Carirí, vindo de Campina Grande,  um dia chegar Rosil Cavalcante com vários companheiros e uma  tropa de cachorros perdigueiros em busca de caçar perdizes e lambús nos campos da caatinga.

Vi a rapaziada independente  que se reunia nas tardes do Grande Hotel para o happy hour daquele tempo: Otaviano Bezerra, Paulinho Ribeiro, Amaury Gurú, Zé Costa, Rodrigão Araújo, Antonio Figueiredo, Ingo Neukranz, Ermirio Leite, legítimos representantes  de uma época em que a cidade fervilhava  com o seu progresso e  se projetava inexoravelmente para o seu grande futuro.

Grande Hotel

Ví e vivi  a chegada da televisão que nos encheu de orgulho. Campina como sempre pioneira em tudo. Gerava os próprios programas, incluindo teleteatro, com atores nossos, aqui da terra. Isso era demais.

Viví  os grandes carnavais de rua, com o corso que se expandia  por todo o centro da cidade e a folia que se concentrava na Maciel Pinheiro, ali na Sorveteria Pinguim, com desfile de blocos e troças, fantasias mil, o cheiro de lança-perfume no ar, a poeira da maizena que cobria todos os espaços da rua, confete, serpentina, mulheres lindas, a alegria, o delírio.

À noite, os grandes bailes no Campinense, no Clube 31, no Ipiranga, Paulistano. Do mais aristocrático ao mais modesto a alegria era uma só. A cidade estremecia ao som das grandes bandas de frevo e samba e dançava até o raiar do dia.

Ví e conheci  os valentes do nosso tempo: João de Carminha, Assis, Severino Martins, Alonso Arruda, Salvino Figueiredo, Carlinhos e José Gaudencio, homens jovens, corajosos que não abriam parada para ninguém.

Ví  o mundo intelectual reunido na Livraria Pedrosa e o velho Pedrosa, junto com os amigos, Dante Alicate e Pilon bebericando e contando causos inesquecíveis.

Ví  a Fundact,  embrião da nossa Universidade ser fundada por um grupo de heróicos campinenses  dedicados  a causa da cultura em nossa cidade: Edvaldo do Ó, Stenio Lopes, Francisco Pereira, Lopes de Andrade, Lynaldo Cavalcante, verdadeira constelação de homens de valor, devotados ao bem.

Ví  a cidade se projetar para muito além dos seus limites no mundo financeiro,  com os bancos Industrial e Banco do Comercio, todos com capitais genuinamente campinenses, instalando agencias nas principais cidades e capitais  brasileiras.

Ví a Federação das Industrias  ser fundada em Campina Grande, por ser a nossa a única cidade da Paraiba a reunir a quantidade de sindicatos exigida para a formação da federação.

Ví e convivi com os tipos populares e inesquecíveis da cidade: o filósofo Alonso Sapateiro, o desenhista, artista e coreógrafo Cibíu, o comunista Alfredo Machinho, grande divulgador das idéias socialistas;  o homem da noite Moacir Tiê;  Zito Napi, dançarino exímio, disputado a tapas pelas damas da noite; Omega, eterno boêmio a desfilar nos carnavais com sua capa, bengala e copo de cerveja na mão; Abilio Doido, Bacurau, Antonio Cego, Manuel Pé de Rotor, Horacio Bacanaço,  uma fauna maravilhosa   que conferia  a cidade esse aspecto de alegria e criatividade insuperável.

Viví a adolescência entre as matinês do Capitolio e Babilonia, a Rua Maciel Pinheiro e a Sorveteria Pinguim, onde as tribos se encontravam; e nos fins de semana os maravilhosos “assustados”, encontros em casa de amigos, onde imperavam a alegria e a esperança fácil.

Rua Maciel Pinheiro

Viví os desfiles de 7 de setembro quando, em uniformes de gala, marchávamos contritos defendendo os nossos colégios, fosse ele o Pio XI,  Alfredo Dantas  ou  Colégio das Damas com o entusiasmo e o garbo de soldados em defesa da pátria.

Viví as noites inesqueciveis de dezembro  assistindo às missas de Padre Mariano na Matriz e em seguida descendo a Floriano Peixoto para o passeio deslumbrante nas   noites de  festas do Natal, ali na Maciel Pinheiro.

Ví surgirem os primeiros edifícios espigões, que davam a cidade um ar de “cidade grande”.

Viví momentos de angustia  e tristeza com a queda  de um avião nas proximidades de Bodocongó, onde morreram queridos conterrâneos.

Viví a alegria do Bar do Grande Hotel, do Pinguim, e do Chopp do Alemão, em fins-de-semana memoráveis com as inesqueciveis “tertúlias” do Campinense Clube e as prévias carnavalescas do Club Aquático.

Viví as delícias, tomei bons whiskys  e evoquei o passado na lendária “Fruteira”, barzinho maravilhoso que um dia as irmãs Pedrosa, rebatizando-o de “O Beco”  resolveram reviver, ali no Beco do 31.

Viví com intensidade as emoções dos sábados da boite Skina: música estimulante, corações a toda carga.

Viví as festas do São João no Clube dos Caçadores curtindo  a beleza daquelas noites frias de junho onde a juventude se aquecia nas fogueirinhas e nos abraços de amor.

Viví o privilégio de ouvir o velho Nilo Tavares, depois de alguns whiskys no Bar do Pilon, contar suas histórias de vida e seduzir com a sua prosa fácil e espirituosa a quem dele  tinha o privilégio de se aproximar.
Precisa mais?

Assim eu ainda vivo e continúo vendo  a minha querida  cidade. Será que alguém a viu ou viveu em tantos diferentes momentos e  com tanta intensidade, com tanta intimidade?

Viví e ainda vivo finalmente, a amargura das perdas de tantos amigos  que, tal qual atores de uma magestosa peça teatral, vão-se retirando do palco aos poucos, um por um, até que, no último ato,  certamente por falta de atores, a cortina  haverá de se fechar e as luzes se apagarem.

22 comentários

  1. Anônimo on 23 de março de 2013 16:45

    Emocionante. Saudade do que não vivi.

     
  2. Anônimo on 23 de março de 2013 16:55

    Lindo e emocionante texto. Vi e vivi quase tudo isso e o que não vi nem vivi, ouvi falar ou li à respeito. Nossa família morava na rua Des. Trindade, aos fundos da casa de Sr. Pereira (que se não estou enganada era seu pai). Me deu uma saudade enorme de Ca´pina Grande, cidade que amo. Parabéns pelo texto.

    Augusta Vilar

     
  3. Anônimo on 23 de março de 2013 17:16

    Quanto poder de síntese. O autor descreveu pelo menos 3 décadas de vida da nossa querida CG.
    Chorei de emoção. Espetacular! Emocionante! É de arrepiar!

     
  4. Walmir Chaves on 23 de março de 2013 17:25

    Parabéns pelo belo postagen!! Tenho uma rara sensação de quem jogou no mesmo clube , viu, sentiu e viveu a mesma hitória mas de uma perspectiva diferente: Como se você estivesse no time dos rapazes e eu no infantil...Até vêjo, na mente, a você com seus colegas pelos lugares citados e eu, com meus amigos por ali, vivendo as mesmas emoções, numa época maravilhosa, cheia de luz e alegria, que ficou atrás, mas que nunca se apagarão das nossas memórias!!!
    Compartir pensamentos e lembranças é dar aos demais, o melhor de si-mesmo!

    Cordiais saudações!

     
  5. Pierry Silva on 23 de março de 2013 19:30

    Parabens pela postagem.. senti até inveja por não ter vivido isso.

     
  6. Maria Arinete on 23 de março de 2013 19:36

    Bacana Campina era diferente, hoje Campina é Grande de verdade: Foi ótimo rever o passado.Obrigado.

     
  7. Rau Ferreira on 23 de março de 2013 19:40

    Caro Roberto Pereira,

    Pela sua trajetória acredito que tenhas conhecido a figura emblemática de PEDRO PICHACO, o malandro de Esperança que trajava-se em alto estilo: sapato peregrini e terno de linho branco, campeão do "capira" e grande frequentador do Beco 31, que viajou o Brasil com o seu espetáculo "O homem que vira macaco" e outros shows que igualmente fizeram história!
    Gostaria que comentasse algo a respeito.

    Att.

    Rau Ferreira
    BlogHE
    http://historiaesperancense.blogspot.com

     
  8. Edmilson Rodrigues do Ó on 23 de março de 2013 20:32

    Os meus mais sinceros parabens pela postagem.Sinto-me profundamente orgulhoso por ser contemporâneo dessa época repleta de paz, boas amizades, bons e sinceros amigos. Relembro quase que totalmente todos os personagens e lugares citados embora não tenha sido participante assíduo de todas as festas e noitadas campinenses. Sou da Campina Grande do algodão, sem arranha-ceus, sem terminal rodoviário, com um modesto campo de pouso sem asfalto e terminal de passageiros recebendo apenas alguns poucos vôos semanais dos C-46 do Loide Aéreo. Na Estação Velha chegavam sòmente locomotivas a vapor, as célebres "Maria-Fumaça". Lembro-me do Açude Velho sem cais, do Açude Novo transbordando inundando os coqueiros de Zé Rodrigues; do Açude de Bodocongó em toda sua plenitude onde nas matinais dos domingos era fantástica a prática de esquí aquático pelos associados do saudoso Clube Aquático cujos sócios mais assíduos eram José Pimentel, Ottonizinho, Juarez Barreto, Zé Mangueira e tantos outros. Aliás, o Clube Aquático nos cedeu provisòriamente uma sala onde funcionou por algum tempo o nosso então recém fundado Clube de Radioamadores de Campina Grande.Lembro-me da chegada do primeiro bispo de Campina Grande, Dom Anselmo Pietrulla; do Colégio Pio XI na gestão do Padre Emídio; do famoso e histórico Colégio Estadual de Campina Grande no qual eu tive o privilégio e participar da aula inaugural em 1953. Eu estava presente, na residencia do Sr. Alvino Pimentel no momento em que o Presidente Juscelino Kubitschek se comprometeu a construir a Adutora de Boqueirão, assim como era asíduo frequentador das sorveterias Flórida e Pinguim, do Ponto Certo, Bar Macaiba, Ponto Chic e o Bar de João Brabo onde era servida o mais famoso prato "Cabeça de Galo". Porém, a minha parada diária era na famosa e inesquecível Livraria Pedrosa. Me congratulo com o autor da postagem por tão memoráveis reminiscencias. É como dizia o Gonzagão; "A saudade doi".

     
  9. Anônimo on 23 de março de 2013 20:38

    Campina realmente é uma cidade fantastica.Nesta descrição sentí como num filme e a cidade cheia de emoção,cheia festas,cheia de luz, uma coisa mágica. Essa é realmente a minha Campina,ou melhor, a nossa Campina. Essa cidade é o maximo.

     
  10. Paulo Gomes on 24 de março de 2013 10:41

    Fui contemporâneo de algumas passagens citadas na postagem e acompanhei pelo periódicos da época, alguns outros fatos narrados. Lembro vivamente em minha tela mental do início da TV Borborema, que nos primórdios de sua fase experimental, ai ao ar das 20:00 às 22:00 horas apresentando desenhos antigos e velhos enlatados americanos. Só depois deste período em fase bem mais adiante começou entrar no ar ao meio dia. Nesta época eu, ainda menino, saia correndo da escola para acompanhar um desenho chamado "Super Presidente", que era exibido neste horário. Lembro que as novelas da rede era exibidas em vídeo tape e enviadas via aérea para Campina e quando ocorria qualquer atraso ou transtorno no envio, era ré-exibido o capítulo do dia anterior. Nesta época não dispunhamos de transmissão ou recepção por satélite e outras facilidades atuais, e lembro das dificuldades para trazer o sinal do Recife através de rudimentares repetidoras situadas na Serra do Cajá. Independente do sinal local, todas as casas que tinham o privilégio de possuir uma aparelho de tv, ostentavam um enorme mastro no telhado com duas ou três antenas de alto ganho direcionadas para o Recife (alguém lembra dos "booster's" Amplimatic?). Era fenomenal, e talvez alguns até lembrem que a TV estatal da Venezuela, situada em Caracas, em determinadas épocas do ano colocava um sinal muito forte na cidade em decorrência da propagação transequatorial, chegando a causar interferência severa no canal 2,onde recebíamos a TV Jornal do Comercio de Recife. Bons tempos aqueles.

     
  11. Anônimo on 24 de março de 2013 13:08

    Maravilhoso relato

     
  12. Anônimo on 24 de março de 2013 15:23

    O RELATO ESTÁ SIMPLESMENTE PERFEITO.
    SE VOCÊ PÕE UMA FOTO EM CIMA DE CADA NARRATIVA NÓS TEREMOS SIMPLESMENTE TODA A HISTORIA DE CAMPINA GRANDE DOS ULTIMOS 60 ANOS, DESCRITA E FOTOGRAFADA.
    MUITA CATEGORIA DO NARRADOR.
    PARABENS AO BLOG

     
  13. Anônimo on 24 de março de 2013 16:04

    Cada um com as suas lembranças de épocas diferentes, sinto muita saudades dos anos 80, na minha juventude.

     
  14. gustavo ribeiro on 25 de março de 2013 14:51

    Bacana demais. As gerações seguintes bem que poderiam completar o texto. Vivi outra época e também me considero privilegiado. A noite na cervejaria 2001 e as tardes de domingo no 2002. A madrugada no Refavela. O bar O buracão depois de um show do Quinteto Violado na AABB. O grupo Pó-poeira no festival de inverno. Treze x Campinense no PV, no PL e no Amigão com mais de 30.000 torcedores. As gincanas estudantis e as olimpíadas do exército. Os jeeps alugados pelos Bigodetes para o corso no carnaval e as mulatas do Sargentelli no Ginásio César Ribeiro, dançando ao som da orquestra do maestro Cipó. O quem-me-quer da Maciel Pinheiro (encostado na pipoqueira de Seu Souza da pipoca). Os carros equipados com tala larga e escapamento rabo de tatú. A sorveteria Capri depois da missa da Catedral e o Cantinho lanches na volta da Maria Fumaça. Ir no alto da Bela Vista para conseguir ouvir a novidade da tal de FM no aparelho roadstar do carro (a rádio era a Tansamerica de Recife). Cortar cabelo nos Armazéns do Norte enquanto a mãe fazia compras. O ForRock e o Vale do Jatobá. A Turma da Palestra, dos Operados do ouvido. Lembro de Carboreto, Pontaria e muito mais do Mudo da Tabajara, adotado pelo coração generoso de Roberto Pereira, autor deste texto emocionante. Lembro do passeio que fizemos juntos no seu karmann ghia conversível pela imediações da Sorveteria Flórida, comemorando a vitória do Brasil contra o Uruguai na Copa de 70 e a lancha "Korró" que o Sr cismou de colocar no açude velho. Pois é tio, pensei que depois de ler o que escreveu sobre a visita de Luís Gonzaga a Campina Grande, eu não iria me emocionar tão cedo... Estava enganado. Estou preparando a volta do Mesa de Bar na Rádio Cariri e conto com sua participação para falar da Campina Grande de todas as gerações. Até lá!

     
  15. Adriano on 25 de março de 2013 15:02

    Que notícia boa Gustavo, o mesa de bar é bom demais, tava fazendo falta. Através do programa skype, pode-se fazer uma ponte com sr. Walmir Chaves, que mora no exterior mas tem histórias legais demais. Chamar o sr. Edmilson, que sempre nos brinda com grandes informações. Tem Jobedis Magno, Airton Eliziário e outros personagens que sabem muito de nossa história.

    É vc voltando e gravaremos para colocar no blog tb.

     
  16. gustavo ribeiro on 25 de março de 2013 16:04

    Adriano, sinta-se em casa para pautar o programa. Leio sempre e garanto que todas as figuras citadas são merecedoras do destaque feito por você. Inclusive acho que o RHCG deve ter participação efetiva tanto na produção como na apresentação do mesmo. Mica Guimarães já confirmou sua volta e qualquer incremento não irá tirar a originalidade e principalmente a informalidade do nosso "MESA". Esse hiato achei oportuno para não misturar com o período eleitoral. Como muitos amigos não sabem conviver com as diferenças, decidi pela parada estratégica. Abraços

     
  17. Honório Pedrosa on 25 de março de 2013 16:41

    AINDA QUANDO ESTOU DIGITANDO ESSAS PALAVRAS ESTOU COM O OLHOS MAREJADOS. TEXTO E NARRATIVA, COMO PAPAI DIRIA: " FORMIDÁVEL".
    Gustavo que bo que o mesa e bar está perto de voltar. Me avise com antecedencia a entrevista com este mestre na Crônica.
    Dr. ROBERTO PEREIRA. PARABÉNS.
    Noro Pedrosa


     
  18. gustavo ribeiro on 25 de março de 2013 17:22

    Abração Norinho Pedrosa, gente da melhor qualidade!

     
  19. Bruno on 25 de março de 2013 17:24

    Parabéns Tio Roberto pelo excelente texto histórico (vida real) do período de ouro da nossa amada Campina Grande.

    Abraço,

    Bruno F. Pereira Soares

     
  20. Anônimo on 25 de março de 2013 21:33

    Relato simplesmente sensacional. Vivi êsse periodo pois sempre ia a Campina como representante de laboratorio farmaceutico, e frequentei as grandes noitadas de Baiana e Carminha Vilar, com mulheres deslumbrantes.
    Parabens ao cronista.
    Helio Cascofre do Carmo
    Recife Pe.

     
  21. CENSURADO AGAIN on 21 de dezembro de 2016 20:59

    como representante

    SIM CONHEÇO MUITAS HISTORIAS SEXUAIS MESMO NÃO TANTAS DECADAS ATRAS ENVOLVENDO REPRESENTANTES DE EMPRESAS EM HOTEIS

     
  22. CENSURADO AGAIN on 21 de dezembro de 2016 21:01

    E NÃO SÓ NA LONGITUDE AGRESTINA DO PLATO

     


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