Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
retalhoscg@hotmail.com

QUAL ASSUNTO VOCÊ ESTÁ PROCURANDO?


Essa foto encontrada na comunidade de Campina Grande no Orkut, nos mostra a Igreja Batista do Centro nos anos 30. Ainda encontramos a rua que dá acesso ao prédio do INSS. Grande registro histórico. Abaixo, uma foto atual da igreja:


Socorro França, assídua colaboradora do blog, nos enviou mais um registro antigo da Igreja Batista:


A foto acima é do inconfundível José Cacho.

Uma das raridades fotográficas postadas neste Blog! A imagem acima retrata a equipe de profissionais da saúde que compunham o SAMDU-Serviço de Assistência Médica e Domiciliar de Urgência de Campina Grande, que funcionou vizinho ao II Batalhão de Polícia Militar, à Rua D.PedroI, em prédio recentemente demolido, onde abrigava a Central de Polícia Civil.

Na foto acima, do acervo pessoal do médico e industrial Humberto Almeida (in memorian), estão reconhecidas o próprio Humberto (o mais alto de terno branco), o enfermeiro Manoel Barbosa, no degrau mais alto, Luiz Alves Filho, ou simplesmente Seu Luiz enfermeiro, esse com macacão escuro, no canto inferior esquerdo e, ao lado do Dr. Humberto, a jovem de óculos, que exercia as funções de Secretária do SAMDU, é a Deputada Federal Luiza Erundina, ex-prefeita de São Paulo, à época aluna da Faculdade de Serviço Social de Campina Grande.


Em outra foto, do mesmo acervo, acima, figuram os médicos identificados: Em pé; Agripino Cavalcante o segundo, Humberto Almeida o terceiro, João Ribeiro o quarto. Sentados: Guttenberg Falconi o primeiro, Gilvan Barbosa o terceiro, Djalma Barbosa o quarto e o quinto Newton Figueiredo.

Para dinamizar nossa postagem, agradecemos aos que puderam complementar as identificações e/ou ratificar os já identificados.

Fotos: Acervo Humberto Almeida
Agradecimentos: Maria Ida Steinmüller - IHCG

Há exatos 30 anos ‘’Os Incríveis Volantes Voadores’’ do piloto Carlos Cunha se apresentavam pela 1° vez em Campina Grande.

Jornal da época relatava o evento em Campina Grande

Atraindo uma grande multidão as margens do Parque do Açude Novo, teve inicio em 01/04/1986 uma das melhores apresentações de acrobacias de automóveis do Brasil, com o sugestivo nome de ‘’Show Fantástico Chevrolet’’, a convite da concessionária Dão Silveira Comércio S/A. 



A equipe de Carlos Cunha, recordista mundial de percurso e velocidade sobre duas rodas, mostrou ao público campinense em mais de 1 hora de show, toda sua coragem e sangue frio ao fazer manobras de pura adrenalina, a exemplo de derrapagens controladas, o para-choque humano, pilotando o carro em apenas duas rodas em passeios com público,  o vôo da morte, quando o piloto saltava com um veículo Monza a mais de 12 metros de uma rampa a outra atravessando um enorme arco de fogo a mais de 80 km e recebendo claro, muitos aplausos do público presente. Lembrando que essa não tinha sido a primeira vez que esse tipo de apresentação tinha acontecido em nossa cidade, pois em meados das décadas de 1960/70 outras equipe também atraíram uma grande multidão na "Rainha da Borborema" para ver as apresentações de outros pilotos (também) acrobatas, como por exemplo Oswaldo Steves com seu ‘’Maxi Show’’(em 1974) que utilizava veículos da marca Chrysler  fazendo números c/seus populares Dodge Polara 1800;e mais a equipe Jota Cardoso que utilizava carros da marca Fiat e por último o pioneiro nesse tipo de apresentações automobilísticas o (saudoso) piloto Euclides Pinheiro que começou fazendo manobras na ‘’Simca Show’’ indo depois trabalhar para GM no ‘’Chevrolet  Super Show’’ equipe no qual Carlos Cunha começou sua carreira acrobática. 

Matérias de jornais sobre o evento de 1986

A equipe se apresentou por três ocasiões em nossa cidade, nos anos de 1986, 1991 e por último no ano de 1993. No ano de 1991, a apresentação se deu em rua próxima ao Parque do Povo. O evento de 1993 se deu na rua Severino Cruz, em frente ao antigo 2002 (Onde hoje se encontra o Museu dos Três Pandeiros).



Nesse universo de pura fascinação pelas apresentações da equipe Carlos Cunha, um dos maiores admiradores do esporte teve o privilégio de o conhecer pessoalmente, era o comerciário campinense Allan Davis Velez Ribeiro, na época adolescente.

Carlos Cunha posa ao lado de seu admirador o campinense e autor desta matéria Allan Davis em 1993

Allan Davis não só obteve vários autógrafos do mesmo, como também foi de carona junto a três pessoas no número de passeio c/publico no carro em apenas duas rodas, passeio esse registrado nesse mesmo dia de apresentação de Cunha as margens do Açude Velho.







Todos os arquivos constantes neste especial são do acervo pessoal de Allan, que gentilmente cedeu o material para a postagem no Retalhos. Estes eventos, quando ocorreram, foram notícias na cidade durante anos e nos remetem a um passado  que nos deixa saudade. 



Autógrafos de Carlos Cunha a Allan Davis

Retalhos Históricos de Campina Grande...

Rua Maciel Pinheiro
Em meio à reflexão da Semana Santa, com sua culminância no Domingo de Páscoa, ocorrem procissões em vias públicas relembrando a Via Crucis de Jesus Cristo, nas tradições Católicas.

Segundo as informações enviadas por Welton Souto Fontes, a foto acima é do ano de 1912. Retrata, justamente, uma procissão religiosa a transitar pela Rua Maciel Pinheiro.

Dentre os detalhes da foto, note-se o respeito dos homens e meninos reverenciando o cortejo, retirando os chapéus. Outro detalhe encontra-se ao fundo da imagem: no centro da foto, pode ser identificado o antigo mercado de Baltazar Gomes Pereira Luna, demolido em 1921 para construção do Grupo Escolar Solon de Lucena, hoje o Museu de Artes Assis Chateaubriand, da Furne.
Clique para Ampliar

Com certeza uma das imagens mais raras do pretérito campinense: a antiga Igreja de Nossa Senhora do Rosário, localizada em frente ao Cine Capitólio, demolida para implantação do projeto urbanístico do prefeito Vergniaud Wanderley no final da Década de 30, do Século passado.

A aglomeração de pessoas em frente ao templo, todas voltadas à torre do lado direito, ornado na forma de parlatório e a julgar pela presença de galhos e folhas de palmeira, podemos estar diante de uma das tradicionais Procissões de Ramos, evento característico na Semana Santa Católica.

À direita da igreja está a Rua Irineu Joffily e à sua esquerda, ao fundo, é possível visualizar parte da antiga formatação da Praça Clementino Procópio, também conhecida como 'Praça da Luz'.

A foto está creditada ao acervo particular de Lêda Santos Andrade, utilizada no TCC de Júlio César Melo de Oliveira, no Curso de Bacharelado em Geografia da UFPB, 2007.

Acerca do crédito autoral da foto, segundo comentário recebido de "Comunidade do Orkut "Profs. de História CG/PB", ao qual agradecemos: "A partir da logomarcar (Photo Siqueira), podemos deduzir que a foto foi tirada por "Seu" Siqueira. Ignácio Siqueira Silver, nascido em 3 de dezembro de 1880 em Pesqueira PE, chegou em Campina Grande por volta de 1932, abrindo seu comércio em 1933 ou 1934. Considerado o primeiro desse ramo na cidade, coercializava material fotográfico de origem alemã, mas com a II Guerra e os problemas ocasionados passou a ser revendedor da Kodak. Faleceu em 1973.

Fonte:
FIGUEIREDO JR. Paulo Matias. Fotografia em Campina Grande: os fotógrafos e suas produções imagéticas no processo de desenvolvimento do município (1910-1960). 2000. Dissertação (Mestrado Interdisciplinar em Ciências da Sociedade) – Universidade Estadual da Paraíba, Campina Grande, 2002. Campus I - Campina Grande - Biblioteca Central – SeCE / 770 - F457f"
O colaborador do RHCG, Marconi Alves, nos cedeu duas raridades de seu acervo, filmagens do começo dos anos 90, uma mostrando uma corrida de kart que foi realizada no centro de Campina Grande e outra, o ainda familiar Parque Evaldo Cruz (poderia voltar a ser assim). Para assistir as imagens, cliquem nos links abaixo:

Corrida de Kart:


Parque Evaldo Cruz:



Bela foto de parte da área central de Campina Grande, em meados da Década de 1970, tendo em primeiro plano a Rua Venâncio Neiva, com destaque para o Posto de Saúde Dr. Francisco Pinto; ao centro parte da Praça Clementino Procópio e seguindo a extensão da Rua Vidal de Negreiros, passando pelo antigo Hotel Marajó e pelo Hotel Ouro Branco, 'desaguando' no Açude Velho, ao fundo.
(por Jônatas Pereira)



 
Neste dia 9 de março de 2016 completa-se 77 anos da inauguração do abastecimento de água e esgoto de Campina Grande, provindos da Barragem de Vaca Brava. 

O Interventor, o campinense, Federal Argemiro de Figueiredo inaugurou solenemente este melhoramento no dia 9 de março de 1939. Foi uma grande festa cívica realizada nas ruas de Campina Grande. A cidade estava clamando por um abastecimento digno já que a Barragem de Grota Funda e Puxinanã não davam mais "conta do recado" com a cidade crescendo cada vez mais. 
 

Abaixo, fotos da festa de inauguração nas ruas centrais de Campina Grande:



 
A demanda pelo precioso líquido estava cada vez maior e a população campinense necessitava de um abastecimento moderno a altura da Rainha da Borborema. 

Abaixo está a reportagem do imemorial jornal campinense "Voz da Borborema" órgão situacionista dirigido por Acácio de Figueiredo, irmão de Argemiro de Figueiredo, de 9 de março de 1939 sobre este importantíssimo dia.

(Clique nas imagens para ampliá-las)











A Praça da Bandeira foi construída em 1938 pelo prefeito Bento Figueiredo, com o nome original de Praça Índios Carirys, sendo um prolongamento da Praça do Rosário, que também já não existe no seu aspecto arquitetônico original desde 1942, quando foi demolida a igreja do Rosário, para o prolongamento da avenida Floriano Peixoto. Deu-se assim, a primeira grande descaracterização da Praça da Bandeira.

Na década de 1940, durante a reforma urbana do prefeito Wergniaud Wanderley, a Praça da Bandeira, assim como todo o centro de Campina Grande foi outra vez reformada ganhando o elegante estilo art-decor, com o lago em meia-lua e a famosa estátua “A Samaritana”, em art-decor legítimo, do artista Abelardo da Hora.

Na década de 1950, o prefeito Elpídio de Almeida também empreendeu serviços de reformas da Praça de Bandeira, onde mais uma vez, e pela terceira vez, já estava completamente diferente da sua arquitetura de 1938, inclusive no piso que já não era o original.


Em 1985, no governo do prefeito Ronaldo Cunha Lima, a Praça da Bandeira, o famoso coração cívico e “caixa de ressonância” da cidade de Campina Grande, sofreu a sua maior reforma mudando TOTALMENTE seu aspecto arquitetônico: reforma total do piso, mudança de todos os bancos, retirada da estátua da Samaritana que nunca mais voltou, aterro do lago em meia-lua, construção de novos canteiros, instalação do Pombal, retirada dos postes de iluminação antigos, enfim, uma outra Praça da Bandeira, que quem tem memória há de recordar que é 100%, radicalmente, inclusive no piso, diferente daquela praça de 1938, mais diferente ainda daquela reformada nos anos 40, e muito longe daquela reformada na década de 1950. Os jardins há muito tempo já não são projetados por Burle Max. E o piso, de 1985, não tem absolutamente nada a ver com o original de 1938, com o dos anos 40, com o dos anos 50. Então será que vale mesmo embargar uma obra que só benefícios trará ao povo de Campina Grande, em nome da originalidade de um piso que a mais de 70 anos não mais existe? Salvem as Boninas, e o verdadeiro patrimônio histórico de Campina Grande que está sendo demolido e deixem a Praça seguir em paz como palco dos boêmios, poetas, políticos, artistas, estudantes, ocupados e desocupados.


Walter Tavares - Memorialista
Texto Originalmente publicado no portal ParaibaOnline
Em 1967, a Revista "O Cruzeiro" fez uma reportagem especial falando sobre a tela "O Perna de Pau e sua Senhora", obra cedida para o Museu de Campina Grande, que inclusive, já foi alvo de outra reportagem do RHCG. Cliquem abaixo para ler a matéria:



Fonte: Revista O Cruzeiro
 
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