Em 1924 aportava em Campina Grande, cidade de economia pujante e de desenvolvimento promissor, o senhor José Carlos da Silva, egresso do vizinho estado de Pernambuco.
A partir da fabricação de ancoretas e barris de madeira, que serviam para armazenar e transportar água, vinho e cachaça, o José Carlos “pai” fez capital necessário para, mais tarde, montar um restaurante, que o levou a investir na torrefação e moagem de café. Desse intento, surgiu seu primeiro produto, o Café Especial e mais tarde, o Fubá Águia de Ouro, já diversificando a produção com o milho.
No ano de 1938 o empreendimento adquiriu e assumiu a marca de uma empresa concorrente, o Café São Braz, marca forte que representa o Grupo até os dias de hoje. Nessa época, a produção era totalmente manual, o café era empacotado, pesado e colado um à um!
Durante o período da II Guerra Mundial (1938-1945), o colapso no sistema de distribuição de gasolina fez com que o transporte, que era realizado por camionetas, fosse substituído por carroças, fazendo surgir o bordão popular “Lá vem a burra da São Braz” quando os transportadores se aproximavam dos distribuidores.
Diante da linha cronológica da indústria São Braz, o ano de 1979 marca o início das suas atividades no pólo de recepção e distribuição estadual em Cabedelo, favorecendo a consolidação da marca em virtude da estratégia logística, com a presença do porto local.
O sucesso do Grupo São Braz é dedicado ao empenho de José Carlos da Silva Júnior, que apesar de formado em Contabilidade, preferiu unir-se ao seu pai ajudando a transformar a pequena empresa de torrefação e moagem de café em uma indústria de alimentos amplamente condecorada pela qualidade dos seus produtos.
A “São Braz” era uma das indústrias que mais sobejavam o orgulho de Campina Grande, como empreendimento inato da nossa cidade. Desde que a fábrica foi instalada em definitivo na cidade portuária de Cabedelo, o popular “Café São Braz” perdeu a identidade com nossa cidade, já que as instalações atuais que produzem o Vitamilho pertencem ao Grupo ASA, de Pernambuco.
Abaixo, um recorte de jornal enviado pelo Historiador Thomas Bruno Oliveira, datada de 09 de Julho de 1973, mostrando o tradicional "Café São Braz" que funciona no Calçadão da Cardoso Vieira.
Fonte Consultada:
ALVES, Camila. “Uma Saga Nordestina”. Encarte Especial Jornal da Paraíba
Uma propaganda da empresa "Socimasa", que marcou época em Campina Grande. A Socimasa era de origem pernambucana, atuando no atacado. A partir da década de 80, resolveu se expandir pelo Nordeste, tornando-se uma das maiores no setor. A partir de 1986, a Socimasa começou a atuar no varejo, até seu encerramento na década de 90.
Atualmente a área onde está localizado o tradicional Colégio das Lourdinas é confundido com Alto Branco, outras vezes com Santo Antonio mas, na verdade, é uma área loteada no final da década de 50, denominada Jardim Tavares.
Desde seu lançamento, apenas há alguns anos essa área recebeu benefícios de pavimentação em algumas das suas "grandes avenidas de 30 metros" e as "numerosas praças e jardins" ficaram como promessa de vendas.
No Diário da Borborema de 02 de Outubro de 1957 havia um convite ao investimento dos campinenses que buscavam morar em áreas ditas "nobres" da cidade, com planos de vendas facilitados em parcelas.
Recorte encontrado em ALMEIDA, Adriana de. "Modernização e Modernidade-Uma Leitura
sobre a Arquitetura de C. Grande (1940-1970)
No princípio da Década de 1970 o Banco Industrial de Campina Grande lançava um dos 'self services' mais comuns dos dias de hoje que era o saque automático (Caixa Eletrônico). Foi uma das instituições bancárias pioneiras neste tipo de auto atendimento, através do Cheque SAC, que possibilitava o cliente fazer saques nas agências de São Paulo, Rio de Janeiro, Belém, Porto Alegre e Recife, bem como representava crédito para realizar compras diversas em estabelecimentos comerciais.
Mais uma vez, o garoto propaganda deste serviço era ninguém menos que o Rei do Futebol, Edson Arantes do Nascimento, Diretor de Marketing do Banco Industrial de Campina Grande, amigo pessoal do presidente Newton Rique.
A imagem acima é uma publicidade retirada das páginas da revista Veja, de 17 de Fevereiro de 1971.
por Jônatas Rodrigues Pereira - Pesquisador
Propaganda da histórica "CASA IRACEMA", localizada entre a esquina da Rua Maciel Pinheiro (início da velha Praça Epitácio Pessoa) com a Rua Cardoso Vieira. Esta casa Pertencia a firma "J.Tavares & Cia". Ocupava os números 201 e 205, de acordo com a propaganda.
Nesta casa comercial era vendidos artigos de chapéus, perfumes, tecidos e diversos outros artigos. Foi uma das mais importantes do gênero em Campina Grande.
A referida propaganda era do extinto jornal campinense "Brasil Novo" de 26 de julho de 1931.
Pesquisa realizada no Arquivo do Museu Histórico de Campina Grande.
A Vitamilho foi uma empresa criada pela São Braz em 1974, quando esta ainda tinha sua sede em Campina Grande. Tinha seus produtos baseados no Milho.
A Vitamilho foi vendida em 1992, mas marcou época em Campina Grande. Tendo por base este fato, nosso colaborador Manoel Leite disponibilizou para o RHCG um áudio de uma propaganda do produto, com música de Dominguinhos e que pode ser escutada a seguir:
(por Jônatas Rodrigues)
Como os meios de comunicação na cidade eram escassos, jornais célebres como "O Rebate", que circulou em fins dos anos quarenta até meados dos anos cinquenta, e o consagrado "Diário da Borborema", se tornaram as melhores alternativas para as firmas publicarem seus préstimos. As propagandas a seguir são referentes aos anos de 1957 a 1959, dos referidos jornais acima citados.
Nossa cidade está a pouco mais de um ano de comemorar seu Sesquicentenário. O recorte acima foi uma publicação no jornal A União, órgão oficial do Governo do Estado da Paraíba, de 17 de janeiro de 1964 preparando a sociedade paraibana para as comemorações do Ano do Centenário da Emancipação Política do Município de Campina Grande.
Recorte encontrado em ALMEIDA, Adriana de. "Modernização e Modernidade-Uma Leitura
sobre a Arquitetura de C. Grande (1940-1970)
No dia do Rock, o Retalhos Históricos de Campina Grande relembra a passagem da Banda Sepultura por Campina Grande:
Quando a banda de "heavy metal" Sepultura tornou-se um fenômeno mundial, principalmente na primeira metade dos anos 90, logo surgiu um boato de que eles haviam feito um show no "Centro de Irradiação do Universo", como
Humberto de Campos, jornalista esportivo, costumava chamar Campina Grande.
O local do evento teria sido no antigo "CEU", Clube dos Estudantes Universitários, hoje "CUCA", que se encontra localizado às margens do Açude Velho. O fato acabou se tornando uma "lenda urbana", muitos diziam que era verdade, porém, poucos acreditavam em virtude do alcance obtido pela Banda.
Pois bem, graças ao colaborador Manoel Leite e a contribuição de Xico Netto, a "lenda" tornou-se fato. O "pessoal" do Sepultura realmente fez um show por aqui, conforme a propaganda abaixo:

A data do evento era que estava em contradição. No site "Guia dos Curiosos" tínhamos encontrado a seguinte declaração de Andreas Kisser, guitarrista:
"Meu primeiro show com o Sepultura foi em Caruaru, em 1987. Fomos pra lá de ônibus, 48 horas pra ir e 48 pra voltar. Tocamos em Caruaru, Recife e Campina Grande". Em outros sites, entretanto, existia a afirmação que esse show em Campina Grande tinha sido em 1989.
Tárcio, baterista do Nephastus, que foi uma das bandas de abertura deste show, entrou em contato conosco e relatou o seguinte: "Andreas Kisser está certo. O Sepultura tocou em Caruaru em 87 (primeiro show com Andreas no Sepultura). Este show do CEU, em Campina, foi em 1988. A propósito, a quem interessar possa, o Nephastus está voltando à atividade".
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| Show do Sepultura no Clube dos Estudantes Universitários em 1988 (Fonte: Facebook) |
O colaborador Josimar Barbosa foi mais além e nos enviou outra raridade. Trata-se do ingresso do evento:
Mais um "retalho" de Campina Grande, a história sendo contada pelos próprios filhos da terra, a quem agradecemos.
Ainda contando com o vasto material enviado pelo colaborador Jônatas Rodrigues, a série de recortes postada abaixo nos mostra algumas propagandas veiculadas no 'Annuário de Campina Grande', do ano de 1925.
Os anúncios referem-se à Padaria Central, localizada "vizinho ao Cinema Apollo", portanto ela era estabelecida na antiga Rua da Independência, atual Rua Maciel Pinheiro; Casa Allemã, localizada na Travessa da Independência, hoje Rua Monsenhor Sales (Beco do 31) e das Prensas Hydraulicas de José T. de Moura, negociante de algodão, com escritório estabelecido na Rua Marquês do Herval, tendo em sua foto como auto-promoção, o detalhe para sua participação, também, como comerciante em Recife-PE.
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Série de Recortes
Gentilmente cedido pelo colaborador Jônatas Rodrigues
A propaganda abaixo é do antigo Cine-Capitólio, que tanta emoção e divertimento trouxe ao povo de Campina Grande e até mesmo, das cidades vizinhas. A imagem abaixo, publicada em jornais antigos, possivelmente é do período entre 1951 a 1959.
O filme em cartaz no Capitólio era "Tripoli" do ano de 1950, que teve a direção de Will Price. Do gênero aventura, tratava-se do combate a piratas na Costa da Califórnia-EUA por parte de tropas americanas.
Anúncio publicitário dos antigos alimentícios "Biscoitos Cimal", propaganda publicada no Jornal "O Campinense", do dia 31 de Agosto de 1959.
A peculiaridade dessa empresa era seu 'slogan', geniosamente desenvolvido, a publicidade dos produtos da marca dizia: "COME-SE BEM, COMENDO CIMAL".
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Série de Recortes
Gentilmente cedido pelo colaborador Jônatas Rodrigues
Material cedido ao blog pela Professora Universitária
Soahd Arruda Rached Farias. São propagandas de empresas radicadas em Campina Grande no ano de 1975:
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| Gran Moto |
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| Metalúrgica Silvana |
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| Vitamilho |
Fonte: Revista 60 anos do Campinense Clube
Leonam Quirino, "freqüentador assíduo dessa pagina de recordações", como ele mesmo se define, nos enviou a foto acima, que se trata de uma aquisição efetuada, provavelmente em algum sebo, de um antigo calendário com propaganda de uma das antigas casas de comércio de móveis de Campina Grande, a "Costa Santos & Cia".
Abaixo um recorte de antiga publicidade veiculada em jornais antigos de Campina Grande
Curiosa propaganda encontrada em edição do jornal "Estado de São Paulo" de 1972, demonstrando que a potência sonora do "Rádio Invictus" era tanta, que até a Rádio Borborema (hoje Clube AM), poderia receber seu sinal com fidelidade:
A revista "A Economista" era um impresso editado em Recife-PE na metade do século 20. Graças a colaborações de Mario Vinicius Carneiro Medeiros, conseguimos a reprodução das propagandas abaixo, todas de firmas campinenses:
Quem hoje tem sua moderna câmera digital ou seu poderoso celular de última geração, que possibilita registrar em foto ou vídeo as mais diversas situações, não imagina nem de longe talvez, a dificuldade de se fazer uma fotografia há mais de 100 anos. Algumas fotografias de Campina Grande são famosas, como por exemplo, a chegada do trem a nossa cidade, a inauguração da luz elétrica e muitas outras, que nossos visitantes podem acessar aqui no “RHCG”.
Pesquisando nas edições clássicas do jornal “Gazeta do Sertão”, encontramos interessante registro publicitário na edição de 04 de outubro de 1889:

Como podemos observar, o anúncio era de um fotógrafo profissional, que estava em visita a nossa cidade e com o serviço publicitário do jornal, viu a oportunidade de oferecer seus serviços as famílias abastadas de Campina Grande, pois com certeza não deveria ser barato tal serviço. Observem abaixo uma foto que exemplifica o serviço oferecido por este e outros fotógrafos da época, quando uma menina chamada Esther Resende, filha de João Rezende de Mello da fazenda Pedra Rica de Campina Grande, teve sua imagem registrada para posteridade, numas das fotos mais antigas de nossa cidade:
A foto faz parte da coleção "Francisco Rodrigues", do acervo da Fundação Joaquim Nabuco. Talvez a menina Esther Resende nem imaginasse, que sua imagem estaria ligada um dia a história de Campina Grande.
Voltamos a apresentar propagandas curiosas da casa de shows "Forrock", quando esta ainda existia em Campina Grande. São do ano de 1986:
O jovem que hoje tem acesso aos vídeos do youtube e dos diversos sites multimídia da Internet, como por exemplo, o próprio blog “RHCG”, não tem idéia de como era difícil um registro audiovisual no começo dos anos 80. Para se ter uma idéia, o videocassete, hoje praticamente extinto, era apenas um sonho para boa parte da população brasileira. Até pelo menos o ano de 1987, para um cidadão da classe média ter acesso a este mecanismo, ou passava alguns meses juntando o dinheiro suficiente para a aquisição, ou teria de optar pelos famigerados “consórcios”, com reajustes monetários diários. Imaginem então a dificuldade para se gravar imagens naquela época.
Pois bem, fizemos este breve preâmbulo para relembrar um dos pioneiros das gravações em vídeos de Campina Grande no formato do videocassete, seja em Betamax ou no mais popular, o VHS. A propaganda abaixo foi encontrada em jornal diário de nossa cidade no já distante ano de 1986.

José Marques Pereira, nascido em Recife-PE, porém radicado em Campina Grande desde os 17 anos, foi fotógrafo, restaurador de fotos e como dito, um dos primeiros a utilizar de filmadoras para registros de eventos de nossa cidade, como casamentos, festas de aniversários, batizados e outros.
Segundo sua filha Gláucia Marques: “Tornou-se muito conhecido pelo seu excelente trabalho e carisma. Deixou muitas saudades na vida de sua esposa, de seus 4 filhos, amigos e parentes”.
José Marques veio a falecer no ano de 2005, contudo, sua empresa “Foto Paris” teve continuidade graças a um filho, que continuou o trabalho iniciado pelo pai com a mesma credibilidade e excelência.
Registros encontrados em uma revista comemorativa do Treze Futebol Clube de 1928:
Por outro lado, agradecemos a compreensão com os problemas ocorridos no blog, por causa de um aviso de "MALWARE", erroneamente atribuido ao "RHCG". Avisamos que o blog está normal a partir de hoje.