Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
retalhoscg@hotmail.com

QUAL ASSUNTO VOCÊ ESTÁ PROCURANDO?

Mostrando postagens com marcador RADIO BORBOREMA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador RADIO BORBOREMA. Mostrar todas as postagens
Em um pequeno áudio, uma grande quantidade de saudade... Com cessão da colaboradora Mércia Lima, por intermédio da Professora Soahd Rached, postamos um trechinho do antigo programa "Vesperal das Moças", apresentado diariamente pela extinta Rádio Borborema, às 16:00.

Era um programa de entretenimento: música, notícias, novelas... audiência cativa do público alvo, "as moças", de uma época áurea dos costumes cotidianos.

O áudio em questão, ora postado, nos remete a produção e apresentação de Juracy Palhano, com seleção musical de Ronaldo Elói, sob o patrocínio de casas comerciais que só na lembrança dos que conviveram esta época podem referendar:

Lojas Singer, Sorveteria Pinguim, Autoviária Rainha da Borborema, J. Maciel Malheiro, Armazém Caxias, Bar Macaíba, Grand Hotel, Casas Ipan, Jornal de Campina e Lóide Aéreo.

Ouçamos, portanto, esta curta, porém grande raridade do pretérito da nossa saudosa Rádio Borborema:



Outro grande tesouro nos chegou pelas mãos do DJ Fábio Ajax, que nos enviou um 'novo' episódio da série radiofônica mais lembrada pela 'Geração 80', desta vez com o episódio "A Sete Palmos".

Para os que viveram esta época de noites de suspense nas ondas da Rádio Borborema, cliquem abaixo para ouvir o episódio "A Sete Palmos para quem quer Terra", dirigido por Evandro Barros, com participação de: Evandro Barros, Eliane Barros, Paulo Bertrandt, Evilásio Junqueira e Fátima Silva, com Narração de Evilásio Junqueira e Efeitos Técnicos de Guilherme Diniz.




Eis que conseguimos!

Um dos grandes tesouros buscados pelo Blog Retalhos Históricos de Campina Grande nos chegou pelas mãos do DJ Fábio Ajax, que nos enviou um episódio da série radiofônica mais lembrada pela 'Geração 80'. 

O episódio 'O Necrófago' narra um fato ocorrido na século XIX quando um fazendeiro da cidade de Serra Branca castiga um dos seus escravos por roubo, matando-o de uma forma extremamente cruel, também penalizando toda a sua família, condenando-os a morrer queimados em sua própria casa.

Em meio ao sofrimento agonizante da morte iminente, a esposa do escravo anteriormente morto joga-lhe uma maldição e o que acontece depois é motivo mais que suficiente para escutar e lembrar Evandro Barros na produção e apresentação da série "Contos que a Noite Conta", tradicionalmente exibida no fim da programação noturna, pela Rádio Borborema na Década de 80.

Para os que viveram esta época de noites de suspense nas ondas da Rádio Borborema, cliquem abaixo para ouvir o episódio "O Necrófago", dirigido por Evandro Barros, com participação de: Evandro Barros, Eliane Barros, Paulo Bertrandt, Adgelson Cavalcanti, com Narração de Evilásio Junqueira e Efeitos Técnicos de Guilherme Diniz.



EVANDRO BARROS
(Texto extraído de http://teatroseverinocabral.art.br/?p=9090)

Escritor e jornalista, Evandro Barros nasceu no dia 21 de agosto de 1938, na cidade de São João do Cariri. Está, entre tantos outros nomes, inserido no palco dos que contribuíram para a história de Campina Grande. O teatrólogo, ícone cultural, ficou marcado pela sua voz e personalidade. 

Devido a sua dedicação ao rádio e ao teatro, automaticamente entrou na área da telecomunicação. Aos 18 anos escreveu a obra “Libertação”, que nunca foi ao palco por resistência da sociedade da época. 

A habilidade teatral de Evandro não consistia em apenas escrever e dirigir peças, mas também de interpretá-las. Evandro é lembrado por amigos por sua participação na peça do saudoso Hermano José “A Justiça Cega”, em que interpretou o prisioneiro João Vermelho. A peça de sua autoria “O Celibato”, conta a história de um padre que se apaixona por uma jovem, e se assemelha ao livro “O crime de padre Amaro” de Eça de Queirós. Em uma época de ditadura, “O Celibato” foi considerada um escândalo. 

A produção artístico-cultural de Evandro Barros foi marcada pela presença de temas humanistas e diversidade de gêneros, que resultou em cinco peças teatrais, 18 crônicas, 19 contos, 20 poemas e 101 episódios da série radiofônica “Contos que a noite contam” de grande repercussão na década de 80 em Campina Grande. 

Entre a expressiva quantidade de obras teatrais a que mais ganhou destaque foi “A casa de Irene” que trata de uma representação das relações que existiam, na época, entre a censura e os artistas.  Várias partes da obra foram censuradas e algumas páginas apresentavam o carimbo da Divisão de Censura de Diversões Públicas (DCDP), órgão regulamentado pelo governo, cujo objetivo era a censura prévia de cinema, televisão, espetáculos, música, rádio e impressos.


Fonte: BARROS NETO, Evandro Elias de. A Casa de Irene: censura do teatro campinense. Campina Grande, 2012. 21f. Artigo (Licenciatura em História). Universidade Estadual da Paraíba-UEPB, Campina Grande/PB.


Escolinha do Professor Nicolau - Auditório da Rádio Borborema - Década de 1950
Foto Acervo: Iône Macedo

Um dos marcos da programação pretérita da Rádio Borborema foi, sem dúvida, o programa “A Escolinha do Professor Nicolau”, criada pelo radialista Eraldo César.

O formato do humorístico nos remete à recente lembrança de outra atração nos mesmos moldes produzida e exibida pela Rede Globo, a ‘Escolinha do Professor Raimundo’. 

O programa contava com um cast de radioatores notáveis, como Hilton Mota, Genésio de Sousa, Eraldo César, Aderson Costa, Dinaldo Barreto, Silvinha de Alencar, Edileuza Siqueira, Joel Carlos, Evandro Barros, dentre outros, que davam voz aos personagens da escola, à exemplo de Chico, Alfreu, Bobozinho e Linda. 

Chico era um aluno ignorante que xingava sempre o professor; Bobozinho era um aluno ingênuo, que sempre fazia perguntas idiotas; Afreu, um aluno que sempre defendia o professor, aprovando tudo o que ele dizia; e Linda, uma aluna inteligente, que sempre corrigia o professor.

Dentre os grandes nomes que compunha o elenco, destaque para Rosil Cavalcante, que encenava o próprio Professor Nicolau.

A turma abria o programa cantando o tema da Escolinha que, entre outros trechos, havia: 

“Na escola do Nicolau, nóis vai desaprendê, alegre-gre-gre, cantando-do-do, (...); Salve a escola ideal do ignorante Nicolau (do Nicolau), quem não quisé aprendê, no fim do ano leva pau (pararapapau, pa-pau )”.  

Agradecimentos:
Walmir Chaves
Iône Macedo


ATUALIZAÇÃO (16 de JUNHO de 2015):

Graças ao arquivo da senhora Leonice Arruda Alcantara, através da intervenção sempre precisa de nossa estimada colaboradora Soahd Arruda, conseguimos mais uma foto rara do programa da Rádio Borborema, a qual podemos visualizar abaixo:

Escola do Professor Nicolau - Rádio Borborema

É a história do rádio campinense sendo aos poucos resgatada pelo Blog RHCG.
No dia de hoje, 10 de Julho, morrera no ano de 1968 em Campina Grande, o compositor e radialista Rosil Cavalcante. "Comemorando" a data, postamos uma relíquia:  uma gravação que eternizou alguns dos últimos momentos de Rosil, no dia em que falecera.

****    ****    ****    ****    ****

Recebemos de Sylvio Rogério Soares do Nascimento um áudio espetacular, grande raridade dos arquivos da Rádio Borborema. Nas próprias palavras de Sylvio:

"Segue mais um excerto do áudio na voz de Humberto de Campos sobre a reconstituição da morte de Rosil Cavalcante apresentada no programa "Rosil Cavalcante, Sua Vida, Sua Música" produzido por Deodato Borges no dia 08/12/1968. Relata o dia do grande Rosil, iniciando com o programa Retalhos do Sertão, ao meio dia apresentando a Patrulha da Cidade e logo após uma gravação efetuada pelo próprio Rosil feita num gravador comprado na SOCIC".


Como pode-se notar é um dos poucos registros existentes com o áudio da voz de Rosil Cavalcante, um dos maiores representantes da cultura de Campina Grande. Nós do "RHCG" já publicamos bastante material sobre Rosil; para acessá-lo utilizem nosso mecanismo de busca.

O Edificio São Luis, na época,  propriedade de Luis Motta, foi o lugar eleito para a instalação da Radio Borborema,  acontecimento que marcou um ponto importante na sociedade campinense no ano 1949, estabelecendo uma forte concorrência com a Radio Cariri que tinha apenas um ano de vida. Era, talvez, o mais bonito e moderno prédio da cidade. Com dois andares, que eram quase todos ocupados  pela Radio. No primeiro andar funcionavam os escritórios e no segundo um pequeno estúdio,  uma  sala de controles e um grande auditório para os programas dirigidos ao público.

Lembro-me que no inicio dos anos 50 um aparelho de Radio era um objeto de luxo e desconhecido para a maioria da população e que era comum que muitos fizessem silêncio nas suas casas para escutar as rádios dos seus vizinhos. E na hora da novela às 20hs, depois da famosa “Hora do Brasil”   ( que era transmitida desde o Distrito Federal para todo o pais,  com as noticias do Govêrno Federal e que somente escutavam os homens interessados pela política)   se reuniam muitos vizinhos nas casas, enchendo as salas e outros pelas  janelas,  para escutar as novelas. Era um encontro diário, onde se escutava o capitulo do dia e no fim se analisava e se faziam as suposições sobre como resolveriam os personagens seus problemas, já que os capitulos acabavam sempre com um suspense...Era realmente divertido e um exemplo de fraternidade entre vizinhos...Aconteceu o mesmo quando chegaram os aparelhos de televisão no  ano 1963...

Freqüentar o auditório da Radio Borborema para ouvir os cantores locais e os famosos cantores do Rio que nos visitavam passou a ser algo comun para a sociedade da época e  senhoras elegantes e bem vestidas, mostrando suas jóias e seus maridos aplaudiam, discretamente, aos artistas.  Cantores e locutores também  bem vestidos, algumas vezes “a rigor” davam um aspecto de solenidade, bom gôsto e categoria ao show... Ou eu sentia  assim, pois era um garoto e só acompanhava meus pais porque insistia muito porque “eu  queria ser artista” !   

Foi assim a  “Epoca de Ouro” da Radio Borborema que durou apenas uns poucos anos. Porém foi o alicerce da formação de  muitos bons profissionais dos quais alguns foram trabalhar no Recife e no Rio de Janeiro.

Nos seus primeiros anos a Radio Borborema tinha uma programação artistica bastante variada. Começava desde às 8 da manhã no auditório com o programa “Luar do Sertão” com Rosil Cavalcante,  violeiros e repentistas e continuava de 10 a 12 hs com “Linea de Frente” programa humoristico dirigido e apresentado por Fernando Silveira e o cast de radiatores que faziam rir ao público com suas histórias de viúvas desesperadas, cruzes de linhas telefônicas, maridos enganados e etc. Na tarde haviam  programas  musicais e os programas que atendiam aos pedidos dos ouvintes,  com dedicatórias musicais,  eram os preferidos.   As 20hs a novela que duravam só meia hora e  seguiam os  programas de auditório com cantores e radiatores,  três vezes por semana...Lembro-me que me impressionava muito a beleza e elegancia da cantora Dina de Almeida quando cantava na penumbra e  iluminada somente por um foco, com seu vestido comprido suas luvas três-quartos  pretas e com um decote enorme...Minha mente infantil voava e voava...

Passados uns anos, aprovei um teste para radiator, dirigido por Fernando Silveira, realizando assim um sonho da infância e comecei a fazer  pequenos papeis nas novelas, algumas escritas pelo próprio Fernando e com  um sucesso impressionante,  como foi “O Anjo Negro” que contava as tristes vivencias dos escravos nordestinos.

Lembro-me que guardei em segrêdo para a famillia e amigos que estava trabalhando na Rádio e só descobriram  quando acabou a novela , porque houve uma apresentação no auditório de todos os intérpretes... Não sei bem porque atuei assim. Talvez fosse por temer o fracasso...

Nos primeiros meses me sentia feliz e orgulhoso convivendo com os artistas que admirava. Algumas dessas personalidades merecem ser destacadas: (Continuará na Parte II)



WALMIR CHAVES 
Nascido ( detrás da Catedral) em Campina Grande -Pb.
Sociólogo (UFPB);
Curso de Arte Dramático na Universidade de Teatro de Paris;
Curso de Formação e Pesquisas Teatrais no C.U.I:F.E.R.D, Nancy-França;
Cursinhos de Teatro com eméritos diretôres do Teatro Europeo ;
Professôr na Escola Superior de Teatro de Barcelona ;
Atôr e Diretor de Teatro ( Havendo trabalhado na França, Suissa e Espanha) ;
Radialista
Atualmente: Aposentado - Reside em Barcelona -Espanha.
 
BlogBlogs.Com.Br