Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
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Foto: (c) Cácio Murilo

“Venturosa Campina, querida, oh cidade que amo e venero...”

Traçar comentários à Campina Grande ante a ode de amor composta pelo professor Fernando Silveira em seu Hino Oficial, seria prover um texto redundante, haja vista a clareza com que o autor exulta o orgulho que cada habitante dessa “Canaã de leais forasteiros...” deve conter no peito.

Leais forasteiros, sim, pois desde sua pseudo-gênese, quando a tropa liderada pelo Capitão-Mor Theodósio de Oliveira Ledo aportou às margens do Riacho das Piabas, nosso Açude Velho, que Campina é Grande o bastante para acolher aqueles que carecem se utilizar da sua generosidade inata.

Na “...memória de índios valentes e singelos e alegres tropeiros” tentaram lhe nomear Vila Nova da Rainha, o que não vingou, nem em documentos oficiais: eis aí a força desse nome que faz nosso coração bater mais forte ao ouvi-lo pronunciado nos meios de comunicação quando é referendada pelos seus diferencias em nível nacional e, até, internacional!

Houve uma época em que a Rainha da Borborema comemorava seu auge, quando “...no teu povo, o progresso expande” era o mote que regia o processo de desenvolvimento que acompanhava sua cronologia natural.

“Tua glória revive, Campina, na imagem de homens audazes”, aqueles destemidos cidadãos, campinenses de corpo e de alma, de nascimento ou de adoção, que travaram batalhas em prol do engrandecimento dessa terra, não medindo esforços para fazer dessas “...serras de verdes vestidas” um lugar de pleno êxito no caminho ao futuro.

Coroada como Rainha da Borborema, abençoada por um clima espetacular e beneficiada por uma geografia que a torna o entreposto natural do estado da Paraíba, o “recanto abençoado do Brasil” comemora seu Sesquicentenário de Emancipação Política.

Torcendo sempre para que Campina não se limite a ser Grande apenas no nome, parabenizamos nossa estimada e valente cidade pelos seus 150 Anos!

Parabéns Campina, GRANDE!

Blog Retalhos Históricos de Campina Grande
Editores
Colaboradores
Através da pesquisa desenvolvida pelo Jornal da Paraíba para o Fascículo #01 da série "Campina Grande, 150 Anos à Frente", editado pelo jornalista Rostand Melo, reproduzimos a Linha do Tempo dos prefeitos municipais, que ocuparam o cargo da Chefia do Poder Executivo em Campina Grande do ano de 1895 até a atualidade (haja vista a vacância do cargo nos primeiros 31 anos de municipalidade), fruto da pesquisa dos professores e historiadores José Edmilson Rodrigues e Thomas Bruno Oliveira.

Cliquem nas imagens para ampliá-las.


Fonte: Fascículo 'Campina Grande 150 Anos à Frente'
#01 - Jornal da Paraíba - Maio/2014
Matéria publicada no site G1 Paraíba, em 10/10/2014
Texto e Fotos: Diogo Almeida



A cidade de Campina Grande completa 150 anos neste sábado (11) e, neste período, diversos personagens e lugares históricos também festejam o aniversário do município. Um destes lugares é o Calçadão “Jimmy de Oliveira”, também conhecido como Calçadão da Cardoso Vieira ou apenas Calçadão. Localizado no Centro da cidade, o Calçadão é ponto de encontro para muita gente que faz parte da história de Campina Grande.

O Calçadão foi criado na Rua Cardoso Vieira, entre as ruas Venâncio Neiva e Marquês de Herval, em 1975. Após passar por uma reforma, quando foi ampliado duas vezes, o local voltou a ser reduzido para o tamanho original na década de 1990. De acordo com frequentadores do local, o apelido “Jimmy de Oliveira” surgiu como homenagem a um adolescente que morreu na década de 1970, um caso que comoveu a cidade.

Lourival Lopes
Um destes frequentadores é o comerciante Lourival Lopes Barbosa, de 41 anos. Lourival chegou no local antes mesmo de se tornar o Calçadão. “Aqui antigamente era uma praça de táxi e desde essa época as pessoas já se reuniam para discutir assuntos relevantes”, explica.

O comerciante tem um fiteiro, instalado no local desde a época da fundação. “Estou aqui neste mesmo lugar desde o início. Fui um dos primeiros comerciantes a montar um ponto aqui. Na época que o Calçadão foi instalado de fato, houve uma padronização nas três barraquinhas que até hoje estão no mesmo lugar: o meu fiteiro, uma venda de queijo e um chaveiro,” disse Lourival.

Apesar de ser um trecho pequeno entre duas ruas, o Calçadão possui uma divisão clara entre os espaços destinados para os frequentadores do local, de acordo com o ex-jogador Silva Feijão, que já jogou como zagueiro pelo Treze e pelo Auto Esporte. “Aqui há uma divisão de territórios. Na ponta da Venâncio Neiva há a reunião dos músicos e cantadores. Aqui no meio reúnem-se os ex-esportistas, políticos, advogados e empresários. Mais na ponta, perto da Marquês de Herval, estão os garçons e vendedores de rua. Quem visita o Calçadão encontra pessoas de todos os tipos”, disse o esportista, que frequenta o local desde 1958.

O empresário Hamilton Fechine também é um frequentador do Calçadão. Ele conta que o local é ideal para discutir os principais assuntos da sociedade. “Aqui todo mundo entende de tudo. Política, futebol, notícias, religião, negócios, tudo que é assunto importante passa pela roda de amigos, todos ficam a par dos acontecimentos”, explicou.

Hamilton Fechine
Entre as memórias do Calçadão, Fechine lembra das grandes reuniões na época da criação do espaço. “Desde a praça de táxi que a maioria destas pessoas já se encontrava para discutir os assuntos, todos os dias. É muito bom ver que até hoje essa tradição permanece, inclusive com gente nova chegando e gostando de frequentar o local”, contou.

No meio musical, vários tocadores são figuras frequentes no Calçadão. Rivaldo Trindade, que fundou a banda de baile 'Os Vikings', conta que se quiser encontrá-lo, basta ir ao mesmo banco do Calçadão. “Venho aqui todos os dias há mais de 40 anos. Meu lugar é nesta praça aqui, estou sempre neste mesmo banco. Inclusive gosto tanto daqui que já disse a meu filho que um dia quando eu partir desta vida, que faça uma plaquinha para pregar nesta árvore: 'Aqui ficava Rivaldo Viking'. Tenho muita memória boa deste lugar”, contou o músico.

Em homenagem aos 150 anos de Campina Grande, dois cantadores do local resolveram cantar alguns versos exclusivos para o G1. O garçom Paulo Loló, que também é cantor e compositor; e o famoso Biu do Violão, grande fã de Roberto Carlos e que chegou até a tirar foto com o ídolo durante um show do “rei” na cidade.

Paulo Loló canta sua homenagem em uma melodia que facilmente poderia entrar em um coco, sendo acompanhada com um pandeiro que poderia ser tocado por Biliu de Campina ou Baixinho do Pandeiro:

Paulo Loló
"Campina Grande, Rainha da Borborema/ Como é bonito ver o teu amanhecer. Com o viaduto e o Parque da Criança/ Universidades ‘pros’ turistas conhecer / Açude Velho sempre tradição/ Caminha o povo cantando a canção.
Campina Grande terra da mulher bonita/ Terra do forró e do Maior São João / Branco é a paz, azul é o céu/ Para Campina Grande tirar meu chapéu.
Está escrito nas estrelas e desenhado lá no céu /Tu és a rainha, você merece o troféu!"

Já Biu do Violão experimenta recitar uma septilha que resolveu fazer de repente após terminar uma melodia no violão enquanto conversava com o G1. O cantor, desde que chegou em Campina Grande na década de 60 até os dias atuais, costuma frequentar os bares da cidade cantando músicas próprias e sucessos de Roberto Carlos:

Biu do Violão
"Campina Grande é um sucesso, fabrico aqui de repente
É uma grande cidade, nunca foi imprudente
Dá valor ‘aos tocador’ de fora, abraça-os todo dia
E é fã de Roberto Carlos, e não gosta de anarquia
No dia 11 só vai dar Roberto, digo eu e assim ninguém duvida
Tô tocando meu violão, não podem dizer que menti
Que o Biu do Roberto Carlos é tocador por toda a vida!"


Manoel Joaquim Barbosa, o popular Manoel Barbosa, nasceu em Atalaia, no estado de Alagoas no ano de 1924, filho de D. Ana Maria e S. Joaquim José Barbosa, que lhe proveram descendência afro e indígena.

Desde cedo contribuía com as atividades cotidianas da família junto à agricultura e, ainda menino, foi empregado como vendedor de bolos e pães em uma padaria local, com o qual ajudava nas despesas da casa com oito irmãos, com a paga recebida.

Aos 19 anos, na cidade de Maceió, estudou Enfermagem, sendo um dos pioneiros do exercício profissional desse ofício.

No ano de 1949, fora convidado pelo Dr. Francisco Brasileiro para se estabelecer em Campina Grande  e exercer a profissão de enfermeiro na Rainha da Borborema, vindo a formar uma Associação organizada da classe já no ano seguinte, em 1950.

Foi membro da Diretoria do extinto Esporte Clube Paulistano no ano de 1952. Neste mesmo ano integrou a grade de programação da Rádio Caturité apresentando o Programa Página Íntima, ficando ainda mais conhecido na cidade!

Unido à intelectuais do gabarito de Agnelo Amorim, Ronaldo Cunha Lima, entre tantos outros, fundou o Grêmio Literário machado de Assis, isso em 1953.

Em 12 de Março de 1955 casou-se com Maria Lopes Barbosa, união que gerou 12 filhos: Rui, Robson, Viviane, Valéria, Raniere, Waleska, Ricardo, Rômulo, Renan, Roberto, Vânia e Vitória.

Manoel Borbosa começou a atender como Enfermeiro do antigo SANDU, mais conhecido como P.U., órgão federal de assistência, no ano de 1958, onde ficou por trinta anos até se aposentar em 1988.

A comunidade de Campina Grande começou a ser atendida pelos seus préstimos através do Posto de Enfermagem Manoel Barbosa, a partir de 1959, que funcionou por 40 anos, localizado próximo à Feirinha de Frutas, na Rua Peregrino de Carvalho.

Detendo o título de “Enfermeiro do Povo”, foi eleito vereador em Campina Grande no ano de 1963, reeleito em 1968, permanecendo no Poder Legislativo até o ano de 1972, quando se lança candidato à vice-prefeito na chapa de Nestor Alves. A eleição deste ano foi vencida por Evaldo Cruz!

A vacância da sua presença junto ao Poder Legislativo foi compensada com a candidatura da sua esposa, D. Maria Barbosa, que se elegeu naquele ano de 1972, permanecendo no mandato eletivo por 32 anos!

Manoel Barbosa passou por vários cargos, tendo contribuído com o IPEP por seis anos à partir de 1987, nomeado por Tarcísio Burity; Também foi assessor dos governadores Ronaldo e Cássio Cunha Lima.

Outorgado Cidadão Campinense, bem como Cidadão Paraibano, foi condecorado com a Medalha Tiradentes pela Loja Maçônica Regeneração Campinense.

Casal Manoel e Maria Barbosa
Fonte Pesquisada: 
'Manoel Joaquim Barbosa - Um Guerreiro do Bem' - Manoel Monteiro

Manoel Joaquim Barbosa hoje tem 90 anos e concedeu entrevista ao programa radiofônico “Balanço Geral”, apresentado por Arquimedes de Castro, Walderedo Borba e Thaíse Carvalho, na Rádio Correio FM, tecendo comentários sobre o panorama de Campina Grande, no ano de 1964, quando se comemorou o Centenário da Rainha da Borborema, sendo ele um dos vereadores componentes da Casa de Félix Araújo àquela época.

Ouçamos, portanto, o trecho da sua participação no Programa Balanço Geral, do dia 15 de Setembro de 2014, na série especial sobre o Sesquicentenário de Campina Grande.


Projeto lançado no mês de Maio/2014 pelo Jornal da Paraíba, sete fascículos colecionáveis serão publicados até o mês de Outubro, trazendo uma vasta contribuição textual de renomados historiadores locais, através de um trabalho sinérgico entre Jornal da Paraíba e Instituto Histórico de Campina Grande.



Neste final de semana, o Jornal da Paraíba publicou o Fascículo nº 05 "Campina Grande 150 Anos a Frente". Desde o primeiro o BlogRHCG vem sendo fonte colaborativa com seu banco de imagens.  

Segue abaixo a íntegra do Fascículo nº 05: "Cidade da Educação e da Tecnologia".


Projeto lançado no mês de Maio/2014 pelo Jornal da Paraíba, sete fascículos colecionáveis serão publicados até o mês de Outubro, trazendo uma vasta contribuição textual de renomados historiadores locais, através de um trabalho sinérgico entre Jornal da Paraíba e Instituto Histórico de Campina Grande.

Neste final de semana, o Jornal da Paraíba publicou o Fascículo 04 "Campina Grande 150 Anos a Frente". Desde o primeiro o BlogRHCG vem sendo fonte colaborativa com seu banco de imagens.  

Segue abaixo a íntegra do fascículo nº 04.
 
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