Raríssimo registro fotográfico enviado pela colaboradora Ana Lúcia Santino:
Professor Mário Vinicius Carneiro Medeiros nos elucida sobre a imagem acima: "Em primeiro plano, no canto esquerdo temos a feira central. As manchas escuras vizinhas ao prédio são as barracas da feira, no denominado "triângulo". Também do lado esquerdo, bem no canto, é a rua da atual feira de flores, que segue até a Vila Nova da Rainha. No canto direito, temos a Floriano Peixoto, como os edifícios Paraná e Alvorada nas esquinas. Agora, particularmente, acredito que esta foto tenha sido feita em meados dos anos 60, pois o edifício Lucas, na posição de centro-esquerda da imagem, ainda está em construção..."
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| Foto: Jornal Diário da Borborema, 1974 |
Contribuição provinda do colaborador Jônatas Rodrigues que aborda a antiga fachada do Colégio Alfredo Dantas, tradicionalmente localizado na Rua Marquês do Herval, no ano de 1974.
Este visual permaneceu somente até o ano seguinte, já que em 1975 se comemorou 105 Anos do Tenente Alfredo Dantas, fundador do Grêmio de Instrução Campinense, que deu origem ao CAD anos mais tarde, e a diretoria investiu na modernização da estrutura física do educandário, que adquiriu as principais características mantidas até hoje.
O CAD já foi assunto abordado neste blog, para ler mais
CLIQUE AQUI.
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| Parada Cívica na Av. Floriano Peixoto |
Em 1944 o mundo ainda agonizava perante a II Grande Guerra.
Porém, o aniversário natalício do presidente Getúlio Vargas, 19 de Abril, foi comemorado em Campina Grande, nesta mesma data com uma gama de homenagens promovidas pela Prefeitura Municipal, na pessoa do prefeito interino Lopes de Andrade que, à época, realizou inaugurações, parada cívica e retreta no Centro da Cidade, de acordo com o recorte do jornal "A União", periódico oficial do Governo do Estado da Paraíba que, inclusive, tendo a figura do interventor Ruy Carneiro determinado que o dia do aniversário do ditador Vargas também se comemorasse o "Dia da Juventude".
Essa preciosidade histórica é mais uma contribuição valorosa de Rau Ferreira, editor do site "História Esperancense" que dedica esforço maciço no resgate da História da nossa vizinha cidade de Esperança.


Os que visitam nosso blog, observam que sempre estamos postando músicas que falam em Campina Grande. É uma forma de homenagem a uma cidade tão querida. Hoje iremos disponibilizar a música "São João no Caçador" dos Três do Nordeste. A música de autoria de Parafuso e Aloisio, fala no famoso São João "Pré-Parque do Povo", os quais se destacavam justamente o do Clube dos Caçadores e também o do Gresse (grifo nosso). Escutem o tema:
Abaixo, uma foto enviada pelo colaborador Wellington Medeiros, mostrando um baile realizado no Clube dos Caçadores no ano de 1974:
Em breve, abordaremos com maiores detalhes, fatos históricos do Clube responsável por tantas festas inesquecíveis de nossa cidade.
Mudando um pouco o foco das postagens, principalmente para os que são de Campina Grande, mas atualmente estão morando fora e não acompanham a mudança de nossa cidade, 10 fotos mostrando o centro da eterna "Rainha da Borborema":
Obs: Se copiar, favor citar a fonte.
POR: JOBEDIS MAGNO DE BRITO NEVES
(
www.museudoesportedecampinagrande.blogspot.com)
Nossa cidade sempre teve figuras que marcaram épocas, loucos, políticos, atletas e sábios cada um com suas histórias muitos são esquecidos, pois as novas gerações não se importam com o passado, vivem o presente. Não podemos culpá-los por isso.

Hoje vou comentar hoje sobre a vida de uma pessoa que marcou época nos idos de 60 até a presente data que para muitos sua presença era agradável, pois se notabilizou como um ser humano que tinha e tem uma verdadeira adoração por Roberto Carlos (vivia e vive ainda hoje cantando para todo o mundo nas ruas e bares da nossa cidade, pedindo para canta nas mesas musicas do Rei Roberto Carlos de é um dos fãs ate hoje, seu apelido “Biu do Violão" os mais antigos lembrem ou presenciaram suas cantorias e “o resto é paia” como ele sempre diz.
Tinha outro que prefiro não citar o nome porque já não se encontra mais entre nós que era um tormento para alguns empresários e atletas amadores de nossa cidade da época. Este cidadão ficava na espreita no ZBM (Zona de Baixo Meretrício) e quando avistava algum figurão namorado, casado ou noivo saindo acompanhado de uma bela meretriz, era fim de carreira para o traidor, pois este esperto se aproveitava e passava semanas atormentando o infiel ameaçando que ia entregar a sua conjugue o que ele presenciou e tirava o dinheiro do apreensivo devedor e assim se mantinha bem alimentado e se sustentava diariamente.

Estes personagens marcaram a paisagem e os acontecimentos de Campina Grande. Eram e são pessoas engraçadas, extrovertidas, algumas brincalhonas, outras bravas, temperamentais, mas fundamentalmente irreverentes, que habitavam e circulavam pelas ruas centrais da cidade, se incorporando ao cotidiano, trazendo-nos algum tipo de informação, alegria e de certa forma, amenizando as durezas e as amarguras de nossas vidas. Essas irreverentes criaturas e suas passagens ficaram e ainda ficam em nossas recordações e em nossas memórias. Conhecemos em Campina outros personagens muitos engraçados, cômicos e irreverentes que daria matérias para outras reportagens.
Recebi uma informação muito importante de Marcos Soares sobre a chegada de Big em Campina Grande e algumas fotos do seu acervo pessoal sobre nosso personagem:
Logo que Biu chegou a Campina, anos 60 vindo da região de Cabaceiras, residiu durante muito tempo na casa de Téu Batista, em frente ao Colégio Estadual. Naquela época ele já tirava os primeiros acordes da Marcha dos Marinheiros. Parece até que já nasceu tocando essa música. "Eu tentava aprender a tocar gaita. Encontrávamo-nos quase todas as noites na calçada da bodega de Toinho Palhano, esquina de Antenor Navarro com Pedro II, ao lado do Senai, na tentativa de harmonizar uma dupla musical de gaita e violão. Nossos planos não caminhavam, pois enquanto eu entrava de Vereda Tropical, ele atacava de Marcha dos Marinheiros, sempre. Nossa dupla teve de ser desfeita, após queixa de um vizinho, Pedro Cordeiro, talvez importunado com os sons desafinados. Escondi a minha gaita com a chegada da polícia". A polício levou o violão de Biu, dias após devolvido, para continuidade do exercício de seu alento até os dias de hoje. Salve Biu do Violão, gente humilde e de grande coração de quem ninguém tem mágoa. (Por Marcos Soares)
Fotos do Galã Biu:




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| Açude Velho em uma das suas fotos mais antigas (data indefinida) |
Há controvérsias a cerca da fundação de Campina Grande. Contudo, a maioria indica que esta se deva a um aldeamento dos Índios Ariús, trazidos por Teodósio de Oliveira Ledo (1697). Esta povoação integrava o litoral ao sertão, pela sua estrada que era a principal ligação com o oeste paraibano, freqüentada por viajantes, tropeiros e caixeiros, que foram os desbravadores destas terras.
As descobertas do Capitão-mór Teodósio foram relatadas em 1699, ao Rei de Portugal pelo Governador da Província da Parahyba, Manoel Soares de Albergaria. Nestes termos:
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| Theodósio de O. Ledo |
“Senhor: No princípio do ano de 97 veio a esta cidade o Capitão-mor do Piranhas e Piancó, Theodósio de Oliveira Ledo, e me informou o estado em que se achavam os sertões daquele distrito despovoados das invasões e destrago que os anos passados fizeram neles o gentio bárbaro Tapuia e que era muito conveniente, que estes se tornassem a povoar com gados e currais, assim pela utilidade que resultava a real fazenda de V. Majestade pelo crescimento dos dízimos, como pela conveniência de toda esta Capitania, pela muita quantidade de gados, que naqueles sertões se apresentam, e a abundância de pastos que neles há, para o que lhes era necessário que eu o ajudasse dando-lhe alguma gente e monições para nas ditas piranhas fazer arraial dar calor para se irem povoando; trouxe consigo Senhor uma nação de Tapuias chamados Ariús, que estão aldeados juntos aos Cariris, aonde chama Campina Grande, e querem viver como vassalos de V. Majestade e reduzirem-se a nossa fé Católica, dos quais é principal um Tapuia de muito boa raça e muito fiel, segundo o que até o presente tem mostrado chamado Cavalcanti, os quais foram com o dito Capitão-mor e quarenta carirys e dezesseis índios, que tirei das aldeias e dez soldados desta praça. Mandei-lhe concentrar as armas e dar-lhe quatro arrobas de pólvora e balas, a esse respeito, e quarenta alqueires de farinha e algumas carnes para viagem. Partiram nos primeiros de janeiro de 98: foi o dito Capitão-mór um religioso de Santo Antônio, a quem encomendei, muito particularmente, a conversão daquele gentio e o muito que se devia, em ganhar aquelas almas. Pela carta que o Capitão-mór me escreveu, que com esta vai, verá V. Majestade o bom sucesso, que Deus Nosso Senhor foi servido dar-lhe. Estou esperando pelo Capitão-mor para fazer outra entrada e me constar se vão ajuntando muitos gados para ir povoar o Piranhas, aonde se deve fazer o arraial para segurança daqueles povoadores e confusão do gentio. As quatro presas mandei entregar ao Provedor da Fazenda, que mandou rematar por quarenta mil réis. A Católica e Real pessoa de V. Majestade, guarde Deus muitos anos. Parahyba, 14 de maio de 1699. Manoel Soares de Albergaria”.
Segundo consta, os índios Ariús fixaram-se no lugar onde hoje é a rua Vila Nova da Rainha, nas proximidades do Riacho das Piabas (antiga rua do Oriente).
Theodósio retornou àquela campina um anos depois, onde construiu uma casa de taipa e uma igreja, sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição.
Não se tem ao certo o destino dos índios aldeados, mas acredita-se que houve uma miscigenação com os portugueses donde provém o nosso aspecto cultural e histórico.
Rau Ferreira
Fonte:
- ALMEIDA, Antônio Pereira de. Os Oliveira Lêdo... De Teodósio de Oliveira Lêdo – fundador de Campina Grande – a Agassiz Almeida – Constituinte de 1988. Brasília: CEGRAF, 1989.
- ALMEIDA, Elpídio. História de Campina Grande. João Pessoa: Editora Universitária/UFPB, 1978.
- ASSUNÇÃO, Luiz. O reino dos mestres: a tradição da jurema na umbanda nordestina. Pallas. Rio de Janeiro: 2006.
- CÂMARA, Epaminondas. Datas Campinenses. Campina Grande: RG Editora e Gráfica, 1998.
- CEARÁ, Revista do Instituto. Publicação Trimestral. Volume XVI. Ceará: 1902.
- JOFFILY, Irineu. Notas sobre a Parahyba: fac-símile da primeira edição (1892). Prefácio de Capistrano de Abreu. Editora Thesaurus: 1977.
- MEDEIROS, Tarcízio Dinoá. Freguesia do Cariri de Fora. S. Paulo: Gráfica Editora Camargo Soares, 1990.
- CÂMARA, Epaminondas. Os Alicerces de Campina Grande: Esboço Histórico-Social do Povoado e da Vila (1697 a 1864). Campina Grande: Edições Caravela, 1999.
Neste documentário realizado pelo jornalista Rômulo Azevedo, que gentilmente autorizou sua exibição aqui no "RHCG" através do pedido do jornalista da TV Itararé, Gustavo Carneiro, podemos realizar uma verdadeira viagem a história do patrimômio cultural de Campina Grande, quando podemos assistir sobre a famosa "Feira" de Campina Grande, a cultura dos cordéis, patrimônio arquitetônico e inclusive, ter acesso a depoimentos de pessoas que fizeram história na imprensa de Campina Grande, a exemplo de "Seu Gaúcho", Epitácio Soares e Hilton Motta. Cliquem abaixo para a visualização:
Ficha Técnica:
Pesquisa, Texto e Roteiro: Rômulo Azevedo
Colaboração: Raul Córdula
Imagens: Gilsomar Calixto (Popó) e Silvio Vieira
Edição: Rômulo Azevedo e Silvio Vieira
Iluminação: Gilson Bezerra
Caracteres: Gênisson (Saúva)
Direção Geral: Rômulo Azevedo
Realização: NOAR
Idealização e Coordenação Geral do Projeto: Maria Cristina Gomes Negrão
Coordenação Administrativa: Marlene Braz Barros Cavalcante
Quem hoje tem sua moderna câmera digital ou seu poderoso celular de última geração, que possibilita registrar em foto ou vídeo as mais diversas situações, não imagina nem de longe talvez, a dificuldade de se fazer uma fotografia há mais de 100 anos. Algumas fotografias de Campina Grande são famosas, como por exemplo, a chegada do trem a nossa cidade, a inauguração da luz elétrica e muitas outras, que nossos visitantes podem acessar aqui no “RHCG”.
Pesquisando nas edições clássicas do jornal “Gazeta do Sertão”, encontramos interessante registro publicitário na edição de 04 de outubro de 1889:

Como podemos observar, o anúncio era de um fotógrafo profissional, que estava em visita a nossa cidade e com o serviço publicitário do jornal, viu a oportunidade de oferecer seus serviços as famílias abastadas de Campina Grande, pois com certeza não deveria ser barato tal serviço. Observem abaixo uma foto que exemplifica o serviço oferecido por este e outros fotógrafos da época, quando uma menina chamada Esther Resende, filha de João Rezende de Mello da fazenda Pedra Rica de Campina Grande, teve sua imagem registrada para posteridade, numas das fotos mais antigas de nossa cidade:
A foto faz parte da coleção "Francisco Rodrigues", do acervo da Fundação Joaquim Nabuco. Talvez a menina Esther Resende nem imaginasse, que sua imagem estaria ligada um dia a história de Campina Grande.
Graças à pesquisa de Jonatas Pereira idealizador do blog que conta a história da cidade de Cuité-PB (http://historiadecuite.blogspot.com/), foi possível resgatar um pouco da história da indústria “ROVSA” – Refinaria de Óleos Vegetais S.A. Através da reportagem abaixo publicada no Diário da Borborema, que por sinal já deveria ter seu acervo digitalizado, mais um pedaço de nossa história industrial foi recuperada. Acompanhem abaixo a reportagem datada do período 1963/1964:
A indústria localizada no bairro de Bodocongó foi uma das impulsionadoras da economia de Campina Grande, chegando a empregar em seu auge 150 trabalhadores. Observem esta foto histórica datada de 1957 do acervo histórico do IBGE:
Recentemente a ROVSA passou por uma ampliação em sua linha de produção, passando a produzir Biodiesel, mudando também sua razão social para Green OL Biodiesel.
Rovsa em 2010 (Fonte: Juliana Nóbrega de Almeida)
Através do site “Brasbio News”, tivemos acesso a uma imagem em vídeo da maquete da nova indústria:
“A Brasbiocombustíveis Engenharia Industrial desenvolveu o projeto e concluiu a implantação da planta industrial, com capacidade para 20.000 l/dia, que se encontra em fase de testes e terá seu start up nos próximos dias. Esta planta industrial de Biodiesel foi implantada nas instalações da ROVSA em Campina Grande - PB em convênio com o SENAI PB/Nacional, utilizando-se de de processos caracterizados como Inovação Tecnológica”, relatou o site em 19 de fevereiro de 2011.