 |
| Os Falcões - Boate Cartola (Foto: Marcos Soares) |
A colaboração de Sylvio Rogério apresenta a foto do grupo musical "Os Falcões", que aproveitou a onda do "Iê-iê-iê" dos Anos 60 e realizava shows em nossa cidade divulgando as músicas que faziam sucesso naquela época.
Apesar da foto mostrar cinco integrantes, a formação do grupo era disposta de seis, sendo: Silvio Romero Soares, Tércio Gadelha, Zeca Lopes, Washington Leite, Renan Lima e Túlio Santos.
Em comentário enviado por e-mail, recebemos as seguintes considerações de relevância sobre o Grupo:
"Muita gente em Campina, inclusive da minha geração, não sabe ou não se lembra do nosso grupo musical que, entre outras coisas, levantou o primeiro lugar no Festival de Música Jovem da Paraiba realizado, se não me engano, em 1968 no Clube dos Trabalhadores na Prata.
No final deste festival, houve uma apresentação de umas das estrelas da Jovem Guarda, o Erasmo Carlos que, circunstancialmente teve que tocar num amplificador nosso que estávamos estreando e que ninguém tinha até então na Paraíba. Era um amplificador à válvula da Giannini modelo "Tremendão" que na época somente grupos musicais do eixo Rio/São Paulo tinham. Acontece que, parte da aparelhagem do Erasmo Carlos havia sofrido pane elétrica na apresentação anterior daí, terem que usar o nosso amplificador recém-chegado.
Quanto a foto publicada, contém uma inverdade na legenda. O Túllio Santos não foi do nosso grupo Falcões, apenas participou eventualmente dando "canjas". Ele foi integrante de um outro grupo chamado "Os Anjos do Inferno".
Seria interesante que aproveitassem um entrevista feita pelo Braulio Tavares sobre os conjuntos de baile de Campina Grande onde ele fala de muitos grupos musicais daquela época e faz destaque especial ao Falcões com elogios considerando um dos melhores grupos do gênero.
Abraços,
Silvio Romero (baixista e coordenador/responsável pelos Falcões)"
Não se pode negar o carinho dos campinenses para com a TV Borborema. Afinal, a TV de Assis Chateaubriand foi à primeira da Paraíba, além de ser a pioneira também no interior do Nordeste.
É de se lamentar apenas, que devido ao corte de custos, a emissora não teve a preocupação de preservar seu acervo. Momentos como o hexacampeonato do Campinense, inauguração do Amigão, o tetra do Campinense na década de 70, o tri do Treze na década de 80, além de grandes momentos políticos, como a inauguração do Parque Evaldo Cruz, Parque do Povo e outros momentos gloriosos, tenham se perdido, ou se existem ainda, estão em poder de terceiros, alguns, poucos preocupados na preservação e conseqüentemente, no repasse da história para os curiosos, a exemplo do que ocorre com a TV Paraíba e Cabo Branco, donas de um grande acervo recente de nossa história, mas que pouco se interessa em mostrar novamente suas grandes reportagens, nem que seja em forma de especiais.
Em 1970, a TV Borborema era a única emissora local da Paraíba. Mesmo com poucos recursos, ela sempre procurava através da criatividade, oferecer uma boa programação aos paraibanos. Foi assim que a Revista Veja da Editora Abril, relatou a humilde, mas cheia de garra, emissora da Rainha da Borborema: “Em Campina Grande, capital econômica da Paraíba, a TV Borborema levou a sua ‘imagem do progresso’ ao ar, pela primeira vez, em 1963. Exemplo típico de pequena emissora de TV, é graças ao videotape que ela consegue se manter no ar. Ao todo a Borborema tem doze funcionários na parte técnica e quatro na parte artística, todos apresentadores ou locutores. Tem duas câmaras, sendo que uma delas está quebrada, e uma precária iluminação no estúdio onde são levados ao ar seus dois únicos programas ao vivo, diários. O primeiro deles, ‘Graziela Entrevista Atrações’, vai ao ar às 20 horas, comandado por Graziela Emerenciano, cronista social da cidade, que a troco de um salário mensal de 200 cruzeiros, produz, dirige e apresenta seu programa: entrevistas com personalidades da região. Logo em seguida, entra o “Tele-Repórter”, com o radialista Paulo Rogério (também 200 cruzeiros por mês), dando ‘as últimas do Brasil e do mundo’. O resto da programação são enlatados, adquiridos dos Associados, tendo mais sucesso o ‘Programa Flávio Cavalcanti’, que é visto duas vezes por semana; a segunda vem do Recife, que também importa enlatados”.

É de se notar, que existiam todos os tipos de problemas para que a TV Borborema operasse, mas isso era normal numa época de pouca tecnologia.
A gloriosa história da TV Borborema deve ser preservada e que os proprietários dessa emissora, respeitem a tradição dela em nossa cidade, não mudando, por exemplo, o nome da TV, a exemplo do que ocorreu com a Rádio Borborema, que ao mudar seu nome, perdeu toda a identidade com a cidade de Campina Grande.
Fontes Utilizadas:
-Revista Veja (Coleção)
Em 14 de março de 1966, entrou no ar oficialmente a primeira televisão da Paraíba, a TV Borborema, fruto do ideal de Assis Chateaubriand que escolheu Campina Grande para a sede de uma TV do grupo dos Diários Associados.
Tudo começou em 1961, quando um engenheiro francês contratado pelos Diários Associados visitou Campina Grande. Seu objetivo era encontrar um local para que fosse implantando um projeto de instalação dos transmissores. O equipamento foi doado pela TV Tupi, a emissora chefe dos Grupo Associados e o local escolhido o Edifício Rique, na Venâncio Neiva.
A TV entrou em operação em fase experimental, em 15 de setembro de 1963, quando apresentou um programa social, com apresentações de artistas pernambucanos e de Campina Grande. Também houve um telejornal, que obteve certo sucesso na época. Na transmissão inaugural realizada no Edifício Rique, personalidades locais estiveram presentes, a exemplo de José Noujain e esposa, João Lira Braga e esposa, Otávio Queiroz e esposa, Gilberto Ribeiro, Edval Carvalho, Zuilson Oliveira, Cláudio Cisneiros e esposa, Pedro Sabino e esposa, Hailton Sabino e esposa, Francisco Assis Vieira Melo e esposa, Alonso Arruda, João Nogueira de Arruda, Nilo Tavares, Severino Cabral, Ibrahim Habib, Michel Mozales, Kalina Lígia Duarte Nogueira, Gladys Emerenciano, Hilton Motta, Genésio de Souza e Ariosto Sales.
A primeira imagem da emissora foi a de Hilton Motta. Suas palavras históricas foram as seguintes: “Boa noite, telespectadores de nossa cidade rainha da Borborema, tem início, nesta festa de gala, que conta com a presença da mais ilustre ala da sociedade a pré-estréia em caráter experimental do canal 4, a nossa TV Borborema de Campina Grande, marca do pioneirismo de nossa gente. Não se trata, pois, de uma idéia, de um esboço, de uma vontade de realizar. Nossa TV, a TV de todos os campinenses e paraibanos já é uma realidade indiscutível e vai se incorporar ao patrimônio artístico e cultural da cidade como força maior do seu desenvolvimento e do seu progresso, integrando-se também, de forma distinta, às solenizações do centenário de Campina Grande, no próximo ano de 1964. É Campina Grande não pode parar. Nada detém. E ao lado de sua marcha para o futuro, progressistas e dinamicamente, estão os Diários e Rádios Associados com a parcela de seu esforço e a contribuição de sua capacidade organizadora”.
Em outubro de 1963, novas intervenções ao vivo. Foi transmitida a festa das debutantes no Campinense Clube, a parada cívico-escolar-militar em homenagem ao aniversário da cidade e acreditem: a partida Treze x Campinense no Estádio Presidente Vargas, 25 anos antes do jogo Treze x Botafogo, a primeira transmissão de um jogo ao vivo da Rede Paraíba e 36 anos antes da transmissão dos jogos do Campeonato Paraibano pela TV Correio, iniciada em 1999.
No começo da TV Borborema, toda a programação da televisão local se resumia a duas horas diárias. Segundo o Diário da Borborema: “a partir das 20h, os receptores recebiam as primeiras imagens locais, começando com a abertura e seguindo com a imagem padrão, apresentando o logotipo da TV. A partir daí a programação era dividida em tempos que variavam entre 10, 15 e 45 minutos. Às 20h15 a emissora começava a transmitir o "Cineminha", com desenhos animados e séries; às 20h30, era a vez do "Tele Esportes Borborema", apresentado por Amaury Capiba; às 20h45, o "Musical", com Arlindo e seu conjunto; às 21h30, Divertimentos em filmes, com apresentação de seriados. A programação era encerrada às 22h”.
Também é dessa época o programa “Zé Lagoa na TV”. Atrações do porte de Rosil Cavalcanti, Enildo Siqueira, Amaury Capiba, Marilda Ferreira, além do conjunto do famoso personagem capitão Zé Lagoa, se apresentavam no programa.
A festa de Momo de 1964 foi outro evento transmitido pela TV Borborema. Amaury Capiba comandou a equipe que trabalhou no evento.
Nos primeiros anos da TV Borborema, quando não existia o videotape, o jornalismo era apresentado de forma precária. Eram apresentados slides com fotos principalmente do Diário da Borborema, que ilustravam as notícias. É dessa época o jornalista Geraldo Batista, que apresentou o noticiário chamado “Factorama”: “Havia muito improviso, mas trabalhávamos com dedicação e isso compunha a qualidade dos telejornais”, relatou Batista ao Diário da Borborema em 2006.
Cenas do jornalismo da TV Borborema
Um dos nomes marcantes da TV Borborema foi o de Graziela Emerenciano, que entre 1966 e 1988, apresentou um programa de entretenimento, com atrações políticas, sociais, musicais e de variedades, bem antes dos programas de Amaury Júnior, Otávio Mesquita e afins. Graziela recebeu em seu programa, personalidades como Nelson Gonçalves, Jair Rodrigues, Jorge Amado e toda a nata da sociedade local.
Graziela
Outro programa de destaque da TV Borborema e que já foi alvo do nosso blog, foi o do palhaço Carrapeta, que se destinavam as crianças. Luiz Holanda, o Carrapeta, tornou-se uma celebridade local, tudo graças a sua visibilidade na TV. Nos anos 90, o palhaço Pipokinha também realizaria um programa nos moldes do de Carrapeta.
Nos anos posteriores, o canal da emissora mudaria do 4 para o 9. Os logotipos também mudariam, como pode ser visto nas imagens a seguir:
Anos 90
Atual
A TV Borborema desde sua estréia extra-oficial em 1963 até 1980, retransmitiu para a cidade o sinal da TV Tupi. Em função do encerramento das atividades da primeira emissora do país, a TV Borborema retransmitiu as imagens da TV Record e em setembro de 1980, fez parceria com a Rede Globo. O evento de afiliação com a poderosa global, foi marcado com um coquetel na cidade, contando com as presenças do prefeito de Campina Grande, Enivaldo Ribeiro, o diretor regional da Rede Globo Leopoldo Collor de Melo (ele mesmo, o irmão do ex-presidente Fernando Collor) e outras personalidades. O então superintendente da TV Borborema, Jonatas Mahon, discursou na solenidade demonstrando a importância da associação entre as duas emissoras.
No começo de 1987, a TV Borborema assinou um contrato com a emergente Rede Manchete, marcando uma nova fase em sua história. A final do Campeonato Brasileiro de 1986, que terminou apenas no ano seguinte, foi mostrada com exclusividade para Campina Grande pela emissora, além de mostrar também, os famosos Carnavais do Rio de Janeiro. Não se pode esquecer, é claro, a programação local, já que não tinha mais que seguir o padrão globo, ou seja, teria um horário mais alternativo para a realização de seus programas locais. A partir de 1989, assinou contrato com o Sistema Brasileiro de Televisão do grupo Silvio Santos e mantém até os dias atuais, essa parceria de sucesso.

Os programas da TV Borborema mereciam um espaço a parte. No seu começo, a emissora de Campina Grande tinha o privilégio de ser a geradora das imagens das famosas novelas da Tupi para a região nordeste. Os programas locais também ficariam marcados na história da televisão paraibana. A Hora do Povo na TV começou em 1991. Em 1996, uma versão para a TV do programa “A Patrulha da Cidade”, sucesso na Rádio Borborema. No ano de 2000, seria criado o “Momento Junino”, talvez o programa de maior sucesso e expressão da história da TV Borborema. Apresentado por Abílio José, nomes do quilate de Marinês, Santanna, Flávio José, Mastruz com Leite, Alcymar Monteiro, Dominguinhos entre outros, foram destaques no programa, que é exibido durante a época do “Maior São João do Mundo”.
Não se pode esquecer também, das transmissões ao vivo do Maior São João do Mundo e principalmente da Micarande, pois na transmissão dessa última, a TV Borborema passava as madrugadas mostrando os pontos altos do evento que ficou marcado na memória de Campina Grande.
Pois é, são 45 anos de história da TV Borborema com nossa cidade, todavia um fato a se lamentar, a não preservação da memória da emissora, pois em virtude dos altos custos dos videotapes, os mesmos eram reutilizados e programas históricos não tiveram nenhum registro preservado. Se a emissora tivesse tido a preocupação de manter algumas imagens, momentos históricos de Campina Grande teriam seu registro. Outro motivo de preocupação é uma nova idéia que está surgindo nos Diários Associados, através do objetivo de unificar o registro do nome do grupo. Por esse motivo, a Rádio Borborema e a TV O Norte já desapareceram. Se o mesmo fato ocorrer com o nome da TV Borborema será um desrespeito à cidade, um verdadeiro “tiro no pé”. Esperamos que tal fato não ocorra.
Imagens históricas:
Assista:
Antiga Vinheta da TV Borborema:
Fontes Utilizadas:
-Arquivos do Diário da Borborema
-Arquivos do Diário de Pernambuco
-Arquivos Pessoais
-TV Borborema
Mais uma viagem ao passado esportivo de Campina Grande. Graças a ajuda de Jobedis Magno e Rau Ferreira, alguns registros dos grandes da Paraíba: Campinense e Treze, e um clube que deixou saudades: o Paulistano.
A foto a seguir, do acervo de Jobedis Magno, já foi postada no "RHCG", porém, não com a qualidade que se segue. É um registro do primeiro time do Campinense Clube:
Agora um registro daquele que muitos pesquisadores consideram o melhor time da história do Treze, com o lendário goleiro Harry Carey (Acervo de Jobedis Magno):
O famoso Paulistano já foi devidamente registrado pelo blog. Procurem em nosso mecanismo de busca a história desse clube, que quando disputava o Campeonato Paraibano, dava muito trabalho aos considerados grandes do Estado. A foto abaixo é do acervo de Jobedis Magno:
Finalizando o resgate de hoje, uma foto do Treze, provavelmente do ano de 1968 na cidade de Esperança-PB, contribuição de Rau Ferreira: