Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
retalhoscg@hotmail.com

QUAL ASSUNTO VOCÊ ESTÁ PROCURANDO?

POEMA: CAMPINA GRANDE (HOMENAGEM) *

Dizem os simples
que a tua graça
está no teu jeito acolhedor,

cantam os poetas
palavras doces
que te enternecem:

Doce mel,
o mel dos lábios jovens
das fêmeas que ao teu relento
cavalgam com graça
e te preenchem, e te povoam.

Não sei se o meu destino
está junto ao teu
com o escorrer dos tempos,

no entanto, me envaedece
do teu ventre me ver crescido
e ouvir nos meus sucessos
me chamares de teu filho.

Que creças tu
em tamanho e progresso
e dos teus filhos
creça o amor por te, Campina.

Por RUI RICARDO RAMOS

* NOTA: Uma pequena homenagem, em forma de poema, de um filho apaixonado por Campina, para este grande campinense que tantos serviços prestou-lhe em forma de comunicação e nos esportes.

***

No dia 04 de fevereiro de 2011, Campina Grande perdeu sua maior expressão do jornalismo esportivo, o narrador Joselito Lucena. O baiano de Jacobina, que durante muitos anos trabalhou no Diário da Borborema, Rádio Borborema e Rádio Caturité, narrou por mais de 40 anos as façanhas de Treze e Campinense no futebol paraibano e nacional.

Joselito Lucena (Foto retirada do site www.agoraesportes.com.br)

O blog "RHCG" presta uma homenagem a Joselito, com um trecho do programa "Reminiscências", apresentado por ele na Rádio Caturité:


A TV Paraíba fez uma homenagem a "Zelito", mostrando uma entrevista dada pelo baiano ao jornalista Carlos Siqueira em 2008:


Vista aérea do Parque Evaldo Cruz, no início dos anos 80. As árvores ainda em fase de crescimento proporcionava a visualização de todo o seu aspecto original, diferente do aspecto soturno que aparenta atualmente.

Notem, acima, a ausência do prédio da CLIPSI e, claro, o espaço à direita ainda desprovido da característica placa indicativa da inauguração do Parque do Povo.
Mais dois registros enviados por Edival Toscano Varandas, que movimentou bastante o "RHCG" nos últimos dias. São propagandas encontradas em edição da revista "O Cruzeiro" de 1938:



Agradecendo à atenção de Daniel Leite, que nos enviou o link da matéria original, segue a transcrição de parte (contexto histórico) da matéria postada no site do Globo Esporte, no dia 02.02.2011

Por Marcello Carrapito (http://globoesporte.globo.com)
Rio de Janeiro

Torneio mais democrático do futebol brasileiro, a Copa do Brasil desbrava o país e dá a oportunidade para equipes modestas alçarem voos mais altos como conquistar um título nacional – em uma competição de tiro curto, mata-mata - e a vaga na Taça Libertadores da América de lambuja. Foi assim com o Criciúma, em 1991, Juventude, em 1999, Santo André, em 2004, e Paulista de Jundiaí, em 2005. E é com base na superação e estrutura – ainda que modesta – que o Treze de Campina Grande quer surpreender o São Paulo, na próxima quarta-feira, 16 de fevereiro, e largar bem na competição. Para isso, conta com a bênção de dois craques históricos, que um dia vestiram a camisa do Galo da Borborema: Garrincha e Nílton Santos, em 1968 e 1969, respectivamente.

garrincha treze-pb
Garrincha vestiu a camisa do Treze-PB contra a seleção da Romênia em 1968 (Foto: Mario Vinicius Carneiro)
"A direção do clube resolveu promover grandes embates capazes de atrair grande público. O time enfrentou a seleção de novos da Argentina e perdeu por 3 a 2. O Garrincha, que já era bicampeão do mundo, a convite do clube, fez um jogo-exibição contra a seleção da Romênia, e, no ano seguinte, contra o Campo Grande, do Rio de Janeiro, o Nilton Santos também foi convidado para atuar pelo Treze. O curioso é que o Nilton Santos só vestiu três camisas em toda a sua carreira, a da Seleção Brasileira, do Botafogo e do Treze." – explica Mário Vinícius Carneiro, autor do livro: "Treze Futebol Clube – 80 anos de história".

Naquela época, os clubes costumavam convidar craques para partidas de exibição. Entretanto, sequer imaginavam o que seria uma Copa do Brasil. O Treze sabe.


Nílton Santos ari ribeiro treze-pb
Nílton Santos com a camisa do Treze
(Foto: Mario Vinicius Carneiro)
O clube foi fundado em 7 de setembro de 1925 por Antônio Fernandes Bióca, que deu início ao futebol em Campina Grande, que está situada na Serra da Borborema - o nome "Borborema" vem do tupi-guarani e significa 'lugar deserto, sem habitantes'. Tudo começou com uma reunião no dia 2 de setembro, no Clube dos Comerciários. Nesta reunião, se propôs a fundar uma agremiação esportiva na cidade. Entusiasmado com a ideia, Bióca marcou um novo encontro em sua residência com as presenças de José de Castro, José Eloy Junior, Amélio Leite, Plácido Véras, José Sodré, Zacarias Ribeiro, José Rodolfo, Olívio Barreto, José Casado, Alberto Santos, Osmindo Lima e Luiz Gomes, além do anfitrião. Porém, não se definiu o nome do novo clube.

Apenas em uma terceira reunião, em 20 de outubro de 1925, José Casado resolveu contar o número de presentes e observou que eram 13 componentes. Nascia então o 'Galo da Borborema', expressão de autoria do poeta Murilo Buarque, fazendo alusão ao número 13 no jogo do bicho.

Anexo:


Vídeo da TV Correio:

Encontrada em edição da Revista "O Cruzeiro" de 1938, uma propaganda do "Curtume São José". A colaboração foi de Edival Toscano Varandas:


Temos no acervo do blog outra propaganda do Curtume São José, que pode ser acessada aqui.
Do acervo de Edival Toscano Varandas, uma imagem da Praça Coronel Antônio Pessoa, encontrada na Revista "O Cruzeiro" em 1938;


Há alguns dias recebemos a colaboração de Welton Souto Fontes que nos enviou uma foto da antiga Rua da Emboca, hoje Rua Peregrino de Carvalho, da qual postamos algumas informações que contaram com a contribuição dos assíduos frequentadores do Blog na complementação dos dados. CLIQUE AQUI

Para ilustrar a postagem anterior, recebemos uma foto recente enviada por Philemon Brito, que mostra uma das residências remanescentes da paisagem pretérita, a qual passou por uma pintura em seu exterior, favorecendo sua visualização pelos transeuntes, uma vez que estes imóveis eram monocromáticos brancos, o que dificultava a identificação dos ricos detalhes presentes em sua arquitetura.

Este imóvel foi pintado muito recentemente. Desconhecemos seu proprietário
Detalhe do Imóvel na Foto Histórica (Livro de Cristino Pimentel)
No corpo do e-mail, Philemon atenta para uma curiosidade de todos nós: "Passando hoje pela "feirinha de frutas", na Barão do Abiaí, observei que restauraram a pintura dessa antiga e bela edificação (foto anexa) que fica defronte à feira. Esta casa tem resistido bravamente a ação do tempo.Não sei a quem pertence esse imóvel. Gostaria até que, se vocês souberem, me informem por gentileza.
Abs.,
Philemon"

Portanto, fica a curiosidade aberta às ricas informações que complementam nossas postagens, através dos comentários dos leitores:

"Este casarão é tombado pelo IPHAEP desde 2002. Foi construído possivelmente nos anos 10 ou início dos anos 20. Belo casarão que merecia ser restaurado. Estava abandonado." (Jônatas Rodrigues Pereira)

"Este casarão em estilo Neoclássico pertence a José Gregório de Medeiros (Seu Gregório). Foi feita uma pintura no prédio com a coloração camurça e as colunas, cornijas e frizos em branco. Ficou belo." (Thomas Bruno Oliveira)

"Na década de 1960 esta casa era residência da Família Costa Agra, dos irmão Ari, Gabriel e Rigomero." (Anônimo) 
Através do sistema de estatísticas do "Blogger", que hospeda o "Retalhos Históricos de Campina Grande", comunicamos aos visitantes que o blog ultrapassou a marca de 110.000 acessos, o que é impressionante  já que ao contrário do que muitos pensavam, o povo de nossa terra gosta sim de conhecer o passado. A seguir, podemos conhecer um pouco das estatísticas do "RHCG" (cliquem para ampliar):





Só sentimos a falta de um maior número de comentários, já que recebemos tantas visitas. Participem mais pessoal, isso anima a todos.

Encontrada em edição da Revista "O Cruzeiro" de 1938, um comercial da firma "Marques de Almeida & Cia". Colaboração de Edival Toscano Varandas:


Por Equipe RHCG

Já falamos aqui no “RHCG” de algumas empresas que se beneficiaram econômicamente do auge do algodão em Campina Grande. Outro exemplo, podemos assim definir, foi o da firma “Demosthenes Barbosa”.


(foto da sede)

Foi fundada por Demosthenes de Souza Barbosa, nascido em Surubim - Pernambuco em 1866, mas que por receio dos ataques do cangaceiro Antônio Silvino, veio a se radicar em Campina Grande, quando se firmou como comerciante de couros e peles; algodão; fazendas e gados.

Fez grande fortuna e sua empresa algodoeira ficou conhecida em toda a região Nordeste, com representantes comerciais em vários Estados da Federação, inclusive, chegando a fazer propagandas na principal revista do país, o Cruzeiro em 1938, que disponibilizamos a seguir, graças a colaboração preciosa de Edival Toscano Varandas:

(Acervo de Edival Toscano Varandas - Revista O Cruzeiro 1938)

Em depoimento ao Arquivo Público, Otacílio Barbosa, filho de Demosthenes falou sobre a firma do pai: "No início, a firma Demosthenes Barbosa & Cia., comprava algodão em pluma nas chamadas sacas frouxas e a mercadoria era enviada para as firmas Kroncke em João Pessoa e outra em Recife onde as prensas de alta densidade acondicionavam o algodão em fardos de cerca de 200 quilos que eram vendidos para as praças do sul do país e estrangeiro. A firma de meu pai contava com uma pequena prensa, na Rua Irineu Joffily, que pertencera a T. Moura e, anteriormente, ao coronel Salvino Figueiredo. Somente em 1938 é que a firma de meu pai instalou uma prensa de alta densidade, na então Rua 21 de abril, hoje Rua Severino Cruz, as margens do Açude Velho, que foi comprada na Alemanha e fabricada por Krupp."

 (A prensa se localizava nas margens do Açude Velho)

O Sr. Demosthenes foi vereador e presidente da Câmara Municipal, chegando a assumir interinamente a Prefeitura. Também foi o primeiro presidente da Associação Comercial.

 (Cel. Demosthenes Barbosa e seu filho Leônidas)

Viria a falecer em 1952 em sua fazenda chamada “Conselheiro Municipal”. Em sua homenagem uma rua no centro da cidade seria batizada com seu nome.

Uma curiosidade: no local da atual agência dos Correios de Campina Grande, em frente a Praça da Bandeira, no passado estava o palacete de propriedade de Demosthenes Barbosa.

(A antiga casa de Demosthenes Barbosa sendo demolida para a construção dos Correios)

Fontes Utilizadas:

-Memorial Urbano de Campina Grande – Editora União
-Jornal da Paraíba (Coleção)
-Revista O Cruzeiro (Coleção)
-Museu Histórico de Campina Grande
-Arquivo Pessoal

 
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