Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
retalhoscg@hotmail.com

QUAL ASSUNTO VOCÊ ESTÁ PROCURANDO?


Direto do valoroso acervo de fotos históricas do Professor José Edmilson Rodrigues, uma imagem espetacular do Edifício Rique, visto da Rua Marquês do Herval, com destaque para a fachada do Banco Industrial de Campina Grande, instituição financeira fundada pelo industrial João Rique, que chegou a ser considerada um dos maiores bancos do país, com agências distribuídas em 13 estados brasileiros.
O áudio que disponibilizamos a seguir é histórico. O conhecido radialista de Campina Grande, Zé Lira, entrevistou em 2004 o saudoso cronista esportivo Humberto de Campos, figura marcante da história da comunicação de nossa cidade. No áudio do programa "Encontro Marcado", Humberto contou sua história, curiosidades do passado, do nosso futebol, do cinema e causos do cotidiano campinense. Agradecemos a Toninho Lima, que cedeu o arquivo sonoro a Manoel Leite, o "Leitinho", colaborador do RHCG. O áudio pode ser escutado a seguir:






José Lira, radialista (Foto cedida por Denise Lira, sua filha)


Humberto de Campos
Recebemos do colaborador Manoel Leite, o "Leitinho", um arquivo do acervo de Toninho Lima, conhecido locutor da Rádio Campina Grande FM e a quem agradecemos a confiança. Trata-se de um pequeno trecho do programa "Falando de Cinema" da Rádio Borborema, na voz do saudoso e inesquecível Humberto de Campos. 

Como o próprio nome diz, o programa falava sobre os filmes clássicos e os lançamentos do período em destaque, por exemplo, o programa que disponibilizamos é o de maio de 1977. 

Para escutar é só clicar abaixo:

Uma das lembranças que gostaríamos que estivesse no RHCG e que foi alvo de muitas mensagens e emails ao longo da existência do blog, foi sem dúvida a "Boite Skina". Até então só tínhamos esta foto que foi cedida por José Roberto Rocha:


Graças a intervenção de "Jorgito DJ", que foi radialista na Campina Grande FM e que também foi "DJ" da Skina, entramos em contato com Fernando Lima, que por muitos anos foi o responsável pelas músicas daquela inesquecível "Boite".

Liane e Gilberto
Já de cara, reproduzimos o seu belo texto sobre a Skina: "Gilberto e Liane, pioneiros na vida noturna campinense fizeram da boite SKINA o point classe A; onde os jovens curtiam o melhor dos fins de semana.Trazendo sempre THE BEST em som e luz, também foram responsaveis diretos pela minha vinda de Recife naquele momento,entregando-me a responsabilidade de fazer da pista de dança momentos magicos e inesqueciveis.Com hits de Queen, Madonna, Michael Jackson, U2, Dire Straits, The Police, Donna Summer, Barry White, Billy Paul, Bee Gees, passando também por Ritchie, RPM, Paralamas, Blitz, Cazuza, Kid Abelha e muitos outros que marcaram epoca e a vida de muitos amigos. Como DJ; eu fui vinculado à familia SKINA como amigo e sempre retribuí com competencia toda confiança profissional que me atribuíram passando assim a ter um laço de amizade,carinho e respeito que perdura até os dias atuais."

É do acervo fotográfico de Fernando Lima as fotos que serão reproduzidas a seguir:

Entrada da Boite Skina

A Boite Skina ficava na rua Maciel Pinheiro no centro de Campina Grande. Suas festas eram com foco na "Era Disco" dos anos 70, inclusive com um piso futurista, semelhante ao do filme "Embalos de Sábado à Noite".


Também os hits dos anos 80 tiveram vez na famosa casa de eventos. Nomes como Michael Jackson e de Madonna, rei e rainha do pop daquela época, tiveram ampla divulgação de suas músicas para os campinenses antenados.

Interior da Boite


Na "Skina" além das festa dos digamos, adultos, também tinham as matinês que ocorriam nos domingos, proporcionando aos mais jovens também curtirem a moda da discoteca.

Interior da Boite
Agradecemos a Fernando Lima, que nos proporcionou mais este "retalho" da história de nossa querida Rainha da Borborema.

Fernando Lima na Skina
Ainda pretendemos retornar a este assunto, pois é do agrado de nossos visitantes. Enquanto isso, terminamos com a música "Disco", como um tributo a inesquecível "Boite Skina". Cliquem abaixo:


Plano da reforma urbanística impetrada pela administração Vergniaud Wanderley, no processo de expansão da Avenida Floriano Peixoto, no dia 18 de outubro de 1940 foi iniciada a demolição da antiga Igreja do Rosário. Devidamente remunerados pela desapropriação, é começada pelo vigário monsenhor Delgado a construção da nova matriz do Rosário, no bairro da Prata, em terreno doado pela família do empreendedor campinense e ex-prefeito municipal (1945-1946) Raimundo Viana.

A Igreja do Rosário foi elevada à condição de Paróquia  em 15 de agosto de 1940  pelo arcebispo da Paraíba, criando a segunda paróquia da cidade; o templo do Rosário já estava vendido para ser demolido.

Durante o período em que durou as obras, as celebrações foram sediadas provisoriamente no antigo Santuário de Nossa Senhora da Guia, a Igreja de Nsa. Sra. da Guia hoje sentada na Praça do Trabalho, no Bairro do São José.

A Matriz foi construída com muito empenho e força de vontade dos paroquianos. Conta-se que muitos, além de donativos, davam a própria mão-de-obra para os serviços.

 Construção da Igreja do Rosário, que é do acervo da família Arruda (dica de Midzene) ,
onde o avô da colaboradora, o sr. Manoel Antonio Arruda, trabalhou como mestre de obras

O primeiro vigário nomeado e empossado, em 1942, foi o Pe. José Trigueiro.

No ano de 1956 o templo fora acometido de um incêndio, dito criminoso, donde o responsável fora detido e confessou a intenção da prática de roubo no local. Vários itens sacros foram consumidos pelo fogo.

Mais uma vez a comunidade se juntou no empenho de recuperar a Igreja de Nossa Senhora do Rosário. A mobilização obteve seu pleno êxito no ano 1959 com a conclusão da recuperação, além da instalação do relógio na torre, fruto de doação dos irmãos Roldão Mangueira e José de Medeiros Camboim.

Curiosamente, cada família que participou das doações dos vitrais têm seus nomes gravados nas peças.

Na belíssima foto aérea no começo da postagem, é possível contemplar a Igreja do Rosário no centro do enquadramento de boa parte daquela área do Bairro da Prata. Como também é possível identificar o Açude Velho ao fundo, bem como o Açude Novo (ainda reservatório d´água) um pouco acima da imagem da Igreja. Um pouco abaixo do Açude Novo está o Mosteiro das Clarissas.
Fonte:
Site da Paróquia do Rosário: http://rosario.org.br

Mais um registro fotográfico da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em sua localização no Bairro da Prata, no ano de 1961, guardado pela senhora Fleuriza Andrade, e nos repassado pela sua neta Mariana Clara, a qual agradecemos a gentileza do envio, no resgate e propagação da memória de Campina Grande.

Lembrando que a Igreja do Rosário só assumiu este formato arquitetônico após a reforma concluída no ano de 1959, para recuperar o templo após o incêndio criminoso ocorrido no ano de 1956.

Abaixo o registro de como era a Igreja antes da reforma, em seu aspecto originalmente construído na Década de 1940:



Recebemos dos colaboradores, algumas imagens do passado campinense e reproduzimos logo abaixo:

Foto 01:



Turma de Campinenses Ilustres. Em pé: Newton Rique, Felix Araujo, Antonio Lucena, Petronio Figueiredo, Alvaro Araujo, Não identificado, Toinho Cabral, Fernando Arruda, Dr. Souza Assis.
Sentado: Raimundo Asfora. (Provavelmente em Recife, início dos anos 50)

Imagem cedida por Saulo Araújo

Foto 02:


Nosso colaborador de sempre, Saulo Araújo, nos envia mais esta imagem do acervo de seu pai Álvaro Araújo, que retrata uma foto tirada pela "Foto Studio" na Praça Clementino Procópio, com o Cine Capitólio ao fundo provavelmente no final dos anos 40. Na imagem pode-se ver Álvaro Araujo; William Tejo; Aníbal Porto; NR (não reconhecido).

Foto 03:


O "Beco da Pororoca", mais precisamente os bares que estavam ali. Foi marcante para a geração dos anos 90. A imagem de 1996 foi cedida ao RHCG por Fidélia Cassandra a quem agradecemos.

Foto 04:


Um registro e recordação fotográfica das jovens Zelia Figueiredo a Jacira Sobreira, na Praça Cel.Antonio Pessoa. Anos 50.

Foto 05:


A foto 05 não é antiga, mas sim um agradecimento do blog RHCG. Recebemos da aluna do "Petrônio Colégio e Curso": Thayanne Silva, a imagem que publicamos aqui. Trata-se dos jogos internos daquele colégio, realizado este ano, e que em homenagem a Campina Grande, acabou homenageando também o blog "RHCG" ao desfilarem com uma faixa com a imagem do logo do Retalhos. Ficamos muito gratos e agradecemos aos alunos e a já tradicional escola de nossa cidade.

Dizia o escritor russo Liev Tolstói; “Se queres ser universal, começa por pintar tua aldeia!”.

Pois bem! Campina Grande, nossa antiga Villa Nova da Rainha, foi “pintada” como sugerira Tolstói através deste espaço virtual e, como resultado promovido pela globalização tecnológica, todo o resgate histórico aqui registrado reverberou nos quatro cantos do mundo! 

Há exatamente 05 (cinco) anos, em 09 de Agosto de 2009, estreava na mídia virtual o Blog Retalhos Históricos de Campina Grande, criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa, civis despidos de grau acadêmico do curso de História, porém, campinenses que visualizaram a possibilidade de massificar o resgate memorial da saga da Rainha da Borborema, bem como dos homens e mulheres que compuseram sua História.

Ao longo desse período, o BlogRHCG tornou-se leitura obrigatória de muita gente; estudantes, historiadores, acadêmicos, professores, jornalistas... enfim, quem precisou conhecer um pouco mais sobre o passado da nossa cidade, em suas postagens obteve alguma informação.

O Poder Público o reconheceu como Serviço de Utilidade Pública, seus criadores serão agraciados com uma das condecorações mais honrosas da municipalidade; a Medalha de Honra ao Mérito Municipal.

No entanto, o maior retorno para os que fazem e colaboram com este trabalho é o reconhecimento público das pessoas que aqui buscaram saciar a sede de conhecimento e que apresentam depoimentos, comentários, bem como citações bibliográficas gratos à este espaço de memória. 

No ano em que celebramos o Sesquicentenário de Campina Grande, nos unimos à toda classe de Historiadores e Memorialistas para, também, comemorar os cinco anos de existência desta enciclopédia virtual de resgates pretéritos da nossa Rainha da Borborema.

Blog Retalhos Históricos de Campina Grande
Adriano Araújo (Criador e Editor)
Emmanuel Sousa (Criador e Editor)
E Demais Colaboradores


Curioso registro encontrado na revista "Era Nova", mostrando melhorias na estrada que vai de Campina Grande ao município vizinho de Soledade-PB, no ano de 1922:





As imagens foram enviadas por José Ezequiel, do excelente blog que conta a história de Queimadas-PB, "Tataguaçu".

A montagem retrata a empresa depois de 1960, quando foram construídos vários prédios, reforma e ampliação em outros. 

Este complexo foi construído no final da década de 1940 (a SANBRA originalmente foi implantada onde atualmente está localizado a rede de Supermercados "Bompreço", as margens do Açude Velho, que ficou conhecida como "SANBRA velha", posteriormente foi ampliada para uma nova área), e a cada ano foi sendo ampliado, para chegar na sua capacidade máxima em meados dos anos sessenta. 

A SANBRA era uma firma especializada em produtos como o agave, óleo e artigos comestíveis, além de trabalhar com o próprio algodão. Instalou-se em Campina Grande em 1935, sendo filial da empresa argentina “Bunge Y Born”, criada em 1884. 

Logo que a empresa se instalou em Campina Grande, ocorreu um grande desenvolvimento local, pois próximo à indústria foram sendo criados vários outros comércios, gerando riqueza para uma cidade que não parava de crescer. O local era uma verdadeira 'cidade', gerando vários empregos diretos e indiretos. 

A SANBRA campinense foi desativada no início dos anos oitenta, após anos de queda na produção e pragas na lavoura (como a praga do bicudo, por exemplo), deixando uma imensa lacuna na sociedade e economia local.

Clique abaixo para conferir o trabalho produzido por Jônatas Rodrigues, através do Google Sketchup.


 
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