Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
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Hilton Motta (Foto: Site da Campina FM)

Houve um tempo, em nossa Rainha da Borborema, em que a passagem do ano era comemorada de uma forma muito peculiar... as novas gerações com certeza não vivenciaram alguns momentos marcantes do passado de Campina Grande, quando à 0:00h do novo ano, precisamente e regressivamente contado segundo à segundo, apagavam-se todas as luzes da cidade.

Não estamos exagerando não! Quem viveu lembra e sente saudades do tempo em que as famílias campinenses, em suas confraternizações corriam e se aglomeravam junto aos rádios de pilha, ou do som do carro para não perderem nenhum segundo da emocionante contagem regressiva comandada pelo radialista Hilton Motta, direto do antigo estúdio da Rádio Campina Grande FM, que junto à CHESF/CELB, ditava o comando para "desligar a chave geral" no fim da contagem.

Hilton Motta comandava um verdadeiro "Show da Virada" quando, desde cedo da noite de 31 de Dezembro integrava toda a cidade com mensagens de felicitações dos ouvintes e amigos.

Após zerada a contagem, a cidade permanecia às escuras por alguns minutos, período em que a emoção aflorava em todo que confraternizavam em qualquer parte da cidade... Garantimos que arrepia só de lembrar!

Essa prática durou até meados da Década de 1990, sendo desestimulada pela companhia elétrica por já apresentar possibilidades de problemas técnicos e transtornos no regresso da força em carga máxima.

Como já se tornou tradição esta postagem, hoje podemos (re)lembrar essa época!

O colaborador Leandro Bráulio cedeu ao Blog RHCG, há alguns anos, o áudio gravado de uma desses inesquecíveis viradas de ano, mais precisamente em 31 de Dezembro de 1990, fruto de um arquivo em fita K-7 de seu acervo particular.

É emocionante... Ouçam e (re)vivam!

De todos os que fazem o BlogRHCG, Feliz Ano Novo...





A Organização Remington, instituto de The RemingtonTyphwriterCompany de Nova York, atuava no Brasil sob o controle da S. A. Casa Pratt, sediada no Rio de Janeiro e com filial em Recife. Oferecia curso completo de datilografia mecânica e nomenclatura que eram válidos em todo o território nacional. Admitia senhoras para a direção e aplicava o manual “em português” com o método Remington de ensinar datilografia.

A propaganda da época destacava as vantagens do curso:

“O que posso fazer para obter maior ordenado??? Matriculai-vos na Escola Remington. Estudai datilografia e taquigrafia. Estará assim iniciada a vossa carreira. Com estes elementos obtereis um bom ordenado e podereis facilmente estudar inglês e escrituração mercantil. De posse desses conhecimentos, adquiridos em tempo relativamente curto, estará assegurado o vosso futuro na carreira comercial. Aulas diurnas para ambos os sexos”. (Jornal de Sergipe, 14/01/1926).

O Estado da Paraíba ganhou sua primeira escola de datilografia na década de 20. Á época, esse era um dos meios profissionalizantes que garantiam emprego certo para as jovens.

Em Campina Grande, o prefeito Christiano Lauritzen cedeu lugar no Paço Municipal e este serviço foi instalado em 18 de outubro de 1922. E reinstalado em prédio próprio, no dia 12 de março de 1923.

Com capacidade para 50 alunos, a escola denominava-se “Nilo Peçanha”, estava sediada na Rua da Matriz nº 20 e era dirigida por Simão de Almeida, que também era proprietário. As aulas eram ministradas por Brigida Guimarães e Bernadino de França. 

Exigia-se frequência diária ao curso e quinzenalmente se realizava um exame para avaliar a média de toques por minuto de cada aluno, cujo resultado era enviado para a RemingtonTypewriter Co. em Nova York. 

Na primeira turma formaram-se 54 alunos, do quais se destacaram: Elvira Pessoa, Judith Miranda, Cecy Silva, Alexandrina Guimarães, Celina Monteiro, Fernandina Pessoa, Joaninha de França e Zilda Neiva. 

A Escola Remington de Campina, por sua vez, orientou a criação de outras escolas, a exemplo da Escola Remington Nª. Sª do Bom Conselho, em Esperança, dirigida pelo Professor Luiz Gil de Figueiredo.



Referência:

- ERA NOVA, Revista. Ano III, Nº 46. Parahyba do Norte: 1923.

- ERA NOVA, Revista. Ano III, Nº 53. Parahyba do Norte: 1923.

- FERREIRA, Rau. BanaboéCariá: Recortes da Historiografia do Município de Esperança. Esperança/PB: 2015

 

Estavam reunidos em Campina Grande, na Paraíba, quatro cantadores glosando ao copo, da fina poesia popular, cada qual com sua poesia e irreverência, saudando o companheiro, quando um circunstante lhes propôs um mote.

Era eles Egídio de Oliveira Lima (1904/1965), João Benedito Viana (1860/1942), Elízio Felix “Canhotinho” de Souza (1915/1965) e José Virgulino “Mergulhão” de Souza (1907/1939). Na oportunidade, teriam que glosar sobre a seguinte frase: “Egídio Lima em Campina, João Viana no Picuí, Canhotinho no Cardoso e Mergulhão no Cariri”.

O mote que lhes foi dado, não era dos mais fáceis, e suscitava os quatro amigos a declamarem a sua rota de defesa. Com efeito, era natural que os cantadores, naquele tempo, criassem uma rota sob a qual exerciam o seu domínio.

Se um companheiro quisesse cantar naquela região, deveria pedir autorização ao cantador, que impunha respeito pelos seus versos. Há quem diga que a desobediência era punida com surra de cacete e briga de faca.

Após o desafio, cada um deles soltou a voz, em resposta, iniciando Egídio:

Só em Egídio se fala,

Na Paraíba do Norte,

Sonetista muito forte,

No repente nao se cala.

Improvisa como bala

Quando saí da carabina

Tem memória e tem repente,

Intimida muita gente

Egídio Lima em Campina”.

 

João Benedito inicia seus versos denunciando logo a sua origem, pois tal qual Egídio esse era natural de Esperança/PB:

Eu como velho cantador

De Egídio seu conterrâneo

Meu gênio subterrâneo

explode com mais ardor.

Já fui improvisador

Neste terreno daqui

A ninguém nunca temi

No braço duma viola.

O repente é quem consola

João Viana em Picuí”.

 

Canhotinho cantou com Lourival Batista, Estrelinha e Josué da Cruz, era apreciado por intelectuais, como Raymundo Asfora. Cantava no Casino da Lagoa, na Rainha da Borborema.É de sua autoria os versos da “Ave Maria”, citado por Câmara Cascudo. Na sua vez de cantar, disse:

 

“Estou fazendo uma trova

Para não ser repelido

embora eu solte o gemido

Que meu peito agora aprova.

Minha rima é sempre nova

No tema mais deleitoso.

Neste momento ditoso.

Tudo é bom para o meu ver.

Há muito vivo a sofrer

Canhotinho no Cardoso”.

 

Por fim chegou a vez de José Mergulhão, poeta do Juazeiro no Ceará, declamar os versos em torno do mote. Esse cantador faleceu ainda moço, no ano de ’39 do Século passado. Ao ver se aproximar “Caetana” (a morte), disse a Ascendino Alves dos Santos, que também era repentista popular:

 

“Quem viu Mergulhão outrora,

Vendo hoje não conhece!

Cada repente que faz

É uma dor que aparece

Cada palavra que solta

É uma lágrima que desce!”.

 

Este último, respondeu em versos sob o mote do cidadão, que ouvia os quatro companheiros, a brindar a sua cantoria:

 

Já fui risonho e feliz

No tempo da mocidade,

de tudo ria à vontade

Neste meu belo País.

Mas, a sorte contradiz

E do inditoso ele ri...

Põe o homem no jequi

Ou mesmo na desventura.

Hoje é triste criatura,

Mergulhão no Cariri”.

 

Egídio de Oliveira Lima escreveu diversos artigos sobre a literatura de cordel para as revistas Ariús (Campina Grande) e Manaíra (João Pessoa), das quais foi colaborador e redator. Dirigiu a revista “As fogueiras de São João” (1941) e foi o responsável por colecionar as antigas edições dos folhetos de Leandro Gomes de Barros - festejado autor cordelista paraibano - e de outros autores, cedido posteriormente a Universidade da Paraíba.

Egídio tinha Benedito como “a alma dos cantadores”. O Viana gostava de fumar, com o cigarro no canto da boca; e tomava uma bicada, revezando os versos na viola. Essas foi a primeira referência que encontramos, sobre a residência do poeta no Picuí, pois até então sabíamos que este residiu na Rua do Boi em Esperança, e que faleceu em Lagoa do Remígio.

 

 

Referências:

-         - FERREIRA, Rau. João Benedito: o mestre da cantoria (um conto de repente). 2ª Edição. Edições Banabuyé. Esperança/PB: 2017.

-         ALMEIDA, Átila Augusto e SOBRINHO, José Alves. Dicionário bio-bibliográfico de repentistas e poetas de bancada Volumes 1-2. Ed. Universitária: 1978, p. 250.

-         O NORTE, Jornal. Edição de 26 de julho. João Pessoa/PB: 1953.

-         SOBRINHO, José Alves. Cantadores, repentistas e poetas populares. Bagagem. Campina Grande/PB: 2003.


Os resultados obtidos nas Eleições Municipais ocorridas no último domingo proporcionou à Campina Grande a eleição de sete mulheres para compôr a próxima legislatura da Câmara Municipal de vereadores. Dentre as sete eleitas, destaque para Jô Oliveira, primeira mulher negra eleita vereadora na cidade.


Ao longo da sua história, nosso Poder Legislativo deteve pouca representatividade feminina. Em homenagem às novas representantes do outrora sexo frágil, apresentamos às novas gerações a figura de D. Dulce Barbosa, a primeira mulher eleita vereadora em Campina Grande.

Maria Dulce Barbosa representava o Distrito de Queimadas, antes daquela localidade ser emancipada. Nasceu em 11 de Agosto de 1915 e era descendente direta dos primeiros habitantes daquela região. Iniciou sua carreira política sendo candidata no ano de 1935, não obtendo êxito. Foi eleita a primeira vez no ano de 1947, fato que se repetiu em 1951, 1955 e em 1959, mesmo na suplência, assumiu algumas vezes ao longo daquela legislatura.

Em 1962, outro feito histórico para D. Dulce; foi eleita a primeira prefeita do, agora, Município de Queimadas, tendo derrotado nas urnas o adversário Veneziano Vital.

Dulce Barbosa era professora e bacharel em Direito, formada pela antiga FURNe. Era uma mulher à frente do seu tempo e faleceu em uma data bastante peculiar; no Dia Internacional da Mulher, 08 de Março, do ano de 2013!

Agradecimentos: Blog Tataguaçu
Recebemos de Sylvio Rogério, colaborador do blog, dois áudios históricos oriundos da antiga Rádio Borborema (atual Rádio Clube). Sylvio é filho de Paulo Rogério, um dos pioneiros da tv paraibana.

Paulo Rogério na TV Borborema

Paulo Rogério, talvez tenha sido o primeiro apresentador de telejornal ao vivo da tv paraibana. Também trabalhou no rádio, como podem ser escutados nos áudios enviados por Sylvio ao "RHCG": "Esclareço que as gravações foram oriundas de uma fita cassete que nos foi repassada por uma antiga funcionária dos Diários Associados, a telefonista Neuza. Me parece que tratam-se de excertos de gravações do programa Arquivo RB".

Os arquivos tem a narração de Humberto de Campos, Paulo Rogério e Zelito Lucena. Trata-se de um jingle do programa de auditório Clube Papai Noel com narração de Paulo Rogério e Zelito Lucena. O segundo trata-se da abertura e encerramento do programa Festival da Juventude, na voz de Humberto de Campos e de Paulo Rogério.

Clube Papai Noel:


Festival da Juventude:


Agradecemos a Sylvio pelas raridades, que resgatam a história da saudosa Rádio Borborema.

O Auditório do Convento de São Francisco localizado no Bairro da Conceição, já foi  um centro efervescente de cultura em Campina Grande.

O Auditório do Convento de São Francisco 

Graças ao acervo familiar de Dona Luzinete Machado residente no Bairro da Conceição, conseguimos o material abaixo, fruto de uma reportagem do antigo Diário da Borborema com texto de Antônio Alfredo Câmara:


A jovem Luzinete Machado


A criança se chama Vania


Agradecemos a Luzinete pelo histórico registro e que nos já tinha cedido material para a postagem a seguir: http://cgretalhos.blogspot.com/2012/09/memoria-fotografica-desfile-de-roupas.html

Fonte: Diário da Borborema


No filme "O Barão Otelo no Barato dos Milhões", dirigido e produzido por Miguel Borges, em 1971, contou com o apoio do industrial campinense Newton Rique, na figura do Banco Industrial de Campina Grande.

O filme tem uma sequencia em que o ator Grande Otelo, que interpreta o tal Barão Otelo vai solicitar um empréstimo no banco e é recebido por Pelé na sala da diretoria na agencia do BICG no Rio de Janeiro. 

Agradecemos a dica do Professor Romero Azevedo.

No princípio da Década de 1970 o Banco Industrial de Campina Grande lançava um dos 'self services' mais comuns dos dias de hoje que era o saque automático (Caixa Eletrônico). Foi uma das instituições bancárias pioneiras neste tipo de auto atendimento, através do Cheque SAC, que possibilitava o cliente fazer saques nas agências de São Paulo, Rio de Janeiro, Belém, Porto Alegre e Recife, bem como representava crédito para realizar compras diversas em estabelecimentos comerciais.

Mais uma vez, o garoto propaganda deste serviço era ninguém menos que o Rei do Futebol, Edson Arantes do Nascimento, Diretor de Marketing do Banco Industrial de Campina Grande, amigo pessoal do presidente Newton Rique.

A imagem acima é uma publicidade retirada das páginas da revista Veja, de 17 de Fevereiro de 1971.
A relação entre o Rei Pelé e o empresário campinense Newton Rique ia além das transações comerciais, haja vista que Edson Arantes do Nascimento, viria ser "empregado" como Diretor de Marketing da instituição bancária alguns anos mais tarde. 

Como destaque da presente postagem, matéria de caráter publicitária no Jornal do Brasil, em 15 de Abril de 1970, o "Rei" condiciona a custódia dos seus bens ao Banco Industrial de Campina Grande. 

Naquele mesmo ano, no mês de Junho, lembremos, a Seleção Brasileira de Futebol seria campeã da Copa do Mundo realizada no México, mais uma das grandes conquistas da carreira vitoriosa de Pelé.


 

Mais uma curiosa matéria envolvendo o Rei do Futebol, Edson Arantes, o Pelé, com destaque para sua função executiva desempenhada junto ao Banco Industrial de Campina Grande, em recorte extraído da 'Revista dos Esportes', postada em nossa fanpage do Facebook por Gilvandro Neves Guerra.

CURIOSIDADE:

O nosso colaborador Romero Azevedo nos deixa um interessante fato: "No filme "O Barão Otelo no barato dos milhões", dirigido e produzido por Miguel Borges, com apoio do Banco Industrial em 1971, tem uma sequencia em que Grande Otelo (o tal Barão Otelo do título) vai pedir um empréstimo no banco e é recebido por Pelé na sala da diretoria na agencia do Rio de Janeiro"  O vídeo pode ser assistido a seguir:


 
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