Quando comemoramos, neste ano de 2012, o aniversário de 148 Anos de Emancipação Política de Campina Grande, a cidade vive a expectativa de mais uma eleição municipal.
Aberto o segundo turno para escolha do novo prefeito, cabe-nos ressaltar que um dos dois escolhidos para gerir a administração no próximo quadriênio, terá a grande responsabilidade de planejar e executar as comemorações do Sesquicentenário de Campina Grande, em 2014!
Lembrando que haverá mais um período eleitoral coincidente, daqui a dois anos, será que sobrará empenho dos nossos futuros gestores para dedicar o mês de Outubro de 2014 para as festividades dos 150 anos da nossa cidade, ou eles estarão ocupados demais com as eleições estaduais?!
À apenas dois anos desta marca cronológica, quais as esperanças da nossa população quanto ao futuro da nossa cidade, ante um passado de glória e progresso?!
Já existem movimentos independentes partindo, principalmente, de Historiadores através das redes sociais que demonstram essa preocupação com a passividade com que vem sendo lembrado esse evento pelos órgãos institucionais.
À cada dia algo muda na paisagem urbana municipal e numa velocidade extremamente rápida!
O Blog Retalhos Históricos de Campina Grande vem resgatando nestes últimos três anos fotos que mostram a metamorfose pela qual passou o Centro da cidade nos últimos 90 anos, (já que temos fotos desde a Década de 20) e ficam as dúvidas: quando completarmos 150 anos, o que ainda haverá restado de patrimônio arquitetônico? E nossas árvores, será que ainda estarão de pé? A Avenida Floriano Peixoto, o Açude Velho, o Parque do Povo... e nossos Museus?
Pois é, nossos Museus! Aqueles recantos destinados a abrigar e expor as relíquias do que foi evidência em algum momento do pretérito local, tão pouco visitados fisicamente... o que constará dos seus acervos em 2014?
E a Cápsula do Tempo enterrada no obelisco do Parque do Açude Novo, na gestão Evaldo Cruz desde 1974, será que ainda estará lá quando cumprir-se a data limite para abri-la?
Ao parabenizarmos nossa cidade e seus filhos pelo transcurso dos seus 148 Anos, pensemos que algo à altura da Grandeza dessa Campina deve ser realizado e para seu pleno sucesso, antes de tudo, deve ser cuidadosamente planejado... se partirá da Administração Municipal, já deve constar das primeiras agendas do ano vindouro.
Pelo amor que esta cidade deposita aos seus filhos, natos ou adotivos, preferimos crer que estes lhe proporcionarão uma homenagem justa, digna e magna, que marcará todos nós, o que nos coloca em situação de expectativa, desde já.
De Paupinna à Villa Nova da Rainha, Campina SEMPRE Grande. Parabéns pelos seus 148 anos!
Editores do BlogRHCG
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| Foto: (c) Marcus Nogueira |
Nos
anos 20 o Brasil realizou um grande censo rural. Foram recenseados na Parahyba
18.387 estabelecimentos rurais, distribuídos nos seus 39 municípios. Campina
aparecia em posição privilegiada, com 1.374 propriedades.
Por
óbvio, naquela época o município englobava distritos que no decorrer da
história se tornaram independentes, razão pelo qual alguns sítios que aparecem
nesta relação não mais pertencem a Campina Grande. Há de se considerar que,
sendo propriedades rurais, as suas denominações em geral assumiam o nome dado
pelos seus donos, os quais, ao longo da história, podem sofrer alterações.
A
curiosidade fica por conta de alguns sítios que hoje são bairros (Prata,
Bodocongó, Alto Branco, Catolé), alguns distritos (Alvinho, Campinotes,
Galante) e outros cidades emancipadas (Lagoa de Roça, Lagoa Seca, Puxinanã,
Massaranduba, Boa Vista, Boqueirão). O “Extinto aldeamento dos índios”
pertencia ao governo do Estado, e o Sítio Santíssimo, a Nossa Senhora da
Conceição.
Dentre
os principais proprietários rurais, destacamos: o dinamarquês Christiano
Lauritzen (Cabeça do Boi); o velho professor Severino Gomes Procópio (Fazenda
Felix Amaro e Fazenda José Ferreira); o juiz Bento José Alves Vianna (Fazenda
Zabelê, Ladeira Tatu); Salvino Figueiredo (Bodocongó); Virgolino Pereira
Wanderley (Louzeiro); Capitão Canuto Agra (Sítio Maçaranduba); Coronel Eufrásio
Câmara (Chã do Tigre, Cachoeira de São Miguel, Cayanna); Manoel Ferreira da
Costa Salles (Açude Velho); o médico Chateaubriand de Melo (Fazenda Santa Maria);
e o Capitão Bento Olympio Torres (Tanque do Capim).
A
seguir, a relação das principais localidades a seu tempo: Zé Velho, Fazenda
Feix Amaro, Capim Grande, Malhadinha, Prata, Logradouro, Cajazeira, Baraúnas,
Luca, Bodocongó, Serra Joaquim Vieira, Ramada, Bello Horizonte, Cedro, Alagoa
de Dentro, Torrões de Dentro, Tororoca, Pussinannam (atual Puxinanã), Lagoa
Grande, Alagoa de João Gomes, Sítio Vargem Alegre, Estrada Lagedo das Moças,
Sítio de Pai Domingos, Sítio de Antas, Riacho de Catharina, Alagoa de Dentro,
Sítio São Januário, Sítio Vargem de Porteira, Samabaia, Veados, Fazenda São
Izidro, Estrada de Coités, Louzeiro, Victoria Diamantina, Estrada Lagoa de
Roça, Estrada Seridó, Imbaúba, São Sebastião, Gravatá, Alvinho, Campinotes,
Pedra d’água da Cachoeira, Engenho Conceição, Boi, Malhadinha, Alagoa Seca,
Gruta Funda, Quicé, Gravatá, Tomaz João, Floriano, Manguape, Furnas, Lages,
Engenho Ariticum, Canna, Alto Branco, Oiti, Guararema, Mineiro, Várzea do
Engenho, Campo Comprido, Serraria, Olho d’água do Rio, Genipapo, Souza, Estrada
Mata de Goiti, Mulata Suja, Sítio São Miguel Lucas, Sítio Maçaranduba (atual
Massaranduba), Gangorra, Sítio Salgadão, Cachoeira de Salgadão, Chan do Tigre,
Sítio Cachoeira da Gama, Sítio Cachoeira do Cumbe, Brito, Catolé do Britto, Boa
Vista, Poço d’Antas, Gameleira, Engenho Alagoa do Cumbe, Sulapa, Gravatá,
Fazenda Cayana, Mulunguzinho, Mulungú, Cajueiro de São Miguel, São Miguel,
Paquevina de São Miguel, Sítio Salobro, Cachoeira de Pedra d’água, Gavião,
Salgado, Sítio Canta Gallo, Jucá, Cardozo, Tanques, Fazenda Zebelê, Barro
Vermelho, Passagem, Cunha, Sítio Vaca Morta, Fazenda Torre do Barreto, Espinha de
Cobra, Sítio Timbauba, Riacho Marinheiro, Marinho, Pau Ferro, Sítio Açude
Velho, Sítio Socego, Sítio Novo, Sítio Surrão do Amorim, Sítio Quixaba, Estrada
Ligeiro, Fazenda Maracajá, Catolé, Salgadinho, Mata Redonda, Maxixe, Bom Jesus,
São Bento, Jurema, Boqueirão, Cabeça do Boi, Tambor, Monte Alegre, Estrada de
Queimadas, Piabas, Bodopitá, Galante, Bello Monte, Caturité, Louzeiro,
Referência:
- BRAZIL,
Recenseamento do. Relação dos
proprietários dos estabelecimentos ruraes recenseados no Estado da Parahyba.
Min. da Agricultura, Ind. e Comércio. Diretoria Geral de Estatística. Typ. da
Estatística. Rio de Janeiro/RJ: 1926.
Esta casa retratada abaixo marcou uma série de gerações, em virtude de ter sediado algumas escolas em nossa cidade, a exemplo do Colégio NESA e Equipe Classe A. Graças à especulação imobiliária, ele foi demolido e transformou-se em estacionamento.
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| Imagem do Começo dos anos 60 do Século XX |
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| Imagem de 2012 |
O Colégio NESA do Professor Ubirajara funcionou neste local nos anos 70 e 80. Logo após veio o Fênix do Professor Serafim Barros. Depois seria a vez do Colégio “CA”, que por causa de um problema com este nome, teve de mudar para “Equipe Classe A”. Vale salientar aos que ainda não perceberam que local é este, que ele se localiza em frente a Caixa Econômica Federal.

Entre o começo da década de 80 e meados da de 90 do século passado, o Brasil respirava automobilismo, principalmente, devido as performances de Nelson Piquet e Ayrton Senna na Fórmula 1.
Como sempre, nossa heróica cidade não poderia ficar de fora. Gilberto Gil certa vez disse que
Campina tinha um anseio de ser Nova Iorque, já que estava sempre a realizar grandes eventos, mesmo sendo uma cidade interiorana.
E não é que resolveram “inventar” uma corrida de kart em pleno centro da cidade. Não lembramos exatamente o ano, acreditamos que talvez possa ter sido em 1990. O circuito improvisado, passava pelas ruas Venâncio Neiva, Beco do 31 e parte da Marquês do Herval. Um foto dessa corrida foi resgatada por
Wilson Mendonça Furtado Júnior e cedida ao RHCG:
Foram realizados treinos livres, mas uma coisa incomodava os pilotos, que era o trânsito dos espectadores em plena “pista”. Realmente não existiam condições de se ter um evento ali, tanto é, que após ser dada a largada, os pilotos diminuíram a velocidade, ao perceberem que poderia acontecer um acidente de grandes proporções. O evento foi encerrado logo a seguir.
Mesmo após esse evento frustrado, fica aqui o registro da corrida. Se alguém tiver alguma informação sobre o ano correto, fotos ou até mesmo vídeos, mandem um e-mail pra gente (disponível no blog).
Corridas de Kart em Campina, porém, vem de antes do período citado acima. Professor Mario Vinicius Carneiro Medeiros, historiador, relata eventos ocorridos nos anos 70: A professora universitária Soahd Arruda, por sua vez, nos enviou outra foto, possivelmente do começo dos anos 80
, realizada às margens onde hoje se encontra o Parque Evaldo Cruz, no trecho do convento das Clarissas:
Para finalizar o tópico, uma homenagem ao representante de Campina Grande no automobilismo, Valdeno Brito. Vamos relembrar sua histórica vitória de 2008, na “Corrida do Milhão”, em imagens da TV Paraíba:
Através de uma composição de estudantes, boêmios e profissionais liberais afins, no ano de 1961, Campina Grande vivenciou um dos fatos mais memoráveis da História da nossa política: O Fenômeno Chico B.
Francisco de Almeida Batista, figura de extrema simpatia, de muitos amigos e freqüentador da boemia local, desenvolvia a profissão de barbeiro (daí derivava-se o “B” do seu apelido) naqueles anos quando foi alçado à condição de pré-candidato a Deputado Estadual representando as minorias ditas cansadas de eleger políticos “inoperantes”.
De acordo com o staff de colaboradores à época, Chico B representava a figura do homem simples, a quem se poderia credenciar como símbolo de honestidade por não possuir os vícios políticos, além de ser uma candidatura emanada do próprio povo.
Se soou como ironia no início, o propósito da idéia tomou conta da cidade!
Vários foram os eventos promovidos para arrecadação de fundos para campanha: passeatas, carreatas, comícios... Em todos havia garrafões gigantes onde eram depositadas as contribuições financeiras utilizadas na pré-campanha.
Diante da proporção com que o intento “tomava corpo” nas ruas e conquistava a simpatia dos comerciantes e dos populares locais, a alta cúpula política agia nos bastidores para que o pretenso candidato não conseguisse filiação partidária que lhe fornecesse legenda permitindo-lhe efetivar-se candidato em 1962.
Às custas de várias tentativas vãs de obter tal filiação, a candidatura de Chico B não procedeu, frustrando assim a possibilidade da gênese de uma candidatura surgida do próprio seio popular.
Vários foram os manifestos pró-Chico B editados nos jornais da época, tanto em apoio à causa, como de crítica a postura dos “caciques” dos partidos políticos por não concederem o direito da postulação. Entre as personalidades locais que expediram suas opiniões nos periódicos estão o jurista Agnello Amorim e o professor Stênio Lopes.
A TV Itararé, grande incentivadora da cultura local, desenvolveu sob a produção da jornalista Fernanda Lacerda no programa Diversidade a matéria que reproduzimos a seguir, a partir do resgate histórico promovido pelo blog Retalhos Históricos de Campina Grande.
A seguir o vídeo histórico da campanha de Chico B na íntegra. O vídeo é do começo dos anos 60 do século passado:
Esta imagem representa uma das manifestações de campanha política em prol da candidatura de Severino Cabral e Lúcio Rabelo aos cargos de prefeito e vice, respectivamente, nas Eleições Municipais de 1959.
Uma legião de eleitores acompanham os candidatos pela Rua Maciel Pinheiro, sendo possível identificar, ao fundo o Grupo Escolar Solón de Lucena (hoje Museu Artes), ao lado direito da foto a então Prefeitura Municipal (hoje Biblioteca Municipal) e o tradicional
Bar Macaíba, já foco de postagem anterior do Blog RHCG.

Um fato que marcou esta campanha foi o acirramento dos ânimos entre os candidatos Newton Rique, adversário direto de Cabral e Lúcio Rabelo, visto o fato deste ter acusado o industrial de estar financiando sua campanha com dinheiro dos depositantes do Banco Industrial de Campina Grande S/A, de propriedade da família Rique, o que gerou um pânico generalizado dos pequenos correntistas buscando na agência local o saque dos seus numerários disponíveis, tendo sido dispersa tal desconfiança graças aos comerciantes amigos do grupo Rique que simularam enormes filas para depósito na casa bancária, em contraponto ao movimento dos que buscavam retirada.
Ao resultado final, sagram-se vencedores Severino Cabral e Bonald Filho, vice da chapa oponente (nessa época, prefeito e vice eram eleitos separadamente).
Fonte: SILVESTRE, Josué. "Nacionalismo e Coronelismo"
O escritor
Epaminondas Câmara nasceu em Esperança no dia 04 de junho de 1900, sendo filho
do casal Horácio de Arruda Câmara e Idalgisa Sobreira Câmara. Seu pai era um lavrador,
homem íntegro e probo. Nesta cidade, aprendeu as primeiras letras com a
professora Maria Sobreira, na mesma escola freqüentada por Silvino Olavo e
Elísio Sobreira. Viveu neste município até 1910, quando então deixou o Riacho
Amarelo para banhar-se nas águas do Rio Paraíba.
A carta do ABC que
lhe ensinou foi o mestre-escola Minervino Cavalcante. Dividia os afazeres do
sítio com os livros e cadernos. E quando brincava, fazia currais de areia e
pedaços de tijolos, encurralando vacas de ossos que comprava a outros garotos
pagando com cédulas de cigarros.
Mudou-se com a
família para Batalhão (hoje Taperoá) e empregou-se no bazar comercial de seu
Joaquim Rodrigues Coura.
Com o falecimento de
seu genitor, ocorrido em 14 de fevereiro de 1921, veio residir em Campina
Grande juntamente com a mãe, uma irmã e um irmão, e passa a trabalhar no
escritório de Joaquim Azevedo. Deixando o primeiro emprego, procura ocupação na
firma compradora de algodão de Virgílio Maracajá, permanecendo até 1929.
Não freqüentou
escolas ou colégio regulares, mas aprendeu gramática com o professor Clementino
Procópio e noções de contabilidade com Renato Alencar. Os conhecimentos
contábeis lhe valeram um emprego no Banco Auxiliar do povo naquele ano, fazendo
carreira por 21 anos.
Sempre procurou se
instruir, com muita dedicação à leitura, enriquecendo o espírito e aumentando
sua biblioteca. Era considerado metódico, paciente e inteligente, possuidor de
excelente memória e meticuloso em suas anotações. Costumava pesquisar os
acontecimentos do cotidiano campinense.
Casado com sua prima
Isaura Gameiro (Isaura Câmara), não teve filhos. Homem íntegro, católico
fervoroso como sua mãe. Possuidor de uma alma doce e elevado espírito moral,
Epaminondas dedicou-se por muito tempo a sua formação moral.
Ajudou a fundar
algumas paróquias e Associação dos Moços Católicos, na cidade de Campina Grande
(1929), assumindo a Vice-presidência da entidade em novembro de 1934.
Participou igualmente da criação da revista mensal “Idade Nova” em 1937.
Na década de 40 publicou
dois livros os “Alicerces de Campina Grande” (1943) e “Datas Campinenses”
(1947).
No dia 24 de
fevereiro de 1945, seu nome foi apresentado à Academia Paraibana de Letras,
sendo eleito no dia 17 de março primeiro sucessor da Cadeira 18. Tomou posse no
dia 21 de julho daquele ano, recebido com um caloroso discurso do acadêmico
Hortênsio de Souza Ribeiro. Ocupou a cadeira do historiador Irineu Jóffily, sucedendo
ao poeta Mauro Luna.
Em 1951 doa boa parte
de sua coleção de livros à Biblioteca do Palácio Episcopal, organizada por Dom
Anselmo Pietrula, que se enriqueceu com quase 600 volumes.
Nesse tempo transfere
sua residência para o Rio de Janeiro, onde funda um escritório de
Representações e Corretagens.
O insucesso do
empreendimento o trouxe de volta a Campina Grande, no ano de 1952. Aqui estabelece,
em parceria com o cunhado José Costa de Carvalho, o Armazém Paraibano, nome de
fantasia da firma comercial Costa & Cia, comércio atacadista de miudezas e
armarinho.
Na Paraíba, descobriu
a chamada “Civilização da Farinha”, no período em que os colonizadores da
Paraíba praticavam uma agricultura de subsistência e de escambo, exportando o
excedente da farinha para o Sertão.
Epaminondas Câmara
faleceu às duas e meia da tarde do dia 28 de abril de 1958, “rodeado do amor dos seus, sem uma queixa,
sem um lamento”, como bem explicitou o amigo Cristino Pimentel. Preparava o
terceiro compêndio: Pequena Enciclopédia Brasileira para uso dos Católicos,
havendo concluído a letra A. Os seus restos mortais foram transladados para o
Cemitério Nossa Senhora do Carmo, em Esperança, onde se encontra o túmulo da
família.
Em Campina Grande,
uma das ruas do Bairro Catolé foi denominada em sua homenagem.
Referências:
- CÂMARA, Epaminondas. Evolução do catolicismo na Paraíba: Aos 500
anos da descoberta do Brasil. Prefeitura Municipal de Campina Grande,
Secretaria de Educação: 2000.
- PIMENTEL, Cristino. Mais um mergulho na história campinense.
Academia de Letras da Campina Grande, Núcleo Cultural Português. Ed. Caravela:
2001.
- PIMENTEL, Cristino. Historiador Epaminondas Câmara. A União,
edição de 18 de maio. João Pessoa/PB: 1958.
- SOARES, Antônio. Autores Parahybanos 99. Ed. Caravela:
1999.
Com a queda da Ditadura Vargas, em 1947, o país inseriu-se no primeiro processo de redemocratização após a promulgação da Constituição de 1946 e as instituições parlamentares municipais passaram a se chamar Câmaras Municipais.
De acordo com o Memorial da Câmara Municipal de Campina Grande, a 1ª Legislatura campinense compreendeu o quinqüênio de 1947 a 1951, tendo os vereadores sido eleitos em 12 de Outubro de 1947 e empossados no dia 29 do mesmo mês e ano.
Os edis eleitos foram:
Antonio Luiz Coutinho (PSD)
Protásio Ferreira da Silva (PSD)
Pedro Sabino de Farias (PSD)
João Cavalcanti Pedrosa (PSD)
Ottoni Barreto Serrão (UDN)
Maria Dulce Barbosa (UDN)
Gumercindo Barbosa Dunda (UDN)
Antonio José Rodrigues (PSD)
Arthur Villarim (PSD)
Nesta semana em que evidenciamos o início das Campanhas Eleitorais, após os registros de candidaturas, calha o encarte abaixo, datado de 1935.
Grande registro histórico, cedido pelo conhecedíssimo chaveiro Buru (Júnior), mais uma vez contando com o intermédio do foto-jornalista
Cláudio Góes.
Esta cópia de panfleto da Campanha Eleitoral do ano de 1935 era parte integrante do livro "Da Revolução de 30 à Queda do Estado Novo", de autoria do jornalista Josué Sylvestre. Uma curiosidade peculiar: dentre as várias solicitações profissionais ao citado chaveiro para abertura de cofres antigos, este material é parte de um desses "achados"; material considerado velharia para alguns mas, de suma importância para aqueles que tecem a História da nossa cidade item por item, retalho por 'Retalhos'.
Dentre os candidatos presente na chapa do Partido Progressista daquele ano, encabeçada pelo revolucionário
Vergniaud Wanderley, podemos destacar:
MARIA DULCE BARBOSA
Representava o então Distrito de Queimadas e, em 1949, quando foi eleita pela primeira vez, também foi a primeira mulher eleita vereadora da Região Nordeste.
ZACHARIAS DO Ó
Proprietária da primeira casa mortuária da cidade, na Década de 30. Foi co-fundador do Améria FC junto com Antonio Bióca.
DEMÓSTHENES BARBOSA
VENEZIANO VITAL
Pai do saudoso tribuno Vital do Rêgo, avô do atual prefeito de Campina Grande Veneziano Vital do Rego Segundo Neto.
FRANCISCO MARIA
Pai do famoso jornalista campinense
Chico Maria.
De acordo com o manuscrito no verso do panfleto, a raridade acima pertencia ao Sr. Silvino Fernandes Moura.
O SBT (Sistema Brasileiro de Televisão) fez tempos atrás, uma série de propagandas em homenagem a diversas cidades do Brasil. Campina Grande não ficou de fora. A escolhida do elenco da TV de Silvio Santos para falar da cidade foi Hebe Camargo, que infelizmente veio a falecer neste 29 de setembro de 2012. Abaixo, os visitantes do "RHCG" podem assistir ao comercial e guardar na lembrança, o dia em que a "Rainha da Televisão" interagiu com nossa cidade: