Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
retalhoscg@hotmail.com

QUAL ASSUNTO VOCÊ ESTÁ PROCURANDO?

O pessoal que visita o "RHCG" gosta muito da idéia da postagem de antigos cartões postais de Campina Grande. É uma oportunidade de conhecer ou relembrar, várias paisagens de nossa bela cidade. Abaixo, 5 imagens dos anos 80 do século passado:

Estátua de João Rique

FIEP

Parque Evaldo Cruz

Prédio da Receita Federal

Antiga UFPB (hoje UFCG)
Chico Anísio sempre teve uma admiração por nossa cidade. Nos anos 70 por exemplo, ele sempre brincava com o Treze, quando um personagem seu, jogador de futebol, tinha como sonho jogar no "Galo da Borborema". Claro que era gozação, porém, em certas ocasiões ele falava sério, como por exemplo, alguns anos após a construção da casa de shows Spazzio. Era comum ele citar a casa de eventos de Campina Grande em algumas entrevistas, lembrando que era a "Maior Casa de Shows da América Latina" (começo dos anos 90).

A reportagem a seguir, fruto de uma reprodução do Diário da Borborema de 1985, retrata uma passagem de Chico por Campina Grande. Observem, que Chico estava querendo criar um personagem inspirado em Biu do Violão, aquele que alguns conhecem perambulando por Campina, com um violão a tira-colo tocando músicas de Roberto Carlos:


Sobre Biu do Violão, o ex-governador Cássio Cunha Lima contou no programa “Mesa de Bar” da Rádio Cariri uma passagem bastante engraçada sobre o folclórico personagem. Ele disse que certa vez estava no Restaurante Miúra, recebendo um General como convidado, quando chegou Biu e após ter dado uma tapa nas costas do militar, disse para espanto de todos: “Só quer ser o vigia da Caranguejo”, pra quem não sabe, a Caranguejo que Biu se referia é a fábrica do famoso aguardente localizada em Campina Grande.

Biu nos anos 80, quando por gozação queriam candidatá-lo a senador

Tópico Memória: A Tragédia da Queda do Avião em 1958

Sou um dos sobreviventes do acidente aéreo ocorrido em Campina Grande no ano de 1958. Vínhamos, eu e mais dois irmãos, filhos do comerciante AFONSO CORDEIRO AGRA, tendo meu irmão, Afonso Cordeiro Agra Filho falecido naquele acidente.Quanto a mim, fiquei em coma durante 4 dias, enquanto meu outro irmão, Feliciano, nada sofreu. Lamentei muito a história contada por Renato Aragão quando se referiu a floresta e aos saques efetuados. As jóias que vinhamos com elas, correntes e relógios em ouro, foram devolvidas ao meu pai pelo pessoal do exército que foram para o local. Não havia mata, floresta, mas sim um roçado de milho. Fico a disposição dos historiadores para qualquer esclarescimento, pois o que está se vendo hoje são várias histórias mal contadas e deturpadas.

Quando contabilizamos a chegada de um novo ano, é praxe fazermos o Balanço do ano que se finda... Para nós, 2010 nos trouxe a alegria da propagação da idéia proposta para o intento desse web-espaço.

Nos consolidamos, além de fonte para pesquisas,  como fonte de leitura diária de muitos campinenses espalhados por todo o mundo, como nos afirmam as estatísticas apresentadas pela plataforma Blogger.

Receber e-mails e comentários todos os dias com informações, críticas, sugestões, ilustrações, complementos, entre outros, nos remete à responsabilidade de proporcionar, com o novo ano que se aproxima, a manutenção e o aperfeiçoamento constante desse “Baú Virtual” de informações Históricas, provendo a quem acessa o maior contingente Histórico disponível na internet, sobre a cidade de Campina Grande, nossa querida Rainha da Borborema.

Que nossa satisfação em 2010 seja repassada, de forma multiplicada, como desejo de sucesso, a todos os leitores do Blog Retalhos Históricos de Campina Grande para 2011.

Feliz e Próspero Ano Novo!!

Emmanuel Sousa, Adriano Araújo e Todos os Colaboradores da História
Em 2001, uma reportagem sobre Campina Grande na revista americana "Newsweek" causou furor em todo o Brasil. A "Rainha da Borborema" foi retratada como um pólo tecnológico, sendo a única no Brasil e na América Latina a ser lembrada pela publicação. Um de nossos colaboradores, Eduardo Henrique Diniz de Figueiredo, disponibilizou a tradução da matéria para o blog "RHCG".

Uma nova marca de cidades tecnológicas

Campina Grande, Brasil - Em meio à região seca do nordeste do Brasil, está um oásis de chuva e oportunidade. Meio século atrás, mercadores de Campina Grande importaram antigas prensas de algodão para construir um centro têxtil de ponta. Agora essa localidade interiorana abriga 50 empresas que produzem de tudo, desde softwares a telas eletrônicas. Campina Grande estabelece o padrão da indústria tecnológica para o Brasil.

A chave é a Universidade Federal da Paraíba [nota do tradutor: na ocasião da publicação desta reportagem, a atual Universidade Federal de Campina Grande ainda fazia parte da Universidade Federal da Paraíba]. Em 1967, acadêmicos paraibanos viabilizaram a compra de um mainframe IBM de $500 mil, criando uma tradição na computação que atrai estudantes de toda a América Latina. A Paraíba criou um parque tecnológico em 1984 que gerou cerca de 60 empresas, de fazendas de camarão a portais da internet. Novas companhias que surgiram na cidade incluem a Light Infocon, que produz softwares usados pelo setor de inteligência policial no combate ao tráfico de entorpecentes. O talento local também atrai gigantes como a Coteminas, a mais sofisticada indústria têxtil da América Latina. A tecnologia contabiliza cerca de 20% da economia de $650 milhões da cidade, e explica porque a renda local fica em torno de $2.500, o dobro do valor médio da região nordeste [nota do tradutor: valores da época da publicação desta reportagem]. A tecnologia é lucrativa, mesmo em uma localidade interiorana.

OBSERVAÇÃO DO TRADUTOR:

Por questões de idiomaticidade, a preocupação maior da tradução foi manter o sentido e espírito do texto original, ao invés do foco ao pé da letra."
Sem dúvida, após o Especial do dia 26/12/2010 de Renato Aragão na Globo, muitas polêmicas e curiosidades foram criadas e originadas por essa, digamos, novidade para os fãs do "Trapalhão" no Brasil e também aqui em Campina Grande. Para nós (campinenses) a história era conhecida, mas nacionalmente foi um fato novo sobre a carreira de Renato. O Blog "RHCG" bateu no dia de ontem, recordes de visualizações, na busca pelo texto do nobre Severino Lopes do Diário da Borborema, assim como pelo vídeo explicativo da TV Itararé. Uma das dúvidas surgidas foi sobre a presença de religiosas (freiras) no avião. Professor Mario Vinicius Carneiro, sempre atento a história de Campina Grande, nos enviou os "scans" do Diário da Borborema da época do evento trágico: "Para esclarecer dúvidas sobre a presença de religiosas (freiras) no acidente do Loyde em 1958, envio algumas fotos. Se você for às edições dos dias seguintes ao acidente, encontrará a história que contei", disse professor Mário. As reproduções seguem abaixo (cliquem para ampliá-las):




Cai por terra assim, a história que foi mostrada no especial, dizendo que Renato Aragão no mesmo dia (noite) tinha ido para Fortaleza. Por outro lado, a história deste acidente foi publicada como curiosidade, no livro de professor Mario Vinicius Carneiro sobre o Treze Futebol Clube. Uma edição deste livro, foi enviada a residência de "Didi". Porém, o autor nunca teve informações se esse livro chegou a ser lido pelo mesmo.

Anexo:


Reportagem da TV Paraíba sobre o acidente:


Fonte: Acervo Diário da Borborema

O material abaixo nos foi enviado por Rau Ferreira, do blog "História Esperancense". É um anúncio de um escritório de Advocacia, registro encontrado no jornal "A União" de 30 de abril de 1926:


Falando em Rau Ferreira, seu esforço em contar a história de Esperança-PB já está gerando frutos. Ferreira lançou um livro biográfico sobre Silvino Olavo, poeta esperancense. Maiores informações sobre a obra, acessem o site: http://memoep.tk/ .
Tópico "ARTIGO: O fim da Indústria I.S.A. em Campina Grande-PB"

"No fim tudo dá certo, se não deu certo, é porque ainda não chegou ao fim”... 

Com esta frase, além de se encerrar o texto da colaboradora Ana Santino, também se encerra um ciclo de mais de 50 anos entre a Cia Fracalanza e a outrora próspera cidade de Campina Grande, uma das maiores propulsões comerciais dos anos 30, 40, 50 e 60!

A ISA era uma das poucas indústrias cinquentenárias ainda em atividade na cidade. A História da sua fundação e manutenção ao longo desses anos é emocionante, assim como sua despedida, cedendo espaço a mais um conglomerado comercial do ramo de supermercados, provavelmente a ser instalado em Campina Grande.

Para que a contribuição industrial promovida pela ISA ao longo da História não seja esquecida, seus registros e suas fotos estarão sempre rememorando a lembrança dos campinenses.

Por um erro nosso, não podemos identificar de qual jornal foi extraído o documento acima. Acreditamos que seja do Jornal da Paraíba, coluna do saudoso William Tejo, que sempre teve a preocupação de resgatar a história campinense.
 
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