Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
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Belo registro fotográfico do monumento "Os Pioneiros", datado de 1971:


Fonte: http://travel.webshots.com/photo/1258454608026823078klmaUd

Uma interessante reportagem realizada pela TV Borborema, relatando a visita da Seleção Brasileira de Futsal a Campina Grande. Seria um jogo contra os russos. As delegações aproveitaram e foram visitar o Museu Histórico da cidade.


Há fatos pitorescos sobre esta partida que o Gavião venceu por 4x1 o Campinense. O Treze iria jogar em Esperança contra o América. Porém, como chovera na noite anterior e o campo estava sem condições de jogo, os trezeanos combinaram de ir ao estádio Amigão. Até parecia ser o Clássico dos Maiorais em termos de torcidas.

Começou a partida e, aí, veio o inesperado. O primeiro tempo terminou 2 x 0 para o tricolor. No final, o Gavião aumentou para 4 x 1 !

Eu recordo que, logo após o jogo,os trezeanos ligavam para os programas esportivos dizendo que o CC iria protestar o jogo, pois soubera que Bispo jogara sem a autorização do Papa ! E no dia seguinte, lá no Calçadão os torcedores do Treze e da Desportiva juntaram-se para azucrinar a torcida raposeira. Chegaram a comprar todo o horário do programa da Rádio Caturité "Postal Sonoro" para oferecer para os rubronegros, inúmeras vezes, uma música dos Golden Boys cujo refrão era: "um, dois, três, fica assim de gavião ! O meu barraco fica assim de gavião..."

Escutem o tema musical "Ninguém Tasca", que originou a gozação dos trezeanos com os raposeiros:

Por Valberto José (Publicado originalmente no Jornal da Paraíba)

Muito se fala e se escreve sobre a transformação de clubes de futebol em empresa, mas  alguns anos, um grupo de desportistas de Campina Grande-PB, formado em sua maioria, por dissidentes do Campinense, tentou fundar um clube empresa. A tentativa logrou êxito imediato porque logo no primeiro campeonato disputado a equipe foi vice-campeã. A existência da agremiação, contudo, não durou mais do que dois anos.

A fundação da Sociedade Desportiva da Borborema foi cercada de grandes perspectivas, uma vez que a maioria de seus dirigentes tinha um passado recomendado nos bastidores do futebol. Além disso, o clube foi criado com um invejável suporte financeiro, destacando-se um terreno loteado, que era o seu principal patrimônio. Como todo esse suporte, os planos de seus dirigentes eram bastante ambiciosos e traduzia-se na construção de uma sede social no hoje nobre bairro do Catolé e um amplo e coberto ginásio de esportes.

Logo na elaboração do novo clube, os dirigentes fundadores cuidaram de montar toda uma estrutura de marketing para que ele se tornasse uma grande organização empresarial futebolística e atraísse os torcedores de Treze e Campinense. A data de fundação - 11 de outubro de 1975 -, por exemplo, foi escolhida de propósito e se constituía numa singela homenagem a Campina Grande, pois coincidia com a data de sua emancipação política.

A noite de 11 de outubro de 1975 foi marcante para a Desportiva Borborema, quando uma programação selou a fundação da nova agremiação futebolística, numa reunião solene com direito a girândolas, balões e coquetel à imprensa e convidados. Nela, constaram ainda a eleição da primeira diretoria e assinatura da escritura do terreno.

Com a eleição e a posse dos dirigentes, o clube partiu para a formação de seu elenco. Inicialmente, com o recrutamento de jovens valores no futebol amador de Campina Grande e região do Compartimento da Borborema. Depois, com a aquisição de jogadores vindos de outros Estados, principalmente Rio e São Paulo.

Pelo menos 12 atletas foram contratados, boa parte deles da Portuguesa de Desportos. Sílvio e Jorge Luiz, goleiros, Tinteiro, Bispo, Mazinho, Radar; entre outros, foram alguns dos atletas adquiridos fora. No decorrer do ano de 76 foram contratados Edgar, Odon e até Pedrinho Cangula, no Estado.

Para o comando técnico da equipe, a diretoria foi buscar o técnico Paulo Mendes, com passagem pelo Bangu e alguns cursos para função. O catimbeiro Adalberto Lima foi outro adquirido pelo clube.

Fundado com o objetivo de revelar jogadores, a Desportiva Fez uma verdadeira "peneira" e conseguiu revelar atletas como os laterais Birungueta e Severo, o zagueiro Ari, o meia Fio ou Celso, que jogou na Suíça, e Reinaldo, entre outros. O time de juniores ainda disputou a Copa Itatiaia, em Belo Horizonte.

Com as cores branco, azul e vermelha e adotando como símbolo um gavião, a equipe conseguiu sua primeira vitória num jogo contra o Guarabira, no "Amigão", saindo vencedora por 3 a 0 e atuando com Sílvio; Romário, Everaldo, Zecão e Birungueta; Ronaldo, Odon e Cláudio; Edmilson, Radar e Jair.

BRIGA COM A FPF AJUDOU NO AFASTAMENTO DO CAMPEONATO

Na qualidade de clube de futebol profissional, a Desportiva não completou nem dois anos direito. Em agosto de 1977, insatisfeita com os dirigentes da Federação Paraibana de Futebol, cujo presidente era Genival Leal de Meneses, o clube acompanhou Atlético de Sousa, entre outros, e abandonou o Certame Estadual daquele ano.

Em nota enviada à entidade, a diretoria tricolor se queixava de que ela só beneficiava o Botafogo. Engavetamento e rasuras de contratos de alguns jogadores, por funcionários da FPF, foram algumas das acusações do clube. Isso fez com que algumas contratações não fossem concretizadas e o clube ficou com um elenco bastante resumido para disputar uma competição.

Genival Leal de Meneses, o presidente da FPF, retrucou as acusações, afirmando que o Gavião abandonou o certame porque seus dirigentes não tinham dinheiro para manter o elenco.

A desativação do clube para o futebol profissional foi conseqüência das divergências de pensamento de seus dirigentes.

Quem afirma é o seu ex-presidente Lamir Motta, para quem existiram outras razões, entre as quais íntimas e que, por isso mesmo, ele não quer revelar.

Motta concorda que a criação da Desportiva Borborema como clube empresa foi apenas uma tentativa. "Tentou-se formar...", reconhece.

EX-PRESIDENTE ACHA QUE HOJE DARIA CERTO

Apesar da tentativa frustrada de um clube empresa, o ex-presidente da Sociedade Desportiva Borborema, Lamir Motta, acha que hoje essa investida daria certo. Motta acredita como um dos motivos do fracasso do Gavião como empresa a falta de uma legislação específica, na época, para dar amparo legal à associação.

Por isso mesmo o também ex-presidente do Campinense Clube acha que, Ana atualidade, qualquer grupo de desportistas que quiser fundar um clube empresa terá sucesso, já que hoje existe uma lei dando respaldo. Dentro dessa plataforma é que ele é um dos artífices da transformação do rubro-negro numa empresa de futebol.

EQUIPE NUNCA PERDEU PARA O CAMPINENSE E ATÉ GOLEOU

Fundando por uma dissidência do Campinense Clube, era natural que o "time de Zé Pinheiro" se tornasse o principal rival do Gavião, nos seus jogos pelo Campeonato Paraibano de Futebol. De fato, a rivalidade foi tamanha e maior ainda a sede de revanchismo da nova equipe, que durante sua curta existência não perdeu nenhum jogo para o rubro-negro.

Houve até uma histórica goleada de 4 a 1 no primeiro confronto entre ambos, no dia 28 de março de 1976, e que ainda hoje faz corar de vergonha. Bispo, Ronaldo, Edgar e Radar marcaram os gols do tricolor.

O ex-presidente Lamir Motta ainda hoje tem arquivada a bola do jogo, devidamente autografada pelos jogadores que participaram da partida. Douglas Ferreira guarda nos seus arquivos a foto da equipe e confirma que até no certame de juniores o tricolor manteve essa invencibilidade.

DECISÃO DE TÍTULO COM O BOTA

Na sua primeira participação no Campeonato Paraibano de Futebol, a Desportiva Borborema conseguiu desbancar Treze e Campinense. A equipe decidiu a competição com o Botafogo de João Pessoa, perdendo por 1 a 0.

Na verdade, o Gavião decidiu o segundo turno com o time da Capital, que ganhara o primeiro. O jogo foi realizado no dia 11 de julho de 1976, no "Almeidão" e o atacante Bispo chegou a perder um pênalti nos minutos iniciais.

Dirigido por Ivan Navarro, jogou com Sílvio; Roberto Oliveira, Toni, Almir e Tinteiro; Ronaldo, Odon (Cláudio) e Mazinho; Edmilson, Edgar e Bispo. O Botafogo foi campeão com Pompéia; Vinícius, João Carlos, Zé Luiz e Fantick; Baltazar, Reinaldo (Nilson) e Roberto Viana; Lucas, Mauro e Vandinho.

EX-SUPERVISOR SEGUROU TIME AMADOR E CONSERVA ARQUIVO

Ex-supervisor das divisões de base da Sociedade Desportiva Borborema e o homem que manteve o clube juridicamente vivo, Douglas Ferreira tem em casa um verdadeiro arquivo da efêmera existência da agremiação no profissionalismo do futebol paraibano. São fotos, recortes de jornais e até o diploma de vice-campeão de 1976, concedido pela Federação Paraibana de Futebol.

Ferreira, aliás, manteve o Gavião em atividade no futebol amador até 1998, quando resolveu se afastar para se dedicar mais à vida particular, cuidando de sua empresa. Douglas justifica que cansou de trabalhar sozinho pela agremiação. "Eu era presidente, treinador, roupeiro...", diz.

Na verdade, ele tirou o clube do certame da Liga Campinense de Futebol desde quando deixou a presidência da entidade, depois de desentendimentos com a FPF. "A Liga está acéfala", acusou.

Além de ter em casa um arquivo que traduz a história da Desportiva Borborema, Douglas Ferreira é o responsável direito pela existência legal do clube. Ele confirma que, juridicamente, o clube está todo em ordem.

No arquivo que Douglas conserva em sua residência, há álbuns com recortes de jornais, uma grande quantidade de fotos e uma espécie de caderneta com as anotações de todos os jogos da equipe. O que deixa o zeloso tricolor mais orgulhoso é o diploma de vice-campeão do ano de 1976 e que ele faz questão de mostrar.

Os dirigentes fundadores

Diretoria Executiva

Presidente: Lamir Motta

Vice-Presidente: Sebastião Alexandrino Leite (Menininho)

Diretor Financeiro: José Nunes Leite

Diretor Administrativo: Amaury Abrantes P. de Oliveira

Diretor de Esportes: Sebastião Alexandrino Leite

Conselho Deliberativo

Presidente: José Aurino de Barros Filho

Vice: José Borges de Medeiros

Secretário: Oscar Adelino de Melo

Auditoria Fiscal


Efetivos

Lourival Neiva Freire

Antônio Cabral de Castro

Luiz Alves da Silva

Suplentes

Newton Figueiredo

Hércules Gomes Pimentel

Pedro A. de Medeiros

Assessor Jurídico

Marcos William Guedes de Arruda (Macola)

Relações Públicas

Crysóstomo Lucena de Holanda

Assessor de Assuntos Gerais

Janos Tratai

Superintendente dos Departamentos de Esportes

José Aurino
Em 1980, no comecinho da carreira, Elba Ramalho que tem fortes ligações com Campina Grande se apresentou no programa da Rede Globo: "Fantástico". O vídeo pode ser assistido logo a seguir:

Antigos Afrescos no Teto da Catedral de Nsa. Sra. da Conceição - Arte do sumeense Miguel Guilherme
No dia dedicado aos festejos da padroeira de nossa cidade, reproduzimos o vídeo abaixo, onde o Programa Diversidade da TV Itararé, em reportagem apresentada por Saulo Queiroz sobre arte sacra, exibe a riqueza artística encontrada na Matriz de Nossa Senhora da Conceição:


No segundo vídeo, em matéria exibida pela TV Paraíba, Padre Márcio Henrique, pároco da Matriz de Nossa Senhora da Conceição, explica de forma objetiva a louvação dos cristãos católicos à Maria, mãe de Jesus e, em especial, sua adoção como Padroeira da cidade de Campina Grande:




Nesta raridade fotográfica, publicada no periódico estatal "A União" em 1942, percebemos o processo de pavimentação da Rua Venâncio Neiva, no Centro da cidade de Campina Grande, na segunda administração do revolucionário prefeito Vergniaud Wanderley.

A rua Venâncio Neiva era uma das vias públicas tomadas pela Feira Livre que ocupava as principais ruas do Centro da cidade, à exemplo da rua Maciel Pinheiro. 

Um ano antes, em 1941, estas áreas foram desocupadas das atividades de livre comércio para se instalarem, em definitivo, no Bairro das Piabas, local hoje conhecido por Feira Central.

Foto: (in) FILHO, Severino Cabral. "As cidades na fotografia: uma experiência modernizante 
em CampinaGrande – PB (1940-1944)"

Pela contribuição de mais um leitor do nosso blog, Welton Souto Fontes, divulgamos a foto acima. Trata-se da Rua Maciel Pinheiro nos idos dos anos 30!

A foto remete, à sua esquerda, a imagem do Cine Fox, antigo concorrente do Cine Apolo, ambos estabelecidos na mesma rua, de importante tradição em nosso Município.

Conforme a narrativa enviada por Welton: "Concorrendo com o Apolo, surge em 1918 o Cine Fox, localizado também na Maciel Pinheiro, fundado por Américo Porto e Alberto Saldanha. O Fox era denominado como “Cine Pulga” por ser frequentado principalmente por pessoas mais humildes. Os filmes eram acompanhados pela orquestra do Professor Capiba. Os cinemas “Apolo” e “Fox” eram localizados na atual Rua Maciel Pinheiro, seus proprietários eram adversários políticos e usavam de seus negócios na campanha partidária."

Mais uma vez agradecemos a participação sinérgica dos nossos leitores, que hoje têm se tornado colaboradores do resgate da memória de Campina Grande.


Atualização:


Disponibilizamos aos amigos do "RHCG", mais dois registros do Cine Fox:




Foram eleitos ontem (03-12-2010), os novos mandatários do Treze Futebol Clube. Tratam-se de Fábio Azevedo (presidente) e Hélio Soares (vice-presidente). A paixão desses jovens pelo Galo da Borborema é antiga e em 2000, em reportagem da TV Paraíba, bem antes do sonho pessoal de comandar o Galo da Borborema, o assunto já era o Treze. Na reportagem a seguir, imagens raras de Plácido Veras (Guiné), autor do primeiro gol do Galo e também de Antônio Bióca, o mais famoso dos fundadores do Treze. Aparece ainda o professor Mário Vinicius Carneiro, autor do livro histórico sobre a equipe de São José:

 

Agradecimentos a Eduardo pelo vídeo cedido.
A Rua João Pessoa localizada no centro da cidade, teve várias denominações ao longo de sua história, como por exemplo Rua da Areia e rua Dr. João Leite. Antigamente, quando existia o Cemitério localizado onde hoje se encontra as Boninas, a Rua João Pessoa também era conhecida com a estrada do Cemitério.

Rua Dr. João Leite em 1925 (atual João Pessoa)

Fatos históricos de nossa cidade tiveram a Rua João Pessoa como seu palco. Foi lá o primeiro contato do futebol com o povo campinense, em treino organizado por Antônio Fernandes Bióca.

Rua Dr. João Leite em 1929 (Atual João Pessoa)

A Rua João Pessoa sempre serviu de grande entreposto comercial, principalmente no auge do algodão, fato que impulsionou o crescimento econômico de nossa cidade.

Rua Dr. João Leite em 1929 (Atual João Pessoa)

Com o assassinato do Presidente (Governador) da Paraíba, João Pessoa, uma grande comoção tomou conta do Estado, sendo fator decisivo para que a antiga rua Dr. João Leite fosse renomeada em homenagem ao ex-governador morto em 1930.

Rua João Pessoa em 1957

A Rua João Pessoa continua tendo um comércio muito forte, além de ser sede de várias agências bancárias da cidade, continuando assim a impulsionar o desenvolvimento comercial da Rainha da Borborema.

Fotos Atuais:






Fontes Utilizadas:

-Datas Campinenses - Epaminondas Câmara - RG Editora e Gráfica
-IBGE
-Acervo Pessoal
 
BlogBlogs.Com.Br