Do acervo de Jerônimo Bento de Melo:
"Trata-se de uma bela imagem publicada em um encarte da revista Veja, a Veja 28 Graus (edição de abril de 1991), que circulava apenas em Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. A imagem, capturada do edifício da FIEP, creio, é parte de uma matéria sobre o avanço tecnológico de Campina Grande". (Jerônimo Bento de Melo)
Enviada por Jerônimo Bento de Melo, uma imagem do passado de Campina Grande. Nas palavras do próprio Jerônimo: "Vasculhando meu alfarrábio descobri numa velha enciclopédia uma antiga fotografia de Campina Grande. Não sei precisar a data, mas deve ser dos anos 70 do século passado. A foto, parece ter sido capturada do Edifício Rique e nela destacam-se a Rua Maciel Pinheiro em primeiro plano; a Av. Janúncio Ferreira ao centro; e, ao fundo, duas ruas projetadas que talvez sejam as atuais Rua Nossa Senhora de Lourdes e Rua Maria Vieira".
Pode não parecer mas, a imagem acima é uma foto captada no ano de 1940, do acervo do Museu Histórico de Campina Grande, que mostra parte da Rua Maciel Pinheiro, mais precisamente a antiga Praça Epitácio Pessoa.
Os edifícios vistos ao centro da imagem são o Pavilhão Epitácio e, vizinho, o Sobrado de Cristiano Lauritzen. Ambos ainda existentes, porém, escondidos atrás do Edifício do Livro, onde funcionava a Livraria Pedrosa.
Nascido na fazenda Cajazeiras, Campina Grande, Paraíba, em 17 de julho de 1886, Cândido Firmino de Mello Leitão foi Médico e Zoólogo, foi uma das maiores autoridades mundiais em aracnologia, a disciplina que estuda as aranhas.
Diplomou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. No início de sua carreira, dedicou-se à pediatria. Apesar de ter abandonado sua grande clientela particular, seduzido pela zoologia, ocupou até morrer o cargo de diretor da policlínica de crianças José Carlos Rodrigues, da Santa Casa de Misericórdia, um dos mais importantes hospitais infantis do Rio de Janeiro.
Como zoólogo viveu grande parte de sua vida em Pernambuco e seu primeiro trabalho na zoologia foi em 1913, na Escola Superior de Agricultura e Medicina Veterinária em Piraí, estado do Rio de Janeiro, em que foi professor de Zoologia Geral e Sistemática.
Foi interno do Hospital São Sebastião, livre-docente da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e inspetor-sanitário da Diretoria da Saúde Pública. Exerceu as funções de médico do Loyd Brasileiro, da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência e da Casa dos Expostos da Santa Casa de Misericórdia.
Sua produção científica é constituída por mais de 600 obras que incluem publicações especializadas, monografias e livros didáticos e de divulgação científica. Entre esses livros, destacam-se "O compêndio brasileiro de biologia", "A vida nas selvas", "O dicionário de termos biológicos", "A vida maravilhosa dos animais".
Foi um pioneiro na reformulação do ensino da Biologia no Brasil; antes que se introduzisse esse tema como disciplina, publicou sua Biologia geral (1922), e ainda antes que se falasse de biogeografia, lançou Biogeografia do Brasil (1930). Publicou também A biologia no Brasil (1937), Zoogeografia do Brasil (1937), História das expedições científicas no Brasil (1937), Visitantes do primeiro Império (1934).
Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, em 14 de dezembro de 1948. Em Campina Grande, há uma rua com seu nome localizada no Bairro da Prata.
Fontes Consultadas: Wikipédia e Portal Paraíba
A foto abaixo, foi enviada por Jobedis Magno:
A imagem remete à Campanha para Presidente da República, em 1989. Podemos visualizar Ronaldo Cunha Lima (aguardando a campanha para governador de 1990), Cássio Cunha Lima (então Prefeito de Campina Grande, em seu primeiro mandato), Ulisses Guimarães (presidente nacional do PMDB e presidenciável), vereadores Antonio Pimentel Filho e Félix Araújo Filho (ambos da bancada peemedebista).
Ulisses Guimarães faleceu vítima de um acidente na região de Angra dos Reis, em 12 de Outubro de 1992, quando o helicóptero em que viajava caiu no mar. No acidente, morreram também o piloto, a esposa de Ulisses Guimarães, o senador Severo Gomes e sua esposa).

Fico triste com a notícia. Há muito tempo o casarão onde morou o saudoso Severino Cabral vem pedindo socorro, com sua estrutura física extremamente comprometida, muito cupim, seus tijolos expostos, ornamentados por plantas que vinham nascendo na sua fachada. Acontece que outras casas e monumentos que também estão precisando urgentemente de reparos. O antigo cinema São José ( de todas as recordações boas que tenho de nossa cidade, este cinema no bairro do São José onde nasci traz muitas referências e recordaçoes boas. Boa parte de minha infância e juventude está relacionada a ele. Tão belo e maravilhoso. Recordo o passado. Uma tristeza me invade sabendo do estado lastimoso em que se encontra. Será este o triste fim das coisas que remetem ao passado desta cidade tão cantada aos quatro cantos por tantas vozes? Triste lamento. O que os "poderosos" que tanto se aproveitam dos encantos desta terra estão fazendo para evitar tais acontecimentos? Quem poderá me responder? Os proprietários? Sem condições financeiras abandonam seus prédios. O que fazer? Esperamos dos órgãos públicos uma postura de compromisso referente à preservação do nosso patrimônio. Não basta enriquecermos as páginas de livros que nos colocam como referência arquitetônica. É necessário, urgentemente, que se cumpra a promessa de salvaguardar a memória e a história do povo campinense.
VAMOS LUTAR PARA PRESERVAR ESSE PATRIMONIO PARA QUE FUTURAMENTE NÃO SEJAM SOMENTE LEMBRANÇAS FOTOGRÁFICAS...
UM ABRAÇO AOS AMIGOS e leitores deste belo Site RHCG.
Dos arquivos de Rau Ferreira (http://historiaesperancense.blogspot.com/), mais um registro do sistema de água e esgoto de Campina Grande. A imagem foi retirada do jornal "A União" de 19 de agosto de 1937.
Estamos vivenciando um tempo em nossa urbe onde, ao que se constata, nada mais importa a não ser o bem próprio, diante de um exacerbado sentimento ego centrista de grande parte dos empreendedores campinenses.
Nos últimos anos acompanhamos o crescimento do emergente mercado imobiliário local, que vem provocando a maior revolução econômica deste setor, ante a especulação financeira promovida não só pelos agentes corretores, como também pelos cidadãos detentores de bens imóveis.
De forma letal, Campina Grande se rendeu ao brilho nos olhos provocado pelas cifras geradas por este boom financeiro e se esqueceu de preservar sua História através da arquitetura urbana.
Lentamente fomos perdendo, ao longo das últimas duas décadas, grandes referenciais urbanos de arquitetura Histórica, principalmente as localizadas no Centro comercial e adjacências para dar lugar a empresas do ramo farmacêutico, sapatarias e, atualmente, de forma frenética, para construção de edifícios ou, a banalização total do descaso com a instalação de estacionamentos.
Como se não bastasse a destruição dessa História por parte da iniciativa privada, o Poder Público Municipal também vem demonstrando seu grau de descaso com a preservação do Patrimônio Histórico e Cultural de Campina Grande.
É como se agora valesse tudo! Parece uma cidade sem Lei ou que a Lei não se aplica...
Há alguns anos, um empresário ousou modificar a fachada de um dos prédios da Rua Maciel Pinheiro, que para os desinformados é uma atitude vedada por Lei, e a Prefeitura, à época, agiu de pronto provocando a Justiça, a qual impôs a reconfiguração da obra, devolvendo a fachada original ao prédio em questão.
Hoje, há uma grande passividade da Administração Municipal em relação às modificações do cenário urbano de Centro da cidade, principalmente.
Esta negligência também está evidenciada na conservação dos bens públicos.
Como se não bastasse a constatação visual, uma pesquisa de cunho científico fundamentou o desprezo pelo qual passa alguns dos poucos bens públicos municipais de caráter histórico que nos resta, conforme exibiu a matéria produzida pela equipe de jornalismo da competente TV Itararé, à qual reproduzimos a seguir:
A produção do Programa Diversidade, da TV Itararé, em mais uma investida sobre o resgate Histórico campinense, entrevistou Hugo Felinto, bisneto do entusiasta pelo desenvolvimento da nossa cidade, o comerciante de algodão Alvino Pimentel.
Pimentel era natural de Alagoas, aportou na Rainha da Borborema e tornou-se um abastado exportador de algodão na época áurea da cultura algodoeira e detinha relações estreitas com grandes personalidades políticas do Brasil. Entre eles, o ex-presidente JK, o qual recebeu e hospedou o mesmo em sua confortável residência situada na Rua Getúlio Vargas, quando o mesmo visitou Campina Grande pela segunda vez, para inauguração da Adutora de Boqueirão, atendendo ao famoso pedido de Alvino: "para mim não quero nada, mas para Campina Grande peço uma adutora".
O livro "Folclore Político", de Sebastião Nery, reúne uma série de contos que foram absorvidos pela História de políticos brasileiros. Entre estes contos, na seção dedicada ao ex-presidente Juscelino Kubitschek, encontramos a seguinte narrativa:
"Candidato a presidente, hospedou-se em Campina Grande, na casa do coronel Alvino Pimentel, industrial e homem refinado. Tratou JK como um rei: queijos da França e caviar da Rússia. Cinco anos depois, no fim de seu mandato, Juscelino retornou a Campina Grande para inaugurar o serviço de água, promessa de campanha. Quando a porta do avião abriu, a primeira pessoa que apareceu lá embaixo foi um senhor de cabelos brancos. Chamou Abelardo Jurema:
- Quem é aquele de cabelos brancos ali no pé da escada?
- É o compadre Alvino, onde o senhor se hospedou.
Juscelino desceu sorrindo, os abraços abertos:
- Coronel Alvino, e os queijos?"
Hugo Felinto, produziu o curta "Compadre Alvino" como resultado do Trabalho de Conclusão do Curso de Arte e Mídia, da UFCG e o Programa Diversidade apresentou o arcabouço da obra através da entrevista exibida, a qual reproduzimos abaixo:
Fontes:
Diário da Borborema
Jornal da Paraíba (Coluna de William Tejo)
"Folclore Político" Sebastião Nery
(CLIQUE NA FIGURA PARA AMPLIAR)
Contando com a cortesia do nosso amigo Rau Ferreira, editor do
Blog História Esperancense (
http://historiaesperancense.blogspot.com), hoje postamos a reprodução da primeira página do jornal oficial do Estado da Paraíba, "A União", edição de 19 de Agosto de 1937.
Era época da Interventoria Federal com de Argemiro de Figueiredo ocupando o cargo de governador do Estado, nossa cidade esteva no enfoque econômico central ainda vivendo o auge da cultura algodoeira e a manchete principal tratava do Sistema de Abastecimento d'Água de Campina Grande, problema que sempre se buscou uma equacionalização com medidas tomadas no início do Século XX.