Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
retalhoscg@hotmail.com

QUAL ASSUNTO VOCÊ ESTÁ PROCURANDO?


A imagem acima enquadra a antiga agência do Banco do Comércio de Campina Grande.

O prédio, localizado na esquina da Rua Marquês do Herval com a Rua João Pessoa, existe até hoje onde funciona a Casa Vênus, comércio de calçados. Ao lado direito mostra a construção da futura sede da Associação Comercial e FIEP, conforme a foto anteriormente postada AQUI confirma.

A data da foto é desconhecida.
Registro histórico cedido por Rau Ferreira, criador do blog que conta a história da cidade de Esperança-PB: História Esperancense  (http://historiaesperancense.blogspot.com/), mostrando uma imagem do Estádio Presidente Vargas de propriedade do Treze Futebol Clube, no ano de 1949:


O velho "PV" de guerra, como é mais conhecido, já foi tema principal de um tópico aqui do blog "RHCG". Utilizem nosso mecanismo de busca para acessar as informações.

Já que falamos no Treze Futebol Clube, parabenizamos um de nossos colaboradores, professor Mário Vinicius Carneiro, autor do livro que conta a história desse clube de nossa cidade, pelo seu aniversário que ocorreu ontem (12-07-2010).
Voltamos mais uma vez a publicar esta série do blog denominada "TOP 10" com fotos de nossa cidade. Do acervo de José Ezequiel do blog "Tataguassu", que os amigos podem acessar através do link inserido no "RHCG" lado direito do blog (lá embaixo), novamente podemos realizar uma viagem no tempo. "Em 1985, o Governo do Estado lançou um material intitulado "Atlas Geográfico do Estado da Paraíba", pela editora GRAFSET, a época de Campina Grande. Nesse material tinha algumas fotos de Campina, como também de outras cidades. São essas fotos, as de Campina,  que estou lhe enviando, elas de 1984. Um Abraço." Por Ezequiel de Queimadas.

Foto 1:


Foto 2:

O Calçadão da Maciel Pinheiro

Foto 3:

Shopping de Campina Grande e Parque Evaldo Cruz

Foto 4:


Foto 5:

(Foto dos anos 80)
Foto 6:


Foto 7:


Foto 08:


Foto 09:


Foto 10:

Um mapa da Cidade em 1984

Observação: Não há preocupações de ordens cronológicas nas postagens dessas fotos, apenas registrar imagens de diversas épocas e pontos de Campina Grande.

Quando adolecente e depois quando já deixava para trás a puberdade tive o oportunidade de ver aqui em Campina o famoso General. E, pelo que se comentavam era um chefe de estado muito temido. Nesta foto o mesmo se encontra com figuras de expressão da política do estado. Esta foto me faz voltar ao tempo. Tempo de enfrentamento, de resistência, de luta. Era nós de cá e Eles de lá. Erámos os oprimidos e eles os opressores. Defendíamos a democracia e alguns bajulavam os militares.

A imagem e mesmo um registro importante para a história. Neste ponto, especialmente com relação ao futuro, que, muitas vezes, se remete a um passado que não pode ser apagado ou mesmo esquecido. Antes do final de seu governo, Geisel suspendeu a censura prévia à imprensa, revogou atos de banimento de presos políticos e revogou o AI-5, mas manteve mecanismos legais que concentravam nas mãos do presidente imensos poderes.

Coisas da política! Coisas do Brasil! Porém, coisas que não se podem esquecer, mormente quando se tem o fato materializado com fotos e tudo mais.....

A imagem acima é da Avenida Assis Chateaubriand no bairro da Liberdade. A identificação da imagem cedida por Diego Gayoso, foi feita pelo professor Mario Vinicius e por Gustavo Ribeiro, a quem agradecemos a atenção.
Hoje mudaremos o teor de nossas postagens. No lugar de fotos antigas, iremos mostrar registros atuais de Campina Grande, principalmente, para os internautas do blog que hoje estão radicados fora de nossa cidade, ou até mesmo para que curiosos de outras localidades conheçam um pouco de Campina Grande.

Foto 1:


A imagem acima é do tradicional "Beco do 31", local de grande boêmia no passado.

Foto 2:

A tradicional Rua João Pessoa, no centro da cidade.

Foto 3:

O monumento a Teodósio de Oliveira Ledo, fundador de Campina Grande, localizado na Praça Clementino Procópio.

Foto 4:

A Rua Maciel Pinheiro, palco de tantas transformações da cidade.

Foto 5:

A Avenida Floriano Peixoto, com o seu viaduto.

Foto 6:

Registro da Rua Venâncio Neiva, outro ponto de grandes eventos da cidade.

Foto 7:

O Calçadão da Cardoso Vieira, tradicional ponto de aposentados, curiosos e comerciantes de Campina Grande.

Foto 8:

A Igreja de Nossa Senhora da Guia no Bairro de São José.

Foto 9:

Imagem bonita encontrada na Internet, mostrando a nova fonte luminosa do Parque Evaldo Cruz (Foto: Cláudio Góis - agradecimentos a Salomão Augusto pela identificação da foto).

Foto 10:

Linda imagem aérea do Açude Velho
O programa "CQC" da Rede Bandeirantes esteve em Campina Grande para realizar uma reportagem sobre o Maior São João do Mundo de 2010. Mesmo sendo um programa de humor, a edição foi respeitosa, sem as baboseiras e humilhações que são peculiares aos humorísticos do gênero. O vídeo, nossos internautas podem assistir abaixo:

Exatamente no dia de hoje, 09 de Julho de 2010, completam-se 60 anos dos fatos ocorridos no dia da inauguração do atual prédio dos Correios em Campina Grande, onde correntes políticas opositoras se "degladiaram" na Praça da Bandeira, tendo se registrado na História como "A Chacina da Praça da Bandeira".

A seguir, republicamos o discorrer dos fatos, originalmente postado no Blog RHCG em 26/10/2009:

09 de Julho de 1950: A Chacina da Praça da Bandeira


O clima de acirramento político em Campina Grande comumente presente nos anos de campanha eleitoral está intrínseco no DNA de cada cidadão da nossa urbe.

A bipolarização de correntes ideológicas em nosso Município promoveu a maior tragédia já registrada em termos políticos, até hoje.

Campina Grande receberia figuras ilustres da política local para inauguração do sutuoso novo prédio dos Correios e Telégrafos (o atual), em plena campanha eleitoral, em um show-mício com palanque montado na Praça da Bandeira.

Tudo começou ainda à luz do dia, quando entusiastas e correligionários da UDN (União Democrática Nacional), liderados por Argemiro de Figueiredo iniciaram uma passeata pelas ruas campinenses, à partir da entrada da cidade, em Santa Terezinha.

A marcha coletiva percorreu à partir da Av. Paulo de Frontin várias ruas até a Praça da Bandeira, local onde se realizara uma das maiores concentrações políticas de Campina Grande, em toda sua História.

Segundo Josué Silvestre era uma "tarde inspirada de belos e aplaudidos discursos: Joacil de Brito, Ivandro Cunha Lima, Álvaro Gaudêncio, Hiaty Leal, Ernani Sátiro, João Agripino, Pereira Lima e, finalmente(...)Argemiro de Figueiredo".

O fato peculiar fora o fechamento do evento político com a apresentação de vários artistas da música, popular, consagrados nacionalmente, como Emilinha Borba, Luiz Gonzaga, conceituados artistas da áurea Rádio Nacional do Rio de Janeiro.

Como não poderia ser diferente, ao final do espetáculo, a multidão dispersa aglomera-se em pequenos grupos ao longo do epicentro da festa, encontrando pelo caminho grupos políticos rivais que se reuniam em outros pequenos grupos que já demonstravam clima de confronto.

Estes pequenos grupos de pressão assumiram o tom de provocação e formaram, expontaneamente, um novo movimento que percorreu as ruas centrais da cidade, em forma de passeata, onde apenas as vozes ardorosas dos entusiastas deram força aos partícipes.

Após circular estas vias, o movimento retornou à Praça da Bandeira onde, os líderes da passeata invadiram o palanque montado para o comício da oposição, ainda decorado com os motivos Udeenistas. Diante de tamanho atrevimento, começaram os discursos fervorosos onde, não muito tempo depois, inicia-se a desordem, seguida de pancadaria ao som de disparos de armas de fogo.

Uma pancadaria generealizada se instalou na Praça da Bandeira, com a participação popular e da polícia militar; em poucos minutos de contenda fora registrado um saldo de 03 mortos e cerca de 20 feridos graves e dezenas de feridos com escoriações leves.

As vítimas fatais foram o bancário Rubens de Souza Costa, espancado por policiais; o mecânico José Ferreira dos Santos; e Oscar Coutinho, mecânico da empresa pernambucana que instalava os elevadores do prédio dos Correios.

Acerca de tamanha tragédia testemunhada, o escritor Josué Silvestre transcreveu o que registrara o advogado Aluísio Campos, então presidente do PSB local: "Jamais sofri tamanho desapontamento. Nunca testemunhara facínoras fardados investirem de modo tão selvagem sobre o povo para matá-lo friamente."

Testemunhas alegaram que policiais fardados se ajoelhavam e faziam pontaria em direção à multidão.

Fonte: "Lutas de Vida e de Morte", Josué Silvestre, 1982

Um dos nossos mais assíduos colaboradores, o Prof. Mário Vinicius ilustrou nossa postagem com o seguinte comentário, o qual achamos pertinente fazer parte do texto:

"Sobre isso que você relatou, um conhecido meu narrou este fato:

Certa feita, o pai dele foi a uma cidade do eixo Rio-São Paulo. Em certo momento, no centro da cidade, avistou uma pessoa. Esta pessoa reconheceu o viajante.

"-Seu Fulano ! Que prazer reencontrá-lo. O senhor está lembrado de mim ?"

O homem se mostrou impassível. Olhou bem dentro dos olhos e disse:

"-Lembro, e muito bem ! Nunca esqueci da cena: você ajoelhado atirando contra a multidão no comício da Praça da Bandeira".

O homem não quis escutar mais nada... Sumiu na multidão.

Omiti os nomes de quem me contou e do pai dele por motivos óbvios."
Com a colaboração dos frequentadores e leitores do Blog RHCG, desvendamos algumas localizações visualizadas em fotos postadas como, por exemplo, a imagem abaixo:


Esta foi uma das fotos que postamos do acervo cedido por Diego Gayoso, resgatado da coleção da antiga CELB, que mostra alguns pontos da cidade.

Nesta imagem, nossa assídua leitora Eliene Resende, colaboradora do SESI-PB/FIEP-CG, atenta para sua localização como sendo a Rua Marquês do Herval. Onde, com suas próprias palavras descreve:

"[...] a terceira foto é da Rua Marquês do Herval. O prédio que aparece é quase defronte ao Colégio Alfredo Dantas. Sei porque era lá o Consultório de Dr. Carlos Tejo, um antigo Reumatologista, que era médico do meu pai. Logo na frente aparece uma loja que se chamava Decorama e pertencia ao Sr. Bartolomeu Bezerra que era um antigo comerciante daqui e era filho do proprietário da Loja B. Bezerra, que ficava na Rua João Pessoa, e era especializada em artigos de caça e pesca como a loja do Sr.  Manoel Ferreira que funcionava no Mercado Central e que dava também para a Rua Vila Nova da Rainha. Essa loja B. Bezerra era famosa porque na vitrine havia alguns animais empalhados e as crianças adoravam. Numa cidade sem Zoológico era tudo que as crianças tinham para ver.
[...] Neste mesmo prédio, vizinho onde hoje é o Cartório de Fechine, por muitos anos, funcionou uma loja de frutas de um comerciante muito conhecido na antiga CEASA pelo nome de Zé Brejeiro.

Agradecemos à Eliene Resende, não só pela identificação da foto, como também pelas demais referências historicamente contextualizadas, utilizadas em sua descrição. 

Na década de 10, do século passado, após a instalação da Estrada de Ferro, Campina Grande apresentava boas perspectivas econômicas. Mas permaneceu em fase estacionária, até por volta de 1930. A partir de então, fatores de ordem financeira e administrativa criaram uma nova estrutura econômica, desencadeando um período de grande progresso.

Os resultados desse progresso eram sensíveis, na década de 40, com o surgimento de novas indústrias, ampliação do mercado imobiliário e um incentivo latente ao aparecimento de uma nova cultura: o algodão - o Ouro Branco. A cidade conheceu suas principais melhorias públicas, até aquela data.

O ciclo do algodão passa a comandar um período de grande ânimo, caracterizado pelo aumento da demanda de mão-de-obra, que, num processo de crescimento, desenvolveu o comércio do município, em todos seus setores. 

Estas fotos mostram a grande transformação de Campina Grande
 
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