Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
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Curioso registro localizado na Revista "O Cruzeiro", no ano de 1955,  enviado ao blog por nosso estimado colaborador Saulo Araújo:



Trata-se da "A Caminho do Céu", casa funerária que marcou época, muito em virtude por seu nome sugestivo. Ela ficava na rua Venâncio Neiva e também na Floriano Peixoto, no antigo edifício Esial.  A revista "O Cruzeiro" ainda publicou a seguinte matéria abaixo:




Material oriundo do acervo da Revista "O Cruzeiro", que em 1978 exaltava as qualidades da "Rainha da Borborema":



Aproveitamos para mandar um abraço ao ex-prefeito de Campina Grande, Enivaldo Ribeiro, que sempre visita o blog RHCG.



O acervo do memorialista Walter Tavares nos brinda com grandes achados, verdadeiros tesouros fotográficos, como a imagem acima, retratando o famoso e tradicional "Abrigo", da Rua Campos Sales, na Década de 1960.

Em seu perfil do Facebook, Walter postou a foto com a seguinte descrição:

"O velho Zepa de guerra, o bairro de José Pinheiro, tem a sua marca histórica mais simbólica no abrigo da Rua Campos Sales. A foto da década de 1960, mostra como a população se vestia bem mais elegante do que nos dias atuais: homens em paletó de linho branco e chapéu panamá esperam o ônibus."

Com o passar das décadas, o abrigo perdeu sua originalidade por conta de 'recuperações' empregadas pela Prefeitura Municipal mas, em nenhum momento, perdeu sua referência geográfica, tampouco histórica, como marco para o Bairro de José Pinheiro.

Aspecto atual do abrigo - Foto: Google
Lenira Rita Gomes, nasceu em Massaranduba, filha de Antonio Matias Santos e Rita Maria, vindo morar em Campina Grande com nove anos de idade. Estudou no Grupo Santo Antonio e no Colégio Alfredo Dantas até a conclusão do Ensino Médio, tendo escolhido o magistério como profissão, onde lecionou em escolas públicas e privadas. Foi diretora da Escola Municipal Dr.Chateaubriand, no bairro de José Pinheiro. 

No final da década de 1970, início dos anos 80, em parceria com a então Secretário Municipal de Educação e Cultura Teresa Madalena, incentivou a criação de quadrilhas juninas em escolas e bairros de Campina Grande. 

Figura sempre presente no Departamento de Cultura da Prefeitura Municipal, participou da criação do Maior São João do Mundo, em seus primórdios. Com seu incentivo, surgem as apresentações das quadrilhas nos bairros, nas cidades circunvizinhas e nas recepção aos turistas que visitavam a cidade no período junino, com apresenetações no Aeroporto João Suassuna e Terminal Rodoviário Argemiro de Figueiredo. 

Neste ano de 2016, a TV Paraíba realizou uma excelente matéria com a conhecida Dona Lenira, pessoa a quem prestamos, também, nosso reconhecimento pelos seus imensuráveis serviços prestados à Cultura de Campina Grande.


Em época de "Maior São João do Mundo", nada melhor do que relembrar a "Rainha do Xaxado", Marinês. Em 1957, a "Revista O Cruzeiro", a maior publicação do período, fez uma reportagem sobre a inesquecível cantora, material que reproduzimos abaixo:




Não se deve confundir as pessoas que têm o sobrenome do Ó com aquelas que têm apenas o prenome de José do Ó ou Maria do Ó. Nestas, a presença do "do Ó" representa uma atenção ou homenagem religiosa à Nossa Senhora do Ó, cultuada em Portugal e também no Brasil.

O sobrenome "do Ó", já como sobrenome consolidado e não apenas de invocação religiosa, está presente em Portugal na região do Algarve há vários séculos. Documenta-se em Faro já no século XVII e em Olhão a partir do século XVIII. Parece ser particularmente comum em Olhão. Também encontra-se alguns "do Ó" em Tavira a partir do século XVIII.

No início do século passado, emigrou de Portugal para o Brasil um rebento da família do Ó, Francisco de Souza do Ó, estabelecendo sua moradia no lugar Nossa Senhora do Ó, estado de Pernambuco. Não sabemos se a família do Ó deu nome àquela localidade.

Francisco de Souza do Ó, tempos depois, contraiu matrimônio, constituindo família naquela localidade. Um dos filhos do casal, João Francisco de Souza do Ó, já rapaz, obteve de seus pais permissão para se transportar para a cidade de Bom Jardim, no mesmo estado, onde, anos depois, casou-se com uma paraibana de nome Francisca Maria do Espírito Santo, constituindo numerosa família, cujos filhos fora os seguintes: Belarmino de Souza do Ó, José de Souzado Ó, Manoel de Souza do Ó, Joaquim de Souza do Ó, Paulino de Souza do Ó, Juvino de Souza do Ó, Moisés de Souza do Ó (o caçula), e ainda as seguintes filhas: Antônia de Souza do Ó, Alexandrina de Souza do Ó e Maria de Souza do Ó, num total de dez filhos.

No ano de 1876, João Francisco de Souza do Ó decidiu mudar-se de Bom Jardim para a cidade de Campina Grande, no estado da Paraíba, fixando residência no subúrbio denominado Catarina, adquirindo ali uma propriedade, aonde reiniciou sua profissão de agricultor.

No ano de 1878, João Francisco de Souza do Ó, o chefe da família, falecia repentinamente e a viúva, com seus dez filhos, permaneceu na localidade, assumindo a responsabilidade dos filhos, até atingirem a maioridade. Os mais velhos, Belarmino de Souza do Ó e José de Souza do Ó, casaram-se logo, fixando residências também no mesmo município.

Anos depois, Belarmino deixou a cidade de Campina Grande, juntamente com esposa e três filhos, viajando para outras paragens, não chegando a dar mais suas notícias.

José de Sousa do Ó teve, do seu primeiro casamento, apenas uma filha, chamada Maria de Souzado Ó, que casou-se com seu próprio tio, Juvino de Souza do Ó, constituindo numerosa família: Malaquias de Souza do Ó, Zacarias de Souza do Ó, Isaías de Souza do Ó, Heleno de Souza do Ó, Norival de Souza do Ó, Juvino de Souza do Ó Filho, Doralice de Souza do Ó e Zita de Souza do Ó.

Após a morte do patriarca da família do Ó em Campina Grande, João Francisco de Souza do Ó, seus filhos José de Souza do Ó, Manoel de Souza do Ó e Juvino de Souza do Ó ingressaram no comércio de miudezas e mascateação, com "baús nas costas" por todo o município. Anos depois, com seus próprios esforços, conseguiram capital necessário para se estabelecerem no comércio de Campina Grande. Os demais irmãos permaneceram tirando da agricultura o necessário para sua manutenção.

Os estabelecimentos de José, Manoel e Juvino, eram na atual rua Maciel Pinheiro e tinham, pela ordem, os seguintes nomes: Casa da Bandeira, Casa Indiana e O Vesúvio.

Juvino de Souza do Ó foi, por diversas vezes, presidente da Câmara Municipal e prefeito interino de Campina Grande, por um certo tempo. Adquiriu também a patente de major.

O estabelecimento O Vesúvio passou, posteriormente, para as mãos de Malaquias de Souza do Ó. A Casa Indiana passou para Zacarias de Souza do Ó, tendo pertencido depois a Heleno de Souza do Ó.

A família do Ó estendeu-se por quase todo o Brasil, até no Rio Grande do Sul, onde Fernando de Souza do Ó, oficial do Exército, advogado e pregador espírita conhecido por seus inúmeros livros, fixou residência na cidade de Santa Maria."Exército, advogado e pregador espírita conhecido por seus inúmeros livros, fixou residência na cidade de Santa Maria."

Agradecendo a colaboração de Socorro do Ó Tejo
Texto Publicado no Blog: http://dilectante.blogspot.com.br
Direto das páginas do inesquecível "Diário da Borborema", vamos relembrar o "Maior São João do Mundo" de 1989. Cliquem para ampliar:







Como diria o amigo jornalista Lenildo Ferreira: O Memorial sobre o Maior São João do Mundo é uma iniciativa arretada demais da professora Cléa Cordeiro. Abaixo, nossos visitantes podem saber do que se trata, através dos vídeos a seguir, da TV Itararé e TV Paraíba:

Fonte: TV Itararé

Fonte: TV Paraíba

Que o São João de Campina Grande atravessa fronteiras, todo mundo sabe. Por isso, a reportagem que pode ser lida abaixo (cliquem para ampliar), realizada pela Folha de São Paulo, só dignifica o conceituado evento campinense realizado durante o mês de junho:


Fonte: Acervo da Folha de São Paulo

 
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