Do acervo de Socorro França, um raríssimo convite de formatura da Escola Politécnica. Era a turma de Engenheiros de 1960 e no segundo registro, os nomes daqueles que estavam se formando:

A propaganda acima retrata o bloco "Galo de Campina", que iniciava as vendas de seus "Abadás" para a Micarande 1994, o Carnaval fora de época de nossa cidade. A época, o baiano Netinho estava atingindo o auge de sua carreira e era tido como uma das principais atrações do evento, em que pese a perseguição da imprensa afirmando que o cantor baiano estava com Aids, fato que não era verdade. O Bloco Galo de Campina a esta altura, já estava em declínio, mesmo sendo o mais tradicional da festa. Por exemplo, no dia em que o bloco iria sair pela primeira vez em 1994, um grande atraso causou um constrangimento aos foliões, já que Netinho se recusava a sair para puxar o bloco, em virtude, segundo ele, de não ter recebido seu pagamento, a ponto de chegar a dizer em pleno trio elétrico: "Que Quem trabalhava de graça era relógio", o que resultou em uma vaia descomunal dos integrantes do Galo de Campina. Porém, o fato foi esquecido logo após com a contagiante performance do artista baiano. Todavia, em 1995, Netinho deixaria o bloco Galo de Campina e iria puxar o bloco Pike, mas esta é outra história...
Mais um registro do acervo de Diego Gayoso, que conseguiu resgatar algumas fotos do acervo da Celb, que se não fosse pela preocupação de sua família, ficariam perdidas. Abaixo, um belíssimo registro da rua Marquês do Herval e da Praça da Bandeira. A imagem provavelmente é do começo dos anos 70:
Segundo apontamento do Prof. Mário Vinicius, "a foto foi feita por volta de 1972. Isto pelo fato destes postes terem sido colocados na administração do Interventor Luiz Motta Filho. Recordo de meu pai dizendo que, no passado, este tipo de poste foi chamado no Recife de "Olha pro céu, meu amor"...
Outro fato, não havia sido construído o edifício da Telpa, que foi edificado em 1973 e inaugurado no ano seguinte."
O registro fotográfico do acervo do professor Mário Vinicius Carneiro, retrata flagrante dos funcionários pioneiros da agência Mercado Central do Banco do Brasil em 1989:
Funcionários, da esquerda para a direita, de pé, na primeira fila: Robson, Elisa, Jane, Graça, Verônica e Josefa. Segunda fila, mesmo sentido: Othon, Eliane, Arimatéia, Viana, o representante da Superintedência da PP, cujo nome não lembro, Vladimir, Geovani, Carlos e Mário Vinícius
Abaixo, a primeira cliente atendida na história daquela agência (02-10-1989). Infelizmente a pessoa nunca foi identificada. Nas palavras de professor Mário: "Quem sabe, será agora..."
Vista da Av. Floriano Peixoto: Abrigo Maringá, Pç Clementino Procópio.
É com muita alegria que hoje te presto esta homenagem.
Faço parte de teu seio há mais de 20 anos, porém, somente hoje concretizo um sonho que sempre tive vontade de realizar: homenagear a Terra que Deus abençoou dando-lhe a coroa de Rainha da Borborema.
Tuas ruas, teus parques e tuas praças foram e são palcos de minha vida. Em ti já firmei raízes que dificilmente o tempo conseguirá arrancá-las. Impossível será não te carregar no coração se um dia eu tiver que adotar outra cidade para viver.
Olhando tuas imagens, logo vêm na cabeça as lembranças do perfume das tuas manhãs; dos crepúsculos de final de tarde que sempre me inspiraram; da infância vivida nos bairros do Centro, da Prata e das Nações; dos tempos de colégio no tradicional colégio das Lourdinas; dos momentos em família no Parque da Criança e no Clube Campestre; das emocionantes disputas eleitorais e futebolísticas; das Micarandes “puladas” e do Maior São João do Mundo no Parque do Povo; das caminhadas pelo Açude Velho; dos fins de noite nos traillers do Açude Novo; enfim, tantas recordações e alegrias que só me foram permitidas vivenciá-las – e ainda vivê-las - graças à condição de ser filho deste recanto abençoado do Brasil.
Permita-me Deus que um dia eu possa fazer por Campina muito mais do que ela já fez por mim. Mãe de tantos poetas e escritores, acostumada a receber declarações da altura do mais alto planalto que ocupa, hoje me reservo apenas a escrever nestas linhas o mais inenarrável amor de filho que esta cidade fez florescer dentro de mim.
Parabéns Campina!
Foto do Acervo Particular de Diego Gayoso
Os registros fotográficos abaixo são do acervo do professor Mário Vinicius Carneiro Medeiros. Trata-se da turma da 5ª série do Colégio Integrado da Furne datada de 1974.
Enviadas por Calina Ligia Teixeira, mais algumas imagens dos primórdios do Parque Evaldo Cruz. Na primeira imagem, pode-se observar a obra de terraplenagem do Parque, com um funcionário da prefeitura, Manoel Euflauzino Barbosa, chefiando a turma de trabalhadores.
A seguir, imagem de Manoel Euflauzino e Manoel Palmeira, ainda nas obras do Parque Evaldo Cruz, antigo Açude Novo.
As imagens originalmente estavam em Monóculo, porém, Calina Lígia Teixeira conseguiu a conversão para o formato digital e atenciosamente nos enviou. Aqui fica nossos agradecimentos por mais esses "retalhos" de nossa história.
Contando com a colaboração do amigo Diego Gayoso que, dispondo de parte do acervo fotográfico da antiga CELB (o qual seria extraviado), nos concedeu a grata satisfação de digitalizá-los, dos quais postamos as duas imagens seguintes, mostrando o obelisco no Parque Evaldo Cruz, marco zero do nosso Município.
As fotos eram captadas para registrar ações executadas de projetos de iluminação pública promovidos pela Companhia de Eletrificação da Borborema-CELB. Portanto, estas fotos foram feitas à época da sua inauguração.
O antigo “Açude Novo” foi transformado em parque na Administração do Prefeito Evaldo Cruz, inaugurado em 31 de Janeiro de 1976, tendo sido batizado de Parque do Açude Novo. Assumiu o nome de Parque Evaldo Cruz, após seu falecimento em 1985.
O parque tem uma área total de 46.875m2 e, conforme consta na sua placa inaugural, custou Cr$ 7.500.000,00.
Parte desse montante foi captado junto ao Programa Fundurbano do Banco do Nordestre do Brasil, conforme flagra jornalístico postado abaixo, encontrado no jornal "A Gazeta do Sertão):
Fotos (Parque Evaldo Cruz) do Acervo de Diego Gayoso
Do arquivo de Socorro França, outro registro de tirar o fôlego àqueles que gostam de História.
Uma foto, datada de 25 de outubro de 1969, mostrando como andava a construção da Agência Central do Banco do Brasil em Campina Grande.
Uma palavra apenas: FANTÁSTICO (Clique para ampliar):
Como registro, a construtora responsável pelas obras era a CECINCO, de onde o pai de Socorro foi funcionário.
O que o Monumento dos Pioneiros, o antigo Fórum Afonso Campos, a Escola Normal e o antigo Campus II da UFPB (hoje UFCG) tem em comum?
Antes de respondermos caro leitor, convém sempre lembrar que uma das missões desse blog é o de resgatar a história de pessoas que hoje estão esquecidas, mas que de alguma forma colaboraram para o engrandecimento de Campina Grande, nas diversas áreas de atuação.
Assim, agora poderemos responder a pergunta formulada. As obras acima citadas saíram da imaginação do arquiteto pernambucano Tertuliano Dionísio da Silva.
Chamado de “Arquiteto do Centenário”, Tertuliano foi o responsável pela área do monumento “Os Pioneiros”, que alguns erroneamente, denominam “Os Tropeiros”, pois ali não está só representado o tropeiro e sim, além desse, a catadora do algodão, que foi uma das riquezas de nossa cidade e também o índio, em homenagem aos primeiros habitantes da “Rainha da Borborema”.
Monumento Os Pioneiros
O prédio que por muitos anos serviu de sede para a Justiça Estadual, conhecido como “Fórum Afonso Campos” na Avenida Floriano Peixoto foi outra obra de Tertuliano. Este recifense, mesmo não morando em nossa cidade, vinha pelo menos duas vezes por mês a Campina, já que inspecionava obras que estavam sobre sua responsabilidade.
Antigo Fórum Afonso Campos, hoje Juizado do Consumidor
A Escola Normal Padre Emidio Viana Correia, localizada na Avenida Brasília, também teve o desenho de Tertuliano. A escola profissionalizante homenageou o padre que por muitos anos foi diretor do tradicional Colégio Pio XI, hoje infelizmente extinto.
A Escola Normal
Outra das inúmeras obras de Tertuliano na cidade de Campina Grande foi o complexo do Campus II da UFPB (hoje UFCG). Feita na gestão do reitor Lynaldo Cavalcanti, a obra se notabilizou pelas formas arrojadas.
Antigo Campus II, hoje UFCG
Quis o destino, que Tertuliano Dionísio da Silva viesse a falecer em Campina Grande, aos 52 anos de idade, no já distante ano de 1983. Estava a trabalho na cidade, quando teve um infarto fulminante.
Em 20 de junho de 2006, o Monumento “Os Pioneiros”, obra de José Corbiniano Lins, seria aprovada pelo Projeto de Lei nº 087/06, como o Cartão Postal da cidade de Campina Grande. Após pesquisa popular, a obra foi apontada por 39% dos votos, como a principal lembrança do povo de Campina Grande.
Fontes Utilizadas:
Jornal A Gazeta do Sertão (Acervo)
Arquivos Pessoais
Fotos encontradas na Comunidade Campina Grande no Orkut
Site da Câmara Municipal de Campina Grande
Obs: Agradecimentos ao colaborador do blog "Comunidade do Orkut "Profs. de História CG/PB", pelas correções efetuadas no texto.