Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
retalhoscg@hotmail.com

QUAL ASSUNTO VOCÊ ESTÁ PROCURANDO?


Sem dúvida nenhuma, a morte de Félix Araújo está entre os três maiores acontecimentos da história de Campina Grande. Não iremos ter a audácia de querer citar os outros dois, fica por conta dos historiadores, mas se elencarem os três maiores acontecimentos, pelo menos a morte de Félix será uma unanimidade.

Retratando ao fato, o antigo “Jornal de Campina”, que tinha como diretor William Tejo, comprou a briga com o então prefeito de Campina Grande, Plínio Lemos, que segundo este jornal foi o mandante do crime ocorrido no mês de julho de 1953! Confira, abaixo, a primeira página da edição n.º 19 do 'Jornal de Campina', um dia após o tiro, com a repercussão e posicionamento do editorial.

Cliquem para ampliar:


Félix Araújo passou 15 dias lutando pela sua vida, internado no Hospital Dr. Brasileiro quando, em 27 de Julho de 1953, lamentavelmente veio a óbito. Novamente, o 'Jornal de Campina' noticiou a fatídica manchete no dia seguinte (cliquem para ampliar):


Nos dias que se seguiram, o Jornal de Campina fez férrea campanha contra Plínio Lemos. O assassino de Félix Araújo, João Madeira, fora preso e, dias mais tarde, terminou por ser assassinado na prisão.

A comoção que tomou conta de todos os campinenses pelo ocorrido provocou um ato de generosidade em amparo à viúva do tribuno, D.Maria de Félix. No ano 2011, no programa 'Mesa de Bar' da extinta Rádio Cariri, o entrevistado era Celino Neto, que vem a ser neto de Félix Araújo por parte de sua mãe, Tamar, contou que a casa de D.Maria, localizada na Feira Central, foi 'dada' pelo povo de Campina Grande para que ela morasse com seus filhos.Celino revelou também, que até hoje consta no boleto de IPTU a denominação “Viúva de Félix”.

Para saber mais sobre a vida de Félix Araújo, cliquem AQUI e AQUI.
Um dos acontecimentos mais importantes da história de nossa cidade, foi alvo de uma série de reportagens do jornal "Estado de São Paulo":


A morte de Félix Araújo parou Campina Grande durante meses, alcançando assim a mídia nacional:


Reproduzimos a seguir (cliquem para ampliar), as diversas reportagens publicadas durante aquele ano de 1953:

15-07-1953


17-07-1953



18-07-1953


22-07-1953


23-07-1953



29-07-1953


29-07-1953


As melodiosas cordas do cavaquinho do Mestre Duduta não vão mais estremecer... Ficarão órfãs de seus beliscados, terá lugar honroso no Museu; ele partiu na noite da última quarta-feira em Campina Grande, cidade de seu coração.

José Ribeiro da Silva nasceu na cidade paraibana de Bananeiras e logo cedo veio para Campina Grande. Ainda criança, ganha de seu tio um cavaquinho e esse encontro marcante selou o seu destino: se dedicar ao instrumento e a música pela vida inteira. E assim o fez!

Em Campina Grande, fez parte do cast da rádio Borborema onde teve contato com Arnóbio Araújo, Gabimar Cavalcante, Ogírio Cavalcante e outros grandes músicos que embalavam musicalmente a cidade em fins da década de 1950. O alto da Bela Vista não poderia ser lugar melhor para sua morada, a bela paisagem proporcionada ali parece ter inspirado as composições nascidas em seu lar. De portas abertas, inicia rodas de chorinho, reunindo músicos nos sábados à noite ou aos domingos onde recebe Zito Borborema, Genival Lacerda, Biliu de Campina, Abdoral, Valfrido, Miquirito do Pandeiro, Valdir com seu violão de doze cordas, entre outrose do sucesso dos encontros cria o conjunto “Duduta e seus cachorro da mulesta”, depois recebendo o nome de “Duduta e seu regional”. O título de Mestre das Artes ganhou da Secretaria de Educação e Cultura do Estado da Paraíba, merecida premiação pelo conjunto da obra.

Já o conhecia pela música ‘Saudade de Campina Grande’, cantada por Zito Borborema, que diz “levo saudade do picado lá da feira e também da gafieira lá no Guarany, levo saudade do Treze da Borborema (Viva o Treze!), do Cavaquinho de Duduta e do violão do Valdir...” e acabei sendo convidado pelo amigo José Edmilson Rodrigues para conhece-lo pessoalmente no intuito de realizar uma entrevista para um projeto de memória.

Chegamos a sua casa umas dez horas da manhã de uma quarta-feira, chamou-me atenção o letreiro em alto relevo no centro do frontão da casa com o nome DUDUTA em caixa alta, assim mesmo, ao lado o número 1403. Entramos, fomos apresentados; com as mãos de quem estava trabalhando, deu uma conferida antes de apertar minha mão, um leve cheiro de cola denunciava o que fazia, estava fabricando mais um instrumento. Além de um grande músico, Duduta também era luthier, de suas mãos saíram instrumentos para Dominguinhos, Marinês, Paulinho da Viola e tantos outros artistas de nossa música. Sentei em um banquinho de madeira, observei a conversa saudosa dos dois, me atrevi a perguntar sobre os “cachorro da mulesta”, ele sorriu: “era antigamente...” e questionado quanto ao início da carreira, disse: “meu amigo Lourival Alves me deu uma força muito grande, um amigo”.

Simpático, de uma simplicidade e singeleza incomum, nem parecia ser o músico consagrado que era. Sereno, tranquilo, exercia seu mister e tocava como ninguém. Dias depois o vi tocar no programa Sr. Brasil e me encantei ainda mais com ele. Deus quis que de suas habilidosas mãos deixasse uma valorosa herança, seu talentoso filho Waguinho, grande músico que com competência não só herdará o legado de seu pai como saberá honrar a sua história. Que Deus dê a glória ao Mestre Duduta; agora o “choro” é no céu.

Thomas Bruno é Historiador e Jornalista (3372-PB),
Sócio efetivo do Instituto Histórico de Campina Grande - IHCG
FotoMontagem: Adriano Araújo
O áudio em destaque nesta postagem foi cedida pelo Operador de Áudio da Rádio Cariri, Léo Montanha, e faz parte de acervo do 'maior carrego de Campina Grande' Biliu de Campina. Trata-se de jingle comercial da Cachaça Caranguejo, cantada pelo ritmista Jackson do Pandeiro.

Infelizmente não foi possível datar o áudio.

A Indústria Caranguejo (Muniz, Gomes & Tabosa) foi fundada em 27 de Abril de 1946 e, atualmente pertence à Empresa Brasileira de Bebidas Ltda, com sua unidade instalada no Distrito Industrial, após a venda da tradicional sede às margens do Açude Velho.


 


No dia 10 de Julho, morrera no ano de 1968 em Campina Grande, o compositor e radialista Rosil Cavalcante. "Comemorando" a data, postamos uma relíquia:  uma gravação que eternizou alguns dos últimos momentos de Rosil, no dia em que falecera.

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Recebemos de Sylvio Rogério Soares do Nascimento um áudio espetacular, grande raridade dos arquivos da Rádio Borborema. Nas próprias palavras de Sylvio:

"Segue mais um excerto do áudio na voz de Humberto de Campos sobre a reconstituição da morte de Rosil Cavalcante apresentada no programa "Rosil Cavalcante, Sua Vida, Sua Música" produzido por Deodato Borges no dia 08/12/1968. Relata o dia do grande Rosil, iniciando com o programa Retalhos do Sertão, ao meio dia apresentando a Patrulha da Cidade e logo após uma gravação efetuada pelo próprio Rosil feita num gravador comprado na SOCIC".


Como pode-se notar é um dos poucos registros existentes com o áudio da voz de Rosil Cavalcante, um dos maiores representantes da cultura de Campina Grande. Nós do "RHCG" já publicamos bastante material sobre Rosil; para acessá-lo utilizem nosso mecanismo de busca.
No mês de julho, comemora-se o dia do futebol (19 de julho). Assistam abaixo, uma interessante matéria produzida e exibida pela TV Paraíba, sobre a história do futebol em Campina Grande, que guarda como grande referência no assunto o nome do desportista Antônio Bióca, bem como ostenta com orgulho a rivalidade entre os times locais TrezeFC e Campinense Club.


(Fonte: Diário de Pernambuco)

Hoje, 12 de Junho, data em que se comemora o Dia dos Namorados, transcrevemos parte da matéria da coluna de Adelson Barbosa dos Santos, publicada no jornal Correio da Paraíba do último dia 10/06/2018, que citou a curiosidade digna de clichês de telenovela, o namoro dos filhos de dois adversários políticos de Campina Grande; Argemiro de Figueiredo e Elpídio de Almeida!

Iara Figueiredo e Orlando Almeida - Acervo Familiar

"Orlando Almeida, filho do ex-prefeito de Campina Grande Elpídio de Almeida, e Iara Figueiredo, filha do ex-governador da Paraíba Argemiro de Figueiredo, iniciaram um namorico em plena "Guerra" política entre seus pais, na cidade denominada Rainha da Borborema, entre fins da década de 1940 e início/meados dos anos 1950 do Século XX.

O namorico evoluiu para namoro sério sem a aprovação dos pais adversários políticos. mas o casal não se intimidou com a briga. Insistentes como Elpídio e Argemiro, Orlando e Iara resolveram apostar no namoro e ver até onde chegariam. E, para surpresa e felicidade do casal, Elpídio e Argemiro fizeram as pazes entre 1954 e 1955. "Eles se apaixonaram e namoraram durante a guerra, se casaram na paz e eu nasci na união", disse o filho do casal, o ex-daputado estadual Guilherme Almeida, neto dos dois líderes políticos que morreram há 36 anos (Argemiro) e 47 anos (Elpídio)."

Orlando Augusto César de Almeida, nascido em Campina Grande no dia 17 de setembro de 1927, era filho do ex-prefeito da cidade Elpídio de Almeida. Foi Engenheiro químico e técnico do Ministério de Minas e Energia, sendo eleito deputado estadual em 1963 e vice-prefeito na chapa encabeçada por Ronaldo Cunha Lima em 1968.

Com a cassação de Ronaldo, assumiu o cargo de prefeito de Campina Grande em 14 de março de 1969, exercendo-o até 14 de maio de 1969, quando foi substituído pelo interventor federal Manoel Paz de Lima.

Argemiro de Figueiredo foi governador da Paraíba entre os anos 1935 e 1940.  Elpídio de Almeida foi prefeito de Campina Grande, por dois períodos: 1947 a 1951 e 1955 a 1959.

Fonte:
Adelson Barbosa dos Santos, Jornal Correio da Paraíba;
10/06/2018


Para celebrar o ápice do "Maior São João do Mundo", nada melhor do que assistir a este documentário de Machado Bittencourt, gravado nas dependências do "Clube dos Caçadores" em 1980. Agradecimentos a Mario Vinicius Carneiro Medeiros, por nos ceder esta raridade:


Ficha Completa (www.cinemateca.com.br)

FESTAS JUNINAS
Categorias
Curta-metragem / Sonoro / Não ficção

Material original
16mm, COR, 8min, 88m, 24q


Data e local de produção
Ano: 1980
País: BR
Cidade: Campina Grande
Estado: PB


Sinopse

    "Uma das mais tradicionais festas populares do Nordeste Brasileiro sob a ótica do cineasta. Com a participação dos alunos do curso de comunicação social da URNE, o filme flagra uma festa junina realizada num arraial montado no Clube dos Caçadores. Um trabalho de caráter informativo e didático." (ECJP/SMB)

Gênero

    Documentário

Dados de produção

Companhia(s) produtora(s): Cinética Filmes Ltda.
Produção: Bitencourt, Machado
Direção: Bitencourt, Machado
Direção de fotografia: Bitencourt, Machado
Identidades/elenco:
Alunos da URNE

(por Adriano Araújo)

“Grande festa nordestina
Forró a cada segundo
Nós fazemos em Campina
O Maior São João do Mundo”

(Ronaldo Cunha Lima)


Iremos contar aqui, neste pequeno especial, algumas curiosidades do período de 1983 a 1986, que fez com que a festa de Campina Grande mudasse o calendário turístico do Estado.

Em que pese a importância do Parque do Povo na construção do evento, Campina Grande sempre teve um São João forte, chegando Luiz Gonzaga a afirmar em entrevista a TV Borborema, que o forró tinha nascido aqui em Campina Grande (utilizem nosso mecanismo de busca para escutar a entrevista).

Clubes como Caçadores, Gresse, Campestre, Campinense Clube e até mesmo o velho Ypiranga, fizeram eventos juninos antológicos, além é claro, do São João de rua, das Quadrilhas juninas e dos movimentos culturais em geral, que traziam uma grande animação a cidade.

Todavia, o evento São João em Campina tomou um novo rumo a partir de 1983, aproveitando-se o espaço de um "Palhoção", criado pelo ex-prefeito Enivaldo Ribeiro, no local em que hoje se encontra o Parque do Povo. No vídeo abaixo, feito pela TV Itararé e apresentado por Pollyane Mendes, Eraldo César e Margarida Motta Rocha, narram esses primeiros eventos pré-parque do povo:



A festa seria denominada “Maior São João do Mundo”, caindo logo na graça popular. Desta forma, acabaria sendo escrita no calendário da Embratur em 1984.

Ronaldo Cunha Lima abrindo o festejo de 1984

No ano de 1985, com a criação da casa de shows “Forrock”, Campina Grande teve a oportunidade de receber grandes shows. Por outro lado, o Palhoção do Centro Cultural era amplamente utilizado pela prefeitura, como pode ser visto abaixo em fotos do Diário da Borborema:


O Palhoção



É dessa época também, a famosa música do artista Capilé, que se tornou uma espécie de hino do evento “Maior São João do Mundo”, lançado em compacto:


 Cliquem abaixo e escutem os temas do disco:



Seria necessário agora, um local aberto para que o “povão” se aproximasse da festa, ou seja, o foco do evento seria o de atingir todas as classes sociais.  Foi então que surgiu a Pirâmide e o próprio Parque do Povo, projetado pelo arquiteto Carlos Alberto de Almeida, que na época recebeu o nome de “Forródromo”.

Etapas da Construção da Pirâmide:



“Campinenses, declaro aberto o festejo junino do ‘Maior São João do Mundo’, que fazemos em Campina Grande. Declaro inaugurado o Parque do Povo, obra monumental e multifuncional, construído com recursos próprios do município”, disse o prefeito Ronaldo Cunha Lima em 1986, quando inaugurava o “Quartel General do Forró”.

Imagens da Inauguração do Parque do Povo:



Não é preciso dizer, que o evento se tornou um sucesso, além de servir de exemplo para as várias festas juninas do país, que procuraram imitar o modelo campinense. Em 1986, diversas redes de televisão se interessaram, talvez atraídas pela curiosidade, em mostrar reportagens sobre o acontecimento fazendo com que a festa de Campina Grande ficasse conhecida em todo o Brasil, sendo este fato, um dos motivos que consolidaram o evento como a maior festa junina do país.

 Parque do Povo em 1986

Fontes Utilizadas:

-Diário da Borborema (fotos-preto e branco)
-TV Itararé (vídeo-reportagem)
-www.forroemvinil.com (Áudio de Capilé)
-Acervo de Welton Souto Fontes (foto do Parque do Povo em 1986-cor)
-Comunidade de Campina Grande no Orkut (foto da placa-cor)
 
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