Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
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A relação entre o Rei Pelé e o empresário campinense Newton Rique ia além das transações comerciais, haja vista que Edson Arantes do Nascimento, viria ser "empregado" como Diretor de Marketing da instituição bancária alguns anos mais tarde. 

Como destaque da presente postagem, matéria de caráter publicitária no Jornal do Brasil, em 15 de Abril de 1970, o "Rei" condiciona a custódia dos seus bens ao Banco Industrial de Campina Grande. 

Naquele mesmo ano, no mês de Junho, lembremos, a Seleção Brasileira de Futebol seria campeã da Copa do Mundo realizada no México, mais uma das grandes conquistas da carreira vitoriosa de Pelé.


Fundado pelo empreendedor João Rique Ferreira, em 1927, a instituição bancária que funcionava na base do Edifício Rique, na Rua Marquês do Herval, atingiu o ápice das suas atividades financeiras gerando lucratividade para seus sócios majoritários por quase cinco décadas.

Balanço Exercício 1969, publicado no Jornal do Brasil (03/02/1970)

Foi considerado um dos maiores bancos do país, uma vez que detinha agências distribuídas em treze estados brasileiros: Alagoas, Bahia, Ceará, Guanabara (Rio de Janeiro), Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo, Sergipe e Paraná.

Em 1963, foi instituída sua logo. Considerada “um marco” no design brasileiro, foi desenvolvida pelo famoso designer Aloísio Magalhães, responsável pela criação de inúmeras marcas, entre elas, a primeira logo da Rede Globo, a Rosa dos Ventos, em 1965.

Esta logo, que mais parece uma ferradura, até hoje é marca registrada dos empreendimentos subseqüentes da família Rique, a exemplo da Rede Iguatemi de Shoppings Centers, iniciada na capital baiana.

De acordo com o site do Sindicato dos Bancários de Campina Grande, o banco promovia uma espécie de “caça às bruxas”, punindo com demissão os funcionários que se associassem à entidade, no final dos anos 50.

Cheque do BICG, Agência Fortaleza (1970)

Por outro lado, o BICG foi uma das primeiras instituições bancárias a utilizar o sistema de auto serviço, conforme descreve a novidade o texto publicado na Revista Veja de 03 de março de 1971 (clique na figura para ampliar):


Nos anos 70, o sucessor de João Rique na presidência do banco, o ex-prefeito campinense Newton Vieira Rique, usando de todo seu prestígio social, utilizou-se de uma jogada de gênio para o marketing da instituição ao contratar, como funcionário do banco, ninguém menos que Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé, nomeando-o como Diretor de Relações Públicas; agregando sua imagem aos eventos promovidos pelo BICG, principalmente no estado de São Paulo. 


Considerado por muitos como “o paraíba que emprestava dinheiro aos ricos do sul”, ou seja, o homem que tirava a corda do pescoço dos empresários do sudeste, Newton Vieira Rique se viu obrigado a negociar a instituição bancária em julho de 1972, sendo a empresa incorporada ao Banco Mercantil de Minas Gerais pela quantia de 126 milhões de Cruzeiros.

Às lágrimas, no Rio de Janeiro, Newton Rique aos 41 anos, comunicara a concretização da transação aos seus executivos, uma vez que lamentava o destino ao qual fora lançado o grande empreendimento bancário nascido da garra do seu fundador, João Rique. 

“Não fosse a mudança brusca nas regras do jogo, na formação dos grandes conglomerados, temos certeza de que teríamos resistido. Faltou-nos um pouco mais de tempo.” (Newton Rique, sobre as razões da venda)

Em homenagem ao empreendedorismo do seu fundador, uma estátua de João Rique foi afixada em frente ao Edifício que leva seu nome, donde funcionou a instituição em Campina Grande. A área foi batizada como “Monumento João Rique”.


Fontes Consultadas:
Sindicato dos Bancários de C. Grande (http://www.bancarioscg.com.br/)
Wikipédia (http://pt.wikipedia.org)
Jornal do Brasil 
Revista Veja
Hilton Motta (Foto: Site da Campina FM)
Com muita alegria e emoção, recebemos o áudio abaixo cedido por Leandro Bráulio: "Olá! Sou super fã do Blog Retalhos Históricos de Campina Grande. Recomendo-o a todos que conheço. O trabalho que vocês desenvolvem é espetacular. Neste fim de ano, lembro sempre que em Campina, durante a passagem de um ano para o outro, a cidade ficava às escuras durante alguns minutos. Acho que essa prática durou até a metade da década de 1990. Pensando nisso, procurei recuperar um áudio em fita K7 que tenho em casa e lembrar esse tempo. Segue em anexo essa sonora. Veja se conseguem identificar a emissora e o locutor", disse Leandro.

O áudio é de Hilton Motta, o ano é 1990 e a emissora, a Campina Grande FM 93.1. À época, era comum as luzes da cidade se desligarem, causando grande emoção a todos os campinenses. A voz do fundador da primeira emissora FM de Campina Grande, era tradicional no Reveillon da cidade. Escutem abaixo e relembrem como era belo o nosso fim de ano:

Mais uma lembrança do Programa "Alto Astral" da Rádio Campina Grande FM 93.1, que já foi tema de postagem aqui no RHCG. Trata-se da visita do cantor Eduardo Dussek aos estúdios da rádio campinense:


Segundo as palavras de Abdalah Rached que cedeu a foto: "Essa é dos meu tempos de produtor de radio (Programa Alto Astral). Entrevista com o cantor Eduardo Dussek. Da esq p/dir., Dussek, Eu (detalhe pra camisa do Pink Floyd, fase Meddle), Toninho Lima, Nagib e Romulo Azevedo. Inicio da decada de 80".

O Jornal da Paraíba também registrou o momento em uma edição de 1983:


Como curiosidade, observem a camisa de Dussek. Tempos de rebeldia em fins de Ditadura Militar. Para saber mais sobre o cantor, clique AQUI.




Hilton Motta
A primeira rádio FM (Freqüência Modulada) de Campina Grande foi a 93.1, que recebeu o nome de “Rádio e Televisão Campina Grande FM”. Foi fundada em 21 de outubro de 1978 por Hilton Carneiro Motta, um dos pioneiros da radiofonia campinense. No arquivo do “RHCG”, pode-se escutar um debate sobre a história de nossa rádio, com efetiva participação de Hilton Motta (CLIQUEM AQUI).

A “Rádio dos Motta”, sempre procurou inovar em sua maneira de transmitir eventos. Por exemplo, a transmissão de partidas de futebol hoje comum nas FMs da cidade, já era algo corriqueiro para a “93.1” no ano de 1989, quando o Treze estava disputando o Campeonato Brasileiro da Série B. O saudoso Hilton Motta em alguns casos, chegava a passar o domingo inteiro conclamando o povo de Campina Grande para comparecer aos jogos.

Outra lembrança eram os “reveillon” do povo campinense, que ficavam se confraternizando com os familiares e amigos, até a esperada virada do ano, sempre na voz vibrante de Hilton Motta, quando após a contagem regressiva para o ano novo, anunciava o tradicional apagar das luzes da cidade, epopéia promovida pela CELB, que corria o risco de proporcionar a cidade um perigoso apagão, porém, para quem viveu a época, inesquecível.

De relembrar também, a tradicional “Ave Maria” das 18 horas, que ainda hoje é executada após o “De Colores”. Escutem ambos os temas:




Outra preocupação da tradicional emissora campinense foi à constante atualização de seus equipamentos. No “scan” abaixo fruto de pesquisa no Diário da Borborema, uma reportagem de 1982 mostrando o investimento em seus estúdios (cliquem para ampliar):



Convém frisar que a Rádio Campina Grande foi à pioneira no uso do CD (Compact Disc) em Campina Grande, demonstrando sua atenção as tendências modernas.

Para a geração 80 e 90 de nossa cidade, alguns programas da Campina Grande FM ficaram marcados. No programa “A Música do Ouvinte”, na era pré CD e MP3, era praxe se ficar com o som ligado com uma velha fita cassete esperando aquela música de sucesso para dar o “REC” e gravar. A gravação geralmente vinha com a voz do locutor e tudo, geralmente “Jorgito DJ” ou “Toninho Lima”, vozes marcantes da radiofonia em FM de nossa cidade. As fitas seriam usadas para os encontros de amigos, festas e até mesmo para se promover aquele clima romântico, com as namoradas da época.

Falar em romance, como não se lembrar do programa “93 by night”. Virou mania, pois os apaixonados mandavam os recados de amor para serem lidos no programa. Quem não se lembra do chavão: “Se amar é viver, vivo por que te amo”. Todo dia saía essa pérola. Relembrando o  “93 by night”, escutem abaixo um pequeno trecho datado do ano de 1991:


Fonte: http://www.youtube.com/user/BATISTADUARTE1703

Com a facilidade da Internet em se obter praticamente qualquer tipo de áudio (leiam-se músicas), as rádios tiveram de se “reinventar”. A Campina Grande FM, por exemplo, tornou-se uma rádio mais informativa, com programas jornalísticos, políticos, sem esquecer, porém, do entretenimento.

Graças à genialidade de Hilton Motta, um profundo apaixonado pelas coisas de Campina Grande, nossa cidade tem a honra de contar por mais de 30 anos com a excelência de uma grande emissora, que marcou com sua programação a vida de várias gerações de campinenses.

Fontes Utilizadas:

http://www.campinafm.com.br
Diário da Borborema (Acervo)
Arquivo Pessoal
http://www.youtube.com/user/BATISTADUARTE1703

Mais um registro do passado do rádio campinense. João Cavalcanti foi quem nos cedeu o áudio do programa "Cinemusic" da Rádio Campina Grande FM 93.1, exibido no natal de 2001. Para escutar é só clicar no "player" acima.
Wilson Maux
O "Blog RHCG" relembra hoje dois ícones que fizeram história no rádio campinense: o inesquecível Wilson Maux, falecido em 2011 e Joacir Oliveira, que infelizmente nos deixou neste mês de outubro. o registro sonoro é uma entrevista dada por Maux a Joacir, que faz parte do acervo de Gilberto Mota e que foi enviado ao blog por um colaborador ilustre, Fred Ozanan, que já foi alvo das páginas desta reminiscência histórica.

Sobre Maux, reproduzimos este obituário publicado na Folha de São Paulo no ano de 2011:

Ele despertava Campina Grande

ESTÊVÃO BERTONI 

De segunda a sábado, às 4h da manhã, quem tinha o rádio sintonizado na Campina Grande FM podia ouvir o radialista Wilson Silva Maux dizer: "Desperta, Campina".
Era esse também o nome do programa musical que ele apresentava na cidade de Campina Grande (PB), onde morou nos últimos 23 anos.
Nascido em Recife (PE), Wilson era neto de franceses, de quem herdou o sobrenome cuja pronúncia é "mô".
Aos cinco anos, ele, filho de um comerciante, mudou-se com a família para Natal (RN), onde conheceu a mulher. Casou-se aos 18 anos.
Nessa época, participava do teatro estudantil. O irmão de Conceição era diretor do sindicato dos atores e por isso o casal se conheceu.
A carreira como jornalista, Wilson começou após voltar para Recife. Vivia, por sinal, trocando de cidade: estava ora em Recife, ora em Natal.
Por um tempo, morou em São Paulo e no Rio, onde dizia ter conhecido Manuel Bandeira, que sempre lhe pedia para declamar poemas, devido a sua voz de locutor.
Na capital paulista, trabalhou na Excelsior, rádio São Paulo e no "Última Hora".
Atividades com o teatro ele sempre teve, como ator ou diretor. Contava da vez em que, nos anos 60, fez uma seleção no interior de SP para a encenação de o "Auto da Compadecida". No teste, deu o papel de palhaço a uma jovem de 14 anos chamada Regina Duarte. Foi o primeiro trabalho da atriz, revelada ali.
Na segunda, pouco antes de sair de casa para apresentar seu programa, morreu aos 72, após sofrer uma parada cardíaca. Deixa viúva, duas filhas e três netas. 

coluna.obituario@uol.com.br


Joacir Oliveira
Joacir Oliveira, o "Cabeção", foi apresentador de vários programas nas emissoras de rádio de nossa cidade. Com uma bela voz, inclusive com várias vinhetas famosas, Joacir chegou a ser ator no programa radiofônico "Flama", sucesso nos anos 60 e também foi narrador de futebol, onde mesmo sendo trezeano assumido, procurava ser imparcial.

Joacir morreu em virtude de uma embolia pulmonar, decorrente de um transplante de coração.

O áudio a seguir marca o encontro das duas lendas de nossa radiofonia, no programa "Madrugada Alegre" da Rádio Campina Grande FM 93.1. Aproveitamos para agradecer a Gilberto e Fred, a confiança dada ao "Retalhos". Escutem o áudio clicando no link abaixo:



Voltamos com um resgate, que nos primórdios do RHCG era muito comum no blog, ou seja, a postagem de fotos aleatórias de nossa cidade, fruto de acervos familiares. Quem nos enviou as imagens que postamos hoje, foi o colaborador Dalvino de Souza Filho, o qual agradecemos. As fotos seguem: 

PRIMEIRA FOTO: ALFAIATARIA CONFIANÇA, ALFAIATARIA DE UM DOS PIONEIROS NESSE RAMO, JOSÉ ANTONIO DE SOUZA, RUA CAMPOS SALES. JOSÉ PINHEIRO. 1950

SEGUNDA FOTO: VÁRIOS RAPAZES TOCANDO VIOLÃO - CARNAVAIS DE 1950
EM JOSÉ PINHEIRO, CAMPO SALES

TERCEIRA FOTO: CASA DO VELHINHO, CENTRO ESPIRITA FUNDADO POR
JOSÉ ANTÒNIO DE SOUZA,  NOS ANOS 50. ATÉ HOJE TEM ESSE PRÉDIO

QUARTA FOTO: DALVINO DE SOUZA NO AÇUDE DE BODOCONGÓ NOS ANOS 50

QUINTA FOTO: EDSON BRAGA NO AÇUDE DE BODOCONGÓ NOS ANOS 50

SEXTA FOTO: MOSTRA A RAINHA DO XAXADO, MARINÊS, COM SEU GRUPO MUSICAL,  EM FESTA REALIZADA EM LAGOA DE DENTRO NOS ANOS 50

SÉTIMA FOTO:  IMAGENS  DA FAMÍLIA BRAGA NA RUA CAMPOS SALES, JOSÉ PINHEIRO -
ANOS 50, ONDE HOJE ENCONTRA-SE UM MINI MERCADO


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