Quando comemoramos o 152º Aniversário de Emancipação Política da Rainha da Borborema, apresentamos para conhecimento público o áudio documentário "O Rádio que Fez História: Contribuições para o Desenvolvimento Sociocultural de Campina Grande", produzido pelos alunos concluintes do Curso de Comunicação Social da UEPB, sob a supervisão dos professores Goretti Sampaio e Rodrigo Apolinário.
O projeto foi realizado em Outubro de 2014, e teve como propósito homenagear o Sesquicentenário de Campina Grande, destacando a História do rádio em nossa cidade e seu papel no desenvolvimento sociocultural da população campinense.
Abrangendo desdo os primeiros serviços de alto falantes, as difusoras, passando pelo pioneirismo das emissoras AM, o documentário recupera a trajetória da radiofonia entre as décadas de 1930 e 1960, ressaltando os personagens marcantes e os programas que deixaram seu legado para as novas gerações.
Agradecendo a gentileza da Professora Goretti Sampaio que nos cedeu o áudiodocumentário, nos autorizando sua divulgação, saudemos todos mais um Retalho que compõe a História da nossa Campina, sempre Grande.
O ano era 2013 e o Blog Retalhos Históricos de Campina Grande fora convidado pela direção do Programa Diversidade, da TV Itararé, para participar das reportagens especiais sobre o aniversário de Emancipação Política da Rainha da Borborema.
Quando haveríamos de comemorar 149 anos, demos nossa contribuição através da participação de Emmanuel Sousa na apresentação de quatro fatos narrativos sobre a História de alguns pontos urbanos da cidade de Campina Grande.
Sempre agradecidos pela profícua parceria com a equipe do Programa Diversidade, nas pessoas de Saulo Queiroz e Thaise Carvalho, a matéria que teve produção de Hermano Júnior e Carla Batista pode ser conferida logo abaixo.
Nosso colaborador Manoel Leite, o Leitinho, nos presenteia com uma lembrança da 25ª Festa do Padroeiro da Paróquia de São Francisco de Assis, no bairro da Conceição. Na atual postagem, somos remetidos ao ano de 1977.
A Paróquia foi fundada no ano de 1944, e pertence à Ordem dos Frades Menores Franciscanos, que tem por princípios a Humildade, a Simplicidade e a Justiça.
A tradicional festa sempre se caracterizou por reunir grande parte dos moradores do bairro e de grande parte da região central de Campina Grande, sendo motivo de expectativa por parte dos moradores locais, como bem lembra a Sra. Lúcia Bezerra Batista, ex-moradora do Bairro da Conceição.
Quem acompanhou as missas do Convento de São Francisco, localizado no bairro da Conceição em Campina Grande, isso entre a segunda metade dos anos 80 até o fim dos anos 90, sempre se deparou com um Frei estilo bonachão, às vezes duro, às vezes simpático, mas que sem dúvida nenhuma marcou aqueles que tiveram o privilégio de assistir as suas missas, principalmente aos domingos.
Convento de São Francisco – Imagem do Acervo de William Tejo
Era Frei Lauro Schwarte, cujo nome de Batismo era Johann e que nasceu em Drolshagen, na Alemanha em 04 de dezembro de 1935.
Frei Lauro
Como se pode notar, Frei Lauro nasceu na época do Nazismo. Vivenciou, portanto em sua infância, o auge e decadência do nefasto regime implantado por Adolf Hitler. O blog “Zezito” (http://jrzezitopb.blogspot.com.br/) relatou algumas das memórias do Frei da sua Alemanha nazista: “Apesar de contar naquela época com apenas sete anos de idade, Frei Lauro guardava com ele em sua memória todos os fatos degradantes da Segunda Guerra Mundial, vendo parentes, vizinhos e amigos que se foram para lutar na guerra e não mais voltaram e notícias diárias de mortes e desaparecimentos na pequena cidade de Drolshagen, cuja tragédia final o mundo conhece. Foi forçado muitas vezes a deixar a sala de aula e correr para os abrigos a fim de se proteger dos bombardeios. Também nessa época, o Governo Alemão confiscou para fins militares todas as instalações escolares...”
No ano de 1945, Frei Lauro interrompeu seus estudos e começou a trabalhar no campo. Eram tempos de fome e pobreza.
Após o fim da Guerra, conseguiu retomar seus estudos, completando o equivalente no Brasil ao ensino médio.
Em 1959 entrou para a Ordem Franciscana na Alemanha e no ano seguinte, após realizar algumas atividades franciscanas por alguns países, acabou desembarcando em Recife, quando iniciou seus ensinos superiores na cidade de Olinda.
No ano de 1964 recebeu o Diaconato. Em 65 foi ordenado Sacerdote e em 66, escreveu o livro “Cristo Amigo” em parceria com Frei Boaventura Goldstein e Frei Vito Carneiro constituído de reflexões e orações dirigidas à juventude.
Entre os anos de 1967 a 1975 foi vigário em Fortaleza, até ser transferido para Sergipe, quando iniciou uma de suas paixões, o Radioamadorismo sob prefixo PP6ABR.
“Cartão QSL confirmando o primeiro contacto que mantive com o Frei Lauro Schwarte no dia 11 de março de 1985 quando ele ainda operava de Aracajú, Sergipe, com o então prefixo PP6ABR”
(Por Edmilson Rodrigues do Ó, Rádioamador PR7CPK)
Em 1985 finalmente chegou a Campina Grande, para ser pároco do Convento de São Francisco. Na Paraíba, Frei Lauro fez inúmeros amigos, sobretudo com a colônia Radioamadores local já operando com o prefixo paraibano PR7OFM.
Foi eleito presidente do CLUBE DE RADIOAMADORES DE CAMPINA GRANDE – CRCG o qual foi por ele administrado durante quase toda a década de 1990 tendo inclusive reformado a sede.
As Missas de Frei Lauro no Convento de São Francisco foram inesquecíveis, sobretudo por seus duros sermões, em que criticava alguns programas da televisão, que segundo ele, provocava o desvirtuamento da família, citando-se nesse panorama o programa de Hebe Camargo, que era duramente criticado pelo Frei.
Em 1999, foi passar férias na sua Alemanha. Sua saúde estava debilitada, quis voltar ao Brasil, mas os médicos não deixaram. Em 03 de novembro desse ano, veio a falecer e foi sepultado no Convento de Bardel, na Alemanha. A sua morte comoveu o povo campinense, sobretudo os seus paroquianos e a comunidade radioamadorística do planalto da Borborema.
Em Campina Grande recebeu algumas homenagens: Foi “Cidadão Campinense” e foi distinguido com a Medalha de Honra, concedida pelo Clube dos Dirigentes Lojistas (CDL) de nossa cidade; também foi honrado com o nome de uma escola de formação técnica e profissional em Campina Grande, por ele criada. Postumamente, foi reverenciado com a denominação de uma Rua em Campina Grande.
Quis o destino que Frei Lauro não voltasse ao seu amado Brasil e ao Convento de São Francisco, que ele tanto gostava. Porém, sem dúvida nenhuma, FREI LAURO é mais um “retalho” da história de Campina Grande.
Convento de São Francisco em 2012
Fontes Utilizadas:
-Acervo de Edmilson Rodrigues do Ó, PR7CPK
-Acervo Pessoal
-Blog de Marcelo Gurgel (http://blogdomarcelogurgel.blogspot.com.br/)
-Blog de Zezito (http://jrzezitopb.blogspot.com.br/)
Assunto já registrado no "RHCG", no local onde hoje se encontra o monumento a João Rique (centro), no passado campinense estava a Praça do Relógio:
No dia 07 de julho, o sensacional programa da Rádio Cariri, o "Mesa de Bar", entrevistou o oftalmologista Roberto Pinto. A certa altura ele contou que o Relógio que se encontrava na Praça, hoje é o relógio do Convento de São Francisco, tradicional igreja de Campina Grande, que se localiza no Bairro da Conceição.
Prof. Mário Vinícius enriquece nossa postagem com o seguinte esclarecimento, publicado no livro "Subsídios para a História Eclesiástica de Campina Grande", de Boulanger Uchoa, que relata em sua página 458:
"Adquirido pelo Prefeito Municipal, Senhor Bento de Figueiredo, foi colocado na Pracinha, que fica em frente ao Banco Industrial S/A, desta cidade. O Prefeito Elpídio de Almeida, que o doou à Igreja de São Francisco, antes se encontrava o citado relógio entre os ferros velhos na sucata da Prefeitura. O Frei Lamberto, ofm., soube fazer deste pedaço de "ferro velho" o melhor relógio na cidade de Campina Grande, que, com a maior exatidão, marca as horas que passam. Nem todos os sinos, que o punham a funcionar, estão lá. Um deles acha-se na Igreja de Nossa Senhora do carmo, do Cemitério local. Mesmo assim, marca os quartos de horas e as horas do tempo". (UCHOA: 1964)"
Convento de São Francisco - Foto encontrada na Comunidade de Campina Grande do Orkut
Agradecemos mais uma vez, aos amigos da Rádio Cariri pela lembrança aos "Retalhos Históricos de Campina Grande".
Uma daquelas fotos curiosas que oportunamente postamos, retratando um cenário totalmente diferente do aspecto urbanístico do Centro de Campina Grande, do que conhecemos atualmente.
Esta imagem foi retratada antes da reforma implementada na gestão Vergniaud Wanderley no final da Década de 1930 e, do alto do Grande Hotel, a visão panorâmica nos mostra em primeiro plano ao centro a antiga Usina de Luz e Força, com parte do casario por trás, voltado para a Praça Clementino Procópio, bem reduzida, em seu formato original.
Parte do conjunto de casas à direita da foto foi demolida para a passagem da Av. Floriano Peixoto, que avançou em frente 'passando por cima' também da Igreja do Rosário, que está ao lado do Cine Capitólio, nesta foto!
O zabumbeiro Parafuso, membro fundador d'Os 3 do Nordeste, faleceu por volta da 1h desta segunda-feira em Colônia, na Alemanha, 5h no horário brasileiro. Segundo informações de familiares, no sábado (1) Parafuso passou mal e foi internado em um hospital alemão, onde passou todo o domingo (2). A morte foi confirmada pela unidade de saúde. 'Os 3 do Nordeste' estava participando de uma turnê com outros artistas. Ainda não há confirmação sobre o dia do envio do corpo para a Paraíba. (G1)
Uma daquelas fotos curiosas que oportunamente postamos, retratando um cenário totalmente diferente do aspecto urbanístico do Centro de Campina Grande, do que conhecemos atualmente.
Esta imagem foi retratada antes da reforma implementada na gestão Vergniaud Wanderley no final da Década de 1930 e, do alto do Grande Hotel, a visão panorâmica nos mostra em primeiro plano ao centro a antiga Usina de Luz e Força, com parte do casario por trás, voltado para a Praça Clementino Procópio, bem reduzida, em seu formato original.
Parte do conjunto de casas à direita da foto foi demolida para a passagem da Av. Floriano Peixoto, que avançou em frente 'passando por cima' também da Igreja do Rosário, que nesta foto está ao lado direito do Cine Capitólio!
O 'Cantor das Multidões' foi uma das atrações contratadas pela Rádio Borborema para homenagear o aniversário de 100 Anos de Campina Grande, no ano de 1964.
Seu show, apresentado do auditório da extinta Rádio Borborema é o tema deste podcast, quadro componente do Programa Cariri em Destaque, da Rádio Cariri, capitaneado por Eliomar Gouveia e Márcio Furtado de segunda à sexta, das 17:00hs às 19:00hs.
A História é Feita de Registros e Memórias! Colabore com nosso resgate nos enviando fotos, áudios, vídeos, etc... Fatos que remetam ao pretérito campinense. Teremos prazer em citar quem nos enviar. (retalhoscg@hotmail.com)
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