Manoel Joaquim Barbosa, o popular Manoel Barbosa, nasceu em Atalaia, no estado de Alagoas no ano de 1924, filho de D. Ana Maria e S. Joaquim José Barbosa, que lhe proveram descendência afro e indígena.
Desde cedo contribuía com as atividades cotidianas da família junto à agricultura e, ainda menino, foi empregado como vendedor de bolos e pães em uma padaria local, com o qual ajudava nas despesas da casa com oito irmãos, com a paga recebida.
Aos 19 anos, na cidade de Maceió, estudou Enfermagem, sendo um dos pioneiros do exercício profissional desse ofício.
No ano de 1949, fora convidado pelo Dr. Francisco Brasileiro para se estabelecer em Campina Grande e exercer a profissão de enfermeiro na Rainha da Borborema, vindo a formar uma Associação organizada da classe já no ano seguinte, em 1950.
Foi membro da Diretoria do extinto Esporte Clube Paulistano no ano de 1952. Neste mesmo ano integrou a grade de programação da Rádio Caturité apresentando o Programa Página Íntima, ficando ainda mais conhecido na cidade!
Unido à intelectuais do gabarito de Agnelo Amorim, Ronaldo Cunha Lima, entre tantos outros, fundou o Grêmio Literário machado de Assis, isso em 1953.
Em 12 de Março de 1955 casou-se com Maria Lopes Barbosa, união que gerou 12 filhos: Rui, Robson, Viviane, Valéria, Raniere, Waleska, Ricardo, Rômulo, Renan, Roberto, Vânia e Vitória.
Manoel Borbosa começou a atender como Enfermeiro do antigo SANDU, mais conhecido como P.U., órgão federal de assistência, no ano de 1958, onde ficou por trinta anos até se aposentar em 1988.
A comunidade de Campina Grande começou a ser atendida pelos seus préstimos através do Posto de Enfermagem Manoel Barbosa, a partir de 1959, que funcionou por 40 anos, localizado próximo à Feirinha de Frutas, na Rua Peregrino de Carvalho.
Detendo o título de “Enfermeiro do Povo”, foi eleito vereador em Campina Grande no ano de 1963, reeleito em 1968, permanecendo no Poder Legislativo até o ano de 1972, quando se lança candidato à vice-prefeito na chapa de Nestor Alves. A eleição deste ano foi vencida por Evaldo Cruz!
A vacância da sua presença junto ao Poder Legislativo foi compensada com a candidatura da sua esposa, D. Maria Barbosa, que se elegeu naquele ano de 1972, permanecendo no mandato eletivo por 32 anos!
Manoel Barbosa passou por vários cargos, tendo contribuído com o IPEP por seis anos à partir de 1987, nomeado por Tarcísio Burity; Também foi assessor dos governadores Ronaldo e Cássio Cunha Lima.
Outorgado Cidadão Campinense, bem como Cidadão Paraibano, foi condecorado com a Medalha Tiradentes pela Loja Maçônica Regeneração Campinense.
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| Casal Manoel e Maria Barbosa |
Fonte Pesquisada:
'Manoel Joaquim Barbosa - Um Guerreiro do Bem' - Manoel Monteiro
Manoel Joaquim Barbosa hoje tem 90 anos e concedeu entrevista ao programa radiofônico “Balanço Geral”, apresentado por Arquimedes de Castro, Walderedo Borba e Thaíse Carvalho, na Rádio Correio FM, tecendo comentários sobre o panorama de Campina Grande, no ano de 1964, quando se comemorou o Centenário da Rainha da Borborema, sendo ele um dos vereadores componentes da Casa de Félix Araújo àquela época.
Ouçamos, portanto, o trecho da sua participação no Programa Balanço Geral, do dia 15 de Setembro de 2014, na série especial sobre o Sesquicentenário de Campina Grande.
Taí uma prova de amor a uma cidade:
Tatuagem do monumento "Os Pioneiros" ou "Desbravadores", como queiram e brasão de Campina Grande. O trabalho é de autoria de Sóstenes Carneiro Lopes, que é fã do RHCG e gentilmente nos autorizou a publicação. Agradecemos também a Gláucia Marques que nos deu a dica da imagem.
Se a vinheta do Plantão da Rede Globo causa espanto em seus telespectadores, imaginem o mesmo efeito partindo da mídia radiofônica!
Estamos falando de Campina Grande, da Rádio Borborema... do Campinense Repórter, que marcou época nos famosos plantões de notícias da ZY07, surgido em 1950.
Ouvir o tema de abertura do programa, que interrompia a programação normal da Rádio, causava expectativa em toda população. O multimídia Bráulio Tavares, em seu Blog Mundo Fantasmo, escreveu o seguinte sobre o tema de abertura deste programa:
"Não sei até hoje qual é a peça de música orquestral que servia de característica musical para o “Campinense Repórter”, o noticiário de emergência da Rádio Borborema em minha infância. Provavelmente um pedaço inocente de música clássica que, pela utilização que recebeu, transformou-se na música mais ominosa, ameaçadora e agourenta do mundo, para várias gerações da Serra."
A música era tão característica que ao se ouvir seus acordes, os populares se aglomeravam junto ao rádio que a emanava para ouvir atentamente o fato a ser narrado.
Bráulio comenta: "A vida ia correndo mansa, fluindo tranqüila, e em dezenas de milhares de residências os rádios estavam ligados, fornecendo o fundo musical para as tarefas domésticas, os papos de botequim e de barbearia, as corridas de táxi, as salas de espera, quando de súbito a programação se interrompia. Soava então a música: aziaga, angustiosa, repleta de presságios de cataclismos mundiais ou de falecimentos na família. Depois de alguns segundos a música baixava e ouvia-se em gravação a voz clara e firme de Hilton Mota: “O Campinense Repórter – inforrrrma!...” Uma vinhetazinha musical de transição, e o locutor de plantão começava: “Foi encontrado hoje às seis horas, nas proximidades da Estação Velha, o corpo de um indivíduo moreno, aparentando 35 anos, morto com dois tiros no abdômen..” e assim por diante. Terminada a leitura da notícia, voltava a voz de Hilton: “A qualquer momento – em qualquer lugar – pela onda da Rádio Borborema – o Campinense Repórter – voltará – a informarrrr!...” Voltava a vinheta, e voltava a vida ao normal."
Esse era o cotidiano do 'Campinense Repórter', que Hilton Motta comenta no áudio abaixo com o bônus, ao final, da abertura do programa, com a peça orquestral a qual se refere Bráulio Tavares, completa!
Áudio cedido pelo Operador de Áudio da Rádio Cariri Léo Montanha, do acervo do cantor Biliu de Campina.
Imagem enviada por Mércia Lima, sobre o Carnaval no Campinense Clube na década de 1950:
Em pé, a esquerda, maestro Capiba; da direita para esquerda, o cantor Vicente Andrade; O pianista Jaime Seixas. Em frente, o quarteto de Sax, da esquerda para a direita 1º Célio Cabral de Melo; 3º Nilo Lima e 4º Godofredo Lima (Gordinho). Por trás, Délio Cabral, trombonista. O mais alto, Geraldo, baterista. Infelizmente, os demais não temos identificação.
Agradecimentos:
Sérgio Dantas, pela identificação de Célio Cabral de Melo (seu avô) e Délio Cabral (Seu tio-avô).
Já faz algum tempo, que mantemos na rede social "Facebook" nossa fanpage do "Retalhos" (
https://www.facebook.com/BlogRHCG). Lá organizamos em formas de "albuns", algumas fotos que recebemos de nossos colaboradores e entre elas, imagens que não são publicadas aqui no blog. As imagens dos colégios de Campina Grande são exclusivas da rede social, imagens como esta abaixo:
Já contamos com dois albuns fechados (100 fotos cada), com momentos de nossas escolas. Os albuns podem ser acessados ao clicar
AQUI e
AQUI . Já estamos iniciando o terceiro album e se alguem tiver fotos que não constem em nossa relação, podem enviar as imagens ou através do email do blog:
retalhoscg@hotmail.com ou através de nossa própria
fanpage.
A imagem nos mostra uma perspectiva do Açude Novo, no ano de 1955, visto do lado oposto, onde hoje se encontram os 'trailers' de lanches.
Olhando para a direção do Centro da cidade, facilmente identificamos a Igreja Congregacional da Rua Treze de Maio, bem como as costas e torre da Capela do Colégio das Damas, à esquerda.
Foto relacionada ao artigo do escritor Ascendino Leite, intitulado: Porta do Sertão, encontrada na Revista "Coletânea" Ano IV - n 45 - Junho de 1955, postada pelo Professor José Edmilson Rodrigues.
Registro da Posse da Diretoria do extinto Paulistano Esporte Clube no ano de 1959. O evento também era alusivo à comemoração de 30º Aniversário do time, fundado no ano de 1929.
Na imagem identificamos (da esquerda para direita): Rosil Cavalcante, Francisco Pereira, Severino Cabral e, ao microfone, Oliveiros Oliveira, bem como os demais integrantes da Diretoria posicionados atrás da mesa.
Esta foto foi oferecida ao Sr. Francisco Alves Pereria por José Julião dos Anjos, 1º secretário do PEC, em 25/12/1959.
Nosso colaborador Helder Racine, nos enviou a seguinte imagem:
É um letreiro de um edifício da cidade e que segundo Racine: "o prédio ainda está de pé e exibe esse mesmo letreiro e está localizado nas Boninas".
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| A "Unidade Moreninha" é o prédio que está dentro do círculo (IMAGEM: GOOGLE STREET VIEW) |
Stella Soares, assídua frequentadora de nossa fanpage no Facebook, contactou o RHCG e deu a seguinte informação:
"Unidade Moreninha, foi o nome dado pelo meu avô Luis Soares, ao prédio (construído por ele). Ele costumava homenagear pessoas por quem tinha afeto. Moreninha, era o apelido de uma irmã dele falecida muito jovem, e que ele passou a me chamar dessa forma. Posteriormente, foi alugado para um cabaret, e ficou conhecido com o nome que ainda se lê nas paredes. Se não me falha a memoria, era o bar de Geni que funcionou por muito tempo na Unidade Moreninha."
Agradecemos a Helder e Stella, por mais esta curiosidade sobre o passado da Rainha da Borborema.
Um dos profissionais mais conceituados na arte da alfaiataria em Campina Grande foi, sem dúvidas, o Sr. Fausto Luis de Moura, o Fausto Alfaiate. O Sr. Fausto, o "Tesoura de Ouro", marcou o modo de vestir da sociedade masculina campinense desde o ano de 1935.
Teve seu ponto comercial inicialmente na Rua Cardoso Vieira, passando tempo mais tarde para a Rua Semeão Leal e posteriormente, como último local estabelecido, na Rua Major Juvino do Ó, antiga 4 de Outubro, próximo ao Jornal da Paraíba, onde encerrou suas atividades.
Fausto Alfaiate faleceu no dia 08 de Abril de 2013, aos 97 anos.
Estas imagens fantásticas foram enviadas ao BlogRHCG por Fidélia Cassandra, a quem agradecemos publicamente.
Projeto lançado no mês de Maio/2014 pelo Jornal da Paraíba, sete fascículos colecionáveis serão publicados até o mês de Outubro, trazendo uma vasta contribuição textual de renomados historiadores locais, através de um trabalho sinérgico entre Jornal da Paraíba e Instituto Histórico de Campina Grande.
Neste final de semana, o Jornal da Paraíba publicou o Fascículo nº 05 "Campina Grande 150 Anos a Frente". Desde o primeiro o BlogRHCG vem sendo fonte colaborativa com seu banco de imagens.
Segue abaixo a íntegra do Fascículo nº 05: "Cidade da Educação e da Tecnologia".