Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
retalhoscg@hotmail.com

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Em 1992, o Treze fez uma boa equipe. Porém, foi muito prejudicado pelos juízes da competição e até pela Federação Paraibana de Futebol. No site "Trezegalo": www.trezegalo.110mb.com/1992.html, encontramos um texto que dá bem a idéia da perseguição sofrida pela equipe alvinegra: "O Treze para ser campeão estadual de 1992, precisava de apenas uma simples vitória frente ao Auto Esporte, no jogo que seria realizado em 10 de dezembro. Na verdade, este jogo era pra ter sido disputado no dia anterior (09), porém, a Federação Paraibana, acatou, pasmem, um pedido de adiamento da partida por parte da imprensa de João Pessoa, com a alegação de que esses queriam mais um tempo para a promoção da partida. Só que na noite do dia 09, seria realizado um julgamento pelo Tribunal Desportivo da Federação Paraibana, quando vários jogadores do Treze seriam julgados. Resultado: quatro jogadores do Galo impossibilitados de disputar a partida no dia seguinte. Moral da história: se o jogo tivesse sido realizado no dia 09, o Treze contaria com sua força máxima e as chances do título seriam muito maiores". 

Uma das poucas alegrias do Treze naquele ano ocorreu no dia 11 de setembro, quando decidiu com o Nacional de Patos, em jogo realizado no Estádio Amigão, a final do 1º turno. O Galo venceu por 2 a 1. Abaixo, em imagens da TV Borborema um resumo daquela partida:



Na decisão do Campeonato, uma das maiores tristezas da história "galista". O time venceu o Auto Esporte no tempo normal de jogo por 4 a 0, dependendo de um empate na prorrogação, para ser campeão do Paraibano, entretanto, aconteceu uma daquelas sinas que parecem só acontecer com o Treze, o Auto Esporte fez 1 a 0 na prorrogação a conquistou o título, o último de sua história (até agora).

Fontes Pesquisadas:

www.trezegalo.110mb.com
Por Prof. Thomas Bruno Oliveira *

Nos últimos meses, temos feito uma série de denúncias a respeito do triste fim do patrimônio histórico da “Rainha da Borborema”, símbolos da pujança de um passado que a consagrou como Rainha e como uma das cidades mais importantes do interior nordestino. A urbe anda em transformação onde o falecimento deste referencial patrimonial é evidente, no entanto, se faz necessário citar modificações outras que estão ocorrendo nas últimas semanas.

Outubro: Na região conhecida por Boninas, o seu canteiro central está sendo transformado em uma praça. O lugar é afeito de algumas histórias misteriosas, talvez por ter sido, por muitos anos, um cemitério. Isso nos anos de 1857 e em 1899 já se encontrara totalmente cheio, segundo Elpídio de Almeida “sem lugar para a abertura de uma cova”**, extinto em 1931, em ruínas. O lugar hoje está envolto por tapumes de madeirite e breve será uma praça;

Agosto/Outubro: O Pavilhão Epitácio (veja a foto antes da reforma), que foi construído provavelmente na década de 20 do século XX, por ordem da viúva do Cel. Alexandrino Cavalcanti, passou por uma reforma do pavimento superior do sobrado para adaptação de uma loja de confecções e foi pintado por completo, dando um melhor aspecto a este saudoso e imponente casarão;


Outubro: Uma residência em estilo eclético, no início da Rua Rui Barbosa, foi demolida e denunciada por nós no artigo “Centro Histórico de Campina Grande: a cartografia de uma destruição”***, pois bem, o lugar já está, infelizmente, funcionando como estacionamento para automóveis;

Setembro/Outubro: A antiga fábrica de óleos de Medeiros Cirne, na Av. Pres. Getúlio Vargas, nas proximidades da Feira da Prata, foi demolida e no lugar está sendo construído um supermercado de uma grande rede, certamente afim de concorrer com os feirantes e pequenos comerciantes do bairro da Prata;


Outubro: O lugar que teve um prédio demolido na Av. Floriano Peixoto, defronte a Catedral de Nossa Senhora da Conceição, está isolado até a altura da calçada, no lugar está sendo construindo um prédio que até o momento não se sabe o que será.

Novembro/Dezembro: foi concluída a construção do supermercado “Todo Dia”, no espaço onde funcionou a fábrica de óleos de Medeiros Cirne, no bairro da Prata. O prédio anterior foi destruído e a fachada de entrada, na esquina da Av. Getúlio Vargas, teve sua demolição freada (terá sido pelas denúncias que fizemos, inclusive na imprensa?). Esta felizmente foi mantida e hoje ostenta a logomarca do empreendimento;

Novembro/Dezembro:após anos de inatividade, a PREMOL - fábrica de premoldados - localizada no bairro de Bodocongó (próximo a Vila dos Teimosos), teve suas instalações demolidas. Os guindastes, o prédio, a guarita, nada está de pé e esta empresa que ocupou a área do que chamamos de segundo parque industrial da cidade já não mais existe;

Dezembro: A belíssima ornamentação natalina da cidade enfeitou as principais praças e alguns monumentos. De muito bom gosto, vimos muitas cores e brilhos na noite campinense. Porém, este ano, infelizmente, os prédios históricos que costumam ser dotados de uma iluminação que valoriza os seus contornos, nada receberam. Aliás, a Catedral Nossa Senhora da Conceição, o Museu Histórico, a Prefeitura (SEFIN e SAD), antigo Grande Hotel e a Biblioteca Municipal mereciam uma iluminação permanente;

Dezembro/Janeiro: A Praça Coronel Antônio Pessoa, depois de meses isolada por tapumes, teve sua reforma parcialmente concluída. Os tapumes já não mais existem e os transeuntes podem observar o que foi modificado no lugar.

Dezembro/Janeiro: A SANBRA (Sociedade Algodoeira do Nordeste Brasileiro), instalada em Campina Grande em 1935, no período conhecido como “boom algodoeiro” teve seu último prédio demolido recentemente. Desta áurea época só resta a chaminé/bueiro, que não sabemos se será preservada ou venha a ser a próxima vítima da destruição.

Janeiro: Está concluída mais uma demolição de um casarão na rua Desembargador Trindade e outro na rua Dr. João Tavares está seguindo o mesmo destino. Nesta mesma rua, A antiga SAMIC (Serviço Assistencial Médico Infantil Campinense, nas proximidades do Açude Velho, por muito tempo residência da tradicional família Rique) está perdendo o que resta do prédio de atendimento. Lembrando que esta área está dentro dos limites do Centro Histórico de Campina Grande****, o que, por lei, não pode ter NADA demolido.



Janeiro: O símbolo maior da modernidade campinense, a Estação Velha, continua em estado de deterioração. Apesar de o Museu do Algodão e da ‘Maria Fumaça’ estarem isoladas e preservadas, o prédio de armazenagem já perdeu o telhado e agora os populares aceleram o processo de destruição levando os tijolos centenários. Caso não haja uma ação rápida por parte do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), que tem a guarda de todas as velhas estações de trem, o prédio sucumbirá.


***

* Historiador, Sócio do IHGC, SPA e SBE, thomasarqueologia@gmail.com;

** ALMEIDA, Elpídio. História de Campina Grande. Campina Grande: Livraria Pedrosa, 1962.

*** Artigo publicado na Revista Tarairiú Nº 01 Set.2010. (http://mhn.uepb.edu.br/revista_tarairiu/TARAIRI%C3%9A_N01_SET2010.pdf)

**** Para ver o mapa do Centro Histórico, veja o artigo ‘CENTRO HISTÓRICO DE CAMPINA GRANDE: A CARTOGRAFIA DE UMA DESTRUIÇÃO’ disponível em: 
http://mhn.uepb.edu.br/revista_tarairiu/TARAIRIU_N01_SET2010.pdf

Esta versão apresentada do Hino Oficial de Campina Grande é a mais conhecida de toda a população campinense, uma vez que nos acostumamos a ser acordados com sua execução promovida diariamente pela Rádio Campina Grande FM, às 5:00hs, na abertura da programação da emissora.

O Hino Oficial de Campina Grande foi fruto do concurso realizado durante a gestão do Prefeito Evaldo Cruz, composto com letra de Fernando Silveira, radialista cearense radicado na Rainha da Borborema e música de Antônio Guimarães.

O áudio acima, considerado a gravação original realizada na cidade de Recife, com coral e orquestra de pernambuco, nos foi enviado por Jackson Rilton, coletado junto à rádio fundada pelo saudoso Hilton Motta.

OBS.: Esta postagem carece de maiores informações acerca desta versão original apresentada, gravada na cidade do Recife(PE): sobre quem a executa e seu ano de gravação. 

Sobre os Autores do Hino Oficial de Campina Grande:

FERNANDO SILVEIRA:
Professor, jornalista, escritor, teatrólogo. Produziu rádio-novelas para emissoras do Rio de Janeiro e  São Paulo; Implantou o Rádio-Teatro na Rádio Borborema na década de 50, contava com a participação de grandes nomes do rádio, à exemplo da atriz Nair Belo.

Foi vereador em Campina Grande, eleito para a 4ª Legislatura da Câmara Municipal, no período de 1959 a 1963; Chegou a assumir, como suplente, cadeira na Assembléia Legislativa da Paraíba.

Foi através do Programa "Linha de Frente", comandado por Silveira, às 11:00hs, na Rádio Borborema, que surgiu para o público o rapaz humilde do bairro de José Pinheiro, hoje conhecido e consagrado como Genival Lacerda!

No final da década de 60 desenvolveu atividades teatrais junto à Escola Normal de Campina Grande, em parceria com a teatróloga Lourdes Ramalho;


ANTONIO GUIMARÃES:
Nasceu em Campina Grande, em 19/12/1934, descendendo de uma família de músicos de origem alagoana. 

Fez parte da Juventude Operária Católica (JOC);  foi organista da Catedral, onde, também, participou e dirigiu um coral para interpretação de missas solenes; em 1959 formou o Coral Uirapuru. Foi professor da cadeira de Canto Orfeônico, no Colégio Alfredo Dantas , em 1958 e da Escola Normal, em 1964, onde criou o Coral "Fernando Silveira", composto de 70 vozes femininas. Em 1969, organizou o Coral Uiraxuê, que viria a se tornar o Coral Universitário da URNe. Em 1978, criou o seu coral misto do Colégio NESA. Em 1983 foi convidado a formar o Coral "Esperança" (infantil), em um Grupo Escolar campinense, que manteve suas atividades até o ano de 2007. 

Lançou o livro de teoria musical "Música para Todos", em 1983, pela Editora Universitária da URNe (atual UEPB), onde exerceu por muitos anos a função de revisor. Sua obra musical não se deteve ao Hino de Campina Grande, compôs os hinos de muitas outras cidades e instituições. 

Consagrou-se, ainda, como compositor de músicas dos gêneros sacro e popular. Suas músicas ultrapassaram os limites estaduais atingindo, inclusive,  outros países. Entre as comendas que lhe foram conferidas, destaca-se a Medalha de Honra ao Mérito, concedida pela direção do Teatro Municipal de Campina Grande e a plaqueta de metal "Personalidade do Sesquicentenário", concedida pelo Lions Prata-Campina Grande, no ano de 1972. 

O maestro Antonio Guimarães faleceu no dia 21 de Maio de 2009, vitimado por problemas cardíacos, no Hospital João XXIII, em Campina Grande.

Fontes Consultadas:
www.clickpb.com.br
www.camaracg.com.br
www.clicrn.com.br
http://aci.online.vilabol.uol.com.br

Entrevista com o Maestro Antonio Guimarães, durante as Comemorações dos 143 Anos de Emancipação Política de Campina Grande, no ano de 2007, concedida ao JPB da TV Paraíba:

Interessante reportagem encontrada em CD-ROM elaborado pela Prefeitura Municipal de Campina Grande, no governo Cássio Cunha Lima, retratando Campina Grande, seus fatos e curiosidades:


Os registros esportivos abaixo, nos foram cedidos por Lauthenay Perdigão do site ww.museudosesportes.com.br. São fotos de Campinense e Treze, retiradas a maioria da Revista Placar. Que tais registros empolguem nossos times na atual temporada que se inicia (Cliquem para ampliá-las).

 Uma das formações do famoso hexa do Campinense (1965)

Outra formação da Raposa Feroz em 1965


O Campinense campeão paraibano de 1991, observem na foto o então jovem Marcelinho Paraíba






O blog "RHCG" foi citado hoje (06-01-2011) na coluna de Celino Neto no Jornal da Paraíba:

"Quando paramos para navegar na internet, um dos nossos endereços obrigatórios é o blog ‘Retalhos Históricos de Campina Grande’, muito bem editado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa. Lá encontramos verdadeiras preciosidades de um passado recente da Serra da Borborema. Destaque para fotografias antigas de pontos famosos da cidade e para reportagens que foram publicadas décadas atrás, tanto nos veículos impressos quanto na televisão.

Nos posts mais recentes, adoramos encontrar figuras queridas como Paulo Cirne, Beri Pedrosa, Eneida Agra Maracajá, Gabimar Cavalcante, entre outros. Também conferimos imagens nostálgicas dos antigos carnavais de Campina, além de vídeos das famosas Micarandes dos anos 90. Isso sem falar nos interessantes documentos sobre o acidente de avião que aconteceu em 1958 e teve como um dos sobreviventes ninguém menos que Renato Aragão.

Então, para os nossos leitores que ainda não conhecem o ‘RHCG’, fica aqui a indicação. Vale a visita: cgretalhos.blogspot.com."

***

Em nome de todos aqueles que fazem o blog, agradecemos de coração ao nobre colunista pela deferência.
Ela é uma das baluartes da cultura campinense. Eneida Agra Maracajá foi alvo de uma reportagem do Diário de Pernambuco de 17 de janeiro de 1994, matéria que reproduzimos abaixo (cliquem para ampliar):


O pessoal que visita o "RHCG" gosta muito da idéia da postagem de antigos cartões postais de Campina Grande. É uma oportunidade de conhecer ou relembrar, várias paisagens de nossa bela cidade. Abaixo, 5 imagens dos anos 80 do século passado:

Estátua de João Rique

FIEP

Parque Evaldo Cruz

Prédio da Receita Federal

Antiga UFPB (hoje UFCG)
Chico Anísio sempre teve uma admiração por nossa cidade. Nos anos 70 por exemplo, ele sempre brincava com o Treze, quando um personagem seu, jogador de futebol, tinha como sonho jogar no "Galo da Borborema". Claro que era gozação, porém, em certas ocasiões ele falava sério, como por exemplo, alguns anos após a construção da casa de shows Spazzio. Era comum ele citar a casa de eventos de Campina Grande em algumas entrevistas, lembrando que era a "Maior Casa de Shows da América Latina" (começo dos anos 90).

A reportagem a seguir, fruto de uma reprodução do Diário da Borborema de 1985, retrata uma passagem de Chico por Campina Grande. Observem, que Chico estava querendo criar um personagem inspirado em Biu do Violão, aquele que alguns conhecem perambulando por Campina, com um violão a tira-colo tocando músicas de Roberto Carlos:


Sobre Biu do Violão, o ex-governador Cássio Cunha Lima contou no programa “Mesa de Bar” da Rádio Cariri uma passagem bastante engraçada sobre o folclórico personagem. Ele disse que certa vez estava no Restaurante Miúra, recebendo um General como convidado, quando chegou Biu e após ter dado uma tapa nas costas do militar, disse para espanto de todos: “Só quer ser o vigia da Caranguejo”, pra quem não sabe, a Caranguejo que Biu se referia é a fábrica do famoso aguardente localizada em Campina Grande.

Biu nos anos 80, quando por gozação queriam candidatá-lo a senador

Tópico Memória: A Tragédia da Queda do Avião em 1958

Sou um dos sobreviventes do acidente aéreo ocorrido em Campina Grande no ano de 1958. Vínhamos, eu e mais dois irmãos, filhos do comerciante AFONSO CORDEIRO AGRA, tendo meu irmão, Afonso Cordeiro Agra Filho falecido naquele acidente.Quanto a mim, fiquei em coma durante 4 dias, enquanto meu outro irmão, Feliciano, nada sofreu. Lamentei muito a história contada por Renato Aragão quando se referiu a floresta e aos saques efetuados. As jóias que vinhamos com elas, correntes e relógios em ouro, foram devolvidas ao meu pai pelo pessoal do exército que foram para o local. Não havia mata, floresta, mas sim um roçado de milho. Fico a disposição dos historiadores para qualquer esclarescimento, pois o que está se vendo hoje são várias histórias mal contadas e deturpadas.
 
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