Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
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Plínio Lemos nasceu em Areia (PB) no dia 3 de abril de 1903, filho de José de Lemos Pessoa de Vasconcelos e de Francisca Pereira de Melo.

Bacharelou-se pela Faculdade de Direito da Universidade de Recife em dezembro de 1928. Participou da campanha da Aliança Liberal (1929-1930) e, após a Revolução de 1930 — durante a qual comandou como capitão o 4º Batalhão da Força Pública de Minas Gerais —, ocupou entre 1931 e 1934 o cargo de oficial-de-gabinete no Ministério da Viação e Obras Públicas na gestão de seu conterrâneo, o paraibano José Américo de Almeida.

Após a queda do Estado Novo (1937-1945) e a conseqüente redemocratização do país, elegeu-se em dezembro de 1945 deputado pela Paraíba à Assembléia Nacional Constituinte na legenda da União Democrática Nacional (UDN). Assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte, participou dos trabalhos constituintes e, após a promulgação da nova Carta (18/9/1946) e a transformação da Assembléia em Congresso ordinário, exerceu o mandato até janeiro de 1951. Durante essa legislatura integrou as comissões Permanente de Obras Públicas — da qual foi presidente — e Especial de Pecuária. Em 1948 votou contra a cassação dos mandatos dos parlamentares comunistas, mas foi voto vencido.

No pleito de outubro de 1950 obteve a primeira suplência de deputado federal pela  Paraiba, na legenda da Coligação Democrática Paraibana, formada pelo Partido Social Democrático (PSD) e o Partido Libertador (PL). Ocupou uma cadeira na Câmara de junho a setembro de 1951 e desse ano a 1954 foi prefeito de Campina Grande (PB), quando enfrentou a polêmica pela morte do vereador Félix Araújo assassinado por um dos seus guarda-costas, João Madeira, sendo inclusive acusado de ter sido o mandante do ato. 

Em outubro de 1954 elegeu-se deputado federal pela Paraíba na mesma legenda. Assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte, apresentou e defendeu projetos relativos à criação de um instituto agrário e à determinação do aproveitamento das terras marginais aos grandes açudes, tendo seu último projeto sido vetado pelo presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961).

Em outubro de 1958 voltou a candidatar-se à Câmara dos Deputados, dessa vez na legenda da Coligação Nacionalista Libertadora, formada pela UDN e o PL, obtendo novamente a primeira suplência. Deixando a Câmara em janeiro de 1959, voltou a exercer o mandato de julho desse ano a janeiro de 1960, de fevereiro a março do mesmo ano, de maio seguinte a fevereiro de 1962 e de abril a dezembro desse último ano. Durante esse período, manifestou-se contra o reatamento das relações diplomáticas com a União Soviética, rompidas em 1947 e retomadas em novembro de 1961.

Em 1962 voltou a eleger-se deputado federal na legenda da UDN, assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte. Ainda em 1963, declarou ao Correio Brasiliense ser partidário do cooperativismo e considerar o presidencialismo um regime muito propício às aventuras ditatoriais. Afirmou também que a organização fiscal poderia proporcionar ao Estado recursos para reduzir as diferenças sociais, salientando, quanto a esse aspecto, que via na encíclica Mater et magistra um ideário para as reformas sociais. Após o movimento político-militar de 31 de março de 1964 que depôs o presidente João Goulart (1961-1964), presidiu nos dois anos seguintes a Comissão de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas da Câmara dos Deputados. Mais tarde, em junho de 1977, declararia ao Jornal do Brasil que como presidente dessa comissão tentara acabar com a política de distribuição de subvenções parlamentares a entidades fantasmas, mas sem obter êxito.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar, e, em novembro de 1966, elegeu-se suplente de deputado federal nessa legenda. Deixou a Câmara em janeiro de 1967 e voltou a ocupar uma cadeira nos períodos de março a julho de 1968, de agosto desse ano a abril do ano seguinte e de novembro de 1970 a janeiro de 1971. Novamente candidato nas eleições de 1970, obteve uma suplência, mas não chegou a exercer o mandato. Voltou a concorrer a uma cadeira na Câmara dos Deputados nos pleitos de novembro de 1974, quando conseguiu ficar na primeira suplência, e no de 1978, tendo ficado na terceira suplência. Afastou-se, então, da política e voltou a exercer a função de promotor público.

Relator do primeiro e do segundo planos da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), foi também promotor em Patos e Cajazeiras, na Paraíba, e em Ituiutabá (MG), tendo atuado ainda como secretário-redator do Diário da Manhã, em Belo Horizonte.

Publicou "Ainda pela verdade",  documentário, em 1954.

Plínio Lemos era casado com Maria Nina de Almeida Lemos e faleceu em São Paulo no dia 23 de abril de 1982.

 Fonte Consultada: http://cpdoc.fgv.br
Foto: (in) "Lutas de Vida e de Morte" Josué Silvestre

 Fonte: Jornal da Paraíba (Acervo)
A Rua Vidal de Negreiros localizada no centro é uma das mais importantes de Campina Grande. No passado, era um centro efervescente da economia e também da política de nossa cidade, já que era próximo a rua João da Mata, morada de alguns políticos ilustres. É também a rua da Maçonaria "Regeneração Campinense", de muita importância social no século passado.

Fonte: Google Maps

Graças a preocupação de pessoas, que tiveram a sensibilidade de preservar momentos de Campina Grande, disponibilizamos a seguir duas imagens da rua Vidal de Negreiros, datadas provavelmente dos anos 30 do século passado:



O nome da rua foi uma homenagem a André Vidal de Negreiros, paraibano, que foi um dos principais combatentes contra a invasão holandesa ao Brasil.

Vidal de Negreiros

Foi governador das Capitanias do Maranhão e também de Pernambuco. Seu nome foi dado em homenagem a vários locais por todo o brasil, a exemplo da célebre rua de nossa cidade.

Terminamos aqui este especial do Campinense, clube tão importante de nossa cidade e que não pode se acabar.

Nos anos 60, tendo Edvaldo Souza do Ó como presidente, o Campinense Club sentindo que sua séde localizada à Praça Cel. Antonio Pessoa já não comportava seus sonhos mais ambiciosos de realização junto a sua gestão, adquiriu e construiu um novo espaço dançante para os sócios do clube, localizado no alto da Bela Vista, na Rua Rodrigues Alves; a Boate Cartola.

Nessa mesma área, seu sucessor, o empresário Lamir Motta, iniciou a construção do Ginásio Cesár Ribeiro, transferindo, de vez, a sede social do Campinense Clube para as dependências do novo espaço, após sua conclusão no ano de 1965.

Estado das dependências físicas da Boate Cartola nos anos 90

Fontes Pesquisadas:
http://www.campeoesdofutebol.com.br/campinense_sedes.html
Foto1: Comunidade Campina - Velha Guarda (Orkut) - Wellington Medeiros 
[postada no site do COLÉGIO ESTADUAL DA PRATA pelo professor Fernando Azevedo.
Link: http://www.colegiodaprata.xpg.com.br/]
Foto2:  http://www.clicpersonal.com.br/campinenseclube.com.br/historia_sedes.shtml

O Campinense Clube foi fundado em 12 de abril de 1915 como uma sociedade recreativa dançante, onde os aristocratas da época, do ciclo do algodão em Campina Grande, se divertiam.

Em 1919, o clube criou um departamento para a prática do futebol entre seus associados adeptos do esporte. No entanto, em 1920, a diretoria, apoiada pelo bacharel Severino Procópio, decidiu desativar o departamento, devido a uma série de incidentes e brigas após as partidas.


O Colégio Campinense, cujo diretor era Gilberto Leite, um dos fundadores do rubro-negro, foi a primeira sede do Campinense.

Este prédio encontrava-se onde hoje funciona a Faculdade Unesc, em frente à Praça Cel. Antonio Pessoa, na Rua Miguel Couto.

O antigo Campinense Clube em foto de 2009

Interessante "scan" do Diário de Pernambuco de 1980, retratando o jogo Sport Recife e Campinense daquele ano, válido pela Taça de Prata de 1980 (hoje Série B). A partida, realizada no Estádio Ilha do Retiro em Recife-PE, acabou terminando empatada. Como curiosidade, observem a presença de uma torcida histórica da Raposa, a "Tora", que inclusive é registrada no hino do clube.

(Para ler as matérias, cliquem na imagem para ampliar)
Em entrevista realizada por Roberto Hugo da Rádio Caturité, Germano Cruz ex-dirigente do Campinense Clube, conta um pouco da história esportiva de Campina Grande, relatando à fundação do Campinense, construção do Estádio Amigão, dentre outros interessantes assuntos:

Em 2000 foi lançado o cd "O Melhor do Forró no Maior São João do Mundo", coletânea gravada ao vivo no Parque do Povo, epicentro da festa mais popular da Paraíba.


O Álbum foi produzido por José Milton, sendo a direção artística de Jorge Davidson e a gerência artística de Sérgio Bittencourt.


O cd que recebeu o incentivo da prefeitura municipal, por parte do então prefeito Cássio Cunha Lima, registrou os shows gravados possivelmente no ano de 1999, quando nomes dos quilates de Zé Ramalho, Elba Ramalho, Fagner e outros, fizeram o "Parque do Povo" ferver ao som de grandes clássicos do forró.







Destaque para a Rainha Marinês, que deixou registrada a música "Pra Incendiar Seu Coração", no maior palco do forró no Brasil.


Poucos sabem, mas um dos maiores dramaturgos do Brasil nasceu em Campina Grande. Vicente de Paula Holanda Pontes, nasceu em 08 de novembro de 1940. Iniciou sua carreira ao produzir programa na rádio estatal Tabajara, trabalhando também no jornal “A União”. Além disso, seria ator na capital paraibana.

Ao tentar a sorte no Rio de Janeiro, Paulo Pontes fundou o Grupo Opinião, escrevendo para o show que levava o nome do grupo em 1964.

Quatro anos depois, sob sua direção, apresentaria em João Pessoa o espetáculo “Paraibê-aba”.

 
Paulo Pontes

No ano de 1969, seria contratado pela TV Tupi com a função de escrever roteiros para diversos programas da emissora. Exemplo disso foi o roteiro do show em homenagem a Dolores Duran, interpretado por Paulo Gracindo e Clara Nunes. Também faria a obra “Brasileiro: Profissão Esperança”.

Em 1971, escreve “Um Edifício Chamado 200”, uma comédia de costumes, que fez bastante sucesso no eixo Rio-São Paulo, colocando Pontes como um grande autor na época. O roteiro se baseava na tentativa de um indivíduo ganhar na loteria, para sair de uma vida decadente.

No ano de 1974, foi convidado para ser um dos escritores do seriado “A Grande Família”.

A Grande Família da Tupi

Em 1975, faria a estréia de seu espetáculo “Gota d´água”, uma parceria com Chico Buaque, que o fez ganhar o prêmio Molière de melhor autor em parceria com o renomado cantor e compositor.

Morreria em 1976 com apenas 36 anos de idade, em virtude de um câncer no estômago. Sua companheira por oito anos, Bibi Ferreira, esteve sempre ao seu lado até a data de sua morte.

Deixou alguns textos inconclusos, como  “O Dia em que Frank Sinatra Veio ao Brasil, Luna Bar e o ambicioso projeto de adaptar em versos Senhor Presidente, original de Miguel Angel Astúrias”. O diretor Flávio Rangel, depois de sua morte, assim resumiu sua importância: "Em todos os seus trabalhos, Paulo Pontes teve sempre a preocupação de retratar o povo de seu país, e era também um permanente batalhador pela liberdade de expressão. Lutou incansavelmente pela regulamentação da profissão e esteve presente, em posição de destaque, em todos os movimentos que envolveram a classe teatral. Dotado de uma poderosa inteligência e uma rara lucidez, exercia uma liderança natural através de seu pensamento profundo, que se fez sentir através dos inúmeros ensaios que escreveu e das brilhantes conferências que pronunciou".

Em 1980 seria criado o “Prêmio Paulo Pontes” pela Associação Carioca de Empresários Teatrais – ACET. Era um prêmio aberto, sem especificação de categoria, sendo escolhidos tanto artistas, autores e técnicos quanto figuras dos poderes públicos e da iniciativa privada que tivessem prestado relevantes serviços à causa das artes cênicas no Rio de Janeiro. O Prêmio era uma estatueta coma figura de Paulo Pontes - criada por Zé Andrade, mais a quantia equivalente a vinte salários mínimos, que nos dois primeiros anos foi patrocinada pela Fundação de Artes do Estado do Rio de Janeiro – FUNARJ. No terceiro ano de premiação, a Funarj resolveu não desembolsar mais o dinheiro, criando uma crise, que acabou com a premiação. O prêmio também contava com o apoio do Projeto Carlton.

As maiores homenagens ao dramaturgo na Paraíba, foram os fatos de se dar o seu nome a um Teatro em João Pessoa e pasmen, a uma pequena sala de espetáculos localizado no Teatro Severino Cabral. Por ser oriundo de Campina Grande, entendemos que deveria se ter um grande complexo cultural com seu nome e não apenas uma pequenina sala.

Fontes Utilizadas:

-Arquivos Pessoais
-www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=personalidades _biografia&cd_verbete=4100
-Wikipedia
 
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