Plínio Lemos nasceu em Areia (PB) no dia 3 de abril de 1903, filho de José de Lemos Pessoa de Vasconcelos e de Francisca Pereira de Melo.
Bacharelou-se pela Faculdade de Direito da Universidade de Recife em dezembro de 1928. Participou da campanha da Aliança Liberal (1929-1930) e, após a Revolução de 1930 — durante a qual comandou como capitão o 4º Batalhão da Força Pública de Minas Gerais —, ocupou entre 1931 e 1934 o cargo de oficial-de-gabinete no Ministério da Viação e Obras Públicas na gestão de seu conterrâneo, o paraibano José Américo de Almeida.
Após a queda do Estado Novo (1937-1945) e a conseqüente redemocratização do país, elegeu-se em dezembro de 1945 deputado pela Paraíba à Assembléia Nacional Constituinte na legenda da União Democrática Nacional (UDN). Assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte, participou dos trabalhos constituintes e, após a promulgação da nova Carta (18/9/1946) e a transformação da Assembléia em Congresso ordinário, exerceu o mandato até janeiro de 1951. Durante essa legislatura integrou as comissões Permanente de Obras Públicas — da qual foi presidente — e Especial de Pecuária. Em 1948 votou contra a cassação dos mandatos dos parlamentares comunistas, mas foi voto vencido.
No pleito de outubro de 1950 obteve a primeira suplência de deputado federal pela Paraiba, na legenda da Coligação Democrática Paraibana, formada pelo Partido Social Democrático (PSD) e o Partido Libertador (PL). Ocupou uma cadeira na Câmara de junho a setembro de 1951 e desse ano a 1954 foi prefeito de Campina Grande (PB), quando enfrentou a polêmica pela morte do vereador Félix Araújo assassinado por um dos seus guarda-costas, João Madeira, sendo inclusive acusado de ter sido o mandante do ato.
Bacharelou-se pela Faculdade de Direito da Universidade de Recife em dezembro de 1928. Participou da campanha da Aliança Liberal (1929-1930) e, após a Revolução de 1930 — durante a qual comandou como capitão o 4º Batalhão da Força Pública de Minas Gerais —, ocupou entre 1931 e 1934 o cargo de oficial-de-gabinete no Ministério da Viação e Obras Públicas na gestão de seu conterrâneo, o paraibano José Américo de Almeida.
Após a queda do Estado Novo (1937-1945) e a conseqüente redemocratização do país, elegeu-se em dezembro de 1945 deputado pela Paraíba à Assembléia Nacional Constituinte na legenda da União Democrática Nacional (UDN). Assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte, participou dos trabalhos constituintes e, após a promulgação da nova Carta (18/9/1946) e a transformação da Assembléia em Congresso ordinário, exerceu o mandato até janeiro de 1951. Durante essa legislatura integrou as comissões Permanente de Obras Públicas — da qual foi presidente — e Especial de Pecuária. Em 1948 votou contra a cassação dos mandatos dos parlamentares comunistas, mas foi voto vencido.
No pleito de outubro de 1950 obteve a primeira suplência de deputado federal pela Paraiba, na legenda da Coligação Democrática Paraibana, formada pelo Partido Social Democrático (PSD) e o Partido Libertador (PL). Ocupou uma cadeira na Câmara de junho a setembro de 1951 e desse ano a 1954 foi prefeito de Campina Grande (PB), quando enfrentou a polêmica pela morte do vereador Félix Araújo assassinado por um dos seus guarda-costas, João Madeira, sendo inclusive acusado de ter sido o mandante do ato.
Em outubro de 1954 elegeu-se deputado federal pela Paraíba na mesma legenda. Assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte, apresentou e defendeu projetos relativos à criação de um instituto agrário e à determinação do aproveitamento das terras marginais aos grandes açudes, tendo seu último projeto sido vetado pelo presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961).
Em outubro de 1958 voltou a candidatar-se à Câmara dos Deputados, dessa vez na legenda da Coligação Nacionalista Libertadora, formada pela UDN e o PL, obtendo novamente a primeira suplência. Deixando a Câmara em janeiro de 1959, voltou a exercer o mandato de julho desse ano a janeiro de 1960, de fevereiro a março do mesmo ano, de maio seguinte a fevereiro de 1962 e de abril a dezembro desse último ano. Durante esse período, manifestou-se contra o reatamento das relações diplomáticas com a União Soviética, rompidas em 1947 e retomadas em novembro de 1961.
Em 1962 voltou a eleger-se deputado federal na legenda da UDN, assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte. Ainda em 1963, declarou ao Correio Brasiliense ser partidário do cooperativismo e considerar o presidencialismo um regime muito propício às aventuras ditatoriais. Afirmou também que a organização fiscal poderia proporcionar ao Estado recursos para reduzir as diferenças sociais, salientando, quanto a esse aspecto, que via na encíclica Mater et magistra um ideário para as reformas sociais. Após o movimento político-militar de 31 de março de 1964 que depôs o presidente João Goulart (1961-1964), presidiu nos dois anos seguintes a Comissão de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas da Câmara dos Deputados. Mais tarde, em junho de 1977, declararia ao Jornal do Brasil que como presidente dessa comissão tentara acabar com a política de distribuição de subvenções parlamentares a entidades fantasmas, mas sem obter êxito.
Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar, e, em novembro de 1966, elegeu-se suplente de deputado federal nessa legenda. Deixou a Câmara em janeiro de 1967 e voltou a ocupar uma cadeira nos períodos de março a julho de 1968, de agosto desse ano a abril do ano seguinte e de novembro de 1970 a janeiro de 1971. Novamente candidato nas eleições de 1970, obteve uma suplência, mas não chegou a exercer o mandato. Voltou a concorrer a uma cadeira na Câmara dos Deputados nos pleitos de novembro de 1974, quando conseguiu ficar na primeira suplência, e no de 1978, tendo ficado na terceira suplência. Afastou-se, então, da política e voltou a exercer a função de promotor público.
Relator do primeiro e do segundo planos da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), foi também promotor em Patos e Cajazeiras, na Paraíba, e em Ituiutabá (MG), tendo atuado ainda como secretário-redator do Diário da Manhã, em Belo Horizonte.
Em outubro de 1958 voltou a candidatar-se à Câmara dos Deputados, dessa vez na legenda da Coligação Nacionalista Libertadora, formada pela UDN e o PL, obtendo novamente a primeira suplência. Deixando a Câmara em janeiro de 1959, voltou a exercer o mandato de julho desse ano a janeiro de 1960, de fevereiro a março do mesmo ano, de maio seguinte a fevereiro de 1962 e de abril a dezembro desse último ano. Durante esse período, manifestou-se contra o reatamento das relações diplomáticas com a União Soviética, rompidas em 1947 e retomadas em novembro de 1961.
Em 1962 voltou a eleger-se deputado federal na legenda da UDN, assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte. Ainda em 1963, declarou ao Correio Brasiliense ser partidário do cooperativismo e considerar o presidencialismo um regime muito propício às aventuras ditatoriais. Afirmou também que a organização fiscal poderia proporcionar ao Estado recursos para reduzir as diferenças sociais, salientando, quanto a esse aspecto, que via na encíclica Mater et magistra um ideário para as reformas sociais. Após o movimento político-militar de 31 de março de 1964 que depôs o presidente João Goulart (1961-1964), presidiu nos dois anos seguintes a Comissão de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas da Câmara dos Deputados. Mais tarde, em junho de 1977, declararia ao Jornal do Brasil que como presidente dessa comissão tentara acabar com a política de distribuição de subvenções parlamentares a entidades fantasmas, mas sem obter êxito.
Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar, e, em novembro de 1966, elegeu-se suplente de deputado federal nessa legenda. Deixou a Câmara em janeiro de 1967 e voltou a ocupar uma cadeira nos períodos de março a julho de 1968, de agosto desse ano a abril do ano seguinte e de novembro de 1970 a janeiro de 1971. Novamente candidato nas eleições de 1970, obteve uma suplência, mas não chegou a exercer o mandato. Voltou a concorrer a uma cadeira na Câmara dos Deputados nos pleitos de novembro de 1974, quando conseguiu ficar na primeira suplência, e no de 1978, tendo ficado na terceira suplência. Afastou-se, então, da política e voltou a exercer a função de promotor público.
Relator do primeiro e do segundo planos da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), foi também promotor em Patos e Cajazeiras, na Paraíba, e em Ituiutabá (MG), tendo atuado ainda como secretário-redator do Diário da Manhã, em Belo Horizonte.
Publicou "Ainda pela verdade", documentário, em 1954.
Plínio Lemos era casado com Maria Nina de Almeida Lemos e faleceu em São Paulo no dia 23 de abril de 1982.
Plínio Lemos era casado com Maria Nina de Almeida Lemos e faleceu em São Paulo no dia 23 de abril de 1982.
Fonte Consultada: http://cpdoc.fgv.br
Foto: (in) "Lutas de Vida e de Morte" Josué Silvestre
Foto: (in) "Lutas de Vida e de Morte" Josué Silvestre



















